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Quando saber esperar não é uma virtude

1/11/2018

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Como a procrastinação pode afetar o relacionamento com os outros e o que fazer para quebrar o hábito de adiar e encontrar estratégias para mudar. Por Vanessa Yan

in REVISTA PROGREDIR |NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​O que é procrastinar?
A procrastinação é uma forma de fracasso autorregulatório no qual adiamos voluntariamente um curso de ação apesar de esperarmos um resultado pior devido a esse mesmo adiamento (Steel, 2007). Ou seja, é adiar o que temos de fazer, mesmo sabendo que vamos sofrer consequências negativas. Entre 20 e 25% dos adultos normais nos EUA e noutros países foram classificados como “procrastinadores crónicos”, ou seja, indivíduos que adiam desnecessariamente tarefas importantes em diversas áreas da vida: saúde, trabalho, escola e relacionamentos (Ferrari, Barnes e Steel, 2009).

Embora todos nós já tenhamos adiado algo, nem todos somos procrastinadores. Adiar e procrastinar não são a mesma coisa. O adiar desnecessário, irracional ou até nocivo de tarefas importantes para o próprio bem-estar, é o que distingue a procrastinação do “adiar estratégico” (Klingsieck, 2013), onde as eventuais consequências negativas serão mais tarde ultrapassadas pelas positivas. Por exemplo, quando mantemos um relacionamento momentaneamente difícil, esperando que melhore assim que algumas situações sejam ultrapassadas, como a morte de um familiar ou o nascimento de um filho.

Os procrastinadores crónicos costumam ter uma baixa conscienciosidade, persistência e autoestima, o que os pode levar a autossabotarem as suas próprias ações por medo de falharem (Ferrari e Díaz-Morales, 2007). Parece um contrassenso mas, se eu nem tentar fazer algo, como poderei falhar?
 
Como procrastinar pode prejudicar os relacionamentos
A procrastinação pode ter um impacto significativo em todas as áreas da vida, incluindo nas relações afetivas, que se podem tornar tensas e conflituosas, sobretudo com os familiares e amigos mais chegados (Ferrari, Harriott e Zimmerman, 1998). Por exemplo, pode frustrar e/ou enfurecer um parceiro porque as tarefas que têm de ser realizadas (como as domésticas) são frequentemente adiadas. Num estudo publicado em 2013, a psicóloga Katrin B. Klingsieck desenha o retrato do típico procrastinador:
  1. Os homens tendem a procrastinar mais do que as mulheres; uma evidência é o facto de a maioria deixar a escola mais cedo.
  2. Com a idade, vamos procrastinando menos;
  3. Os procrastinadores tendem a investir menos num relacionamento estável, mantendo-se solteiros. Para além de adiar o início das relações, também tendem a adiar o fim de um relacionamento infeliz.
O arrependimento está muito ligado à procrastinação, sobretudo devido àquilo que não se fez. Está provado que as pessoas arrependem-se mais do que não fizeram do que do que fizeram. Com passar do tempo, o arrependimento pelo que fizemos menos bem esbate-se enquanto que em relação ao que nem chegámos a fazer intensifica-se (Ferrari, Barnes e Steel, 2009). Tendo em conta as suas frequentes inações e indecisões, é de esperar que os procrastinadores sofram com arrependimentos, sobretudo numa fase mais avançada da vida.
 
O que pode fazer para vencer a procrastinação?
O primeiro passo é tomar consciência. Há que sair do chamado estádio de contemplação, onde existe resistência à mudança e a crença de que não há motivo para mudar. É fundamental encontrar em si mesmo a razão de mudar e os benefícios para a sua vida e a dos outros (e também os riscos de não o fazer). Só depois pode avançar para os outros estádios da mudança: preparação, ação e manutenção ­­­(Miller e Rollnick, 2012).

O segundo passo é perceber quais os motivos que levam a procrastinar e que tipo de modelos mentais limitadores estão por detrás. Alguns exemplos:

“Não sei por onde começar tudo o que tenho de fazer.”- Faça um pouco cada dia, em vez de acumular até chegar a proporções demasiado difíceis de lidar (seja arrumar a casa ou escrever a tese). Se houver um prazo, não deixe para o último minuto. Muitos procrastinadores pensam que funcionam melhor sob pressão, mas isso equivale a dizer que não têm controlo sobre as circunstâncias. Estabeleça um plano para cada um dos passos e respeite-o.
 
“Não sei como fazer.”- Muitas vezes, temos muito mais do que pensamos. Seja o apoio de alguém ou a memória do que já conseguimos alcançar. Encontre também formas de conseguir as ferramentas ou competências que ainda lhe faltam tirando um curso, lendo livros e, sobretudo, praticando. Tenha paciência com o processo de aprendizagem. Quanto mais praticar, melhor vai consegui fazer. 

“Tem de ser perfeito, senão não vale a pena!”- O medo da crítica e da rejeição advêm de uma tentativa de preservar a autoestima. A procura da perfeição, inalcançável, remete-nos para um futuro incerto e leva-nos a adiar por medo de falhar. Foque-se no momento, no que está a fazer agora, mais do que no resultado. Desfrute do processo, faça para si e não para os outros. Seja compassivo para consigo, estabeleça padrões razoáveis e não se compare aos outros; ao dar-se permissão para não ser o melhor, cria as condições para que as suas qualidades únicas transpareçam.
​
Finalmente, mantenha-se no caminho, mesmo quando ocorrerem retrocessos. Estes são normais e fazem parte do processo. Na mudança, a fase da manutenção implica a renovação diária do nosso compromisso para com a ação, para com o nosso bem-estar. Só assim poderá quebrar o hábito de procrastinar e reencontrar uma nova forma de viver melhor consigo e com os outros.
 
