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Procrastinação, o famoso amanhã eu faço!

1/11/2018

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O ato de procrastinar pode afetar a sua saúde física e/ou mental, além dos diversos obstáculos criados que podem impedir uma evolução para o seu futuro.
Por Fernanda Wolff da Silva


in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A procrastinação trata-se do ato de adiar o que deve ser feito, como por exemplo um trabalho seja ele do âmbito escolar, ou no que diz respeito ao seu ofício, um hábito que está presente na vida de muitas pessoas no mundo, e essa caraterística pode acarretar na diminuição de sua produtividade e afetar a qualidade do que deveria ser feito, pois as pessoas que mantém este comportamento acabam deixando para fazer as tarefas no último momento, como diz o ditado brasileiro “aos 45 minutos do segundo tempo”, que trata-se de uma analogia entre o futebol e o  fato de deixar para a última hora.
 
Embora o fato de adiar as atividades possa ser de certo modo satisfatório no momento que o indivíduo o faz, procrastinar pode resultar em diversos sentimentos como: culpa, remorso, sensação de derrota, entre outros sentimentos angustiantes. Sentimentos esses que podem agravar cada vez mais a situação, pois esse comportamento pode levar ao aumento de stress, que por sua vez pode acarretar numa diminuição da imunidade, abrindo assim as portas do corpo para diversas doenças físicas, e até mesmo para as psíquicas como a possibilidade de desenvolver transtornos de ansiedade.
 
O que se costuma adiar? Adia-se aquelas atividades que não é de nosso interesse realizar, e/ou que se considera muito difícil no determinado momento. Contudo na atualidade esse não é o único motivo para delongar o objetivo. Temos as redes sociais que ocupam muito do nosso tempo de produtividade , fazendo com que percamos tempo para realizar o projeto com excelência e dentro do prazo solicitado.
 
As pessoas costumam alegar que estão muito ocupadas, quando é necessário realizar uma atividade que não lhes agrada. Quando na verdade elas apenas estão ocupadas com atividades que não precisam realmente realizar, mas que são mais agradáveis naquele instante.
 
Os procrastinadores têm como tema “se eu posso fazer amanhã, por que eu vou realizar hoje? ”, mas parece que não tem consciência que o amanhã vai chegar. E quando o amanhã chega as atividades ainda estarão lá para serem feitas, e muitas vezes ainda em maior quantidade, pois irá acumular as de ontem, as de hoje e as de amanhã, criando um hábito de bola de neve de atividades realizadas com pouco ou nenhum sucesso, levando a uma sensação de fracasso. Essa atitude é realizada no presente, mas pode estragar o futuro.
 
Há alguns métodos para tornar a sua vida mais fácil e produtiva, o primeiro e imprescindível ato a fazer é desligar-se das possíveis interrupções (telemóvel, redes sociais) que podem atrapalhar o desenvolvimento do seu trabalho.  Elaborar um plano de rotina detalhado, onde você separa o tempo para cada uma de suas atividades, optando por realizar a tarefa mais desagradável primeiro, estabelecendo assim uma meta. Depois de realiza-la, conseguirá fazer as outras atividades com maior facilidade.
 
É possível também estabelecer um sistema de recompensas, onde educará de certa forma o seu comportamento para entender que essa atividade é imediatamente compensadora.
 
Logo sem interrupções, com os horários divididos, e com a meta estabelecida, você terá maior facilidade em alcançar o seu objetivo, que seria o de realizar a tarefa com tempo e de forma a trazer um resultado favorável e recompensador, de modo a evitar os sentimentos angustiantes como: culpa, remorso, e as sensações de fracasso.
 
O próprio resultado favorável das suas atividades realizadas com maior tempo e dedicação, já será um recompensador para a sua mudança de comportamento, tornando a sua vida mais feliz, pois ira inibir as preocupações que ficam presente quando não realizamos a atividade. Preocupações que consomem, energia e tempo, e o deixam mentalmente cansado.

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FERNANDA WOLFF DA SILVA
BACHAREL EM LOGÍSTICA (UNIVALI –UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ), GRADUADA DE PSICOLOGIA (AVANTIS)
fernandawolff30@hotmail.com

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A Vida como uma melodia harmoniosa

24/9/2018

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Como passar de uma Vida em dissonância para uma Vida em equilibrio? Como passar do caos interno onde o sofrimento é protagonista, para a estabilidade e expressão do nosso verdadeiro Eu? Por Susana Milheiro Silva

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​“Pare por uns instantes. É o momento da sua higiene mental e energética. O momento para se auto-equilibrar, para se harmonizar.
Respire.
Imagine-se num cadeirão reconfortante. Aproveite o tempo que reservou para si, para ficar em silêncio. Leve a atenção à sua respiração. Permita que esta aconteça naturalmente como é.
 
Agora imagine uma partitura de uma agradável melodia.
Respire.
Pode até não entender nada de claves de Sol, bemoles ou colcheias, mas imagine-se a ouvir uma daquelas agradáveis músicas onde a respiração e o seu coração abrandam. Deixe-se ficar assim por alguns minutos, simplesmente a aceder a todo esse bem estar que começa a sentir. Respire tranquilamente, sem forçar.
 
Leve agora a sua atenção à forma como todos esses sons se ligam entre si. Como em alguns momentos parece que desce uns patamares até ao interior de uma gruta e noutros, sobe até ao topo de uma montanha!
 
Repare como há momentos onde surgem sons completamente novos e momentos onde os sons se repetem!
Quando são sons novos, o que sente? Estranheza, admiração, o coração acelera ?! e quando se repetem? Desagrado, conforto, já cantarola em comunhão?!
 
Repare nos silêncios da melodia. Nos espaços de tempo em que parece nada se ouvir. Repare agora quando os sons parecem não terminar.
 
Se a melodia que escolheu é composta por diversos instrumentos, repare em todos. Um de cada vez. Procure identificá-los. Sem os julgar, ou seja, sem emitir agrado ou desagrado. E respire.
 
Este momento durará o tempo que quiser. Na verdade, é a sua melodia. A escolha é sempre sua. Mesmo até quando parece que a melodia o controla a si, recorde-se que a escolha é sua. É maestro da sua melodia.
 
Leve por fim a atenção ao seu corpo e despeça-se desse momento único que acabou de viver. Agora é tempo de voltar à Vida que a liga aos outros.
Respire.”
 
Estará a questionar-se que relação podemos estabelecer entre esta viagem e dissonância. Pois bem,pretendíamos que vivenciasse um momento de consonância, de harmonia, em oposição à dissonância.
 
Viver em dissonância é viver em sofrimento. É viver em conflito interno entre o pensar, sentir e agir. Quantas vezes se deu conta de sentir determinada emoção e escondê-la, até de si? Provavelmente nessa altura passou a pensar e a agir sem levar em conta essa emoção e o resultado disso trouxe-lhe desconforto. Quantas vezes agiu por impulso ou reacção devido a determinada emoção ou pensamento, que como uma flecha condicionou o seu momento? Estamos seguros que neste momento surgem no seu pensamento inúmeros exemplos disso.
 
