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Quem nós somos de Verdade

1/6/2024

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Fotografia
A cura pode acontecer espontaneamente ou pode ser um caminho espiritual. É a maneira como nós nos relacionamos com nós próprios que determina a maneira como nos relacionamos com o mundo. Por Susana Queijo Barroco

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2024

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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Há muitos “milagres” a acontecerem no mundo. Pessoas que os médicos determinaram que iam morrer a ficarem totalmente curadas, pessoas que iam ficar deitadas para o resto da vida a ficarem de pé a fazer reabilitação para caminhar, uma pele a ficar totalmente saudável, quando a medicina não encontrou solução, etc. A cura fascina muita gente e é muito interessante observar o processo. As pessoas chamam-lhes “milagres”, apenas porque não conhecem as componentes envolvidas.

Uma vez uma mulher estava numa cama de um hospital e os médicos determinaram que já não podiam fazer mais nada por ela e que ela ia falecer. Por alguma razão, um médico jovem teve tanta empatia com ela, que ficou a noite toda ajoelhado aos pés da cama dela a rezar. No dia seguinte de manhã, a mulher acordou e estava curada. Milagre? Ou esta alma comoveu-se tanto com a devoção do médico, que decidiu que afinal podia passar mais um bocado de tempo na terra?
 
Às vezes a cura acontece assim, sem nós fazermos nada. Abrimos os olhos a seguir a receber uma cura e estamos numa nova realidade - totalmente curados.

Outras vezes a cura é um caminho evolutivo. Então precisamos de fazer algo para que a cura aconteça. E para percorrer esse caminho, temos uma bússola que nos dá uma direção. E a bússola é a voz do nosso espírito que fala uma linguagem muito simples: quando estás a fazer algo ou quando estás a ter uma interação com alguém ou te sentes bem ou não te sentes bem. E tudo o resto é política. Então faz o que queres realmente fazer e não faças o que realmente não queres fazer. E confia na tua viagem.
 
O chacra do plexo solar é acerca de poder, liberdade, controlo. Corresponde ao corpo mental e é o nível da personalidade – o nosso grau de identificação com os nossos pensamentos. Quando nascemos, a nossa mente está vazia. E depois começamos a aprender.

Nós todos somos seres que nos alimentamos de amor. Quando somos muito crianças e nos comportamos de uma determinada maneira recebemos amor, quando nos comportamos de outra maneira não recebemos amor. Então começamos a aprender. E assim criamos a nossa personalidade. A nossa personalidade é quem nós pensamos que somos. Ou quem nós aprendemos que somos.
 
Mas na realidade nós somos algo muito mais profundo do que os nossos pensamentos. Nós somos um espírito dentro de um corpo físico. Quem nós somos realmente, neste sítio mais profundo do nosso ser, está no chacra da fronte, o chacra do espírito e da perspetiva espiritual. A este chacra da fronte, a psicologia ocidental chama subconsciente ou inconsciente. Mas se nós lhe chamarmos inconsciente, isso significa que nós acreditamos que há algo a acontecer na nossa vida sem nós sabermos porquê. Por isso nós chamamos-lhe espírito. Assim tornamos este inconsciente consciente e vemos qual é a imagem que energizámos neste sítio profundo e a sua relação com a realidade física que criamos à nossa volta. Qual é a imagem que nós energizamos profundamente? Somos vítimas? Ou estamos ligados ao nosso poder próprio? Somos abandonados? Ou somos amados? Somos tímidos e não nos expressamos? Ou temos uma expressão clara? Controlamo-nos a nós próprios e temos grilhetas internas? Ou somos livres?
 
E quando nós vemos isto, então sabemos porque é que as coisas acontecem assim na nossa realidade física. Elas não acontecem por acaso, não há coincidências, elas estão relacionadas com o que nós pomos na nossa consciência.
 
O chacra da Fronte – o espírito, é a fonte da intuição. E como vimos antes, o espírito fala uma linguagem muito simples: quando estás a fazer algo ou quando estás a ter uma interação com alguém ou te sentes bem ou não te sentes bem.

Quando estamos a seguir este caminho momento a momento (porque a intuição fala sempre no momento presente; nunca é para o futuro nem para o passado), estamos a viver a verdade do nosso espírito – quem nós somos realmente. E assim podemos alinhar os nossos processos de pensamentos – o chacra do plexo solar, com o nosso espírito – o chacra da fronte.
 
Porque se o nosso espírito quer ir para um lado – ser livre de uma relação por exemplo, ou ser livre de um emprego – e os nossos processos mentais puxam para o outro lado – com os pensamentos damo-nos a nós próprios boas razões para permanecer num emprego ou numa relação que não nos faz feliz – ficamos doentes ou as coisas correm-nos mal apesar de tanto esforço e não sabemos porquê.
 
A sociedade ensinou-nos a dar muito aos outros, a fazer os outros sentirem-se bem. O que é um bom princípio, só que isso tem que começar por nós. O verdadeiro respeito começa de nós para nós. Por nós nos fazermos a nós próprios sentirmo-nos bem. E quando estamos verdadeiramente bem, automaticamente todos à nossa volta se sentem bem também. Quando fazemos as coisas “pelos outros” mas no fundo nos ficamos a sentir mal porque estamos a dar demais e não era o que queríamos realmente fazer, automaticamente toda a gente à nossa volta se sente mal. Porque nós sentimo-nos uns aos outros. Sentirmo-nos bem é não é um luxo, é uma responsabilidade.
 
É uma maneira totalmente diferente daquilo que muitos de nós fomos educados a fazer. Pormo-nos a nós próprios em primeiro lugar. Viver momento a momento. Como é que te sentes agora? E como é que te sentes agora? E assim quando vemos outra pessoa a pôr-se a ela própria em primeiro lugar, compreendemos o que ela está a fazer. Isto é respeito verdadeiro. É ser um sol a interagir com outros sóis.  
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Fotografia
SUSANA QUEIJO BARROCO
FORMADORA DO SISTEMA DO CORPO ESPELHO, ORGANIZADORA DE CURSOS DA VISÃO, MEMBRO DA FUNDAÇÃO BROFMAN
Website: www.brofman-foundation.org
Email: [email protected]

​​in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2024
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A Dúvida Perpétua

1/5/2024

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Fotografia
Exercício poético-espiritual que cria a equivalência de “confiar” e “duvidar”, do Espírito e da Razão, do amar e ser amado, do Real e da realização. Por Luís Coelho

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2024

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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Se não confias em ninguém, ou em nada puramente, estás no melhor tempo, da tua vida, para te transtornares omnipresente, Aqui, onde o instante se esgota e te tornas o centro do Universo, não, não se trata isto de autoajuda, ou de rememoração fatela de filosofice de café, a dúvida é, genuinamente, a Causa de quem se encontra, de quem confia, porque confiar é adiar a transformação, é crer no Sistema, na práxis, na normalidade, e isto entorpece e desconfia, tudo isto é o in-momento onde o Real e o Ideal se submetem à Unidade, mas, partindo desta, há, apenas, a queda mefistofélica do Anjo que transpõe a bonomia, confio, assim, que a dúvida é a dor confiável e assegurável, que projeta o Sujeito no Objeto, a Razão dolosa no inferno do mundo convocando à razão todos os que se anunciam na diferença, a dúvida é, ainda assim, o que há de mais confiável, porque é ela que funde os universos, as razões, as linguagens, é ela que cria a confiança no Humano, quando este se injeta de possibilidades, e quando este se pretende na falsa Unidade, no Espírito impermanente; a dúvida é confiar que o retorno perpétuo se eterniza na ficção das escolhas, na ilusão de que o Eterno embriaga o absurdo, convocando à razão de Ser estanque, na qual a confiança perdura e cresce.

