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Coerência até ao fim

1/6/2018

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Será que a mor te é o fim? Ou teremos que começar a olhar a mor te como uma transição entre mundos? É urgente uma educação para a morte com a consciência de que somos seres espirituais fazendo um percurso terreno e aprendendo sobre Amor!
Por Maria de Fátima Carmo Costa Andrade


in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Somos coerentes entre o que defendemos e o que praticámos?

Por outras palavras, será que a morte é o fim? Ou teremos que começar a olhar a morte como uma transição entre mundos?

Muitos de nós vivem em transe, sem perceber como continuamos a prender ao planeta Terra aqueles que partiram, por força dos nossos apegos e conflitos mal resolvidos.
O trabalho de Kubller- Ross com doentes terminais, as experiências de quase morte de Raymond Moody, o Livro Tibetano do Viver e do Morrer de Sogyal Rynpoche, uma ampliação moderna do livro Tibetano dos Mortos, entre outros, fazem referência a que a consciência após a morte não é muito diferente do que era em vida!   

Milhares de regressões por esse mundo fora, confirmam que após a morte do corpo físico, alguma coisa permanece. A chamada consciência da alma ou corpo subtil.

Quando a consciência deixa o corpo físico leva consigo o corpo energético ou subtil. Aqui estão impressas todas as memórias da vida especialmente as impressões de trauma, os estados psicológico/emocionais e memória física. Tudo isto está impresso nesta capa energética.

Seria importante morrer num estado mental aberto, libertar sentimentos e emoções menos positivas e partir em paz.

Porém, aquilo a que assistimos diariamente é que milhões não morrem de forma pacífica, seja por tragédias, violência, solidão, apego, etc.

Tudo isso fica impresso no corpo subtil e virá connosco no processo de nascimento.

Entra aqui o conceito de carma, como nossa herança física e psíquica e o conceito de samskaras, resíduos cármicos de traumas anteriores. Um trauma poderia ser visto, de uma forma simplificada, como uma ferida, um bloqueio, que não resolvemos. Por exemplo, se temos medo de ser abandonados ou de ser assaltados, a vida irá trazer-nos alguma situação semelhante, até que tenha sido feito o aprendizado necessário que está por detrás desta circunstância. Ou seja, em outra(s) vida(s) já passamos por algo semelhante que não resolvemos. Esse é o núcleo ou complexo.

Jung refere que um complexo surge quando apresentamos uma derrota na vida, poderemos extrapolar isso para várias vidas. A menos que tomemos consciência disto, e invertamos o padrão, continuaremos a repetir ou a atrair a nós aquela situação. Isto porque os samskaras, os tais resíduos cármicos de traumas anteriores, estão impressos no nosso corpo subtil e são a tal herança física e psíquica que vem connosco para nos libertarmos dela. Talvez venhamos para aprender sobre perdão, sobre desapego, sobre Amor!
Para onde vão então os que morrem?

Será que atingem a iluminação? Infelizmente o que vemos diariamente em consulta não é isso. Se não fizemos um processo de despertar em vida, morrer pode ser doloroso, uma vez que o espírito confunde muitas vezes o corpo subtil com o corpo físico e não tem consciência da morte. O espírito pode ficar preso à terra, ou em estado de confusão e perturbação, por força dos conflitos inacabados e dos apegos por resolver.

É urgente uma educação para a morte com a consciência de que somos seres espirituais fazendo um percurso terreno e aprendendo sobre Amor!

Urgente uma consciência de que somos o resultado das nossas escolhas. Se queremos ter diferente, precisamos escolher diferente hoje.

A aura está para o corpo espiritual como o sistema imunitário está para o corpo físico. Manter uma aura forte, passa por fazermos um processo de psicoterapia para resolver tudo isto. A cura não se esgota aqui, mas é fundamental, já que as emoções são a base de tudo o que temos para resolver. Edite Fiore, psicóloga americana especialista em possessão espiritual, propõe a seguinte lista para detetar problemas espirituais: Nível baixo de energia, mudança de estados de espírito repentino, voz(es) que falam com connosco, abuso de droga (incluindo álcool), comportamento impulsivo, problemas de memória, início repentino de ansiedade ou depressão, concentração fraca, início repentino de problemas físicos sem causa manifesta, podem sugerir que há espíritos conectados consigo. O que constato diariamente em contexto de consulta é isso mesmo.

É importante trabalhar o trauma, o sistema familiar e retirar do nosso sistema estas energias que não são nossas e nos condicionam. Sempre com a consciência que somos nós que escolhemos e que há algum tipo de aprendizado que ainda não foi feito, que nos leva a esta ressonância cármica O desafio será então uma coerência de Alma entre o que defendemos teoricamente e o que praticamos. Morre antes de morreres é o segredo dos xamãs. Precisamos de recuperar as nossas partes congeladas, que estão em sofrimento, para que a paz se instale no Todo que somos. O perdão e o desapego é a chave. O Amor é o caminho!
​
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MARIA DE FÁTIMA CARMO COSTA ANDRADE
FUNDADORA DO ESPAÇO M-PSICOLOGIA, FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PESSOAL, PSICÓLOGA CLÍNICA E PSICOTERAPEUTA EM DEEP MEMORY PROCESS®, MEMBRO DA EARTH ASSOCIAÇÃO EUROPEIA DE TERAPEUTAS DE REGRESSÃO, MEMBRO EFECTIVO DA ORDEM DOS PSICÓLOGOS
fatima.andrade.psi@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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