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A Procrastinação como sintoma

1/11/2018

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A procrastinação é muitas vezes vista como preguiça, mas mais do que um traço de personalidade, a medicina tradicional chinesa interpreta-a como um possível sinal de desequilíbrio.
Por Filipa Ribeiro


in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A procrastinação na área da saúde revela-se muitas vezes na desvalorização de sintomas ocasionais, quer pela esperança de que se resolvam por si só, quer pelo receio de descobrir algum problema mais grave com o qual a pessoa não se sente preparada para lidar no momento.
 
O corpo fala através de sintomas, que começam muitas vezes como pequenas bandeiras vermelhas que assinalam desequilíbrios que precisam de atenção - como uma dor que aparece de vez em quando ou uma insónia ocasional. Mas são muitas vezes ignorados precisamente por não terem ainda grande expressão.
 
E apesar de haver casos em que efetivamente a dor desaparece sem precisar de tratamento ou em que a insónia estava apenas relacionada com uma preocupação pontual, também há outros em que são apenas o primeiro aviso do organismo, que se não for ouvido, vai começar a falar cada vez mais alto até lhe ser dada a devida atenção.
 
O que acontece ao procrastinar e esperar que passem só com o tempo, é que se dá margem aos sintomas para que se agravem, o que torna a recuperação mais trabalhosa, mais demorada ou até mesmo irreversível.
 
Usando uma tendinite como exemplo, a dor começa por ser relativamente fraca, esporádica e localizada, mas se não for tratada, com a continuação dos movimentos básicos, mas repetitivos do dia-a-dia vai-se tornando cada vez mais forte, frequente e vai apanhando uma área cada vez maior. Na tentativa de resolver o problema, muitas pessoas aplicam gelo e cremes anti-inflamatórios, mas esta solução nem sempre é suficiente e acaba por adiar mais uma vez o tratamento adequado. Só quando a dor já limita significativamente a qualidade de vida e interfere com a capacidade de trabalho é que se procura ajuda profissional. E aí a tendinite já chegou a um estado avançado em que requer mais tempo e mais sessões para a recuperação total.
 
Ao adiar o tratamento dos sintomas também se dá espaço para que os desequilíbrios afetem outras áreas, dando origem a novos problemas que aparentemente nada têm a ver com o original.
 
Isto porque o organismo não funciona como um conjunto de peças separadas, mas como um todo e, tal como numa fila de peças de dominó, quando uma peça cai todas as outras caem, a menos que se consiga interromper o processo.
 
E é precisamente isso que a medicina tradicional chinesa faz - interrompe a evolução do desequilíbrio que provoca a doença e trabalha para que o organismo volte a estar saudável e em harmonia (ou com todas as peças de dominó alinhadas novamente).
 
A procrastinação é muitas vezes vista como preguiça, mas mais do que um traço de personalidade, a medicina tradicional chinesa interpreta-a como um possível sinal de desequilíbrio.
 
O adiamento constante de tarefas pode estar relacionado com a falta de energia, de força de vontade ou de coragem, agitação, dificuldade de concentração, tristeza profunda ou mesmo depressão. E cada um destes sinais são indicativos de um ou mais padrões de desarmonia que precisam de ser tratados.
 
Para tal, é necessário um diagnóstico que ligue todos os sinais e sintomas com o objetivo de perceber quais são os desequilíbrios e definir o melhor plano de tratamento, de acordo com cada caso individual.
 
Ao mesmo tempo é fundamental parar e olhar para todas as tarefas e perceber se a procrastinação está relacionada com algo que possa ser alterado, delegado ou mesmo eliminado, como excesso de trabalho, demasiada disponibilidade para os outros (e consequente falta de tempo e disponibilidade mental para si mesmo) ou com um desinteresse genuíno por alguma coisa.
 
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FILIPA RIBEIRO
ESPECIALISTA EM MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
www.filiparibeiro.com
info@filiparibeiro.com

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Ouvir as Dissonâncias é Ser mais Sáudável

1/10/2018

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As dissonâncias são marcadores que chamam a atenção para algo que deverá ser ouvido cuidadosamente. As dissonâncias cognitivas, são alertas para escutarmos as nossas emoções, para observarmos os nossos pensamentos e para decidirmos como agir de forma coerente. As dissonâncias tornam mais rica a harmonia. Por Cristina Marreiros da Cunha

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A palavra dissonância soa-me bem. Talvez não devesse, quem sabe, já que o que é dissonante, diz-se, destoa, soa mal, perturba a harmonia. Mas a música, mostra que  em determinadas obras o momento da dissonância, representa um momento rico, inovador, diferente do que vinha sendo hábito até ali (a consonância), um tempo de diferença, de tensão que depois se resolve numa nova consonância. A dissonância é um momento que necessita de uma anterior preparação e de uma posterior resolução. Noutras obras a dissonância é ela própria a forma privilegiada de comunicação, o que significa que, nesse contexto, uma pretensa consonância soaria dissonante, por estar deslocada, não faria qualquer sentido, tal como o não faria, noutras partituras, uma dissonância sem preparação, deslocada, sem propósito e sem resolução.
 
Convém lembrar que não estamos a falar de desafinações, ou de notas erradas que são mais do que dissonâncias, são disrupções, interrupções, anomalias do fluir natural, um fluir que contem alternância de consonâncias e dissonâncias, numa construção dinâmica de tensões e distensões da harmonia, que lhe confere um pulsar vital. Por esta razão, a dissonância soa-me bem.
 
E em Saúde, o que podem ser dissonâncias?
 
As dissonâncias são alertas, são marcadores que chamam a atenção para algo que deverá merecer um olhar especial.
 
O que comunicam? Até que ponto representam gravidade?
 
Depende sempre do contexto e do tipo, de dissonância de que estamos a falar, no entanto, devem, ser sempre alvo de atenção, e avaliada a sua frequência, intensidade e duração, pois são um sinal de que algo não está em consonância, ou em harmonia com o resto. Quer sejam discrepâncias entre peso/altura/idade, valores em análises laboratoriais,  arritmias nos batimentos cardíacos, sensações físicas incomuns, ou dolorosas, colorações da pele alteradas, etc, etc. Aquilo que destoa, que foge da harmonia habitual, terá de ser auscultado e observado para percebermos o que nos comunica, se é apenas uma dissonância, ou bem mais do que isso.
 