Que a confiança seja a própria Realidade incrédula é o que teme todo o agente moral, e não é a Realidade pura imoralidade, sonoridade de Ciência despreocupada onde o incrédulo exige o Espírito, olvidando, quiçá, que este é imoral, que este é como Realidade onde o Subtil se divide infinitamente no trágico discurso das moralidades tomísticas? Espírito e matéria são a própria dualidade constante onde a transição remitificadora convida à isenção, ao Nada do falso desistente, ser Deus, ser livre, é, precisamente, avocar a indiferença, submetendo o mundo ao Nada, desistindo, talvez, de denunciar este Nada como coisa escolhida, sujeição ao destino, a condenação fenoménica é uma busca pelo “Eu”, e este cessa a relação na confiança ao mundo, persignando o “Ser” na durabilidade tenaz em que os fantasmas se perdoam e extinguem o tempo. Vejamos como “ir andando” é, tal-qualmente, Ser, na dúvida perpétua, perfeita, onde a confiança se entrega ao centro puro em que a Lei se esgrime e se transcende.

Confiar e duvidar são exatamente a mesma coisa, como Sujeito e Objeto, Luz e trevas, avançar é reatualizar a memória, reconstruir o passado, redesenhar o Princípio a partir do que o mesmo condena. Se duvidas, se te dói, é porque compensas e te abstrais, lutas por ti, pela tua razão primária, em suma, pela tua morte perpétua, mas cuidai que voltas sempre, para que possas reconstituir-te enquanto Vida, na antecipação da dualidade, bipolaridade condoída que pluraliza as vivências, os sonhos, os intentos do Sono, Causa final onde tudo vale “per se”, mas isto é a intrínseca indiferença, a impassibilidade, que, não obstante, desconfia plenamente do Humano, da sua capacidade “terapêutica”, do seu fado, não é isto “Estrutura” também?, face à qual duvidamos com o peso do mundo, da “práxis”, do materialismo de absurdidades. Confia que todos os caminhos nos engrandecem, e que o Logos opressivo só se fará curar pelo Amor, onde aquele se rende à evidência da Unidade imprevisível, amoral, de Leis que se transcolam, perdurando num paralelismo de linhas que a Cognição redesenha com afã de circularidade.  
E se o Amor nos extingue no Sono, para isso basta o ato de amar, a paixão de morrer, só nesta se visa o desinteresse moral, categórico, capaz de nos remir face à Divindade, não há como confiar sem a presunção do Divino, sem que o coloquemos no fundo de tudo, matando todos os incentivos, móbiles, línguas, reinventando o Som de um Universo de paz perpétua, onde a dúvida se confia ao mistério insondável.

Não esqueçamos, no entanto, que o Universo possui sua resposta contingente, ele nos dá com que amar e com que possamos evitar perder-nos, ele configura a cura dos placebos, e inunda tudo de concórdia, basta que saibamos ouvi-lo, e a dúvida metódica é confiar que há algo para ouvir e em que acreditar, algo sem o qual seríamos ruína e caos. Absurdamente livre seria inventar o Universo, seria, quiçá, uma dor de cabeça, ou de crescimento, em que passaríamos a deter um deus pessoal pelo qual nos faríamos portar, consagrando as vivências animalísticas. Oxalá pudéssemos ir reinventando-nos também para que o mundo se fizesse passar por nós.
​
Fotografia
LUÍS COELHO
TERAPEUTA E ESCRITOR
www.reeducacaopostural.blogspot.com
[email protected] 

​​in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2024
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Ilusão ou autoengano qual a diferença

1/4/2024

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Fotografia
Sem a aceitação e o domínio da sombra nada seremos senão a ilusão do eu em busca da luz lá fora… Por Ana Paula Rodrigues

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2024
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
​

Uma linda borboleta voava na escuridão da noite quando viu, ao longe, uma luz cintilante. Imediatamente voou na sua direção e ao aproximar-se pôs-se a rodeá-la, olhando-a maravilhada... Como era bonita!

Mas a borboleta queria mais, estava maravilhada! Então borboleta resolveu fazer o mesmo que fazia com as flores, afastou-se e em seguida voou em direção à luz, passou bem rente e caiu subitamente, estonteada pela luz e muito surpreendida por verificar que as pontas de suas asas estavam chamuscadas.

- Que aconteceu comigo? - pensou ela.
Não conseguiu entender, para ela era impossível crer que uma coisa tão bonita, aquela luz, aquele brilho magnifico pudesse causar-lhe algum mal.

E assim, depois de recuperar de novo as forças, sacudiu as asas e levantou voo novamente, queria mesmo pousar naquela luz!
​
Rodou em círculo e mais uma vez dirigiu-se para pousar sobre aquela luz tão linda, brilhante quase magnética. E caiu imediatamente, queimada, no óleo que alimentava a brilhante e pequenina luz.

- Maldita luz!  - Murmurou a borboleta agonizante - pensei que ia encontrar em a felicidade e em vez disso encontrei a morte. Arrependo-me, pois compreendi tarde demais, para minha infelicidade, o quanto o teu brilho é perigoso.
- Ó pobre borboleta - respondeu a chama…
- Eu não sou o Sol, como deves ter acreditado.... Sou apenas uma chama, a luz de uma chama. E aqueles que não conseguem aproximar-se de mim com cuidado são queimados.

A ilusão e o autoengano ambos têm o poder de nos confortar em relação às decisões como citado na metáfora anterior.  Existem autoenganos nos colocam em situações de seletividade, tal como a nossa borboleta e a luz pondo em causa a sua de vida, cuja ilusão seria que na luz estaria a Felicidade.
Quantas vezes no nosso dia a dia não temos as mesmas crenças e não tomamos decisões baseadas em ilusões?
 