Todos os dias lidamos com pessoas com um raciocínio brilhante mas nada materializam, na verdade vivem numa ilusão mental. Há também aquelas que vivem a Vida com tanta emoção que se perdem pelo caminho, onde não há clareza mental nem foco na acção. Ou as que estão sempre em movimento, que não se permitem parar para pensar e sentir de modo a fazerem escolhas mais adequadas à sua Vida.
 
Na realidade todos somos regularmente desafiados para momentos de dissonância. A rapidez dos dias de hoje, as inúmeras tarefas e objectivos que diariamente colocamos retiram-nos do nosso equilíbrio natural, da consonância.
 
Como percebemos pensar, sentir e agir são três pilares fundamentais em nós. O nosso bem estar dependerá do equilíbrio entre eles. Significa em primeiro lugar que somos pessoas internamente completas quando possuímos pensamentos, emoções e acções. E no decorrer disso, quando agimos em direcção a algo fazêmo-lo em respeito pelo que sentimos e pensamos.
 
A viagem que propusemos no início desta partilha, vem recordar-nos que a Vida é uma melodia. Composta por diferentes sons, ritmos, ciclos e silêncios por vezes interrompidos pelo caos. A harmonia pode estar sempre presente. Dependerá do nosso equilíbrio, da nossa observação, da nossa escolha. Independentemente da melodia da Vida, a dissonância é uma opção.
​
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SUSANA MILHEIRO SILVA
PSICOTERAPEUTA, VIA® - APRENDIZAGEM INTEGRATIVA DA VIDA,
CONSULTORA MINDFULNESS PELA EEDT. MEMBRO FUNDADOR DO CLUBE UNESCO-KIRON, TERAPEUTA DA EPHESUS THERAPEUTIKUM, PORTUGAL
smspsicologia@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Como a Ansiedade nos afeta e o que podemos fazer para a controlar?

1/9/2018

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A ansiedade é um problema que cada vez mais afeta o quotidiano dos portugueses, podendo ter origem na avaliação de um problema ou das capacidades da pessoa. Mas como se pode controlar a ansiedade? Por Diana Mendes

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A ansiedade é uma experiência normal e necessária para preparar a pessoa para a ação em situações de perigo, ou seja, é uma resposta normal face a um stressor, e até certo ponto facilita o desempenho da pessoa para resolver certas situações. É uma resposta influenciada por vários processos como a aprendizagem, memória, perceção, apetite e sono, e pode manifestar-se de diversas formas: fisiológica, cognitiva, emocional, motivacional e comportamental. É então um processo adaptativo normal que acontece face um perigo real.
 
A ansiedade deixa de ser normal e torna-se uma psicopatologia quando o grau de ansiedade é desproporcional em relação ao risco que a situação representa e se permanecer perante a ausência qualquer risco. O impacto da reação no funcionamento do individuo, a presença de um efeito psicossomático e o desempenho social ou laboral são fatores a avaliar para diferenciar a existência da ansiedade normal ou patológica.
 
A dimensão cognitiva da perturbação da ansiedade leva uma preocupação constante (ou medo) face a um “perigo” e a sua resposta a este. Normalmente esse perigo é irreal, levando a uma sobrestimação excessiva do grau de perigo que determinada situação representa, assim como uma subavaliação das capacidades da pessoa para o desempenho adequado face a essa situação. Estes fatores levam à vulnerabilidade da pessoa, à perceção de si próprio como sujeito a perigos internos/externos sobre os quais não tem controlo ou tem controlo insuficiente para se sentir seguro. Como psicopatologia a ansiedade pode ter vários sintomas, relacionados ou não com o aspeto mental. Exemplos de sintomas mentais, comportamentais e emocionais:
  • Inquietação e desconforto consigo mesmo perante os outros;
  • Hipervigilância;
  • Dificuldade em lembrar-se de coisas importantes;
  • Confusão;
  • Bloqueio;
  • Perda de objetividade e perspetiva;
  • Medo de não ser capaz de fazer face à situação;
  • Medo de avaliação negativa;
  • Tenso;
  • Esgotado;
  • Evitamento;
  • Inquietação;
  • Hiperventilação.
 
Exemplos de sintomas fisiológicos:
  • Cardiovasculares (batimento cardíaco acelerado, desmaio)
  • Respiratórios (pressão no peito, dificuldade em inspirar)
  • Neuromusculares (rigidez, contração repetida da pálpebra)
  • Gastrointestinais (dor abdominal, náusea)
  • Trato urinário (pressão para urinar)
  • Dérmicos (sudação localizada, comichão)
 
Existe muito para falar acerca da ansiedade, é uma psicopatologia muito comum e com várias abrangências e diferenças, pois existem vários tipos de ansiedade. Ansiedade em termos de diagnóstico é relativa a perturbações da ansiedade. As perturbações da ansiedade são um grupo de psicopatologias associadas à ansiedade em si, mas que têm características, padrões familiares e prevalências diferentes.
 
Para prevenir/controlar a ansiedade, pode adoptar algumas técnicas, tais como: 
Meditar - A meditação não só reduz o stresse como também ajuda a “mudar” o cérebro, aumentando a matéria cinzenta em regiões importantes, como o córtex frontal e o hipocampo esquerdo. Pode meditar enquanto pratica yoga, com grupos voltados apenas para essa atividade, ou então sozinho, com o auxílio de tutoriais. O importante é reservar alguns minutos do seu quotidiano para se “desligar” do mundo e prestar atenção ao seu “eu”  interior.
 
Controlar a respiração - Respirar corretamente vai mudar o seu quotidiano. Encontra-se comprovado cientificamente que a respiração está ligada ao nosso sistema nervoso, tanto com o lado ativo (simpático) quanto o calmante (parassimpático). Quando se concentra na respiração consegue-se equilibrar as duas faces do sistema nervoso, diminuindo assim a ansiedade. Existem muitas técnicas e exercícios para ajudar na respiração diafragmática, mas o mais importante é usar o diafragma para realizar a respiração, e não o tórax.
 
Sono de qualidade- Um bom sono é essencial para uma vida saudável. Se estiver cansado, não conseguirá dormir bem e, não descansando corretamente, ficará ainda mais ansioso. Mas como sair deste ciclo de ansiedade? Comece por praticar os dois tópicos anteriores. Tanto a meditação quanto a respiração ajudam a “desligar” a mente dos problemas quotidianos, levando a concentra-se em si mesmo. Deve optar sempre por um lugar sem barulho. Pratique a sua respiração, inspirando e expirando profundamente. Concentre-se apenas na respiração.  Visualize imagens de lugares tranquilos que o deixam bem disposto e calmo. Outro exercício que funciona é escrever as suas preocupações num papel. Ao escrevê-las, consegue identificar o que lhe traz inquietação e, desta forma, consegue agir de forma mais assertiva.
 