Não esqueçamos que ao longo da vida há dissonâncias que fazem parte do próprio processo evolutivo e adaptativo do indivíduo, seja em que idade for. O bebé a quem nasce um dente ou que pela primeira vez se põe em pé, passa sempre por momentos de dissonância, em que há desconforto com o que está, havendo necessidade de mudança, ou seja, são dissonâncias preparadas e posteriormente resolvidas, ou, se  nos lembrarmos de Jean Piaget, falaremos em termos de processos de acomodação que se esgotam, gerando a necessidade de transformação e adaptação a novas etapas, que, por sua vez se constituem como novas acomodações. A vida, qualquer organismo vivo, passa por momentos de equilíbrio, ou homeostasia e de desequilíbrio que obriga a encontrar um novo equilíbrio. Se pensarmos nas dissonâncias como  sinalizações de um eventual desequilíbrio, facilmente percebemos que as dissonâncias fazem parte integrante da vida e são fundamentais. E, por isso, as dissonância, soam-me bem.
 
Em termos psicológicos falamos muitas vezes em dissonância cognitiva. O que significa isto?
 
Significa que, por vezes, o que sentimos, o que pensamos e o que fazemos não estão em harmonia.
Por exemplo:
- Sinto-me zangado (porque abusaram da minha confiança),
- Penso que estou triste (porque me estão sempre a acontecer estas coisas, tenho azar, ou, sou parva…).
- Digo que estou bem e que não tem importância (porque não quero criar problemas).
 
Esta desarmonia entre emoção, pensamento e comportamento, gera dissonância cognitiva uma vez que não me atrevo a pensar o que sinto, e não me autorizo a agir em consonância nem com o que sinto, nem com o que penso. Mas não é necessário que estejam os três (emoção, pensamento e comportamento) em desalinho, basta que dois deles estejam; posso ter pensamento e sentimento em harmonia, mas em dissonância com a ação. Ou, comportar-me de acordo com o que penso, (ou com o que sinto), mas em total desrespeito com o que sinto (ou com o que penso). Estas situações de dissonância cognitiva funcionam como alertas para que escute as suas necessidades psicológicas, para que ouça as suas emoções, para que as pense e para que possa tomar decisões conscientes sobre como agir.
 
A dissonância é um pedido de atenção, para que essas situações não se intensifiquem, sem que você consiga reorientar-se, encontrando um discurso interior e uma postura  coerente e com sentido. Se tal não acontecer, se as dissonâncias forem ignoradas ou trituradas sem a atenção que merecem, as situações de incoerência e desarmonia na sua vida podem tornar-se mais frequentes e intensas, passando a ser mais do que dissonâncias e causando grandes danos, tais como, depressão, ansiedade, pânico, agressividade, ou comportamentos aditivos (dependências), por exemplo.
 
Oiça as dissonâncias, esses momentos de tensão, com carinho e curiosidade, analise-as, aprenda a prepará-las, a resolvê-las e a comunicá-las, de modo a conseguir um todo harmonioso e integrado que o/a permita viver de forma mais saudável. É por isso que as dissonâncias me soam bem, tornam mais rica a harmonia.
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CRISTINA MARREIROS DA CUNHA
PSICÓLOGA E PSICOTERAPEUTA
www.espsial.com
cristmcunha@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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O Cérebro e a Ansiedade

1/9/2018

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​O seu cérebro reage da mesma forma a ambas as situações, avistar um leão feroz e ter uma reunião difícil que lhe pode custar o seu emprego. A ansiedade instala-se! Saiba como agir!
​Por Ana Guimarães


in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​O seu chefe comunica-lhe que precisa de reunir consigo a sós, daí a alguns dias.

O seu coração dispara. Este trimestre os seus objetivos estão muito aquém do esperado, apesar do seu trabalho e dedicação. Aquele mega projeto afinal está parado e arruinou os seus números.

O que será que ele quer?
A respiração acelera, sente falta de ar, o seu estômago deu um nó e aquela sensação de apreensão (ou mesmo medo) alastra-se rapidamente.
É oficial: A ANSIEDADE ESTÁ INSTALADA!
 
O que é a ansiedade?
A "central de alarme" do seu cérebro (a amígdala) detetou uma potencial ameaça ao seu status profissional e à sua estabilidade financeira, que atualmente interpretamos como os nossos passados interpretariam a aproximação de um leão feroz: run for your life!

 São despoletados os mecanismos para o dotar das capacidades físicas necessárias para sobreviver (lutando ou fugindo, daí o nome de resposta fight-or-flight).

Atualmente as ameaças são outras mas os mecanismos para lhes fazer face são os mesmos. O seu organismo reage como se tivesse que dar o sprint da sua vida para fugir de um animal selvagem ou enfrentá-lo e arriscar-se numa luta.

A libertação de cortisol (uma hormona de stress) provoca a aceleração do ritmo cardíaco, o aumento da tensão arterial e dos níveis de glicose e gorduras no sangue. Também suprime o sistema imunitário: a sua saúde está mesmo mais frágil. Os sistemas digestivo e reprodutor são preteridos (já que não são essenciais para a sobrevivência): as digestões  tornam-se difíceis (ou páram!) e não lhe apetece mesmo nada ter uma noite romântica com a sua cara-metade.

O objetivo? Disponibilizar energia extra necessária a uma reação muscular enérgica, decisiva para aumentar as hipóteses de sobrevivência.

 A libertação de adrenalina e noradrenalina no cérebro visa facilitar a reação física imediata: está na iminência de uma atividade muscular violenta.

Tem dificuldade em concentrar-se no trabalho? Passou o resto do dia com a sensação de que havia sempre alguém a observá-lo como se soubesse o que se avizinhava para si, por isso está em estado de alerta máximo? Monitoriza o ambiente incessantemente em busca de ameaças que parecem surgir a todo o momento e de qualquer direção?

A sua amígdala está hiper-sensível e hiper-reativa. O perigo espreita de todos os lados e isso faz com que a sua cabeça dispare antecipando todos os possíveis cenários adversos.

Raciocinar com clareza é uma missão desafiante: os seus recursos cognitivos são bloqueados. Afinal de contas, não é para pensar! É para fugir ou lutar!  As funções mentais mais complexas são "recentes" em termos evolucionários e por isso, mais lentas.

Os dias até à reunião foram um verdadeiro inferno!

Esteve em estado de ansiedade permanente! E a resposta fight-or-flight deveria ser temporária: a sua ativação contínua é altamente nociva para a saúde. O seu cérebro focou-se num estado de vigilância constante em busca de potenciais ameaças (reais ou imaginárias!).

 Chega o dia da reunião com o seu chefe. O cansaço e o desgaste têm sido brutais.

 A princípio nem consegue compreendê-lo. Faz um esforço para se focar e... Afinal o seu chefe está preocupado consigo ecom o seu nível de motivação por causa do volte-face naquele projeto tão importante! Até se disponibilizou para ajudar a desbloqueá-lo!

