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Amabilidade, o seu cartão de visita

1/12/2017

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Ser amável com os outros irá impactar diretamente na forma como as outras pessoas o veem ou tratam. Amabilidade atrai amabilidade: ao fazer bem aos outros, irão retribuir o bem que lhes faz. Por Alexandra Lopes

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A imagem que projeta é a primeira impressão que transmite aos outros, por isso é fundamental ter uma boa imagem. Os primeiros segundos são extremamente importantes para causar uma boa impressão nos outros, mas os segundos seguintes são ainda mais importantes.

Não é apenas a aparência física que compõe a imagem: é toda uma essência que engloba não só a aparência, mas também a linguagem verbal (tom de voz e as próprias palavras) a linguagem não verbal (os gestos e postura que se assume perante os outros).

Prime sempre pela educação e etiqueta em todas as circunstâncias da sua vida. Assim, será lembrado como uma pessoa com classe, em complemento de uma boa aparência. Sim, porque uma boa aparência de nada vale perante uma essência que não está ao mesmo nível.

A interação com os outros faz parte do dia a dia e a forma como se lida com isso influencia diretamente o modo como os outros o veem e tratam, por isso as boas maneiras são tão importantes.Ser educado e ser amável com os outros irá impactar diretamente na forma como as outras pessoas o veem ou tratam. Se for educado, as pessoas vão vê-lo como alguém maduro e responsável, vão respeitar suas opiniões e prestar mais atenção ao que diz. Caso contrário, as pessoas irão considerá-lo egoísta, alguém que só pensa em si mesmo e não terão em boa conta a sua opinião.

Quanto mais educado for,mais irá atrair pessoas amáveis e educadas para seu círculo social. Noutras palavras, amabilidade atrai amabilidade. Ao fazer bem para os outros, os outros irão retribuir o bem que lhes faz.
​
A amabilidade pode definir-se como um comportamento ou um ato no qual é gentil, delicado, solidário ou afetuoso com outras pessoas. Por isso, a amabilidade engloba diversas atitudes, tais como a simpatia, a generosidade, a compaixão e o altruísmo.
No dia a dia, existem diversas ocasiões nas quais pode por em prática as boas maneiras e uma atitude amável para com as outras pessoas. Tome nota de atitudes muito simples, mas que fazem toda a diferença:

Dizer “por favor” 
Quando pedir ou necessitar de algo, o seu pedido deverá ser amável e estar sempre acompanhado pela expressão “por favor”. Dessa forma, irá estabelece uma relação de respeito perante o próximo.

Dizer “obrigado”
Sempre que receba algo, agradeça. A expressão “obrigado” parece que caiu em desuso nos dias de hoje e, talvez por isso, é uma palavra bastante poderosa e valiosa no dia a dia.

Pedir desculpa
Se causar algum incómodo a alguém, mesmo que seja intencional, peça desculpa imediatamente. Esta atitude irá contribuir para um ambiente saudável e harmonioso.

Pedir licença
Caso necessite de interromper alguém, o modo mais educado de o fazer é pedindo “com licença”. Só deverá tomar a palavra após lhe ser dada permissão para tal.

Cumprimentar as pessoas
Ao chegar a um local, cumprimente sempre as pessoas. Desta maneira, demonstra que respeita a presença dos outros, mesmo que não tenha retorno no cumprimento.

Fale de forma educada
Tente manter um tom de voz adequado para o ambiente no qual se insere. Evite falar muito alto ou baixo demais, nunca interrompendo as pessoas enquanto estiverem a falar. Ouça o que os outros têm a dizer e aguarde calmamente a sua vez de falar.

Atenção ao sorriso
​O sorriso deve ser sempre sincero. Um sorriso falso é facilmente detetado e pode por em causa a sua credibilidade. Não se esqueça que um sorriso tem como retorno outro sorriso. Sorrir transmite confiança e boa disposição e ajuda a “quebrar o gelo” em qualquer ocasião.
​
Faça da amabilidade o seu cartão de visita e marque a diferença na sua vida e na vida dos outros!

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ALEXANDRA LOPES
CONSULTORA DE IMAGEM
www.alexandralopes.com
imagem@alexandralopes.com

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Desapego

1/11/2017

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O foco no externo não é essencial para a sobrevivência. Quem consegue praticar o desapego, não vive preso no passado nem ansioso com medo do futuro. Vive no presente. Está no presente e é o presente. Por Artur Gomes Silva

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​O que vem à sua cabeça quando pensa em desapego?
 
Segundo o dicionário de língua portuguesa, desapego significa facilidade em deixar aquilo a que se tinha apego, afeto. Para entender melhor a palavra desapego, precisamos também ver o seu oposto, ou seja, apego.
 
Desde o berço que o ser humano tem a tendência natural de se apegar. No começo das nossas vidas, fazemo-lo por pura necessidade de sobrevivência fisiológica. Por exemplo, o apego à mãe garante-nos comida, calor, afeto. Durante o crescimento apegamo-nos a ideias, desejos, emoções, e esse apego mantém-nos seguros para crescermos.
 
Se pensarmos nos desejos, até num estado muito precoce da nossa existência isso é demais evidente. Quantas vezes nos agarramos a objetos que não queremos abrir mão porque têm um valor sentimental muito grande, como por exemplo, o ursinho de peluche que nos acompanhava quando éramos crianças ao dormir.
 
Se nos apegarmos a todas as situações, como podemos então mudar e crescer? Hoje, quantos hábitos nocivos podem estar “presos a nós” e que teimamos em não abrir mão inconscientemente? E já pensou que por vezes também nos apegamos a pensamentos e emoções negativas, como o medo? A prática do desapego pode tanto ser feita no nível material como no plano emocional.
 
Esta necessidade de apego pode também ser vista à luz da Teoria de Maslow. Segundo Abraham Maslow, psicólogo norte americano do início do séc. XX., o ser humano necessita de satisfazer as suas necessidades de acordo com uma hierarquia de importância. Para o nosso desenvolvimento biológico e emocional, passamos de satisfações simples como comer e dormir, para níveis diferentes de conquistas que nos vão dando segurança durante a nossa evolução.
 
