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Festejar como Filosofia

1/7/2023

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Fotografia
“Engana-se quem acredita que ser elegante é ser chique.” A elegância está na alma, no jeito de estar, de ser e de tratar as pessoas. Elegância é acima de tudo ser gentil mesmo no caos e com civilidade. Festejar é também uma forma de expressar elegância.
Por Luciene Balbino


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2023
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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As pessoas que vivem uma vida inteira tentando se encaixar no outro ou num grupo revelam-se infelizes nos momentos de festejar a vida. Muitas vezes vemos em festas e confraternizações das empresas, alguém beber demasiado e ofender os outros, agredir com palavras ou fisicamente. Festejar os momentos em família, em empresas e em todos os demais lugares que frequentamos exige civilidade. Elegância ao contrário do que muitos pensam, não vem de fora, não está na aparência e sim, dentro das pessoas. Estar feliz proporciona mais sorrisos por onde as pessoas passam, mas estar infeliz torna-se uma desculpa para muitos serem deselegantes.

Ser elegante apenas quando tudo vai bem, não define uma pessoa com esta característica. O difícil é ser elegante mesmo quando tudo está a desabar. O outro não tem culpa dos seus problemas. Que tal fazer o exercício de tratar as pessoas bem, independente do que se está a passar. Verá que é possível e libertador. São os gestos, a forma de lidar com o outro, a empatia e o amor dentro de nós que transforma o comportamento em algo positivo, que acrescenta, que agrega e que torna respeitoso a individualidade de cada um. De que adianta uma pessoa vestida dos pés à cabeça com roupas de grife, com ouro, pedras preciosas, cabelos arranjados, unhas perfeitas se ao lidar com o outro, trata-o mal e com arrogância.  

Como ser elegante definitivamente? É possível? Claro que sim. O autoconhecimento e a autocrítica são fundamentais para conquistar a harmonia e vir à tona o melhor de si mesmo. Buscar uma terapia tradicional ou alternativa, uma religião que lhe faça bem, meditação, leituras que lhe ajudem a se conhecer melhor e outras ferramentas que se adequem ao estilo de cada um. Conhecer os seus limites é de uma elegância imensurável. É sabido que os seres humanos também perdem o controlo e ferem sem querer. Algumas vezes traímos a nossa essência. Diante deste facto é importante perceber o porquê da pessoa fazer isso ou aquilo. Pedir perdão é muito elegante. Dizer que está arrependido, que lhe dói o que fez, é gentil. Gentileza gera gentileza, então elegância gera comportamentos elegantes.

O que define um ser humano não é a racionalidade e muito menos aprender mais do que os outros. O aprendizado é fundamental para evoluirmos, mas se uma pessoa não tiver elegância, todas as suas acções perderão a grandeza em sua humanidade, pessoas pobres podem ser mais elegantes do que pessoas ricas. Não é o status social e a conta bancária cheia de dinheiro que a define. Exemplo de uma pessoa que errou mas teve a elegância de o reconhecer. Num Centro Comercial, uma senhora foi agressiva numa loja com a vendedora, mas ao chegar em sua casa, sentiu-se mal com a atitude, então voltou à loja e pediu desculpas. A vendedora abraçou-a e disse-lhe que nem todos os dias são bons, por isso, a entendia. Ter humildade em reconhecer um erro é extremamente elegante. 

A palavra elegante tem origem no verbo latim “eligere”, que significa escolher com cuidado, selecionar.  Quais são as escolhas que a maioria das pessoas está a fazer ultimamente em todos os aspetos da vida? Atualmente com a influência das redes sociais, muitas pessoas estão a selecionar mal o que é importante para que haja um crescimento genuíno. Ofender os outros gratuitamente nas plataformas digitais, ter preconceito, ser racista, não tem nada a ver com elegância. Então, o que vem a ser elegante e como um ser humano, independentemente de sua condição social, física, monetária e educacional pode ser?

O exemplo das redes sociais é importante porque quase todo mundo tem um perfil nesta ou naquela rede social. Atualmente parece que o virtual é a extensão de quem somos nas ruas. Mesmo assim, existem duas pessoas diferentes em ambas situações, a presencial, que respeita o idoso, que cede lugar à mulher grávida no comboio, no autocarro e no metro. E na internet esta mesma pessoa sente-se livre para ofender os outros, desrespeitar os sentimentos de outrem, impondo a sua prepotência. Assume a sua deselegância ao colocar os seus sentimentos em primeiro lugar e não a respeitar o que o outro sente. Nessas redes há uma intimidade que na vida real não existe. O “anonimato” permite aos deselegantes e aos grosseiros difamarem pessoas de bem que apenas estão no seu direito, de expor as suas ideias e pensamentos. Ofender nunca é uma opção. 

Uma pessoa elegante é sempre a mesma, tanto pessoalmente quanto na internet. Tem posturas nobres quando é vista e as mesmas quando está sozinha em casa com o seu gato ou seu cão. Um diretor de empresa gentil, que trata os seus colaboradores com respeito, ouvindo-os, compreendendo-os, auxiliando-os e ajudando-os a crescer, é um ser elegante, além de dar o exemplo e transformar vidas.

Ser chique não é ser elegante. Ela está na alma, no jeito de ser com verdade. De que adianta uma pessoa falar vários idiomas, ter diversos diplomas e fazer parte de uma família com bens materiais, se por onde passa deixa desarmonia, tristeza, rancor e mágoa. Pessoas egoístas, manipuladoras e cruéis estão longe, a muitas léguas de serem elegantes.

Uma senhora em um restaurante presenciou uma atitude lamentável num primeiro encontro. O homem que ela estava a conhecer, que por sinal era rico, teve um comportamento lastimável logo no primeiro encontro. Ele humilhou o empregado de mesa só porque ele derrubou água sobre a toalha da mesa. Simplesmente, ela levantou-se e deixou-o, e ainda lhe disse: “A sua atitude deselegante fez-me perder o apetite. Espero que peça desculpa ao empregado, pois ele saiu de sua casa para servir-nos. Aliás, estamos todos no mundo para servir”.