Que dias infernais! E afinal tudo se passou apenas na sua cabeça!

Como poderia ter evitado todo este desgaste desnecessário?
A utilização de TÉCNICAS DE RELAXAMENTO ajudam-no a abreviar um estado de ansiedade que já se instalou ou a mitigá-lo se o detetar enquanto está a formar-se.

 #1. Respiração Consciente
Inspire durante 4 segundos e sustenha a respiração durante 4 segundos.
Expire durante 4 segundos e sustenha a respiração durante 4 segundos.
Foque-se na sensação de respirar de forma consciente. Repita o tempo que for necessário até se sentir mais relaxado.
 
#2. Visualização
Imagine que está num ambiente relaxante e detalhe a sua visualização o mais possível.
Se estiver numa praia, procure sentir se está calor, se há huvens no céu, se o mar está calmo ou revolto, etc.
Objetivo: focar o cérebro na definição desses detalhes e afastar a sua mente dos motivos que despoletaram a ansiedade.
 
#3. Música
Ouvir música relaxante ajudará a afastar a sua mente da ansiedade, estimulando um fluxo mais equilibrado de pensamentos construtivos e promovendo descontração e bem-estar.
 
 #4. Exercício
Tem um efeito semelhante ao da música mas com benefícios neurológicos: as endorfinas libertadas no cérebro durante o exercício farão com que se sinta mais feliz, ajudando a conter a ansiedade.
 
 #5. Meditação
Ajudam a estar de forma mindful no momento presente, a acalmar a mente e a desmobilizar os pensamentos errantes que levam à ansiedade e ao stress.
 
MUITO IMPORTANTE:MUDE A FORMA COMO VIVE OS SEUS TRIGGERS DE ANSIEDADE!
#1. Questione os pensamentos de ansiedade
Que outro objetivo poderá ter esta convocatória do seu chefe?
De que outra forma poderia ver esta situação?
Que perspetiva diferente poderia mudar a forma como se está a sentir?
 
#2. Aceite o potencial resultado positivo
Não é verdade que esta convocatória pode ter um significado completamente diferente do que está a supor?
Não será possível que o seu chefe esteja a convocá-lo para o apreciar pela sua dedicação naquele projeto importante?
 
A ansiedade é uma resposta humana natural. Não se foque em suprimi-la: isso será impossível!
O "segredo" é aprender a geri-la de forma mais eficaz!
​
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ANA GUIMARÃES
NEUROCOACH, SPEAKER, TRAINER NEUROCOACHING PARA COACHES, GESTORES E LÍDERES
www.anaguimaraes.pt
coach@anaguimaraes.pt

​in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Partilhe pela sua saúde

1/8/2018

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“Estar em contacto íntimo não significa viver feliz eternamente. É comportar-se com honestidade e partilhar êxitos e frustrações. É defender a integridade, alimentar a auto-estima e reforçar e fortalecer relações com aqueles que nos rodeiam. O desenvolvimento deste tipo de sabedoria constitui uma busca, de toda a vida que requer, entre outras coisas, muita paciência”. Virginia Satir
Por Sónia Gravanita


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

De acordo com a Organizacional Mundial de Saúde (OMS), saúde não se trata apenas da ausência de doença, mas sim de bem-estar, que nos permite responder de forma positiva às adversidades, tratando-se assim de um estado em que nos sentimos bem tanto connosco como na relação com os outros.

Todos nós, viemos equipados com um aparelho socio emocional que nos impele e se organiza em relação. É nesta troca reciproca e alternada que nos desenvolvemos e se vai estruturando a personalidade. A relação só existe quando há partilha.

Talvez, nunca se tenha ouvido falar tanto de saúde e bem-estar como atualmente.  Basta visitarmos uma qualquer livraria e ver os inúmeros livros que são publicados. Existem variadíssimos estudos, alguns até um pouco contraditórios. Uns que defendem que se deve eliminar determinados alimentos, outros que defendem o seu inverso.Há teorias que defendem que devemos praticar exercício físico em jejum, outras que defendem o seu contrario. Genericamente todos nós sabemos que para termos saúde, devemos ter uma alimentação saudável, fazer exercício físico, dormir o número de horas suficiente e ter relações significativas.

Apesar disso,o consumo de antidepressivos e ansiolíticos sobe exponencialmente e estima-se que já em 2020, a depressão seja o segundo maior problema de saúde pública. Cada vez mais crianças, estão a ser diagnosticadas com Défices de Atenção e Hiperatividade. 

Vivemos a um ritmo alucinante, numa sociedade extremamente agitada, muito focada, no sucesso, no ter, e pouco centrada no Ser. Sentirmos que temos de estar sempre a fazer algo,para nos sentirmos suficientemente respeitados, amados e valorizados.Vivemos com níveis elevados de exigência, sentimos que não temos tempo. Exigimos ser excelentes profissionais, excelentes pais, excelentes filhos, excelentes companheiros(as), excelentes amigos. Vivemos em busca da excelência, e sentimos que não somos suficientes, nunca estamos à altura, ficando sempre à margem de nós mesmos.

Neste ritmo frenético, é tão fácil perdermo-nos de nós, sentirmo-nos exaustos, stressados, desenvolvermos sentimentos de frustração, ansiedade e depressão. Quando vivemos em piloto automático, para além de nos desconectarmos de nós, desconetamo-nos dos outros. Neste grau de exigência, sem nos darmos conta, fechamo-nos, isolamo-nos, vamos construindo muros à nossa volta,retirando-nos a disponibilidade para os outros, para as relações.  As partilhas tornam-se inexistentes, superficiais ou pouco significativas. Tantos de nós, deixamos que a rotina entre a casa e trabalho, tome conta da vida! Negligenciam-se as oportunidades de estar com os amigos. As relações conjugais muitas vezes deixam de ser investidas, porque são dadas como adquiridas. Os filhos, desde que tenham as necessidades mínimas satisfeitas e um bom desempenho escolar, descansam muitos dos pais. 

Muitos de nós, sem nos darmos conta, vivemos dentro da cabeça, contraímos o corpo e o coração. E a cada dia podemo-nos sentir mais sós e infelizes e menos em contacto com a Vida, negando a necessidade primordial e existencial a necessidade de partilha que dá significado às relações e à Vida.
Convido-o a que observe, e reflita sobre as suas relações. Que importância tem na sua vida? Como estão as suas relações? Como se encontra o seu comprometimento e a forma como partilha ou se doa-a aos outros?

