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Como vencer as Enxaquecas

1/1/2018

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Temos de pensar no nosso corpo como um todo, e mais na nossa própria medicina a do dia-a-dia que é a mais importante, porque quando existem certas doenças queremos saber o porque e quem é responsável por aquela dor ou doença, e muitas vezes somos nós os responsáveis.
​Por Ana Margarida Rocha



in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)


A enxaqueca é caraterizada por uma dor de cabeça incapacitante, que provoca o sofrimento físico, psicológico e emocional, é tipicamente caraterizada como uma dor latejante forte num lado variável da cabeça, esta dor pode ter a duração máxima de 72H, também pode ser acompanhada de enjoos, vómitos e sensibilidade ao ruído e à luz.

Esta doença tem bastante impacto na vida das pessoas, sendo que afeta cerca de 10% a 15% da população Mundial pela inexistência de uma cura ou medicamento que possa aliviar definitivamente estes sintomas. Perante a medicina Convencional não existe uma explicação precisa sobre o que causa este tipo de dor, o porquê de ela existir, e como solucionar esta patologia.

A enxaqueca numa fase inicial aparece esporadicamente, não sendo tratada vai aparecer com maior intensidade e frequência, tornando-se um problema crónico.

Não existindo solução na Medicina Convencional, viramo-nos para a Medicina Chinesa, sendo uma das medicinas mais antigas que pode dar resposta aos sintomas e a cura da doença.
               
 Segundo a Medicina Chinesa, a enxaqueca surge devido a um bloqueio ou desequilíbrio energético num órgão ou num conjunto de órgãos, este desequilíbrio ou obstrução pode ser causado por agentes externos, ou internas como a situação emocional e psicológica do individuo.

O sangue e os líquidos do corpo precisam de circular livremente, se existir um bloqueio ou desequilíbrio vai dificultar o trabalho de circulação do corpo, comprometendo assim a chegada de oxigénio e nutrientes ao cérebro.

Outros fatores que são tidos em conta na Medicina Chinesa são: stress; fadiga; ansiedade; tensão arterial; distúrbios emocionais e má alimentação. Toda a análise do estilo de vida e do quadro hereditário e história clínica, com os métodos de diagnósticos próprios, vão indicar a causa interna do que se está a passar no organismo para existir a manifestação deste sintoma específico para depois passar ao tratamento da doença.

Como aliviar os sintomas na hora em que nada faz efeito.
  1. Quando estamos com a sensação de calor na cabeça, onde parece que vai “rebentar”, o melhor a fazer é equilibrar a temperatura interior entre a parte superior e inferior do corpo. No Inverno colocar os pés no chão com meias, e no Verão sem meias, vai ajudar a reequilibrar a temperatura sem que exista choque.
  2. Outra terapêutica que alivia os sintomas é a inalação de vapores, ou apenas o cheiro aplicado nas mãos de óleos essenciais dos seguintes extratos: Eucalipto, Menta, Limão
    Tem propriedades frescas, calmantes e descongestionantes que vão ajudar ao alívio.
  3. Ingestão de chás de Eucalipto, Menta e Limão não muito quentes, a uma temperatura ambiente ou um pouco fresca.
Todas estas “mezinhas” vão aliviar o sintoma mas não a causa do problema, para um bem-estar maior aconselha-se a pessoa a ingerir uma boa quantidade de água, fazer uma boa alimentação à base de frutas e vegetais, evitando o excesso de sal, açúcar e lactose. Para existir uma regulação corporal interna é necessário que tenhamos o melhor estilo de vida possível para combater todos os desequilíbrios e doenças possíveis, aumentando assim o nosso sistema imunitário.

O consumo desapropriado de Sal, açúcar e lactose vai contribuir para que o organismo fique mais inflamado, ou seja, necessita de trabalhar bastante para digerir, e como não consegue digerir facilmente vai acumulando gerando inflamação, inchaço e mau estar. Esta inflamação é considerada um obstáculo no tratamento das enxaquecas, porque vai causar obstrução no nosso sistema energético, linfático e sanguíneo e se não existir a ingestão suficiente de água tudo vai funcionar de forma mais lenta inclusive a chegada de nutrientes à cabeça, causando então dor latejante intensa.

Para o tratamento da causa da doença é aconselhada uma consulta de Medicina Chinesa com um bom profissional, que dependendo de cada pessoa irá realizar um diagnóstico específico para a pessoa indicando e o tempo médio de sessões para o tratamento da causa da doença, sendo que o resultado depende de pessoa para pessoa, do seu estilo de vida, organismo e idade. Este tratamento é feito através de Acupuntura e Fitoterapia.

O motivo pela qual se dá o nome de Medicinas Alternativas é pelo facto da não obtenção de resultados na Medicina Convencional, o que leva a uma opção alternativa que leve à cura e tratamento de sintomas e doenças como esta.
​
“Sejamos saudáveis para sermos felizes.”                            
​
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ANA MARGARIDA ROCHA
TERAPEUTA DE REABILITAÇÃO FÍSICA, MASSAGENS E ACUPUNTURA
FORMADORA NA ÁREA DE REABILITAÇÃO FÍSICA E MASSAGENS
www.facebook.com/touchanarocha123
anarocha123@hotmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Cultive a amabilidade

1/12/2017

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Não procure fora a amabilidade, procure e cultive dentro de si. Ao encontra-la e semeá-la, colherá os frutos mais saborosos e mais coloridos de sempre. Por Ana Sofia Rodrigues

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Nos dias que correm é muito fácil sentirmo-nos cansados, esgotados, revoltados, irritados, injustiçados. O stress, as dificuldades e problemas a gerir, a falta de tempo, de descanso e de hobbies, o excesso de trabalho e a escassez de divertimento, a crise que atravessamos e tantos outros fatores nos podem facilmente conduzir a esse estado. Esta vida de correrias sem fôlego e que parece não dar tréguas pode também nos conduzir ao esquecimento da responsabilidade que temos na forma como vivemos.

Todos temos responsabilidade na forma como vivemos e no nosso bem-estar.  A gestão de tempo e prioridades cabe-nos a nós próprios e a mais ninguém, de fazê-lo. O nosso estado interno reflete-se no nosso estado externo. Quantas vezes já deu conta que a sua boa disposição contagiou alguém? Ou o oposto…o seu estado de tensão ou irritabilidade contagiou igualmente alguém? Todos nos influenciamos, uns aos outros. Portanto escolha conscientemente que influência quer ser.

Quantas vezes foi tratado com frieza, distanciamento e até talvez de certa forma agressiva? Como reagiu? Devido à tensão diária em que a maioria de nós vive, é fácil reagir “na mesma moeda”, mas será que não podemos fazer diferente? Não podemos mudar o outro, mas podemos certamente mudar o nosso comportamento e consequentemente a própria situação. Se respondemos “na mesma moeda”, vamos alimentar a chama da frieza, agressividade, é fácil reagir e criticar, mas se sorrir, demonstrar empatia e compaixão por aquela pessoa que, provavelmente tem muitos problemas e está a passar um dia tão complicado e difícil, o que será que acontece? Experimente.