Ou seja, existe dentro de nós, o sentimento, completamente errado, que esta segurança terá que vir de fora – objetos, pessoas, trabalho, situações, etc. e que tudo deve permanecer igual ao que sempre foi criando uma zona de conforto da qual temos muita dificuldade em sair. Se nada fora de nós mudar, então também não temos que mudar nada internamente, e essa é a ligação chave. Apegamo-nos à ideia de conforto e não procuramos a mudança fazendo um grande esforço para mantermos tudo tal como conhecemos, perdendo a liberdade de descobrir o novo.
 
Por exemplo, em diversas situações de vida, alguns de nós escolhem entre  ver o copo meio cheio ou meio vazio. Quando se vê o copo meio vazio, é natural que exista um apego a algo que já se conhece e a sensação seja de perda. Mas quando optamos por ver o copo meio cheio, isso significa que ainda não está cheio, logo ainda existe espaço para encher, ou seja existe espaço para novas conquistas. E a liberdade que ganhamos é a mais valiosa das conquistas neste processo, através de uma tomada de consciência.
 
Quando pensamos em desapego, torna-se evidente o quão difícil pode ser praticar isso, tantas são as coisas, pessoas e emoções a que podemos ter que nos desapegar. Mas desapegar não significa necessariamente perder, muito pelo contrário. Quando nos desapegamos conquistamos a liberdade suprema de viver o presente.
 
Quando acreditamos que o foco no nosso desejo é essencial para a nossa sobrevivência, estamos a jogar fora qualquer possibilidade de crescimento espiritual, essencial ao nosso desenvolvimento.
 
Existe um conto budista* sobre um mestre e seu discípulo em que estavam os dois a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio agitado e viram na margem uma bela mulher tentando atravessar o rio. O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem. E depois cada qual seguiu seu caminho. Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca se deve  aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher. O discípulo pensou e repensou o assunto e sem encontrar a resposta, quando estavam a voltar ao templo, decidiu por fim perguntar ao Mestre— Mestre, o senhor ensina-me dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela mulher nos braços e atravessou o rio com ela. Tonto – respondeu o mestre – Eu deixei a mulher na outra margem do rio. Tu é que ainda a carregas.
 
Lembre-se que desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos por isso, ao praticar o desapego, tornar-nos indiferentes aos problemas da vida. “O desapego, como sabemos, não é uma rejeição, mas uma liberdade que prevalece quando deixamos de nos atar às causas do sofrimento.” Matthieu Ricard
 
Desapego significa não ter traumas passados nem medos futuros. Ou seja, aquele/a que consegue praticar o desapego, não vive preso no passado nem com medo do futuro. Vive no presente. Está no presente é o presente.
  
Perguntas:
 
1 – Olhando para a sua vida, onde está o maior apego de que gostaria de se libertar?
2 - Se não fizer absolutamente nada, qual o custo de ficar como está?
3 – O que de melhor na sua vida poderia acontecer se se libertasse desse objeto, pessoa, medo, emoção?
 
* Contos Budistas recontados por Sherab Chödzin e Alexandra Kohn - trad. Monica Stahel - Martins Fontes

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ARTUR GOMES SILVA
MASTER COACH E TRAINER NO ICL – INSTITUTO DE COACHING E LINGUISTICA
www.criscarvalho.com
artur@criscarvalho.com

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A difícil escolha de viver em liberdade ou a Controlar

1/10/2017

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Queremos tanto ter tantas coisas ao mesmo tempo, que acabamos por nos perder de nós, da nossa própria vida. Perdemos a liberdade de nos aceitarmos e simplesmente sermos, equilibrando o controlo e a liberdade. Por Liliana Patrício

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Se há algo que todos compartilhamos é o desejo de sermos, a cada dia, mais felizes. No entanto, é extremamente difícil definir com clareza o que é isto de sermos mais felizes. Então, acabamos por nos deixar guiar pelas expetativas dos que nos são próximos e significativos. E, é precisamente aqui que entramos, muitas vezes, num enorme conflito interno.
 
Temos tantos objetivos, uns verdadeiramente nossos, outros nem por isso, que entre tantas coisas que queremos atingir sentimo-nos obrigamos a controlar.
 
Controlamos a agenda e o tempo – temos horas para levantar, para ir levar os miúdos à escola, para chegar ao trabalho, para preparar a reunião, para fazer aquele telefonema extremamente importante, para sair do trabalho, para garantir que os mais pequenos têm como e com quem voltar a cada fim do dia, para ir ao ginásio ou fazer uma caminhada, para preparar o jantar, para orientar as refeições do próximo, para deitar e voltar a fazer tudo novamente no dia seguinte.
 
Controlamos cada decisão que tomamos. Todos os ses e mas, são altamente ponderamos e chegamos a passar horas a fio com uma mesma ideia na cabeça sem sermos capazes de decidir sobre ela. Controlamos até as próprias emoções, porque até essas nos podem atrapalhar nesta vida controlada ao milímetro, que construímos e da qual estamos completamente dependentes.
 
Parece cansativo não é?! Quem vive desta forma reconhece que, na verdade, é mesmo muito cansativo, mas a esperança de um dia a vida ser melhor e mais feliz vai sustentando esta forma de estar na vida.
 
Para além disto, se construirmos tudo isto com base num falso sentimento de segurança e confiança em nós mesmos, mais fácil se torna escolher viver em controlo, ainda que…
 
“Não há qualquer segurança em ser-se hoje, a mesma pessoa que se foi ontem. Isso é apenas uma ilusão que acaba por nos destroçar o coração”. Robin Sharma
 
Viver no controlo é o oposto de viver em liberdade, até porque ser livre, ainda que possa parecer uma coisa gira e até em voga, é algo difícil e que nos faz tremer de medo! Viver em liberdade é viver na incerteza da certeza de ter, todos os dias e a cada momento, infinitas possibilidades de escolha, onde os resultados são possíveis, mas nunca garantidos. E, isto é algo que nos cria um sentimento enorme de medo.