Poderíamos dizer que autoengano são “afirmações” falsas que fazemos a nós próprios quando queremos fugir à realidade ou quando a verdade nos é dolorosa, de alguma forma. Muitas pessoas têm dificuldade em lidar com algumas questões e há quem pense que substituir a realidade com outras “informações/situações imaginárias” ou seja mentir a si próprio e aos outros é uma boa atitude, em nome do conforto e da paz. Só que a verdade é que, depois de algum tempo este comportamento torna-se automático e a pessoa tende a viver de uma forma superficial, na ilusão.  Muitas vezes já não sabe distinguir a fronteira entre a realidade e a mentira, não aprofundando muito as questões por começarem a ser cada vez mais dolorosas.

Agora o que é uma ilusão?
Uma ilusão é uma crença, não é propriamente a substituição de uma realidade por outra, é quando nós acreditamos e não duvidamos nem questionamos.

Quantas vezes no nosso dia a dia temos Pensamentos?  Pensamentos são ilusórios… não quer dizer que temos de acreditar em todos eles, porque alguns são ansiosos, depressivos e outros não..., mas nós também podemos e devemos contemplar a sua inutilidade. Agora estes começam a ser graves quando não questionamos, não adaptamos e deixamos de perceber a sua inutilidade, quando passam a fazer parte da nossa vida e por sua vez são uma equação muito importante na nossa tomada de decisões, tal como a borboleta da nossa história.

Como vamos evitar ilusão?  - Conhecermo-nos a nós próprios.

Quando nos conhecemos a nós próprios estamos preparados para ver o mundo à nossa volta, autoconhecimento é ultrapassar a ilusão e o autoengano.

Como assim? A existência de um outro eu, esse outro eu já tantas vezes falado, o nosso lado sombra que pensamos que ele é meramente ilusório, então é importante falar da sombra e vamos refletir sobre esse autoengano.

Então vamos lá refletir… porque é que a borboleta insistia tanto que a sua felicidade estaria no só naquela luz, que era externa ela ou seja a sua felicidade ou o aspeto positivo nela não estava nela, mas estava naquela luz, que julgava ser o Sol. Quantas vezes nós temos essa ilusão?

Esta parábola também nos faz pensar que todos nós temos uma sombra, todos nós, de alguma forma, queremos voar de encontro ao sol, pensando que a Felicidade existe apenas na luz, mas a verdade é que quanto menos aceitarmos e incorporarmos a nossa sombra no nosso consciente mais escura e densa ela será a nossa sombra e inconscientemente ela irá frustrar as nossas melhores intenções.

Sem a aceitação e o domínio da sombra nada seremos senão a ilusão do eu em busca da luz lá fora…
​
Fotografia
ANA PAULA RODRIGUES
YBICOACH - SUCCESS CAREER & LIFE STRATEGY COACH
[email protected] 

​​in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2024
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Descobrir a Alegria interior

1/3/2024

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Descubra o segredo da felicidade interior à luz da espiritualidade e do desenvolvimento pessoal. Conheça algumas práticas transformadoras para cultivar a alegria de forma consistente na sua vida. Por Alberto Azevedo

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2024

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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Ao longo da vida as pessoas, de uma forma geral, procuram incessantemente a felicidade e a alegria exterior, nas conquistas materiais, nos relacionamentos ou no sucesso profissional. No entanto, existe uma fonte de alegria mais profunda e duradoura dentro de cada um de nós - a alegria espiritual.
 
A alegria não é apenas um estado de espírito passageiro, mas sim uma qualidade interior que pode ser cultivada e nutrida através da prática consistente de um estado de ser que transcende as circunstâncias externas e está enraizado na conexão com algo maior do que nós próprios.
 
Descobrir essa alegria interior é um processo individual e único para cada pessoa. Envolve explorar e compreender a própria natureza interior, bem como cultivar uma conexão com algo maior, seja isso deus, o universo, a natureza ou a própria essência mais profunda a que alguns chamam de alma.
 
Uma das formas de atingir esse estado, é através da prática da gratidão. Este é um caminho poderoso para cultivar a alegria interior. Ao reconhecer e apreciar as bênçãos presentes nas nossas vidas, mesmo nas pequenas coisas, podemos abrir os nossos corações para uma sensação de contentamento e alegria. Cada respiração, cada sorriso, cada momento de paz e tranquilidade são motivos para treinar a gratidão.
 
Outra prática fundamental é a meditação. Ao acalmar a mente e tranquilizar, podemos aceder um espaço de paz interior e serenidade, onde reside a verdadeira alegria. Na quietude da mente, encontramos uma conexão com algo maior e experimentamos uma alegria que não é perturbada pelas flutuações da vida e rotina diária.
 
Além destas duas práticas, o serviço aos outros e a generosidade são formas poderosas de despertar a alegria interior. Ao ajudar os outros e contribuir para o bem-estar coletivo, experienciamos uma profunda sensação de propósito e alegria. O ato de dar sem esperar nada em troca conecta-nos com a nossa essência mais elevada e enche-nos de alegria e satisfação.
 
É importante recordar que a alegria interior não está dependente das circunstâncias externas ou das realizações materiais. É uma qualidade inata que todos nós temos e que podemos aceder a qualquer momento, independentemente das condições que nos rodeiam.
 
Claro que o caminho para a alegria interior nem sempre é fácil. Exige geralmente introspeção, autoaceitação e perdão. Por outro lado, convida-nos a libertar as expectativas irracionais e a aprender a estar realmente no momento presente. No final, a recompensa é enorme. É uma sensação de paz, plenitude e alegria que transcende todas as limitações e que nos traz uma sensação de “voltar a casa”.
 
Assim, convido-vos a explorar o vosso próprio caminho para a alegria interior. Cultivem a gratidão, pratiquem meditação, sirvam aos que vos rodeiam com amor e generosidade e lembrem-se de que a verdadeira alegria não é encontrada lá fora, mas sim dentro de vocês. Quando descobrirem essa fonte de alegria interior, toda a vossa vida será transformada porque terão encontrado um sentido de propósito maior.

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ALBERTO AZEVEDO
TERAPEUTA E FORMADOR
www.albertoazevedo.pt
[email protected] 

​in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2024
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Planeie a viagem da sua vida!