Quem não quer se sentir bem tratado? Quem não quer sentir-se tratado com respeito, amabilidade, generosidade, bondade, simpatia? Todos nós. Então façamos a diferença pois colhemos o que semeamos e recebemos aquilo que emitimos.

Compreenda que o Ser Humano é um todo, e que as suas ações, pensamentos e emoções influenciam não só os outros, como o seu próprio corpo e organismo vivo. Na Medicina Tradicional Chinesa essa ideia está bem expressa no conceito de Holismo e na importância dos aspetos psico-emocionais associados a órgãos e sistemas do corpo humano. Emoções negativas tornam-se tóxicas e prejudicam os órgãos e o seu corpo físico. Sabia por exemplo, que a irritabilidade ou raiva contida prejudicam o seu Fígado? A associação entre emoções e o corpo físico é há muito estudada e analisada, comprovando que um corpo saudável deve ser acompanhado de uma mente saudável e que grande parte das doenças físicas têm origem na mente e nas emoções. Então como digerir e libertar as emoções tóxicas? Primeiro entenda que nós não somos a emoção. Nós sentimos a emoção. Então sinta-a e liberte-a, deixe-a ir. Procure mecanismos e ferramentas para o ajudar a libertar pensamentos e emoções negativas ou tóxicas. Seguindo o exemplo anterior, “pegue” na sua raiva e canalize essa energia para concretizar aquele projeto que há tanto gostaria de realizar! Ou faça desporto, cante, dance, pinte a raiva numa tela e transforme algo negativo em arte e terapia pura para a alma! É nutrindo-nos de bem-estar que vamos emanar bem-estar. Nutra-se! Nutra-se de bons amigos, boa música, boa comida, bons hobbies que o façam sorrir e perder a noção do tempo. Nutra-se de gratidão por tudo o que tem e tudo o que é! Nutra o seu corpo, a sua alma, o seu coração.

Escolha ver o lado bom e positivo de tudo ao invés de se focar no que está errado. Escolha focar-se no que tem em vez de se focar no que lhe falta. Permita-se parar, permita-se sentir, permita-se sorrir. Permita-se ser criança de vez em quando, outra vez. Brinque! Divirta-se! Permita-se. Reencontre-se com a sua essência. Seja amável consigo próprio. Mime-se! É necessário alcançar esse bem-estar genuíno connosco próprios para estarmos bem e em harmonia com os outros.

Compreenda ainda que a mudança acontece de dentro para fora. Como dizia Gandhi “seja a mudança que quer ver no mundo”. Então sorria e faça a diferença positiva na vida de alguém. Às vezes basta um pequeno gesto, uma palavra, um olhar, um sorriso. Mudamos o mundo quando modificamos e melhoramos o nosso próprio Ser. Podemos ser mais conscientes, responsáveis, alegres e saudáveis e isso será o reflexo automático de melhoria geral em nosso redor. Se se dirigir genuinamente a uma pessoa com um sorriso e compaixão, ainda que essa pessoa esteja a ter um dia difícil e esteja muito irritada, o que acontece é que a sua boa vibração quebra a energia negativa da outra pessoa. E a sua amabilidade não só irá enriquecer o dia daquela pessoa como o de outras, que em seguida serão tratadas com a boa energia que espalhou com a sua atitude. Nutra-se de respeito, amabilidade e bondade e espalhe magia na sua vida. Mostre, dê e emita aquilo que gostaria, na verdade, de receber.

Lao Tse (também conhecido por Lao Tze, Lao Tzu, Lao Zi), um grande filósofo e escritor da antiga China, fundador do Taoismo filosófico e a quem foi atribuída a autoria da antiga obra “Tao Te Ching”, espelha nesta frase o impacto da prática da amabilidade: “Amabilidade na palavra, gera confiança; no pensar gera profundidade, no dar gera amor”.
​
Quando foi a última vez que elogiou alguém? Que ajudou alguém? Que fez sorrir alguém? Elogie. Ajude. Sorria. Seja compreensivo e demonstre compaixão. Espalhe amor e alegria. Pratique a gratidão e amabilidade, primeiro consigo mesmo e depois com o outro. Verá as diferenças.
​
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ANA SOFIA RODRIGUES
ESPECIALISTA DE MEDICINA TRADICIONAL CHINESA TERAPEUTA & FACILITADORA DE WORKSHOPS E RETIROS
www.anasofiarodrigues.com
www.facebook.com/anasofiarodrigues.medicinachinesa
mtc.anasofiarodrigues@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Pratique o desapego pela sua Saúde!

1/11/2017

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A prática do desapego quando vivida, em consciência, beneficia a nossa saúde holisticamente, promovendo o nosso bem-estar, potenciando a nossa Felicidade, pois quando nos desapegamos de algo, de alguém, estamos a permitir que fluam os ciclos da Vida e que a Vida flua em nós. Por Ricardo Fonseca

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​O apego tem muitos significados e são lhe atribuídos muitos sentidos, consoante as áreas e contextos da Vida, estando intimamente relacionado com a dificuldade em deixar ir, a insistência em impedir algo/alguém de partir, o sentimento de controlo e posse em relação a algo/alguém, entre outros, estando de igual modo, intimamente relacionado com inúmeros processos de doenças psicológicas, mentais, emocionais. Por outro lado, é o que nos transmite o sentimento de pertença a algo, de ligação íntima a alguém, com grandes benefícios sociais, humanos, relacionais, emocionais, entre outros.

O desapego por seu lado, não é propriamente o oposto do apego, pois não indica que tenhamos que deixar o apego totalmente de lado da nossa vida, ou encarar o mesmo com algo unicamente negativo. Desapegar significa deixar ir, em consciência, encarando as perdas e despedidas da nossa Vida como ciclos naturais das relações humanas; proporciona uma gestão mais saudável das nossas emoções, impedindo que fiquemos agarrados ao passado e possamos viver o nosso dia-a-dia de um modo holístico mais saudável e por isso, pela sua saúde pratique o desapego.

Escrever sobre o desapego, tendo como unidade temática a saúde, poderá levar a que se pense que apenas se escreverá sobre os seus efeitos/consequências no campo emocional e/ou psicológico, porém neste artigo o desapego é transversal a todas as áreas da nossa vida, com grandes benefícios para a nossa saúde holisticamente, para o nosso bem-estar, qualidade de vida ou seja, o desapego ocupa um papel primordial, na nossa saúde.
O que impede, afinal, a prática o desapego? Porque se vive o apego de um modo tão forte e quase, tão intrínseco? Porque o ser humano precisa de se agarrar a algo, de se sentir parte de algo, de se conectar com alguém intimamente, mesmo que se perca tantas vezes nessa relação e, o desapego, em muitos casos, vem colocar à prova o ser humano, sobre a sua capacidade de soltar, deixar ir, permitir o fluir da vida, sem que seja necessariamente sinal de que não se pertence a algo, de que não gostamos de alguém e vice-versa.