Quando nos abrimos ao auto-conhecimento, através da partilha íntima e verdadeira com alguém significativa, de alguma terapia, de um curso, de leituras, etc. e nos tornamos mais conscientes, das nossas feridas emocionais, das nossas limitações, tornando-nos íntimos das nossas emoções, num processo de desidentificação, acolhendo e abraçado a nossa história, aos poucos, tornamo-nos mais tolerantes, gentis e compassivos connosco. Abrindo-se um espaço interno de maior abertura e disponibilidade para os outros. Entramos num movimento equilibrado (para que a ordem se estabeleça) entre o dar e o receber, pela entrega mútua e comprometida.

Aceitamos e compreendermos que os outros têm também as suas vivências e certamente histórias de vida diferentes, com experiências diferentes. Vamos-mos dando conta, que todos nós tendemos a fugir das nossas vulnerabilidades, porque não queremos ser magoados, protegemo-nos dos nossos sentimentos. Ao observarmos, e tomarmos consciência, abre-se a porta à humanidade que existem em todos nós.

A partilha intima e profunda é a porta de entrada no coração.  Haverá coisa mais bela do que nos mostrarmos ao outro exatamente como somos, com os nossos medos, as nossas sombras, as nossas fragilidades, com a nossa vulnerabilidade que na verdade existe em cada um de nós.

Apresentarmo-nos aos outros como somos é um ato de confiança, entrega, generosidade e de verdade, que nos torna humanos com tudo o que isso implica. É nesta partilha intima e verdadeira que nos ligamos e compreendemos que somos mais iguais do que podíamos imaginar.
​
É na partilha aberta, generosa, verdadeira, em que atravesso os desconfortos, em que me encontro e me mostro ao outro livre de máscaras, sem proteções, autêntico, neste lugar da vulnerabilidade que os corações se encontram e nos sentimos unidos. É nestas doações abertas e verdadeiras, que nos tornamos mais íntimos, mais inteiros. É desde esse lugar que o coração aquece e se dá o encontro verdadeiro, entre seres. É nesta partilha que que me encontro e encontro o outro e em que juntos prosseguimos cada um com na sua jornada, acolhendo o que cada um sente, tornando-nos responsáveis por cada um de nós.
​
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SÓNIA GRAVANITA
PSICÓLOGA CLÍNICA / PSICOTERAPEUTICA
www.soniagravanita.com
www.facebook.com/soniagravanitapsi
soniagravanita@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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De onde vem o “Ataque de Raiva”?

1/7/2018

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A Raiva, como doença, é causada por um vírus que atinge o sistema nervoso central, levando, quase sempre, à morte. A Raiva, enquanto estado de grande fúria e frustração, pode levar a comportamentos agressivos. Reprimir a zanga, pode conduzir a “ataques de raiva” tendo implicações na sua saúde física e mental e nos seus relacionamentos.
Por Cristina Marreiros da Cunha


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Quando falamos de Raiva, podemos estar a referir-nos a duas situações bem diferentes.

A primeira é uma doença grave que conduz quase sempre à morte. A Raiva, é causada por um vírus que depois de penetrar pela pele (mordedura, lambidela em feridas abertas, arranhões) ou mucosas, alcança células do sistema nervoso periférico e vai avançando até atingir o sistema nervoso central, provocando a inflamação do cérebro (encefalite). O vírus da Raiva (do género Lyssavirus, da família Rhabdoviridae) é transmitido aos seres humanos quase sempre através da saliva infectada de animais mamíferos, tais como, cão, gato, cabra, vaca, cavalo, morcego, castor, macaco, etc, regra geral quando vivem no seu habitat natural (selvagem), ou seja, não estão vacinados e podem estar contaminados.

O período de incubação da raiva no homem é muito variável, podendo ir de alguns dias até um ano, com uma média de 45 dias. Os sintomas podem confundir-se inicialmente com os de uma gripe, com febre dores de cabeça e dores musculares, evoluindo para convulsões, espasmos musculares, perde de sensibilidade, confusão, muita agitação e agressividade, alucinações, dificuldades em engolir, demasiada salivação, aversão à água e paralisia.

Em caso de mordedura, a ferida deverá ser lavada com água e sabão, e deverá ser consultado um médico para seguir o tratamento recomendado. No próprio dia da mordedura poderá ser administrada imunoglobulina humana para a raiva. Devem ser administradas várias doses de vacinas preventivas da raiva em dias determinados.

Sempre que possível, deve apanhar-se o animal que mordeu ou lambeu para observar o seu estado e evolução. O animal infetado, apresentará alguns sinais tais como, mudanças de comportamento, tornando-se “raivoso” e agressivo, dificuldades em engolir, excesso de saliva e paralisia das patas traseiras.
 
A segunda situação em que falamos de Raiva refere-se a um estado de grande fúria e frustração, que conduz a comportamentos agressivos. Como se pode deduzir, este estado de raiva, pode ter parecenças com os comportamentos agressivos de animais e pessoas infetados pelo vírus da raiva, que, como vimos afeta o sistema nervoso.

Muitas vezes confunde-se raiva com zanga e fazem-se traduções abusivas de zanga para raiva, da mesma forma que muitas vezes se confunde tristeza com depressão.

A zanga, tal como a tristeza, é uma emoção que visa a adaptação do indivíduo ao meio, ou seja, é fundamental para a sobrevivência. A sua vivência é essencial à nossa saúde e bem-estar. É a zanga que nos permite defender e proteger-nos, aos mais variados níveis (individual, familiar, comunitário, territorial, direitos cívicos, etc.). A zanga permite-nos um estado de alerta e de preparação para a acção no sentido da sinalização de limites que estão a ser ultrapassados por alguém e que afeTam a nossa sobrevivência, segurança, liberdade, direitos.

Com a raiva estamos num outro patamar. A raiva surge muitas vezes de forma repentina e automática, frequentemente porque, durante muito tempo e nas mais variadas situações, não nos zangámos quando essa seria a atitude mais adaptativa, ou seja, tornamo-nos agressivos, quando não aceitamos as zangas que temos.  Quando não nos autorizamos a zangar, achando que não temos esse direito, julgando que discordar, emitir uma opinião diferente, defender um direito, ou dizer “não” é ser-se desobediente ou agressivo, acontece então que se vai contendo a zanga, não expressando o que deveria ser comunicado, podendo esta atitude acarretar problemas de saúde vários. Quando não lhe prestamos a atenção psicológica devida, a zanga arranja maneira de se exprimir em ansiedade, depressão e, por vezes, em sintomas físicos. Acontece também, que a sua acumulação pode resultar numa explosão ou “ataque de raiva”, quando menos se espera. A raiva, neste sentido, é o acumular de zangas reprimidas, que se manifestam depois de um modo exagerado e intempestivo.