1/2/2024

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O propósito da viagem ao interior de si próprio, com o objetivo de descoberta e de cura, já encerra, em si próprio, um movimento de renovação. Por Sílvia Coelho

in REVISTA PROGREDIR |FEVEREIRO 2024

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Por que será que no princípio do ano temos sempre esta ideia de renovação ou de recomeço, de modificação ou de alteração de vida? Por que razão é que o calendário nos ajuda nestes propósitos? Eu, que sou avessa a alterações por decreto, procuro refletir sobre estes assuntos. Se, por um lado, as alterações de vida devem surgir quando fazem falta ou quando são desejadas, é incontestável que, por vezes, um fator externo nos ajuda a dar o primeiro passo ou a encontrar coragem. Também para nos renovarmos ou renovarmos a nossa vida, é preciso ter coragem. Como digo tantas vezes, ter coragem não é não ter medo. Coragem é ir com medo e com tudo. É dar-se o passo em frente, mesmo que se tenha medo de não encontrar chão. É ter o impulso para voar, mesmo que ainda não se tenha experimentado as asas. Esta é a minha definição de coragem. Cada um de nós não vem equipado, de série, com um botão para tirar o medo. E não é simples conseguir-se adquirir esse botão como equipamento extra. É um tema transversal a uma vida inteira e mais seis meses. Então, mais vale simplificar e escolher os botões que estão mais facilmente ao nosso alcance. Escolher agir com coragem, é um deles. Pode parecer difícil, mas não é. Enfia-se o medo numa mochila, fecha-se e coloca-se ao ombro. E vai conosco. Vamos com o medo na mochila, mas vamos. Tenho a certeza que, ao longo do caminho, vamos perder essa mochila num sítio qualquer. Vai ficar esquecida, murcha e sem qualquer importância. O nosso medo deixa de nos fazer qualquer comichão. Ficou lá atrás.

E, só por termos integrado o medo na nossa jornada, a renovação já teve o seu início. As coisas começam a existir mesmo antes de terem forma. Existem a partir do momento em que se tem o impulso de as concretizar. Acho muito interessante que os propósitos de Ano Novo estejam sempre mais ligados ao deixar de fumar, emagrecer, começar a fazer exercício, adquirir hábitos saudáveis, gerir melhor o dinheiro, redecorar a casa, fazer aquela viagem, adquirir um bem qualquer, etc. e outros deste tipo de contextos. Acho maravilhoso quando alguém decide que, num Ano Novo qualquer, quer ser melhor pessoa. Ou quer fazer terapia para a sua cura interior ou para o seu desenvolvimento pessoal. Ou decide trabalhar em si própria para aprender a lidar com medo A, B ou C. Essas são as verdadeiras pérolas.

Quando alguém tem como propósito dar início à sua escalada evolutiva, nesta ciência oculta de se ser pessoa, a coisa já se começou a dar. Se este pensamento e esta vontade nos aflora, os milagres começam a acontecer. O bichinho carpinteiro da renovação começa a rabiar no nosso Universo interior.

​A partir do momento em que a decisão fica tomada, o Universo exterior começa a conspirar a nosso favor. E o potencial de mudança fica disponível. Viajar até à nossa essência, até ao nosso âmago é, de facto, a viagem da nossa vida. A tal que deve ser planeada com toda a disponibilidade e dedicação. Pode traçar-se um programa inicial deixando-se espaço para o improviso e para as surpresas que possam surgir no caminho. Planear sem rigidez, com a flexibilidade necessária para se ir navegando conforme os caminhos se vão descobrindo e abrindo.  À medida que se vai fazendo esta viagem interna, vamos conhecendo a casa que acolhe o nosso “Eu”, em todas as suas vertentes e dimensões. Este propósito de autoconhecimento, de autorreflexão, de descoberta de caminhos, veredas e becos internos, de identificação dos inquilinos que moram na nossa casa interior, os medos, as dores, os traumas, as sombras, permitem iniciar-se a busca pela cura. A busca pela própria cura é, do meu ponto vista, o melhor movimento que um ser humano pode fazer. É a primeira obrigação que cada um deve ter consigo próprio. Este propósito de cura já fomenta uma dinâmica de renovação extraordinária.

Desta forma, podemos incluir nos propósitos de Ano Novo e na secção dos hábitos saudáveis (para não ser muito disruptiva), o hábito de olharmos para dentro e de nos procurarmos curar. De renovar sistematicamente a massa da qual somos feitos no sentido de sermos cada vez melhores seres humanos e de nos auto amarmos perdidamente. Só se renova o que já existe. Não se renova a decoração em casas que não existem. No meu conceito, renovar implica que as raízes e as fundações sejam cada vez mais fortes e seguras. Como as árvores. Em simultâneo, e para que se atinja uma vida o mais plena possível, vamos renovando os nossos ramos, as nossas folhas, as nossas flores e as nossas sementes. Crescemos em profundidade, com as nossas raízes, e crescemos em altura e em extensão, com as nossas ramificações. Estou piamente convicta de que é este equilíbrio que nos traz estrutura, evolução e felicidade.

Quem sabe se não é o calendário, época do ano, dia comemorativo ou outro fator externo qualquer que nos ajuda ou impele a começar um verdadeiro processo de renovação? Se assim for, abençoado decreto!

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SÍLVIA COELHO PSICÓLOGA E HIPNOTERAPEUTA
magdalagabriel.blogspot.pt
[email protected] 

​​in REVISTA PROGREDIR |FEVEREIRO 2024
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Cuidar desde o coração

1/1/2024

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Com o início de um novo ano existe uma maior pré-disposição e vontade de fazer diferente. Traçamos novas metas, enchemo-nos de ideias, sonhos e planos e seguimos em contagem decrescente ao ritmo das badaladas e dos desejos. São mais doze meses para nos concretizarmos, uma pauta em branco que nos é oferecida para que possamos escrever a música que desejamos ouvir e dançar. Por Núria Sciaccaluga Lourenço Fernandes

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2024
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​Eu gosto muito dos inícios. Aliás, gosto até dos pré-inícios, essa fase que antecede a chegada de algo novo. Sempre adorei a época natalícia e o final de ano por sentir o cuidado e atenção que se manifesta em todos nós. Existem várias linguagens para expressar esse amor, por nós e pelo outro, mas creio que naturalmente é uma época em que se eleva o espírito de cooperação, de fraternidade, de amor, de solidariedade. Para mim sempre existiu uma mística no ar. Um véu que nos cobre momentaneamente e torna tudo de alguma forma mais leve e mágico. E introspetivo também. Na verdade, às vezes é tão difícil simplesmente estarmos em presença com os nossos (e conosco), que o Natal e Ano Novo acabam por ser das únicas datas em que temos a agenda efetivamente livre. Sabemos que são dias para Estar.
 
Cada vez mais entendo a verdadeira importância desses estados transitórios, pois sinto ser aí que a espiritualidade se eleva e que a riqueza da autorreflexão, da auto compaixão e da empatia se expande. É aí, nesses lugares onde ainda não vemos a manifestação daquilo que sonhamos, que nos podemos propor observar e sentir o lugar onde estamos para em consciência nos dirigirmos ao lugar que queremos ocupar.
 
O convite foi escrever sobre o Cuidar, e isso levou-me a refletir sobre a forma como manifesto, honro e vivo esse verbo. O que é o cuidado para mim? O que faço eu para cuidar? E para quê?
 
