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Atenção Plena ao Autoconhecimento!

1/5/2018

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O autoconhecimento leva-nos sempre ao trabalho de desenvolvimento da atenção plena sobre nós próprios.
​Por Suzana Mendes


in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Desde tenra idade somos estimulados por factores externos, em bebés procuramos as formas e as cores, os sons e os cheiros. Em crianças exploramos o corpo, começam as primeiras partilhas sociais e as brincadeiras, e começamos a treinar o nosso pensamento para absorver informação sobre o mundo. Na adolescência a ânsia em ser qualquer coisa, ser notado, ser independente, quem sou eu? A ânsia em fazer, experimentar coisas. O que vou fazer, o que vou estudar? Entre o ser e o que fazer, vive-se numa busca para fora. Depois dos estudos, o trabalho, quanto mais produtivos mais valorosos, por isso estamos focamos em produzir, em subir na carreira, em ganhar dinheiro. Como seres de relações também na fase adulta procuram-se parceiros para partilhar um projecto de vida, que normalmente incluem filhos. O trabalho, as responsabilidades, o sucesso, os filhos, a gestão de tempo, agradar os outros para se sentir amado, não dormir, correr, fazer, ter, fazer... e entra-se numa rotina em que muitas vezes nos perdemos de nós próprios.

PÁRA! Quando foi a última vez que paraste para SER? O que costumas fazer diariamente para SER? Quem és? Não aquilo que fazes, ou as ideias formatadas pelo exterior ou aquilo que tens (status, canudos). Não o que acumulaste de fora, conhecimento, experiências e conquistas. Mas a tua essência. Quem és tu?

É frequente as pessoas não saberem muito bem quem são, acham que são a Maria, portuguesa, com uma licenciatura em gestão, mulher do João, mãe do Tomás e da Francisca, herdeira dos olivais do pai Andrade (nomes fictícios). Tu não és somente o que fazes e o que constróis, pois o que fazes e constróis é um resultado, uma expressão, um produto de ti, e mais uma vez, acção para fora.

Por outro lado, as pessoas tendem a procurar ajuda em tempos de crise, como se tivessem perdido o rastro de si mesmas.

A sociedade moderna exige que nos viremos para fora, treina-nos para produzir e consumir, não nos treina para trabalhar o nosso interior, a nossa casa interior, não nos ensinam a ouvir a voz interior, a termos um relacionamento amorosocom o nosso SER, fruir da nossa energia única e mágica.

Achamos que nos dar a atenção que merecemos é ir às compras, ou fazer uma viagem, ou ir a um spa, mas isso são tipos de fugas à rotina do fazer e ter, mas, mais uma vez, são atividades para fora. Também muitos acham que a fama, a bajulação, os elogios, o poder são formas de dar atenção a si próprios, mas essa atenção, mais uma vez vem de fora e somente agrada ao ego.

Quando foi que passaste um dia sem nada fazer, ou umas horas, ou uns minutos de plena atenção interior? De contemplação, de não julgamento, de reflexão, de enamoramento, de gratidão e aceitação por seres quem és? E sabes quem és? Tens tido curiosidade de saberes quem és? Tens saudades tuas, da tua própria companhia?

É difícil arranjar esse tempo, essa disponibilidade mental e emocional, estamos condicionados, constantemente solicitados para fora, que vamos sendo por instinto e por formatação do pensamento pelas regras e crenças da racionalidade coletiva.

É um tanto assustador perdermo-nos de nós e termos que nos agarrar a paixões, vícios, objetivos materialistas ou por outro lado viver doente, com depressão, ansiedade, doenças crónicas ou falta de energia. A doença é um sinal do nosso corpo a indicar um desequilíbrio energético, seja físico emocional e/ou psicológico. A doença acaba por ser uma aliada, uma oportunidade para parar e cuidar de nós próprios.

Ficamos doentes quando nos alimentamos mal, adoecemos quando não estamos felizes, quando estamos frustrados, revoltados, quando não nos sentimos valorizados, amados. Mas esquecemo-nos que o principal responsável por nós, somos nós. E essa plena atenção em nós é quase nula.

A Astrologia Chinesa baseia-se nas leis da natureza, que são justas e sempre em busca do equilíbrio. Compreender a nossa essência, a nossa natureza pessoal através desta ferramenta é um exercício muito interessante de praticar para SERMOS Plenos (e não andar a representar papéis que muitas vezes são imposições de fora).

“Da minha experiência uma melhor compreensão de nós leva-nos sempre ao trabalho de desenvolvimento da atenção plena em mim própria.
​
Tem sido um percurso, com dúvidas, avanços e retrocessos, um trabalho continuo, que exige disciplina e humildade, para criar novos hábitos psicológicos, emocionais e físicos, e ir construindo uma relação verdadeiramente amorosa comigo própria. A consciência da importância de estamos atentos, mais despertos, mais intuitivos, mais eficientes a usar a razão a favor do coração para uma vida mais preenchida, com maior realização e paz interior.”
​
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SUZANA MENDES
FENG SHUI, SAÚDE E BEM-ESTAR
www.suzanamendes.com

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Resistir à tempestade

1/4/2018

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Resistir à tempestade é não embarcar na loucura que são as exigências da vida moderna e criar espaços para parar, respirar e conectarmos com nós próprios no dia-a-dia agitado do século XXI. Resistir à tempestade é não desistir de ser Feliz. É criar instantes de vida que valham por si mesmos.
Por Ana Galhardo Simões


in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Vivemos num mundo moderno, em pleno século XXI, onde as exigências são enormes.
 
As mulheres com todas as suas conquistas, passaram a trabalhar fora de casa, sim porque antes também trabalhavam muito, mas dentro de casa, onde infelizmente não eram vistas nem apreciadas. Passaram a ter voz ativa, uma palavra a dizer, mas não deixaram de estar um pouco sozinhas da gestão doméstica e educação dos filhos. Alguns homens, justiça seja feita, adaptaram-se e aprenderam não só a partilhar como a responsabilizarem-se pela dinâmica familiar, outros nem tanto.
 
As crianças estão mais sozinhas, com menos apoio familiar e em dinâmicas sociais vazias, num culto de imagem que torna as relações mais líquidas e quase sem vínculo.
 
Ensinamos desde pequenos que a vida é dificil e que a carreira se começa a desenvolver desde o nascimento, com um conjunto infindável de atividades extra-curriculares que pensamos serem úteis no seu desenvolvimento, mas que na verdade as impede de brincar e de serem simplesmente crianças.
 
