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Amabilidade = Habilidade para Amar

1/12/2017

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Na sociedade em que vivemos atualmente, perante um enorme avanço tecnológico, damos por nós cada vez mais a avançar em direção aos “ecrãs” e cada vez menos em direção às pessoas. Quantos de nós, vão na rua a olhar para o telemóvel e não reparam no que está à nossa volta? Por Ana Margarida Rocha

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Existe garantidamente um maior afastamento entre as pessoas, existe cada vez menos esta “amabilidade”, cada vez menos contacto, cada vez menos conversa falada, cada vez menos um abraço, cada vez menos um gesto, cada vez menos uma palavra simpática. Vivemos focados no individualismo, da nossa vida, da nossa carreira, dos nossos problemas que não nos permite observar o que nos rodeia, perceber que os outros também têm carreira; que os outros também têm problemas. Se cada um de nós reconhecer que a amabilidade passa pela capacidade de nos pormos no lugar do outro, talvez esses problemas sejam mais leves de se suportar, a capacidade de se por ao dispor para falar, para abraçar, para ser simpático, para ser afável para mostrar afeto quando mais é necessário sem segundas intenções, mostra a capacidade de o ser humano, de ser isso mesmo “HUMANO”.

Há quem diga que estamos a passar por uma crise de valores o que leva a esta instabilidade mundial e política, onde podemos observar a ganância do poder e da corrupção de uma forma bastante ativa, o lado bom desta perceção é o reconhecimento desta situação, o que é importante para perceber que tem de existir uma mudança de atitude pessoal no global. Se cada um der um bocadinho mais dos seus valores e começar a olhar mais para o próximo, percebemos que essa corrupção ou essa “fome” de poder, poderá levar ao sofrimento de uma pessoa ou muitas dependendo do contexto onde se integra. E quem gosta de sofrer? Quem gosta de fazer sofrer? Quem gosta de ver um filho sofrer? Se pusermos em prática estas perguntas antes de pensarmos em fazer algo prejudicial chegamos a conclusão que não é o mais correto.

Realmente ser amável é bastante simples, se formos ao significado da palavra Amabilidade: “carateriza-se pela demonstração de amor, afeto, consideração, simpatia, gentileza, cortesia pelo próximo”.

Todos nós no seu carater e personalidade conseguimos atingir esta capacidade de amar o próximo, não significa que tenhamos que dar tudo o que temos para dar, mas mostrar sim compreensão perante diversas situações.  
A grande pergunta de muitos de nós é, mas o que vou ganhar ao estar a ser amável? Realmente estamos sempre à espera de receber algo em troca, desde crianças que muitos fomos habituados a isso, por norma estamos sempre à espera de algo palpável. Na realidade não ganhamos nada palpável, mas sim uma compensação emocional e a sensação de consciência tranquila de que fizemos o melhor pela pessoa em questão. Ao nível fisiológico esta sensação permite a maior libertação de serotonina, hormona de bem-estar que é aumentada quando fazemos algo prazeroso para nós; ao nível psicológico dá-nos tranquilidade o que permite mais estabilidade emocional. Muito superficialmente, temos bastantes sistemas compensatórios que apenas não se vêm, mas sentem-se. 

Se a pouco e pouco formos mais amáveis uns com os outros, conseguiremos fazer pequenas mudanças na nossa vida e também na vida dos que nos rodeiam.

 Como uma palavra, consegue ter tanto significado, e tanto impacto emocional no Presente, mas também no Futuro. O sentir vai além do que os olhos podem ver, por isso nunca devemos fazer com que uma criança perca a capacidade de ver com o coração, cabe a cada um de nós dar o seu melhor no que toca à Amabilidade, e ao ensinamento desta Habilidade de Amar. Somos os exemplos das gerações futuras, e se cada um deixar que a “Amabilidade” não se perca nas nossas vidas e nas novas gerações, saberá bem ouvir “OBRIGADA, FOI MUITO AMÁVEL DA SUA PARTE.”
​
 “Sejamos Amáveis para sermos felizes.”   
​          
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ANA MARGARIDA ROCHA
TERAPEUTA DE REABILITAÇÃO FÍSICA, MASSAGENS E ACUPUNTURA
FORMADORA NA ÁREA DE REABILITAÇÃO FÍSICA E MASSAGENS
www.facebook.com/touchanarocha123
anarocha123@hotmail.com

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Mão aberta ou mão fechada:Relacionamentos e Desapego

1/11/2017

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Se há área de vida onde a questão do desapego vs. apego pode criar mais mal-entendidos, essa área será a dos relacionamentos. Será que amar é sempre ter apego? A verdade é que não temos de escolher um lado, porque amor e desapego também podem andar de mãos dadas. Por Patrícia Rosa-Mendes

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Quando abordamos a área do Relacionamentos, falamos da área mais rica e mais complexa da esfera de ação humana. Na verdade, tudo na vida se resume ao relacionamento que temos com alguém ou com alguma coisa: família, amigos, animais de estimação, comida, corpo, vida, morte. Tudo é uma questão de relacionamento. E quando começamos a trilhar um caminho de desenvolvimento pessoal, é frequente começarmos a ouvir a palavra “desapego” lado a lado com o tema dos relacionamentos. Lemos os textos antigos, os mestres mais influentes, as interpretações deste ou daquele autor, e logo chegamos à conclusão de que estamos apegados a muita coisa e a muitas pessoas. Pode ser uma conclusão verdadeira, em muitos casos, mas também pode ser campo de confusão. O apego implica um sentimento de posse relativamente ao outro, sentimento esse que pode levar a comportamentos disfuncionais nos relacionamentos.
 
Se somos aquele tipo de pessoa que quer melhorar, evoluir, deixar para trás os condicionamentos ou padrões que sente já não lhe servirem, o mais natural é sentirmos um desejo interno de deixar de ter apegos. Compreendemos perfeitamente quanto sofrimento o apego nos pode trazer, e talvez até possamos ver, com clareza, o que já causou nas nossas vidas. O desapego surge assim, como a chave para nos libertarmos de muitas das grilhetas emocionais que nos condicionam. Quantas vezes ficamos presos a relacionamentos que nos intoxicam? Quantas vezes ficamos com aquela pessoa porque alguma norma parece sobrepor-se à voz do nosso coração? E quantas vezes recordamos, uma e outra vez, o que o outro nos disse, aquilo que nos fez, ou aquilo que esperávamos que tivesse feito e não fez? Quantas vezes nos deixamos apegar a expetativas, ao passado, a ideias? Muitas, talvez demasiadas vezes.
 