Outro erro é a associação da elegância com o biótipo de uma pessoa. Usar números pequenos de roupas e estar magro não tem nada a ver com ser uma pessoa elegante. Há pessoas gordas elegantíssimas e pessoas esculturais mal-educadas e sem nenhuma airosidade. A nobreza de uma pessoa é delicada, sensível e subtil. Não é a balança que pesa o corpo que determina algo tão intrínseco e belo. A beleza da alma extrapola o físico. Ser elegante é ter civilidade. Mesmo quando briga consigo, soca o travesseiro e dá os seus berros… O ser elegante recupera-se, ri de si mesmo e segue em frente sem ninguém perceber que isso aconteceu. Afinal, ninguém nasce elegante, torna-se se o quiser. Festejar a vida com autenticidade, empatia, compaixão e amor é o caminho para se tornar uma pessoa elegante. 
​
Fotografia
LUCIENE BALBINO
ESCRITORA, DRAMATURGA E JORNALISTA. AUTORA DE ROMANCES, LIVROS INFANTIS E BIOGRAFIAS. AUTORA DE MAIS DE 6 ESPETÁCULOS ENCENADOS EM PORTUGAL
Instagram: @lucienebalbinoescritora
[email protected]

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2023
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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O lado B do Egoísmo

1/6/2023

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Fotografia
Quando nascemos, somos vistos como Seres puros, amorosos. Somos suficientes apenas por existir, por nascer. A partir do momento em que começamos a articular palavras, a formar um discurso, a ter opiniões e vontades, somos muito frequentemente rotulados de egoístas. Por Maria João Barros
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in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2023

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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Nessa altura passamos a percecionar que aquilo que desejamos e o que precisamos são atos de egoísmo. Vamo-nos distanciando de quem Somos e do que queremos. Aqui começa o grande desencontro connosco próprios. As críticas que se geram em redor da nossa opinião, dos nossos impulsos passam a acompanhar-nos o resto da vida como crenças instituídas e acreditamos nelas como de verdades absolutas se tratassem. Transformam-se no eco interno que dita o que podemos ou não fazer, quem podemos ou não Ser.

“Somos” egoístas sempre que dizemos que a não a algo ou a alguém. Coloco entre aspas “somos” porque Ser está relacionado com a identidade e na verdade apenas podemos Ter comportamentos egoístas. A dimensão do Ser é bem diferente da dimensão do Ter.

“Somos” egoístas sempre que dizemos em voz alta aquilo que queremos e quando o defendemos apaixonadamente. “Somos” egoístas quando ousamos fazer diferente da norma. “Somos” egoístas quando escolhemos um caminho diferente daquele que alguém delineou. “Somos” egoístas quando cumprimos os nossos sonhos e não repetimos os padrões habituais da sociedade. “Somos” egoístas quando desejamos, ansiamos e vivemos em liberdade. Seja em comportamento, em pensamento ou em ambos. “Somos” egoístas quando assumimos quem somos e deixamos de Ser o que esperam que fossemos. “Somos” egoístas porque ousamos usar a nossa voz, ousamos questionar. “Somos” egoístas quando temos sede de mudança e essa mudança representa uma ameaça às crenças instituídas.

Fomos criados e educados para satisfazer os outros, para colocar os outros em primeiro lugar. Não cumprir essas expectativas pode colocar-nos no patamar do egoísmo.

Eu vejo o Egoísmo como uma medida de autopreservação e de afirmação. Quanto mais nos conhecemos, quanto mais estamos conectados às nossas necessidades, quanto mais defendemos a nossa integridade maior é a possibilidade de sermos vistos como egoístas. Principalmente se esse centramento interno em nós, não satisfaz as necessidades dos outros. De repente confunde-se egoísmo com falta de amor, com falta de educação, com falta de respeito.

O egoísmo pode ser um grande ato de amor próprio, de proteção, de respeito e responsabilidade pessoal.

Todos temos o direito a escolher o próprio caminho. Todos temos o direito a dizer sim e a dizer não. Todos temos o direito de viver a vida para a qual nascemos à nossa maneira. Todos temos o direito de defender aquilo em que acreditamos. Na vida não há só uma direção, só uma opção, só um destino. Existem infinitas possibilidades e poder escolher qualquer uma delas é um direito e uma dádiva.

Escolher aquilo que mais nos cabe não é egoísmo é estar em verdade. É ser livre. É fluir com a vida. É saúde física. É saúde emocional. É honrar a vida que recebemos. É escolher a alegria. É escolher a felicidade. É assumir responsabilidade pelas nossas escolhas e pelo que resulta dessas escolhas. É sermos ativistas por um mundo melhor onde cuidando de cada um de nós, cuidamos de todos!

Como em tudo na vida, há sempre dois lados da mesma moeda. No lado A do egoísmo estão atitudes e comportamentos que sustentam a crença de que há pessoas superiores a outras e que nessa superioridade, o que sentem, pensam e precisam é mais importante do que tudo o resto. É necessário estarmos vigilantes para não cairmos na arrogância de nos vermos como superiores. Há uma linha intermédia entre a arrogância do egoísmo e a subserviência do altruísmo. No meio conseguimos respeitar-nos e aos que nos rodeiam.

Talvez possamos olhar para o egoísmo como uma forma de amor por nós e pelos que nos rodeiam, sabendo que, a todo o momento fazemos sempre o melhor que conseguimos. Vamo-nos construindo a cada passo que damos como pessoas absolutamente perfeitas na sua imperfeição!
​
Fotografia
MARIA JOÃO BARROS
CONSTELADORA FAMILIAR E FACILITADORA PROFISSIONAL DE PARENTALIDADE CONSCIENTE @maria.joao.barros_
www.mariajoaobarros.com
[email protected]

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2023
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)​

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Viver Melhor

1/5/2023

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Fotografia
Refletir sobre o nosso cotidiano é ver a nossa existência, observando paradoxos, as fontes criadoras dos valores e sentido da vida para construir um mundo mais justo e humano – VIVER MELHOR.
​Por Lina Veira


in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2023

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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​Estamos num período de grandes desafios para a humanidade.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus, além de centenas de milhares de perdas, causou grandes mudanças em nossas vidas, nos obrigando a procurar novas formas de viver, pensar e olhar para a realidade.