Uma das áreas, da nossa saúde, mais afetada pelo apego e desapego, é a área emocional que se encontra interligada com as áreas psicológica e mental, onde as nossas emoções, pensamentos, sentimentos e razões entram em discórdia, quando a mente diz, por exemplo, para deixar algo/alguém partir e o coração diz para não deixar, para lutar uma vez mais, para prender. São inúmeros os exemplos que podem ser referidos neste artigo, sobre a luta interna do ser humano entre o apego e o desapego, luta essa que interfere com a sua saúde, que pode conduzir a processos de doença mental e psicológica complexas, se o desapego não for vivido de forma consciente e saudável.

Algumas doenças do foro mental/psicológico, como a depressão e a ansiedade, estão intimamente relacionadas com a dificuldade do ser humano, em praticar o desapego de muitas situações que viveu ou vive, cuja carga emocional é muito intensa e que impede uma gestão saudável das suas emoções. Uma das expressões de maior dificuldade do ser humano, na prática do desapego, é a forma como lida com os seus lutos e com a sua grande dificuldade em aceitar a partida de um ente querido, uma separação, entre outras situações, pois em vez de encarar como partidas e/ou despedidas, o seu ênfase e foco é, tão-somente, na questão da perda.

Sim, a sensação de perda é uma das sensações vivenciadas pelo ser humano que causa maior sofrimento e dor, sejam essas perdas em que contextos forem, mas com maior enfase nas perdas por falecimento, apesar de muitas separações, evidenciarem as mesmas emoções e sentimentos. Perdemos algo, quando somos donos de algo (o que por si só pode ser muito subjetivo), não podemos perder alguém, pois não somos donos de ninguém e desapegar, na questão da despedida de alguém, é assentir conscientemente que esse alguém não nos pertence, apenas fez parte da nossa caminhada de Vida e cumpriu a sua função ou o ser humano cumpriu a sua missão na vida desse alguém. Claro está, que significa que desapegar de alguém não significa esquecer, deixar de amar, mas sim viver a sua despedida/partida o seu luto de um modo consciente e saudável.

Nos últimos tempos, tenho assistido há dificuldade da prática do desapego na área da saúde física, o que pode causar alguma estranheza ao leitor, por parecer que há alguma insinuação que o ser humano se apega à sua doença, aos sintomas que a mesma apresenta, porém o que a minha expressão quer indicar é que há uma vivência intensa do processo de doença, onde começa a diminuir a capacidade de o ser humano se abstrair, de encontrar soluções, como se houvesse uma rendição à doença, o que pode ser uma manifestação da dificuldade do desapego.

Quando o ser humano se permite viver “controlado” pela doença, sentindo-se incapaz de reconhecer a vida além da mesma, cria uma relação de apego com a mesma e o primeiro passo para a prática do desapego nestes casos é permitir o fluir da vida, vivenciando as suas emoções, assumindo que não é a doença que o controla e que, acima de tudo, não é o dono da doença, não tem uma doença, mas que convive com uma doença. Esta pequena alteração na forma de sentir e vivenciar um processo de doença pode ser um passo primordial para o desapego em questões de saúde física.

Esta dificuldade em o ser humano se desapegar da doença com que convive, manifesta-se também pela íntima influência das associações, ligas, instituições, entre outras entidades, que começam a tratar o ser humano pelo nome da doença, passando a ser o diabético, o oncológico, o fibromiálgico, o deficiente, levando o ser humano a apegar-se a essa denominação, a considerar-se “dono” da sua doença e a perder a sua entidade pessoal. É necessário, que o ser humano se desapegue das definições e nomeações que lhe são atribuídas, sentindo a sua individualidade intacta, para que possa viver o processo de doença de um modo mais consciente, sereno e fortalecido.

A saúde espiritual também é deveras importante, para o ser humano, onde urge a necessidade de praticar o desapego de algumas crenças e convicções, impedindo o crescimento e enraizamento da sensação de donos da verdade, donos do conhecimento, como se não existissem outras verdades, outras crenças, outras religiões, outras formas de conhecimento. Desapegar na área espiritual, significa criar reciprocidade às diversas e diferentes expressões de fé, de crenças, de valores, deixando cair por terra a sensação de omnisciência, que pode conduzir, em alguns casos já fundamentados, de convicções fanáticas, o que se relaciona intimamente com a saúde mental e emocional do ser humano.

A prática do desapego é deveras importante para a saúde e bem-estar do ser humano, de um modo holístico, permitindo-lhe viver consciente e saudavelmente as suas emoções relacionadas com todas as situações, vivências, experiências do seu Viver e permitindo o seu crescimento mais saudável e por isso, pela sua saúde, caro leitor, pratique o desapego.
​
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RICARDO FONSECA
ENFERMEIRO, ESCRITOR, TERAPEUTA
www.facebook.com/ricardofonsecaescritor

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Liberta-te das barreiras do controlo sobre a tua saúde

1/10/2017

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De forma inconsciente vivemos a vida submetidos ao controlo, a necessidade de controlar tudo na nossa vida. Mas porque? E qual é o impacto que o controlo sobre as nossas emoções e nosso organismo? Por Yolanda Castillo

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

No nosso interior existe um sentimento que na maioria das vezes desconhecemos ou simplesmente não somos conscientes dele: a insegurança.
 
Subtilmente e sob a forma de sentimentos ou ações negativas, a insegurança domina e condiciona diversos aspetos da nossa vida, incluindo a nossa saúde.
 
Mas que sentimentos negativos desenvolvemos? Medo, ansiedade, resistência e que ações estão associadas? A necessidade de controlar.
 
O que entendemos por controlo? Em que influencia na nossa vida?
 
Podemos afirmar que o controlo é uma manifestação de insegurança, mas também uma barreira. Uma barreira consciente ou inconsciente que se torna uma muralha. Uma muralha que utilizamos para nos escondermos porque acreditamos que tudo podemos controlar e que a muralha nos vai proteger das adversidades e dos danos que outras pessoas nos possam causar. Acreditamos que a muralha de controlo nos pode proteger até de nós mesmos. Sem nos darmos conta o controlo danifica a nossa saúde.
 
Então paremos para pensar um momento, analisemos quantas vezes por dia tentamos tudo controlar. Quais os resultados?
 
A sensação de controlo é apenas uma ilusão que a nossa mente cria para que nos sintamos seguros. É esta sensação que nos faz pensar que tudo está a correr com normalidade, que tudo está bem, mas é precisamente o contrário.
 
Esta ilusão criada pela necessidade de controlar que se manifesta de forma subtil carateriza uma grande desorganização, medo e resistência à mudança que se transforma em bloqueios que afetam diretamente o nosso corpo físico e emocional.
 
Este emaranhado de sentimentos manifesta que não estamos emocionalmente bem.
 
Mas que entendemos por saúde?
 
Para a grande maioria da população, saúde é sinonimo de ausência de doença ou sintomas físicos, essencialmente ausência de dor e mal-estar. Perante isso, acreditamos facilmente que tudo está bem, que tudo está controlado.
 