A ansiedade e a depressão são as novas doenças do século, que avassalam todos sem dó nem piedade e cada vez mais as pessoas estão desesperadas, sem saber que caminho seguir. Na generalidade não compreendem a razão de estarem assim, mas sentem-se incapacitadas para prosseguir como antes. Não identificaram os sintomas que com certeza já iam aparecendo e quando finalmente não conseguem mais ignorar porque o mal-estar é permanente e parece comandar as suas vidas, já não podem passar sem medicação. Infelizmente isto é verdade também para crianças e jovens, que cada vez mais sofrem de distúrbios de ansiedade, que lhes retiram qualidade de vida.
 
Sofremos cada vez mais de hiperatividade mental! Sobrecarregamos o nosso pequeno computador, como se ele não se desgastasse e cansasse de tanto pensamento, tantos afazeres, tantas listas que inundam a nossa cabeça e não nos deixam dormir! Precisamos fazer tudo em tempo útil, estar em todo o lado, cumprir com as obrigações familiares e profissionais e ainda assim ter tempo para amar e ser feliz!
 
Parece que tem sido impossível completar essa tarefa que a vida moderna nos impõe e o custo tem sido a tristeza das nossas crianças, a nossa tristeza e todos os distúrbios e patologias que temos vindo a desenvolver.
 
O mar que em tempos beneficiava de períodos de tranquilidade, hoje está repleto de ondas ininterruptas, que batem com força na areia e por vezes fazem buracos complicados de tapar ou disfarçar. O mar está claramente bravo e difícil de navegar.
 
“A nossa mente é como a água, quando está calma e em paz, pode refletir a beleza no mundo. Quando está agitada, pode ter o paraíso em frente e não o reflete!” David Fischman
 
O que é que cada um de nós pode então fazer para resitir a esta tempestade???
 
Diria que antes de mais precisamos todos de Respirar!
Precisamos de sair do alheamento que a hiperatividade nos confere para vivermos mais inteiros, mais conscientes, mais presentes em nós e nos outros. Precisamos criar tempo e espaço para simplesmente parar e Respirar!
 
Por parar não nos estamos a referir a meditações complexas logo pela manhã, quando sabemos que existe um conjunto infindável de tarefas para completar antes de podermos sair de casa. Não! Basta acordar 15 minutos antes da hora fulcral, em que tudo terá que ser feito à pressa, para poder executar todas as tarefas com calma e de forma consciente. Se for possível, porque não tirar uns minutos para nós próprios para começar o dia respirando o seu dia, sem pensar. Praticar esse estado de presença consciente ou mindfulness, não é nada que requeira muito do seu tempo e muito menos da sua cabeça!
 
É um estado que possibilita a nossa autoregulação, vivendo no momento presente e aliviando esse excesso de energia na zona da cabeça, essa hiperatividade mental, preocupação e confusão que nos esgota e nos obriga a ligar o piloto automático na execução das tarefas quotidianas, anulando a possibilidade de estarmos atentos e conscientes.
 
Quando vivemos com o piloto automático ligado é como se vivêssemos na estratosfera! Ora viver na estratosfera é o contrário daquilo que o mundo moderno exige de nós e todas as nossas tarefas ficam dificultadas.
 
Precisamos de Caminhar e sentir os nossos pés no chão! Precisamos de nos enraizar na vida, no aqui e no agora, na nossa capacidade de ação e concretização. Precisamos de nos apropriar do nosso corpo e do nosso sentir. Caminhar possibilita não só a nossa autoregulação como o nosso enraizamento. Quando estamos ligados à terra estamos centrados e conetados a receber e escoar a energia do nosso corpo. Esse processo dá-nos a segurança e a base para que possamos experimentar a vida sem medo e em plenitude.
 
Estar vivo não é um acaso inútil ou um lanche grátis, que nem nos soube assim tão bem! Estar vivo é uma responsabilidade para connosco e para com os outros, para com a nossa felicidade e o nosso caminho! Dizem que felicidade é um instante de vida que vale por si mesmo. Vamos produzir mais instantes aos quais possamos chamar de Felicidade!
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ANA GALHARDO SIMÕES
PSICOTERAPEUTA CORPORAL / ESPECIALIZAÇÃO EM CRIANÇAS E JOVENS
www.espacocrescer.pt
anagalhardo@espacocrescer.pt

​in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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E se não houvesse amanhã?

1/3/2018

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Apesar de procurarmos constância, estabilidade e controle, o segredo do bem-estar é exatamente o contrário. Aceitar e integrar a impermanência que vive dentro e fora de nós.
Por Sílvia Coelho


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

 “Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe”. Este é um dos meus ditados populares preferidos. Aliás, sou completamente fã de ditados populares. Personificam a ciência do bom-senso, a sabedoria do povo, onde anos de tradição e de observação traçam regras, linhas mestras e princípios de vida. Todos com as suas honrosas exceções, como é evidente. Não há regra sem exceção. No caso deste ditado popular, se olharmos para ele numa perspetiva construtiva, podemos encontrar algumas pistas para reflexão. Mais do que isso: encontramos material suficiente para alicerçamos uma mudança de vida. Ou pelo menos uma mudança na forma como encaramos e enfrentamos o nosso quotidiano.

Esta frase tão simples encerra em si uma sabedoria extraordinária. Eu diria que tudo o que contém um contributo para o alcançar um bem-estar generalizado, já é extraordinário. De uma forma muito direta e autêntica, este ditado popular mostra-nos que nada é eterno. Que nada é para sempre. Que nada permanece. Que nada dura. Nem a dor nem a felicidade. Nem a alegria nem a tristeza. Nada dura para sempre. Ou se quisermos de outra forma, tudo é eterno enquanto dura.

Se conseguirmos ter esta noção verdadeiramente entranhada, enraizada, no pensamento e no coração, a vida torna-se muito mais fácil e muito mais alegre. Garanto! Reparem, se conseguirmos de facto integrar que nada, mesmo nada, é permanente, constante ou estável, vivemos muito mais aliviados. Passamos a viver os momentos presentes. A retirar e absorver tudo o que o aqui e o agora nos vai oferecendo.