Medo do desconhecido.
Medo de assumir responsabilidades maiores do que as que somos capazes de cumprir.
Medo de falhar.
Medo de ter que assumir o fracasso perante os outros.
Medo de não corresponder às expectativas dos outros e às nossas próprias expectativas.
Medo de descurar as obrigações familiares.
Medo de não sermos compreendidos.
Medo de não ter apoio.
 
Quando nos libertamos destes medos, libertamo-nos também das pressões que nos levam ao controlo e isso exige que nos respeitemos a nós mesmos, mais do que nunca! Mas, como nos podemos amar e respeitar se, na verdade, nem sabemos bem o que amar e respeitar em nós mesmos?

Viver em liberdade é bom, mágico e perfeito porque nos permite viver o que verdadeiramente nos apaixona e faz vibrar.
 
O caminho de libertação do medo e transformação do controlo em liberdade não é fácil, mas é algo que vale muito a pena! O primeiro passo neste sentido é tomarmos consciência da responsabilidade que temos sobre a própria vida, por mais que isso nos custe. Quando fazemos uma análise ou balanço da vida que temos e da forma como a estamos a viver devemos nos abrir à consciencialização de que isso (seja lá o que for, bom ou mau) é apenas o reflexo das escolhas que fizemos até então, com base na liberdade ou no controlo que nos fomos permitindo sentir.

Vive a sua vida em liberdade ou em controlo?
 
O passo seguinte é estarmos atentos ao que vem de dentro e não se vê. A tudo o que o coração transmite e a intuição alerta. A tudo o que só nós, individualmente, podemos ter acesso. E, aqui voltamos à questão de onde partimos.
 
O que é para si ser feliz?
O que o faria ser ainda mais feliz do que o que já é hoje em dia?
O que carateriza para si uma vida cheia de felicidade, bem-estar e realização?
 
Procure responder verdadeiramente a estas questões com o sentimento de liberdade de ser quem é e em total disponibilidade de aceitar e respeitar tudo o que encontre dentro de si. Não rejeite, não finja que não percebe o que está a ver, não distorça a realidade, apenas aceite! Apenas se aceite. Desta forma já estará a viver a primeira fase da liberdade, a liberdade de ser quem é.
​
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LILIANA PATRÍCIO
COACH DE PSICOLOGIA POSITIVA, ESPECIALISTA NA RESSIGNIFICAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS PARA A FELICIDADE CONFIANTE
www.positiveamente.com
www.facebook.com/lilianapatricio.positiveamente
lilianapatricio@positiveamente.com

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Equanimidade e o caminho para a Liberdade

1/9/2017

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É promovido no seu emprego e sente uma felicidade extrema, um ano depois é despedido e o seu mundo desaba. Já alguma vez refletiu se é normal ser arrastado nesse turbilhão de emoções? Vamos falar sobre Equanimidade.
​Por Sofia Pérez


in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Imagine estes dois cenários: é promovido no seu emprego e sente uma felicidade extrema; um ano depois é despedido e o seu mundo desaba.

Ao confrontar-se com cenários deste tipo, já alguma vez refletiu se é normal sentir-se tão imensamente feliz e tão profundamente desesperado? Ser arrastado num turbilhão de emoções e sentimentos que o puxam ora para cima ora para baixo?

E aquelas “pequenas coisas” do dia a dia, que em vez de passarem por nós, como as árvores numa estrada quando conduzimos, ficam apegadas à nossa mente e conseguem estragar-nos o dia? Dando como exemplo quando alguém nos critica.

Se tivermos a capacidade de sermos mais do que a pequenez da nossa psique egocêntrica, poderemos analisar se aquela crítica acrescenta alguma coisa válida e até nos permite melhorar, ou se é apenas uma crítica baseada na experiência e na visão do mundo de uma pessoa, e, naturalmente, deixarmos ir essa sensação.

Este tipo de análise exige que saibamos quem somos e é aqui que entra a Equanimidade: “uma reação equilibrada na alegria e na tristeza e que protege contra a agitação emocional” (Bodhi, 2005).

Um estado mental sereno e equilibrado independentemente da sua valência afetiva: agradável, desagradável ou neutra. A equanimidade envolve um certo tipo de imparcialidade, o que não implica nem indiferença nem distanciamento. Aqui o que é sugerido é experimentar pensamentos ou emoções desagradáveis, sem reprimi-los, negá-los ou julgá-los, ou ter experiências agradáveis sem prolongar essas experiências ou tornar-se viciado nelas.

A equanimidade sugere examinar, explorar sem nos apegarmos ao que observamos e não ficar preso à experiência transformando-a em algo mais. A forma como recebemos essas experiências vai depender da nossa capacidade de perceção do todo.

Parece uma tarefa impossível? Exige um treino diário, sem dúvida, mas não é impossível.

Nós, indivíduos, criamos um modelo de como a nossa vida deve funcionar e encetamos todos os esforços possíveis para o manter de pé. De repente, ocorre um acontecimento que sai fora desse modelo e, automaticamente, provoca-nos um desequilíbrio interior que põe em causa o modelo.

O que tentamos fazer diariamente é construir fortalezas em torno desse modelo para que nada o possa derrubar ou perturbar. E quem é que faz esse trabalho desgastante diário de construir fortalezas? A nossa mente.

É a eterna luta pela sobrevivência da espécie. A maioria de nós já não necessita de se proteger fisicamente, não temos que fugir constantemente de animais selvagens. A nossa luta atual é com a nossa mente onde lidamos com medos interiores baseados nas nossas inseguranças e nas nossas crenças.

Esta construção de um modelo é a tentativa de controlarmos o mundo exterior. É esta a tarefa que damos à nossa mente. É uma tarefa impossível em que inevitavelmente falhamos, pois criamos a ideia de um mundo que só existe dentro de nós. Qual é o propósito deste controlo? Evitar a dor. E para evitar a dor acabamos, paradoxalmente, por viver no sofrimento dessa instabilidade, à mercê dos altos e baixos de uma psique desequilibrada.