No entanto, esta sensação de bem-estar, de autocontrolo, somente nos desconeta do nosso corpo físico. Esquecemo-nos de o ouvir, de o sentir e de compreender as suas necessidades. Se nos desconetamos do nosso corpo, desconetamo-nos também de nós mesmos. O nosso corpo deixa de estar em equilíbrio. E mesmo que pensemos que não o estamos a controlar, enganamo-nos.
 
Abre-se uma nova caixa de pandora: o subconsciente e o nosso campo emocional que em silêncio tecem juntos um novo estado de saúde. Esta é a caixa que cada um de nós pensamos estar a controlar, mas que na realidade só estamos a alimentar com sentimentos negativos de ansiedade e solidão que nos fazem vivenciar um ciclo vicioso fazendo-nos sentir cada vez mais a necessidade de controlar tudo na vida, em todos os seus aspetos para que tenhamos a certeza de que o estamos a fazer bem.
 
Este binómio de controlo-negatividade está a alimentar as nossas células do corpo que pouco a pouco se vão debilitando, cansando e tornando os órgãos doentes.
 
Mas como decidimos viver desde o controlo, controlando o mundo exterior e todos os pontos essenciais que acreditamos precisar para uma vida perfeita. Este comportamento desconeta-nos de nós mesmo evitando que nos escutemos e quando estes sintomas de bloqueio aparecem no nosso corpo vêm acompanhados de dor e sofrimento, devido ao medo e à resistência que temos em ver e encarar de frente as feridas emocionais que fizeram com que criássemos essas ditas muralhas de controlo.
 
Em grande parte, pensamos que estar saudável é ter a capacidade de controlar todos os fatores externos que nos rodeiam e que acreditamos serem aqueles que nos fazem felizes. No entanto, para estar saudáveis de corpo e mente devemos alimentar-nos de sentimentos positivos, que nutrem e fortalecem as nossas células. Aqueles sentimentos e emoções que nos fazem voar, sonhar e nos fazem sentir felizes, lembram-se deles?
 
Conseguimos recuperá-los se ouvirmos as nossas necessidades físicas, mas também as nossas necessidades emocionais. Cuidando e apreciando o nosso corpo e a nossa mente. A forma como nós nutrirmos emocionalmente a nossa vida faz com que nela encontremos boas surpresas dia após dia. Quando vivemos no controlo total da vida, esta torna-se um stress e um sacrifício.
 
O que me dizem ao desafio que vos proponho? Viver e deixar fluir a vida, deixar de lado a ilusão de tudo controlar? Têm noção dos benefícios para a nossa saúde?
 
O controlo bloqueia-nos, provoca dores musculares, problemas gástricos, ficamos de forma geral doentes, desequilibrados e com a nossa energia desgastada. O controlo é uma muralha que cria cada vez mais muralhas que nos impedem de renovar, inovar, afundando-nos e isolando-nos.
 
A fluidez gera uma energia de movimento que nos permite ser e estar sem medo nem barreiras, porque nos permite amar e aceitar incondicionalmente, nutrimo-nos com amor e bem-estar. Não necessitamos viver detrás de uma muralha, sabemos que a única pessoa que pode magoar-nos somos nós mesmos e as expectativas que criamos.
 
Temos de compreender que a fluidez nos permite estar em equilíbrio físico, mental e emocional, conseguindo gozar a vida de forma saudável e enérgica.
 
Libertem-se das barreiras de controlo autocriadas pela nossa mente, abram as asas à vida, sintam a vida sem medo, permitam-se viver intensamente e deixem a vida fluir.
 
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YOLANDA CASTILLO
TERAPEUTA HOLÍSTICA, NATUROPATA E DOULA
www.facebook.com/CentroMedicina
Holistica.M.NaturaleAlternativa
centro.medicina.holistica2013@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
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Uma Saúde Mais Equânime

1/9/2017

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Para manter a saúde em pleno e de maneira equilibrada há que ter hábitos saudáveis e consciência que a vida é uma mudança constante e a maneira como lidamos com as adversidades e as prosperidades é que fazem a diferença.
​Por Joana Martins Coelho


in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017

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Equanimidade na saúde
 
Um indivíduo equânime não tem perturbações, vive em harmonia e tranquilidade, a sua saúde é estável e lida em conformidade com as circunstâncias, o temperamento ou ânimo não sofrem alterações nas adversidades ou prosperidades.
 
Será possível nos tempos de hoje uma constância de equilíbrio na saúde?
 
Nos tempos que correm o stress é o fator que mais afeta a população.
Portugal é o 7º país, na Europa, com o índice de stress mais elevado, com uma taxa de 59%. As causas são diversas, mas na maioria dos portugueses está associada ao trabalho e às consequências do mesmo.
Não só as causas do stress são variadas, mas também a manifestação na vida de cada um. Estas podem ser mais do foro psicológico ou físico. 
 
O Yin Yang, o equilíbrio perante as oscilações da vida.
 
O Yin Yang, na Medicina Tradicional Chinesa, são forças opostas e complementares que mantêm o equilíbrio de todas as coisas, segundo os conceitos do taoismo. O caracter chinês Yang significa “o lado iluminado da colina” e o caracter chinês Yin significa “o lado sombrio da colina”.  
 
Quando traduzimos a teoria do Yin Yang para o quotidiano, podemos observar que tanto os momentos de luz como os momentos de escuridão são etapas da vida que coexistem, e que cada um aprende a lidar com cada etapa da vida de maneira diferente, mas sem excluir uma delas.
 
Para a Medicina Tradicional Chinesa, o Yin Yang é um principio de diagnóstico, que se combina para formar a saúde de cada indivíduo, quanto mais equilibrado está o Yin Yang, mais saudável se encontra o paciente. Tudo se baseia na equanimidade entre o Yin Yang.
 
Como podemos atingir a equanimidade
 
A equanimidade plena é difícil de atingir, pois todos os dias lidamos com condicionantes como o trabalho, a família, as relações pessoais, etc.
 
Existem alguns fatores que podem facilitar a serenidade na vida de cada indivíduo. Um destes fatores, e talvez o mais importante, é a alimentação.
 
A alimentação é cada vez mais descuidada e irregular. O pequeno almoço, refeição mais importante do dia, é muitas vezes substituído por alimentos de baixo valor nutritivo, como bolachas, café ou iogurtes. Ao longo do dia, são constantemente ingeridos açucares de rápida absorção, para um maior pico de energia e muitas vezes as refeições são deficientes em proteínas e vegetais.
 
Outro fator fundamental é o exercício físico, manter o corpo ativo traz uma mente sã. As práticas energéticas, como o yoga, Qi Gong e meditação, também ajudam a manter a calma e serenidade, dando mecanismos para encarar determinadas situações.  
 
Dicas para voltar à rotina, depois das férias, de maneira serena e equilibrada.
 