Evitar álcool e tabaco- Tudo o que coloca dentro do seu corpo interfere consideravelmente com a sua saúde psicológica e física, pois físico e mente estão interligados. Além disso, vícios são manifestações de ansiedade. O álcool e o tabaco, além de funcionarem como uma válvula de escape, também deixam-no mais suscetível ao stresse. Parar de fumar ajuda a controlar a ansiedade. Caso sejam hábitos antigos, comece por diminuir gradualmente a quantidade de álcool e tabaco ingeridos. Assim, o seu corpo não sentirá abstinência de forma tão brusca. Caso seja difícil eliminá-los por conta própria, procure ajuda profissional.
 
Procurar ajuda profissional- Não consegue lidar com os sintomas? Procure ajuda especializada. Um profissional vai saber orientá-lo e especificar quais os tratamentos que o podem ajudar a controlar as crises de ansiedade. Pode ainda aliar a terapia a todas as dicas de controlo dadas neste texto para ter um resultado mais eficaz.
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DIANA MENDES
NATUROPATA E CONSULTORA EM SAÚDE E BEM-ESTAR
dianamendesnaturopata@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Partilhar emoções, o segredo para a felicidade

1/8/2018

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A partilha de emoções, positivas e negativas, pode ser uma chave importante para a felicidade, pois esta talvez não seja um objetivo final ou um lugar último, mas sim um caminho, um processo. ​
​Por Catarina Lucas


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

 As emoções fazem parte do quotidiano do ser humano e são um dos seus grandes motivadores e motor da relação que vai estabelecendo consigo mesmo e com os outros. Todas as pessoas as sentem e elas vão sendo diferentes ao longo do dia e ao longo do tempo, sendo influenciadas por aquilo que vai acontecendo em volta. Diferentes pessoas, em situações idênticas, conseguem experienciar emoções distintas. A razão está nas suas caraterísticas enquanto seres individuais, na forma como percecionam as coisas e no modo como lidam e enfrentam as situações.

As emoções são o grande elo de ligação entre as pessoas, são elas que permitem a aproximação ou o afastamento de alguém, são elas que mantêm a médio ou longo prazo as relações de amor, de amizade, familiares, entre outras. Contudo, só se consegue usufruir do poder das emoções na sua totalidade, quando estas são partilhadas com os outros. Não basta reconhece-las e senti-las, também é importante que sejam experienciadas em conjunto, para assim dar sentido às vivências diárias. É possível que alguém faça, por exemplo, alguns quilómetros para se encontrar com um familiar e estar com ele uns momentos, partilhando emoções, porque isso é uma das coisas que dará sentido à sua existência.

Porém, para conseguir partilhar emoções é essencial que sejam reconhecidas, sendo este o primeiro passo para depois aceitar e gerir eficazmente essas mesmas emoções. É impossível partilhar uma emoção desconhecida ou indefinida. Se não se souber que existe e o que é, a partilha pode tornar-se desadequada, o que ocorre muitas vezes. Por isso, é importante parar um pouco e analisar os sentimentos que possam estar a ser experienciados e dar-lhes um nome, por exemplo, raiva, tristeza, euforia, alegria, medo, saudade, entre outras. Algumas emoções podem manifestar-se através de sintomas físicos, como é o caso da ansiedade, por isso estar atento a estas manifestações pode também ser uma ajuda neste reconhecimento.

Depois de as reconhecer, é necessário compreender e aceitá-las. As emoções podem ser positivas ou negativas, ambas as circunstâncias são normais ao ser humano, embora haja a tendência para uma menor tolerância às emoções negativas. É normal que uma pessoa esteja triste, zangada, chateada, contudo, às vezes nem sequer há espaço e parece também não haver legitimidade para estar triste. Não raras vezes, surge inclusivamente vergonha daquilo que é sentido. Neste processo de aceitação, é importante compreender. Aliás, a compreensão ajudará no processo de aceitação. É necessário compreender os motivos para determinadas emoções estarem presentes, como por exemplo algo que possa ter acontecido.

Uma peça essencial em todo este processo de gestão emocional, é a partilha de emoções. Essa partilha que, quando ocorre, consegue ser ainda um acrescento para a pessoa que partilhou. Esta partilha pode ocorrer de formas distintas, nomeadamente através da comunicação com outros ou da vivência conjunta de momentos e situações, onde dar se pode transformar em receber em dobro.

Falar de emoções negativas com outras pessoas pode ser muito complicado. É difícil dizer que se está triste, bem como as motivações dessa tristeza. Por vezes, é igualmente difícil dizer a alguém que se gosta ou que se sente admiração por essa mesma pessoa. Se reconhecer e aceitar emoções pode ser difícil, partilhar pode não ser mais fácil. Todavia, a não partilha, além de prejudicar a relação com os outros e impedir o usufruir de momentos positivos, poderá fazer com que a convivência intrapessoal seja dolorosa e a médio prazo possa acarretar dano psicológico. Quando se trata de emoções negativas, partilhar, pode trazer de imediato um sentimento de alívio, tranquilidade e bem-estar. Os problemas não desaparecem, mas talvez pareçam menores. Quando se fala de emoções positivas, partilhar pode trazer em dobro, já que àquilo que já é sentido será acrescentado aquilo que o outro dará também. Por norma, ao partilhar coisas boas, surge um sentimento de maior contentamento.

O não desenvolvimento deste tipo de habilidades emocionais, pode comprometer o equilíbrio emocional e o relacionamento interpessoal. Quando se está zangado, é importante que se consiga fazer uma boa gestão desta emoção, para assim não culminar numa grande discussão. E se de vez em quando também pode ser importante discutir e manifestar emoções mais agressivas, se isto se tornar frequente o dano será imenso.
​
Assim, é possível encontrar na partilha uma grande ferramenta no caminho que é a felicidade. A felicidade talvez não seja um objetivo final ou um lugar último a atingir, mas sim um caminho, um processo, onde cada dia conta, onde cada dia surge como mais uma oportunidade, mais um local e momento para ser feliz. Neste percurso, a partilha pode desempenhar um papel enorme, minimizando coisas negativas, diminuindo a carga quando é pesada, usufruindo em conjunto de coisas boas, de pequenos momentos. As relações humanas constroem-se e sobrevivem através das emoções e da sua partilha. 
​
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CATARINA LUCAS
PSICÓLOGA E DIRETORA DO CENTRO CATARINA LUCAS
www.catarinalucas.pt
c.lucas@catarinalucas.pt

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Da Raiva proibida à raiva assumida!

1/7/2018

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Da Raiva proibida à raiva ASSUMIDA. Como podemos lidar com nossa raiva de forma mais consciente e construtiva. Uma visão sistêmica sobre esse sentimento tão discriminado que podemos tornar nosso aliado. Por Marise Vidal

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

A raiva é uma emoção explosiva associada à projeção da culpa, seja no outro, seja em nós mesmos, por alguma coisa que não aconteceu como nós queríamos. Ativamos a raiva quando não aceitamos a sensação de perda de poder, e consequente frustração e impotência, que situações dolorosas e desestabilizadoras nos podem provocar, não nos permitindo aceder à tristeza nem à aceitação e processamento das emoções sentidas.
 
Muitas vezes também não conseguimos identificar e aceitar a nossa própria responsabilidade nas experiências, porque achamos que não escolhemos o que a vida proporcionou.
 