De facto, o apego a alguém ou alguma coisa demonstra essa carência afetiva interna que tentamos suprir pela presença constante ou pela atenção que damos - e queremos ver retribuída - a determinado ser. Sentimos que precisamos daquela pessoa na nossa vida, e a ameaça da sua eventual “perda” deixa-nos amedrontados.  A maior parte dos apegos que temos nos relacionamentos, embora surjam como expressões mais ou menos egoístas de afeto, elucidam-nos também sobre os nossos medos e as nossas necessidades: medos de perda, de abandono, que interiormente podem significar uma verdadeira morte emocional.
 
O apego àquilo que gostaríamos que fosse implica também uma não aceitação daquilo que é. A verdade é que costumamos, tantas vezes inconscientemente, criar uma imagem mental de como gostaríamos que alguém fosse e, caso não corresponda à realidade, isso traz-nos grande sofrimento. De alguma forma, o nosso bem-estar fica ligado a essa imagem, o que nos leva a resistir tremendamente a tudo o que parecer diferente.
 
Com milhares de anos de reflexão, as tradições orientais compreenderam há muito que o desapego é uma aprendizagem básica de vida. No ocidente (recém-chegado à filosofia oriental e, muito focado na cultura do bem-estar e da facilidade), o desapego parece-nos ser um bom caminho para evitar sofrimentos. Eis que surge uma primeira armadilha: a ideia de que há comportamentos que, se levados a cabo, nos garantem imunidade a determinadas dores, para além de simbolizarem uma suposta elevação de consciência. Como se algo em nós nos quisesse convencer de que a sabedoria e a evolução de consciência passam por abdicar da mais humana condição: o vínculo afetivo que criámos com os que nos são queridos. 
 
Se, por um lado, o desapego é uma atitude a cultivar, por outro lado exige discernimento, raiz da verdadeira sabedoria. Pede-nos uma profunda confiança em nós, na Vida e no Amor. Esse Amor que já somos, e que é profundamente livre. A questão de qual é a fronteira entre o amor e o apego, torna-se então pertinente. O apego tem medo de soltar, medo de deixar ir o que já conhece e de ficar no desconhecido. Mas, o impulso natural da vida é a mudança, o crescimento, a expansão, que para acontecerem, nos trazem a mudança e a transformação.
 
Se o nosso propósito é cultivar o desapego apenas para fazer uma finta ao sofrimento ou para nos convencermos de que já somos seres sábios e evoluídos e, contudo, não somos capazes de uma auto-observação lúcida, então estamos a contrariar a força de vida que pulsa em nós. Mas, se somos capazes de amar o outro nutrindo e dando-lhe espaço para ser quem é, então já temos um desapego. Como diz a estória, há uma medida certa de desapego, tal como a mão que recolhe a água de uma fonte para saciar a sede não pode estar nem totalmente aberta, nem completamente fechada. 
​
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PATRÍCIA ROSA-MENDES
TERAPEUTA TRANSPESSOAL
patricia.mendes@escolatranspessoal.com

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Controlar: Ser ou Estar numa relação?

1/10/2017

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Uma relação implica a construção de um projeto sob dois olhares. Quando a verdade de cada um difere a partir da realidade, o controlo pode ser tóxico ou potenciador da relação. O controlo é por isso um bom indicador se cada membro do casal conjuga o seu projeto relacional com o verbo Ser ou com o
verbo Estar. Por Pedro Melo


in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Um relacionamento é uma ponte em que duas pessoas caminham em convergência. Cada uma, do seu extremo da ponte caminha em direção ao centro, o ponto de encontro de duas histórias diferentes que dão as mãos para uma história comum.

Quando se atravessa essa ponte, cada passo em direção à outra pessoa representa o ceder de si mesmo para aceitar o outro em si mesmo. Por isso o controlo emerge neste sentido como a capacidade de regular em si mesmo as dimensões que cedem e as dimensões que ficam, para manter a sua identidade e a identidade de uma nova entidade que se abraça: o casal.

O Controlo e o ciclo de vida do casal
Vários autores descrevem que o casal tem um ciclo de vida. Na minha prática clínica como Enfermeiro de Família, aplicava particularmente uma adaptação da teoria de Campbell (1994) e de Sattler (2000), considerando que o casal começa numa etapa que designo por “Eu e Tu enamorados”.

Nesta primeira etapa, em que cada um dos membros do casal se apaixona pelo outro, é natural que a perceção que cada um tem do outro seja uma verdade distante da realidade, pois a Paixão, enquanto emoção que nos faz “correr atrás” de alguém que é “perfeito”, leva cada um dos membros a perder o controlo de si mesmos quando do seu extremo da ponte olham o outro.

Nesta etapa, o relacionamento ainda se conjuga no verbo Estar, pois um relacionamento assente numa emoção corre o risco de ser temporário se a mudança de circunstâncias levar a emoção a “extinguir-se”.
É comum, na etapa do “Eu e Tu enamorados” as pessoas confundirem a emoção Paixão, com o sentimento Amor. Quantas vezes não se utiliza a palavra “Amo-te”, quando na verdade se está apaixonado. Por isso, nesta etapa de desenvolvimento do casal, pela perda de controlo de si mesmo, pode surgir uma necessidade de controlo do outro, se por ventura se começam a identificar indícios de que a “perfeição” que nos apaixonou não existe.

Neste caso, o controlo alicerça-se no ciúme e torna-se tóxico podendo levar ambas as pessoas apaixonadas a perder as reações positivas que alimentam a paixão. O controlo associado a uma relação conjugada no verbo Estar jamais é positivo para a manter.

A segunda etapa de desenvolvimento do casal é aquela que designo por “Eu e Tu indissociados”. É a fase em que o casal passa a sobrepor-se, como entidade, aos membros como entidades individuais. Cada uma das pessoas que constitui o casal não se vislumbra separada. É o casal a sua identidade e por isso o quotidiano é vivido em função do casal.

Nesta etapa, não havendo um processo de reflexão sobre o equilíbrio dos valores, crenças e motivações de cada um dos membros com os do casal, perde-se o controlo de ambos e corre-se o risco de anulação de cada um dos indivíduos em detrimento de um projeto, mais uma vez conjugado no verbo estar, pela volatilidade que a perda da identidade e autocontrolo condicionam.

Nesta etapa, contudo, o fortalecimento da entidade casal é um passo importante para a consolidação deste com cada um dos membros e é por isso uma etapa importante para caminhar para um relacionamento conjugado no verbo Ser, assente não numa emoção, mas num sentimento: o Amor.

