Revista Progredir
  • Home
  • Publicações
  • Conteúdos
    • Entrevistas >
      • Lourdes Monteiro
      • Sónia Ribeiro
      • Liesbeth Jusia
      • Tiger Singleton
      • Vera Simões
      • João Medeiros
      • Tâmara Castelo
      • Rita Sambado e Rodrigo Maia de Loureiro
      • Sofia Vieira Martins
      • Elia Gonçalves
      • Karina Milheiros Kimming
      • Ana Tapia
      • Daniela Ricardo
      • Esther Liska
      • Anabela Francisco
      • Sandra Oliveira
      • Margarida Vieitez
      • Janine Medeira
      • Mafalda Rodrigues de Almeida
      • Manuel Pelágio
      • Cátia Antunes
      • Susana Rodrigues Torres
      • Peter Deadman
      • Fernando Mesquita
      • Maria da Luz Rodrigues Lopes
      • Ricardo Fonseca
      • Paulo Pais
      • Tânia Zambon
      • Sister Jayanti
      • Karen Berg
      • Alexandra Solnado
      • Mariana Pessanha
      • Dulce Regina
      • Ligia Neves
      • Susana Cor de Rosa
      • José Soutelinho
      • Paula Ribeiro
      • Maria Helena Martins
      • Lee Carroll
      • Festival Andanças
      • Pedro Mello
      • Ana Teresa Silva
      • Gen Kelsang Togden
      • Tony Samara
      • Marta Gautier
      • Adelino Cunha
      • Pedro Vieira
      • Joe Dispensa
      • Michal Shneor
      • Laurinda Alves
      • Eric Pearl
      • Gustavo Santos
      • Ana Rita Ramos
      • Vera Faria Leal
      • Pedro Sciaccaluga Fernandes
      • Isabel Ferreira
      • Luís Resina
      • Teresa Robles
      • Cristina Leal
      • Francisco Varatojo
      • Pedro Norton de Matos
      • Paulo Borges
      • Miguel Real
      • Andrew Cohen
      • Deborah Jazzini
      • Lauro Trevisan
      • Sofia Bauer
      • Vítor Cotovio
      • Laurinda Alves
      • Beatriz Quintella
      • Nelson Theston
      • Álvaro Sardinha
      • Satori Darshan
      • Leonel Moura
      • João Alberto Catalão
      • Paul Aurand
      • Izabel Telles
      • Anne Hoye
      • Maria José Costa Félix
    • Artigos por Pedro Sciaccaluga >
      • Tentei sair da zona de conforto! Sabes o que aconteceu?
      • Queremos alguém compatível ou alguém “forçado”?
      • Quanto mais corres menos me apanhas? A fila Anda...
      • É fácil partilhar quem somos?
      • Os homens são todos uns......!!!
      • Haja paciência para te encontrar!
      • Eu sei… mas ele vai mudar...
      • Como reagir a uma morte?
      • O Tempo e a Vida…
      • Estás Vivo ou Morto?
      • És Linda! Sabias?
      • Que tipo de pai “somos”?
      • É tolice dizer que gosto de ti?
      • Não será isto a amizade? Obrigado Amigos!
      • O que não nos mata torna-nos mais fortes? Será?
      • Já te arrependeste de alguma coisa?
      • Somos normais? Sim… E depois?
      • Falar ou não falar?… Eis a questão…
      • Como SER a pessoa certa? (Num Relacionamento Espiritual ou Maduro…)
      • A relação íntima é a resposta para todos os males?
      • A vida é bela! Mas às vezes dói como o raio!
      • Roubamos energia aos outros?
      • 5 Princípios para um relacionamento Feliz
      • Será que é Amor?
      • Apaixonaram-se e foram aprendendo a Amar…
      • Momentos de Verdade…
      • Tens medo da intimidade? Eu também!
      • Começar em Amor, Terminar em Amor…
      • Descongelar o coração e voltar a Amar…
      • Um pássaro numa gaiola???
      • Consideramos os outros objetos ou… Pessoas?
      • Namorar...
      • “Devemos” ser independentes…? Ou não...?
      • O que tiver que ser será!… Karma… escolhas e aprendizagens…
      • Outra vez...?
      • Órfãos de pais vivos...
      • Logo se vê… Deixa andar…
      • Amor e Liberdade…
      • Digamos que me sinto o homem mais Feliz do Mundo…
      • Com que olhos vês o Mundo?
      • Terminar (ou não) um relacionamento?
      • Será que és introvertido?
      • Sabes que por vezes me sinto à deriva?
      • Desistir... ou voltar a Amar?
      • Solidão… dores de transição… e Amor…
      • Porque é que não somos mais felizes…?
      • Uma combinação maravilhosa de sofrimento e bem-estar...
      • Somos escravos ou Seres Humanos?
      • Falar mal dos outros…? Eu…?
      • A Magia do Amor...
    • Glossário
    • Polaroids & Slides
    • Artigos
    • Partilhas do Leitor
    • Blog artigos revista progredir
    • Vídeos
  • Loja
  • Quer Ganhar?
  • Parceiros
  • Agenda
  • Pub
  • Sobre nós
    • Estatuto Editorial
    • Visão, Missão e Valores
    • Equipa >
      • Pedro Sciaccaluga
      • Maria Melo
      • Sílvia Aguiar
      • David Rodrigues
      • Catia Mota
      • Liliana Gomes Silva
    • Participe
    • Eventos >
      • Greenfest 2016
    • Contactos
    • Ideias e Harmonia
  • Subscrever

Filosofia de Vida, todos precisamos de uma para vencer!

1/1/2018

1 Comentário

 
Imagem
Não precisa seguir crenças religiosas, doutrinas espirituais ou conhecimentos científicos de topo para vencer. Pode antes refletir sobre o que dá sentido e significado à vida sua vida e segui-lo.
Por Liliana Patrício

​
in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Provavelmente maior parte dos leitores, após leitura do título, se esteja a questionar sobre qual a sua filosofia de vida. De facto não é algo a que estejamos habituamos a pensar, até porque maior parte dos contextos onde estamos inseridos não incita a que o façamos. Temos todos os dias, um ritmo mais ou menos corrido, dependendo das rotinas que criamos nas nossas próprias vidas. E esta situação não teria qualquer questão a ser apontada não fosse realmente o motivo pelo qual assim é, a suscitar dúvidas. Afinal, porque é que o leitor leva a vida que leva? Porque é que vive da forma que vive? De que forma essa postura o leva a crer que esse é o caminho da vitória em relação aos seus objetivos?

A filosofia de vida de cada um, não estando obrigatória relacionada com religiões, doutrinas ou pensamento científico, pode conter tudo isso. O importante é que, estando ou não totalmente consciente da filosofia de vida que segue, reflita sobre qual é realmente o propósito máximo da sua existência e o que tem estado a fazer para o viver na sua plenitude, vencendo cada obstáculo como é uma forma ótima de aprendizagem.
 