Deixamos de estar tão colados ao passado, de repetidamente sentir as suas dores, frustrações, perdas, tristezas e etc.  Deixamos de deprimir. Quando nos focamos muito no passado podemos desenvolver alguma tendência para a depressão. Se continuamente nos focamos no futuro e nos “ses” e “quandos” e no amanhã, podemos dar asas à ansiedade. E, navegando entre o passado e do futuro, gastamos uma energia que não é recuperável nem produtiva. esquecemo-nos de nos focar no momento. No presente. Naquela centelha de tempo onde efetivamente podemos fazer alguma coisa por nós próprios. O aqui e o agora é, na verdade, a única coisa que possuímos. Não somos “donos” nem detentores de absolutamente mais nada. Apenas de cada um dos momentos que por nós passa.

Se soubermos aceitar esta evidência, saberemos desapegar muito melhor. Saberemos tirar da vida todo o substrato que ela tem para nos dar. Podemos centrarmo-nos naquilo que verdadeiramente importa. E não é assim tão difícil compreender a impermanência de tudo o que nos rodeia. Tudo tem um início e um fim. Comecemos por nós próprios. O nosso corpo. Nascemos e morremos. Temos principio e fim. Todo o nosso mundo psicológico vai mudando ao longo da vida. O nosso mundo emocional vai tendo as suas alterações. Aquele amor que quase nos levou à loucura, agora só nos arranca umas boas gargalhadas. Tudo se transforma. Nada permanece. Se formos capazes de entender este princípio universal, a nossa vida torna-se muito mais fácil. Percebemos a incoerência que existe em nos restringirmos, em não expressarmos as nossas emoções, em não vivemos com a maior plenitude possível. Percebemos a inutilidade do controle que exercemos sobre nós e sobre os outros. Não controlamos absolutamente nada. Nada permanece para ser controlado. E, mais uma vez, é apenas energia mal gasta.
 
Há um exercício muito simples que proponho. Pode ser um bocadinho desafiador, mas é verdadeiramente simples. Faço-o muitas vezes. No final do dia, com a cabeça na almofada, em relaxamento, vale a pena pensar o seguinte: “E se eu não acordasse amanhã? Se morresse durante o sono? Teria valido a pena? O que devia ter feito e não fiz? O que deveria ter dito e não disse? O que perdi por medo? O que não experimentei por vergonha de errar? Se formos honestos connosco próprios nas respostas que encontramos, verificamos que na maior parte das vezes, encaramos a vida como se ela fosse eterna. Ou melhor, como se fossemos eternos e como se houvesse sempre um amanhã. Parece-me que vale a pena pensar neste assunto. Nada permanece. Nem nós nem aqueles a quem amamos.
​
A eternidade, a constância, a estabilidade, é verdadeiramente resumida a um momento. Cabe tudo num segundo. Num pequeno instante. Eu diria que vale muito a pena vivermos o dia a dia como se não houvesse amanhã. Isto não quer dizer em euforia ou êxtase. Mas em profunda apreciação do que está ao nosso alcance. Em profunda gratidão com tudo o que por nós passa. Podemos escolher entre ficar agradecidos com o que temos ou ficar frustrado com o que nos falta. Também nesta dimensão da nossa vida, a escolha é nossa. Parece que quanto mais escolhermos viver o momento, mais leve a vida se torna. Não carregamos o peso do passado nem temos medo do futuro.

A esperança também faz sempre parte destes processos de leveza. Se tivermos a esperança de que tudo se transforma, de que tudo é volátil e inconstante, deixamos de gastar energia com o que nos aborrece, zanga ou entristece. Tudo isso vai passar. E quando passa, dá lugar a coisas muito boas. Enche-nos de vida. Peito cheio. Ao termos a consciência plena da impermanência que existe dentro e fora de nós, somos muito mais felizes. Vivemos em vez de sobrevivermos. E esta é a magia que uma gotinha de sabedoria do povo nos pode oferecer. 
​
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SÍLVIA COELHO
PSICÓLOGA
www.magdalagabriel.blogspot.pt
silviafbcoelho@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A Magia de uma vida sem Julgamentos

1/2/2018

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Alguma vez pensaste na quantidade de vezes que emites um julgamento por dia? Que consequências tem isso na tua vida? Liber ta-te do julgamento e permite que apareça em cena o teu Eu verdadeiro. Por Yolanda Castillo

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A vida é uma dádiva com a que cada ser humano é premiado. Temos a capacidade de escolher como desejamos vive-la. Muitos acreditam que é alguém que decide por nós como irá ser a nossa vida. É importante pensar que cada ação, decisão e atitude tornam-se sementes com as quais criamos o nosso caminho e construímos o estilo de vida que desejamos. Somos os responsáveis pela vida que co-criamos.

Tens noção da responsabilidade que tens pela tua própria vida?
Em muitas ocasiões vivemos a vida em função do que se passa fora, do julgamento que os outros fazem sobre nós e as opiniões que tem sobre a nossa forma de estar na vida. Assim, de forma inconsciente acabamos por procurar um outro responsável para não termos de olhar para nós, como diretores da orquestra que escolhemos para viver.

Pára e pensa um instante, como vives a tua vida? Como a nutres?
Nos últimos anos, está na “moda” ter um estilo de vida saudável. Cada vez mais cuidamos do corpo, da alimentação, praticamos desporto, atividades que nos libertem do stress. Isso é muito bom, porque estamos a semear para o presente, mas também para termos uma boa qualidade de vida no futuro.

A questão está em que achamos que isso é suficiente para cuidar do estilo de vida, mas na realidade, falta um ingrediente indispensável: pensar, sentir e ter atitudes que nos permitam estar na mesma frequência interior que a forma como construímos esse mundo exterior.

É um desafio manter esta frequência no dia-a-dia, porque muitos têm hábitos que aprenderam de forma inconsciente, de gerações anteriores ou mesmo do que vivemos socialmente, como julgar.

Se pararmos para analisar um dia quotidiano, quantas vezes julgamos sem dar por ela, tenho a certeza que muitas, porque no nosso berço inconsciente está lá esta semente.

Julgamos grande parte das vezes sem conhecer com pormenores o porquê dessa atitude, circunstância ou acontecimento. Julgamos sem saber o que vai no íntimo dessa pessoa, ou o porque de agir daquela forma naquele momento.

Se cada um de nós é responsável pela sua vida então porque temos como impulso e hábito julgar?
Enquanto crianças, tínhamos um hábito muito importante e que nos teria facilitado a vida adulta: precisávamos de saber o porque das coisas.