A dor faz parte da vida, é inevitável e, até, desejável pois é ela que nos permite evoluir e rasgar os limites da mente. Já o sofrimento é uma opção e tem origem no apego. Ser equânime promove o fim do sofrimento.

O apego não nos permite ser equânimes. Ocorre nas experiências “más”, mas também nas “boas” e faz com que estas fiquem bloqueadas, presas a nós: “Eu sou tão feliz com a minha namorada, sinto-me tão amado. Não quero que ela se vá embora.” Quando a experiência é boa, recriamos esse sentimento vezes sem conta e corremos o risco de nos apegarmos excessivamente de tal forma que nos tornamos dependentes de alguém ou de alguma coisa. Quando e se esse alguém sai da nossa vida, o nosso modelo de controlo do mundo exterior cai.

Como devemos lidar com esta experiência e consequentemente desenvolver a equanimidade? Quando acontece, devemos permitirmo-nos receber essa dor pois é a única forma de não a bloquear.

É natural e saudável sentirmos tristeza com o fim de um relacionamento, a questão aqui é se a nossa reação é de tal forma excessiva e desequilibrada que nos leva a bloquear essa experiência. Bloquear significa cristalizar essa dor.

Deveremos examinar e mergulhar fundo nessa dor, observando a forma como estamos a reagir, e entender por que é que o nosso modelo caiu e nos provocou tanta dor. Talvez cheguemos à conclusão que os pressupostos que levaram à criação desse modelo, não estavam certos e que os devemos redefinir.

Essa análise vai provocar a expansão da nossa consciência, trazendo-nos a tão esperada liberdade com o fim do sofrimento.

Ao nos desapegarmos, não nos tornamos distantes nem frios, muito pelo contrário, aceitamos que os bons e os maus momentos passam não deixando, contudo de participarmos intensamente da dádiva enorme que é a vida.

A equanimidade, traz-nos liberdade. Pratiquemos então a equanimidade dando atenção plena aos nossos pensamentos e ações de modo a nos tornarmos conscientes da impermanência da vida e da dualidade que esta encerra.

Sermos equânimes e atingirmos esse estado de paz e liberdade é deixarmos ir modelos rígidos de pensamentos baseados na nossa cultura, entendendo que as dicotomias do certo e do errado e do bom e do mau, não são mais do que parte de um fluxo contínuo que não deve ser bloqueado.
​
Aos poucos, vamo-nos apercebendo de que aquilo que nos prendia, afinal, é o que nos desperta. 
​
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​SOFIA PÉREZ
COACH HOLÍSTICO E MENTORING
​EM LISBOA, LINHA CASCAIS E SINTRA, ABRANTES
www.coachsofiaperez.com
www.facebook.com/CoachSofiaPerez
coachsofiaperez@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Princípio do prazer vs princípio da realidade

1/8/2017

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Para Freud todos nascemos com um desejo de satisfação imediato e inconsciente. Este autor, afirma que o curso tomado pelos eventos mentais está automaticamente regulado pelo principio do prazer. Associa o prazer e o desprazer à quantidade de excitação “desvinculada” presente na mente, onde o desprazer corresponde ao aumento da quantidade de excitação, e o prazer a uma diminuição.
Por Carolina Gomes


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Percebemos a existência destas forças poderosas quando cedemos a desejos irresistíveis, pois só assim podemos calar a excitação do desejo.

Ou quando a realidade nos anseia e precisamos encontrar paz.

Se, por um lado, existe esse movimento interno, por outro, movemo-nos no plano do real: nem todos os desejos podem ser satisfeitos, nem todas as ânsias prontamente acalmadas.

A realidade adia a gratificação e por isso, viver apenas no plano do real pode ser doloroso e levar ao adoecer.

A zanga contida, o sonho falhado, o ressentimento com pouca consciência e a depressão falhada são alguns dos fatores que podem desencadear perturbações psicossomáticas, que levam ao adoecer físico.
Reconhecer emoções torna-nos mais saudáveis porque nos aproxima de nós. Estarmos próximos de nós aproxima-nos do prazer.

O principio do prazer é regido pelo funcionamento do id, estrutura intra psíquica guiada por impulsos inconscientes, onde não existem inibições ou censuras, cuja principal função é reduzir os níveis de tensão presentes no aparelho psíquico. Por outro lado, o superego, moldado ao longo da vida pelas castrações e frustrações vivenciadas, lembra-nos das obrigações sociais, onde todas as inibições e censuras se encontram erguidas.

Assim, questionemos, qual o lugar que o prazer ocupa (ou não) nas nossas vidas?

As exigências das sociedades modernas, a competitividade, a alienação no mundo virtual, as rotinas aprisionantes e os horários de trabalho cada vez mais longos vão deixando pouco lugar para a experiência do prazer. A publicidade, por exemplo, é engenhosa em mostrar-nos que existe uma certa felicidade no ter. Contudo, para ter é necessário poder económico e para ter poder económico temos de dar do nosso tempo. Recordo as palavras de José Mujica, Presidente da Republica do Uruguai entre 2010 e 2015, quando afirma que quando compramos algo não o compramos com dinheiro, mas com o -precioso- tempo das nossas vidas. E tempo, é tudo o que verdadeiramente temos. Não ter essa consciência obriga-nos a pagar faturas demasiado elevadas.

De que forma podemos preencher esse tempo?