Depois da época de maior calor, e regresso de férias para muitos leitores, é importante regressar em equilíbrio. Todas as expetativas para o pós-férias passam por encarar de maneira diferente aquilo que nos stressa e nos destabiliza, ser pessoas mais serenas e com maior estabilidade física e emocional. Para que isso aconteça ficam algumas dicas.
 
Para a Medicina Chinesa a estação do ano que se aproxima, o outono, tem relação com o elemento Metal. O elemento Metal corresponde aos órgãos pulmão e pele, dando mais atenção aos mesmos. Para isso, o cuidado redobrado na alimentação deve estar no início das prioridades, a nova roda dos alimentos indica as proporções que se deve ingerir de cada alimento e derivados. Também é importante dar prioridade aos alimentos da época e que tenham influência sobre o sistema respiratório e pele, tais como abóbora, batata-doce, beringela, chuchu, pimento, rabanete, abacate, melancia, pera, romã e figo.
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O exercício físico é uma maneira de manter a forma e a mente distraída. Um bom exemplo de exercício para estar de volta à rotina são as aulas de grupo, aproveitando a junção do convívio com a prática de exercício. As práticas energéticas, já referidas anteriormente, são bastante aconselhadas para equilibrar a mente e o corpo e mecanismo de relaxamento. 
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JOANA MARTINS COELHO
TERAPEUTA DE MEDICINA TRADICIONAL
CHINESA E ACUPUNTURA ESTÉTICA
joanamc.mtc@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017
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Prazer, um aliado da saúde

1/8/2017

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É importante que cada um descubra o que lhe dá prazer. Para além de comida e sexo existe o mais importante: O prazer das pequenas coisas. A ansiedade e a culpa impedem o usufruto pleno do prazer. Memorizar momentos de prazer aumenta a nossa sensação de saúde e bem-estar.
Por Cristina Marreiros da Cunha


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017

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​“Estou a escrever este texto na varanda acompanhada por um copo de sumo de toranja com gelo. Neste momento muitos dirão: toranja? bahh que horror, como é possível?”

Pois, o prazer tem destas coisas. O que apraz a uns não apraz a outros; e por isso é tão importante que cada um descubra o que lhe dá prazer e que dê a liberdade aos outros de o fazer também.

Iniciei, dando este exemplo, pois, para mim, é um prazer poder estar, num dia quente, a usufruir de alguma brisa em jeito de carícia fresca, acompanhada de uma bebida do meu agrado, ao mesmo tempo que reflito e procuro palavras para transmitir o(s) caminho(s) do(s) meu(s) pensamento(s). Ao ter consciência disso, (e, para mim, escrever não é um prazer, mas consigo, assim, que de alguma forma o esteja a ser) posso memorizar este momento de prazer aumentando a minha sensação de bem-estar. E, como se calcula, a sensação subjetiva de bem-estar faz bem à saúde.

Saúde e prazer parece que nem sempre combinam. Há alturas em que nos deixamos levar inteiramente pela compulsão de aumentar os níveis de prazer, numa busca constante e ansiosa de mais e melhor, esquecendo que, o que algumas vezes se passa, é que estamos com uma incapacidade de tirar partido do momento presente, na maior parte das vezes por problemas passados, que nos projetam sempre e sempre em antecipações futuras e nos roubam o prazer de simplesmente estar no presente. A ansiedade constante arruina a fruição do prazer. E, não conseguir desfrutar do prazer, dificulta também a vivência da dor duma forma adaptativa.

Seria quase impossível falar de prazer não abordando dois dos maiores prazeres: O prazer da mesa e o prazer da cama, ou, dito de outra forma, o prazer da comida e o prazer do sexo.

O prazer que os sabores de que mais gostamos nos dá, pode ser, dependendo do gosto de cada um, a nossa perdição. Quando sonhamos com enchidos e açordas, com ensopados e feijoadas, com gelados e doces conventuais e com tudo o mais que regala o olho e o palato, seja doce, salgado ou picante, mas muito calórico, demasiado gordo, etc, é natural que tenhamos alguma dificuldade em usufruir deste prazer sem consequências drásticas para a saúde, porém, isto jamais poderá significar que prazer e saúde são incompatíveis, ou que ter prazer é inimigo da saúde, ou, que para se ser saudável há que renunciar ao prazer.

Nada poderia estar mais errado. Para se ter saúde tem de se evitar excessos, mas nunca o prazer. O que podemos é educar o prazer. Como? Precisamente saboreando melhor e mais lentamente degustando e não, comendo sofregamente. Também será importante ir encontrando prazer na descoberta de muitos e variados alimentos e bebidas saudáveis, tentando que a ingestão do que é tido como “fazendo mal em excesso”, seja feita com menos frequência e em menores quantidades, mas sempre sem culpa. A culpa impede o usufruto pleno do prazer! Quem tem prazer em correr, caminhar ou praticar desporto, consegue reequilibrar alguns excessos de mesa e ainda melhorar a saúde.
 
No prazer do sexo, a culpa está também muitas vezes presente, e, mais uma vez, onde há culpa não há possibilidade de usufruto pleno de prazer.

A sexualidade bem vivida é, das melhores e maiores fontes de prazer e bem-estar, e um excelente exercício físico, mas tal como noutros campos, a ansiedade e a incapacidade de viver o momento com a vulnerabilidade e intimidade necessárias, podem levar, ou ao não-prazer, ou à necessidade de procurar intensificar o prazer de modos menos saudáveis (por exemplo recorrendo ao uso de substâncias tóxicas duma forma sistemática, ou quase).

Esta estratégia surge numa tentativa de abrilhantar sensações que se vão sentindo como mais pálidas e a escoar por entre os dedos, por vezes porque se procura no sexo o que ele não pode dar só por si, falo de verdadeiro envolvimento afetivo com os outros e com a vida. Embora nalguns casos o sexo possa ser uma ótima ajuda para uma maior aproximação, motivação e gratificação, uma vez que gera prazer, noutros casos, onde ele tenta substituir outras necessidades, pode criar um vazio ainda maior.

Mas, há muitíssimos prazeres para além de comida e sexo. Temos tendência a esquecer o mais importante: O prazer das pequenas coisas, que, por norma, são extremamente saudáveis, não envolvendo consumos, nem excessos.

Aquele prazer que temos em dar, em partilhar, em descobrir, em observar, em cheirar, em escutar, em acariciar, em conviver, em sorrir, em abraçar, em partir, em chegar, em relacionar, em planear, em fazer (construir, esculpir, cozinhar, dançar, cantar, tocar, pintar, bordar, ler, escrever, etc), ou seja em toda uma série de atividades que estão, ou podem estar, presentes no nosso dia-a-dia, mas que tantas vezes deixamos escapar sem notar, sem permitir que os nossos olhos “retinem”, que os nossos sentidos absorvam, sem permitir que a memória os retenha e lhes dê significado.
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É conseguindo saborear esses pequenos prazeres da vida, que podemos aumentar a nossa coleção de momentos de felicidade que nos proporcionam uma incrível sensação de bem-estar.
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CRISTINA MARREIROS DA CUNHA
PSICÓLOGA E PSICOTERAPEUTA
www.espsial.com

​in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017
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A Verdade: Um bem essencial na nossa saúde mental

1/6/2017

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Falar sobre a Verdade deixa-nos sempre um pouco inquietos mas também curiosos. Vamos saber como a Verdade pode influenciar a nossa forma de ser e nos relacionamos com os outros.
Por Filomena Conceição


in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2017

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​O conceito de verdade é entendido como aquilo que é sincero, puro. A verdade representa o que está certo, dentro de uma realidade transparente e sem interferências.