É a partir do controlo de si mesmos e do controlo do casal que este se constitui como uma entidade diferente de cada um dos seus membros individualmente. Deste modo o casal caminha para a última etapa de desenvolvimento enquanto casal, a etapa que designo por “Eu, Tu e Nós equilibrados”.

Nesta etapa o casal estará já no meio da ponte e definiu limites entre o que cada um é individualmente e o que ambos são enquanto casal. Para chegar a este ponto é preciso todo um processo de reflexão, conhecimento mútuo e auto controlo para entender que o controlo é agora uma forma de fortalecer o casal. Controlo no sentido de uma gestão eficaz da felicidade de cada um e do casal. Controlo no sentido de uma reflexão profunda de como os valores individuais se conciliam com os valores de casal. Controlo no sentido em que se mobilizam diferentes emoções (positivas como a paixão e a alegria e negativas como a raiva e a tristeza) numa profunda reflexão sobre o projeto de vida a dois. Este controlo, numa relação conjugada no verbo Ser, é sempre potenciador da relação.

A partir desta análise, de como o controlo se torna mutável ao longo do ciclo de vida do casal, compreendemos como um relacionamento é potenciado ou destruído pela forma como o controlo se associa às características e tarefas de desenvolvimento que o casal tem de assumir enquanto cada membro percorre a ponte do relacionamento, um em direção ao outro.

Assim, cada pessoa que percorre pontes de relacionamento com outras pessoas, deve primeiro assumir um controlo de si mesmas (conhecendo-se a si, definindo os seus valores centrais de vida e os seus objetivos de existência), para depois assumir um controlo positivo do casal que constitui (conhecendo a entidade casal e identificando-se com ela e alicerçando esse projeto de casal no Amor).

Controlar, dependendo da forma como se conjuga o verbo da relação no Estar (temporário) ou no Ser (refletido e eternizado), é então um processo ora de toxicidade do relacionamento, ora de potenciação do relacionamento.

Para que um relacionamento conjugal seja saudável, talvez o melhor seja percorrer a ponte, assumindo um controlo assente no verbo Ser. Este processo exige conhecer-se bem e ser Feliz consigo para depois poder refletir e ceder em equilíbrio para ser feliz com o outro.
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​PEDRO MELO
PROFESSOR NA UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA (ICS – PORTO);
ESCRITOR
www.facebook.com/escritorpedromello

​in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Equanimidade, o inicio para uma vida plena e saudável

1/9/2017

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A equanimidade é uma qualidade libertadora que nos dá um coração aberto e equânime, calmo e estável, no meio das vicissitudes da vida.
​Por Marta Pacheco


in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Nos últimos anos, tem surgido, na comunidade de investigação psicológica, um interesse significativo pela componente positiva das experiências subjetivas das pessoas. Compreender o que são realmente estes conceitos, quais são os seus componentes, como se relacionam, quais os fatores que os influenciam e os seus efeitos no quotidiano das pessoas.

O conceito de equanimidade é muito recente na nossa cultura, e o mesmo começou a ter mais enfâse quando em Portugal se inicia um novo ciclo de estudos ligado as terapias de terceira geração que ganham forma e força. Nestas terapias encontramos por exemplo as práticas mindfulness.
 
Equanimidade significa serenidade de espírito. É um estado natural e relaxado, a capacidade de experimentar de maneira estável as diferentes situações do mundo físico, das sensações, da mente e dos fenómenos. É caraterizada pela profunda tranquilidade, completamente livre de oscilações. Nada paga o preço de estarmos felizes por nós mesmos. Alcançando este estágio, até mesmo os relacionamentos ficam mais fáceis de se lidar. Isto traz uma paz incomensurável.
 
A ideia da equanimidade é muito forte entre os budistas, onde abraçam esta filosofia de vida, e entendem que a fonte de todo o sofrimento vem da ignorância, do apego ao desejo e do apego à aversão. Quem vive na ignorância não percebe que  o apego é o que traz o sofrimento. O princípio da equanimidade é a base da grande compaixão, que, por sua vez, alicerça o despertar da mente da iluminação, definida como "o desejo de atingir a iluminação para o benefício de todos os seres.

Em termos psicológicos, trata-se do processo de tomada de consciência dos nossos condicionamentos e do alinhamento no processo de transformação pessoal. Enquanto a renúncia se enraíza em considerações cada vez mais sutis e profundas acerca da ética – a ética da individuação – o despertar da mente da iluminação, implica um comprometimento com outro, a ponto de não ser mais possível a passividade diante de seu sofrimento.
 
Muitas vezes, ou a maioria das vezes, dizemos: “eu quero” ou “eu não quero” quando isto acontece, estamos a deixar de viver o momento presente para criar – na nossa mente – uma ideia de uma vida perfeita que simplesmente não existe no momento. Como a ideia não bate certo com a realidade sofremos.
 
"Este estado de equanimidade manifesta-se como uma reação equilibrada na alegria e na tristeza e que protege contra a agitação emocional” Bodhi
 
Deve-se notar que a forma ideal de equanimidade abraçada pelo Budismo também inclui ter uma atitude igual para todos os seres, sem os limites, que temos o hábito de desenhar, entre amigos, estranhos e aqueles que consideramos “pessoas difíceis”. Em outras palavras, Tsering citava “considerar todos os seres como iguais no seu direito a ter felicidade e a evitar o sofrimento”, e para Bodhi “tratá-los sem discriminação, sem preferências e preconceitos." Este aspecto da equanimidade pode ser cultivado com métodos específicos de prática contemplativa.
 
Há uma maneira de ver o mundo a preto e branco e há uma maneira de ver o mundo de todas as suas cores brilhantes. Somos programados para ambas as maneiras, no entanto a primeira é muito mais rápida, porque existe há muito mais tempo, devemos procurar assim, o que é brilhante e prazeroso para conseguirmos viver com mais plenitude e de forma saudável a todos os níveis, pessoais e relacionais.
           
Efetivamente, a forma como percepcionamos o mundo e a dinâmica que estabelecemos nas nossas relações em interação com as pessoas e todo o meio envolvente, é muito mais importante do que podemos imaginar. A realidade que criamos para a nossa sobrevivência individual influenciara também toda a dinâmica do mundo exterior. As relações interpessoais acontecem por meio da interação compartilhada por duas ou mais pessoas. As interações não ocorrem no vazio, acontecem em diversos contextos, sejam eles organizacionais, educacionais, familiares ou comunitários. 
 