Quer queiramos ou não a adversidade faz parte da vida e, por isso, a superação de problemas é sem dúvida um dos maiores desafios que enfrentamos. No entanto, são exatamente estas situações que nos desafiam a ser mais e melhores, que nos exigem forças e competências que por vezes desconhecemos ou simplesmente não reconhecemos, e que nos permitem construir a pessoa que somos a cada dia. Assim, as adversidades apenas têm uma componente positiva se lutarmos por as vencer, enfrentando-as como uma oportunidade de melhoria pessoal. E, esta é a fase mais difícil do processo de encontrar oportunidades nas adversidades, existindo vários motivos para que assim seja. O primeiro motivo prende-se com o facto de perante uma dificuldade pensarmos automaticamente “tenho um problema” e este passa a ser o foco. Contudo, a verdade é que não é possível encontrar soluções se apenas estiver focado no problema. Pode antes, focar-se nas formas de resolver o problema (nas soluções), uma vez que já não lhe é possível evitar o problema em si.

​Quando esta mudança de paradigma ocorre a disponibilidade, nomeadamente mental, para resolver o problema em causa aumenta e isso reflete-se tanto na resolução, quanto na rapidez com que esta acontece. Em segundo lugar, depois de estar mentalmente disponível para enfrentar os problemas e de explorar uma série de soluções, o que acontece é que começam a pesar as recordações dolorosas de situações anteriores nas quais fracassou, e de imediato surgem pensamentos do género “não sou capaz”, “Vou voltar a falhar”, “Isto não é para mim”, entre outros. O que deve fazer nesta situação é tornar estas memórias em memórias positivas e fonte de aprendizagens construtivas. Todos nós (e você não é exceção) somos os autores das histórias do nosso passado e precisamos deste legado para podermos construir o nosso futuro, sendo para isso necessário revisitar o passado, redescobri-lo e reinterpretá-lo de forma a torná-lo útil para o futuro. Em terceiro lugar devemos ter sempre presente a ideia do escritor e palestrante americano Jim Rohn que nos diz “Se continuares a fazer o que sempre fizeste, continuarás a conseguir o que sempre conseguiste.”

e facto, muitas vezes deixamos que uma série de coisas simplesmente aconteçam (ou não aconteçam) na nossa vida porque não nos sentimos suficientemente capazes e confiantes para agir. Então, se de alguma forma isto acontece consigo, há que reconhecer que o problema principal passa a ser a falta de confiança em si. E, é precisamente isso que tem que resolver em primeiro lugar. Para tal, precisa de começar a fazer algo de diferente do que tem feito até agora. Ou seja, se a sua baixa autoconfiança o impede, por diversas vezes, de agir e resolver os mais diversos problemas com que se depara, a única forma que tem para lidar com esta baixa autoconfiança é agir e não permitir que ela o impeça de fazer o quer que seja. Isto é sair da zona de conforto. Isto é arriscar e resolver o problema da baixa autoconfiança. Isto é fazer diferente recorrendo sempre à sua própria filosofia de vida, que lhe traz sentido e significado à vida. Pode não ser um processo fácil, mas provavelmente não existe outra forma tão eficaz quanto esta. Se simplesmente continuar a não agir, está a fazer o mesmo de sempre e os resultados vão surgir exatamente na mesma medida de sempre!
 
Como acabou de ver, até um problema que nos remete para outro problema, como é o caso da baixa autoconfiança, tem um potencial transformador positivo muito grande na sua vida. No entanto, todos os passos devem estar alinhados consigo e com a sua filosofia de vida, seja ela qual for. Afinal, todos precisamos de uma filosofia de vida para vencermos!
​
Imagem
LILIANA PATRÍCIO
POSITIVE PSYCHOLOGY COACH, ESPECIALISTA NA RESSIGNIFICAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS PARA A FELICIDADE CONFIANTE
www.positiveamente.com
www.facebook.com/lilianapatricio.positiveamente
lilianapatricio@positiveamente.com

​in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

1 Comentário

Como vencer o medo da perda?

1/1/2018

1 Comentário

 
Imagem
Falar do trabalho do luto é falar do trabalho de elaboração de uma perda que se vive e quanto mais significativa é essa perda, maior é o período de tempo de que o sujeito precisa para se recuperar.
Por Maria Farinha

​
in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Era uma vez o génio da lâmpada que andava a passear e encontrou uma menina, que parecia estar triste. Foi ter com ela:
- Génio: Olá, eu sou o génio da lâmpada e como me encontraste posso conceder-te três desejos.
- Menina: Que tipo de desejos?
- Génio: De todos os tipos.  Eu sou um génio, tenho muito poder e posso dar-te tudo o que tu me pedires.
- Menina: A sério?
- Génio: Claro que é a sério, já ando nisto há muito tempo. Já realizei desejos a muitas pessoas, de todas as idades. 
- Menina: Hum, eu não sei se tu tens o que eu preciso.
- Génio: Claro que tenho, basta dizeres-me o que é e estará aqui dentro de segundos.
- Menina: Não sei se podes dar-me o que eu desejo, génio.
- Génio: Diz-me lá, do que se trata? É um castelo com princesas? É uma boneca que fala?É um tablet?
- Menina: Não, génio.  Nada disso.  O que eu desejo …..é vencer o medo.
O génio não percebeu o desejo da menina, ficou a pensar por alguns segundos e respondeu:
- Génio: Vencer o medo? Medo de quê? Do que é que tens medo?
- Menina: Medo de perder as pessoas de quem gosto. Medo de não saber viver sem elas. Medo de ficar triste para sempre.
 
Falar de luto é falar de perda.Essa perda pode ocorrer na ausência ou na presença, isto é, o luto não ocorre apenas quando se está perante um falecimento, mas também quando há uma separação física de alguém que continua na vida da pessoa.

O luto é, por excelência, uma das tarefas psicológicas mais difíceis de executar. Falar do trabalho do luto é falar do trabalho de elaboração de uma perda que se vive e quanto mais significativa é essa perda, maior é o período de tempo de que o sujeito precisa para se recuperar.

O trabalho de luto implica retirar o investimento que se colocou num determinado objeto (pessoa) que se perdeu e voltar a colocá-lo no próprio para o utilizar mais tarde, quando houver disponibilidade para tal.  O trabalho do luto passa assim por um desprendimento emocional, uma alteração do vínculo emocional relativamente ao objeto perdido.

Do ponto de vista cognitivo, o processo de luto decorre a uma velocidade superior à do ponto de vista emocional.

As emoções associadas a qualquer perda necessitam de mais tempo para se aconchegarem, para se reequilibrarem, mesmo que se tenha consciência de que a pessoa já não está presente, nem disponível.
É salutar elaborar o luto, elaborar as perdas sofridas.  Ficar triste é fundamental, pois se um luto não for devidamente elaborado corre-se o risco de entrar numa via depressiva mais neurótica ou mais psicótica, ou mesmo num luto patológico.