Conscientemente ninguém escolhe ser atropelado/a, não escolhe que outro carro venha contra o seu, não escolhe ser despedido/a, se está apaixonado/a não escolhe que a outra pessoa o/a deixe, não se escolhe que alguém querido morra. No entanto, se, para trabalhar precisamente a aceitação da impotência e da frustração, se para desbloquear dores acumuladas de vidas passadas, a alma tiver escolhido vir passar por uma grande perda ou situações difíceis em que tudo tem um grande esforço associado, e, para completar todas essas experiências, passar por elas com almas com quem já se teve experiências negativas em vidas anteriores e é preciso limpar esse karma (a emoção que ficou mal resolvida), há uma responsabilidade espiritual, porque estamos lá para que os acontecimentos sucedam.
 
A palavra raiva deriva do latim rabere, que significa fúria ou delírio. Do sânscrito traduz-se como tornar-se violento. Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta com o significado de loucura, demência. Definições que, facilmente identificamos hoje em dia, como estados consequentes da raiva. 
 
A raiva tolda-nos o pensamento e retira-nos o foco daquilo que é realmente importante.
 
A Raiva é boicotadora do bom senso. A raiva faz-nos ativar a necessidade de controlo e manipulação para agirmos em prol do que queremos alcançar ou do que achamos correto, mediante a nossa perspetiva espicaçada, magoada e/ou ofendida, tudo para não deixarmos emergir as tais sensações de frustração e de impotência que teimam em espreitar dentro de nós.
 
Sabemos que a raiva é também uma doença fisiológica, transmitida por animais. Assim como a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, a raiva emocional torna-se, igualmente, um veneno dentro de nós, que nos corrói. O ego, com a sua necessidade constante de conforto, julga as situações e as pessoas, e, de tanto julgar, desenvolve a raiva. E a raiva autoalimenta-se. Quanto mais julgamos, mais alimentamos raiva.
 
Conforme podemos ler na mensagem 191 d’O Livro da Luz, de Alexandra Solnado, a única forma de nos conectarmos de novo connosco é transformar a raiva em tristeza. Porque na verdade, quando sentimos raiva, estamos apenas tristes. É preciso parar para sentir essa tristeza e apenas ficar triste. Triste por as coisas terem sido como foram e não de outra maneira.
 
Uma mente enraivecida é uma mente desconetada da sua alma. E enquanto não ficamos apenas tristes, “não conseguimos olhar para dentro e sentir como a alma é pura”.  E é por isto que a raiva é o “airbag” da tristeza.
 
Quando escolhemos vir à Terra, passar ou voltar a passar por experiências que nos vão provocar determinadas emoções, é precisamente porque nas vidas anteriores não aceitámos essas emoções e precisamos vir desfazer esse nó emocional e energético que ficou no nosso registo enquanto seres terrenos.
 
A frustração e a impotência são as duas emoções mais difíceis do ser humano aceitar. Sermos barrados de conseguir alcançar qualquer objetivo, ou sentirmo-nos incapazes de fazer algo, gera um grande desconforto interior. E nesta vida já é um desconforto acumulado de muitas vidas, do qual fugimos a sete pés. Mas é quando estamos neste desconforto que temos de escolher: aceitar a dor até ao fim ou bloquear mais uma vez.
 
Porque passar por este desconforto está previsto no nosso mapa astral. Plutão representa a nossa maior resistência e, por isso, esconde o maior nó emocional que trazemos para desatar. Representa a dor mais antiga que sentimos, relacionada com o assunto chave que nos propusemos a resolver na encarnação. Há dores profundas que podem vir de há milhares de anos. Imagine que encarnou pela primeira vez na Atlântida onde não aceitou a perda de um ente querido, onde se culpou e/ou ainda se revoltou contra alguém e, tem vindo a acumular a não aceitação da perda vidas fora. É uma dor profunda acumulada que quando ativada por qualquer perda que a vida presente lhe traga, por mínima que seja, vai parecer o fim do mundo. Poderá ser uma dor desproporcional ao evento ocorrido, criando reações diversas, nomeadamente a raiva. Mas o segredo é mesmo aceder e chorar a tristeza. O choro é a única forma de libertar emoção.
 
Muitas pessoas pensam que a dor não tem fim e por isso rejeitam senti-la. Mas a verdade é que a dor tem fim e é alquímica, ou seja, quando chega no limite vira no contrário. Quando se chora toda a tristeza e se liberta toda a dor, o peso emocional daquela situação deixa de existir.
 
Alexandra Solnado costuma dizer que no fundo do poço há sempre uma cama elástica. Só quando nos permitirmos ir até ao fim de tudo o que sentimos, conseguimos libertar a emoção mal resolvida no passado e limpar o karma. E é assim, resolvendo e aceitando todas as emoções, que ficamos livres da experiência terrena e saímos da chamada rodas das encarnações.  
 
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MARISE VIDAL
PSICÓLOGA CLÍNICA E PSICOTERAPEUTA DE ADULTOS, ADOLESCENTES, GRUPOS, CASAIS E FAMÍLIAS. ESPECIALIZAÇÃO NA ABORDAGEM DA GESTALT-TERAPIA. CONSTELADORA FAMILIAR. MEMBRO EFETIVO DA ORDEM DOS PSICÓLOGOS DE PORTUGAL
www.akademiadoser.com/marisevidal.html
www.facebook.com/casamentocomhumor
marisevidalpsi@gmail.com
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in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018
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Coerência até ao fim

1/6/2018

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Será que a mor te é o fim? Ou teremos que começar a olhar a mor te como uma transição entre mundos? É urgente uma educação para a morte com a consciência de que somos seres espirituais fazendo um percurso terreno e aprendendo sobre Amor!
Por Maria de Fátima Carmo Costa Andrade


in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

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Somos coerentes entre o que defendemos e o que praticámos?

Por outras palavras, será que a morte é o fim? Ou teremos que começar a olhar a morte como uma transição entre mundos?

Muitos de nós vivem em transe, sem perceber como continuamos a prender ao planeta Terra aqueles que partiram, por força dos nossos apegos e conflitos mal resolvidos.
O trabalho de Kubller- Ross com doentes terminais, as experiências de quase morte de Raymond Moody, o Livro Tibetano do Viver e do Morrer de Sogyal Rynpoche, uma ampliação moderna do livro Tibetano dos Mortos, entre outros, fazem referência a que a consciência após a morte não é muito diferente do que era em vida!   

Milhares de regressões por esse mundo fora, confirmam que após a morte do corpo físico, alguma coisa permanece. A chamada consciência da alma ou corpo subtil.

Quando a consciência deixa o corpo físico leva consigo o corpo energético ou subtil. Aqui estão impressas todas as memórias da vida especialmente as impressões de trauma, os estados psicológico/emocionais e memória física. Tudo isto está impresso nesta capa energética.

Seria importante morrer num estado mental aberto, libertar sentimentos e emoções menos positivas e partir em paz.