Da mesma forma, num estado equânime pode-mos ter experiências agradáveis ou recompensadoras, sem se estar super-animado ou tentar prolongar essas experiências ou tornarmo-nos viciado nelas. Cultivar a equanimidade consiste em observar profundamente como reagimos a presença (dos opostos) no percurso da nossa vida.
 
A prática da equanimidade não significa que devemos tornar-nos seres passivos. Quando faz calor, nós abrimos a janela. Mas cada vez que não está em nosso poder modificar as coisas, é possível para nós um refúgio interior?

Esse refúgio interior é nossa capacidade de ser equânime.
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MARTA PACHECO
MESTRE EM PSICOLOGIA CLÍNICA
TERAPEUTA DE REIKI E REGRESSÃO
PROFESSORA DE MEDITAÇÃO
TRANSPESSOAL E REIKI
martapache@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Prazer a dois

1/8/2017

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O prazer a dois só é alcançado se houver uma entrega total de ambos na conquista desse estado. Dê o melhor de si, escute e sinta o outro e verá que a fluidez do prazer acontecerá naturalmente.
Por Carmen Krystal


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

O prazer é um estado de satisfação com o qual nos sentimos plenos, seja numa atividade realizada, seja num sentimento que manifestamos, seja a nível físico ou psicológico, ou a nível particular ou relacional. Podemos sentir prazer com a satisfação das nossas necessidades básicas e particulares, com algo que proporcionamos a alguém, ou com o que outros nos proporcionam a nós.
 
Já sabemos que a plenitude só se alcança se estivermos inteiros connosco mesmos.

Um relacionamento prazeroso é aquele que é equilibrado, saudável, com respeito pela individualidade de cada um e espaço para cada um se manifestar como é, mas também tem de ter aventura, ousadia e coragem de fazer diferente. Prazer no relacionamento vai existir sempre que cada um souber o seu lugar, respeitar-se a si mesmo, seguir o melhor de si, ao mesmo tempo que escuta o outro, sente o outro e lhe tenta proporcionar a melhor satisfação das suas necessidades e dos seus gostos, a cada oportunidade. Isto não é a mesma coisa que fazer tudo o que o outro quer. O Prazer é uma sensação de leveza, felicidade, alegria e paz. Quando há uma vontade extrema de uma das partes de ser satisfeita pela outra, ou ter uma necessidade extrema de agradar a outra, aí estamos a falar de dependências que geram controlo e cobranças. Muito diferente do prazer.
 
Num relacionamento, principalmente no início, a forte tendência é sentirmo-nos inteiros com o outro. Nada mais errado. No início funciona, porque “o tico e o teco” estão ludibriados pelo estado hormonal apaixonado e tudo parece perfeito, mas, quando a realidade começar a mostrar que o caminho a seguir tem de ser outro, embora possa e deva ser apaixonado na mesma, às vezes, as coisas complicam-se. Muitas vezes, há emoções que tomam um lugar que “não é delas” e nos controlam as ações mesmo que a nossa mente nos diga o contrário. É preciso não perder a individualidade no relacionamento para que a satisfação e o prazer imperem. É preciso escolher constantemente procurar as ações, atividades e manifestações de afeto que nos proporcionem a leveza, felicidade, alegria e paz. Tudo o que for pesado, tudo o que nos deixar desconfortáveis, irritados, com uma sensação de controlo ou de ser controlados, não combina com prazer e bem-estar.  
 
É preciso não ter medo. É preciso arriscar e entregarmo-nos também a sentir prazer com o que escolhemos e fazemos e com o que o outro nos proporciona a cada momento. Às vezes há dúvidas do que realmente queremos e gostamos na relação.  Numa série de televisão portuguesa, ouvi há tempos um conselho a um rapaz, que me parece muito apropriado também para a busca do prazer: o rapaz estava com dúvidas sobre assumir ou não uma relação (a rapariga estava grávida) e uma amiga perguntou:  “1 – consegues ser a melhor versão de ti próprio quando estás com ela? 2 – pode não ser o melhor mas o sexo é bom?” Ele respondeu afirmativamente às duas questões com um sorriso de orelha a orelha... medo? Tinha muito. Um caminho aberto à felicidade dependente apenas da coragem de escolher ser feliz? Com certeza!
 
Escutar e sentir o outro é muito importante. Saber partilhar o que sentimos e gostamos também. A comunicação num relacionamento tem de ser clara e fluida para que o prazer seja mais facilmente alcançado. Mal-entendidos e situações ou emoções mal resolvidas num relacionamento são inimigos do prazer. Quando gosta dos sapatos dela, diga-lhe. Quando lhe apetece fazer algo mais ousado não sinta vergonha de o manifestar, o seu parceiro vai agradecer. O não estará sempre garantido, o sim só sabe se tentar. Se algo o/a magoou não guarde à espera do momento de se vingar. Fale sobre o que sentiu com a ação do outro e permita ao outro conhece-lo melhor na sua sensibilidade. É preciso estar sempre aberto/a ao que pode vir do seu parceiro/a. Não tenha ideias fixas de que algo tem de ser à sua maneira e, se não for, amua. Mente aberta e espírito livre são os melhores amigos dos bons momentos.
 
E não tenha dúvidas que o maior prazer também se sente no momento em que escolhemos proporcionar prazer ao outro. Quando escolhemos dar o nosso melhor, seja no carinho, seja na partilha e amizade, seja até no sexo, cada momento vivido como se fosse o último tem uma magia diferente.
 
Aplicando aos relacionamentos a questão que Marco Meireles partilhou no seu livro Esqueça Tudo O Que Sabe, e que coloca a si mesmo todos os dias ao planear o dia seguinte, acredito que muita coisa mudará na forma como planeia o dia-a-dia da sua relação. A questão é: “Se amanhã for o meu último dia de vida, quero mesmo fazer o que estou a agendar? ” Pois bem, quando pensa em bons momentos com o seu/sua parceiro/a são mesmo essas ideias que quer realizar? Se a resposta for sim, ouse, aventure-se. Se a resposta for não, então repense e mude alguma coisa, até a si mesmo/a se necessário. Pode ir mais além? Pode ser/fazer diferente? A vida são dois dias e um já passou e foi o mau, portanto aproveite que o melhor ainda estará para vir.
​
Aquela velha frase “muda e o mundo muda contigo” aplica-se a tudo, portanto não se iniba de mudar o que for preciso para alcançar o prazer em cada momento do dia-a-dia na sua relação, procurando sempre combinação do melhor dos dois para o atingir.  
​
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CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA,
REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
terapias.carmenkrystal@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Estratégias para trabalhar Ser mais Paciente

1/7/2017

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Lembra-se da última vez que perdeu a paciência? Todos nós já passámos por isso, mas a boa notícia é que podemos aprender a ultrapassar essas situações com algum treino.
​Por Rita Vieira


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Todos nós em algum momento já perdemos a paciência e quando passamos por isso, normalmente depois, sentimo-nos culpados e frustrados com a falta de paciência que tivemos.