No luto estão presentes, não apenas a pena e a tristeza de não poder continuar a investir naquele objeto, mas também a zanga, pois quem fica sente ou acha que foi abandonado por quem partiu ou deixou de estar presente.

Nesse sentido torna-se necessário que o sujeito expresse a sua dor, a sua tristeza, a sua raiva e a sua zanga.Ao confrontar-se com a zanga o sujeito confronta-se também com a sua própria finitude, com os seus próprios limites e com tudo o que ainda terá de viver sem a presença do outro, tendo ainda de reorganizar o seu mundo interno de outra forma.
​
Com o passar do tempo o sujeito começa a perceber que, da mesma forma que se sentiu abandonado, também precisa de abandonar o outro, ou seja, precisa de ir desinvestindo nesse objeto perdido e atribuir-lhe um outro lugar na sua vida.  Quando isto ocorre, o luto está elaborado. A culpa dissipa-se, o medo esvai-se e o pensamento começa a reorganizar-se.
 
O génio voltou a conversar com a menina e disse-lhe:
- Génio: Tens razão, eu não posso dar-te o que desejas, mas posso ajudar-te. Posso conceder-te outros desejos.
- Menina: Quais?
- Génio: A cura e o tempo.
- Menina: E para que servem?
- Génio: A cura vai ajudar-te a vencer o medo que tu sentires. E o tempo vai estar sempre contigo, como um amigo, com quem poderás sempre contar para conversar, rir, chorar ou simplesmente pensar.

Imagem
MARIA FARINHA
PSICÓLOGA CLÍNICA
www.facebook.com/mariafarinhapsiclinica
www.akademiadoser.com/mariafarinha
mjfarinha@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

1 Comentário

Amabilidade a satisfação

1/12/2017

0 Comentários

 
Imagem
Tendemos a esquecer a espontaneidade do riso, a leveza do sentir, o encanto pela brincadeira e o mundo da graciosidade com o passar dos anos. Por Cila Stefan

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

À medida que nos tornamos adultos as responsabilidades crescem, a quantidade de afazeres gere o nosso tempo e as nossa vidas, sem que tenhamos tempo sequer para gracejar, presos nos afazeres das rotinas.
 
Tendemos a esquecer a curiosidade inocente, a criatividade de invenção, a abertura a novos caminhos, a intuição que nos acompanha sempre, a ser amáveis.
 
À medida que nos tornamos adultos, uma carreira promissora, um ordenado aliciante, uma ilusão completa manipula o nosso tempo e as nossas vidas sem que tenhamos tempo sequer de parar e ser amáveis
 
Tendemos a esquecer como é amar sem nada esperar em troca, sem ter motivos, sem precisar de explicações, como confiar sem entender, desejamos um amor, mas esquecemo-nos de nos tornar amáveis (amados).
 
Tendemos a esquecer o mundo encantado e colorido, vivendo um dia de cada vez sem preocupações, correndo livremente, sonhando sem medos e esperança.
 
À medida que nos tornamos adultos, uma castração do sentir, uma seriedade regrada, um complexo de superioridade nos tolda por completo a visão. E lá se vai o investimento na amabilidade.
 
Sabe qual é o seu grau de amabilidade? convidamo-lo a fazer o teste e a descobrir!
 
1 -  um grupo de namorados, mais parecem saídos de uma novela, passa por si aos abraços, largando sorrisos e beijos entre si
 
A – Aprecio o momento, contemplando e puxando mais essa energia para mim
B – Acho dispensável, incomoda-me o facto de distribuírem aqueles risinhos na rua
C – Acho bonito, mas fico triste por não ser assim comigo
 
2- Os presentes dos ex namorados
 
A - Guardo-os todos, sou incapaz de deitar fora essas lembranças
B – Não guardo nada. Quando acaba, livro-me de tudo
C- Guardo sempre do último, não consigo livrar-me assim tão rapidamente das memórias
 
3 -  O que você deseja ao seu ex-namorado(a) agora que acabou?

A - Não desejo nada, o Universo que trate dele(a)
B - Desejo tudo de bom, afinal a lei do retorno, devolve-nos a energia que nós emanamos
C - Desejo que ele passe por tudo e pague bem pago tudo o que me fez passar, chamo a isso justiça  

4 - O quanto você está preparado para um novo amor?

A - Eu estou preparado(a) mas as circunstâncias da vida ainda não proporcionaram um amor gentil
B - Estou sempre preparado(a) são os outros é que não estão preparados para mim
C - O meu amor próprio está em altas, sinto-me feliz e confiante, por isso está tudo pronto  

5 – A vida amorosa que levei até hoje:

A - Foi normal como a de todas as pessoas, com altos e baixos
B - Ou foram bênçãos ou foram lições maravilhosas, cada relação tornou-me melhor pessoa
C - Foi cada uma que mais pareciam duas. Devo ter sido muito má(u) noutra vida. Só pode ser karma.  
 
Faça a sua PRÓPRIA avaliação:
 
A pergunta 1 refere-se à amabilidade para com os outros e pode seguir a seguinte indicação de avaliação de resposta: A – Muito Bom, B – Em processo e C – Negativo
 
A pergunta 2 refere-se à amabilidade em relação aos objetos. São eles verdadeiros objetos de amor ou de dor? Você possui esses objetos ou eles possuem-no(a) a si? Pode seguir a seguinte indicação de avaliação de resposta: A – Negativo, B – Muito Bom e C – Em processo
 
A pergunta 3 refere-se à amabilidade com o seu passado. Você resolveu amavelmente o seu passado ou vai levar “bagagem” para o outro resolver o que é seu, no seu próximo relacionamento? E pode seguir a seguinte indicação de avaliação de resposta: A – Em processo, B – Muito Bom e C – Negativo
 
A pergunta 4 refere-se à amabilidade consigo. O quanto você se vitimiza ou você se auto- responsabiliza por manifestar e viver um novo amor da sua vida? Você pode seguir a seguinte indicação de avaliação de resposta: A – Em processo, B – Negativo e C – Muito bom
 
A pergunta 5 refere-se à amabilidade que você tem com as suas crenças. As suas crenças dão-lhe poder a si ou retiram-lhe? As suas crenças apoiam-se nas suas capacidades ou o condicionam ao que acontece no exterior? E pode seguir a seguinte indicação de avaliação de resposta: A – Em processo B – Muito Bom e C – Negativo
 
Lembre-se que o teste é meramente indicativo.
 