 
Referências bibliográficas:
Ferrari, J. R., Barnes, K. L., & Steel, P. (2009). Life Regrets by Avoidant and Arousal Procrastinators: Why Put Off Today What You Will Regret Tomorrow? Journal of Individual Differences, Vol. 30(3):163–168.
Ferrari, J. R., Harriott, J. S., & Zimmerman, M. (1999). The social support networks of procrastinators: Friends or family in times of trouble? Personality and Individual Differences 26, 321-331.
Klingsieck, K. B. (2013). Procrastination: When Good Things Don’t Come to Those Who Wait. European Psychologist 2013; Vol. 18(1):24–34.
Miller, W. R., & Rollnick, S. (2012). Entrevista Motivacional, Preparando as Pessoas para a Mudança (3ª Edição). Climepsi Editores.
Psychology of Procrastination: Why People Put Off Important Tasks Until the Last Minute. (2010). Five questions for Joseph Ferrari, PhD. American Psychological Association (www.APA.org).
Steel, P. (2007). The nature of procrastination: A meta-analytic and theoretical review of quintessential self-regulatory failure. Psychological Bulletin, 133, 65–94.
Steel, P., & Ferrari, J. R. (2012). Sex, Education and Procrastination: An Epidemiological Study of Procrastinators’ Characteristics from a Global Sample. European Journal of Personality, Eur. J. Pers.
​
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VANESSA YAN
PSICÓLOGA ORGANIZACIONAL, CERTIFICADA EM INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E COACHING PSICOLÓGICO
www.linkedin.com/in/vanessa-yan
psic.coach.vanessa.yan@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR |NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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O disfarce Dissonante nos Relacionamentos

24/9/2018

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O que é que tu desejas para a tua vida? Como é que te relacionas contigo e com o mundo? A maior parte do tempo vivemos com uma máscara para tentar protegermo-nos, mas do quê? Quais são as consequências das máscaras? Por Yolanda Castillo

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

 Como seres humanos, somos compostos por energia, que para além de dar forma à estrutura física de nosso corpo, também se manifesta na informação que transmitimos em forma de pensamentos, sentimentos e emoções. Por isso mesmo, somos nós, com a nossa atitude quem moldamos e transformamos esta energia em qualidades e capacidades que nos ajudam a acionar na nossa vida, mas que também nos permite estar de uma maneira ou de outra

Uma destas qualidades ou capacidades é a socialização. Somos empáticos e sociáveis por natureza. Instintivamente necessitamos de nos relacionar com outras pessoas e com o mundo. É essencial para manter o equilíbrio e viver de forma harmónica.

Mas uma questão essencial na vida é, com quem é que nos relacionamos?

Em qual frequência vibram as pessoas com as que mantemos relações ou as quais estamos vinculados? Harmónica ou dissonante?

Como forma de autoproteção, a resposta é automática, certo? Harmónica!

O que é que nos levaria a relacionarmo-nos com pessoas dissonantes e envolvermo-nos em relacionamentos tóxicos?

Seria suposto rejeitarmos estas situações, porque intuitiva e instintivamente, desde a nossa étapa como crianças, procuramos ser livres, amados e muito felizes. Por isso, um relacionamento dissonante não parece preencher estes requisitos.

Cobrimos os olhos da consciência com uma máscara, para não olhar para a realidade desta situação: vivemos num constante baile de máscaras, que é a vida, como se fosse uma grande obra de teatro que muda de cenário de forma constante. Sentimos dificuldade em criar vínculos sinceros e também relacionamentos verdadeiros e harmónicos, porque não sabemos como o fazer.

Porque a primeira relação dissonante que mantemos é connosco. Criamos um disfarce com o que aprendemos a viver, e torna-se parte de nós. Disfarçamo-nos perante nós próprios, por causa do medo a sentirmo-nos imperfeitos, a não cumprir as supostas expetativas dos outros. Mas sobretudo as nossas. Crescemos relacionando-nos com nós mesmos com a barreira das autoexigências,  pelo medo de não sermos merecedores ou de não estar à altura do bom que nos traga a vida e os relacionamentos.

Por isso, disfarçamo-nos, para tentar esconder, ocultas as carências emocionais, a falta de amor- próprio, de aceitação, para assim evitar que os outros nos rejeitem. Relacionamo-nos de um modo completamente dissonante com nós mesmos, então, como pretendemos que os relacionamentos com os outros de outro modo?

Como é que alguém nos vai amar de forma sincera, livre, espontânea e incondicional, se esta forma de amar é desconhecida para nós?

A primeira relação de amor honesta, fluída, sincera e genuína, é a que mantemos com nós mesmos, que somos o grande amor de nosso vida.

Aceitas um desafio?

Esse desafio que vai mudar a tua vida e que te vai permitir ter o amor que tanto desejas, e que te relaciones sem medo do mundo, da crítica ou do julgamento. Esse que te vai permitir sair da frequência dissonante dos relacionamentos.

Tu és um ser maravilhoso e perfeito, cada uma das tuas qualidades, das que tu consideras defeitos e fortalezas, fazem de ti, a pessoa que tu és. Permitem-te aprender, crescer, sonhar, sentir e viver plenamente. Mas para isso é preciso que faças uma coisa, só uma: mudar a forma como te relacionas contigo, só dessa forma podes mudar a maneira de te relacionar com os outros.

Aceita-te, ama-te e aprender a viver contigo de forma honesta e sincera, porque só desta forma podes aceder ao incrível mundo que há no teu coração, um mundo onde só há lugar para o amor. Relaciona-te sem disfarces, eles são desnecessários para ti! Porque em ti, há milhões de qualidades, cores, matizes que te tornam único e perfeito.

Sê espontâneo contigo mesmo é o teu desafio, dança, flui, sente-te. Vivemos em “piloto automático” e nem sequer nos permitimos sentir, amar! Quando és espontâneo contigo, não precisas de te disfarçar, de ser alguém que na realidade não és.

Qual é a diferença entre sermos espontâneos ou viver disfarçados?

Atingimos o verdadeiro amor, a felicidade, a liberdade e a plenitude, essas sensações tão desejadas por cada um de nós, no percurso da vida.

Somos energia, por isso, o que atraímos para a nossa vida, é aquilo que nós emanamos, incluindo nos nossos relacionamentos.

Se vivemos a vida com uma capa para ocultar o disfarce que nós criamos, iremos atrair para a nossa vida, alguém que faça o mesmo, alguém dissonante. Então com quem é que tu te relacionas é um disfarce ou alguém espontâneo que não tem medo de ser verdadeiramente quem ele é?

Transforma-te e acaba com os relacionamentos dissonantes e tóxicos na tua vida, começa uma vida rodeado de relacionamentos espontâneos e fluidos!

Sé feliz! Ama-te! Flui e constrói relacionamentos harmónicos para a tua vida.
​
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YOLANDA CASTILLO
TERAPEUTA, NATUROPATA, DOULA
www.centromholistica5.wixsite.com/centrom-holistica
centro.medicina.holistica2013@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Ansiedade nos Relacionamentos

1/9/2018

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A ansiedade é uma emoção normal, associada à insegurança e medo, mas que nas quantidades certas, tem a função de acelerar a busca pelo crescimento pessoal e profissional não só nos relacionamentos mas também na vida. Por Artur Gomes

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Vamos começar por dividir este artigo clarificando os dois termos que lhe dão nome: “Ansiedade” e “Relacionamentos”
 
Para que fique claro, a ansiedade pode existir nos mais diversos tipos de relacionamentos, sejam eles amorosos, de amizade, familiares ou profissionais e as suas causas são normalmente associadas à insegurança e ao medo (emoção extremamente importante e poderosa que permite saber como reagir quando há algo hostil à volta).
 
