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Como a Ansiedade nos afeta e o que podemos fazer para a controlar?

1/9/2018

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A ansiedade é um problema que cada vez mais afeta o quotidiano dos portugueses, podendo ter origem na avaliação de um problema ou das capacidades da pessoa. Mas como se pode controlar a ansiedade? Por Diana Mendes

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A ansiedade é uma experiência normal e necessária para preparar a pessoa para a ação em situações de perigo, ou seja, é uma resposta normal face a um stressor, e até certo ponto facilita o desempenho da pessoa para resolver certas situações. É uma resposta influenciada por vários processos como a aprendizagem, memória, perceção, apetite e sono, e pode manifestar-se de diversas formas: fisiológica, cognitiva, emocional, motivacional e comportamental. É então um processo adaptativo normal que acontece face um perigo real.
 
A ansiedade deixa de ser normal e torna-se uma psicopatologia quando o grau de ansiedade é desproporcional em relação ao risco que a situação representa e se permanecer perante a ausência qualquer risco. O impacto da reação no funcionamento do individuo, a presença de um efeito psicossomático e o desempenho social ou laboral são fatores a avaliar para diferenciar a existência da ansiedade normal ou patológica.
 
A dimensão cognitiva da perturbação da ansiedade leva uma preocupação constante (ou medo) face a um “perigo” e a sua resposta a este. Normalmente esse perigo é irreal, levando a uma sobrestimação excessiva do grau de perigo que determinada situação representa, assim como uma subavaliação das capacidades da pessoa para o desempenho adequado face a essa situação. Estes fatores levam à vulnerabilidade da pessoa, à perceção de si próprio como sujeito a perigos internos/externos sobre os quais não tem controlo ou tem controlo insuficiente para se sentir seguro. Como psicopatologia a ansiedade pode ter vários sintomas, relacionados ou não com o aspeto mental. Exemplos de sintomas mentais, comportamentais e emocionais:
  • Inquietação e desconforto consigo mesmo perante os outros;
  • Hipervigilância;
  • Dificuldade em lembrar-se de coisas importantes;
  • Confusão;
  • Bloqueio;
  • Perda de objetividade e perspetiva;
  • Medo de não ser capaz de fazer face à situação;
  • Medo de avaliação negativa;
  • Tenso;
  • Esgotado;
  • Evitamento;
  • Inquietação;
  • Hiperventilação.
 
Exemplos de sintomas fisiológicos:
  • Cardiovasculares (batimento cardíaco acelerado, desmaio)
  • Respiratórios (pressão no peito, dificuldade em inspirar)
  • Neuromusculares (rigidez, contração repetida da pálpebra)
  • Gastrointestinais (dor abdominal, náusea)
  • Trato urinário (pressão para urinar)
  • Dérmicos (sudação localizada, comichão)
 
Existe muito para falar acerca da ansiedade, é uma psicopatologia muito comum e com várias abrangências e diferenças, pois existem vários tipos de ansiedade. Ansiedade em termos de diagnóstico é relativa a perturbações da ansiedade. As perturbações da ansiedade são um grupo de psicopatologias associadas à ansiedade em si, mas que têm características, padrões familiares e prevalências diferentes.
 
Para prevenir/controlar a ansiedade, pode adoptar algumas técnicas, tais como: 
Meditar - A meditação não só reduz o stresse como também ajuda a “mudar” o cérebro, aumentando a matéria cinzenta em regiões importantes, como o córtex frontal e o hipocampo esquerdo. Pode meditar enquanto pratica yoga, com grupos voltados apenas para essa atividade, ou então sozinho, com o auxílio de tutoriais. O importante é reservar alguns minutos do seu quotidiano para se “desligar” do mundo e prestar atenção ao seu “eu”  interior.
 
Controlar a respiração - Respirar corretamente vai mudar o seu quotidiano. Encontra-se comprovado cientificamente que a respiração está ligada ao nosso sistema nervoso, tanto com o lado ativo (simpático) quanto o calmante (parassimpático). Quando se concentra na respiração consegue-se equilibrar as duas faces do sistema nervoso, diminuindo assim a ansiedade. Existem muitas técnicas e exercícios para ajudar na respiração diafragmática, mas o mais importante é usar o diafragma para realizar a respiração, e não o tórax.
 
Sono de qualidade- Um bom sono é essencial para uma vida saudável. Se estiver cansado, não conseguirá dormir bem e, não descansando corretamente, ficará ainda mais ansioso. Mas como sair deste ciclo de ansiedade? Comece por praticar os dois tópicos anteriores. Tanto a meditação quanto a respiração ajudam a “desligar” a mente dos problemas quotidianos, levando a concentra-se em si mesmo. Deve optar sempre por um lugar sem barulho. Pratique a sua respiração, inspirando e expirando profundamente. Concentre-se apenas na respiração.  Visualize imagens de lugares tranquilos que o deixam bem disposto e calmo. Outro exercício que funciona é escrever as suas preocupações num papel. Ao escrevê-las, consegue identificar o que lhe traz inquietação e, desta forma, consegue agir de forma mais assertiva.
 
Evitar álcool e tabaco- Tudo o que coloca dentro do seu corpo interfere consideravelmente com a sua saúde psicológica e física, pois físico e mente estão interligados. Além disso, vícios são manifestações de ansiedade. O álcool e o tabaco, além de funcionarem como uma válvula de escape, também deixam-no mais suscetível ao stresse. Parar de fumar ajuda a controlar a ansiedade. Caso sejam hábitos antigos, comece por diminuir gradualmente a quantidade de álcool e tabaco ingeridos. Assim, o seu corpo não sentirá abstinência de forma tão brusca. Caso seja difícil eliminá-los por conta própria, procure ajuda profissional.
 
Procurar ajuda profissional- Não consegue lidar com os sintomas? Procure ajuda especializada. Um profissional vai saber orientá-lo e especificar quais os tratamentos que o podem ajudar a controlar as crises de ansiedade. Pode ainda aliar a terapia a todas as dicas de controlo dadas neste texto para ter um resultado mais eficaz.
​
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DIANA MENDES
NATUROPATA E CONSULTORA EM SAÚDE E BEM-ESTAR
dianamendesnaturopata@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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