Na amabilidade dos gestos encontramos a leveza da vida e o verdadeiro fluxo do ser! E é tão simples, basta parar, olhar para dentro e deixar ser!
​
Imagem
CILA STEFAN
FORMADORA MOTIVACIONAL,
APRESENTADORA, TARÓLOGA E COACH
www.facebook.com/cilastefan
cecilia1700@hotmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

0 Comentários

Liberte o seu roupeiro

1/11/2017

0 Comentários

 
Imagem
Ao longo da vida vamos adquirindo peças de roupa, acessórios e sapatos que se acumulam no nosso roupeiro, mas surge um momento em que precisamos de nos libertar daquilo que já não nos faz brilhar, que já não corresponde ao nosso estilo: Bem-vindo Desapego! Por Susana Dâmaso

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​As roupas transmitem emoções e sentimentos que refletimos desde o processo de compra da peça até ao seu desfecho, seja este troca por outra peça, doação ou reciclagem.

Num mundo repleto de objetos materiais, de incentivo à compra, do poder, do vislumbre das montras, das revistas de moda, das novas tendências é muito importante centrar-se em si e conhecer-se dentro de todas as áreas da sua vida.

Antes de aprender a comprar (sim, porque comprar roupa também se aprende) tem de aprender a libertar-se, a praticar o desapego, a deixar ir!

As roupas, os acessórios têm um grande peso emocional: ou foi dado por alguém especial, ou comprou para uma ocasião especial, ou até guarda uma recordação do dia que vestiu aquela peça.

Então comece a sentir as peças que veste: O que lhe transmitem? Que memórias lhe vêm? Olhe para o seu roupeiro e sinta qual a energia que advém desse espaço?

Comece por libertar peças que já não usa há mais de 4 meses, peças que não usou na última estação, peças com borbotos, nódoas, peças que não lhe acrescentam luz e alegria à criação do seu look.

E, vá libertando o que sente, sinta o que lhe passa pelo coração e analise a sua mente.

O que ela lhe está a transmitir:
“Vais deitar isso fora e depois o que vais vestir?!”
“Vais gastar um dinheirão a comprar peças novas!”
A mente arranja sempre mecanismos de criticismo negativo e castrador!
Saber dissociar a mente do coração é o truque do desapego material!
Porque haverá de ir comprar mais roupa?! Aproveite o espaço que criou no seu roupeiro para poder conseguir ver a roupa, deste modo torna-se mais simples escolher o outfit.
Escolha um dia, uma manhã ou uma tarde, e tire tempo para si!
Faça algum exercício antes, quer seja ginásio ou uma caminhada: vai promover a libertação de endorfinas, a hormona do bem-estar, fundamental nas nossas vidas!
Inicie o processo com uma breve meditação com respirações profundas. Esteja em paz consigo.
Olhe o espelho, cara e depois corpo inteiro. Veja-se sem críticas! Diga coisas simpáticas, elogie-se!
Comece então o processo de triagem da sua roupa!
Analise as peças de roupa, sapatos, acessórios, malas.
E vá fazendo algumas questões quando estiver em dúvida se deve guardar ou desapegar:
“Se fosse hoje em dia voltaria a comprar a peça?”
“A peça revela o meu estilo atual?”
“O que me faz lembrar esta peça?”
“Se a peça ficar, vou vesti-la esta semana?”
“Com quantas peças a consigo coordenar?”
 
Um sinal de dúvida e liberte-se! Quanto mais praticar o desapego melhor para si! Peças enfadonhas, sem vida o que dizem sobre si? Que é alguém que parou no tempo e deixou de se atualizar!

O que vai levar desta caminhada de vida? Aquela mala, aqueles sapatos? As pessoas devem recordar-se de si, por quem é, não porque tinha uns sapatos bonitos! A sua imagem é um todo, é o equilíbrio!

Aos poucos sairá de si um peso, sentirá uma libertação, fluirá de forma tranquila e ficará feliz de saber que as suas peças têm um destino melhor! Alguém saberá dar valor às suas peças e elas ficarão felizes de poderem voltar a ser usadas.

Procure espaços ou centros para doar a roupa.

O truque é fazer tudo isto num só dia e não estender o processo, porque senão voltará atrás com a decisão. Organize tudo dentro de sacos opacos e faça a separação (roupas, sapatos, acessórios).

Aproveite para limpar, arejar, arrumar o que ficou de modo visível e bonito. Arranje etiquetas e organize.
Desapegar para que o novo possa entrar na sua vida! Liberte o seu roupeiro, crie luz no espaço que tem a sua segunda pele e diz tanto sobre si!
​
Imagem
SUSANA DÂMASO
CEO DA BE BEAUTY BY SU®, ESPECIALISTA EM CONSULTORIA DE IMAGEM
www.susanadamaso.com
www.facebook.com/BeBeautybySu
susana@susanadamaso.com

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

0 Comentários

Um lobo em pele de cordeiro: O Controlador

1/10/2017

0 Comentários

 
Imagem
Nos relacionamentos íntimos, a ar te de controlar e condicionar é confundida com amor verdadeiro. Quando o controlo é levado ao limite as consequências são incomensuráveis! A isto chamamos Amor Zero!
Por Susana Milheiro Silva


in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Bem-vindo à realidade, embora pensemos que este cenário só acontece em filmes e livros, é bem mais comum do que poderíamos alguma vez imaginar. É uma perversa realidade que diz respeito à Vida de muitas mulheres e homens. Pessoas que todos os dias dormem e se relacionam de uma forma íntima com alguém que os controla sem limite. Ao abordarmos o tema CONTROLAR por este prisma pretendemos retratar a realidade de forma a desmistificar os relacionamentos nas suas diversas formas, como diz Robert Hare (psicólogo e especialista em Psicologia criminal e em psicopatia): “Os psicopatas não são só os frios assassinos dos filmes. Estão em todo o lado, vivem junto de nós e têm formas muito mais subtis de fazer mal do que as meramente físicas. A sociedade não os vê, ou não quer vê-los, e consente.”. A nossa intenção é acima de tudo possibilitar às vítimas de relações controladoras, recursos para renascer para uma Vida digna, onde exista de novo a esperança e a possibilidade para acreditar em si e no Amor.
 
Na realidade as pessoas não são todas iguais! Até aqui nada de novo, todos sabemos isso! Acontece que há pessoas que acreditam que todos somos seres bondosos, com coração, capazes de sentir os mais altos valores sociais e humanos. A verdade é que existem pessoas com ausência total de empatia, remorso e amor! A estas a Psicologia denomina de psicopatas. Assim, os psicopatas são pessoas vazias, com um corpo, mas sem nada lá dentro, seres sem alma, como afirma Iñaki Piñuel, no seu último livro, Amor Zero. Estes indivíduos escolhem as suas vítimas, pessoas bondosas, generosas, sempre dispostas a perdoar, esquecer e recomeçar. Como diz o ditado: os opostos atraem-se! Infelizmente para a vítima, que com este relacionamento fica perante um grave problema. Tão sério ao ponto de estarem relacionados com esta problemática inúmeros casos de depressão e até suicídio. Do mesmo modo que o louva-a-deus e certas espécies de aranhas devoram os seus parceiros depois de copular, estes controladores natos causam desgaste e destrõem paulatinamente aqueles que decidiram explorar a seu favor.
 