Acreditar que somos capazes de evoluir, de aprender e fazer melhor a cada dia também contribui para nos sentirmos Verdadeiros connosco mesmos, mas como?

Quando utilizamos a Verdade, portanto a ausência da mentira, assumimos que os factos são factos e podem ser alcançados. Sermos verdadeiros connosco mesmo e aceitar quem somos e como somos, assumindo as diferenças, as dúvidas mas acreditando no nosso crescimento pessoal faz com que nos sintamos em equilíbrio.

Estarmos em sintonia com a nossa Verdade, com a nossa história, com os nossos valores, com os nossos atributos permite-nos ser verdadeiros também com os outros. À quem acredite que a Verdade é relativa, pois a verdade de uns pode não ser a verdade de outros. Porém, e independentemente dessa ideia, uma coisa é certa, a Verdade existe sempre mesmo que possa ter inúmeras interpretações. Segundo o filósofo Réne Descartes, uma coisa é nos garantida “enquanto duvido de tudo não posso duvidar que esteja duvidando” logo esta será a primeira verdade.

Quando acreditamos em nós próprios, na nossa Verdade, libertamo-nos dos pensamentos dos outros, pois somos igualmente mais íntegros com as nossas escolhas e as nossas ideias.

Ao longo da nossa vida e desde muito tenra idade que procuramos a Verdade. Procuramos saber o que está certo e errado, procuramos respostas. Só quando questionamos a Verdade, até mesmo a nossa, somos capazes de evoluir enquanto seres Humanos, enquanto pessoas.

De que modo a Verdade contribui para a nossa saúde mental?

Aceitar e acreditar na nossa Verdade, como referi anteriormente, dá-nos a sensação de controlo e segurança. Tal como no bebé que se arrisca a dar os primeiros passos, pois acredita que a mãe o segurará, acredita na Verdade da mãe que o protegerá., o mesmo acontece em adultos. Se no nosso dia-a-dia tivermos a nossa Verdade presente, somos mais capazes de arriscar a dar os primeiros passos na aventura da vida. Ao nos sentirmos seguros, a nossa mente fica liberta para se poder concentrar noutras tarefas, noutras ideias e em outras construções mentais. Assumirmos uma Verdade, representa o sentimento de que acreditamos em nós e no nosso crescimento potencial.

E quando os outros acreditam na nossa Verdade?

Sermos respeitados e amados faz-nos sentir bem-estar, alegria e uma energia positiva infindável. Quando os outros acreditam na nossa Verdade, respeitam-na e aceitam-na, sentimo-nos mais amados, mais capacitados, mais confiantes.
​
Como podemos ser capazes de alcançar a Verdade?

Os pensamentos comandam a vida “penso logo existo” (Descartes), portanto os pensamentos são a base essencial da Verdade se tivermos por base um conjunto de princípios: 1)Princípio da Evidência , só podemos ter a certeza que algo é verdade depois de termos na posse um conjunto diversificado de evidências que nos apontam no mesmo caminho.

2) Princípio da Análise, se dividirmos um grande problema em várias partes mais pequenas, somos mais eficazes na sua resolução.

3) Princípio de Síntese, começar por utilizar o nosso pensamento para a resolução de problemas mais simples e só depois os mais complexos, torna-nos mais eficazes pois vamos conseguindo eliminar problemas e progredir no caminho.
​
4) Princípio de Controle, enquanto vamos avançando na resolução de problemas e mais próximos da Verdade ficamos, devemos rever várias vezes o caminho já percorrido para termos a certeza de que nenhum pormenor ficou para trás. Todos os pormenores são importantes e muitas são as vezes que nos esquecemos disso.

Raramente nos lembramos que os nossos pensamentos são a única coisa que realmente podemos ter controlo e essa é uma verdade universal. Até mesmo quando tomamos grandes decisões, não somos nem podemos ser capazes de controlar o efeito que isso terá em nós próprios ou nos outros. Se formos capazes de gerir os nossos pensamentos, portanto gerir a nossa Verdade, somos incrivelmente mais estáveis e consequentemente estamos a contribuir positivamente para o equilíbrio entre a nossa mente, corpo e espírito.
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FILOMENA CONCEIÇÃO
PSICÓLOGA E FORMADORA
tangerinapsicologiablog.wordpress.com
fpfconceicao@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2017
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Compaixão e Auto Compaixão, um profundo sentido de consciência

1/4/2017

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Compaixão será muito mais que um simples conceito. Não deverá ser entendida meramente pela superfície, quando se associa a um sentimento de “pena”. A Compaixão perde-se na sua própria profundidade, num encontro com o outro.
​Por Maria Veig
a


in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2017
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​Talvez esta não seja uma palavra que ande “na boca do mundo”. Talvez tenha um significado “desconhecido”, um pouco complexo, não entendido ou que fique meramente pela superfície, quando se associa a um sentimento de “pena”. Esta, é talvez a definição mais comum de “compaixão”. Uma definição simples e que não se pode considerar completa, tendo em conta a dimensão do seu conceito.

Nasce para lá do tempo e é uma concepção basilar das tradições orientais. Quando retomamos até ao Ocidente, constatamos que estamos longe de utilizar o verdadeiro sentido desta palavra, que tem sido um pouco esquecido pela Psicologia Ocidental.

Só muito recentemente, este conceito foi introduzido na literatura da Psicologia. Na área da intervenção clínica, por exemplo, tendo como objetivo conduzir os pacientes, fomentando-lhes esse sentido de “compaixão”, para com o outro e consigo próprios: Falamos de “auto compaixão” (Gilbert & Procter 2006). Também se tenta que seja associado a uma característica dos psicoterapeutas, conduzindo, entre outros objetivos, a uma realização pessoal (Figley, 2002; Radey & Figley, 2007).