Porém, aquilo a que assistimos diariamente é que milhões não morrem de forma pacífica, seja por tragédias, violência, solidão, apego, etc.

Tudo isso fica impresso no corpo subtil e virá connosco no processo de nascimento.

Entra aqui o conceito de carma, como nossa herança física e psíquica e o conceito de samskaras, resíduos cármicos de traumas anteriores. Um trauma poderia ser visto, de uma forma simplificada, como uma ferida, um bloqueio, que não resolvemos. Por exemplo, se temos medo de ser abandonados ou de ser assaltados, a vida irá trazer-nos alguma situação semelhante, até que tenha sido feito o aprendizado necessário que está por detrás desta circunstância. Ou seja, em outra(s) vida(s) já passamos por algo semelhante que não resolvemos. Esse é o núcleo ou complexo.

Jung refere que um complexo surge quando apresentamos uma derrota na vida, poderemos extrapolar isso para várias vidas. A menos que tomemos consciência disto, e invertamos o padrão, continuaremos a repetir ou a atrair a nós aquela situação. Isto porque os samskaras, os tais resíduos cármicos de traumas anteriores, estão impressos no nosso corpo subtil e são a tal herança física e psíquica que vem connosco para nos libertarmos dela. Talvez venhamos para aprender sobre perdão, sobre desapego, sobre Amor!
Para onde vão então os que morrem?

Será que atingem a iluminação? Infelizmente o que vemos diariamente em consulta não é isso. Se não fizemos um processo de despertar em vida, morrer pode ser doloroso, uma vez que o espírito confunde muitas vezes o corpo subtil com o corpo físico e não tem consciência da morte. O espírito pode ficar preso à terra, ou em estado de confusão e perturbação, por força dos conflitos inacabados e dos apegos por resolver.

É urgente uma educação para a morte com a consciência de que somos seres espirituais fazendo um percurso terreno e aprendendo sobre Amor!

Urgente uma consciência de que somos o resultado das nossas escolhas. Se queremos ter diferente, precisamos escolher diferente hoje.

A aura está para o corpo espiritual como o sistema imunitário está para o corpo físico. Manter uma aura forte, passa por fazermos um processo de psicoterapia para resolver tudo isto. A cura não se esgota aqui, mas é fundamental, já que as emoções são a base de tudo o que temos para resolver. Edite Fiore, psicóloga americana especialista em possessão espiritual, propõe a seguinte lista para detetar problemas espirituais: Nível baixo de energia, mudança de estados de espírito repentino, voz(es) que falam com connosco, abuso de droga (incluindo álcool), comportamento impulsivo, problemas de memória, início repentino de ansiedade ou depressão, concentração fraca, início repentino de problemas físicos sem causa manifesta, podem sugerir que há espíritos conectados consigo. O que constato diariamente em contexto de consulta é isso mesmo.

É importante trabalhar o trauma, o sistema familiar e retirar do nosso sistema estas energias que não são nossas e nos condicionam. Sempre com a consciência que somos nós que escolhemos e que há algum tipo de aprendizado que ainda não foi feito, que nos leva a esta ressonância cármica O desafio será então uma coerência de Alma entre o que defendemos teoricamente e o que praticamos. Morre antes de morreres é o segredo dos xamãs. Precisamos de recuperar as nossas partes congeladas, que estão em sofrimento, para que a paz se instale no Todo que somos. O perdão e o desapego é a chave. O Amor é o caminho!
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MARIA DE FÁTIMA CARMO COSTA ANDRADE
FUNDADORA DO ESPAÇO M-PSICOLOGIA, FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PESSOAL, PSICÓLOGA CLÍNICA E PSICOTERAPEUTA EM DEEP MEMORY PROCESS®, MEMBRO DA EARTH ASSOCIAÇÃO EUROPEIA DE TERAPEUTAS DE REGRESSÃO, MEMBRO EFECTIVO DA ORDEM DOS PSICÓLOGOS
fatima.andrade.psi@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018
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Atenção Plena

1/5/2018

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Ao longo da nossa vida são vários os parâmetros em que colocamos. A atenção plena e consciente que se faz sobre a caminhada que trilhamos internamente. A projeção de todos os fragmentos, o subjetivo do ser sobre as adversidades do grande rio que nos move, a vida em essência.
Por Artur Silva


in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018

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Como um grande rio que se movimenta à nossa frente, águas turvas, agitadas, em constância de movimento, mas a superfície é apenas um aspeto. A serenidade  se faz em seu centro interior, a ventania acima se torna apenas um quadro etéreo de visão,  revelado por sua vez este enraizamento de sua estrutura perene , a superfície não é por assim seu verdadeiro estado, mas sua camada superficial em estado ativo e consciente sobre o fluxo, nuances de tons e cores se fazem,uma plena atenção em estado latente sobre o movimento constante do rio, o desaguar em plena  fragmentação.

A vela se acende em plena concentração sobre seus próprios  domínios. Uma busca para desapegar dos condicionamentos herdados, o reconhecimento do sofrimento e de seus próprios estados naturais, como vou estar no jardim, sem atravessar com atenção plena os pântanos da vida?  Uma nova proposta de  interação a qualquer problema  que aconteça na caminhada da  vida, no sobe e desce das emoções,  uma verdade para lidar com as formas que a vida nos apresenta, graciosa ou não, aceitando as margens do rio como elas são, suas formas e seus preceitos. Focando a atenção, aceitando as condições que são naturais da vida,  criando habilidades de responder a esses impulsos de uma forma mais centrada,  um esvaziamento maior  de dispersão,  um  arremesso atemporal para dentro do nosso próprio centro inteligente de consciência.

Sem entender a dimensão interna de onde viemos, é difícil organizar uma atenção mental satisfatória, são tempos atuais em que vivemos uma intensa aglomeração de opiniões nos cercando o tempo todo, é um circulo de hiper-informação  global. A atenção plena deve converter em nossa respiração consciente dos fatos em nossa volta, o sentir desse enquadramento terrestre em que estamos  fixados.  É como uma longa viagem ecoando  de algum lugar do passado para o presente, para o agora. As vezes falta isso em nosso presente pois vivemos impregnados pela ansiedade,  um padrão tão modificante que esquecemos de olhar a nos mesmos nesse grande espelho acoplado ao nosso próprio reflexo, e não sentimos cada emoção natural decorrente do nosso singular caminho. E estrada a percorrer é onde você se encontra, então aprecie as formas peculiares desse caminho, não se perca em estradas marcadas por outros pés que não sejam os seus. 

Estar presente, absolutamente consciente é uma chave reluzente que tenho que dar em cada lugar que eu passar, sentir que não estou ali por estar, mas estar ali para me sentir presente comigo mesmo, o tempo todo devemos estar connosco, pois somos uma base tão extensa e complexa, uma fronteira coexistêncial que não tem limite, infinitos de percepções,  um reflexo cristalizado das minhas potencialidades, mas mesmo assim o ser humano se perde em sua natureza hostil e insaciável, uma jornada inadequada por prazeres efémeros, placentas emocionais abortadas por suas sombras autodestrutivas num ataque somático desastroso ao seu corpo que ainda sobrevive calado no limite do silêncio, porém cada dia mais consciente, é preciso o  aprofundamento   do ser.