Comecei por listar algumas das coisas que na minha perspetiva se traduzem em breves mantras em prol do cuidado:

  • Respeitar os meus limites
  • Respeitar os limites (e a vida) do outro
  • Ser mais compassiva com a forma como comunico comigo
  • Ser mais consciente da forma como comunico com o outro
  • Escutar sem interromper
  • Falar o que sinto e penso
  • Reconhecer e comunicar as minhas necessidades
  • Ser capaz de expressar as minhas emoções
  • Ser vulnerável
  • Largar a perfeição
  • Ter capacidade para saber parar
  • Ter capacidade para reconhecer quando estou estagnada e o que posso fazer para resgatar o entusiasmo
  • Deixar ir o medo de não agradar
  • Escolher estar e ser onde sinto que sou bem-vinda, tal e qual como sou
  • Aceitar convites por entusiasmo e não com medo de perder
  • Nutrir o corpo físico com bons alimentos, hidratação, movimento, descanso e tempo na natureza
  • Abrir espaço para o prazer e o desfrute
  • Escolher conscientemente ser cuidada
  • Pedir ajuda
  • Abrir espaço para receber cuidado
  • Oferecer cuidado (dar) de um lugar genuíno e de amor
  • Substituir a culpa pela responsabilização
  • Encontrar equilíbrio entre o tempo a sós e o tempo com o(s) outro(s)
  • Não me isolar
  • Acreditar e confiar nas minhas capacidades e ir
 
Li, reli e senti cada uma das frases que escrevi. Para mim, é na simplicidade aparente destas afirmações que encontro o cuidado por mim e pelo outro. Lembrei-me de muitas outras, mas permiti-me parar por ali. Tudo o que listei exige entrega e nem sempre consigo corresponder ao que me comprometo. Mas persisto, estabeleço uma direção e sou paciente com o processo. Às vezes contraio-me e sinto-me pequena e limitada, mas sei que é precisamente desse lugar que virá a expansão e a oportunidade para viver novas possibilidades. Tal como no parto, onde a abertura para a vida cá fora acontece após movimentos de contração e expansão que abrem o caminho para a nossa passagem porque já vivemos o que tínhamos a viver ali, naquele útero-casa. Trazer consciência para a forma como nos relacionamos connosco, com os outros e com o mundo requer compromisso e atenção. Exige vontade e responsabilização. Exige cuidado, daquele que nada tem de oco. O que acontece é que vai ficando cada vez mais leve, mais natural, mais fluido. E é aí, na vivência da natureza ordinária da vida que nos vamos completando e elevando.
 
Neste início de ano, convido-te a cuidares (cada vez mais) de ti. Como, só tu saberás. E tão bom que é podermos, conscientemente, assumir essa responsabilidade.
 
Que 2024 te traga a bênção de te descobrires e de te afirmares cada vez mais através do cuidado e do afeto. Por ti e pelo outro, de todos e para todos. Sempre com Amor. Sempre com Coração. 
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NÚRIA SCIACCALUGA LOURENÇO FERNANDES
DOULA NA CONCEPÇÃO CONSCIENTE, GRAVIDEZ E PARTO CONSTELADORA
Instagram: nuriasciaccaluga.doula
E-mail: [email protected] 

​in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2024
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O Sonho comanda a vida

1/12/2023

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A vida determina o que vamos sonhar ou pelo contrário o que sonhamos pode determinar a nossa vida? De que forma o futuro está diretamente ligado aos nossos sonhos e como? Por Carla Duarte

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2023

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Será que o sonho é apenas algo que visitamos quando dormimos, ou pelo contrário, ao sonhar acordados estamos a ser cocriadores da nossa vida, estabelecendo objetivos claros de melhoria? Pode um sonho mudar a nossa vida? A resposta é invariavelmente sim. Sonhos são sempre desejos, que espelham a nossa vontade e devemos alimentá-los e segui-los com determinação e fé.

Desde tempos imemoriais que os sonhos têm um papel importante para a humanidade.  Na antiguidade acreditava-se que os sonhos traziam mensagens diretamente do divino, e via-se o sonho como uma mensagem importante, em especial para os povos primitivos. Era normalmente o Sacerdote que os interpretava, e dava à tribo a orientação consoante os sonhos descritos. Na antiga Grécia, acreditava-se que os sonhos eram mensagens e ordens diretas dos deuses do Olimpo. Sacerdotes ao interpretar os sonhos, chamavam-lhe oráculo e usavam altares específicos para o efeito, sendo um dos mais conhecidos o de Apolo, situado em Delfos. Em todas as civilizações mais antigas, a mesma crença era partilhada, e acreditava-se que quando se sonhava a alma saía do corpo e visitava mesmo os lugares com que se sonhava.

Hoje sabemos que o que sonhamos são basicamente ações reflexas das células do cérebro, que nos transmitem sensações, normalmente vividas ao longo do dia ou dos dias anteriores ou preocupações, receios ou desejos que temos no inconsciente. No entanto ainda hoje se acredita, que quando os sonhos são encadeados e nos provocam uma determinada sensação diferente de realidade ou insight, eles transmitem mensagens importantes que devemos analisar, e esta é uma opinião de muitos psicólogos e estudiosos.
Por exemplo, Freud acreditava que os sonhos expressavam as vontades do inconsciente, aquilo que o indivíduo gostaria de fazer ou ser, quando acordasse. Ele dividiu-o em duas classes, os sonhos latentes e os manifestos. Sendo que os primeiros significavam os desejos pessoais reconhecidos ou não, conscientemente e os segundos, eram aqueles em que quem sonhava fazia parte integrante do sonho como observador, onde participava ativamente ou era testemunha do que neles acontecia. Freud acreditava que estes últimos podiam mesmo significar um acontecimento futuro, funcionando como uma premonição ou um aviso.

Para os cientistas, a mente durante o sono, continua a funcionar, mas apenas num registo de vigília e as suas capacidades mentais são estimuladas livremente, acordando até partes ocultas do nosso cérebro e provocando os sonhos mais ou menos confusos.

 Já para os físicos quânticos, quando sonhamos vivenciamos ondas de possibilidades no campo onde a continuidade do tempo e do espaço deixa de existir, como a conhecemos quando estamos acordados. Nesse caso, no universo da matéria, aquilo que vivemos depende da perceção e da decisão do observador. Acordados, acabamos por ser responsáveis e cocriadores não só do estado físico do planeta, como também da nossa própria realidade tornando-nos criadores.

A verdade é que quando não estamos completamente conscientes e cientes do que queremos da vida e quais os nossos sonhos para o futuro; quando nos encontramos perdidos no caminho, de certa forma estamos condenados a viver um sonho que não é o nosso.