É claro, que se olha para si como uma pessoa sempre zangada, ou se repara noutras pessoas que estão sempre zangadas, alternando entre a zanga e a raiva, isso pode querer dizer que a zanga está a ocupar o espaço de outras emoções, ou seja que a pessoa traduz quase tudo o que sente, em zanga e em raiva.  Esta não é então uma zanga adaptativa, mas sim a única emoção que está disponível para lidar com tudo, ou seja, é uma forma de fugir de outras emoções, é um refúgio. Funcionar deste modo, para evitar, por exemplo, tristezas, vulnerabilidades ou alegrias (sim, há quem evite a alegria, por achar que não pode ou não deve estar contente e por receio do que pode vir depois da alegria…), só nos afasta cada vez mais de nós próprios, e dos outros, sobretudo quando tanta zanga mal gerida e pouco consequente, evolui para amargura, azedume e raiva.

A raiva, enquanto emoção desregulada e extrema, para além de nos deixar emocionalmente desequilibrados, tem repercussões ao nível mental e cognitivo, uma vez que bloqueia a capacidade de raciocínio e de acesso à informação, alocando todos os recursos para si própria (daí a expressão “ficou cego de raiva” ou “estava fora de si”). Ao nível físico, pode provocar arritmias cardíacas, aumento da tensão arterial, alterações sensoriais.
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Concluindo, aceite todas as suas emoções e saiba zangar-se quando for caso disso. Deste modo, pode aliviar tensões, evitar ansiedade, depressão, úlceras, queda de cabelo, urticária, dores várias e algumas outras possíveis manifestações físicas, que podem ter (ou não) causa psicológica.  Pode ainda evitar “ataques de raiva”, que afetam o seu coração, o seu cérebro e ao seu bem-estar psicológico.
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CRISTINA MARREIROS DA CUNHA
PSICÓLOGA CLÍNICA E PSICOTERAPEUTA
www.espsial.com

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018
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Coerência para uma vida mais saudável

1/6/2018

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“A saúde significa harmonia e é síntese de tudo o que é belo”.Thomas Carlyle. Ser coerente, encontrar o equilíbrio corporal, emocional e mental traduz-se na harmonia interna para uma vida mais saudável. Por Rita Sardinha

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Vivemos neste momento numa sociedade que procura cada vez mais soluções para uma vida saudável. A influência dos média, o aumento de terapias alternativas, do número de pessoas que optam por uma boa alimentação e a prática regular de desporto, leva à curiosidade e ao maior interesse de optar por um melhor estilo de vida.
 
Várias medicinas não convencionais defendem que o resultado para uma boa saúde são o equilíbrio e harmonia interna.
 
Fala-se de coerência, quando o que sentimos coincide com o que pensamos e fazemos.
 
“A verdadeira sabedoria de um homem não está nas suas palavras, está na coerência entre o que ele diz e o que ele faz!” Fredjoger
 
Escolher conscientemente a forma como estamos na vida é a resposta para uma boa saúde.
 
Como podemos fazer esta escolha?
 
Se o nosso corpo rejeita um determinado alimento, que se manifesta através da dificuldade em fazer a digestão e sensação de mal-estar, se continuamos a escolher esse alimento não estamos a ser coerentes com a nossa saúde.
 
Escutarmos o nosso corpo e responsabilizarmo-nos como nos alimentamos, é fundamental para encontrarmos o equilíbrio e a harmonia interna.
 
Sabermos eleger os alimentos que são favoráveis ao nosso bem-estar, revela não só coerência, mas acima de tudo essa escolha consciente, que é uma responsabilidade que cada um deve assumir para encontrar o bem-estar pleno.
 
E se temos dificuldade em digerir um cereal e insistimos em o ingerir pelo prazer momentâneo que ele nos traz, essa incoerência manifestar-se-á negativamente na nossa saúde.
 
“A saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo”. Cícero.
 
A perda de equilíbrio emocional pode levar-nos a um mal-estar na nossa saúde. O nosso corpo perde o equilíbrio quando vivemos emoções recalcadas, quando não expressamos os nossos estados emocionais e a nossa verdade. Faz parte do caminho da coerência interna identificar essas emoções, assim como observar e integrar, para haver transformação do estado emocional.

Questões como a ansiedade e o stress, provenientes de emoções bloqueadas e recalcadas como a raiva, frustração, descontentamento, medo ou tristeza, estão muito presentes na sociedade atual. Muitas pessoas procuram nas medicinas não convencionais ou terapêuticas a solução e gestão destes estados emocionais para encontrarem paz, realização, autoestima e uma melhor saúde física, mental e emocional.
 
Identificarmos e observarmos as causas da ansiedade e do stress no nosso dia-a-dia, leva-nos a gerir este mal-estar no corpo e promover um maior estado de harmonia interna e boa saúde. Se permanecemos mais tempos na mente que no corpo, ou se ocupamos mais tempo a pensar no passado do que no presente, geramos estados de ansiedade, pois não estamos a viver em coerência com o todo, nem presentes na realidade á nossa volta.
 
Estamos presentes no dia-a-dia? Ou ocupamo-nos mais a pensar no passado e no futuro?
 
Viver em coerência com o todo que nos habita e está a nossa volta, é o reflexo de que estamos presentes na vida, que nos estamos a cumprir e conscientes da sensação de bem-estar no corpo.

Para sermos coerentes com o nosso corpo e a nossa saúde, é necessário aprender a identificar e expressar conscientemente e na medida justa o que sentimos.

Desta forma construímos um caminho de atenção e presença no corpo.

Um dos fatores importantes para o bem-estar da saúde física e mental é a qualidade do nosso sono, que nos ajuda a ser mais produtivos, a ter mais atenção, memorização, discernimento, clareza mental e emocional.

Um distúrbio de sono traz invariavelmente uma incapacidade de lidar com as emoções, leva-nos a reagir inesperadamente e impulsivamente, trazendo conflitos internos e por vezes externos. Pode ser visível na dificuldade de tomada decisões, ou estados de confusão contínuos.

Assim como é importante dormir bem e ter um sono de qualidade é preponderante saber parar.

Que importância damos ao descanso? Quantas vezes a mente quer continuar e o corpo sente-se exausto e no limite?
A vida para-nos com um mau estar, uma doença, um evento inesperado, um estado de exaustão, ou esgotamento.

Quantas vezes procuramos e dizemos para nós mesmos: estou tão cansado, mas ainda não me permito tirar férias, pois ainda tenho tantas coisas para fazer, ainda consigo aguentar mais até responder a todas as solicitações.

O nosso corpo, na sua sabedoria interna, adverte-nos através de sinais, que espelham a necessidade de mudança e de alteração de hábitos e padrões diários.

