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Controlar: Ser ou Estar numa relação?

1/10/2017

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Uma relação implica a construção de um projeto sob dois olhares. Quando a verdade de cada um difere a partir da realidade, o controlo pode ser tóxico ou potenciador da relação. O controlo é por isso um bom indicador se cada membro do casal conjuga o seu projeto relacional com o verbo Ser ou com o
verbo Estar. Por Pedro Melo


in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Um relacionamento é uma ponte em que duas pessoas caminham em convergência. Cada uma, do seu extremo da ponte caminha em direção ao centro, o ponto de encontro de duas histórias diferentes que dão as mãos para uma história comum.

Quando se atravessa essa ponte, cada passo em direção à outra pessoa representa o ceder de si mesmo para aceitar o outro em si mesmo. Por isso o controlo emerge neste sentido como a capacidade de regular em si mesmo as dimensões que cedem e as dimensões que ficam, para manter a sua identidade e a identidade de uma nova entidade que se abraça: o casal.

O Controlo e o ciclo de vida do casal
Vários autores descrevem que o casal tem um ciclo de vida. Na minha prática clínica como Enfermeiro de Família, aplicava particularmente uma adaptação da teoria de Campbell (1994) e de Sattler (2000), considerando que o casal começa numa etapa que designo por “Eu e Tu enamorados”.

Nesta primeira etapa, em que cada um dos membros do casal se apaixona pelo outro, é natural que a perceção que cada um tem do outro seja uma verdade distante da realidade, pois a Paixão, enquanto emoção que nos faz “correr atrás” de alguém que é “perfeito”, leva cada um dos membros a perder o controlo de si mesmos quando do seu extremo da ponte olham o outro.

Nesta etapa, o relacionamento ainda se conjuga no verbo Estar, pois um relacionamento assente numa emoção corre o risco de ser temporário se a mudança de circunstâncias levar a emoção a “extinguir-se”.
É comum, na etapa do “Eu e Tu enamorados” as pessoas confundirem a emoção Paixão, com o sentimento Amor. Quantas vezes não se utiliza a palavra “Amo-te”, quando na verdade se está apaixonado. Por isso, nesta etapa de desenvolvimento do casal, pela perda de controlo de si mesmo, pode surgir uma necessidade de controlo do outro, se por ventura se começam a identificar indícios de que a “perfeição” que nos apaixonou não existe.

Neste caso, o controlo alicerça-se no ciúme e torna-se tóxico podendo levar ambas as pessoas apaixonadas a perder as reações positivas que alimentam a paixão. O controlo associado a uma relação conjugada no verbo Estar jamais é positivo para a manter.

A segunda etapa de desenvolvimento do casal é aquela que designo por “Eu e Tu indissociados”. É a fase em que o casal passa a sobrepor-se, como entidade, aos membros como entidades individuais. Cada uma das pessoas que constitui o casal não se vislumbra separada. É o casal a sua identidade e por isso o quotidiano é vivido em função do casal.

Nesta etapa, não havendo um processo de reflexão sobre o equilíbrio dos valores, crenças e motivações de cada um dos membros com os do casal, perde-se o controlo de ambos e corre-se o risco de anulação de cada um dos indivíduos em detrimento de um projeto, mais uma vez conjugado no verbo estar, pela volatilidade que a perda da identidade e autocontrolo condicionam.

Nesta etapa, contudo, o fortalecimento da entidade casal é um passo importante para a consolidação deste com cada um dos membros e é por isso uma etapa importante para caminhar para um relacionamento conjugado no verbo Ser, assente não numa emoção, mas num sentimento: o Amor.

É a partir do controlo de si mesmos e do controlo do casal que este se constitui como uma entidade diferente de cada um dos seus membros individualmente. Deste modo o casal caminha para a última etapa de desenvolvimento enquanto casal, a etapa que designo por “Eu, Tu e Nós equilibrados”.

Nesta etapa o casal estará já no meio da ponte e definiu limites entre o que cada um é individualmente e o que ambos são enquanto casal. Para chegar a este ponto é preciso todo um processo de reflexão, conhecimento mútuo e auto controlo para entender que o controlo é agora uma forma de fortalecer o casal. Controlo no sentido de uma gestão eficaz da felicidade de cada um e do casal. Controlo no sentido de uma reflexão profunda de como os valores individuais se conciliam com os valores de casal. Controlo no sentido em que se mobilizam diferentes emoções (positivas como a paixão e a alegria e negativas como a raiva e a tristeza) numa profunda reflexão sobre o projeto de vida a dois. Este controlo, numa relação conjugada no verbo Ser, é sempre potenciador da relação.

A partir desta análise, de como o controlo se torna mutável ao longo do ciclo de vida do casal, compreendemos como um relacionamento é potenciado ou destruído pela forma como o controlo se associa às características e tarefas de desenvolvimento que o casal tem de assumir enquanto cada membro percorre a ponte do relacionamento, um em direção ao outro.

Assim, cada pessoa que percorre pontes de relacionamento com outras pessoas, deve primeiro assumir um controlo de si mesmas (conhecendo-se a si, definindo os seus valores centrais de vida e os seus objetivos de existência), para depois assumir um controlo positivo do casal que constitui (conhecendo a entidade casal e identificando-se com ela e alicerçando esse projeto de casal no Amor).

Controlar, dependendo da forma como se conjuga o verbo da relação no Estar (temporário) ou no Ser (refletido e eternizado), é então um processo ora de toxicidade do relacionamento, ora de potenciação do relacionamento.

Para que um relacionamento conjugal seja saudável, talvez o melhor seja percorrer a ponte, assumindo um controlo assente no verbo Ser. Este processo exige conhecer-se bem e ser Feliz consigo para depois poder refletir e ceder em equilíbrio para ser feliz com o outro.
​
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​PEDRO MELO
PROFESSOR NA UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA (ICS – PORTO);
ESCRITOR
www.facebook.com/escritorpedromello

​in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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