Ser paciente significa controlarmo-nos e exige o controlo dos nossos pensamentos e emoções. Por outro lado, ser paciente não significa ser passivo no relacionamento com os outros nem que temos de estar sempre de acordo com formas de pensar diferentes da nossa, significa sim que aceitamos os outros como eles são, que têm tempos diferentes dos nossos e formas de agir distintas.

Nos diferentes papéis que assumimos no nosso dia-a-dia podemos experienciar situações diferentes que nos colocam à prova e insistentemente nos tentam levar ao nosso limite. No entanto podemos dizer que nunca se é totalmente paciente em todas as situações pois todos temos mais paciência em determinadas situações do que noutras, com determinadas pessoas e torna-se um desafio permanente manter a tranquilidade em alguns contextos.

Ser paciente enquanto mãe ou pai
Quem nunca perdeu a paciência perante uma birra, num dia de extremo cansaço ou perante alguma coisa que não gostou de ver. A culpa pela falta de paciência é um ponto em comum para mães e pais cansados e sem tempo de qualidade com os filhos.

Ser paciente enquanto colega de trabalho ou chefia
No trabalho aprendemos a lidar com personalidades diferentes e a nossa capacidade de adaptação e tolerância para com os outros, torna-se fundamental para um excelente relacionamento no trabalho. Quem nunca lidou com um chefe que liga insistentemente quando estamos de folga ou que nos está sempre a pedir trabalho atrás de trabalho, sem se aperceber que já estamos assoberbados e sem tempo para nada.

Ser paciente enquanto filho
Quando o pai ou mãe lhes estão sempre a cobrar, a dar ordens sem se aperceberem que afinal enquanto filhos, também já somos adultos.

Ser paciente enquanto marido e mulher
Viver com alguém não é fácil e será talvez o maior desafio num relacionamento a dois. É a outra pessoa que ouve os nossos desabafos, que leva com o nosso mau humor de manhã e que está sempre ali ao lado.

Ser paciente enquanto cliente
Quem nunca esteve num restaurante e se apercebeu que alguém se tinha esquecido no nosso pedido; ou perante um nabo ao volante que se atravessa na estrada, teve de colocar à prova a sua capacidade de ser paciente.
 
Estratégias para ser mais paciente em determinadas situações:
  1. Controlar o stresse e as emoções pode não ser fácil, mas aprende-se.
  2. Dissociar-se da situação. Dissociar-se significa que observamos a situação de fora. É quase como se nos visualizássemos a observar a situação à distância, como se fossemos observadores.
  3. Fazer uma caminhada para libertar a carga emocional que colocamos em determinada situação ou em algo que a pessoa nos disse e durante o percurso manter o foco nas coisas que vemos, nos cheiros, etc.
  4. Exprimir as emoções no momento certo. Não deixar acumular, pois se as reprimirmos vamos chegar a um estado de saturação, em que dizemos coisas de forma menos positiva ao outro.
  5. Mude o espaço físico onde se encontra. De uma forma prática, se estamos numa divisão da casa poderemos mudar para outra, ir dar um passeio, por outras palavras “arejar a cabeça”.
  6. Ouvir o que o outro tem para dizer. Perceber o ponto de vista do outro requer uma predisposição para ouvir com atenção e tentar colocar-se no seu lugar.
  7. Visualizar algo de agradável. Pode ser uma música que nos transmita calma, um lugar paradisíaco, ou uma pessoa que amamos. O segredo mais uma vez é alterar o foco para algo agradável e positivo.
 
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RITA VIEIRA
COACH DE ADULTOS, CRIANÇAS E JOVENS COM FORMAÇÃO EM
PSICOLOGIA
www.coachritavieira.com
coach.rita.vieira@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2017
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Verdade e Consequência

1/6/2017

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Alguém dizia que “A verdade está no Ser e no Ser apenas. Todas as outras coisas estão no não ser, ou na ilusão, ou são meias-verdades ou puras mentiras”.
​Por Rute Pereira


in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

A ser assim tal e qual, quando se mente, não se está inteiro num sítio, num trabalho, numa ação, numa relação, num momento. A consequência disso é a desarmonia interior e exterior proveniente de uma certa desintegração entre o que se pensa, o que se sente, e o que se diz e se faz.

A verdade aparece como algo natural, ligada ao instinto, à criança que existe em cada adulto (essa criança enquanto crescia foi aprendendo a mentir e a esconder-se), ligada à simplicidade e à “despreocupação” com as consequências. A verdade é um estado consciente de consciência, que implica um conhecimento profundo de si mesmo, do outro e do ambiente que os rodeia.

Este estado de consciência, vai sendo camuflado à medida que o medo entra em cena. O medo é o maior inimigo da verdade, por isso toda a gente mente; toda a gente mente porque toda a gente tem medo. Pode haver uma exceção ou outra, mas são as mesmas exceções que confirmam a existência da regra.
 
Enquanto o ser humano não compreender efetivamente o medo, vai continuar a vivenciar meias verdades e puras mentiras, e a receber na sua vida as consequências destas. Porque tudo tem consequências. Até as verdades. Verdade verdadinha. E só por aí já dá para entender o que poderá acontecer a seguir a uma “mentirinha”: esta ser descoberta e levar a um caminho de descrédito e desconfiança, por exemplo. Diz a ciência que o cérebro humano está concebido para mentir. E isso é interessante, na medida que a mente se chama mente porque mente, de facto! O cérebro guia-se pelos cinco sentidos físicos e estes por vezes são muito falíveis, eles mesmos mentem.

 Lá está, toda a gente mente; incluindo os sentidos, os anúncios, e os lideres espirituais e religiosos. Às vezes são apenas mentiras “piedosas”, mas são mentiras, aumentam a ilusão, estimulam o não-ser.

Poucas são as relações humanas sem mentiras ou omissões, sem meias verdades. Porque o medo está presente. E o Ser não. O Ser está presente quando não se pensa em nada, quando não há comparações nem criticas, externas ou internas. O Ser está presente quando a mente se aquieta e silencia, quando a pessoa é livre para dizer a verdade, para encarnar a verdade e para defendê-la acima de tudo. Esta aparece sempre que há uma integração completa entre o pensar, o sentir, o falar e o agir.