Mas afinal, o que entendemos por Compaixão?
De uma forma simples e, em diversos dicionários, encontramos definições como sendo um “sentimento típico dos seres humanos e que se carateriza pela piedade e empatia em relação à tristeza alheia” ou, “vontade de ajudar o próximo a superar os seus problemas, consolando e dando suporte emocional.”
​
De facto, o caminho será por aqui. A Compaixão perde-se na sua própria profundidade para se encontrar com o outro. É uma atitude de consciencialização do sofrimento do outro (também por empatia), mas que ao mesmo tempo procura de forma ativa o alívio desse sofrimento, tendo sempre em conta um princípio que jamais deverá ser esquecido: Somos um todo e fazemos parte da humanidade. – Essa consciencialização será o caminho mais direto para o verdadeiro sentido do conceito. (Dalai Lama,  2001a; Goetz, 2009a, 2009b)

A Psicologia, hoje em dia, aborda temas como a compaixão (pelo outro) e a auto   compaixão (pelo próprio, tendo por base, cuidar e ser compassivo perante as dificuldades e as próprias falhas com que nos deparamos.) Quer a compaixão quer a auto compaixão são entendidas como um conjunto de componentes, como habilidades e atributos. Envolve pois, um conjunto de diversas variáveis quer emocionais quer cognitivas, que podem ser inumeradas:
​
O interesse pelo bem-estar do outro (a necessidade de querer aliviar a dor, o sofrimento daquele que está próximo); a simpatia (ligação emocional que une os seres humanos); a empatia (a extraordinária capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de ver com os olhos do outro, de (tentar) sentir da mesma forma que o coração que está à nossa frente, sente); a sensibilidade (a percepção daquilo que nos rodeia); a tolerância ao stress (resistindo a todas as emoções, em situações menos confortáveis e que tendem a originar um afastamento) e o não julgamento (adoção de uma postura “anticrítica” e de não condenação).

Conceitos como a bondade, a caridade, ternura, solidariedade e altruísmo, estão também, estreitamente associados.

E que bom que seria a vida assim! Poderíamos imaginar um mundo perfeito e cor-de-rosa. Poderíamos desenhar nos nossos sonhos, todos estes conceitos e com eles construir a mais alegre e feliz das realidades. Mas sabemos que a vida não é só feliz. Sabemos que o Ser Humano tem caminhos muitas vezes mais cinzentos e, que com eles, transforma essa mesma vida em estradas difíceis de subir.

Mas se por um lado, sabemos que a realidade assim se nos depara, por outro lado a prática clínica e a literatura ajudam-nos a acreditar num mundo melhor. Vários estudos já revelam que a compaixão atenua a dor e o sofrimento. Que atua como agente protetor de diversas condições psicológicas negativas, que atua num combate feroz à depressão. Revelam que melhora as relações sociais. Que fortalece laços. Incentiva o bem-estar.  Diminui a solidão e a ansiedade. A literatura também nos diz que a existência de compaixão está associada a uma menor reatividade ao stress. Que equilibra os estados de humor. Que fomenta a auto-estima, e sublinha o ajustamento sócio emocional. Impulsiona a satisfação profissional, os objetivos de realização e o sucesso. Os benefícios a longo prazo fazem parte das conclusões. – E estas são notícias felizes!

Mas como é possível ter noção do sentido de auto compaixão?
A maioria dos Seres Humanos consegue, no seu dia-a-dia e no percurso da sua vida, ter um sentido crítico perante tudo, perante todos e perante si próprio. E essa autocrítica muitas vezes, não parecendo, torna-se demasiadamente cruel, de tão exigente que se apresenta.

De facto a autocrítica (negativa) anda de costas voltadas com a auto compaixão. Quando alguém se torna excessivamente autocrítico, o receio de falhar aumenta, a insegurança torna-se mais evidente, o que necessariamente tenderá a minimizar o desempenho e a comprometer as reais competências. Sendo assim, sugere-se: Seja mais “brando” consigo próprio. Diminua a culpa. Minimize.

Pratique a capacidade de silenciar e o hábito de ouvir-se a si próprio. (Será primordial). Questione-se. Faça perguntas de si para si. Procure a sua verdade. Quando se confrontar com realidades mais sombrias, fracassos, desilusões, tente ir ao encontro dessa constante autocrítica, que o atormenta e o culpabiliza. Pegue-a ao colo e transforme-a em auto compaixão. Altere o registo e substitua o pensamento. Em vez de: “Se eu soubesse o que sei hoje” ou, “Se eu pudesse andar com a vida para trás” Não. Em vez disso, assuma: “Eu fui e sou responsável pelos maus atos. Tomei esta atitude. Escolhi deste modo. Tive as consequências dessas opções. Não correu bem. Então, aprendi com isso. Cresci! Como posso a partir de agora alterar? Como posso fazer de forma diferente?

Este será um registo que o ajudará. A auto compaixão fortalece a sua inteligência emocional, ajudando-o a regular melhor as suas emoções. Sublinha a sua resiliência, a sua capacidade de análise e de superação de obstáculos.

A auto compaixão poderá tornar-se numa grande aliada, e se conseguir encontrar esse equilíbrio, poderá andar consigo, de mão dada, pela vida fora!

Fontes:
http://www.psicologiamsn.com/2015/12/o-que-e-a-terapia-da-compaixao-paul-gilbert.html http://www.clinicapsicologialisboa.pt/ansiedade/auto-compaixao/ https://www.significados.com.br/compaixao/
http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/20809/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mestrado%20Lu%C3%ADsa.pdf
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/2178/1/22382_ulfp034954_tm.pdf
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MARIA VEIGA
PSICÓLOGA CLÍNICA
www.mariaveigaclinica.wixsite.com/mariaveigapsicologia
mariaveiga.clinica@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2017
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Corpo saudável em Mente saudável

1/3/2017

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Compreender e aprender como pode utilizar a mente para curar o seu corpo, mudar pensamentos e sentimentos e, a partir daí, caminhar para a Plenitude, é o que lhe propõe este artigo.
Por Jorge Boim


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2017

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Plenitude!!! É um Estado de difícil descrição e definição. Cada pessoa tem a sua forma de Estar Plena, de se Sentir Plena. Muitos serão os fatores que contribuem para a Plenitude de cada um, conforme os seus valores, convicções e interesses. No entanto, há algo comum a todos e que é indispensável para se poder almejar a Plenitude: A Saúde.
 
Ter saúde, ou ser saudável, não é só a ausência de doenças físicas, é a permanência de saúde mental e emocional. Como atingir a plenitude de dentro para fora, da mente, das emoções e sentimentos, do corpo, para o mundo, é o que se pretende abordar hoje, neste artigo.
 
Há uns anos atrás, o “mito urbano” existente era de que o Homem só usava 10% da sua capacidade cerebral. Hoje, porém, a dúvida já não passa por aí, antes passa por responder à questão: “O que podemos fazer com a nossa mente?”.
 
A mente controla tudo o que se passa no corpo humano, desde o funcionamento dos órgãos até às trocas químicas que nos permitem sentir a alegria ou tristeza, a euforia ou a depressão, havendo cada vez mais estudos que provam que, muitas das patologias físicas existentes, são criadas na nossa mente. Se a mente humana tem a capacidade de fazer com que os pensamentos e as sensações negativas tenham manifestações físicas de doenças, porque não assumir que, essa mesma mente, tem a capacidade de curar o corpo humano?
 