Como reconhecer um companheiro/a controlador?
Um caso real (com nomes fictícios):
 
“Rita, 27 anos. Sonha constituir família e ser mãe antes dos 30. Após vários relacionamentos, conhece João, 31 anos, por quem se apaixona como nunca. Conheceram-se através de amigos. João, amigo próximo de uma grande amiga de Rita, desde cedo mostrou ser um homem diferente dos que Rita conhecera. Culto, bonito, sensível e com uma história de vida cheia de dificuldades, mostrava ser especial. Rita sempre se atraíu por histórias difíceis. Queria mudar o mundo! Na noite em que se conheceram, João estabeleceu contacto via Facebook. A partir daí, sms’s e telefonemas conduziram a um café, e em breve passaram a ser companheiros ideais. Os mesmos gostos, muitas afinidades. João assegurava que seriam almas gémeas. De início, Rita mostrou-se apreensiva. Na verdade, tinha medo de se entregar a alguém por inteiro, principalmente depois de tantos relacionamentos falhados. Mas com o passar do tempo, e com toda a dedicação de João, Rita deixou-se envolver. Sentia-se completa, bonita, divertida, e principalmente, amada! Mas este sonho durou pouco, e num ápice passou a inferno! Ainda hoje Rita sofre por tudo o que viveu. Na verdade sente que a sua Alma foi roubada.”
 
A maioria dos relacionamentos com um psicopata inicia-se assim. O contexto pode variar mas os comportamentos são semelhantes. Segundo Piñuel (2017), um parceiro psicopata emite 20 sinais considerados de alerta para a sua identificação:
  1. Simpatia e encanto
  2. Rapidamente, passam a ser almas gémeas
  3. Magnetismo emocional e sexual envolvente
  4. No início, bombardeamento de amor
  5. Culpabiliza os outros, e principalmente o/a parceiro/a, de tudo e ignora qualquer culpabilidade pessoal. Ausência de remorsos ou sentimento de culpa (nunca se desculpa de nada)
  6. Mentiras permanentes e buracos negros naquilo que contam
  7. Domínio através do olhar
  8. Rapidamente vai viver com a vítima
  9. Simula ser vítima. Faz-se de vítima das suas vítimas (autopiedade ou vitimização)
  10. Dupla personalidade
  11. Frieza e falta de emoções
  12. Olhar frio, vazio, sem alma
  13. Arrogância, orgulho, dominação (raiva, ira e agressividade se não leva a melhor)
  14. Abandona-o/a, como se fosse um objecto, fria e desalmadamente (fase de desprezo e de rejeição)
  15. Aborrece-se facilmente (não se mantém nos trabalhos, nas tarefas, nas relações)
  16. Elevados níveis de testosterona (especialmente relevante em mulheres psicopatas)
  17. Estilo de vida parasitário (vive às custas do esforço, trabalho, dinheiro dos outros)
  18. Lágrimas de crocodilo, grandes cenas teatrais de choraminguice sem conteúdo emocional efectivo
  19. Total incapacidade para compreender como funcionam as suas emoções ou como se sente (ausência total de empatia)
  20. Habilidade para manipular os outros.
 
Que não tínhamos dúvida, um psicopata não ama. Não nasce com esta capacidade! A vítima foi iludida desde o princípio e estar consciente desta realidade é fundamental para sua proteção. A relação de controlo estabelecida pelo psicopata é para seu próprio uso, assim como um carro – mera utilização. Este tipo de controlador só libertará a vítima quando a substituir por outra. Esta tem aqui a oportunidade para a sua cura. Depois de um relacionamento assim, a recuperação é dificil mas possível!
​ 
Imagem
SUSANA MILHEIRO SILVA
PSICÓLOGA CLÍNICA, VIA® APRENDIZAGEM INTEGRATIVA DA VIDA CONSULTORA MINDFULNESS PELA EEDT.
​MEMBRO FUNDADOR DO CLUBE UNESCO-KIRON
www.susanamilheirosilva.com
www.facebook.com/pages/FormasdoSER/435792566450434

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

0 Comentários

Viver em equanimidade

1/9/2017

0 Comentários

 
Imagem
O que é equanimidade? Podemos viver de forma equânime as nossas experiências, tanto boas, como ruins? Como a equanimidade se expressa em nós?
Por Deise Aur


in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Antes de refletirmos sobre estas perguntas vamos entender o que significa equanimidade: Constância, igualdade de temperamento, de ânimo, em qualquer circunstância; Tranquilidade de espírito, moderação, comedimento; Ânimo não influenciado pela adversidade ou prosperidade; Espírito sereno, equilibrado;
 
Equanimidade significa serenidade de espírito e, também, é: Um estado de paz interior e concentração, permitindo experimentar de maneira equilibrada as diversas situações do mundo físico; Marcada por tranquilidade diante das oscilações da existência; Viver sem se deixar afetar pela dualidade, os opostos e extremos, aos quais estamos sujeitos em nossas vidas.
 
A Vida é um jogo de contrastes e diante deles, muitos de nossos recursos são desafiados e despertados.
 
Tudo depende de nossa forma de reagir, fazer escolhas e como nos vivenciamos nossas os acontecimentos do dia-à-dia.
 
Temos em potencial muitas capacidades, porém, distraídos ou preocupados com as demandas do nosso diário viver deixamos de ativá-las e usá-las.
 
A equanimidade é uma delas e está ao nosso alcance quando praticamos a atenção consciente no momento presente, nos auto-observamos e nos concentramos em tudo que fazemos.
 
Com essas atitudes damos espaço para a capacidade da equanimidade, possibilitando vivermos com constância e equilíbrio, respondendo, de forma inteligente e correta a cada situação, seja boa ou má; alegre ou triste; na prosperidade ou na pobreza; na saúde ou na doença; diante do nascimento ou da morte e por aí vai.
 
A temperança e a moderação são marcas da equanimidade e contribuem para que não nos identifiquemos com os extremos do mundo dual e polarizado no qual vivemos.
 
Sem equanimidade somos jogados, como uma bola de pingue-pongue, pelas circunstâncias e nos tornamos vítimas das mesmas.
 
De um lado: Imprevistos, mudanças repentinas, revezes, catástrofes. Do outro: conquistas, ascensões, riquezas, vitórias, alegrias. Sofremos quando estamos do lado que nos causa dor e ficamos felizes, do lado que nos traz prazer.
 
Só que vivemos num mundo que tudo é impermanente, fugaz e passageiro, em constante movimento, se não vivermos de forma equânime, iremos sentir-nos desiludidos e frustrados, pois, não é possível termos só momentos bons, alegrias e sermos felizes o tempo todo, surgirão dificuldades e momentos pesarosos.
 