Então, também no estado de vigília total, aquilo que sonhamos acaba por ter uma importância ainda maior. Se partirmos do princípio que o que se manifesta na nossa vida, são em última análise, consciente ou inconscientemente, os nossos maiores sonhos. Que neste caso se podem traduzir por, o que queremos nós da vida, e o que fazemos para o conseguir realizar. Que sonhos temos e como os estamos a manifestar? Somos o que pensamos, e alcançamos tudo onde colocamos o nosso maior foco.

Se o sonho quando dormimos, é apenas uma mensagem, ou mesmo um reflexo cerebral; os nossos sonhos acordados, os nossos maiores anseios são afinal a matéria de que a nossa vida é feita. A importância de estar alinhado com o Universo e perceber o nosso poder na realidade que experimentamos é imenso, será essencial para alcançar os nossos sonhos, especialmente de uma vida melhor. É fácil de perceber na prática. Quando se acorda de manhã a sentir que o dia vai correr mal, e mantemos aí o nosso foco, a verdade é que estamos a condicionar todas as possibilidades e a impedir que o dia possa correr bem.

Quando se aconselha o pensamento positivo, a meditação, para chegar ao silêncio mental onde as ondas se movem e habita o self, no fundo o que fazemos é alinhar-nos com a criação universal e trabalhar em conjunto com o Universo para chegar a um objetivo. Pois quando estamos mentalmente desalinhados, sem vontades nem sonhos para o futuro, sem sabermos o que queremos, o normal é que estejamos a viver infelizes, vazios e descontentes. Sem rumo, ou seja, sem poder na criação da nossa vida.

A consciência de si e a consciência de que estamos interligados no processo da construção da realidade universal, é essencial e mais facilmente alcançada pela prática da espiritualidade. Encontrar o seu centro, o seu alinhamento pessoal e a perfeita noção dos seus maiores sonhos e de como se aproximar deles fará toda a diferença no seu futuro. Mantenha os seus sonhos bem claros na sua mente, e crie a sua própria realidade. 
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CARLA DUARTE
TERAPEUTA / FORMADORA
site: carladuartetarot.wixsite.com/ tarotcarla
e-mail: [email protected] 

​​in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2023
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Cura de Ser quem És

1/11/2023

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Quem acorda pela manhã terá menos um dia de vida no calendário ou ganhará mais dia por sentir que tem mais uma oportunidade? A resposta varia de pessoa para pessoa, de acordo com a sua visão sobre o mundo e a vontade de escutar a sua alma. Transversal ao tema da revista, vamos falar do papel da autorreflexão nos domínios da autocura, uma viagem aqui proposta para exploração do seu espaço interior. Por Gloria Miraldes

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2023

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Entenda-se por cura um processo de sanação no tempo, que poderá conduzir a inúmeros desfechos; não se pretende “puxar” o assunto para os milagres da salvação, sabendo da existência de vários casos documentados em que os médicos ficam sem respostas, a braços com os limites do conhecimento da ciência; mas vamos antes ressaltar a importância da - responsabilização individual – nos processos de cura que certamente chamará cada um a si mesmo; à cura do seu corpo, da sua mente, à cura emocional que se faz através do autoconhecimento. Onde será preciso ir para encontrar-se a verdadeira paz de espírito, é dela que importa falar.

Perante um diagnóstico de uma doença crónica, o paciente assim que ouve a notícia da boca do médico, o mundo parece desabar. A notícia de grande impacto ressoa dentro do próprio corpo da pessoa, torna-se quase indiscritível.  Pela forma como algumas pessoas já descreveram essa sensação, é percetível que para elas TUDO ali se transformou, há quem recorde, “as cores da sala mudaram”; “fora do consultório, os barulhos da rua silenciaram-se”; levei um murro no estômago, senti uma náusea enorme”; “chorei sem parar”; “nunca tive tanto medo”. Pergunta-se; por que razão o despertar do individuo está tão associado aos processos de dor, das perdas das doenças e dos traumas?

Curiosamente e inclusive de alguma maneira irónico e até controverso, o que tem vindo a ser estudado há milhares de anos, filosofias e correntes literárias já o profetizam há muito tempo, a frase “conhece-te a ti mesmo” de Sócrates, será que foi levada a sério e realmente trazida aos dias de hoje? Até que ponto a velha máxima, cujas palavras estão gravadas nas pedras no Templo de Apólo e, de algum modo, também em nós, estarão ao serviço da humanidade, do desenvolvimento pessoal e espiritual nesta vida?

Porque a Espiritualidade Importa
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O que é Ser Espiritual? Há muitas teorias à volta do tema, estudos revelam que a formação espiritual nas escolas é praticamente inexistente, existe sim uma maior abertura e aceitação face a diferentes práticas religiosas, mas a espiritualidade em si não tem expressão no ensino; no entanto, ela cresce com o individuo, mesmo que não se fale nela.

Quem sou Eu? Quais são os meus valores? Qual o meu papel ou missão na vida? Há um propósito? Que mundo ajudo a criar? Em que pessoa me quero tornar? Que faço aqui? É vulgar designar-se este processo como “exame de consciência”, ou seja; é quando a consciência se manifesta, acontece em idade jovem, mas não é levada em consideração, ao ponto de se perder no tempo, diminuindo a sua essência no estado do adulto. Chamemos-lhe de primeiro passo, os seus subsequentes seriam os mais importantes a dar; passar da pergunta existencial à fase da vida em si, à entrega e confiança, à infinita curiosidade, imaginação, crença, ao reconhecimento do lugar do individuo no seio do grupo, à felicidade, ao amor, à criação. Por várias razões conhecidas e desconhecidas, a vontade primordial de o individuo querer Ser, é remetida para segundo plano, esvai-se, a vontade fica no segredo, a imaginação na vergonha e a curiosidade no medo da desaprovação. Os valores de alguma maneira são interrompidos pelo frenesim diário e pelas metas instituídas de descida à terra para cumprir os desígnios de uma estrutura social apoiada em larga medida pelo lado material.

Se olharmos às grandes questões que assolam o ser humano, entendemos que elas são perguntas de cariz espiritual, revelam uma inquietação profunda, cuja resposta em muito depende de alcançar uma Certeza, certeza essa não concreta, nem palpável, mas que convidará o sujeito a fazer as suas escolhas, a estar presente no presente, a vida que para ele se sucede a cada dia. 

Os mecanismos de autorreflexão podem desencadear um processo importante para que a pessoa se cure do desfasamento em relação a si mesmo e possa estabelecer-se um diálogo interno e interessante, que poderá ajudar à (auto) resolução de Si mesmo e consequente processo de autocura.