O que significada ansiedade?
 
Desde a proposta de qualquer ação ou acontecimento até à sua realização ou resultado, as pessoas vivem um intervalo de espera, de expetativa. Este  esperar ou ansiar, que é perfeitamente normal no nosso dia-a-dia, pode no entanto levar à perturbação do espírito causada pela incerteza, originando a possibilidade de aflição, angústia ou ansiedade patológica.
 
Nos relacionamentos, o problema da ansiedade acontece quando esta emoção é acionada incessantemente, levando o organismo a entrar em colapso, porque quando a pessoa sofre de ansiedade ao sentir qualquer contratempo trata-o no seu cérebro como se fosse uma catástrofe.
 
Na sociedade em que vivemos, em que nos relacionamos cada vez com mais pessoas e em que tudo acontece a uma velocidade frenética, o terreno é fértil para a existência de uma ansiedade patológica: “Ainda não me ligaram”; “Liguei e ninguém atendeu”; “Enviei mensagem que não foi imediatamente respondida”; “Continuo à espera daquela mensagem/e-mail que não chega”; “O pagamento ainda não foi feito”. Algum destes comentários lhe parece familiar? Que atire a primeira pedra quem nunca ficou agarrado ao telemóvel à espera da resposta depois de visto o sinalzinho de “lido” do Whatsapp ou com aquela interminável mensagem de “Escrevendo”
  
Agora esperamos tudo num milésimo de segundo, e se a reação da pessoa ao que acabamos de lhe dizer não é a esperada, a auto-estrada dos pensamentos negativos fica aberta com via verde.
 
Mas não importa a época: imprevistos indesejados e situações negativas vão sempre existir, logo a ansiedade natural irá sempre existir, inclusive na antecipação de momentos que consideramos felizes, como o primeiro dia no novo trabalho, o dia do casamento, do nascimento do nosso filho/a, etc.
  
Quando a ansiedade é normal e quando passa a ser uma doença?
 
A ansiedade é uma emoção normal, e que nas quantidades certas, tem a função de acelerar a busca pelo crescimento pessoal e profissional, ou seja, nem sempre a ansiedade é um quadro clínico. A ansiedade é também um recurso biológico necessário e uma reação natural do corpo para se agir perante ameaças reais, uma vez que o problema é encarado antecipadamente.
 
O problema acontece quando algo se torna uma preocupação excessiva e a  mente fica repleta de pensamentos negativos. Esses pensamentos que dominam a mente, tornam praticamente impossível agir de maneira eficaz, atrapalhando a rotina, o trabalho, a motivação, concentração, vida pessoal, relaxamento e até as noites de sono e isso provoca o estado patológico.
 
Nos relacionamentos a ansiedade leva as pessoas a ficarem cada vez mais tóxicas conduzindo ao seu contínuo afastamento. Quanto mais isolada a pessoa se sente, mais insegura ficando assim ainda mais difícil debelar o problema, gerando mais ansiedade numa próxima relação.
 
O que fazer?
Existem algumas dicas saudáveis que deve começar a por em prática:
  • Pense positivo: Quem sofre de ansiedade normalmente tem pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. Se ainda precisa de se preocupar, escolha um horário para as preocupações e ofereça a si mesmo alguns minutos para se preocupar. Mas apenas o faça nesses minutos, e procure reduzir esse período diariamente.  
  • Viva no presente: não fique à espera do que a vida tem para lhe oferecer por mais que acredite na lei da atração.  
  • Esteja em atenção plena tanto quanto possível. Aprenda a estar consigo mesmo(a) e usufrua do silêncio.  
  • Aprenda a respirar e relaxar: separe um tempo do seu dia e dedique-o somente a si. Procure descansar e dormir tranquilamente.  
  • Medite, faça yoga ou outro tipo de exercício físico: nada melhor do que exercitar-se para se livrar de todas as energias e pensamentos  negativos que antes povoavam a sua mente. Ao fazer exercício liberta dopamina (molécula da motivação ou hormona do prazer).
  • Organize seu trabalho: Se o excesso de trabalho é uma realidade: pare, respire e “keep calm”. Procure organizar as suas prioridades. Saiba fazer pausas.
  • Tenha uma vida além do trabalho: se você sai do trabalho, mas o trabalho não sai da sua cabeça, procure ajuda.
  • Encontre um propósito. Um processo de Coaching pode ser de extrema utilidade para encontrar as respostas que procura dentro de si e ajudar a viver de forma plena e atingir todo o seu potencial.  
  • Se se encontra num estado de ansiedade mais avançado, procure ajuda especializada de profissionais como psicólogos, psiquiatras ou psicanalistas.
Qualquer que seja o relacionamento que lhe provoca ansiedade, faça a si mesmo(a) estas perguntas:
Este relacionamento vale (mesmo) a pena salvar?
Está disposto (a) a mudar mesmo que a outra pessoa não mude?
Está a amar-se a si mesmo (a) mais que ao outro (a)?
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ARTUR GOMES
MASTER COACH, HIPNOTERAPEUTA E TRAINER NO ICL – INSTITUTO DE
COACHING E LINGUISTICA
www.criscarvalho.com
artur@criscarvalho.com

​in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Sim, sim. Não, não!

1/7/2018

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A Raiva na primeira pessoa.
Por Bibiana Danna


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​“Desde pequena me sinto inadequada, um peixe fora d`água. Sempre tive a impressão de que todos me observavam e julgavam
 
A solução que encontrei para reparar a ausência de atributos foi usar a máscara de “boazinha”. Dormia e acordava com ela.
 
Com o tempo, a máscara ficou de tal forma colada em mim, que já não sabia, mas quem eu era. Essa situação criou uma deformação em mim, útil em vários momentos, mas que me impedia de crescer e de ver a minha verdadeira face.
 
Era uma escravidão. Tinha que me libertar desse condicionamento, mas o medo de ser rejeitada me fazia recuar.
 
Os anos passaram e a máscara gerava sofrimento, angústia e uma sensação de impotência. Parecia que os relacionamentos eram mantidos por mim, sem qualquer reciprocidade das pessoas que faziam parte da minha vida.
 
O fardo que carregava era enorme. Sentia um cansaço físico e mental. Lutava pela e para a sobrevivência, nada mais. O papel por mim desempenhado enfraquecia a transparência das relações que se mantinham baseadas na superficialidade.
 