“Ficar em silêncio, não significa não falar, mas abrir os ouvidos para escutar tudo o que está á nossa volta” Paulo Coelho

Para uma vida saudável é necessário vivermos por inteiro e em coerência, cultivando o silêncio interno, através da prática de meditação, da expansão de consciência e a escolha de viver no presente atentos à beleza da vida.
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RITA SARDINHA
FORMADORA/TUTORA NA ESCOLA DESENVOLVIMENTO TRANSPESSOAL PSICÓLOGA, COACH E TERAPEUTA TRANSPESSOAL
www.escolatranspessoal.com
rita.sardinha@escolatranspessoal.com

​in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018
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Como vive o seu momento presente?

1/5/2018

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Atenção plena significa a consciência que atingimos quando conseguimos centrarmo-nos plenamente sobre o momento presente e sem julgamento. A atenção plena é pois a capacidade de observação do que nos rodeia, mas acima de tudo, do que emerge na nossa mente, sem crítica. Trata-se de nos compreendermos e aceitarmo-nos tal como somos sem censura.

A atenção plena permite-nos então compreender os nossos padrões de pensamento negativos antes destes se projetarem como uma espiral negativa, progressivamente nefasta para a nossa saúde psicossomática (equilíbrio mente-corpo).

Os padrões de pensamento são muitas vezes vividos como se fossem o único espelho de nós mesmos, uma realidade inquestionável, um mito pessoal, constituído pelas crenças que construímos ao longo da nossa história de vida sobre nós próprios.

O ser humano tende a acreditar de uma forma mais ou menos inquestionável no seu próprio pensamento, mas importa compreender que não somos o que pensamos.

Por vezes, estamos tão focados nos pensamentos negativos que não damos conta do impacto desfavorável que estes têm na nossa vida, no estado de “cegueira” mental em que nos mantêm e no quanto estes podem constituir um obstáculo na realização das nossas potencialidades e objetivos de vida.

Quantos de nós não damos conta de nos encontrarmos presos ao passado, ruminando em experiências já vividas, culpabilizando-nos do que não fizemos, esquecendo e desvalorizando as metas que alcançámos?! Ou, fixos em inquietações antecipadas? Numa espécie de vaivém, que nos faz oscilar entre passado e futuro, quase anulando o presente!

Quando o pensamento está preenchido por boas memórias, motivação, expetativa, seguir o pensamento poderá tornar-se em algo construtivo, no entanto, quando o pensamento encontra-se dominado por medos, angústias, ansiedade e conflitos internos demasiado inquietantes e invasores, e tendemos a aceitar as nossas fantasias como a única versão da realidade, quase ou sem questionamento, o potencial para a ação e realização poderá ficar suspenso no espaço e no tempo, bloqueado ou cercado de insegurança.

Atenção plena ou consciência plena reenvia também para um método de treino mental, comumente conhecido e traduzido por Mindfulness, que se baseia em técnicas de meditação, que se podem desenvolver, quer de forma informal, quer de forma formal.

A prática de Mindfulness centra-se na autorregulação da atenção para a experiência presente, mantendo-se uma atitude de abertura, aceitação, tolerância e curiosidade face aos fenómenos que caraterizam a mente consciente, a sua ação e o corpo.

O conceito de atenção plena (meditação) remonta à tradição Budista Religiosa, tendo evoluído para uma perspetiva médico-psicoterapêutica já pelo menos desde o séc. VIII, mas somente no séc. XX, concretamente nos anos 60, esta ganhou força e divulgação novamente.

Nos últimos anos, muitos autores e investigadores têm procurado um referencial teórico-científico sólido para a meditação, destacando-se o trabalho do médico americano Jon Kabat-Zinn (fundador e diretor da “Clínica de Redução de Stress” e do “Centro de Atenção Plena”, da Universidade de Massachusetts), possibilitando assim a aplicação terapêutica da meditação a um público mais diversificado e vasto.

Com a aplicação terapêutica da meditação, inicialmente verificaram-se resultados satisfatórios em casos de dor crónica, sintomas ansiosos, depressivos e comportamento suicida recorrente, sendo que atualmente a aplicação da meditação se estendeu à generalidade dos quadros clínicos, desde fobias, bulimia, adição às drogas até à esquizofrenia.

Alguns autores da linha do modelo de Terapia Cognitivo-Comportamental, com destaque para Mark Williams (professor de psicologia em Oxford), com a evidência das vantagens da meditação na mente, criaram a Terapia Cognitiva baseada em Mindfulness (MBCT), a qual procura, entre vários aspetos de intervenção, que as pessoas em estados depressivos profundos (como depressão major) tomem consciência, aceitem os seus pensamentos e sentimentos como algo que faz parte da experiência do ser humano, aprendendo através da observação aberta, a serem mais recetivos e menos reativos aos mesmos.

Desse modo, pretende-se interromper os processos automáticos que envolvem culpa, julgamento, questionamento, ruminação e que mantêm as pessoas vulneráveis a novos episódios depressivos.

Atualmente, para além da Terapia Cognitiva, são cada vez mais os modelos da psicologia clínica que aplicam as técnicas de Mundfullness numa lógica integrativa e como um complemento à autocompreensão pelo paciente.

Para além da aplicabilidade clínica da meditação, esta está ao alcance de todos nós no dia-a-dia, seja durante uma refeição, no trabalho, ou nos transportes públicos, através do foco nas atividades exercidas a cada momento e da respiração consciente.

O processo de respiração permite-nos focar no aqui e agora, constituindo uma âncora para a atenção.

Fica a proposta de nos focarmos no momento presente através da atenção plena/Mindfulness, procurando aceitarmo-nos tal como somos, não para perpetuar padrões disfuncionais de ser e atuar, mas para nos compreendermos em profundidade e mudar formas de pensar e agir. 

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CARLA XAVIER
PSICÓLOGA CLÍNICA E DA SAÚDE
www.facebook.com/
carlaxavierpsicoterapia
carlaxavier.psicoterapia@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018
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Resistir à Desmotivação também é promover a Saúde

1/4/2018

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A desmotivação que nos afasta dos nossos maiores desejos é muitas vezes um desafio. É possível adotar técnicas que nos ajudam a resistir à desmotivação e atingir os nossos objetivos.
​Por Lara Nayr


in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018

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Entrámos no quarto mês de 2018. No início do ano, ao bater das doze badaladas, a maioria de nós faz promessas e pede desejos, muitos deles relacionados com a ambição de uma vida saudável em todos os sentidos: Algumas pessoas querem recuperar o peso com o qual se sentem bem, atingir vitalidade e níveis de energia elevados, diminuir o stress ao qual são expostas diariamente, entre muitos outros objetivos.