Para se poder usar a mente para curar, é, primeiro que tudo, necessário mudar esses pensamentos e esses sentimentos negativos. Se uma parte do trabalho poderá, e deverá, ser realizado por cada um, como se verá no final do artigo, há uma parte do trabalho que, não raras vezes, deverá ser realizado com acompanhamento especializado. Nos casos mais complicados, em que estes pensamentos e sentimentos são criados, ou originados, em experiências vividas na infância, por exemplo, o recurso a sessões de psicoterapia, como a Hipnoterapia ou a Psicologia, é indispensável.
 
Para se mudar esses pensamentos e sentimentos, que no presente se manifestam fisicamente, é preciso identificar a origem, a causa dos mesmos, e trabalhar essa mesma situação. Mudando a perceção da experiência, muda-se o estado emocional associado à mesma e, por conseguinte, os pensamentos que se têm sobre a situação.
 
A partir deste momento, em que os pensamentos e sentimentos associados à causa estão alterados, é importante mantê-los “debaixo de olho”. Afinal de contas, são muitos anos a repetir um padrão. Pontualmente, muito pontualmente, poderá acontecer que esses pensamentos e sentimentos negativos se manifestem. E, é nessa altura, que se pode, conscientemente, mudar o pensamento negativo para o positivo que realmente quer ter, mudar o sentimento para o positivo que realmente quer sentir.
 
Naturalmente, trata-se de um equilíbrio que é necessário manter, uma atenção constante sobre o que se pensa e sente, face a todas as “agressões” a que o ser humano está sujeito no seu dia-a-dia: o trânsito, o trabalho, o dinheiro, a sociedade, etc. Tudo isto causa stress. E é na reação a este stress que deve estar a atenção. O que isto faz sentir ou pensar? Como quer sentir ou pensar perante determinada situação? É importante estar atento, responder honestamente a cada uma destas perguntas e mudar. Mudar o pensamento, mudar o sentimento. Mudar conscientemente, até que deixa de ser necessário por estar enraizado no inconsciente e fazer parte da essência.
 
Como se disse acima, há outra parte do trabalho que deve ser realizada por cada um, para potenciar e acelerar a mudança pretendida. A proposta é a seguinte:
 
Todos os dias, reserve para si 15 minutos do seu tempo. Feche os olhos e respire fundo 3 vezes, inspirando pelo nariz e expirando pela boca.
Depois, deixe a mente vaguear e preste atenção aos pensamentos.
Sempre que lhe aparecer um pensamento menos positivo, diga para si “Tudo bem, Paaaazzzz”.
No final, abra os olhos devagar e observe como se sente.
 
À medida que vai repetindo este processo – e, eventualmente, trabalhando outros aspetos em sessões especializadas – observe como se sente e pensa ao longo do dia, como o seu corpo vai reagindo positivamente às alterações.
 
Cada passo que der na alteração dos pensamentos e sentimentos, é um passo mais perto que estará da Plenitude.
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JORGE BOIM
HIPNOTERAPEUTA SPORTS MENTAL COACH
www.sportshypnocoach.pt
jorgeboim@sportshypnocoach.pt

​in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2017
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Um Olhar sobre o Ciúme

1/2/2017

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Neste artigo sobre o ciúme, saiba como esta emoção, tão caraterística da natureza biológica pode, em função do seu grau e intensidade, deixar de ter uma função benéfica para se tornar altamente destrutiva.
Por Joana Simão Valério


in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2017

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O ciúme é um sentimento intrínseco à natureza humana e que é experienciado desde logo, numa fase precoce do desenvolvimento. Pode ser entendido como uma manifestação de emoções desencadeadas pela perceção da falta de exclusividade afetiva por parte da pessoa amada e pela sensação de se estar a dividir, ou mesmo a disputar a atenção, intimidade, dedicação, cumplicidade e afeto com outros, quer estes sejam os irmãos, os primos ou os amigos.

Este sentimento de exclusão está presente, prematuramente, no desenvolvimento com a entrada em cena do terceiro elemento que vai gerar sentimentos ambivalentes na criança: por um lado, o desejo de aceder a uma relação ampliada com o mundo, mas por outro, o temor de perder a sensação de amor incondicional e a segurança afetiva que a relação simbiótica com a mãe lhe transmite.

A resolução eficiente da triangulação implica que a figura materna e paterna estabeleçam uma aliança coesa no modo como lidam com a frustração da criança, garantindo-lhe simultâneamente o amor e a segurança afetiva necessárias.

No entanto, a má resolução da triangulação, poderá comprometer a socialização da criança e os seus futuros relacionamentos amorosos, dando lugar mais tarde ao ciúme patológico. Nestes casos, as relações amorosas adultas, reativam o conflito infantil não resolvido e são vividas com uma sensação de medo e ameaça constante pelo surgimento de um rival (terceiro elemento) capaz de roubar a figura amada. Há uma expetativa permanente e infundada de ameaça na relação, ela própria idealizada e com aspectos infantis relacionados com a ilusão de amor e dedicação exclusivos e incondicionais.

Nos casos de ciúme patológico, verifica-se uma permanente desconfiança e um estado de tensão, angústia e insegurança pelo temor de se ser traído, conduzindo a uma constante monotorização das ações do parceiro, mesmo que este não tenha dado razões para tal. As reacções são desproporcionais e podem mesmo ser agressivas do ponto de vista físico e psicológico, gerando sofrimento para ambas as partes.

Estas pessoas normalmente revelam uma elevada centração nelas próprias e na satisfação das suas necessidades (egocentrismo), sendo muito possessivas, controladoras e levando em pouca consideração a individualidade do outro. Pode igualmente estar presente uma auto-estima deficiente que se traduz no medo em se ser trocado por outra pessoa percecionada como mais interessante e com mais valor.

A reação face à ameaça da perda e abandono poderá traduzir-se num conjunto de emoções que vão desde o pânico à raiva descontrolada, na medida em que a ausência do outro se traduz numa perceção da perda da própria identidade pessoal. O ciúme aqui descrito não mede a intensidade do amor mas acima de tudo o grau de dependência e a imaturidade emocional.

A intervenção psicoterapêutica nestes casos revela-se fundamental, já que o grau de sofrimento é elevado, podendo haver prejuízo nas esferas profissional, familiar e social.
​
Sendo uma emoção intrínseca à natureza humana, o ciúme, relacionado com o desejo de exclusividade afetiva, não pode ser simplesmente eliminado, mas importa saber geri-lo, controlá-lo, aprender a lidar com ele e minimizar os seus malefícios.

A comunicação entre o casal é fundamental e é legítimo que aquele que sente ciúmes possa informar o seu parceiro que esse sentimento o está a incomodar, mas sem limitar a sua ação, na medida em que essa vivência emocional não lhe dá o direito de agir agressiva e autoritariamente sobre o outro.
Quando é experienciado de forma positiva, o ciúme associa-se a uma conduta de zelo e de motivação para investir no próprio, no outro e na relação.
​
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JOANA SIMÃO VALÉRIO
PSICÓLOGA CLÍNICA DA EQUIPA CLARAMENTE ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA CLÍNICA E DA SAÚDE E ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
www.claramente.pt
jvalerio@netcabo.pt

​in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2017
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