Ninguém nasce, cresce e vive sozinho. Somos diferentes, mas ricos de sentimento, aspirações, valores e qualidades. Porém, em todas as épocas históricas, sobretudo em épocas de crise como a nossa, sempre houve a necessidade de voltar as fontes criadoras dos valores e sentido da vida para construir um mundo mais justo e humano – VIVER MELHOR

 Ninguém pretende negar que o mundo é violento ou que não existam pessoas más, nem vamos aqui decorar a origem da dissolução moral de uma sociedade, condicionada por muitos fatores, entre eles o culto a violência diante de um telemóvel ou televisão, que deturpa e manipula realidades, apesar de imagens concretas. Contudo, definir bons e maus hábitos, bons e maus valores é imprescindível para vivermos melhor. O que não for grandioso para lhe fazer bem, descarte. Alguns hábitos e valores só trazem e criam problemas.

Como disse: Refletir sobre nosso cotidiano é observar sobre nossa existência observando paradoxos. A maior parte das pessoas vive na superfície. Perdem as coisas mais espantosas da vida. Vê, e, contudo, não vê. E a razão disso, é não estarem vendo realmente, e se não estão vendo realmente, como também não estão sentindo realmente, nem ouvindo realmente. Todos os sentidos de nossas faculdades precisam estar na mesma plenitude da visão e consciência humana.

O que contaremos aos nossos netos emocionados do que vimos, sentimos, amamos?

Como disse Freud, que bom olhar para trás e ver anos difíceis, mais bonitos.  Porque foi importante ter bons hábitos e valores que são parâmetros e consequências naturais do sucesso, do prazer e alegria independente de toda e qualquer situação.

Encare os seus sonhos como metas a serem realizadas! E perceba que todo desafio nos leva a uma capacidade ética de sermos honrados, independente do período da nossa história. Viver não é fácil, mas querer “viver melhor” nos dá a possibilidade de engolir o mundo, de recusar ou aceitar o seu sol, as suas flores, sementes, hospedes como nós, enquanto houver ar nos nossos pulmões.  Viver melhor numa sociedade conturbada de apreensões e receios, é um grande desafio pessoal, que exige postura e procura da vivência espiritual, das coisas do alto, do querer ser alegre em toda e qualquer situação (que é bíblico), do direito e dever de dizer não ou sim.

Para viver melhor, é preciso definir bons valores na sua vida. Ser realista e construtivo.  Lembrar da vida dos nossos avós, mais simples e humildes.

Estamos sempre a fazer escolhas de modo consciente ou não. “Não se preocupar com nada pode ser uma escolha para viver melhor” e ainda assim é se preocupar com alguma coisa. É escolher algo, entende?

Mas a pergunta que cabe é: o que tenho escolhido para minha vida? Que valores tenho como parâmetros para viver melhor?  Tenho me privado de coisas que gosto de fazer? Comemorado minhas vitórias?  À medida que observamos nossas reações na rotina da vida, focamos melhor nas nossas necessidades e melhorias, olhamos para nós! e passamos a avaliar resultados e viver as nossas responsabilidades sem as culpas e pesos que nos impedem de seguir e VIVER MELHOR.

Preste atenção: Faça o seu melhor!  O necessário, o mínimo e mais um pouco que estiver ao seu alcance. O mundo não vai ficar esperando você ficar bem, não podemos passar a vida inteira limitados as margens conhecidas de agonias e crônicas alimentadas. É preciso deslocar-se para outra margem, ver as coisas sob outras perspectivas, com um olhar mais amplo e com proposito dizer:  hoje é o dia para eu ser feliz! Eu quero viver melhor.

Quando escolhemos o caminho que nos leva a quem realmente somos, somos quem somos e isso é fantástico, é viver melhor, pois descomplicamos pisar no travão ou acelerar na estrada da vida.

Fotografia
LINA VEIRA DE FORTALEZA
– CE. ATUALMENTE VIVE NUMA ILHA NO SUL DO BRASIL, ONDE TEM SE DEDICADO À ESCRITA. É AUTORA DE DOIS LIVROS “UM DE MEUS OLHARES” E “OUTRAS FLORES SE ABREM”
www.instagram.com/linaveira
www.facebook.com/linaveira09

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2023
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)​

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Terapia

1/4/2023

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Fotografia
Do Grego, THERAPEÍA, significa serviço, atendimento, tratamento, cura). Do Hebraico: THERAPON, significa “aquele que serve”. Curiosamente HOMERO (Grécia, 900 a.c), faz referência a este último termo (θεράπων = Therapon) - “embora possam assumir funções servis, não são escravos, e sim homens “de nascimento nobre que cumprem voluntariamente um serviço nobre”. Por Ana Paula Rodrigues

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2023

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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​Na sua obra “Ilíada”, uma das grandes epopeias atribuídas a este poeta grego, embora haja alguma controversa, apesar de toda a ficção, quando analisada, todos nomes estão associados a características e funções que desempenham. Therapon é  retratado como um guerreiro importante, que assume diversas funções para os comandantes: pode substituir seu comandante no campo de batalha se necessário – (como Pátroclo substitui Aquiles, e como Automedonte substitui Pátroclo como auriga de Aquiles –, 34) pode atuar como escudeiro, que acompanha seu comandante e luta ao seu lado, pode ser responsável por dirigir seu coche, se necessário (muitas vezes é então chamado de* ἡνίοχος θεράπων), ajudá-lo a vestir a armadura, a cuidar de um guerreiro ferido, pode retirar os despojos e os reféns do campo de batalha, etc..”

Viajamos muito no tempo… até 900 a.c. Mas o que Homero e a Ilíada têm a ver com Terapia? – E porque não? Penso que o conhecimento coletivo ainda exerce muita influência, e está presente em cada um de nós, subconscientemente.

Porque Homero, utilizou o nome “Therapon”, para definir tais características? Poderemos estar perante início da história dos terapeutas e coaches*(ἡνίοχος θεράπων). Evoluíram, estudaram, especializam-se, a sua essência continua a ser (θεράπων-Therapon), aqueles cuja missão é a cura, o bem-estar daquela pessoa, é estar presente no momento certo, ouvir efetivamente, orientar e ajudar quando perde o comando da sua vida, que acompanha e luta ao seu lado, a protege, ajuda-a a vestir a sua própria pele, a ser forte, mais segura, a cuidar das suas feridas, ajudar a superar traumas e dores do presente e do passado. As funções que desempenham, têm sempre o objetivo de SERVIR, TRATAR E CURAR, ao que chamamos atualmente TERAPIA.