Com sentido(s). Com coisas significantes. Mas também com o prazer do brincar. Com o prazer do criar, com o prazer do estar em relação. Com o prazer da descoberta e sem medo do estranho. Porque o estranho traz-nos sempre algo de novo. Sabemos que é difícil abandonar o conforto da rotina e a segurança da previsibilidade. Mas é isso que também nos aprisiona e amarra.  E, novamente, o duelo entre o id, senhor das forças do prazer, e o superego, o grande regedor do principio da realidade. Entre eles, um ego que os medeia, gerindo conflitos internos e externos, tentando reduzir ambivalências. A força do ego é constantemente posta à prova.  
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CAROLINA GOMES
PSICÓLOGA CLÍNICA PSICOTERAPEUTA EM FORMAÇÃO
NA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PSICANÁLISE E PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA
carolinagomes.psi@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017

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Paciência:Passividade ou Atividade

1/7/2017

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Ser paciente não é ficar sentado no sofá à espera que a Vida nos caia no colo. Ser paciente é agir sobre a Vida, de forma tranquila. A opção é sua. Pode escolher entre a Passividade ou a Atividade.
Por Jorge Boim


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2017

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​A dor faz parte da Vida, o sofrimento é uma opção. Assim é também com a paciência. Ela faz parte de nós, ser passivo ou ativo em relação à paciência, é uma opção nossa.
 
Cenário 1:
Imagine que vai a caminho do trabalho e, de repente, depara-se com um enorme engarrafamento. Trânsito completamente parado. Começa a ver o tempo a passar e percebe que já não conseguirá chegar a horas ao trabalho. Começa a sentir aquela irritação a crescer dentro de si, mas… nada há que possa fazer para alterar o estado das coisas, que faça o carro da frente avançar ou que faça o tempo parar. E a irritação cresce ainda mais.
 
Cenário 2:
Está a colocar em prática um projeto que lhe dará total realização pessoal e profissional, no entanto, ficaram de lhe dar uma resposta que irá fazer com que tudo ande sobre rodas. E essa resposta demora a aparecer, apesar de já ter passado o dia que lhe indicaram para tal. Começa a ficar impaciente e, até, a duvidar se a resposta virá ou não, se deve ou não insistir com a pessoa. A impaciência torna-se irritação e a resposta continua sem chegar.
 
Em ambos os casos, pode tomar uma decisão: deixar-se levar pela impaciência ou, ativamente, Ser paciente.
 
Ao contrário do que pode pensar, a passividade na paciência é nada fazer para a aumentar, para a colocar na prática, é ceder ao nível de paciência de cada momento deixando-se levar por eventuais momentos de irritação.
 
A paciência também se trabalha, seja através da meditação, seja através da nossa mente consciente perguntando, em cada momento: O que posso fazer para mudar a situação?
 
Nos cenários indicados em cima, as opções diferem. No Cenário 1 dificilmente conseguiria mudar a situação, pelo que poderá optar por perguntar: irritar-me vai fazer o trânsito andar mais depressa? Naturalmente, não vai. Esta, só por si, já é razão suficiente para respirar fundo, colocar o rádio numa estação que goste e que, de preferência, ajude a rir, e simplesmente esperar pela resolução do problema. Sim, também poderá ligar para o trabalho a dizer que chegará tarde.
 
No Cenário 2, o foco estará mais na ação propriamente dita, pelo que seria uma abordagem diferente. Fazendo a mesma pergunta, “O que posso fazer ara mudar a situação?”, as respostas poderão ser várias, poderá encontrar um caminho que pode percorrer e, de seguida, poderá decidir se quer ou não percorrer esse caminho.
 
Em qualquer dos casos, tem sempre uma escolha: optar pela Passividade e nada fazer ou optar pela Atividade e agir sobre a Paciência, aumentando-a.
 
Sendo ambas escolhas legítimas, é importante reforçar que, deixar-se levar pela irritação ou impaciência, pode originar a criação de um bloqueio energético no seu organismo que, em última instância, poderá potenciar o aparecimento de alguma patologia física. Por outro lado, potenciar a Paciência de forma activa irá melhorar a energia, a vibração do seu corpo, ajudando a mantê-lo saudável. Bem, corpo e mente, claro, já que ambos beneficiam com esta atitude proativa.
 
Mantenha atenção no seu estado de espírito e na sua paciência, em cada momento do dia e, conforme as situações lhe aparece e repara na impaciência a crescer, vá perguntando o que pode fazer para mudar a situação. Não muda a situação, muda a forma como age sobre ela.
 
Não costuma meditar? Não tem problema, comece. 5 minutos por dia. Basta sentar-se confortavelmente, colocar uma música tranquila (músicas para meditar arranjam-se com muita facilidade, hoje em dia), feche os olhos e respire profundamente. Irá sentir o seu corpo a descontrair e a paciência a crescer.
 
Agora é só tomar a decisão, por mãos à obra, e avançar pacientemente pelo caminho.
 
Bom trabalho e… paciência. Muita paciência.
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JORGE BOIM
SPORTS MENTAL COACH, HIPNOTERAPEUTA
www.sportshypnocoach.pt
Jorgeboim@sportshypnocoach.pt

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2017
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Onde está a minha verdade interna?

1/6/2017

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Existe coerência entre o que fazemos, dizemos e pensamos? Onde está a verdade que cada um de nós quer prosseguir como ideal na minha vida?
Por Maria Gorjão Henriques


in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​“No passado mês de Maio completei mais um aniversário e escolhi passar esse dia em contacto comigo própria. Senti um chamamento irrecusável para passar esse dia de forma introspetiva, intimista, como se precisasse que o tempo parasse para sentir através do meu corpo a expressão da natureza viva em mim e à minha volta, os cheiros da terra húmida e da horta, os sons dos pássaros, a brisa que acaricia a pele trazendo com ela o fresco da manhã.

Sonhei voltar a ir aos lugares onde tinha as melhores recordações da minha infância. O meu propósito era honrar os bons momentos e memórias do meu passado e trazer de novo à superfície essa experiência genuína de simplicidade, plenitude, comunhão com a beleza que se manifesta a cada momento, no cheiro da terra quando por momentos sentimos essa força de vida a brotar por nós.

Eram 7h da manhã quando me fiz à estrada, acompanhada do meu marido, em direcção à antiga quinta dos meus Avós e depois, São Pedro de Moel. Lugares onde brinquei, explorei, corri, cai, senti, cheirei, onde senti e vivi a beleza das coisas simples a oferecer-me a experiência da verdade de me sentir viva e vida!  