No meu íntimo ia crescendo uma raiva alimentada por pensamentos que matavam a minha paz de espírito.
 
Ficava irritada com as pessoas por achá-las sem noção, inconvenientes e manipuladoras. Essa visão distorcida da realidade sugava as minhas energias e me impedia de abandonar a muleta da “eterna boazinha”.
 
Anos de terapia, ficava andando em círculos, quando sabia o que tinha que ser feito. Passei por profissionais excelentes. Só que eles não poderiam fazer o que a mim me competia.
 
Quando chegava perto da hora da mudança, parava a terapia e dava uma boa razão para isso. Até que um dia, mais madura e um pouco menos teimosa, resolvi retornar.
 
Estava a passar por vários problemas, além dos existenciais, e depois de alguns meses algo em mim despertou. Senti um incómodo e percebi que a máscara não estava mais tão presa. Acho que tudo começou com a seguinte afirmação do terapeuta:
 
- Chegou o momento de você encarar os fatos. Você já se perguntou o que ganha sendo a “boazinha”?
 
Fiquei contrariada com as palavras certeiras dele. A minha face ficou quente e rubra. Os meus olhos pareciam duas bolas de fogo. Tentei desviar o olhar. Contudo, antes que eu me pudesse recompor e responder, veio outro golpe:
- Vou lhe facilitar a resposta. Na verdade, essa sua artimanha nada mais é que uma forma inteligente, hábil, de conseguir o que quer. Mantendo um bom relacionamento e sempre dizendo: sim, sim, quando muitas vezes quer dizer não, não; você acaba manipulando as pessoas.
 
Fiquei sem voz. Queria falar, defender-me, mas não tinha argumentos. Sem dúvida, um dos muitos bons motivos para ser a “boazinha” era conseguir comprar o amor e admiração das pessoas e com isso ter benefícios de toda ordem.
 
Saí da consulta em transe. Um misto de choque e alívio. A duras penas e de uma forma nua e crua entendi qual era o verdadeiro significado da criação da minha personagem.
 
A partir desse dia, dei-me alta da terapia. Comecei a mudar a forma como me relaciono com as pessoas. Muitas delas dizem não me conhecem mais. E realmente não conhecem. Abandonei a raiva que sentia ao desistir de tentar corresponder às expetativas alheias em troca de um suposto amor.
 
Os meus relacionamentos amadureceram quando finalmente percebi que a raiva era criada por mim ao dizer sim, sim, quando, na verdade, queria dizer não, não!
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BIBIANA DANNA
ADVOGADA E AUTORA DE TEXTOS SOBRE A VIDA E RELACIONAMENTOS QUE A ENVOLVEM DE MANEIRA HOLÍSTICA
www.almamulher.wordpress.com
bibiana.danna@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Coerência nas relações Amorosas

1/6/2018

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A nossa biografia reflete sem contornos e de forma explícita todos os padrões e dores que temos acumulado do passado. Podemos nos referir a esse passado como sendo desta e de outras vidas.
​Por Maria Gorjão Henriques


in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

O tipo de relações que mantivemos e os padrões que criamos para nós geraram sensações no corpo físico e emocional onde a mente ficou presa e se alimenta. São essas sensações que impulsionam a nossa vida e são perpetuadas de vida para vida através da lei da atração. A necessidade do inconsciente de repetição e criação das mesmas sensações nesta vida é que vai criar o padrão emocional e a forma de pensar e agir perante determinadas circunstâncias.

É impossível termos uma vida que não seja o reflexo do nosso mundo interior. No caso da relação amorosa ela é, sem duvida, o reflexo da lealdade, intimidade, necessidade de presença, Amor, respeito, dedicação e compaixão que praticamos para connosco.

É um privilégio entender que tudo o que acontece na nossa vida amorosa reflete não apenas o Amor e respeito que temos por nós próprios mas também a forma como tomamos a Vida dos nossos Pais e, no caso de os ter, dos nossos irmãos mais velhos.

Ser coerente nas relações amorosas será permitir e dar ao outro a mesma liberdade interna que precisamos para nós.

Ser coerente nas relações amorosas será não pedir ao outro que preencha ou repare o que trazemos de trás e não queremos ver ou confrontar.

Ser coerente nas relações amorosas será assumir a nossa parte de responsabilidade no que sentimos não estar harmonizado e pacificado.

Ser coerente nas relações amorosas é não esperar que o outro seja o que precisamos ou queremos que seja e assumir que o que nos dói denuncia a parte de nós que não cuidámos e amámos o suficiente.

Ser coerente nas relações amorosas será assumir o outro como um espelho perfeito de nós mesmos e aproveitar tudo o que é denunciado para observar, sem reagir, de forma a conseguir Amar a parte de nós que ainda não consegue estar inteira na relação.

Tomar a Vida e o Amor dos nossos Pais e irmãos mais velhos tal qual eles SÃO é abrirmos o nosso coração à abundancia que se manifesta em todo o lado e por onde andamos.

Na verdade e nesta Vida, os Pais dão a VIDA e um pouco mais. E nós fazemos do pouco mais o tudo e do TUDO (que foi a Vida que nos deram) o pouco! Enquanto não conseguirmos viver em coerência com esse movimento interno, tomar a vida dos Pais com tudo o que eles SÃO, estaremos a esperar e a exigir dos outros o que sentimos que ainda não tomamos para nós. Nesse momento transformamo-nos em crianças e andaremos à procura de um relacionamento que compense o Pai ou a Mãe. Não há parceiro que suporte a pressão de ser algo que nunca conseguirá ser. É pouco justo para essa pessoa pedir-lhe tamanha proeza. Com o tempo ela irá denunciar falta de reconhecimento e a sensação, de que, faça o que fizer, nunca estará à altura.

Por último e não menos importantes são os nossos vários corpos energéticos. Num relacionamento amoroso existe a necessidade de experienciar e harmonizar a relação connosco próprios e com o outro a quatro níveis: no corpo físico, no corpo emocional, no corpo mental e no corpo espiritual.

É um grande desafio conseguir ter coerência e harmonia entre os vários corpos de forma consciente por isso existem também tantos atritos nos relacionamentos. Basta um desses corpos não estar alinhado connosco e com o outro, para o conflito acontecer e se gerarem julgamentos e mal entendidos.