Embora Homero, retrate uma epopeia da batalha do cerco a Troia, atualmente também temos as nossas batalhas, os nossos “cercos”, as nossas “historias”. Sendo a terapia um processo de cura, cabe a cada um a responsabilidade de agir e o maior ato de coragem é pedir ajuda.

Cuidar de si é terapia, pequenas ações no dia-a-dia ajudam a curar, desde que lhe faça sentido, se sinta bem, goste e seja ecológico para si.

 Vamos focar na prevenção, questione-se:
  1. - O que gosto de fazer? (ler, dançar, correr, ouvir música, conversar com amigas, andar à beira-mar, pintar, meditar, escrever…) (escrever quais, porquê?  selecionar as que dão mais prazer e se +1 variar durante a semana)
  2. - Qual o dia da semana que posso reservar tempo para fazer alguma atividade que gosto? (quando? - Agendar)
  3. - O que não gosto de fazer atualmente e que posso mudar? (escrever vários, depende só de mim?)
  4. - Porque quero mudar? (Escrever - O que vou perder? - O que vou ganhar?)
  5. - Vou substituir o hábito anterior por…. (o quê? Quando? Agendar.)

Às vezes o menos é mais, ficam algumas sugestões:

- O mar tem um grande poder terapêutico, se puder vá ouvir e ver o mar, sentir a sua plenitude. Se estiver um dia agradável caminhe na areia ou molhe os pés. Caso, não o possa fazer e vive no campo, caminhe na natureza, observe a vegetação e respire! abrace uma arvore, olhe para o horizonte.

- À noite, observe as estrelas e perceba a imensidão do universo, o facto de estar vivo e também fazer parte dele. E lembre-se, amanhã, será um novo dia. Um presente, uma página em branco, pode escrever uma nova história.

- Demonstre os seus sentimentos, não deixe os abraços e “eu te amo” para amanhã… A vida é hoje.

- Ontem é passado, é uma memória que simplesmente está no seu pensamento. Identifique-os e deixe-os ir, substitua-os por outros positivos, proativos.

A terapia começa por um processo de autoconhecimento e assim você, Therapon, lado a lado, vencerão esta batalha. 

Fotografia
ANA PAULA RODRIGUES
YBICOACH - SUCCESS CAREER & LIFE STRATEGY COACH
www.ybicoach.pt
[email protected]

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2023
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)​

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Importância do Recolhimento

1/3/2023

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Será que o recolhimento faz algum sentido nos dias de hoje? Ou será que se trata de um simples pretexto para fugir às responsabilidades e compromissos?
Por Helena Martins


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2023
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
​

​Vivemos a um ritmo extremamente movimentado, podemos mesmo dizer frenético, onde toda a nossa energia é requerida no exterior. Como resultado, vamos acumulando cansaço e stress. O pior é que perdemos a sintonia com nós mesmos e sujeitamo-nos a problemas como o burnout e a depressão.

Crises de angústia, ansiedade e desespero são uma constante nos tempos atuais.

O recolhimento pode surgir como uma oportunidade de descompressão e reposição de energias. Mas mais do que isso permite-nos recuperar o equilíbrio entre corpo, mente e espírito.

Períodos de recolhimento permitem que o exterior seja momentaneamente silenciado para podermos então mergulhar no nosso interior. Cortamos com o excesso de informação que nos sobrecarrega a nível mental e esse corte abre espaço para o sentir. Pode então dar-se a reconexão com a nossa parte intuitiva e espiritual.

Não se trata de fugir de responsabilidades e compromissos. Na realidade, é mais o seu contrário; é saber honrar o compromisso mais importante e sagrado que podemos ter na vida: o compromisso conosco próprios.

A introspeção facilitada pelo recolhimento permite-nos colocar as ideias em ordem e definir prioridades. Ajuda-nos a ver as nossas circunstâncias de vida de uma nova perspetiva. Podemos dessa forma tomar decisões mais assertivas e melhorar o que está mal ou precisa de ser mudado.

Damos a nós mesmos a oportunidade de repensar crises pessoais, conflitos nos relacionamentos ou problemas na área profissional. E ao dar-nos essa oportunidade, podemos até acabar por valorizar pessoas e pontos positivos que temos na nossa vida e dos quais anteriormente nem nos apercebíamos.
Quando esvaziamos a mente e nos conectamos com a nossa parte intuitiva e sábia, soluções são encontradas aparentemente sem esforço. Podemos resolver problemas que antes nos roubavam a paz e que julgávamos sem saída.

Em última instância, a autoanálise e contemplação que surgem no recolhimento oferecem-nos possibilidades de autoconhecimento, crescimento e expansão de consciência. Podemos encontrar um sentido para a vida ao descobrir os nossos talentos e capacidades, sonhos, paixões, valores e propósito.
 
Retirar-se do mundo em recolhimento não é exclusivo de pessoas crentes. Não precisamos de pertencer a determinada religião ou possuir quaisquer ideologias esotéricas. Esta é uma experiência vital de paragem, recarga de energia e reflexão que todos os seres humanos deveriam poder desfrutar com regularidade.

É necessário que aprendamos a desligar-nos do mundo e simplesmente ficar em silêncio, em comunhão com essa parte sábia que sabe o que é melhor para nós e para os outros. Só precisamos de abrir espaço para que se dê essa reconexão.

Existem várias formas de recolhimento. Podemos passar alguns dias num mosteiro e integrar-nos em atividades de fé. Podemos participar em retiros, geralmente em grupos organizados e envolvendo práticas de reflexão e meditação ou mindfulness. Ou podemos simplesmente isolar-nos num sítio sossegado, de preferência na natureza, para em silêncio refletir e meditar. Neste último caso precisamos de ter mais disciplina e autocontrolo, uma vez que estaremos por nossa própria conta.

Obviamente não podemos virar costas às nossas rotinas nas alturas em que mais falta fazemos, quer seja na área familiar, profissional ou escolar. A melhor altura para o recolhimento será em férias ou fins-de-semana, quando temos tempo livre para focar em nós e nas nossas necessidades.