Ao longo da viagem começaram os desafios com o telefone a tocar, o messenger a disparar mensagens de Facebook e a minha mente irrequieta a querer despachar os assuntos para quando lá chegasse finalmente sossegar. Essa é na maioria das vezes a nossa maior traição: faço agora para depois descansar e conseguir usufruir, o problema é que mais tarde não estamos capazes de usufruir porque deixamos de saber fazê-lo e porque entretanto estamos dependentes da sensação que geramos na nossa mente pela falta de tempo e espaço para as coisas que queremos e nos são importantes. Essa sensação cria um vício que ganha autonomia própria e comanda a nossa vida.

Desperdicei grande parte da beleza da viagem nesse movimento interno que se apoderou de mim com uma força bem caraterística. 

Mesmo com um propósito tão nobre e firme como o de honrar e visitar dois lugares que considero serem sagrados para mim senti-me irrequieta, dispersa, fogaz, a tentar salvaguardar e conseguir fazer tudo ou seja estar ali e responder às dezenas de mensagens que chegavam.

A certa altura senti que não estava em lado de nenhum e que o meu propósito estava seriamente comprometido enquanto eu aceitasse ter o telemóvel ligado a convocar o meu corpo a sair para fora daquele lugar.

É impressionante como somos levados pelos vícios da nossa mente na inquietude e na ocupação gratuita.

Observo as pessoas nos restaurantes e nas ruas e são poucas aquelas que ainda sabem estar de verdade na companhia umas das outras sem estarem agarradas ao telemóvel a fazer outras coisas enquanto os seus corpos aparentemente se encontram para confraternizar.”

Estamos a assistir a uma mudança de paradigma silencioso que se apodera de nós sem que nos demos conta. Hoje tudo rompe por um simples telemóvel. Qualquer espera de consultório, transportes públicos, restaurante, cinema, etc, é aproveitado por nós para nos alienar do que vibra à nossa volta e mergulhar em teclas e likes!

Estamos a cair numa deslealdade a nós próprios, estamos a deixar de sentir o corpo e os sinais que ele nos envia de desconforto porque ampliamos a nossa energia mental que é usada para tudo!

Como conseguimos praticar verdade se não vivemos ligados à nossa intimidade e não somos leais à nossa verdade interna - ao nosso corpo?

“Como praticante diária de meditação sinto demasiadas vezes o foco da minha mente perder a sua autonomia própria para ficar presa neste frenesim que não faz mais do que gerar dependência, desconforto e cansaço físico e mental.

Sinto que o convite hoje em dia é tão acelerado e tão forte que só com grande compromisso interno e capacidade de nos centrarmos conseguiremos efectivamente escolher e decidir a atitude e o tipo de experiência que queremos viver.”

Reagimos às coisas em vez de as observarmos para escolhermos a atitude certa. O corpo passou a ser um amplificador de experiências em vez de ser um radar que nos denuncia o momento em que nos deixamos ir embora para fora do momento presente.

O convite para a vivência da nossa verdade interna é o mergulho na quietude e na pacificação do nosso mundo interno. Só assim nos deixaremos pousar para escutar, observar e ver de NOVO a magia que brota à nossa volta.
​
Bem haja à vida!
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MARIA GORJÃO HENRIQUES
PSICÓLOGA, ASTRÓLOGA, FACILITADORA E PROFESSORA DE CONSTELAÇÕES FAMILIARES. FUNDADORA DO ESPAÇO AMAR
www.espacoamar.com
maria@espacoamar.com
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in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2017
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Orgulho, os dois lados do espelho

1/5/2017

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O orgulho existe em dualidade na nossa vida diária. A decisão sobre qual dos lados do espelho escolher, face à forma como o orgulho se reflete nas nossas vidas, é decisiva para vivermos em orgulho ou vivermos com orgulho. Por Pedro Melo

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A nossa forma de existência física é uma ponte entre o nosso Id (os nossos impulsos interiores), o nosso Ego (aquele que mostramos aos outros) e o nosso Alter-ego (a outra forma de nos manifestarmos para o bem ou para o mal). No outro extremo dessa ponte estão os outros, também eles pontes das mesmas entidades de si. Quando ousamos percorrer essas pontes, frágeis e instáveis, olhamos para o fundo e vemos um atormentado rio de emoções negativas nas quais não queremos cair e por isso, para manter a nossa ponte segura, usamos as máscaras sociais que a tornam mais estável na interação com os ventos da incerteza sobre a forma como os outros nos julgarão. Pois bem, o material de que são feitas essas máscaras sociais, não é gesso, nem plástico, nem ouro, nem prata. É feita de uma matéria camaleónica, que muda de figura e pode ser vista no seu real sentido de uma forma dicotómica, como se a olhássemos num espelho. A matéria que constitui as nossas máscaras sociais chama-se Orgulho.

Olhar o orgulho no espelho e ver o Bem e o Mal

Quando colocamos a nossa máscara social ao espelho, o orgulho que a constitui pode ser visto de duas formas. De um dos lados do espelho está o orgulho mau, também conhecido por soberba (um dos sete pecados mortais). É uma matéria que torna a nossa máscara fechada aos outros, com uma tonalidade brilhante aos olhos de quem a usa, mas baça aos olhos dos outros. As pessoas que usam a máscara do orgulho mau julgam-se superiores aos outros, julgam-se verdadeiras donas da verdade e não aceitam a humildade de um pedido de desculpas, ou do assumir de um erro.  Sorriem apenas quando do outro lado sentem elogios exagerados à sua pessoa e percorrem as pontes da existência olhando sempre para cima, com um nariz tão elevado que mal conseguem mobilizar os músculos faciais para sorrir ou proferir palavras. Conseguem a estabilidade da sua ponte na negação de que esta ponte é instável e na negação de que existem emoções negativas a correr por baixo dela. São pessoas que fogem das emoções negativas, por terem dificuldade em lidar com a frustração e por isso usam a máscara social invertida, com o orgulho virado para dentro e os poros da sua alma respiram desse orgulho, vivem desse orgulho e na verdade sobrevivem asfixiadas no próprio orgulho.