Ter a compreensão disto é demais fundamental no relacionamento consigo mesmo, pois proporciona uma liberdade tal, que se propaga para o relacionamento com os outros e com a sociedade onde se está inserido. Enquanto a própria sociedade e os seus padrões criarem ilusões, a verdade será sempre só meia, um quarto ou um terço. Não será inteira nem absoluta. O ser humano tem de se relacionar com a verdade e amá-la e adorá-la e senti-la como uma aliada, como uma protetora, como algo que é parte intrínseca do seu Ser.

Isto torna-se mais real na medida em que o individuo for trabalhando a prática da verdade em pequenas coisas do quotidiano, em pequenas decisões diárias.

É necessário aquietar a mente e os pensamentos, equilibrar as ansiedades e os medos, ser VERDADEIRO E CONSEQUENTE CONSIGO PRÓPRIO, para amar a verdade e partilhá-la com os outros continuamente, deixando-a fluir de forma harmoniosa.

Encarar a verdade como um ato coragem e até de rebeldia contra algumas mentiras que parecem já estar instituídas, favorece a mudança interior e nas relações pessoais e profissionais. É algo realmente libertador!

Por vezes, diz-se que a verdade dói. Diz-se que a verdade pode fazer com que a pessoa perca outra. Ou perca o emprego. Ou perca os amigos. Na realidade, as verdades não precisam magoar nem implicam fazer perder o que quer que seja; exigem apenas uma verdadeira consciência da consequência da ação, mas isso também o fazem as mentiras.

Portanto, e como a vida é feita de escolhas, cada quem que escolha onde quer estar com mais frequência: na mentira, na ilusão, na meia verdade ou na verdade absoluta. Qualquer que seja a escolha, o melhor é mesmo fazê-la com consciência da consequência. Porque certamente, nem sempre vai estar a mentir e nem sempre vai ser verdadeiro (principalmente consigo mesmo). 
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RUTE PEREIRA
PERSONAL THERAPIST
andromeda.meta13@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2017

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O Orgulho nos Relacionamentos

1/5/2017

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O que significa ser orgulhoso numa relação? Porque o fazemos e o que conseguimos com isso? O orgulho nos relacionamentos está maioritariamente relacionado com insegurança pessoal, necessidade de afirmação e baixa auto-estima. Infelizmente, muitas vezes, o resultado alcançado com uma postura orgulhosa é exatamente o oposto do que verdadeiramente sentimos e desejamos. Por Sofia Rodrigues

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Quando falamos em “orgulho” falamos acima de tudo da atitude e postura de intransigência que assumimos perante um acontecimento, uma situação, uma pessoa ou uma decisão. É a incapacidade de sairmos do nosso “lugar”, de dar um passo em frente no sentido da reparação, de nos questionarmos e assumirmos os nossos erros, de aceitarmos que os relacionamentos não são perfeitos e que para contribuirmos para o seu equilíbrio temos necessariamente que aceitar diferenças e aprender e lidar com estas.

O orgulho, neste sentido em que falamos, é nefasto para o nosso desenvolvimento pessoal, para a criação de relações sólidas, genuínas e construtivas e acima de tudo para a nossa felicidade.

O que nos leva a assumir uma postura orgulhosa? O que contribui para ser tão difícil, por vezes, abandonar este orgulho?

A resposta é na maioria das vezes, insegurança, necessidade de afirmação e baixa auto-estima.

Ao sermos inseguros precisamos de sentir que temos razão, que nos conseguimos afirmar e que conseguimos manter “sólida e forte” a nossa postura. A contradição, contudo, é que força e segurança têm a ver com nos sentirmos bem connosco sabendo que a cada dia damos o nosso melhor, mas que mesmo assim, por vezes, perdemos a razão, não somos perfeitos e cometemos erros.

Uma auto-estima saudável assenta em amor-próprio e amor-próprio assenta em cuidarmos de nós, das nossas necessidades, do que nos faz feliz e do que nos é mais importante. Ao sermos orgulhosos conseguimos na maioria das vezes exatamente o oposto pois o resultado é quase sempre negativo. Não dá lugar à reparação, mas sim ao afastamento por parte do outro e frequentemente pode mesmo conduzir a uma rutura no relacionamento.

Já a genuinidade e autenticidade podem de facto guiar-nos no caminho da felicidade ao contribuir para que as nossas ações sejam verdadeiras e bem-intencionadas.

O outro cometeu um erro? Estamos magoados? Fomos nós a cometer um erro? A aceitação é fundamental. Aceitação do que estamos a sentir, aceitação desse erro e decisão do que fazer com ele. Por vezes basta sermos totalmente honestos com o outro e partilhar como nos estamos a sentir, o que nos magoou, pedirmos perdão se magoámos o outro e falar sobre o que seria importante para cada um no sentido da reparação. Outras vezes não é possível e cada um segue caminhos diferentes.

Em todas as situações existe um pré-requisito fundamental, abandonar o orgulho e a crítica desnecessária. Estes últimos estão relacionados com o nosso ego, com querer ter razão, com necessidade de “vencer”. Pelo contrário, a honestidade e a genuinidade vêm diretamente do nosso Ser, da nossa verdade interior e do que é realmente importante para nós.

Quem nunca cometeu um erro? Será que alguém se sente bem quando comete um erro? É importante parar de apontar o dedo, de criticar e de julgar o outro e nós próprios. É importante sim evoluir, crescer em consciência e com responsabilização pelas nossas ações.

Se fossemos todos iguais não existiria evolução, crescimento e aprendizagem. Esse é um dos grandes propósitos dos relacionamentos, evoluir e crescer com o outro. O orgulho destrói essa aprendizagem pois impede-nos de abandonar a postura rígida, de considerarmos novas opções, de perdoarmos, de pedir perdão, de ouvir verdadeiramente o outro e de descobrir a potencialidade de uma relação de verdadeira intimidade, amizade, cumplicidade e Amor.

Como transformar uma atitude de “orgulho”?

- Pergunte-se a si mesmo o que quer da vida? Alegria, autenticidade e qualidade ou crítica, orgulho e insatisfação?

- Mantenha o contacto consigo sempre que possível, estando regularmente atento aos seus pensamentos e emoções. Quando observar que está a ser invadido por pensamentos de crítica e orgulho tenha consciência que estes provêm do ego e não lhes dê muito poder. Não lhes resista, pois aquilo a que se resiste persiste, mas procure não os alimentar.