Estar em relação é um privilégio enorme porque nos permite assumir a nossa parte de responsabilidade no jogo de espelhos que é a MAGIA deste lugar onde escolhemos estar. 
​
Bem-haja à Vida!
​
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MARIA GORJÃO HENRIQUES
PSICÓLOGA, ASTRÓLOGA, FACILITADORA E PROFESSORA DE CONSTELAÇÕES FAMILIARES FUNDADORA DO ESPAÇO AMAR
www.espacoamar.com
maria@espacoamar.com

​in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Mitologia do Amor: O papel da Atenção Plena nos relacionamentos

1/5/2018

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A jornada individual para uma maior consciência e qualidade de vida estende-se também à busca de relações mais plenas e sãs. É nos relacionamentos que espelhamos aquilo que se passa dentro. Por Margarida Campos Monarca

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A necessidade de estar em relação nasce com cada ser humano. Vem algures impregnada no nosso ADN, preparando-nos para a intensa experiência emocional que é partilharmo-nos com outrem.

Estamos sempre em relação, de alguma maneira. Seja de forma mais íntima, com quem mais amamos, seja num encontro casual numa das travessas da vida pelas quais caminhamos, tocamos outras vidas, damos e recebemos, afetando o outro.

Que apelo irresistível é este que nos impulsiona para a relação?

Desde o início dos tempos que a relação íntima é, sem sombra de dúvida, aquilo que mais nos conecta ou distancia de um estado de confiança na vida e nas suas possibilidades. Na felicidade e alegria o coração expande-se e sorri, reencontrando a fé e o milagre de acordar todos os dias, respirar e estar vivo; na tristeza contrai-se e diminui, enrolando-se na mágoa, acomodando-se num estado de insegurança, desesperança e medo.

O amor é, de facto, uma energia poderosa, uma energia de força de vida cuja presença nos engrandece, fortalece, enche de esperança, de mistério e beleza, de uma fé inabalável no impossível e inexplicável. A necessidade de amor e pertença nasceram connosco enquanto humanos, fomos concebidos para criar relações com os outros. A relação dá significado, propósito, estrutura, cor à vida; a ausência da sensação de pertença causa-nos dor e sofrimento.

Em nome do amor reinventamo-nos, descobrindo que somos capazes de mais do que pensávamos. O amor inspira-nos coragem para ir mais além, tentar correr o risco, ousar o passo maior. Crescer.

Desilusão e vazio nos relacionamentos
“O coração é um mistério, não um enigma irresolúvel, mas um mistério na aceção religiosa: insondável, impossível de manipular, revelando indícios do dedo de Deus em ação.” Thomas Moore

Um relacionamento íntimo é um convite à evolução, dado que naturalmente nos atraímos pelas pessoas que falam às nossas necessidades emocionais inconscientes. Procuramos num parceiro aquilo de que sentimos falta: uma companhia que afaste a solidão, um olhar de desejo, a segurança financeira, apoio emocional, alguém que nos escute, nos motive, nos estruture, e tanto mais.

Projetamos na relação um sem número de expetativas, ser mais feliz, viajar mais, ter filhos, ter um amigo, desempenhar um papel social reconhecido, mas inevitavelmente deparamo-nos com o facto de não as ver concretizadas. Nenhuma união consegue assumir tantos papéis, muitos dos quais resultam de vazios internos que a nós competem olhar e preencher.

Por outro lado, o próprio caráter da relação pode, por vezes, tocar estórias de vida que nos feriram ou deixaram marcas, e com isso fazer-nos reviver sombras do passado de que, muitas vezes, não damos conta. Sem um olhar de observador, a dor solta-se em agressividade, fúria, medo, e a comunicação deixa de ser clara e tranquila.
 
A atenção plena na intimidade
A atenção plena é, segundo Jon Kabat-Zinn, “a consciência que surge do prestar atenção, de forma direcionada, ao momento presente, na ausência de julgamento, ao serviço do autoconhecimento e da sabedoria”.

Na relação íntima, este olhar atento aos nossos próprios processos internos permite-nos uma maior compreensão das nossas escolhas e motivações e, eventualmente, o quebrar do ciclo que nos aprisiona.
Quanto mais íntimos nos tornarmos de nós mesmos mais capazes seremos de escolher, conscientemente, as decisões certas, a cada passo do caminho.

O olhar da testemunha interna recorda-nos que somos capazes de suprir as nossas próprias necessidades sem as projetar no outro, melhorando significativamente a qualidade da relação connosco mesmos e, por consequência, com quem nos rodeia.

Através deste movimento interno de autonutrição e autoestima podemos descobrir que, afinal, aquilo que encontramos de diferente nos outros é profundamente interessante e pode acrescentar algo de verdadeiramente extraordinário ao nosso quotidiano!
 
Viver em atenção plena
Para trazer esta atenção plena aos relacionamentos podemos praticá-la de formas simples.

- estar atento à forma como discutimos e às emoções presentes, dando espaço para respirar e acalmar-nos e permitindo que a comunicação seja uma escolha e não uma reação;
- manter o foco na situação em vez da forma de ser (em vez de “tu és um(a) preguiçoso(a)”, escolher “quando te comprometes a fazer algo que não cumpres sinto que não estou a ser ouvido (a)”);
- debater os assuntos quando surgem, evitando a “fuga” ou o “deixar para depois”;
- procurar ativamente atividades de lazer em conjunto enquanto guardamos espaço para os interesses próprios, separadamente;
- escutar a voz da alma do outro através do contacto silencioso com o olhar, que guarda muito mais para nos dizer que as palavras.

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MARGARIDA CAMPOS MONARCA
FORMADORA/TUTORA NA ESCOLA DE DESENVOLVIMENTO TRANSPESSOAL
(EDT), COACH EM EDUCAÇÃO TRANSPESSOAL, FACILITADORA DE EDUCAÇÃO MINDFULNESS, TERAPEUTA EDUCACIONAL
www.escolatranspessoal.com
margarida.monarca@
escolatranspessoal.com

​in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018
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Porque Resistem as pessoas aos relacionamentos?

1/4/2018

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Parece que são indispensáveis nas nossas vidas, mas por outro lado parecem ser tão complicados e consumirem tanta energia. O que está por detrás dos relacionamentos e o que nos faz resistir a eles? Por Rui Galhós

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

A melhor forma de responder a essas questões é procurar perceber o verdadeiro significado das palavras. A palavra resistir, como quase todas as palavras da língua portuguesa, pode ter vários significados como o de defender, lutar contra, não ceder a tentações, aguentar, etc. A sua origem, no entanto, vem da junção da palavra opor e da palavra parar, que juntos querem dizer negar-se a não fazer nada, ou seja, esta pessoa não vai deixar-se levar naturalmente, mas vai sim, contrariar aquilo que está a acontecer.
 