Mas porque julgar os outros e inclusive a nós mesmos, se torna um hábito e em consequência um pilar, com que construímos o nosso dia-a-dia e estilo de vida?

Quando vivemos em função do julgamento, seja a julgar os outros ou a nós próprios, não estamos a conseguir levar a vida que desejamos. Embora achemos que sim, porque acreditamos de forma inconsciente que enquanto julgamos o outro, não olhamos para nós.

Julgar torna-se mais fácil, do que nos confrontarmos com milhares de espelhos que nos mostram as feridas emocionais que guardamos em nós, na nossa história e na nossa essência. Julgamos para evadir a responsabilidade que temos em que a nossa vida não seja a desejamos, ou pelo menos, não com os matizes que sempre sonhamos. É um hábito tão enraizado em nós, que grande parte das vezes, não conseguir olhar para além do julgamento, e perceber que julgar, é a maneira que arranjamos de não atender as nossas próprias necessidades.

Sim, essas necessidades que nos fazem sentir plenos e abertos ao mundo. Essas que nos permitem abrir as asas à vida e desfrutar dela, sendo conscientes e estando presentes.

Estar na energia do julgamento, faz com que vibremos em uma energia negativa, pouco saudável e que sem dúvida, pouco espaço ou nenhum nos dá, para parar e construir hábitos de vida que nos permitam ser quem gostávamos de ser na realidade e viver desfrutando dos prazeres que nos dá a vida. Porque quando algo tão sagrado como a vida nos é oferecido, nós temos a responsabilidade de cuidar dela como um grande tesouro.

Se o nosso desejo é construir um Eu livre e uma vida com espaço para vivê-la como tal, porque substituímos o julgar, por permitir?

Permite-te olhar para ti mesmo, nesses mil espelhos que mostram as tuas feridas mais profundas, sem medo, sem julgamento. O que pode acontecer?

Quando olhas para ti sem julgamento, aceitas o que estás a ver, navegas nesses espelhos, porque neles não vais encontrar nada de mau, só um outro tu, que precisa de amor, para deixar de se julgar, de julgar os outros, para se sentir superior ou satisfeito.

Viver a vida sem julgar os outros, é uma janela aberta para um estilo de vida diferente. Agora sim podemos dizer que saudável e prazeroso por completo. Que consegues apreciar a beleza da vida, desfrutar de ti próprio e criar novos momentos.

Quebra as barreiras do julgamento, sê tu, sem medos. Convive com os outros sendo cada um deles tal como é. Permite-te perceber que têm o seu espaço para aprender e evoluir, e também viver um estilo de vida mais saudável.

Aprender a viver desde a aceitação e largar o julgamento, é também uma semente educativa para a família e para os mais próximos. Libertar do julgamento, permite criar uma sociedade com vidas mais agradáveis e satisfatórias.
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YOLANDA CASTILLO
TERAPEUTA HOLÍSTICA, DOULA E NATUROPATA
centromholistica5.wixsite.com/centromholistica
centro.medicina.holistica2013@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Como vencer o medo da perda?

1/1/2018

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Falar do trabalho do luto é falar do trabalho de elaboração de uma perda que se vive e quanto mais significativa é essa perda, maior é o período de tempo de que o sujeito precisa para se recuperar.
Por Maria Farinha

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in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Era uma vez o génio da lâmpada que andava a passear e encontrou uma menina, que parecia estar triste. Foi ter com ela:
- Génio: Olá, eu sou o génio da lâmpada e como me encontraste posso conceder-te três desejos.
- Menina: Que tipo de desejos?
- Génio: De todos os tipos.  Eu sou um génio, tenho muito poder e posso dar-te tudo o que tu me pedires.
- Menina: A sério?
- Génio: Claro que é a sério, já ando nisto há muito tempo. Já realizei desejos a muitas pessoas, de todas as idades. 
- Menina: Hum, eu não sei se tu tens o que eu preciso.
- Génio: Claro que tenho, basta dizeres-me o que é e estará aqui dentro de segundos.
- Menina: Não sei se podes dar-me o que eu desejo, génio.
- Génio: Diz-me lá, do que se trata? É um castelo com princesas? É uma boneca que fala?É um tablet?
- Menina: Não, génio.  Nada disso.  O que eu desejo …..é vencer o medo.
O génio não percebeu o desejo da menina, ficou a pensar por alguns segundos e respondeu:
- Génio: Vencer o medo? Medo de quê? Do que é que tens medo?
- Menina: Medo de perder as pessoas de quem gosto. Medo de não saber viver sem elas. Medo de ficar triste para sempre.
 
Falar de luto é falar de perda.Essa perda pode ocorrer na ausência ou na presença, isto é, o luto não ocorre apenas quando se está perante um falecimento, mas também quando há uma separação física de alguém que continua na vida da pessoa.

O luto é, por excelência, uma das tarefas psicológicas mais difíceis de executar. Falar do trabalho do luto é falar do trabalho de elaboração de uma perda que se vive e quanto mais significativa é essa perda, maior é o período de tempo de que o sujeito precisa para se recuperar.

O trabalho de luto implica retirar o investimento que se colocou num determinado objeto (pessoa) que se perdeu e voltar a colocá-lo no próprio para o utilizar mais tarde, quando houver disponibilidade para tal.  O trabalho do luto passa assim por um desprendimento emocional, uma alteração do vínculo emocional relativamente ao objeto perdido.

Do ponto de vista cognitivo, o processo de luto decorre a uma velocidade superior à do ponto de vista emocional.

As emoções associadas a qualquer perda necessitam de mais tempo para se aconchegarem, para se reequilibrarem, mesmo que se tenha consciência de que a pessoa já não está presente, nem disponível.
É salutar elaborar o luto, elaborar as perdas sofridas.  Ficar triste é fundamental, pois se um luto não for devidamente elaborado corre-se o risco de entrar numa via depressiva mais neurótica ou mais psicótica, ou mesmo num luto patológico.

No luto estão presentes, não apenas a pena e a tristeza de não poder continuar a investir naquele objeto, mas também a zanga, pois quem fica sente ou acha que foi abandonado por quem partiu ou deixou de estar presente.