Há momentos que não podemos mais deixar a vida nos transcorrer, precisamos respirar, e voltar ao nosso centro de comando como um chamado urgente da nossa expansão maior de concentração, somos mínimos ao grande universo, porém essências, o que pensamos nos afeta ou desinfeta, e isso já virou uma filosofia na nossa cultura  contemporânea progressista pensante, é um processo consciencional que se adentra na capacidade divina, o aparato de compreender aspetos em sua integração do mundo interior.

Cada um é a totalidade manifesta e assim sendo temos que eclodir nossa atenção para o agora, para essa faixa existencial, Buda já nos passava a sabedoria de viver sabiamente no presente, decodificando esta importância,  a mente pode salvar seu futuro mas isso dependera  da visão da mesma sobre a camada profunda da consciência.

A manifestação se faz presente, nesta vivência humana em que esta sua alma neste estado do aqui e agora, poderíamos estar em qualquer outra forma de vida, mas as causas e condições nos levaram a esta, então será mesmo que eu até chegar nesse estado não me aprimorei para tal? Somos formados por células e as  celular são condensadas pelos átomos, os átomos criam esse universo físico por assim dizer, é uma engrenagem complexa, são parâmetros que estão por ai para estimular nossa mente, pensamentos vão e vem, a raiva pode se instalar e logo passar, mas você é o passageiro que  sente cada sensação dentro desse comboio que se movimenta constantemente, trabalhar estados desconfortáveis é trabalhar a concentração consciente, a ansiedade é inquietude que se acelera sobre o tempo sobre devaneio de suas ações e pensamentos.

A linguagem no universo é o pensamento, expressado pela fala e em outras esferas emanados telepaticamente, a vida é movimento sobreposto sobre a concentração de si mesmo, o mundo búdico é o pé no chão, são sim de grande valia as praticas meditativas ou qualquer estado de concentração em que você se coloque ao recolhimento da mente,  já que estamos tão fragmentados por frequências, situações, emoções ou qualquer tipo de sentimentos que nos vire em estados de suprema inquietude.
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Não há dentro nem fora a apenas o todo, e eu faço parte desperta dessa conexão paradoxal, então cada dia entende-se como um oportunidade de estar aqui presente no entrelaces da minha própria vida, em respiração consciente de quem eu sou, em plena atenção de mim mesmo e das minhas falhas emocionais, numa concentração diária pela minha saúde e por mim mesmo sabendo que minhas escolhas resultarão no desenrolar do grande rio que cerca minha vida, eu sabendo que eu sou o cocriador da minha realidade eu saberei por suposto entrar na minha perspetiva humanizada, e assim alterar meus estados de atenção, sabendo pois,  que a consciência  é um aspeto intocável e pertencente a esferas  mentais  mais elevadas, inalterável sobre o tempo que me foge a esferas mais elevadas do meu ser, que ninguém poderá tirar de mim o conhecimento, pois esta é uma bagagem  expandida a minha verdadeira essência, situações agora se fazem apenas ao meu redor, eu não preciso mais me identifica-las eu sou apenas um observador que segue andando ao lado desse grande rio chamado vida, andando e sentindo o chão  tocar meus pés, em atenção plena de quem eu sou agora. Atenção plena desse instante, da minha respiração, do meu eu sobre todas situações tomadas por mim mesmo até esse exato momento de interatividade, até mesmo com esse texto, estou em puro estado consciente de integração com minha vida!
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ARTUR VIEIRA
ESPIRITUALISTA, REIKIANO, TARÓLOGO, FUTURO ESCRITOR EM FORMAÇÃO
Isntagram - @gravoboi

​in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018
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Do Resistir ao suster

1/4/2018

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Do Resistir ao suster. Neste artigo encontrarás uma nova forma de encarar os desafios que se colocam no caminho para a materialização dos teus sonhos, com leveza. Além de ser apresentada uma prática concreta para desenvolveres em ti essa capacidade.
Por José Manuel Rodeia Rocha Parreira


in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018

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O convite para escrever este artigo para a revista progredir, como tudo na vida, não podia ter chegado em melhor altura.

Especialmente quando se tem ideais elevados e sonhos grandes (acredito que todos os temos no coração), acontece encontrarmos imensos desafios e resistências. Em nós, nos outros e na vida. A vida testa a nossa confiança, determinação e coragem. Dá nos sinais e guia nos. Não há que temer, mas observar, respirar, aceitar e compreender. Na verdade, não são pedras no caminho, são bênçãos encobertas, estão ali para nos ajudar a tornar pessoas melhores.  

Mas esquecemos nos muitas vezes. Pensamos em desistir. Se é a minha missão, a minha lenda pessoal, porque será que a vida não flui sempre? Porque encontramos resistências? criticas? opiniões contrárias e não parecemos ter toda a ajuda de que necessitamos?

Não sou adepto do esforço. acredito que quando a energia é necessária, surge. Mas a verdade é que há padrões que se repetem na nossa vida. se queremos realmente progredir, temos de tomar consciência dos mesmos, resistir a nos deixarmos ficar na nossa zona de conforto (bem protegidos pelo nosso instinto de sobrevivência) e agir de forma inovadora. Arriscar, quando damos o passo o chão aparece.

O futuro deixado a si mesmo apenas repete o passado, agora e no presente podemos fazer diferente.

Temos a liberdade de escolher, com sabedoria e coragem, o que fazer com o tempo que nos é dado.
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De forma inovadora, gosto de pensar no verbo resistir com a leveza que a palavra não tende a transmitir. Gosto da palavra suster. Mais do que Resistir "à força" e com grande dor e conflito pessoal (interno e externo) a palavra suster transmite compreensão e aceitação. Desta forma, resistimos, sim. Persistimos, sustendo o presente de forma consciente e leve.

Enfrentamos a realidade da situação, mas com a luz da consciência do desafio e oportunidade de desenvolvimento pessoal que aí se encerra.

Perante uma surpresa menos agradável com que somos confrontados, podemos escolher reagir de forma automática e inconsciente ou observar, respirar e estar presente, sustendo e escolhendo agir a partir da consciência. Pode ser decisivo não nos identificarmos com as emoções que a situação nos leva a sentir. Criando uma distância justa e não nos deixando levar pelas emoções, não abdicamos da nossa intrínseca liberdade, do nosso poder pessoal.

Não fugimos da situação, a nossa atitude pode ser decisiva, atenção ao nosso corpo e postura. Podemos permanecer no mundo sem "sermos deste mundo".

Compreender, questiona qual o nosso papel e missão em cada momento?
Como posso servir a vida, em mais esta oportunidade de crescimento e aprendizagem?
O que tenho a aprender?
Que parte de mim se pode desenvolver e evoluir, neste momento concreto?

Qual é o propósito mais elevado que se pretende manifestar e servir? para além de mim e do meu ego?