Por sua vez, a palavra relacionamento (interpessoal) subentende uma interação entre duas ou mais pessoas num contexto social, podendo este ser do foro amoroso, profissional, amizade e/ou familiar por um período determinado de tempo.
 
As relações no meu ver, são uma aproximação que ocorre naturalmente entre pessoas, uma interação fluída e orgânica com um movimento próprio. No mundo das relações não deviam haver regras, apenas liberdade, guiada por uma intuição individual, existente em cada um de nós.
 
O que faz então as pessoas terem a perceção que as relações dão muito trabalho? Será por essa razão que resistem às relações? O que as faz contrariar aquilo que está acontecer naturalmente? Do que temos medo afinal? De nos aproximarmos tanto dos outros que deixamos de saber quem somos? Teremos medo de perder a nossa individualidade?
 
As relações são talvez a melhor forma de autoconhecimento, são como um espelho daquilo que vai dentro das nossas mentes, da nossa essência e do nosso verdadeiro potencial. No início, todas a relações parecem ter uma vida própria alimentadas por um otimismo incrivelmente prazeroso, do qual retiramos imensa energia e satisfação.
 
Com o passar do tempo as coisas mudam, os sentimentos alteram-se, e inocentemente, olhamos para fora á procura de soluções com o intuito de melhorar as nossas relações, basicamente queremos outros sentimentos, melhores que os atuais, e é aqui que as pessoas se perdem, ficam confusas. A parte racional toma conta e a realidade do dia-a-dia passa a ser vista como uma ameaça ao bem-estar e á segurança do individuo. A partilha e a dedicação ao outro entram em conflito com os interesses e objetivos individuais, dando início à resistência. No entanto, aparentemente, essa resistência surge não como que um ato de egoísmo visível, mas sim como uma tentativa de o individuo preservar a sua autoestima e personalidade, pelo menos assim sugere a sociedade.
Parece-me haver aqui outra relação, mais íntima e oculta, que passa despercebida pela maioria de nós, e no entanto, está por detrás de tudo o que fazemos, afetando todas as nossas relações. Não é uma relação entre pessoas, mas sim entre aquilo que acontece verdadeiramente e aquilo que pensamos que acontece.
 
Para resolvermos ou melhorarmos qualquer outra relação na nossa vida temos primeiro de perceber essa relação interior.
 
É essa relação que vai determinar a forma como olhamos para tudo o resto, é algo implícito e permanente que nos acompanha desde que nascemos ate que morremos.
 
A forma como nos vemos acaba por influenciar como construímos as nossas realidades, a partir de um centro que pensamos ser a nossa identidade e tudo o resto se relaciona com ele. Se é inseguro e instável, é fácil perceber que vamos procurar no mundo e nas nossas relações formas de o melhoramos, de o tornarmos mais seguro, mais estável, mais feliz. O problema aqui é que este centro é tudo menos sólido e estável. Está assente numa estrutura mental tão complexa e sensível que está sempre em contante mudança, sempre a procura de algo para se entreter, sempre a analisar aquilo que é e como poderia ser bem melhor. A maioria de nós fica preso nesta estrutura e identifica-se 100% com tudo o que é criado aqui, todas as histórias, todas as perceções daquilo que se passa lá fora. Eu chamo a esta estrutura de mente, a mente humana.
 
A relação com a nossa mente é crucial para não vivermos como vítimas das circunstâncias. É a nossa mente que cria a resistência com base em análises e comparações que faz e não começa por ser uma resistência aos outros, mas sim uma resistência ao não deixarmos de cuidar do nosso Eu, de nos preocuparmos com ele, tudo tem de ser a volta dele.
 
Como referi acima, uma relação assenta em princípios completamente opostos ao do que o Eu precisa. Se uma pessoa não se permite explorar como a sua mente cria a noção de um Eu e como o mantém em primeiro plano todo o tempo, não tem qualquer hipótese numa relação duradoura, seja ela de foro amoroso ou qualquer outro tipo. Mais cedo ou mais tarde o Eu vai tomar conta do “Jogo”, impor as suas regras e aí vamos começar a ver sinais de resistência, porque o Eu não quer deixar de ser o protagonista e vai jogar com todas as cartas, criando obstáculos que parecem vir de fora, das outras pessoas, puras distrações para nos afastar daquilo que esteve e estará sempre lá, a verdadeira conexão entre seres humanos    
 
Penso que a dificuldade das relações é exatamente essa, a relação primária que temos com a nossa mente e a capacidade de pensar, que nos iludem alimentando o medo de perdermos a nossa suposta individualidade, de resistir à mudança, de nos deixarmos ir ao sabor de uma nova aventura, de largarmos o controlo, de sermos levados por quem quiser assumir o comando, de simplesmente ser livre.
 
Não tem de ser assim, porque se as falsas perceções não forem alimentadas, deixa de haver necessidade de resistir e os relacionamentos podem simplesmente fluir.
 
Porquê resistir ao irresistível…
​
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RUI GALHÓS
COACH
www.akademiadoser.com/ruigalhos
www.facebook.com/UnfoldYou
rgahoz@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
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A Impermanência nas Relações

1/3/2018

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É na impermanência das relações que temos a oportunidade de dar saltos quânticos. De nos redescobrirmos. Por Rute Calhau

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Permanência é aquilo que não existe mas que foi criado pela tua própria mente enquanto Ser Humano devido a todos os teus ensinamentos. A única certeza que tens é que após o teu nascimento, a qualquer momento podes morrer. Essa é a tua única certeza. Tudo o resto é mutável, flexível. Portanto, permanência não existe, é uma ilusão. Podemos comparar permanência com expetativa. O que tens estado a expetar na tua vida? A esperar para que aconteça? No que te tens focado? Trouxe permanência ou desilusão pela impermanência?

O Ser Humano tem uma enorme capacidade de autossabotar-se e criar ilusão na sua mente. Não é simplesmente e apenas nas relações, mas nas várias secções da nossa vida. É bom que se perceba que tal como tudo na vida, as relações são impermanentes. Um dia pode apetecer-te comer carne e noutro peixe, ou simplesmente virares vegetariano. A cada momento pode apetecer-te algo diferente, ou mesmo perceberes que o teu corpo e o teu espírito estão a pedir algo diferente. As relações são como o alimento. Na realidade, são um alimento muito forte para a nossa alma. É a partir dos relacionamentos que fazemos grandes aprendizagens. É como se voltássemos à escola. Temos a pré-primária, primária, primeiro ciclo, liceu, universidade, pós-graduação, mestrado.