Podemos optar pelo recolhimento de uma forma regular, como se se tratasse de uma manutenção vital para o nosso bem-estar, ou quando nos sentimos cansados e confusos, em conflito interno ou com o mundo. O objetivo maior será sempre encontrar-nos a nós mesmos e garantir o equilíbrio mental e emocional.
​
Fotografia
HELENA MARTINS
LIFE-COACH E TERAPEUTA TRANSPESSOAL
www.helenamartinscoach.com
[email protected]

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2023
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Sonho, a bússola para a felicidade

1/2/2023

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Sonhe acordado. Não espere a noite para sonhar. Sonhe e faça acontecer. A vida é bela demais para deixar para trás o que nos faz feliz.
​Por Liliana Berna
rdo

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2023

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
​

​Se se acreditar com todo o coração naquilo que se quer alcançar, todas as atitudes, tudo o que se faz vai levar à realização desse grande sonho.

Por isso sonhe. Sonhe muito. Não perca essa energia. Sinta o sonho como se já tivesse acontecido, agarre-o com toda a força, ele pode ser a realidade do amanhã. Passo a passo, pouco a pouco, o futuro está a ser construído. E isso só depende da capacidade que cada um tem para ir mais além, de ir atrás do sonho.

Sonhe. E sonhe em grande.

Tudo é possível quando se quer muito uma coisa.

“O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e de correr o risco de viver seus sonhos.” – Paulo Coelho

Perder a capacidade de sonhar, de ter sonhos é como morrer para a vida. É deambular por aí sem rumo. É ser uma máquina que acorda todos os dias de manhã e faz as coisas automaticamente. Todos os dias passam a ser iguais. O brilho desvanece dos olhos, do sorriso e passa-se os dias em contagem decrescente. Deixa-se de ser a personagem principal da história para se ser meros figurantes. Sem sonho o ser humano passa a ser um simples fazedor das tarefas diárias.

Tudo começa pela capacidade de sonhar e de onde se quer chegar com o sonho. Ele pode ser a alavanca para o sucesso.

Nenhum sonho é doido demais, nem são certos ou errados, todos os sonhos são válidos, desde que venham de dentro e que sejam sinceros. Não perca o foco de atingir o objetivo. Se assim fosse não se tinha chegado à lua.

Seguir o sonho dá trabalho e por vezes é doloroso. Sofre-se, soa-se, mas vale tanto a pena. Nem sempre o caminho é fácil, tem altos e baixos, lágrimas e risos vão surgir. Um misto de emoções vão assombrar a nossa capacidade de visualizar com clareza o objetivo final. Umas vezes quer-se desistir outras continuar, mas tudo faz parte do processo de se chegar onde tanto se quer. O importante é continuar sempre. Pode demorar, mas quem arrisca, o universo compensa.

Não desista quando as coisas parecerem complicadas e difíceis. Os maiores boicotes vêm de dentro de cada um de nós, das desculpas que dizemos a nós próprios para não seguir o coração e ir atrás daquilo que tanto se quer.  O comodismo é tal com a vida que se conhece que, a maior parte das vezes, nem se equaciona mudar o rumo. Quando associamos estas duas crenças ao medo, tudo fica ainda mais complicado para se ir atrás do grande sonho. Depois vê-se outros a terem as vidas que sonharam, a conquistarem coisas e dá-se esse mérito à sorte ou a serem abonados. Desculpas atrás de desculpas.

Nesta abordagem mais espiritual o sonho comanda a vida e é ele que nos faz sair todos os dias da cama e ter a vida dos nossos sonhos. É algo que ambicionamos. Fazemos práticas de visualização pormenorizadas cheias de boa energia e sentimento para que esse sentimento seja a bússola que nos indica a direção a seguir e que nos permite não deixar desistir da nossa vida e do que queremos fazer dela. Acredita-se que quanto mais visualizarmos, quanto mais acreditarmos no que queremos para nós, tudo vem ter connosco. O segredo é estarmos constantemente nessa energia. O nosso cérebro não distingue se o que estamos a vibrar é aquilo que estamos a viver ou não. Por isso é tão importante aceitarmos com todas as nossas forças e sentirmos o sonho como se fosse um dado já adquirido e agir em conformidade para que o nosso cérebro acredite que essa já é a nossa realidade, isso vai fazer com que, o universo nos abra as portas e o caminho se mostre para seguirmos em frente.

Atenção. Não basta só visualizar. Podemos ter toda a energia do mundo e todo o plano bem definido, mas se não agirmos, se não pormos em prática o nosso plano nada acontece.

É importante reter, que tudo tem de estar alinhado. Não se pode querer muito uma coisa, visualizar, vibrar e depois todo o discurso, todas as ações são contraditórias. Isso vai anular tudo o que estamos a tentar fazer, porque o caos se instala dentro de nós, baralhando o nosso cérebro com a confusão de informação que estamos a enviar. Sempre que se sentir que se está a desviar do pretendido, o melhor é parar, respirar e alinhar e depois continuar na vibração necessária.

O sonho pode levá-lo onde quiser, basta querer e quando se quer mesmo muito uma coisa, veem-se soluções e não problemas. Esta pode ser a grande diferença entre o fazer e não fazer nada. Os problemas passam a ser considerados como desafios e estes são para serem ultrapassados e vencidos. Ao mudar a perspetiva muda-se a forma de pensar e de agir.

A vida é demasiado preciosa para se ficar a ver os outros a viverem e a seguirem os seus sonhos. Você também pode seguir o seu sonho. Não desista. O universo compensa-nos sempre por arriscarmos e irmos atrás. 
​
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LILIANA BERNARDO
COACH E MENTORA – SLOW LIVING
www.instagram.com/lilianabernardo_ coach
www.facebook.com/Coach.da.Alma
​[email protected]

​in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2023
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Será que o Curar vem de fora ou de dentro de cada pessoa?

1/1/2023

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“Aquilo em que acreditamos, torna-se a nossa realidade”. Esta é uma frase que utilizo muitas vezes ao longo das sessões de Psicoterapia e que reflete bastante o quanto a forma como pensamos ou percepcionamos a realidade, acaba por influenciar significativamente a forma como agimos, sentimos e, em consequência, o que obtemos de resultados.
Por Susana Amaral


in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2023
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)


O poder da mente e da própria persuasão é significativo e podemos utilizá-lo a nosso favor. Curar é um processo que passa, em boa parte, pela nossa atitude mental e emocional e a predisposição para cuidar e tratar de nós próprios e em primeiro lugar.