Nesse sentido torna-se necessário que o sujeito expresse a sua dor, a sua tristeza, a sua raiva e a sua zanga.Ao confrontar-se com a zanga o sujeito confronta-se também com a sua própria finitude, com os seus próprios limites e com tudo o que ainda terá de viver sem a presença do outro, tendo ainda de reorganizar o seu mundo interno de outra forma.
​
Com o passar do tempo o sujeito começa a perceber que, da mesma forma que se sentiu abandonado, também precisa de abandonar o outro, ou seja, precisa de ir desinvestindo nesse objeto perdido e atribuir-lhe um outro lugar na sua vida.  Quando isto ocorre, o luto está elaborado. A culpa dissipa-se, o medo esvai-se e o pensamento começa a reorganizar-se.
 
O génio voltou a conversar com a menina e disse-lhe:
- Génio: Tens razão, eu não posso dar-te o que desejas, mas posso ajudar-te. Posso conceder-te outros desejos.
- Menina: Quais?
- Génio: A cura e o tempo.
- Menina: E para que servem?
- Génio: A cura vai ajudar-te a vencer o medo que tu sentires. E o tempo vai estar sempre contigo, como um amigo, com quem poderás sempre contar para conversar, rir, chorar ou simplesmente pensar.

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MARIA FARINHA
PSICÓLOGA CLÍNICA
www.facebook.com/mariafarinhapsiclinica
www.akademiadoser.com/mariafarinha
mjfarinha@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Amabilidade, o seu cartão de visita

1/12/2017

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Ser amável com os outros irá impactar diretamente na forma como as outras pessoas o veem ou tratam. Amabilidade atrai amabilidade: ao fazer bem aos outros, irão retribuir o bem que lhes faz. Por Alexandra Lopes

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A imagem que projeta é a primeira impressão que transmite aos outros, por isso é fundamental ter uma boa imagem. Os primeiros segundos são extremamente importantes para causar uma boa impressão nos outros, mas os segundos seguintes são ainda mais importantes.

Não é apenas a aparência física que compõe a imagem: é toda uma essência que engloba não só a aparência, mas também a linguagem verbal (tom de voz e as próprias palavras) a linguagem não verbal (os gestos e postura que se assume perante os outros).

Prime sempre pela educação e etiqueta em todas as circunstâncias da sua vida. Assim, será lembrado como uma pessoa com classe, em complemento de uma boa aparência. Sim, porque uma boa aparência de nada vale perante uma essência que não está ao mesmo nível.

A interação com os outros faz parte do dia a dia e a forma como se lida com isso influencia diretamente o modo como os outros o veem e tratam, por isso as boas maneiras são tão importantes.Ser educado e ser amável com os outros irá impactar diretamente na forma como as outras pessoas o veem ou tratam. Se for educado, as pessoas vão vê-lo como alguém maduro e responsável, vão respeitar suas opiniões e prestar mais atenção ao que diz. Caso contrário, as pessoas irão considerá-lo egoísta, alguém que só pensa em si mesmo e não terão em boa conta a sua opinião.

Quanto mais educado for,mais irá atrair pessoas amáveis e educadas para seu círculo social. Noutras palavras, amabilidade atrai amabilidade. Ao fazer bem para os outros, os outros irão retribuir o bem que lhes faz.
​
A amabilidade pode definir-se como um comportamento ou um ato no qual é gentil, delicado, solidário ou afetuoso com outras pessoas. Por isso, a amabilidade engloba diversas atitudes, tais como a simpatia, a generosidade, a compaixão e o altruísmo.
No dia a dia, existem diversas ocasiões nas quais pode por em prática as boas maneiras e uma atitude amável para com as outras pessoas. Tome nota de atitudes muito simples, mas que fazem toda a diferença:

Dizer “por favor” 
Quando pedir ou necessitar de algo, o seu pedido deverá ser amável e estar sempre acompanhado pela expressão “por favor”. Dessa forma, irá estabelece uma relação de respeito perante o próximo.

Dizer “obrigado”
Sempre que receba algo, agradeça. A expressão “obrigado” parece que caiu em desuso nos dias de hoje e, talvez por isso, é uma palavra bastante poderosa e valiosa no dia a dia.

Pedir desculpa
Se causar algum incómodo a alguém, mesmo que seja intencional, peça desculpa imediatamente. Esta atitude irá contribuir para um ambiente saudável e harmonioso.

Pedir licença
Caso necessite de interromper alguém, o modo mais educado de o fazer é pedindo “com licença”. Só deverá tomar a palavra após lhe ser dada permissão para tal.

Cumprimentar as pessoas
Ao chegar a um local, cumprimente sempre as pessoas. Desta maneira, demonstra que respeita a presença dos outros, mesmo que não tenha retorno no cumprimento.

Fale de forma educada
Tente manter um tom de voz adequado para o ambiente no qual se insere. Evite falar muito alto ou baixo demais, nunca interrompendo as pessoas enquanto estiverem a falar. Ouça o que os outros têm a dizer e aguarde calmamente a sua vez de falar.

Atenção ao sorriso
​O sorriso deve ser sempre sincero. Um sorriso falso é facilmente detetado e pode por em causa a sua credibilidade. Não se esqueça que um sorriso tem como retorno outro sorriso. Sorrir transmite confiança e boa disposição e ajuda a “quebrar o gelo” em qualquer ocasião.
​
Faça da amabilidade o seu cartão de visita e marque a diferença na sua vida e na vida dos outros!

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ALEXANDRA LOPES
CONSULTORA DE IMAGEM
www.alexandralopes.com
imagem@alexandralopes.com

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017
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Desapego

1/11/2017

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O foco no externo não é essencial para a sobrevivência. Quem consegue praticar o desapego, não vive preso no passado nem ansioso com medo do futuro. Vive no presente. Está no presente e é o presente. Por Artur Gomes Silva

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​O que vem à sua cabeça quando pensa em desapego?
 
Segundo o dicionário de língua portuguesa, desapego significa facilidade em deixar aquilo a que se tinha apego, afeto. Para entender melhor a palavra desapego, precisamos também ver o seu oposto, ou seja, apego.
 
Desde o berço que o ser humano tem a tendência natural de se apegar. No começo das nossas vidas, fazemo-lo por pura necessidade de sobrevivência fisiológica. Por exemplo, o apego à mãe garante-nos comida, calor, afeto. Durante o crescimento apegamo-nos a ideias, desejos, emoções, e esse apego mantém-nos seguros para crescermos.
 