As relações também são feitas de estágios e são um enorme convite para a nossa evolução humana e espiritual. Porque ninguém é de ninguém. E tudo pode mudar a qualquer momento.

Quanto mais conscientes ficarmos em relação a esta realidade, mais facilmente conseguiremos praticar o desapego e tornar as relações mais saudáveis.

Quando falamos em desapego, não quer dizer que a relação acabe. Muitos de nós, temos a ideia de que estar num relacionamento é estar preso a algo. É ter que colar-se no outro como se nada mais existisse. Isso é tudo muito bonito nos filmes e contos de fadas. Na realidade, um relacionamento só funciona quando te desapegas. Quando tu escolhes ficar só porque sim. Não por necessidade.

E quando percebes que és completo e que o outro te transborda, o relacionamento fica mais leve, mais saudável.

Olhando para um relacionamento longo, existem vários estágios. A fase em que conheces o outro e em que te estás a dar a conhecer, é a fase mais importante do relacionamento. Por norma, temos a necessidade de agradar o outro, para que o outro fique. Mas o que acontece a longo prazo, é que essa necessidade acaba por se tornar uma frustração mais à frente. O que te prendeu? Foste tu mesmo, que ao tentar agradar o outro, deixaste simplesmente de seres tu mesmo. Então, saíste do teu centro. Tens a necessidade de voltar ao teu centro, a seres tu. E isso pode causar desconforto numa relação. Muitas relações acabam simplesmente por isso. Porque o outro gosto daquilo que conheceu, criou expectativa, e agora estás a ser outra coisa que o outro desconhecia. Este é o primeiro estágio da impermanência.

Depois, continuando a relação, há a necessidade de moldagem de um com o outro. De aprender a lidar com as situações. E ai é uma grande proposta de crescimento pessoal tanto a nível pessoal como de casal, porque somos espelhos, e o outro vem-nos apenas mostrar aquilo em que ainda estamos a vibrar, e que logo, consequentemente atraímos, para que possamos trabalhar em nós essa mesma questão. Se, devido ao conflito, houver ruptura, e não houver entendimento, o mais provável é que numa próxima relação atraias o mesmo para ti. Compreende também que com o facilitismo que existe em mudar de parceiro nos dias de hoje, acaba por tornar os relacionamentos num ciclo vicioso. Então, cura-te. Aceita-te tal como és e aceita o outro. Tu não podes mudar o outro se não te mudares a ti mesmo. A proposta é voltares ao teu centro. Do que gostas? O que queres? O que te faz vibrar? Tu aceitas isso em ti? O outro aceita-te? O trabalho interior é contínuo, é impermanente. Porque cada vez que te predispões a trabalhar o teu interior, dás um salto quântico, e é quase inevitável não veres as diferenças. Sente-se.

É necessário um grande amor, uma grande partilha, uma grande fusão de compreensão, amizade e companheirismo. Porque o amor, não é nada mais nada menos, do que uma grande partilha de vivências camufladas prontas para brotar, como um lindo botão de rosa. Pode ser tão belo quando compartilhado. Então podemos ver o relacionamento como uma flor, que deve ser cuidada a cada momento conforme as suas necessidades. E é natural que cada um precise do seu próprio espaço. É natural que cada um sinta a fusão do todo quando unem suas almas e seus corpos. 
​
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RUTE CALHAU
NATUROPATA, HIPNOTERAPEUTA E TERAPEUTA HOLÍSTICA
www.facebook.com/ NaturalmenteZenbyRuteCalhau
rutecalhau.therapies@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Julgue o Seu Relacionamento, mas não Julgue a Pessoa com quem se Relaciona

1/2/2018

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Julgar é inevitável e fundamental. Julgar intenções é, quase sempre, ser injusto. Criticar continuamente é desgastar. Tente construir um espaço “Nós” com mais intimidade, fruição e menos julgamento. Por Cristina M. Cunha

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Enquanto seres inteligentes, todos nós fazemos diariamente centenas de julgamentos. É inevitável, faz parte da nossa forma de avaliar tudo o que nos rodeia e é fundamental para a nossa sobrevivência e para as escolhas que fazemos, umas mais conscientes outras menos, tal como os julgamentos. Julgar é por isso, neste sentido, uma ferramenta essencial para a tomada de decisões.

Então porque tem a frase “julgar os outros” ou “está sempre a julgar” uma conotação tão negativa?

Pois, que se não somos juízes, e não estamos numa posição de ter de julgar o comportamento de outros para que se faça justiça, o facto de fazermos sistematicamente juízos de valor sobre outros, sem estarmos na posse de todos os dados, de todas as circunstâncias, dos seus sentimentos e raciocínios, (ou como se costuma dizer, sem estarmos “na sua pele”) pode levar a interpretações e julgamentos injustos. Tanto mais que haverá tendência a fazer julgamentos tendo em conta o nosso próprio sistema de crenças e valores, como se estes devessem e tivessem que ser partilhados por todos os que nos rodeiam. Para além disso, julgar os outros faz-nos desviar a atenção do que se passa connosco, distraindo-nos, ou negando as nossas próprias emoções e pensamentos, quando, afinal, é por nós, que nos devemos responsabilizar em primeiro lugar.

Quando no título se lê “Julgue o seu relacionamento”, o que se pretende é que sinta que é natural avaliar o que se passa na sua relação, sobretudo quando sente que ela não está a contribuir para o seu bem-estar. Não cabe ao outro, fazê-la/lo a si, feliz, mas cabe a si perceber como construir esse relacionamento de forma a que seja satisfatório e contribua para a sua realização pessoal. Se ambos gostam um do outro, é natural que ambos queiram construir um ambiente de satisfação mútua, mas essa tarefa nem sempre é fácil. Há algumas perguntas que pode colocar sobre o seu relacionamento quando este está a atravessar uma fase difícil.

É gratificante para mim? O que sinto que funciona entre nós? O que vejo que não funciona? Estou a conseguir comunicar da melhor forma o que sinto? Sinto-me eu própria e à vontade nesta relação? Que mudanças posso introduzir para me sentir melhor? Estou a exigir o que não dou, ou à espera que me deem o que eu não sei dar a mim própria/o? Tenho vontade de (re)construir um caminho a dois? Desejo que seja esta pessoa a acompanhar-me nesta jornada? Penso que é possível? O que está ao meu alcance fazer para alterar a situação?