Apesar de iniciarmos o ano com imensa força e motivação, essa atitude vai sofrendo uma quebra ao longo das semanas, o que faz com que, por volta desta altura do ano, a maioria de nós já tenha desistido de atingir o que, a principio, nos fazia tanto sentido. A pergunta que se coloca neste caso é, Qual será a razão para esta resistência à mudança na nossa vida?

A mudança implica uma saída da nossa zona de conforto. A desmotivação surge quando se encontram as primeiras dificuldades e somos obrigados a explorar o desconhecido e adaptarmo-nos a uma nova realidade. A partir daí, a maioria de nós tende a esquecer aquilo a que se propôs, dizendo para si próprio que o irá fazer noutra altura, quando se reunirem as condições propícias, ou seja, exteriorizando pequenas desculpas que validem a sua atitude.

Como podemos, então, resistir a esta desmotivação que nos demove dos nossos mais importantes objetivos?

* Escrever uma lista onde conste o que é que querem mudar e que benefícios isso irá trazer à vossa vida. - Este exercício pode ser extenso, uma vez que o importante é a exteriorização de tudo o que sentem em relação a essa mudança e aos resultados que isso pode trazer.

* Visualizar os resultados que a mudança irá trazer às vossas vidas. - Se o vosso desejo é aprender a lidar e a diminuir o stress diário, imaginem-se calmos e em segurança. Sintam como é gratificante atingir esse resultado.

* Entender como é que podem tornar essa mudança em algo que implementam no dia a dia para significar uma transformação no estilo de vida. - Se o vosso foco está em elevar os níveis de energia, comecem por perceber de que forma podem ir descansar mais cedo e fazer refeições que vos ajude nesse sentido.

* Colocar em prática tudo o que listaram, relembrando o que sentem quando se visualizam a atingir os objetivos a que se propuseram.

* Todos os dias escrever o que fizeram para chegar ao objetivo que desejam, como se sentem e quanto tempo demoraram.

Para que seja possível resistir à desmotivação provocada pelo receio de sair da zona de conforto, é importante refletir sobre o facto de se sentirem como a maior prioridade para vocês próprios. É necessário que todas as atitudes tomadas sejam no sentido de promover o amor e não o desagrado, o pessimismo e o descontentamento, como por exemplo:  Queremos atingir um determinado peso porque queremos sentir-nos ágeis e saudáveis e não porque não gostamos de algum aspeto do nosso corpo.

Como reconheço a dificuldade que existe no levantamento de hábitos que podem significar total melhoria a nível da saúde e bem-estar, deixo-vos alguns que podem implementar já a partir de hoje: * Iniciar o dia com algum ritual que vos faça sentir bem, que leve o vosso corpo e mente a despertar de forma feliz. O ideal é fazerem algo que vos acorde como por exemplo alguns alongamentos, para o caso de terem apenas cinco minutos disponíveis, yoga, uma corrida, caminhada, entre outros.

* Beber água morna com sumo de meio limão em jejum para ajudar na hidratação e fortalecer o sistema imunitário;

* Fazer refeições que vos façam brilhar de dentro para fora, sem sensação de culpa;

* Ter uma rotina noturna que envolva desligar a mente. Podem recorrer a um chá calmante, queimar óleo essencial de lavanda, ou ler um livro.

O meu desafio para este mês de abril é que voltem novamente a relembrar os objetivos aos quais se propuseram no início do ano e que resistam a toda a desmotivação que pode implicar torná-los uma realidade na vossa vida. Posso contar com a vossa determinação?

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LARA NAYR
FUNDADORA DO PROJETO:“EUQUILIBRIO”
www.facebook.com/euquilibrio
euquilibrioblog@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Não há mal que sempre dure, nem bem que sempre perdure!

1/3/2018

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A ilusão de que temos o poder de guardar aquilo que gostamos e evitar o que pode causar danos à nossa acostumada tranquilidade, compromete o nosso estado de ânimo e fragiliza a nossa saúde em geral. Por Susana Milheiro Silva

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Este sábio provérbio popular diz-nos que nada é como é de um modo permanente. Viver consciente desta realidade é um precioso contributo para preservar a saúde mental e física. Então porque tendemos a nos esquecer que tudo o que preenche a nossa circunstância de vida está em permanente mudança?
 
Uma possível razão prende-se com a nossa necessidade básica de segurança. Aquilo que conhecemos bem, as “nossas” pessoas, os locais onde nos deslocamos regularmente, as tarefas que realizamos, geram sensações de maior ou menor conforto, mas acima de tudo fazem parte do meio em que a nossa identidade está habituada a se mover. Ou seja, sem previsíveis surpresas. Mas na realidade trata-se de uma ilusão. Com frequência sucedem-se eventos de vida que não antecipámos e nos obrigam a adaptarmo-nos a novas realidades.

Viver “agarrado” à ilusão de que temos o poder de guardar para sempre aquilo que gostamos e evitar o que nos pode causar danos à nossa acostumada tranquilidade, compromete o nosso estado de ânimo e fragiliza a nossa saúde em geral. Na verdade, quanto maior for a nossa capacidade de nos adequarmos à nova realidade que a vida nos “presenteia”, mais evoluímos, crescemos enquanto seres humanos, tornamo-nos mais maduros. Mas, se aceitamos bem o que nos traz bem-estar, já a dor que surge, gostaríamos que fosse efémera. Sabemos que o que sentimos não durará para sempre, que vai passar também, mas o tempo em que se manifesta parece infinito. A maioria de nós carece de competência emocional para lidar com a frustração, a dor psicológica, ou mesmo a física. Crescemos sob os conselhos de quem nos quer bem e proteger, com a crença que devemos ser ou nos mostrarmos fortes perante os outros.

Desde tenra idade somos levados a tentar ignorar a dor. Nos primeiros passos, ao cairmos, se ficamos com um joelho esfolado ou uma mão arranhada, ouvimos: “Já passou!”

Esta incoerência entre o que a criança está a sentir no momento e o que lhe dizem, gera um mecanismo de rejeição como via para “ocultar” a dor. Daí ser difícil aceitarmos, acolher e observar desde um outro estado de consciência, que os estados de desconforto emocional são também impermanentes.
Certamente que a nossa perceção sobre a transitoriedade da dor seria diferente se desde a infância tivéssemos escutado: “Sei que está a doer, mas não tenhas medo, vai passar.”