Se pensarmos nos desejos, até num estado muito precoce da nossa existência isso é demais evidente. Quantas vezes nos agarramos a objetos que não queremos abrir mão porque têm um valor sentimental muito grande, como por exemplo, o ursinho de peluche que nos acompanhava quando éramos crianças ao dormir.
 
Se nos apegarmos a todas as situações, como podemos então mudar e crescer? Hoje, quantos hábitos nocivos podem estar “presos a nós” e que teimamos em não abrir mão inconscientemente? E já pensou que por vezes também nos apegamos a pensamentos e emoções negativas, como o medo? A prática do desapego pode tanto ser feita no nível material como no plano emocional.
 
Esta necessidade de apego pode também ser vista à luz da Teoria de Maslow. Segundo Abraham Maslow, psicólogo norte americano do início do séc. XX., o ser humano necessita de satisfazer as suas necessidades de acordo com uma hierarquia de importância. Para o nosso desenvolvimento biológico e emocional, passamos de satisfações simples como comer e dormir, para níveis diferentes de conquistas que nos vão dando segurança durante a nossa evolução.
 
Ou seja, existe dentro de nós, o sentimento, completamente errado, que esta segurança terá que vir de fora – objetos, pessoas, trabalho, situações, etc. e que tudo deve permanecer igual ao que sempre foi criando uma zona de conforto da qual temos muita dificuldade em sair. Se nada fora de nós mudar, então também não temos que mudar nada internamente, e essa é a ligação chave. Apegamo-nos à ideia de conforto e não procuramos a mudança fazendo um grande esforço para mantermos tudo tal como conhecemos, perdendo a liberdade de descobrir o novo.
 
Por exemplo, em diversas situações de vida, alguns de nós escolhem entre  ver o copo meio cheio ou meio vazio. Quando se vê o copo meio vazio, é natural que exista um apego a algo que já se conhece e a sensação seja de perda. Mas quando optamos por ver o copo meio cheio, isso significa que ainda não está cheio, logo ainda existe espaço para encher, ou seja existe espaço para novas conquistas. E a liberdade que ganhamos é a mais valiosa das conquistas neste processo, através de uma tomada de consciência.
 
Quando pensamos em desapego, torna-se evidente o quão difícil pode ser praticar isso, tantas são as coisas, pessoas e emoções a que podemos ter que nos desapegar. Mas desapegar não significa necessariamente perder, muito pelo contrário. Quando nos desapegamos conquistamos a liberdade suprema de viver o presente.
 
Quando acreditamos que o foco no nosso desejo é essencial para a nossa sobrevivência, estamos a jogar fora qualquer possibilidade de crescimento espiritual, essencial ao nosso desenvolvimento.
 
Existe um conto budista* sobre um mestre e seu discípulo em que estavam os dois a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio agitado e viram na margem uma bela mulher tentando atravessar o rio. O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem. E depois cada qual seguiu seu caminho. Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca se deve  aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher. O discípulo pensou e repensou o assunto e sem encontrar a resposta, quando estavam a voltar ao templo, decidiu por fim perguntar ao Mestre— Mestre, o senhor ensina-me dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela mulher nos braços e atravessou o rio com ela. Tonto – respondeu o mestre – Eu deixei a mulher na outra margem do rio. Tu é que ainda a carregas.
 
Lembre-se que desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos por isso, ao praticar o desapego, tornar-nos indiferentes aos problemas da vida. “O desapego, como sabemos, não é uma rejeição, mas uma liberdade que prevalece quando deixamos de nos atar às causas do sofrimento.” Matthieu Ricard
 
Desapego significa não ter traumas passados nem medos futuros. Ou seja, aquele/a que consegue praticar o desapego, não vive preso no passado nem com medo do futuro. Vive no presente. Está no presente é o presente.
  
Perguntas:
 
1 – Olhando para a sua vida, onde está o maior apego de que gostaria de se libertar?
2 - Se não fizer absolutamente nada, qual o custo de ficar como está?
3 – O que de melhor na sua vida poderia acontecer se se libertasse desse objeto, pessoa, medo, emoção?
 
* Contos Budistas recontados por Sherab Chödzin e Alexandra Kohn - trad. Monica Stahel - Martins Fontes

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ARTUR GOMES SILVA
MASTER COACH E TRAINER NO ICL – INSTITUTO DE COACHING E LINGUISTICA
www.criscarvalho.com
artur@criscarvalho.com

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017
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A difícil escolha de viver em liberdade ou a Controlar

1/10/2017

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Queremos tanto ter tantas coisas ao mesmo tempo, que acabamos por nos perder de nós, da nossa própria vida. Perdemos a liberdade de nos aceitarmos e simplesmente sermos, equilibrando o controlo e a liberdade. Por Liliana Patrício

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Se há algo que todos compartilhamos é o desejo de sermos, a cada dia, mais felizes. No entanto, é extremamente difícil definir com clareza o que é isto de sermos mais felizes. Então, acabamos por nos deixar guiar pelas expetativas dos que nos são próximos e significativos. E, é precisamente aqui que entramos, muitas vezes, num enorme conflito interno.
 
Temos tantos objetivos, uns verdadeiramente nossos, outros nem por isso, que entre tantas coisas que queremos atingir sentimo-nos obrigamos a controlar.
 
Controlamos a agenda e o tempo – temos horas para levantar, para ir levar os miúdos à escola, para chegar ao trabalho, para preparar a reunião, para fazer aquele telefonema extremamente importante, para sair do trabalho, para garantir que os mais pequenos têm como e com quem voltar a cada fim do dia, para ir ao ginásio ou fazer uma caminhada, para preparar o jantar, para orientar as refeições do próximo, para deitar e voltar a fazer tudo novamente no dia seguinte.
 
Controlamos cada decisão que tomamos. Todos os ses e mas, são altamente ponderamos e chegamos a passar horas a fio com uma mesma ideia na cabeça sem sermos capazes de decidir sobre ela. Controlamos até as próprias emoções, porque até essas nos podem atrapalhar nesta vida controlada ao milímetro, que construímos e da qual estamos completamente dependentes.
 
Parece cansativo não é?! Quem vive desta forma reconhece que, na verdade, é mesmo muito cansativo, mas a esperança de um dia a vida ser melhor e mais feliz vai sustentando esta forma de estar na vida.
 