Monica Berg, no seu livro, Fear is not an Option (Medo não é uma Opção) fala da importância em se ultrapassar os medos, subjacentes aos processos de dor: “abandonar os medos não acontece de um dia para o outro e sim com o passar do tempo, com pensamento introspetivo e o empenho em ver a beleza naquilo que é mais desafiante, tendo certeza no processo”.

Como aqui já referido, os processos de desenvolvimento espiritual são individuais, no sentido em que dizem respeito à própria pessoa, mas podem ser desenvolvidos em grupo, em práticas de respiração, meditação, oração, de relação com a natureza, na liberdade do pensamento. É muito importante não se confundir autorreflexão com mente em ação. Michael Singer no extraordinário livro da sua autoria Living Unthethered (A Libertação da Alma), consegue explicar muito bem a necessidade que existe em a pessoa se libertar do ruído permanente dos pensamentos e ao mesmo tempo saber habitar dentro de si, saber observar os seus pensamentos e tomar consciência das emoções que se passam no seu interior. “Se entrar profundamente dentro de si, é aí que vive. Vive no lugar da consciência (….) ciente. (A pessoa) está por detrás de tudo, a observar”.

O propósito da evolução espiritual no que se refere à autorreflexão, será o de encontrar o estado de consciência pura no qual não há uma identificação real com os objetos ou pensamentos, é conduzir na direção de um processo de autodescoberta, um Eu que não é uno, mas plural, em comunicação com tudo e todos, de modo amplo, na resolução dos bloqueios ou entraves que estão na origem dos seus medos. Uma pessoa espiritual tem em Si qualidades como o amor, a equidade, a compaixão. O medo é a maior mentira que espoleta e justifica todos os sentimentos que possam estar na base da raiva, inveja, dos preconceitos, juízos, da guerra no mundo, dentro da casa, no interior de cada pessoa, é a origem de muitos conflitos e doenças, é comum ouvir dizer-se, aquela pessoa tem maus fígados, a outra não tem coração, ou há quem viva ao nível das entranhas. Esta jornada torna-se mais simples quando interiorizada e levada a cabo através da Verdade que reside em nós, em liberdade e sem constrangimentos, o que é fundamental para que a pessoa possa libertar-se de qualquer dor e vislumbrar a possibilidade da sua cura. A frase “está tudo certo” vem traduzir uma Verdade muito importante, é a escolha de como se quer viver no mundo, não é um encolher de ombros. A aceitação dos processos ao nível da alma, pressupõe uma entrega e rendição em vez de uma luta - a palavra luta que se associa aos processos oncológicos não é a melhor, induz em erro, o que se quer é que não haja luta. Ninguém luta contra um cancro, nem há batalhas a serem travadas, há um despertar, isso sim, uma oportunidade para desenvolver-se um estado de consciência plena e de entender-se o poder da energia que é a felicidade em si mesma.

Não existe uma receita para a autocura, não há uma resposta intelectual possível, a resposta é a própria pessoa. A autorreflexão como aqui se pretende, é uma ideia de afastamento que se dá através da auto-observação, no contraponto à tendência habitual para concentração nos pensamentos, nas emoções ou sensações que dominam a perceção que se tem do exterior. A autocura está ligada à responsabilidade individual e pessoal, de quem se vê em consciência, de uma forma subjetiva que é a espiritual. Só assim se poderá ultrapassar a ideia de finito, nada mais do que os grandes sábios de todos os tempos e religiões não nos tenham dito ao longos dos séculos. Para quem vive a resposta do que há em Si, consegue mais paz e tranquilidade para que o que é desejável realmente possa acontecer e para que a morte não seja um fim. 

Uma última reflexão; ninguém precisa de mais tempo, aquilo de que necessitamos é de uma maior profundidade.
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GLORIA MIRALDES
TERAPEUTA DO SISTEMA DO CORPO ESPELHO, DE MARTIM BROFMAN. TRABALHO APOIADO EM ESTUDOS DE ASTROLOGIA E KABBALAH
[email protected]

​​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2023
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A Espiritualidade Fortalece? De que forma?

1/10/2023

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Será que a espiritualidade nos fortalece? Ao ser, realmente espiritual, propõe-se a um crescimento interior que, invariavelmente, fortalece física, emocional e empiricamente. A base do fortalecimento, é no fundo, espiritual. Por Carla Duarte

in REVISTA PROGREDIR |OUTUBRO 2023

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)
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Primeiro, devemos entender em que difere espiritualidade e religião, o que as une e onde cada uma vai buscar a sua força.

Apesar das duas procurarem um elo de ligação entre o Humano e o Divino, a forma como compreendemos o Universo e a nós mesmos, uma pessoa religiosa, é invariavelmente espiritual, mas uma pessoa espiritual pode ou não ser religiosa, não havendo um vínculo com este ou aquele dogma.

A religião está normalmente ligada ao culto de um ou mais Deuses e assim procura e encontra as suas respostas e a sua força, em crenças pré-definidas, enquanto a espiritualidade procura um propósito interno, ou dizendo de outra forma, um propósito de vida, onde primeiro tem de se fortalecer.

Então, uma pessoa espiritual busca transcender não só em si mesma, fortalecendo a consciência de si, mas também pretende transcender nos seus relacionamentos, melhorando as emoções relativas à família, ao amor, à vida social, profissional e até sublimando e encontrando o Divino, mas de dentro para fora.

O caminho que cada um encontra e escolhe para desenvolver a sua espiritualidade pode ser diverso. Nem toda a gente percorre da mesma forma, nem com as mesmas ferramentas, a estrada da espiritualidade.

Não há a forma mais certa ou errada, quando se é realmente espiritual. Pode até encontrar a sua própria forma única e as diferenças devem ser, naturalmente, respeitadas.

Mas embora o percurso de cada um possa ser diferente, o objetivo desejado a é invariavelmente o mesmo. Tornarmo-nos seres humanos melhores e mais conscientes, logo mais fortes.

Como pode expandir e viver sua espiritualidade?

Começando por nos analisarmos e perceber qual o nosso papel no mundo, sem filtros nem desculpas, para identificar e saber o que podemos de melhorar e assim fortalecer.

Praticando o Perdão e a gratidão, entendendo que a vida é maravilhosa e para ser celebrada, encontrando forma de sair de padrões destrutivos, em que nos focamos apenas no que nos falta, em vez de agradecer o que já temos.

Desenvolvendo o espírito e a mente, em práticas como a leitura de grandes mestres, colocando em prática, em vez de apenas guardar conhecimento, a meditação, o reiki, ou a simples contemplação da natureza e os seus efeitos vibracionais, são alguns exemplos de como podemos expandir a espiritualidade.

À questão, se isso nos fortalece, a resposta tem de ser positiva.