A “Organização Mundial de Saúde” (OMS) define a saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeções e enfermidades”. Assim, a par com uma alimentação equilibrada, algum exercício físico moderado, é igualmente importante que nos dediquemos a observar a nossa corrente de pensamentos como um meio de preservação da saúde; aquilo que nos causa aversão e o que desperta avidez; o que evitamos e o que perseguimos; o que queremos e o que precisamos genuinamente. Existem várias práticas que estimulam o incremento do foco de atenção no momento presente e contribuem para alcançar estados de consciência que nos apoiam neste propósito.

A meditação formal, exercícios de mindfulness, ou modalidades de movimento corporal como o yoga, qigong ou tai chi. Todas contribuem para desenvolver a atenção e a consciência na relação corpo-mente. A perceção que existe uma ligação contínua entre o nosso corpo e o modo como a psique se relaciona com a nossa circunstância de vida, alerta-nos para a necessidade de cuidarmos das várias vertentes do nosso Ser.

Desde um estado de consciência que compreende a Vida como uma experiência de aprendizagem, valorizamos a sua constante impermanência a certeza da sua finitude como a conhecemos.

O que é ruim permite valorizar o bom. A escassez de tempo intensifica a satisfação que podemos retirar de cada vivência. Os insetos efémeros vivem pouco mais do que algumas horas e têm como única missão de vida perpetuar a sobrevivência da espécie. Alguns de nós conduzimos a vida como nunca acabasse. Adiamos, sabotamos oportunidades, esperamos que chegue o momento adequado.

Os japoneses têm um conceito de vida sobre a natureza. O Waba-Sabi. Apreciam tudo o que é perecível e imperfeito. Valorizam a beleza das coisas pela unicidade da imperfeição e da impermanência em si. Por outro lado, o mundo ocidental sobrevaloriza o perfeito, o correto, o adequado. A força da crença que o nosso mundo ficará mais "perfeito" quando obtivermos algo mais externo a nós que preencha determinados requisitos, que nos fará mais felizes, prende-nos mentalmente ao futuro e impede-nos que desfrutemos do presente como ele é.
​
Podermos apreciar o que é enquanto existe, conscientes que um dia, nós e o que “temos” desaparecerá, permite-nos que nos relacionemos de um modo apaziguado com o que chega de imprevisto. A aceitação da inconstância das coisas, é o seu mediador mágico.
​
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SUSANA MILHEIRO SILVA
PSICÓLOGA CLÍNICA, VIA® APRENDIZAGEM INTEGRATIVA DA VIDA
CONSULTORA MINDFULNESS PELA EEDT. MEMBRO FUNDADOR DO CLUBE UNESCO-KIRON
www.susanamilheirosilva.com
www.facebook.com/susanamilheirosilva

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018
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A Arte de Julgar

1/2/2018

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A arte de julgar reflete negativamente na nossa qualidade de vida. Apontar o dedo de uma forma desconstrutiva acaba por nos retirar energia, que deveria ser canalizada para ações mais produtivas. Por Joana Tomás Pereira

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Tão fácil julgar, tão fácil apontar o dedo, tão fácil ter uma opinião do que o outro faz, tão fácil observar o exterior, vive-se “em crítica” a tudo que está vivo. Assim se constrói uma vida, em constante espelho com o demais.
 
Que este reflexo pudesse ser mais produtivo na avaliação daquilo que constitui a personalidade humana. Desta forma, Seres mais equilibrados, solidários, harmoniosos, humildes, compassivos e ternurentos formariam as sociedades, produzindo menos doença, mais saúde, menos guerra, mais paz.
 
Manter o Corpo a Mente e o Espírito a trabalhar numa sintonia perfeita, pela abençoada oportunidade e capacidade de observação do que o exterior reflecte o que em cada um vive, será a chave para a conquista de um Universo que se tornará perfeito, através da aparente imperfeição daquilo que o define.
 
Um ato de vandalismo, uma conduta de stress na condução de um veículo, uma traição, um roubo, a tudo isto e muito mais uma resposta automática vem do interior humano apontando o dedo a quem assim se comporta, trazendo desconforto pela falta de paciência e de entendimento do porquê que terá levado o outro a tais atos. Aqui nasce a oportunidade de resgatar, não só o Amor por nós mas também pelo próximo, constatando que qualquer ação menos saudável emergiu de um conjunto de experiências menos positivas que marcas deixaram e que são libertadas através de comportamentos/ações menos próprias. E na humildade e transparência devemos assumir que todos nós já agimos de forma menos correta em diversas situações.
 
Quanto mais abertura e aceitação de que cada qual vive a sua experiência e que vai atraindo para si aquilo que precisa para crescer como um Ser mais completo, mais harmonia e paz vai crescendo no coração dos Homens.
 
Ao observarmos a nossa resposta, aos comportamentos alheios, baseada em crenças enraizadas que povoam a mente humana, temos a oportunidade para nos conhecermos melhor. Esta atitude de introspeção faz de nós seres sábios, em profundo crescimento, contribuindo assim para um futuro social mais saudável.
 
Este crescimento irá fazer com que um conhecimento genuíno de quem somos possa refletir-se em diversos setores da sociedade. Até o acto de eleger um líder governamental passa a ser mais assertivo, no sentido de termos uma opinião mais neutra, contribuindo para um voto mais consciencioso de quem terá mais capacidade para governar um país com mais maturidade, focando-se nos pontos mais problemáticos que desfavorecem a qualidade de vida de muitos.
 
Falar da vida alheia, ter uma atitude constante de crítica e cobrança, ocupa as nossas mentes com matéria pobre que poderá ser vista como uma defesa para fugirmos de nós próprios. Aparentemente, de uma forma inconsciente é bem mais fácil ter esta postura do que a coragem de vermos que aquilo que defendemos como sendo o correcto nem sempre é o que fazemos com a nossa Existência.
 
Uma parte da magia da vida é ter presente que através da constante observação dos nossos julgamentos estamos a fotocopiar-nos e se analisarmos minuciosamente essa imagem, encontramos o botão que nos proporcionará a transformação. Esta atitude, que não irá contribuir para a mudança no outro, mas sim para a nossa própria estabilidade, irá reflectir-se em mais espaço vazio para usufruirmos da arte de viver em leveza e simplicidade. Mais saúde mental será conquistada, usufruindo de uma vida mais saudável, os nossos órgãos agradecem e responderão com uma performance mais eficaz no combate a doenças.
 
Ao viajar pela vida com esta consciência, chegaremos ao fim desta veste com o coração cheio, pois fizemos o que estava ao nosso alcance para proporcionar, primeiro a nós e depois a quem nos rodeia, uma Existência serena, de bem com o Todo.
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JOANA TOMÁS PEREIRA
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joana.tomas.pereira@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018
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