Para além disto, se construirmos tudo isto com base num falso sentimento de segurança e confiança em nós mesmos, mais fácil se torna escolher viver em controlo, ainda que…
 
“Não há qualquer segurança em ser-se hoje, a mesma pessoa que se foi ontem. Isso é apenas uma ilusão que acaba por nos destroçar o coração”. Robin Sharma
 
Viver no controlo é o oposto de viver em liberdade, até porque ser livre, ainda que possa parecer uma coisa gira e até em voga, é algo difícil e que nos faz tremer de medo! Viver em liberdade é viver na incerteza da certeza de ter, todos os dias e a cada momento, infinitas possibilidades de escolha, onde os resultados são possíveis, mas nunca garantidos. E, isto é algo que nos cria um sentimento enorme de medo.

Medo do desconhecido.
Medo de assumir responsabilidades maiores do que as que somos capazes de cumprir.
Medo de falhar.
Medo de ter que assumir o fracasso perante os outros.
Medo de não corresponder às expectativas dos outros e às nossas próprias expectativas.
Medo de descurar as obrigações familiares.
Medo de não sermos compreendidos.
Medo de não ter apoio.
 
Quando nos libertamos destes medos, libertamo-nos também das pressões que nos levam ao controlo e isso exige que nos respeitemos a nós mesmos, mais do que nunca! Mas, como nos podemos amar e respeitar se, na verdade, nem sabemos bem o que amar e respeitar em nós mesmos?

Viver em liberdade é bom, mágico e perfeito porque nos permite viver o que verdadeiramente nos apaixona e faz vibrar.
 
O caminho de libertação do medo e transformação do controlo em liberdade não é fácil, mas é algo que vale muito a pena! O primeiro passo neste sentido é tomarmos consciência da responsabilidade que temos sobre a própria vida, por mais que isso nos custe. Quando fazemos uma análise ou balanço da vida que temos e da forma como a estamos a viver devemos nos abrir à consciencialização de que isso (seja lá o que for, bom ou mau) é apenas o reflexo das escolhas que fizemos até então, com base na liberdade ou no controlo que nos fomos permitindo sentir.

Vive a sua vida em liberdade ou em controlo?
 
O passo seguinte é estarmos atentos ao que vem de dentro e não se vê. A tudo o que o coração transmite e a intuição alerta. A tudo o que só nós, individualmente, podemos ter acesso. E, aqui voltamos à questão de onde partimos.
 
O que é para si ser feliz?
O que o faria ser ainda mais feliz do que o que já é hoje em dia?
O que carateriza para si uma vida cheia de felicidade, bem-estar e realização?
 
Procure responder verdadeiramente a estas questões com o sentimento de liberdade de ser quem é e em total disponibilidade de aceitar e respeitar tudo o que encontre dentro de si. Não rejeite, não finja que não percebe o que está a ver, não distorça a realidade, apenas aceite! Apenas se aceite. Desta forma já estará a viver a primeira fase da liberdade, a liberdade de ser quem é.
​
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LILIANA PATRÍCIO
COACH DE PSICOLOGIA POSITIVA, ESPECIALISTA NA RESSIGNIFICAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS PARA A FELICIDADE CONFIANTE
www.positiveamente.com
www.facebook.com/lilianapatricio.positiveamente
lilianapatricio@positiveamente.com

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Equanimidade e o caminho para a Liberdade

1/9/2017

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É promovido no seu emprego e sente uma felicidade extrema, um ano depois é despedido e o seu mundo desaba. Já alguma vez refletiu se é normal ser arrastado nesse turbilhão de emoções? Vamos falar sobre Equanimidade.
​Por Sofia Pérez


in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Imagine estes dois cenários: é promovido no seu emprego e sente uma felicidade extrema; um ano depois é despedido e o seu mundo desaba.

Ao confrontar-se com cenários deste tipo, já alguma vez refletiu se é normal sentir-se tão imensamente feliz e tão profundamente desesperado? Ser arrastado num turbilhão de emoções e sentimentos que o puxam ora para cima ora para baixo?

E aquelas “pequenas coisas” do dia a dia, que em vez de passarem por nós, como as árvores numa estrada quando conduzimos, ficam apegadas à nossa mente e conseguem estragar-nos o dia? Dando como exemplo quando alguém nos critica.

Se tivermos a capacidade de sermos mais do que a pequenez da nossa psique egocêntrica, poderemos analisar se aquela crítica acrescenta alguma coisa válida e até nos permite melhorar, ou se é apenas uma crítica baseada na experiência e na visão do mundo de uma pessoa, e, naturalmente, deixarmos ir essa sensação.

Este tipo de análise exige que saibamos quem somos e é aqui que entra a Equanimidade: “uma reação equilibrada na alegria e na tristeza e que protege contra a agitação emocional” (Bodhi, 2005).

Um estado mental sereno e equilibrado independentemente da sua valência afetiva: agradável, desagradável ou neutra. A equanimidade envolve um certo tipo de imparcialidade, o que não implica nem indiferença nem distanciamento. Aqui o que é sugerido é experimentar pensamentos ou emoções desagradáveis, sem reprimi-los, negá-los ou julgá-los, ou ter experiências agradáveis sem prolongar essas experiências ou tornar-se viciado nelas.

A equanimidade sugere examinar, explorar sem nos apegarmos ao que observamos e não ficar preso à experiência transformando-a em algo mais. A forma como recebemos essas experiências vai depender da nossa capacidade de perceção do todo.

Parece uma tarefa impossível? Exige um treino diário, sem dúvida, mas não é impossível.

Nós, indivíduos, criamos um modelo de como a nossa vida deve funcionar e encetamos todos os esforços possíveis para o manter de pé. De repente, ocorre um acontecimento que sai fora desse modelo e, automaticamente, provoca-nos um desequilíbrio interior que põe em causa o modelo.

O que tentamos fazer diariamente é construir fortalezas em torno desse modelo para que nada o possa derrubar ou perturbar. E quem é que faz esse trabalho desgastante diário de construir fortalezas? A nossa mente.

É a eterna luta pela sobrevivência da espécie. A maioria de nós já não necessita de se proteger fisicamente, não temos que fugir constantemente de animais selvagens. A nossa luta atual é com a nossa mente onde lidamos com medos interiores baseados nas nossas inseguranças e nas nossas crenças.

Esta construção de um modelo é a tentativa de controlarmos o mundo exterior. É esta a tarefa que damos à nossa mente. É uma tarefa impossível em que inevitavelmente falhamos, pois criamos a ideia de um mundo que só existe dentro de nós. Qual é o propósito deste controlo? Evitar a dor. E para evitar a dor acabamos, paradoxalmente, por viver no sofrimento dessa instabilidade, à mercê dos altos e baixos de uma psique desequilibrada.