Para além da nossa personalidade, da nossa pessoa há algo transpessoal que nos nutre, guia e orienta. como é que a situação em causa se encaixa, me pode ajudar a transformar me na pessoa que pode materializar os sonhos que tenho dentro de mim? Qual o próximo passo a dar?

Em 2003, na minha primeira viagem à Índia, contaram-me a metáfora do búfalo e do cavalo. O cavalo representa a nossa mente e o búfalo as nossas ações, o cavalo é muito mais veloz e chega mais longe, muito mais depressa (assim são os nossos pensamentos e visão), enquanto que o búfalo é mais lento, pausado e atento, desfrutando mais de cada passo dado. por maior e inalcançável que nos pareça a nossa visão e sonho. Há sempre um próximo passo simples, enraizado e concreto a dar, nessa direção.

Comecei por dizer que a escrita deste artigo vinha na melhor altura pois enfrento situações desafiantes (na minha própria escala) que me impelem a dar novo salto de crescimento e enraizamento neste mundo, ao mesmo tempo que sou chamado a estar presente com tudo o que sou. com a devida coragem em ser genuíno.

Cada pessoa tem os seus próprios e únicos desafios a superar no seu caminho que é precioso para o todo. Por vezes, quando pensamos e sentimos que já não aguentamos mais, a vida trata de nos relembrar, uma e outra vez, que temos acesso a uma fonte inesgotável de energia que está sempre lá e redescobrimos, como que por magia, forças que não sabíamos que tínhamos dentro de nós.

Mas não nos enganemos, haverá momentos e situações em que não conseguimos, perante o chamamento da vida...paralisamos, não sabemos se havemos de dizer que sim, ou que não. Protegemos nos e permitimos nos amavelmente (de preferência) continuar na mesma. ainda assim, não há drama, nem problema nenhum, se não o quisermos criar. A vida encontra um novo equilíbrio e ocorre um novo ajustamento. tudo está bem assim. temos esse direito de brincar, na nossa zona de conforto, com o que nos dá prazer. De descansarmos e nos aceitarmos totalmente.

Podemos sempre olhar no espelho, olhos nos olhos e dizer sinto muito, perdoou me, amo me e sinto me grato pelo dom da vida.

A vida é perfeita assim como a nossa vontade de a mudar. Logo, no instante seguinte podemos continuar o caminho evolutivo com o espírito de serviço que nos transcende.

Na verdade, "só" temos de mudar é nossa Forma de ver o mundo. É simples e depois de ver já não podemos dizer que não vimos se ainda não viste, oportunidades não faltarão para te relembrar do que és.

Perante os desafios que o mundo atravessa hoje, de transformações profundas ao nível individual, social e ambiental, talvez nunca como hoje a necessidade de suster foi tão grande. Ao mesmo tempo tudo isto anuncia uma nova era de consciência, um novo patamar fantástico de progressão evolutiva.

Assim, não há que temer, mas pelo contrário, compreender que é uma bênção viver e testemunhar estes tempos. Nunca na historia se materializaram tantos seres humanos a caminho de descobrirem o seu único e precioso potencial humano e a poderem contribuir/enriquecer o todo.

Uma prática de reconecção, expansão de consciência e de autoconhecimento muito útil e importante é a meditação transpessoal. Que assenta em três pressupostos muito simples. Postura, respiração e atitude. Podemos e devemos sempre tirar uns minutos por dia para nos sentarmos em silêncio, com a coluna direita e respirarmos. Com a devida atitude mental de observação/testemunha sem Julgamentos, podemos nutrir este espaço/tempo de amor por nós. O nosso centro.

Somos, na verdade, seres espirituais numa aventura humana.

Levantamos nos, resistimos firmes, mas de forma leve sustemos, acompanhamos, sorrimos e avançamos confiantes, um passo de cada vez na direção que materialize os nossos sonhos. O sucesso é a realização progressiva de um ideal elevado.

A única forma dos nossos sonhos não se materializarem é se desistirmos deles.
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JOSÉ MANUEL RODEIA ROCHA PARREIRA (JP)
INSTRUTOR DE MEDITAÇÃO TRANSPESSOAL
www.jardineirodesonhos.com
www.jardineirodesonhos.com/meditaçãotranspessoal
meditadortranspessoal@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
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Isto também passará

1/3/2018

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Tudo o que compõe o Universo está em constante transformação. Apesar de ser uma verdade natural, porque a aceitação da impermanência causa resistência e conflitos internos?
Por Rute Cabrita


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

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​Num reino distante no espaço e no tempo vivia um Rei insatisfeito; nem na alegria, nem na tristeza conseguia encontrar a paz interior. Decidiu recompensar grandemente aquele que lhe ensinasse o segredo para alcançar a paz nos desafios da vida. Inúmeros sábios e filósofos, de todos os cantos do mundo, refletiram durante dias e noites sobre a solução perfeita para apresentar ao Rei e, então, conquistarem a aclamada retribuição. O Rei ouviu inúmeras dissertações que, apesar de soarem a grande sabedoria e profundidade, não apaziguavam a sua inquietação. Até que certo dia, um modesto ourives ofereceu ao seu Rei um anel com a inscrição: “Isto também passará.” E, assim, o Rei e o seu reinado lembravam estas palavras em momentos de dor e de prazer, seguindo rendidos e gratos à vida.
 
Falar de impermanência é falar de vida. E de não vida. É falar de tudo o que existe, existiu ou existirá. Sempre assim foi e sempre assim o será, pelo fluxo contínuo da transformação. Falar de impermanência é colocar a mente ao serviço da tentativa de descrever essa verdade intuitiva e profunda que se experimenta em tudo e a todo o momento. A incrível capacidade de raciocínio possibilita, de facto, o reconhecimento da impermanência através das memórias e das projeções, que elaboram para além do momento presente. Contudo, esse conhecimento inato, que a todo o momento é vivenciado no corpo, está para além da compreensão racional. E é precisamente por essa limitação da mente que existe o pensamento dual: bom e mau, bonito e feio, dor e prazer. Os conceitos opostos servem, no fundo, para pensar e comunicar sobre permanente impermanência.

A impermanência é o resultado natural da força motriz da vida, do mundo, do universo; é através dela que há a evolução e o infinito, que se concebe o possível e o impossível. E ainda que ela seja incontrolável e incontornável, reconhecê-la provoca grande resistência e desconforto. Na verdade, há tanto a acontecer ao mesmo tempo, dentro e fora de nós, que o intelecto não consegue acompanhar, compreender ou controlar. Os pensamentos, as emoções, as sensações, os desejos, o humor: só isso já é tanto.

Entre a imensidão de todos os estímulos internos e externos, a mente escolhe concentrar-se em apenas alguns. Então, ao focar a atenção num objeto, num pormenor ou numa fração de um movimento, torna-o fixo e exclui todo o dinamismo em seu redor, simulando sensações de estabilidade e solidez. Essa atenção seletiva vai congelando e armazenando frames da realidade, que vão construindo o sentido de identidade, a personalidade, as crenças e os padrões. Assim se vai estabelecendo uma rede funcional que orienta uma atuação padronizada, com impressão de domínio, de segurança e previsibilidade. Porém, essa ilusão de permanência é construída precisamente sobre onde ela não existe: os pensamentos vão e vêm, as ideias transformam-se, o conhecimento renova-se. Acaba por ser um esforço inglório tentar manter coeso todo o cenário físico, psicológico e emocional. Negar as mudanças - além de não impedir que aconteçam - é castrar a plenitude de possibilidades de experiências. A luta racional contra o que há no aqui e agora (e que é impermanente) é a fonte do sofrimento.