Consultando o Dicionário Priberam online, verificamos que cuidar pode ter diferentes significados como:
1.Restabelecer ou recuperar a saúde; pôr fim a uma doença.
2.Sarar, tratar.
3.Corrigir(-se) ou libertar(-se) de vício ou defeito.
4.Ter atenção ou cuidados (Cuidar, ocupar-se, tratar ≠ Descuidar, descurar)

No entanto, todos eles têm em comum uma ação e envolvimento que parte do próprio (recuperar, sarar, corrigir, libertar-se, cuidar-se). É um movimento que parte de dentro para fora, a começar no próprio processo de sentir a necessidade da cura, de pedir ou aceitar ajuda, atenção, tratamento ou cuidado do exterior (de alguém). No processo de cura, algumas limitações podem ser colocadas pelo próprio, por ex. na forma como encara e acredita ou não na possível cura; ou mesmo no modo como algumas pessoas colocam todo o ónus no exterior (no outro, contexto, condições, etc), quase se demarcando do processo e não se responsabilizando pela cura.

Curar, mais do que um processo exterior, é um ato de fé, de amor, de entrega, de resiliência e persistência, de não desistir facilmente e acreditar que a cura é possível, acima de tudo. Isto é, muitas vezes, o que podemos fazer, na quota parte que nos cabe sobre a nossa própria cura. E a nossa perspetiva e crença poderá ajudar ao longo do processo. Ainda que possa não ser garantida a cura a 100% nalgumas situações, o envolvimento empenhado no processo, aumenta a probabilidade de sucesso.

Por estas razões, e em especial no processo terapêutico psicológico e emocional do paciente a tratar/cuidar, é manifestamente importante, devendo mesmo partir do próprio, o pedido de ajuda ou apoio de especialista, num processo de confiança e entrega em que o trabalho em conjunto e mesmo por vezes, multidisciplinar, favorece o processo de cura.

O processo de cura envolve essencialmente 3 requisitos importantes:
  1. Acreditar – o sistema de crenças, a forma como acreditamos em algo, dá-lhe força e foco para acontecer.
  2. Querer – a intencionalidade é uma base importante para que possa haver, por parte de quem quer/precisa ser curado, o envolvimento, a ação, a entrega, a partilha e a mudança que pode ajudar a atingir o objetivo de cura. Desejar a cura e a mudança, é meio caminho para a sua realização.
  3. Agir – a cura envolve ação, colaboração, esforço, dinamismo e empenho. Vencer resistências e fazer acontecer.
  4. Relação – a relação consigo próprio (intrarelacionamento) e a relação com o outro (interelacionamento), ajudam no processo, neste que é um trabalho conjunto e de confiança em si e nos outros que possam contribuir para a cura.

A cura exige acima de tudo o envolvimento do próprio, ainda que possa buscar fora a sua efetivação e motivação, assim como paciência para um processo que pode não ser linear, mas que se espera possa aumentar o bem-estar ou saúde do próprio, deixar melhor no final do que quando iniciou, ainda que com altos e baixos ao longo do processo. Focar nas melhoras, no que se pretende alcançar e conseguir, no esforço e ação conscientes para atingir resultados, são algumas das estratégias em que se pode investir. Comece hoje mesmo o seu processo de cura, caso queira ou precise de melhorar o seu equilíbrio ou bem-estar físico, psicológico ou emocional. E procure a ajuda de profissionais que possam fazer consigo este processo de cura. 
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SUSANA AMARAL
PSICÓLOGA CLÍNICA, FORMADORA E COACH
www.SusanaAmaral.pt
www.ClinicadasEmocoes.pt
[email protected]

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2023
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Fama

1/12/2022

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Uma das práticas que mais me fascina, e que todos os dias ganha fama no meu mundo, é observar as palavras e imaginar o seu nascimento. Se a existência pressupõe sempre a união de duas partes, quais são as partes que dão origem a uma palavra? Qual é a sua história e como é que «cresceram» até aos dias de hoje? Por Natália Rodrigues

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2022

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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​Dado que vivemos num século onde o «sábio» Dr. Google possui uma fama incontestável, ao colocar-lhe a questão acerca da origem da palavra fama, as respostas surgiram: há fontes que a atribuem ao latim, tendo existido mesmo uma Deusa latina mensageira de Júpiter de nome Fama, que tinha 100 bocas e 100 ouvidos; e há ainda a hipótese de ter berço grego, pheme (noticia). 

Se há divergência em relação à sua origem, isso não se verifica quanto ao seu significado: ter fama representa ser muito conhecido. E é aqui que se ergue o tema principal deste texto, que pode vir a ser famoso. Tornar-se famoso pode acontecer por acidente ou ainda por se possuir a capacidade de influenciar os demais numa direção que não conduz propriamente ao altar do discernimento no seu mais elevado sentido. Algo ou alguém tornar-se muito conhecido não é garantia de qualidade ou mérito.

Sem perguntar ao senhor Google ou consultar outras fontes onde este se apoia, numa manhã de outono soalheira, olhei a palavra nos «olhos»: Fama. Meditei com ela e através dela, e foi então que vi a letra F afastar-se ligeiramente e li somente ama.

No transe do momento, as peças soltas uniram-se. Para que a fama e os valores éticos andem de mãos dadas, talvez o necessário seja amar. Desse modo e por acréscimo, a energia expande-se, vai além do seu mundo pessoal e transcende dos limites de si mesma para se tornar parte do todo que a envolve.
Quando fazemos com e por amor, a fama é mais do que ser muito conhecido: representa conhecer e viver algo através desse amor. O centro da atenção não é o próprio e sim o que através dele se expressa, o amor que usa a sua forma para se tornar visível, num mundo onde se acredita mais no que se vê.

A palavra fama, ao descrever algo que se torna conhecido por muitos, encerra alguns perigos, se ponderarmos na influência que algo ou alguém pode ter sobre uma massa feita de humanos, que cegamente seguem sem discernir do que seguem. Pode ser olhada como uma espécie de hipnotismo, que assola os mais carentes ou sedentos de atenção.