Do outro lado do espelho está o orgulho bom. São as pessoas que usam o orgulho virado para fora, ou seja demonstram e revelam esse orgulho para com os outros, olhando em frente e impulsionando o melhor dos outros com um verdadeiro elogio. É o orgulho da Honra. É viver em perfeita harmonia entre os defeitos e virtudes de si e dos outros, aprendendo a perdoar e a pedir perdão. As pessoas que usam a máscara social do orgulho bom encaram com positividade a existência de emoções negativas a correr por baixo da sua ponte, pois sabem que é na procura do melhor dos outros e do orgulho com os outros que encontram o equilíbrio da sua ponte e a possibilidade de melhores e mais efetivas travessias das várias pontes. Por outro lado, como têm a matéria de orgulho da sua máscara voltada para fora, conseguem ver o seu brilho através dos olhos dos outros. Ou seja, o próprio orgulho bom que emanam é devolvido pelos outros a si mesmo, sob a forma de admiração e confiança.

Poderíamos viver sem orgulho?

Quem usa a máscara social do orgulho bom chega quase ao limite de a poder retirar, mas, na verdade, viver em sociedade é ser obrigado a usar a máscara. São as máscaras sociais que nos dão identidade e pertença a diferentes contextos de interação social. Usamos máscaras sociais diferentes no contexto da intimidade, no contexto laboral, no contexto do lazer. Sem elas seriamos matéria-prima sem a oportunidade de ser esculpida pela interação. Assim, podemos afirmar que o orgulho molda as pessoas para se tornarem obras das suas escolhas. Não podemos portanto viver sem orgulho, mas somos livres para escolher qual a forma de usar a máscara – se com o orgulho virado para dentro e portanto asfixiados em soberba ou com o orgulho virado para fora e promotores do melhor dos outros e de nós mesmos.

Desta forma, podemos concluir que o orgulho é na verdade integrado na nossa identidade. O orgulho permite-nos, portanto, viver em Verdades (a forma como usamos as máscaras) enquanto passamos as diferentes pontes da nossa existência. Por outro lado permite-se a ele mesmo ser a Realidade (o todo que somos) co-construída por todas as verdades que a liberdade nos permite escolher. Então usar o orgulho é ser livre, pois é ele que nos permite escolher, dentro da inevitabilidade de o usar, a forma como o queremos no nosso modus vivendi. Assim escolhemos viver em orgulho (usando-o na sua forma negativa) ou com orgulho (usando-o na sua forma positiva).

​Usemos a liberdade para escolher viver com orgulho.
​
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PEDRO MELO
PROFESSOR NA UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA (ICS – PORTO)
ESCRITOR
www.facebook.com/escritorpedromello

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Serei Compaixão?

1/4/2017

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A compaixão é na realidade uma qualidade humana, está em todos nós, mas há quem adoeça por “ter compaixão” e quem se cure por SER compaixão. Serei compaixão? Como a aplico na minha vida? Por Maria Bartolomeu

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

“A meio da vida, fui-me dando conta como apliquei a compaixão comigo mesma, nas minhas relações e especialmente quando me sinto magoada com alguma situação. Cheguei à conclusão que compaixão não se tem, é algo que se é, mas que é ativada perante condições específicas, viajando-se de um estado de ter para Ser.”
 
Há quem adoeça por “ter compaixão”.  Mas há quem se cure por SER compaixão. “ENQUANTO você pode aliviar a dor de alguém, a vida não é em vão”, escreveu Helen Keller.
 
“Recordo-me de um caso onde a minha cliente chegou ao consultório a sentir-se esgotada por “ter compaixão”: “Sabe, eu sou bondosa demais, tenho compaixão crónica e por isso sinto-me cansada de dar e estou magoada com a vida, dou de mim no trabalho ao cuidar dos que mais precisam, dou de mim aos meus filhos, dou de mim ao meu marido e agora só me apetece desaparecer por uns tempos”.  Após algumas sessões, a Joana (nome fictício) sentiu que a sua bondade provinha de uma necessidade emocional, em ser vista, de se sentir querida aos olhos dos outros, aumentando superficialmente a sua auto-estima. Chegando ao ponto de compreender o “para quê” de ter escolhido a sua profissão de Assistente social.”
 
A esta situação podemos chamar de “ter compaixão”, um dar ilimitado sem se sentir suficientemente recompensada, um esvanecimento crónico do cuidado e da preocupação com os outros, devido ao uso excessivo de sentimentos de bondade na busca de uma compensação emocional. 
 
Bondade e Empatia não são compaixão, o sofrimento empático vem antes da compaixão, é o seu ponto de partida. O poder da compaixão está além do sofrimento pessoal e está focado no que pode ser feito ou seja na solução para minimizar a dor do outro sem se perder de si mesmo.
 
Ser compaixão, é ter tomado banho nas diversas águas do sofrimento e também por isso ser tocado naturalmente pela dor do outro, é sentir um desejo de aliviar ou minimizar o seu sofrimento.  É mais que compreender as razões do outro estar em dor, é sentir essa dor mas porém voltar ao seu ponto de partida mais rapidamente e a isto chama-se resiliência.   
 
“Vejamos o caso da Cátia (nome fictício) que foi deixada pelo namorado. Consciente de que a relação é uma via de mão dupla, procurou a terapia para assumir as suas responsabilidades e transformar a sua dor em autoaprendizagem.
 
Os seus olhos decorados por lágrimas que saltam, transmitem uma tristeza encantada, aquela que emana Paz, fez-se silêncio, respirou fundo e disse: “sabe que mais, às vezes penso que um dia, no leito da morte, existirá um momento final de aprendizagem através de uma viagem regressiva e nesta viagem sentiremos a dor e os sentimentos negativos que guardamos a respeito dos outros, e se assim for eu não consigo suportar a ideia de contribuir para o seu sofrimento.” E a Cátia perante esta hipótese escolheu conscientemente transmutar a sua dor pela entrega confiante, uma vez que alimentar a sua dor perpetuará a dor no outro (independentemente de quem esteja moralmente errado).”
 