- Mantendo esta observação e contacto consigo procure perceber o que está verdadeiramente a sentir e o que gostaria realmente? De ter tido outra atitude? Que o outro tivesse tido outra atitude? Está a sentir dificuldade em reconhecer o seu erro? É difícil aceitar o erro do outro?

- Expresse a sua opinião, os seus sentimentos e necessidades com sinceridade numa postura construtiva e não de crítica ou acusação.

- Se sente ou sabe que cometeu um erro peça desculpa. Pedir desculpa não é sinal de fraqueza ou fragilidade, é sinónimo de respeito, segurança e auto-estima… significa que desejamos acima de tudo dar o nosso melhor connosco e com os outros, que temos a confiança suficiente para assumir que não somos perfeitos e que mesmo assim decidimos ser felizes.

- Se observar que está a ser difícil abandonar o “orgulho” não se critique e encontre uma forma mais gradual de o conseguir… pode, por exemplo, escrever um bilhete ou enviar uma mensagem. Elogie-se pelos seus avanços.

- Adote uma postura de compreensão para consigo e para com o outro e decida ser feliz todos os dias.
- Se o outro estiver a ser “orgulhoso” ajude-o a sair deste estado sem acusar ou criticar. Brinque com a situação, não a alimente. Às vezes pode ser suficiente um piscar de olhos, um sorriso, um beijo, um abraço, um toque, um “gosto de ti”.

- Partilhe com quem lhe é próximo o que está a sentir. Quando falamos e trazemos à consciência o que nos perturba, habitualmente isso perde força e poder. Procure falar com quem tem uma postura neutra e imparcial.

- Pratique diariamente uma atitude de gratidão e valorização pela vida e tudo o que tem. Isso pode dar-lhe uma visão do que é realmente importante e ajudá-lo a desvalorizar pequenas implicâncias que vai alimentando diariamente.

- Pare de reclamar. Observe o número de vezes que reclama diariamente e abandone essa atitude sempre que a reconhecer. Se pode mudar alguma coisa importante para si, faça-o. Se não puder abandone essa reclamação. Aceite as pessoas e as situações como elas são e com isso decida o quer para a sua vida.

- Cuide do seu relacionamento (seja amoroso, familiar, de amizade…) com afeto e com sentido de proteção. Cada pessoa é única e insubstituível.
​
Em jeito de conclusão e caso este artigo tenha sido interessante para si “não deixe para amanhã o que pode fazer hoje” e comece agora mesmo a praticar.
​
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SOFIA RODRIGUES
PSICÓLOGA CLÍNICA, PSICOTERAPEUTA, TERAPEUTA DE CASAL, FORMADORA
www.sofiarodrigues.pt
www.akademiadoser.com/sofiarodrigues
sofia@sofiarodrigues.pt

​in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Tenha compaixão!

1/4/2017

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A compaixão está presente no nosso olhar acolhedor para o outro, na escuta atenta, no sorriso verdadeiro, no pensamento de bondade, nos braços que acolhem e que desejam felicidades. Por Andreia Barreira

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Dalai Lama afirma que “a principal razão da existência humana é a felicidade e que a compaixão é a caraterística mais marcante do ser humano”.

É de grande importância refletir sobre o altruísmo universal e o nosso grau de responsabilidade pelo bem comum. É essa noção de universalidade que promove o desejo de ajudar as pessoas a superar seus problemas e a satisfação íntima de ter cumprido com o nosso dever como humanos.

A compaixão é uma virtude que nos torna mais humanos, capazes de construir bons relacionamentos e tranquilidade.

A compaixão é considerada uma emoção social e não se confina aos seres humanos, podendo ser encontrada à nossa volta; basta olharmos para os chimpanzés, os golfinhos, os leões, os lobos ou os cães e gatos.

Quando se tem compaixão por outro ser, nota o seu sofrimento e deseja ajudar. Quer que o sofrimento pare, por isso, faz o que pode, ajuda, cuida, conversa com amor e com ternura.
 
Por exemplo, imagine uma criança a brincar feliz e por um descuido, ela cai e magoa-se. O sofrimento dela por se ter magoado vai despertar o sentimento de compaixão, porque passa a sofrer com ela. Talvez se aproxime para ver se está tudo bem. Talvez não. Mas pelo seu sentimento de compaixão, vai querer que ela melhore e volte a correr e a brincar feliz.
 
No entanto, o poder da compaixão representa muito mais, representa essencialmente a vontade de ser útil, ou seja, que o foco é a solução. Por isso, quem tem compaixão é capaz de transformar situações nocivas em benéficas, mas não basta apenas saber o quão benéfico é a compaixão; é essencial desenvolvê-la através de um esforço concentrado.
Vale a pena considerar algumas dicas:

1.Descubra
Inicie um processo de observar mais as pessoas da sua convivência, tente entender a forma como elas reagem diante das situações que se apresentam.Use os eventos diários para transformar sentimentos, ações e comportamentos em oportunidades de desenvolver a força interior que proporcionará maior sensibilidade em relação aos que nos rodeiam.
​
Pequenos atos de dádiva proporcionam tanta satisfação que vai sentir motivação para fazê-los cada vez mais.

2.Olhe ao redor
Todas as pessoas têm a sua própria cota-parte de dor e dificuldades mas seguindo a dica número um concluirá que, nem de longe, é a única pessoa a precisar de atenção. Ninguém é vítima, todos desejam aprimorar escolhas e encontrar a felicidade, mesmo que, aparentemente, não saibam como fazê-lo. Pensar assim fará com que sinta maior disponibilidade em ser útil e ajudar.

3.Não julgue
Procure entender as pessoas sob a ótica delas, o que elas sentem a partir das conceções e valores que têm. Não antecipe conclusões baseadas no seu contexto de vida. Não faça julgamentos inúteis e concentre-se no que pode fazer. Compreendendo a situação da forma como o outro vê, assim verá melhor o que pode fazer para ser útil.

4.Seja tolerante e paciente
Tenha boa vontade com as pessoas ao seu redor, observe suas necessidades e coloque-se à disposição o máximo que puder. A prática da tolerância é fundamental, porque sentir compaixão por quem é recetivo e grato é fácil, no entanto poderá ser um desafio desenvolvê-la em relação às pessoas difíceis e ingratas, mas isso é o que nos conduzirá a um real amadurecimento e satisfação íntima.