E qualquer carência apela para o amor próprio, para a reconexão com a fonte, onde o inesgotável (amor) sustenta a vida na sua essência. Todos nascemos do amor, ainda que este seja expresso à luz da consciência de cada um. Somos como flautas, quando preenchidas pelo pó e as impurezas: não permitimos o ressoar das mais belas notas e ecoamos apenas ruídos.

Procuremos purificarmo-nos para que o amor encontre em nós as melhores condições, a fim de ecoar o que realmente é, e talvez tenhamos como prémio a fama. O essencial é não correr atrás dela e sim semear as condições para ter a oportunidade de levar até muitos algo que lhes possa ser útil: o encontro derradeiro com o seu coração, pois é dentro dele que arde a centelha do amor e é a sua energia que pode tornar um simples humano em alguém maior do que o seu tamanho.

A origem das palavras está no amor, elas resultam da tentativa de os seres humanos expressarem o que sentem, e cada um as sente conforme se sente.

Gratidão a todos os que na história da humanidade não tiveram boa fama e ainda assim se tornaram famosos até aos dias de hoje através do amor que nos deixaram como exemplo de vida. Gratidão a todos os meus antepassados, que na maioria não conheci e ainda assim os sinto através de tudo o que sou.

Gratidão à revista Progredir, por contribuir para a progressão da humanidade, e gratidão a si, que a está a ler.

Mais do que ser famoso, ame.
​
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NATÁLIA RODRIGUES
FORMADORA E CONSULTORA ALIMENTAR NA ÁREA DA MACROBIÓTICA, AUTORA DE 4 LIVROS SOBRE A TEMÁTICA DA ALIMENTAÇÃO E DO PROJETO ONLINE TEMPEROSDALMA
Facebook: Natália Rodrigues Temperosdalma

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2022
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)​

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Ser ou não Ser Vulnerável?

1/11/2022

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Entrando pela casa do desenvolvimento humano adentro, nunca vi, nos últimos 10 anos, um crescimento tão grande na busca de conhecer melhor o Eu. Enquanto seres humanos, enquanto seres individuais e dentro de diversas comunidades, viradas tanto para visões ocidentais como orientais. Por Sónia Grilo

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2022

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

O coaching, o yoga, a meditação, a consciência sistêmica, as terapias corporais (como a massagem), a psicoterapia, colaboram com a feliz tentativa de integrar cada vez mais todas as nossas experiências vividas num só corpo de forma bem mais leve do que, talvez, a experiência dos nossos pais e dos nossos avós. Uma vez a porta aberta, o caminho aparece. E vão surgindo também as situações com as quais custa muito lidar, como as nossas vulnerabilidades.
 
Durante muito tempo tinha como crença que ser vulnerável era ser fraca, hoje entendo que é uma força!
 
Talvez seja necessária uma atenção especial quando se diz a alguém para ser forte, por estar a passar determinada situação que, ao leigo olhar, é vista como difícil e dolorosa, porque existe a possibilidade de estar a impedir que essa pessoa descubra quais as necessidades que precisam ser atendidas e que possa pedir apoio para as suprir.
 
Durante esta minha experiência de vida fui notando várias crenças sobre força e fraqueza que acabaram por, de alguma forma, definir uma grande parte da pessoa que hoje sou, e que acolho agora com muito amor.
 
Esta visão da vulnerabilidade não é recente, mas só há poucos anos foi “desenterrada” da sua tumba, graças a esta vontade de cada um querer furar o casulo e mostrar-se como é na sua essência.
 
Ser vulnerável é abraçar a sensação de incapacidade, e não ter medo ou vergonha de o assumir, uma vez que muito boa gente cresceu a ser “obrigada” a ser forte, quer fosse para não dar trabalho, quer fosse para crescer rápido para dar suporte a algum familiar, ou qualquer outra causa mais profunda.
 
A Vulnerabilidade vem, por exemplo, dar à luz a resposta a muitas doenças físicas. Como assim dar à luz?
 
Cada vez mais vou observando e entendendo que, todas as doenças advêm de causas emocionais escondidas. E a doença vem precisamente trazer a oportunidade de olhar para elas, e o mais interessante é que quando se fala de doenças hereditárias, é precisamente deste “trazer à luz” que se fala, que por uns tempos é preciso olhar para trás e observar o que aconteceu, para depois andar para a frente com a intenção de não repetir padrões que foram impeditivos de viver com leveza.
 
Quando se inicia um caminho de autoconhecimento com vista na cura emocional, física e no desenvolvimento evolutivo enquanto ser humano, olhar para a vulnerabilidade pode muitas vezes despertar alguns sentimentos que se transformam em emoções pouco fáceis de lidar, como o choro, a zanga, a raiva, a frustração, o medo ou a sensação de incapacidade, e por isso custa muito mergulhar em águas profundas e aceitar ser vulnerável.
 
Alguns pais desenvolveram o hábito de dizer aos filhos, e muitas outras pessoas num contexto geral, algo como “não chores!” ou mesmo “engole o choro”, para não mostrarem a sua incapacidade em lidar com a dor dos filhos ou dos que estão ao redor. Muitas vezes nem se apercebem que este ato, após consumado, possa dar, por exemplo, origem a problemas de obesidade e tiroide na fase adulta ou mesmo ainda durante a infância. Além de recalcar a zanga, a frustração, e a raiva, que tendencialmente e inconscientemente se vai repetindo vezes sem conta, vai também criar um vazio interno de afeto e conexão, que se não for estruturado acaba por ser preenchido por comportamentos menos saudáveis.
 
A força da vulnerabilidade é que afinal não precisamos de ser “fortes” o tempo todo, e está tudo bem!
 
E se existe o medo de mostrar alguma fraqueza (algo com o qual não se sente bem, mas tem vergonha de que se saiba), talvez o mais indicado seja falar com alguém, de preferência que pratique a escuta ativa, que entenda, que não vai criticar ou julgar (a quem chamo de “adulto estruturado”), e que possa trazer mais leveza ao sentimento silenciado.
 