Ser compaixão, é ser amor, é poupar a pessoa que amamos a essa dor, é poupar o nosso corpo, mente e alma a sentimentos negativos que adoecem.
 
“Ainda estou a aprender a Ser compaixão, a incorporar sentimentos de bondade e empatia quando penso em situações e pessoas que me activam dor ou quando reconheço que a causei involuntariamente. A essas pessoas devolvo o melhor de mim, pois são elas as provedoras do meu autoconhecimento, das minhas aprendizagens conscientes, são elas que me fazem, a cada dia, amar melhor.”
​
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MARIA BARTOLOMEU
PSICOTERAPEUTA FACILITADORA DE GRUPOS DE METAMORFOSE EMOCIONAL
FUNDADORA DAS AULAS CRIATIVAS JOYFULL PARA CRIANÇAS
PROFESSORA UNIVERSITÁRIA
www.mariabartolomeu.com
mariabartolomeutr@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Bem-estar, Do Rascunho à Arte Final

1/3/2017

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A Sensação de bem-estar deveria ser condição essencial a todos os seres humanos. Dependerá de cada um, o modo como conseguirá desconstruir e integrar tudo o que a vida lhe oferece.
Por Maria Veiga


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Quando somos sonhados, desenhados a rascunho, ainda sem cor, nos sonhos dos Pais, talvez ainda não imaginemos toda a grande viagem que se prepara e que se veste de festa e alegria para nos dar as boas-vindas. Na maioria das vezes, somos sonhados como o melhor da vida. Como o melhor que alguma vez já alguém imaginou. Apostam em nós com toda a alma e coração. O tempo passa. Os meses avançam devagar, e os corações aceleram à medida que o grande momento se aproxima. E nós então… nascemos. Tornamo-nos reais e não mais imaginários. E o mundo pára, suspende a respiração e depara-se com um Ser único e especial. Em nenhum outro lugar, existirá outro Ser assim.

A sua missão estará traçada. A partir desse momento valem todos os segundos, os minutos, as horas e os dias. Até que se chega à Vida. A esta vida, que diariamente o convida a ser o melhor que conseguir, a ser o melhor que acredita ser, a ser aquilo que (talvez) imaginavam ainda nos sonhos.

Mas o mundo, muitas vezes, não permite que o caminho seja uma viagem, onde a paisagem se depare deslumbrante e onde o rascunho seja colorido. Muitas vezes, a vida, escapa-lhe por entre os dedos, como grãos de areia que jamais conseguirá agarrar. Mas, também, de repente, ela vira de novo, e mesmo de cabeça para baixo, volta a pousar-lhe na mão, como que a pedir, só mais uma vez…

Sabemos. Vive-se de forma atribulada, onde a quantidade de estímulos e obrigações, com pouca facilidade, parecem querer fazer um puzzle perfeito e completo. Muitas vezes, este desequilíbrio (que não estava previsto!) é gerador de mal-estar e angústia diversa. E começa a perceber que toda a circunstância em seu redor irá colocar em causa o seu bem-estar não só físico, mas também psicológico. Falamos da ausência de bem-estar psicológico. Da ausência da sensação de satisfação, na sua plenitude.
Este bem-estar está relacionado com o modo como conseguirá desconstruir e integrar tudo o que a vida lhe oferece. Essa capacidade irá dar origem a uma sensação de tranquilidade, conforto e segurança.

É esse o seu momento. Agora o caminho será seu.

Seja optimista. Acredite em si (como todos acreditavam, lembra-se?). Tenha presente, objectivos. Faça listas, sublinhe, escreva de várias cores. Focalize no essencial. Afaste e vire as folhas daquilo que não interessa e que já passou. Fale com as pessoas que lhe segredam ao coração. Cante aqueles refrões que o fazem sorrir e olhe ao espelho, sempre, como se fosse a primeira vez. Acredite nas suas competências. Na sua sabedoria. Na sua história de vida e em tudo o que com ela aprendeu. Seja genuíno. Simples. Natural. Ria de si próprio. Não tenha medo. Abrace. Toque. Corra e invista em tudo o que o faz sentir feliz. Perca tempo com o essencial. Afaste o que o atrasa. Construa laços e desaperte aqueles nós. Crie pontes para caminhos felizes. Tire fotografias das suas viagens, mesmo que sejam a pé. Memorize lugares, sons e cheiros. Viva cada segundo. E por cada segundo que passar, irá perceber que cada um pode ser eterno. Seja eterno.
​
Olhe o céu e caminhe sem olhar para o chão. Respire pausadamente. Seja independente. Determinado. Autónomo. Adapte-se. Observe. Questione. Se não perceber, questione outra vez. Se ficou na mesma, insista. Avalie-se. Fique em silêncio. Escute. Escute-se.

Com as crianças, faça rodas como fazia antigamente. Sente-se no chão e invente histórias de princesas e castelos, em terras distantes. Arrisque. Sente-se na relva. Na areia. No chão. (Há quanto tempo não o faz?). E fique. Escreva finais felizes e desenhe com caminhos em direcção ao sol. Olhe, com elas, o céu. À noite, desenhe a lua e faça estrelas. Escute o que dizem sem interromper…

A sensação de bem-estar, na sua plenitude, depende do modo como organiza dentro de si, toda a sua circunstância, tudo o que o rodeia. A forma como pega em cada peça, a forma como a coloca, como a enquadra e como a vai colorir. 

Faça dessa tela, o que o melhor o representa.
Faça de um simples rascunho, a sua melhor arte final.
​
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MARIA VEIGA
PSICÓLOGA CLÍNICA
www.mariaveigaclinica.wixsite.com/mariaveigapsicologia
mariaveiga.clinica@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2017
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