A nossa postura diante dos acontecimentos é que fará toda a diferença. Se não nos deixarmos levar de um extremo ao outro e nos tornamos conscientes de cada situação que vivenciamos, procurando compreender e nos desenvolver, enquanto seres humanos que aprendem com as experiências.
 
Geralmente, em situações felizes e prósperas, ficamos eufóricos e nas tristes, ficamos desesperançados e depressivos.
 
Esquecemos que muitas tristezas, mais adiante, se convertem em alegrias e vice-versa, só precisamos seguir em frente, sem pressa e em paz, olhando o nosso caminho, enquanto caminhamos e atentos ao que se processa em nós.
 
Ao lidarmos, de forma equânime, com os fatos da nossa existência, procuramos nos aquietar, pacificar, observar e compreender, tanto a nós mesmos, como as situações e tudo o que se relaciona a essa vivência.
 
Se nos precipitamos e nos identificamos com as oscilações do nosso dia-à-dia, passamos a não perceber com clareza as possibilidades que se apresentam ou podem vir a apresentarem-se, para vivermos com mais sabedoria e lucidez cada momento.
 
Observando os nossos pensamentos, emoções, sentimentos, instintos e reações, diante de cada vivência, vamos nos apercebendo e tendo uma visão mais lúcida e ampla do meio à nossa volta.
 
Expandimos a nossa Consciência, nos auto conhecemos e, com isso, compreendemos melhor os outros seres e a Vida como um todo.
 
Permitimos que o Espírito, que está além da dualidade do mundo físico, estabeleça conexão com a Alma, para que se possa expressar de forma livre. Por isso, quando somos equânimes, agimos com serenidade, aceitação e lucidez.
 
Caso contrário, se deixamos que a nossa mente mecanizada e condicionada por conceitos e padrões pré-estabelecidos e ultrapassados apegados ao materialismo e consumismo, tome o controle da situação, somos movidos em momentos bons pelo prazer e nos maus pelo medo. Oscilamos com as nossas emoções, entre um e outro e acabamos por nos desequilibrar.
 
Ao permitir que o nosso Espírito, que está além do condicionamento da mente e que na quietude se comunica connosco, assuma o comando, vamos percebendo o que é viver em estado de contemplação e meditação.
 
Liberamos e despertamos a nossa Alma, a tornando mais forte e consciente e com mais leveza, liberdade, amor, simplicidade e sabedoria vamos passando pela nuances e transformações que ocorrem em cada acontecimento da nossa jornada existencial.
 
Passamos a experimentar a existência com Equanimidade, nos expandindo como seres,  permitindo que tudo flua melhor na nossa Vida.
​
Imagem
DEISE AUR
ESCRITORA E PRODUTORA DE CONTEÚDOS VOLTADOS PARA EXPANSÃO E EXPRESSÃO DOS SERES E SUAS POTENCIALIDADES
PUBLICAÇÕES DESSES CONTEÚDOS:
deiseaur.blogspot.com.br
www.facebook.com/avidanosfala
www.youtube.com/user/DeiseAur8

​in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

0 Comentários

O prazer no mundo contemporâneo

1/8/2017

0 Comentários

 
Imagem
Que sentido tem o prazer no mundo contemporâneo? Qual é a duração do prazer? Ter ou sentir prazer? Estes e outros questionamentos sobre o prazer físico e da satisfação pessoal, você encontra aqui.
Por Carine do Espirito Santo Barreto


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Na sociedade contemporânea existe o hiperativo: Tudo rápido, já, e para ontem! As pessoas estão em uma condição temporal em que é preciso estar mais presente no futuro do que sentindo as próprias sensações e experiências daquele exato momento. O sentido do prazer toma perspetivas para além do que já foi vivenciado ao longo da história humana.

O sociólogo Bauman diz que vivemos em uma sociedade em que as relações são fluidas, instáveis e desta forma a conceção do espaço e do tempo não se associam mais de forma tão óbvia. O tempo na visão atual pode estar vinculado a uma ideia de velocidade e o espaço pode ser superado pelas tecnologias que nos permitem conhecer o mundo de forma instantânea.

Assim, a velocidade passa a ser uma dominante que marca a contemporaneidade. Então, o que é o prazer em um mundo que a maioria das pessoas correm desenfreadamente em busca da felicidade?! Correm, velozes, sem sentir e se deleitar sobre as belezas que a vida proporciona, sem saborear o gosto das coisas e das sensações. As pessoas hoje em dia, correm abruptamente para obter mais qualidade de vida, mais sucesso, mais dinheiro, mais reconhecimento e mais prazer. A quantidade prevalece sobre qualidade das relações e tudo isso em um espaço curtíssimo de tempo. Para quê, para quem?

Para a visão científica, a história da humanidade associava o prazer ao mundo físico e a satisfação de uma necessidade fisiológica que, pelo olhar da biomedicina, tinha uma vertente reprodutiva para perpetuar a espécie. Estudos subsequentes associaram o sexo com processo de saúde-doença e controle da espécie humana.

Já, a partir do século XX, foi possível perceber as mudanças na interpretação sobre o que é o corpo, prazer, sexo e desejo. O historiador Michel Foucault, foi um estudioso que proporcionou grandes contribuições à sociedade, ao analisar como o prazer se associa à satisfação das necessidades quanto uma existência política, controle, desejo e constituição do Eu.

O prazer que estava no imaginário do corpo físico, serviu por muito tempo como uma forma de controlar as pessoas, em ditar o que pode sentir ou não, o tipo de comportamento mais adequado, o que deve ser falado e o que deve permanecer tabu. Porém, com a grande influência do sistema político/económico percebeu-se que estes poderes relacionaram o corpo como algo que pudesse ser disciplinado. Assim, a sociedade passou por momentos de grande resistência e questionamento sobre quem controla o seu próprio corpo, quem realmente tem o poder, e qual é a forma mais ideal de sentir prazer.

Constatou-se ao longo da história, inúmeras referências que marcaram a forma como lidamos com a satisfação de nossos desejos. Passamos por visões filosóficas sobre o sentir prazer ligado ao bem-estar físico e espiritual, fazer o bem, como a obtenção e constituição de caráter, até a visão da Igreja que determinaram por gerações quais prazeres eram sinônimos da salvação e qual prazer era considerado pecado. Nota-se que todas estas conceções procuraram definir um conceito para a função sexual (seus contextos favoráveis, sua forma de organização), em detrimento de uma perspetiva de que o indivíduo pudesse cuidar ativamente de seu corpo, buscando integrar, da melhor forma possível, suas condutas sexuais ligadas à gestão da vida e da saúde.