A dor faz parte da vida, é inevitável e, até, desejável pois é ela que nos permite evoluir e rasgar os limites da mente. Já o sofrimento é uma opção e tem origem no apego. Ser equânime promove o fim do sofrimento.

O apego não nos permite ser equânimes. Ocorre nas experiências “más”, mas também nas “boas” e faz com que estas fiquem bloqueadas, presas a nós: “Eu sou tão feliz com a minha namorada, sinto-me tão amado. Não quero que ela se vá embora.” Quando a experiência é boa, recriamos esse sentimento vezes sem conta e corremos o risco de nos apegarmos excessivamente de tal forma que nos tornamos dependentes de alguém ou de alguma coisa. Quando e se esse alguém sai da nossa vida, o nosso modelo de controlo do mundo exterior cai.

Como devemos lidar com esta experiência e consequentemente desenvolver a equanimidade? Quando acontece, devemos permitirmo-nos receber essa dor pois é a única forma de não a bloquear.

É natural e saudável sentirmos tristeza com o fim de um relacionamento, a questão aqui é se a nossa reação é de tal forma excessiva e desequilibrada que nos leva a bloquear essa experiência. Bloquear significa cristalizar essa dor.

Deveremos examinar e mergulhar fundo nessa dor, observando a forma como estamos a reagir, e entender por que é que o nosso modelo caiu e nos provocou tanta dor. Talvez cheguemos à conclusão que os pressupostos que levaram à criação desse modelo, não estavam certos e que os devemos redefinir.

Essa análise vai provocar a expansão da nossa consciência, trazendo-nos a tão esperada liberdade com o fim do sofrimento.

Ao nos desapegarmos, não nos tornamos distantes nem frios, muito pelo contrário, aceitamos que os bons e os maus momentos passam não deixando, contudo de participarmos intensamente da dádiva enorme que é a vida.

A equanimidade, traz-nos liberdade. Pratiquemos então a equanimidade dando atenção plena aos nossos pensamentos e ações de modo a nos tornarmos conscientes da impermanência da vida e da dualidade que esta encerra.

Sermos equânimes e atingirmos esse estado de paz e liberdade é deixarmos ir modelos rígidos de pensamentos baseados na nossa cultura, entendendo que as dicotomias do certo e do errado e do bom e do mau, não são mais do que parte de um fluxo contínuo que não deve ser bloqueado.
​
Aos poucos, vamo-nos apercebendo de que aquilo que nos prendia, afinal, é o que nos desperta. 
​
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​SOFIA PÉREZ
COACH HOLÍSTICO E MENTORING
​EM LISBOA, LINHA CASCAIS E SINTRA, ABRANTES
www.coachsofiaperez.com
www.facebook.com/CoachSofiaPerez
coachsofiaperez@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017
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Princípio do prazer vs princípio da realidade

1/8/2017

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Para Freud todos nascemos com um desejo de satisfação imediato e inconsciente. Este autor, afirma que o curso tomado pelos eventos mentais está automaticamente regulado pelo principio do prazer. Associa o prazer e o desprazer à quantidade de excitação “desvinculada” presente na mente, onde o desprazer corresponde ao aumento da quantidade de excitação, e o prazer a uma diminuição.
Por Carolina Gomes


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Percebemos a existência destas forças poderosas quando cedemos a desejos irresistíveis, pois só assim podemos calar a excitação do desejo.

Ou quando a realidade nos anseia e precisamos encontrar paz.

Se, por um lado, existe esse movimento interno, por outro, movemo-nos no plano do real: nem todos os desejos podem ser satisfeitos, nem todas as ânsias prontamente acalmadas.

A realidade adia a gratificação e por isso, viver apenas no plano do real pode ser doloroso e levar ao adoecer.

A zanga contida, o sonho falhado, o ressentimento com pouca consciência e a depressão falhada são alguns dos fatores que podem desencadear perturbações psicossomáticas, que levam ao adoecer físico.
Reconhecer emoções torna-nos mais saudáveis porque nos aproxima de nós. Estarmos próximos de nós aproxima-nos do prazer.

O principio do prazer é regido pelo funcionamento do id, estrutura intra psíquica guiada por impulsos inconscientes, onde não existem inibições ou censuras, cuja principal função é reduzir os níveis de tensão presentes no aparelho psíquico. Por outro lado, o superego, moldado ao longo da vida pelas castrações e frustrações vivenciadas, lembra-nos das obrigações sociais, onde todas as inibições e censuras se encontram erguidas.

Assim, questionemos, qual o lugar que o prazer ocupa (ou não) nas nossas vidas?

As exigências das sociedades modernas, a competitividade, a alienação no mundo virtual, as rotinas aprisionantes e os horários de trabalho cada vez mais longos vão deixando pouco lugar para a experiência do prazer. A publicidade, por exemplo, é engenhosa em mostrar-nos que existe uma certa felicidade no ter. Contudo, para ter é necessário poder económico e para ter poder económico temos de dar do nosso tempo. Recordo as palavras de José Mujica, Presidente da Republica do Uruguai entre 2010 e 2015, quando afirma que quando compramos algo não o compramos com dinheiro, mas com o -precioso- tempo das nossas vidas. E tempo, é tudo o que verdadeiramente temos. Não ter essa consciência obriga-nos a pagar faturas demasiado elevadas.

De que forma podemos preencher esse tempo?

Com sentido(s). Com coisas significantes. Mas também com o prazer do brincar. Com o prazer do criar, com o prazer do estar em relação. Com o prazer da descoberta e sem medo do estranho. Porque o estranho traz-nos sempre algo de novo. Sabemos que é difícil abandonar o conforto da rotina e a segurança da previsibilidade. Mas é isso que também nos aprisiona e amarra.  E, novamente, o duelo entre o id, senhor das forças do prazer, e o superego, o grande regedor do principio da realidade. Entre eles, um ego que os medeia, gerindo conflitos internos e externos, tentando reduzir ambivalências. A força do ego é constantemente posta à prova.  
​
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CAROLINA GOMES
PSICÓLOGA CLÍNICA PSICOTERAPEUTA EM FORMAÇÃO
NA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PSICANÁLISE E PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA
carolinagomes.psi@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017

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