Inclusive, muitas vezes, é quando o ser humano se encontra, num determinado momento da sua vida, mais fraco ou mais débil emocionalmente ou mesmo mais perdido, que procura a espiritualidade em busca de encontrar a força que lhe falta. Em busca do que é sublime e o transcende, ainda que dentro de si mesmo.

Nessa senda, e se nos propusermos, verdadeiramente a trabalhar o nosso eu, independentemente do percurso escolhido e das ferramentas que vamos usar, as melhorias serão visíveis na nossa vida em geral e também em particular. 

Diversos estudos nas universidades dos Estados Unidos, como a Escola de medicina de Stanford, as Universidades da Flórida, do Texas, Columbia; na Alemanha a Universidade de Munique, no Reino Unido a Royal College of Phychiatrists, têm sido levados a cabo, indicando que se pode concluir que existe um conjunto de evidências inegáveis, que demonstram o impacto positivo da espiritualidade em algo tão palpável como a saúde física e mental, o bem-estar, a depressão, o uso de drogas e até o suicídio, entre muitas outras.

Ao identificar, entender e minimizar, ou simplesmente trabalhar expressões emocionais como a raiva, o luto, o stress, a falta de autoestima, e outras emoções negativas, a espiritualidade, se por exemplo, for pelo caminho da meditação, pode mesmo ajudar a controlar todas essas emoções, assim como controlar a pressão arterial, melhorar os ataques de pânico, diminuindo o stress, reduzindo o risco, caso exista, de doença cardíaca e pode inclusive fortalecer o sistema imunitário. Os benefícios são imensos porque dessa forma a qualidade do sono, melhora consideravelmente, mesmo para quem sofre de insónias. O humor sofre alterações positivas, pois a serotonina – a hormona da felicidade - aumenta, aumentando assim a sensação de bem-estar.

Com apenas com 20 minutos por dia de prática regular de meditação, uma das ferramentas da espiritualidade, os níveis de stress e ansiedade diminuem porque nos tornamos mais calmos, logo, capazes de pensar, mudando a forma como olhamos e lidamos com os acontecimentos e com as situações mais difíceis ou surpreendentes do dia a dia. Tornamo-nos mais fortes, não só física como psicologicamente.

Procurando o significado da vida, pela espiritualidade, encontramos a forma de viver mais fortes, mais felizes, mais belos e mais livres, na aprendizagem do amor próprio e do amor ao outro como forma de alcançar e sublimar a presença e conexão divina, na prática.

Um ser espiritual torna-se invariavelmente mais forte.
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CARLA DUARTE
TERAPEUTA/ FORMADORA
carladuartetarot.wixsite.com/tarotcarla
[email protected]
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in REVISTA PROGREDIR |OUTUBRO 2023
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Tudo a seu tempo

1/9/2023

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Quando somos crianças o tempo é tudo menos linear. Vivemos de instante em instante enquanto usufruímos em pleno daquilo que o momento nos convoca a viver.
​Por Nuria Sciaccaluga L. Fernandes


in REVISTA PROGREDIR |SETEMBRO 2023
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​Independentemente das circunstâncias em que e com quem crescemos, existe essa beleza do presente que nos é oferecido e que não nos atrevemos a contestar porque simplesmente não é relevante. É até desconhecido e impercetível. Meio místico.
 
Depois vamos adquirindo consciência de que de facto há uma linha temporal que de alguma forma parametriza a nossa vivência. Percebemos que é inerente à condição humana e à forma como nos estabelecemos enquanto comunidade global. É uma linguagem universal, como o amor.
 
Todos reconhecemos o tempo como a duração de determinados fatos ou a acumulação de momentos e todos acolhemos os prazos e o determinismo que o tempo nos traz.
E eventualmente, em momentos diferentes para todos nós, começa a existir uma relação mais íntima e profunda com o tempo onde ele já não é simplesmente um parâmetro que define o espaço entre um momento e outro, mas sim matéria-prima, recurso, moeda de troca.
 
Apercebemo-nos do quão concreta é a inevitável fugacidade de tudo o que vive e vai passando pelo tempo, seja uma pessoa, outro ser vivo, um trabalho, uma relação, uma emoção, um sentimento, um hábito, um apetite, uma preferência, e por aí fora.
 
Apercebemo-nos também que através da sua própria in finitude e elasticidade, o tempo nos convida à reflexão e à responsabilidade pela forma como o escolhemos explorar, aplicar, despender. Não há certo nem errado, há apenas o que escolhemos fazer e ser naquele momento, com tudo aquilo que sabemos e somos. Depois de escolher em consciência resta-nos abraçar a rendição e a entrega porque há partes da equação que não são da nossa competência. Não são nossas para decidir e determinar. E aí, sábio de longas barbas, o tempo entra em cena e ensina-nos sobre o amparo, a perspetiva, o aguardar ou o agir. Precisamente por ser infinito e por apelar à continuidade, mostra-nos tantas vezes que é impossível olharmos a vida com tal linearidade.
 
Sendo Kairós o Deus do tempo certo ou oportuno não pude deixar de refletir sobre aquela que tem sido a minha longa e ondulante experiência pessoal no caminho que vou percorrendo rumo à maternidade. Não só a minha como a de algumas mulheres e famílias que tenho acompanhado neste período que antecede a chegada de um filho ou filha.
 
Este espaço temporal onde pode existir um desalinhamento entre aquilo que queremos e aquilo que estamos efetivamente a conseguir fazer e/ou alcançar, pode gerar sentimentos de impaciência e rebeldia. E a espera também. Principalmente se encarada apenas e só assim: como uma espera. Tem sido esse o meu grande desafio em algumas esferas (não só no cumprir da maternidade): confiar que há momentos oportunos, há tempos certos, há uma sabedoria invisível que olha por nós e que nos quer bem. Bem sei que a ideia de que “o tempo certo chegará” por vezes é difícil de compreender e aceitar. Mas eu por aqui acreditarei sempre que a vida e a natureza têm os seus tempos e nós os nossos. E isso impulsiona-me a seguir pé ante pé, vulnerável e firme no meu rezo, pois a fugacidade dos instantes é real e é nosso dever honrá-los e seguir o pulsar em direção ao que nos aquece por dentro.
 
Que nos entretantos maravilhosos e valiosos que antecedem esse tal momento onde tudo cosmicamente se alinha, saibamos desfrutar desse tempo entre tempos com alegria e prazer. Sejamos nós o nosso próprio momento oportuno, em cada instante, em cada gesto, em cada palavra, em cada ação.

Fotografia
NURIA SCIACCALUGA L. FERNANDES
DOULA DA PRÉ-CONCEÇÃO CONSCIENTE AO PARTO CONSTELADORA INTRA-UTERINA CONSTELADORA FAMILIAR
www.nuriasciaccaluga.com 

in REVISTA PROGREDIR |SETEMBRO 2023
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