Hoje, na cultura da pós-modernidade, o sentido para além do prazer pode se relacionar ao consumo. É o prazer que transcende ao mundo físico e se instala no desejo de pertencer. O consumo faz com que as pessoas se sintam pertencentes à alguma cultura, classe social ou status. Queremos sempre estar à frente de nosso tempo, consumindo roupas, bens até o consumo de valores e padrões.

A estudiosa Suely Rolnik nos fala que a sociedade consumista criou kits perfis-padrão e figuras prontas para usar, que significam padrões de comportamentos, estilo de vida saudável e moda que influenciam o quotidiano das pessoas sugerindo maneiras específicas para sentir prazer. É sob este viés que podemos encontrar a mídia de modo geral como canais que tem uma forte atuação sobre a formulação de opinião das pessoas. São meios que a maioria da população tem fácil acesso, pronto para ser consumido e perpetuado. Com isso, cada vez mais o prazer se torna efémero. Na sociedade atual, as pessoas são menos tolerantes, às tendências saem rapidamente de moda, e muitos não ficam nada satisfeitos com aquilo que acabaram de conquistar. As pessoas valorizam mais o ter e esquecem de ser.

A fim de resgatar a essência humana, houve a necessidade de estimular o contato interior em busca da realização pessoal. O prazer está em vivenciar cada momento como se fosse único de modo a encontrar a homeostase, a paz interior. Estudos na área da psicologia, filosofia, até a medicina oriental, comprovam que estar presente no aqui e agora ajudam a conectar o corpo e a mente, o que aumenta a capacidade de concentração e equilíbrio emocional. Ter a atenção plena, expande a consciência e proporciona maior clareza para satisfazer as necessidades e as múltiplas formas de sentir prazer.
​
Imagem
CARINE DO ESPIRITO SANTO BARRETO
EGRESSA DO CURSO DE PSICOLOGIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO
MOTTA E PESQUISADORA NA ÁREA DE PSICOLOGIA SOCIAL
carineb1994@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

0 Comentários

Paciência... Vai uma chávena?

1/7/2017

0 Comentários

 
Imagem
A ideia de comparar a Paciência a um chá, vem no sentido de a ver como que uma terapia para a ansiedade, para a pressa, para a tendência obscura de querermos controlar a nossa vida e a dos outros. Não podemos controlar tudo…
Por Carolina Sousa


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Luc de Clapiers, um moralista e escritor francês, escreveu no século XVIII: "Paciência é a arte de esperar" e, convínhamos, nos nossos dias precisamos dessa arte a chávenas e a potes!
 
Talvez o truque seja imaginar a questão como sendo uma "chávena de chá", chá verde, por exemplo, que faz bem a tanta coisa. Ter paciência também nos torna mais fortes (se não nos matar!) então vamos tomando essas "chávenas" conforme vai sendo preciso e, no fim, talvez até fiquemos felizes por não termos apertado o pescoço a alguém, ou nos termos atirado da ponte mais próxima!
 
De manhã é o filho que não acorda, ou está doente, ou não quer vestir-se; tome um chazinho de paciência!
 
Não tem filhos? Ah, não pense que se escapa do chazinho! A máquina do café vai avariar, ou o leite entornar mesmo por cima da camisa nova!
 
O caminho para o trabalho também não o poupa: apanha um acidente, duas brigadas, três sinais avariados no vermelho, mais uma velhinha a atravessar fora da passadeira que o fez colar a testa ao vidro da frente. Chegue ao trabalho e beba um chazinho!
 
Tenta ligar o computador, mas este recusa-se. Tem vírus, está "cheio", ou a senhora da limpeza desligou o cabo! Agora já precisa de dois chazinhos!
 
Não aconteceu nada disso? A sua chegada ao trabalho foi pacífica? Ok, mas vai ver que o fornecedor não entregou a encomenda tão esperada, aquele email (tão importante) não saiu da "caixa" e perdeu o grande negócio da semana, ou simplesmente a concorrência chegou primeiro.
Não desespere, vá à cantina e beba um chazinho de paciência!
 
Antes de almoçar pensa que tem tempo de ir ao Banco.  Mas chega ao multibanco e está fora de serviço, o balcão só tem um empregado (claro, ou outro foi almoçar!) e depois de meia hora à espera, o sistema tem uma falha e não consegue fazer o tal depósito (urgente!) para comprar as ações que tanto o faziam sonhar; já sabe, café da esquina: chazinho!
 
Nem almoçou, mas tudo bem. Pensa que mais nada pode correr mal naquele dia. Pensou mal. Mensagem no telemóvel: O seu banco avisa que devido à falta de saldo não pagou o IRS, nem comprou as ações.
 
Vai a caminho da cantina para beber um chazinho, nova mensagem, da Bolsa: as ações que queria comprar subiram 50%! Bebe dois chazinhos! Já não consegue trabalhar mais, tem fome e dores de cabeça, mas tem de ir às Finanças pagar o tal IRS. Finanças?! Ui, o melhor é beber mais um chá!
 
Chega à rua e a EMEL bloqueou-lhe o carro. Só o seu, no meio de uns dez mal-estacionados; reclama com o polícia, leva outra multa: esquecera-se de levar a viatura à Inspeção.
 
O Metro está de greve, a Carris também, segue a pé para as Finanças. Torce um pé no passeio cheio de buracos.
 
A repartição informa que tem uma hora de espera. Espera duas. Em pé. Está cheio de dores (mas ninguém dá lugar a uma pessoa nova; se pedisse ainda era injuriado!)
 
Vai à máquina e bebe; um café (estas maquinas ainda não vendem chazinho de paciência!)
 
Regressa a casa, a pé. Já nem tem fome, só dores de cabeça e o pé inchado. O gelo acabou – paciência! - Usa o saco das ervilhas congeladas. Adormece. Acorda, horas depois, rodeado de bolinhas. Bolinhas?! Salta da cama. O saco rebentou e a sua cama é um depósito de ervilhas!
 
Vá, não resista e deixe-se rir… Porque - vou contar-lhe um segredo - sabe o que deve acompanhar um chazinho de paciência? Sim, eu sei que está com fome, mas não é uma bolachinha, é sim uma genuína e sonora gargalhada!
Depois de todo este quadro exagerado, na perspetiva de conseguir, pelo menos, um sorriso desse lado (especialmente se o estiver a ler na fila da Segurança Social!), concluo um pouco mais a sério:
 
Sabemos que o ser humano não lida bem com o sentimento de perda, logo tendemos a ser impacientes se estamos a perder tempo, a perder dinheiro, a perder oportunidades.
 
A ideia de comparar a Paciência a um chá, vem no sentido de a ver como que uma terapia para a ansiedade, para a pressa, para a tendência obscura de querermos controlar a nossa vida e a dos outros. Não podemos controlar tudo.
 
Se pretendemos alcançar a sabedoria e a felicidade, a impaciência é um obstáculo, grande, à nossa qualidade de vida. Mas, pelo contrário, a paciência evita o desgaste.
 