O desejo de permanência e de estabilidade acaba por ser a estratégia mental de contornar a consciência da morte, essa, que apenas o ser humano tem; numa realidade ilusória de permanência há a sensação de imortalidade. Os animais, as plantas, o Universo, experimentam a eternidade por existirem a cada momento, sem a habilidade de projeção nem de antecipação. A mente humana luta pela permanência porque sabe que não é eterna. Mas, a cada e a todo o instante, há algo que permanece; há um testemunho da própria impermanência, que a observa sem interferir, que se dá conta das transformações e das estratégias da mente para as controlar.

A permanência permanente na impermanência é a Consciência; essa presença que nunca se transforma nem se extingue. Uma pedra é consciência pura a cada instante, um rio flui no seu caudal de consciência que não teme os caminhos que virão, o Homem é consciência pura para além da mente e do corpo. É essa testemunha que está por detrás das imagens do corpo refletidas no espelho ao longo da vida e que está também para além da mente que processa e arquiva essas imagens. Esse “Eu Sou” que contempla é o mesmo, sempre; um Ser eterno pela permanência na impermanência; um observador das construções e desconstruções da persona que ambiciona segurança. E é esse Eu - eterno, permanente, inteiro, livre e não dual -, que o eu construído pela mente quer mimetizar.
​
Quando a impermanência causa perturbação e conflito, com excitação ou medo, é apenas um sinal de que atingiu o modelo estático que foi edificado; é uma oportunidade de atualização, de renovação e de liberdade. No silêncio, em atenção plena, na presença e na intimidade com o Eu, há permanência.
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RUTE CABRITA
TERAPEUTA TRANSPESSOAL
www.rutecabrita.wordpress.com
rutecabrita@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

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Julgamento, um Pedido de Ajuda

1/2/2018

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Decidimos julgar quando abdicamos do nosso poder de trabalhar sobre nós e de utilizar o nosso maior poder, que é contribuir para o bem-estar nosso e das pessoas que passam por nós.
​Por Bárbara Ruano Guimarães


in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018

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Sabe aquela situação em que, independentemente daquilo que faz ou do que quer fazer sente que vai ser julgado pelos outros?

Ou aquela altura em que se sente fora de si, infeliz com a sua realidade e decide julgar a vida de outros em vez de se focar em si e no que a vida tem de maravilhoso para lhe oferecer a si? Este texto pode ser para si.

E digo “pode” porque este tema é delicado. É uma responsabilidade escrever sobre julgamento.
 
A verdade é que todos julgamos um pouco ao longo do dia. Julgamos as pessoas que conhecemos, julgamos os que estão mais próximos de nós e os que não conhecemos e principalmente, caímos na armadilha de nos julgarmos a nós próprios.

Porquê?
Porque julgar é uma bola de neve, ou antes, um boomerang, vai e volta.

Quando opta por julgar os outros, talvez esteja desalinhado consigo. Opina em relação aos outros porque é bem mais fácil ditar a verdade dos outros do que ditar a sua própria verdade. A verdade dos outros desresponsabiliza-o. Cabe aos outros fazer alguma coisa em relação aos seus “erros”, a sua vida, a sua mudança, é só da sua responsabilidade.

No fim, o boomerang volta, acaba por se culpar e julgar porque julgou os outros e acaba por se martirizar por isso. Por isso, o julgamento volta sempre a bater à porta de quem o soltou.

Ninguém é perfeito, e a verdade é que por vezes melhoramos a pessoa que somos depois de um julgamento. E nesse sentido, o julgamento pode ser “construtor”. A questão é que “JULGAR” é uma palavra tão forte. E o ser humano tende a dar muita intensidade e valor às palavras.

Quando praticamos o julgamento, ou quando atribuímos uma conotação a uma situação que nos acontecesse estamos a abdicar do poder fantástico que o universo nos deu de sermos nós próprios, de lutarmos pela nossa felicidade, de sermos generosos e gratos pela pessoa que somos. Estamos a separarmo-nos da nossa essência e do melhor que temos para dar e é preciso parar.

Estou quase certa que sente desconforto cada vez que julga, há algo em si, mesmo que muito profundo que o faz sentir desalinhado. No fim do dia pode aparecer uma sensação de culpa porque não é por isto que estamos aqui. Esta não é a nossa missão neste mundo.

No inicio do texto falei das situações em que julgamos os outros, porque estamos muito longe de querer sentir o que se passa connosco, o julgamento acaba por ser um pedido de ajuda.

Nessas situações o julgamento acaba por ser uma chamada de atenção, algo que não encontra em si e que está a encontrar no outro. No fundo, julgar é como dizer “preciso que gostem de mim.”

Por alguma razão estamos desadequados e projetamos isso nos outros. Temos uma ferida que queremos que passe e que seja curada. O julgamento não é a pessoa que somos, é só uma fase em que estamos e podemos trabalhar nisso todos os dias. Controlar as fases em que decidimos julgar e perceber no momento qual a real razão para o julgamento? Será mesmo sobre o outro, ou sobre mim?

Todos queremos ser grandes pessoas neste mundo. Queremos fazer boas ações, queremos causar impacto, queremos ter sucesso, queremos conseguir perdoar, se está a julgar está a retirar-se da sua linha está a cortar a sua ligação com o seu coração.

Em vez de julgar, pense em perdoar e continue a sua vida. A leveza de perdoar não se comparar ao fardo de julgar.

Pergunte-se: o que ganho, o que acrescento na minha vida quando me julgo, ou quando julgo outros?

Sim, pode dizer que se “auto” corrige, mas não precisa de se julgar para se perdoar e para corrigir o que quer que tenha acontecido. Escolha estar consciente da situação e “peça” para que o universo o/a ajude a ver como sair do ponto em que está.

É preciso querer deixar de julgar, isso é importante. É muito importante permitir que os “erros” aconteçam sem julgamento... e ter a calma para ver a realidade de outra forma. Confie que o universo quer o melhor para si, mas que só consegue ter nova informação quando se perdoa e esvazia o “seu copo” de todo o seu julgamento. Estamos todos no mesmo barco, cada um tem os seus problemas, a solução pode ser ver para além das “lentes” do julgamento.
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A vida é um caminho que vamos trilhando, o que queremos é que seja em paz connosco e conectados com as melhores experiências que estão aí à nossa espera. Faço votos que veja o melhor que cada ser tem para dar.
​
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BÁRBARA RUANO GUIMARÃES
COACH, CONSULTORA DE BA ZI E FENG SHUI
www.barbaraguimaraes.com
www.bazimit.com
barbaraguimaraes@bazimit.com

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018
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