5.Reconheça seus semelhantes
Compaixão essencialmente é reconhecer que somos todos seres humanos, com aspirações e necessidades. Precisamos uns dos outros para evoluir, motivar e superar as nossas dificuldades. Reconhecendo essa verdade facilitará a empatia e os relacionamentos.

Para o psicólogo americano Marshall B Rosenberg: "Quando nos concentramos em esclarecer o que está sendo observado, sentido, e necessário ao invés de diagnosticar e julgar descobrimos a profundidade de nossa própria compaixão".
 
Uma mente comprometida com a compaixão é uma semente que cultiva o bem na própria vida, fazendo grande diferença no mundo.
​
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ANDREIA BARREIRA
LIFE COACH
www.andreiabarreiracoach.com
andreiabarreiracoach@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Plenitude é viver em partilha

1/3/2017

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A Plenitude nos relacionamentos só é conseguida vivendo em plenitude individual, partilhando e colocando na relação o melhor de cada um. Caso contrário, só atrairá dependência.
​Por Carmen Krystal


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Podemos definir relacionamento entre pessoas como a forma como elas se tratam, como comunicam, a conexão que surge e as ligações que se estabelecem. E isto aplica-se a todo o tipo de relações, seja na família, no trabalho, nas amizades ou nas relações amorosas. Consideramos que há um bom relacionamento quando as pessoas comunicam bem entre si, tendo gosto em promover o entendimento proporcionado pela afinidade e cumplicidade. Consideramos que há um relacionamento difícil quando há dificuldades em estabelecer comunicação e entendimento, quando a conexão tem interferências e a ligação não é saudável.

Sabemos, porém, que tudo o que se passa na nossa vida, reflete, em boa medida, muito ou tudo do que se passa no nosso interior. Direcionando para os relacionamentos, podemos dizer que o tipo de relacionamentos que temos nas várias áreas da nossa vida, depende, de vários fatores intrínsecos a nós mesmos, como por exemplo: a forma como nos colocamos nos relacionamentos, a forma como avaliamos e estabelecemos a nossa conexão/ligação com outro, como nos expressamos e comunicamos com o outro, assim como, a forma como recebemos e interpretamos a informação que nos chega do outro. Isto porque não somos só seres emissores, mas também seres recetores e, isto é válido quer na primeira impressão e contacto que temos, quer nos vários contextos que vão proporcionando a construção da ligação/relação.

No entanto, muitas vezes, esquecemo-nos que tudo o que acontece dentro de nós, também acontece no outro. Assim como temos os nossos filtros e perceção da realidade, objetivos, gostos, interesses e crenças, também o outro tem os seus objetivos e interesses, o seu sistema de crenças e a sua própria realidade. Como diz Marco Meireles no seu livro Esqueça Tudo O Que Sabe, “muitas vezes, pensamos na comunicação como um processo de uma única via.”
 
A base dos relacionamentos está na comunicação e na capacidade de gerar empatia. E teremos tão melhores relacionamentos quanto mais estas capacidades estiverem bem desenvolvidas em nós como indivíduos. Só assim se conseguem gerar relações de confiança, respeito e harmonia entre os seres.
 
Falando agora da Plenitude, podemos defini-la como um estado de completude, isto é, a condição daquilo que é completo, inteiro, sem espaço.  

Estar completo significa estar totalmente preenchido. E no contexto da existência humana, estar totalmente preenchido, significa estar em conexão integral com o ser interior, viver em equilíbrio consigo mesmo em qualquer situação que aconteça, viver em honestidade emocional e respeitar o seu sentir, não permitindo que nada nem ninguém adultere ou interfira na sua integridade e sensibilidade para consigo mesmo e para com a vida que construiu em seu redor. Sabemos que a perfeição não existe, o que existe é a busca constante para atingir o estado que nos devolve essa sensação de perfeição e plenitude a cada momento. E isto mais acontece quanto mais nos permitirmos viver em busca do melhor de nós.
​
Juntando estes dois conceitos podemos dizer que um relacionamento em plenitude é uma ligação entre seres completos, que se reconhecem na sua essência como indivíduos independentes, que geram empatia entre si, com capacidade de se cativar, de comunicar e se relacionar com o outro no melhor de si mesmos, estabelecendo relações de partilha, harmonia, respeito e confiança mútuos. 

Aquilo que realmente nos faz gostar de alguém, é a sensação boa de conforto e satisfação que essa pessoa transmite e nos faz sentir dentro de nós. É aquilo que de bom ela traz à nossa vida e a forma como desperta e alimenta o melhor de nós. Como afirmou Rolando Toro, criador da Biodanza: “É no encontro com o outro que recebo notícias de mim.”

Quando não conseguimos atingir estes estados por nós mesmos, quando há carências ou dependências emocionais, abre-se um espaço vazio no nosso interior que, consciente ou inconscientemente, aguardamos que venha a ser preenchido por alguém. Quando chega esse alguém que nos faz sentir plenos, completos, sem espaço vazio, automaticamente assumimos que queremos essa pessoa na nossa vida. Mas na verdade, o que queremos é sentir, sempre, o bem-estar que ela desperta e promove em nós, que nos devolve essa sensação de completude. No fundo, essa pessoa veio despertar em nós, aquilo que devemos alimentar por nós mesmos.

Se aprendermos a lidarmos com essa satisfação sabendo que é nossa, vamos aprender a alimentá-la sem que o outro esteja na nossa vida. Sem depender do outro. Quem vive pleno não depende. Quem vive pleno, partilha. Este é o segredo da plenitude. O outro nunca tem a responsabilidade de tapar ou preencher aquilo que é um vazio pessoal e interior. Quanto muito pode abrir um caminho e ajudar nesse preenchimento com o que traz de bom, mas a responsabilidade desse preenchimento é de cada um de nós, e conseguimo-lo ao alimentar as emoções positivas e os estados de gratidão que vamos alcançando.

Como me disse alguém muito especial: “Nós nascemos livres e morremos livres. Não somos de ninguém e devemos respeitar os ideais dos outros para que sejamos respeitados.” E penso que isto é completamente espelhado na frase que ouvi há dias na rubrica “Vale a pena pensar nisto” da RFM: "Entre mim e ti há 3 caminhos: o meu, o teu e o nosso. E podemos viver os três como cordas entrelaçadas..." E isto é a Plenitude nos relacionamentos.

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CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA, REIKI, LIMPEZA ESPIRITUAL E ASTROLOGIA
www.facebook.com/krystalterapiaevolutiva
krystal.terapia.evolutiva@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2017
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