Por isto gostaria de lembrar que “cair” faz parte da vida e que pode doer, e se doer pode chorar, e chorar faz parte da força que a seguir nasce e se levanta para cuidar da ferida. E cuidar da ferida faz parte do crescimento, e que às vezes é preciso pedir ajuda e às vezes basta ir mergulhar no mar e depois emergir, e outras vezes é deixar a vida tomar conta, porque ela se encarrega de colocar tudo no devido lugar.
 
Vivendo e balançando pelo que acrescenta e melhora a condição humana, e soltando o que já não cabe na bagagem e nem serve no corpo.
 
Resumindo de forma metafórica:
Ser Vulnerável, é ser capaz de mudar de roupa, sempre!
​
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SÓNIA GRILO
COACH E TERAPEUTA HOLÍSTICA
www.areconstrucaodoser.blogspot.com
Instagram: @areconstrucaodoser
Facebook: A ReConstrução do Ser By Sónia Grilo
E-mail: [email protected] 

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2022
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Unificar; A união de nós mesmos

1/10/2022

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O ser humano é constituído por corpo, mente e espírito. Esta tríade deve estar unificada para formar um todo coerente. Quando existe harmonia e equilíbrio alcançamos a serenidade e a felicidade.
​Por Joana Campos


in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2022

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Reunir partes num todo, tornar ou ficar uno, esta é a definição de Unificar.
Esta definição remete facilmente para situações onde é visível o esforço de união de um grupo ou de uma equipa para prosseguir e alcançar um mesmo objetivo, ou seja, quando um conjunto de pessoas se (re)une para alcançar um bem comum.
Contudo, muito antes de pensar nesta união coletiva, porque não refletir sobre a união de nós mesmos?
 
O ser humano é também ele constituído por diferentes partes – corpo, mente e espírito – e todas elas devem estar unificadas de maneira a formarem um todo coerente. É apenas quando existe coerência, harmonia e equilíbrio nesta tríade que efetivamente alcançamos a serenidade e a felicidade tão procurada.
O corpo é a estrutura física do ser humano e é a ferramenta que cada um tem à sua disposição para expressar e alcançar o que desejamos. O corpo comunica-se connosco através de sinais e sintomas. É a nossa primeira casa e como tal devemos tratá-lo da melhor forma possível, porém sem mente e espírito, é uma matéria inerte sem função útil.

A mente pode funcionar em diferentes níveis, é o mecanismo de pensamento que influencia e determina como o corpo responde. A mente está constantemente a receber uma grande quantidade de informação que influencia as nossas ações através da interpretação que fazemos da mesma.

O espírito é o núcleo do nosso ser, e como tal, não é possível vivenciar a felicidade suprimindo o espírito. A mente precisa de alimentar a espiritualidade sem a qual a vida não existe. Ao conectar-se ao nosso sistema de orientação interior e elevar a nossa consciência, a mente nutre o espírito e assim somos capazes de alcançar a paz profunda.
 
Nós somos inteiros! Por isso, não faz sentido cuidar apenas de uma destas partes. Ter esta consciência é fundamental para alcançar uma saúde completa. A doença é a manifestação de conflitos interiores entre as partes desta tríade. Antes de ocorrer a somatização, o ser humano apresenta problemas de ordem emocional, como angústia, depressão, medo, etc. Estas condições internas são um aviso de que a sua atuação na vida está a ser inadequada face aos seus valores. Assim, a cura é uma combinação do tratamento físico com o reposicionamento interior. Do mesmo modo que é importante procurar o médico, também é necessário investigar as causas emocionais. Uma vez reparada a condição interna, o tratamento físico torna-se mais eficaz.
 
Cuidar do nosso corpo ajuda a manter uma consciência saudável e clara. Tornar-se mais consciente do espírito ajuda a cultivar uma maior consciência na nossa vida.

O corpo responde às interpretações que a mente faz dos acontecimentos libertando substâncias químicas que afetam a nossa saúde física e bem-estar. Se as nossas crenças sobre o mundo e sobre nós mesmos forem negativas, o resultado será inevitavelmente angústia, desarmonia e até a cristalização destes sentimentos em doenças no nosso corpo. Por outras palavras, a forma como pensamos tem um efeito sobre como nos sentimos. E o modo como nos sentimos, por sua vez, afeta o modo como pensamos. Quando a mente começa a depender mais das respostas aprendidas do que das intuitivas, originando uma discrepância com o espírito, cria insatisfação e desequilíbrio, podendo levar a situações de depressão, desesperança e ansiedade.
 
O ritmo acelerado de vida desencadeia o stress que atinge a mente, cria tensão no corpo e quebra a conexão com o espírito. Meditar, dançar, fazer atividades artísticas e/ou manuais, cozinhar, fazer exercício físico, ler, ouvir música, contemplar a natureza - toda e qualquer atividade que o coloque no “aqui e agora”, desacelere a mente, relaxe o corpo e solte o espírito são essenciais para harmonizar esta tríade!

Prevenir doenças é priorizar essa harmonia. É fazer o que nos faz bem.
 
Na verdade, o grande segredo para manter a saúde e a harmonia entre corpo, mente e espírito está nas escolhas. A vida é feita de pequenas escolhas. Quais são as escolhas que tem feito diariamente? Elas beneficiam o seu corpo, a sua mente e o seu espírito?

Ao sermos responsáveis por essas escolhas, aceitamos que somos responsáveis por tudo o que nos acontece. Isto dá-nos o poder de retomar o controlo das nossas vidas, ao invés de assumirmos o papel de vítimas e com isso baixarmos os braços, acreditando que a sorte e o azar comandam o leme do nosso barco.

Atualmente a civilização está a passar por uma metamorfose evolutiva. Estamos a passar de um estado de competição e sobrevivência para comportamentos mais conscientes e de colaboração. Reconhecer a importância da mente, do corpo e do espírito faz-nos estar um passo mais perto de criar um futuro mais sustentável com base na comunidade e na cooperação.

Cuide da sua tríade – corpo, mente e espírito - cuide de si!
​
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JOANA CAMPOS
DOUTORADA EM PSICOLOGIA, COACH EM DESENVOLVIMENTO PESSOAL, FORMADORA CERTIFICADA
Facebook: @flowsofia2021
Instagram: @flowsofia2021
E-mail: [email protected]

​in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2022
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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