Ao tentar encontrar respostas a estas questões, irá necessariamente fazer julgamentos, que deverão ser, tanto quanto possível, objetivos, pois eles serão fundamentais para lhe permitir avaliar a relação, o seu papel nela, e para introduzir as modificações necessárias. Se vive constantemente a questionar-se, é já um sinal de que não está a fruir, não está em paz, e que está provavelmente na altura de julgar o que se está a passar para poder tomar decisões.

Mas então quais os julgamentos que podem prejudicar a sua relação?

Aqueles em que mais do que avaliar o comportamento do outro, o critica continuamente e julga as suas intenções, como se lhe lesse a mente, fazendo-o na maior parte das vezes, baseado na sua própria vivência, nas suas próprias emoções, ou seja, na sua subjetividade, e não na do outro. Este julgamento contínuo do outro, não só, algumas vezes, é extremamente injusto, como leva sempre a que surjam defesas e respostas de maior zanga, por se sentir injustamente acusado, ou, tão simplesmente, incompreendido, aumentando o grau de insatisfação com a relação e gerando comportamentos que o/a irão magoar a si.

Ficaremos assim perante um ciclo, que terá tendência a escalar, seja num modo quente, de maior conflito aberto, seja num modo frio, de maior distanciamento. Dependendo dos traços de personalidade de cada um, é possível, até, ter da parte de um dos membros mais reações “quentes” e do outro membro, mais reações “frias”, mas, de uma forma, ou de outra, se nada for feito, e o ciclo não for interrompido, a escalada irá continuar conduzindo ao desgaste e eventualmente à rutura.
​
Nestas alturas, torna-se claramente necessário julgar/avaliar a relação e o papel que você desempenha nela, focando-se nas suas próprias necessidades e anseios, sem ceder à tentação de explicar tudo o que está a acontecer com um “porque ele/ela”. Lembre-se, o sujeito da ação deverá ser sempre você, porque você não controla o comportamento do outro, logo não pode esperar, e ainda menos exigir, que ele/ela o altere em função de si, tudo o que pode é clarificar perante si as suas necessidades, aprender a comunicá-las e perceber até que ponto a outra pessoa deseja/quer/consegue, ou não, vir ao seu encontro.
Não se esqueça que o outro também não lê a sua mente (ou fá-lo com a subjetividade que lhe é própria, enganando-se e cometendo injustiças para consigo). Torna-se, por isso, necessário conversar calmamente sem julgamentos “à priori”, sem reservas sobre sentimentos e vulnerabilidades, num registo de verdadeira intimidade. Aumenta assim, a probabilidade de se poder construir uma relação saudável a dois, em que há espaço para a individualidade, em que cada um se sente livre e autónomo e em que há espaço comum de construção, partilha e apoio mútuo, gerando um “Nós” consistente, sem prejuízo dos “Eus” que compõem a relação, num espaço em que a vivência e fruição estão mais presentes do que o julgamento e a condenação.
​
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CRISTINA M. CUNHA
PSICÓLOGA E PSICOTERAPEUTA
www.espsial.com
cristmcunha@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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“Vencer” a Ilusão do parceiro perfeito

1/1/2018

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“O crescimento de um casal não se baseia em duas caras metades que “necessitam” uma da outra, mas sim em caras inteiras que se relacionam a partir da sua singularidade plena” Ramayat. 
Por Sónia Gravanita


in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

 Quem não se lembra das histórias de encantar ouvidas na infância em que após enfrentarem diversos obstáculos e adversidades, o príncipe acabava sempre por salvar a princesa e no final viviam felizes para sempre.

São muitas as influências, dos livros, às músicas, ao cinema, que inspiram o desejo de encontrar a outra metade da laranja, o parceiro que completa a parte que nos falta para vivermos felizes para sempre.

Recorda-se da ultima vez que se apaixonou? Como se sentia? Talvez sem saber como, ou sabendo, conforme a experiência de cada um, deixou-se encantar por aquela pessoa, pelo humor, pela beleza, pelo brilho do olhar, pelas suas caraterísticas, tudo era maravilhoso, parecia que todos os problemas tinham desaparecido e o mundo deixou de ter importância, aquela era a tal pessoa, que sempre desejou para a sua vida. Sem ter consciência, projetou naquele Ser todas as suas idealizações, talvez a pessoa que iria  salva-la(o)  e que a iria livra-la(o) de todos os problemas, este é o sonho de muitas pessoas. A Ciência diz-nos que no estado de paixão, o cérebro fica alterado como se estivesse sobre o efeito de uma droga, é um estado alterado de consciência, em que se perde a lucidez.

É passada esta fase inicial, que o encanto se começa a quebrar, que se olha o outro como ele é, e não como queríamos que fosse, é tempo de ver o todo. Aqui pode nascer a desilusão, o outro começa a mostrar-se como é, e isso não corresponde ao parceiro ideal construído, começam a surgir os primeiros conflitos, estes acontecem porque são colocados em cena carências, vazios, sombras e feridas emocionais. Esta pode ser uma razão em que se saí rumo a uma nova paixão, ou um momento de soltar as ilusões, porque nos deixamos enganar por uma parte de nós mais imatura, que desejava que o outro se pudesse responsabilizar e cuidar por nós.
 
A partir daquele momento, abre-se uma nova oportunidade, uma vez que já se vê o outro, abrimo-nos à possibilidade de descobrir o outro e descobrirmo-nos no outro, construindo uma nova relação de partilha e de parceria. A relação de casal é um laboratório de observação, o outro espelha coisas que não se quer ver, ou estão extremamente reprimidas, ou perante um determinado comportamento, ou a falta dele, são ativadas memorias das nossas feridas, que fomos enterrando no mais profundo do nosso ser, colocarmo-nos em contacto com essa imagem do passado, podem trazer-nos emoções de abandono, rejeição, medo, raiva e levar-nos para essa dor antiga. Estes são momentos dolorosos, mas extremamente férteis, ao darmo-nos conta, que cada membro do casal tem a sua própria história, que tem de abraça, acolhendo atravessando os seus próprios “demónios” internos, responsabilizando-se por si, e desenvolvendo compaixão por si e pelos outros, aceitando a Humanidade de cada um.
​
É neste espaço em que os dois são inteiros que se escolheram e se relacionam com compromisso, intimidade, verdade e qualidade comunicacional, em que cada um cuida da sua individualidade e da relação de casal que esta pode florescer. Em que as várias dificuldades no caminho são uma oportunidade para avançar e crescer a partir da consciência, um passo a seguir ao outro, em atenção plena e presença. 
​
Imagem
SÓNIA GRAVANITA
PSICÓLOGA CLÍNICA
PSICOTERAPEUTA
www.soniagravanita.com
www.facebook.com/soniagravanitapsi
soniagravanita@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
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