Ser paciente é ter calma e alma, é agir com o coração e com a razão, é ser assertivo e construtivo.
 
E, começamos este artigo com uma frase de um Marquês, acabamos com a frase de um grande líder, nunca se esqueça que "Perder a paciência é perder a guerra" – Mahatma Gandhi.

Imagem
CAROLINA SOUSA
AUTORA
coisasqueacarolinaescreve.blogspot.pt
carolina.cdesousa@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

0 Comentários

A Magia da Verdade

1/6/2017

0 Comentários

 
Imagem
A Verdade é um conceito amplo que pode ser definido de muitas formas, mas a melhor será sempre aquela que demonstrar a nossa Verdade Interior.
​Por Carmen Krystal


in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Num dos encontros com os Apóstolos, perante as suas questões sobre a Verdade, Jesus explicou que a Verdade é única, mas, como um cristal, tem muitas faces. Se uma luz incidir sobre um cristal, ela vai ser refletida por todas as suas faces, mas quem estiver a observar apenas verá a luz da face que estiver à sua frente.

Se uma porta estiver pintada de cores diferentes no interior e no exterior, a verdade sobre a cor daquela porta vai depender do lado em que o observador estiver. E se apenas conhecer um dos lados, quando lhe disserem uma cor diferente da que está a ver, dirá que está errada. Estará, do seu ponto de vista. Não do ponto de vista da Verdade da porta. Nietzsche, filósofo alemão do século XX, afirmava que a verdade é um ponto de vista. Ele não aceitava uma definição da verdade, pois dizia não se poder alcançar uma certeza sobre a definição do oposto da mentira. O observador da porta só conseguirá entender que há outra cor que também é verdadeira quando se predispuser a mudar de perspetiva, ou seja, a abrir a porta e observar o outro lado. Só assim constatará que aquilo considerou mentira, afinal, é verdade.
​
Assim é na vida. Muitas vezes precisamos de ver o outro lado, para conhecer outras partes da verdade. Porque a Verdade é algo que nos transcende. É um conceito amplo, elevado, que deve ser visto como um guia que nos conduz. É acima de tudo um valor a ser preservado. Para viver em Verdade é preciso conseguir conceber e praticar uma série de outros conceitos e valores, que sustentam a verdade, tais como: respeito, coerência, sinceridade e genuinidade, pelo menos.

Se olharmos para a origem etimológica da palavra, veremos que cada origem nos traz uma perspetiva diferente sobre a Verdade, no entanto, complementares.  Do grego, “aletheia”, que  significa ‘não oculto’, ‘não escondido’, ‘não dissimulado’, mostra-nos a verdade como uma manifestação da realidade presente, do que existe tal como é, no agora; do latim, ‘veritas’ que se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, usa a linguagem para detalhar com pormenores e fidelidade o que aconteceu, ou seja, a manifestação do passado; do hebraico, “emunah” que significa ‘confiança’, mostra-nos um conceito relacionado com as pessoas e a capacidade de estas cumprirem algo que prometeram, ou seja, uma verdade projetada no futuro. É baseada na esperança e, se ligada ao conceito Divino pode representar uma profecia.
 
Para cada um de nós em particular, a verdade poderá ser apenas uma interpretação mental da realidade transmitida pelos sentidos. Imagine um chá morno. Para uns poderá estar ainda quente, para outros já poderá estar frio. A nossa sensibilidade definirá aquilo que é a verdade para cada um de nós. Por isso para se viver em Verdade não pode haver Julgamento. Da perspetiva da Neurociência, cada cérebro tem um funcionamento muito próprio, por isso, a nossa perspetiva da verdade terá sempre filtros consoante a nossa realidade, as nossas experiências e memórias.

Enquanto Seres Humanos, seres emocionais e sensíveis, mas também seres pensantes e criadores, o conceito da verdade pode estar também associado à conformidade daquilo que se diz com aquilo que se pensa ou se sente. No entanto, quantas vezes não conseguimos ser coerentes connosco mesmos, ou mudamos de atitude conforme as situações? Como seria bom ter um dispositivo de alerta da verdade a funcionar 24 h/dia em nós, para que não cometêssemos o erro de mentir, ou enganar, ou ser incoerente, mesmo que inconscientemente, ou agir em função de uma mágoa que surge e que mais tarde nos vamos arrepender, ou ficar obcecados por “pequenas” verdades que no fundo apenas nos iludem e deturpam tanto as ações do dia-a-dia, assim como, a evolução da Alma?

Como escreveu Jorge Luís Borges, “Não exageres o culto da verdade, não há homem que ao fim de um dia não tenha mentido com razão muitas vezes”.

Quem não se lembra da personagem criada por Carlo Collodi, a quem crescia o nariz quando mentia? Pinóquio, um boneco de madeira que sonhava em ser um menino de verdade. A verdade para ele era ser de carne e osso, era ser humano. No entanto, quantas vezes há humanos que parecem bonecos de madeira?
​
Pinóquio passou por grandes desafios que puseram à prova o seu sentido de verdade e de justiça, de amor ao próximo e coerência, e por isso mereceu ser transformado num menino de verdade.  Que magia foi esta que proporcionou a sua transformação? Foi a magia que nos transforma a todos quando nos permitimos senti-la: A emoção. É na emoção que está a verdade do Ser Humano. Na sensação de vida que se obtém nas experiências, no que se dá e recebe nas trocas entre os seres.  

E como exemplo disso, não poderia deixar de mencionar a mensagem que foi passada precisamente sobre a verdade da emoção, num contexto onde, de facto, a emoção deve ser o composto primordial: a música. Salvador Sobral fez questão de relembrar essa verdade, nas primeiras palavras que proferiu no palco da Eurovisão cuja mensagem foi mais ou menos esta: “Hoje em dia faz-se muita música descartável. A música é emoção, é sentimento. As pessoas perceberam a mensagem desta música e, portanto, esta vitória é para a música em geral. “

E a Verdade pode ser isto: O olhar mais elevado que se pode ter sobre algo para que esse algo seja genuíno e o mais próximo possível da sua origem. 

Conseguiremos nós Humanos alcançar o melhor de nós para vivermos cada vez mais na Magia da Verdade? 
​
Imagem
CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA,
REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
terapias.carmenkrystal@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

0 Comentários

Orgulho, Um modo diferente do espelho devolver imagens

1/5/2017

0 Comentários

 
Imagem
O orgulho é um sentimento ancestral que pode ser positivo enquanto impulsionador de desenvolvimento, mas modo nefasto é um sentimento que corrói a vida não só de quem sente, como dos que o rodeiam. Por Ana Cristina de Almeida

​
in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Em primeiro ligar há que ter consciência do caráter ancestral desta particularidade do ser humano. São caraterísticas de comportamento, inerentes ao traço de personalidade de cada um. Há como que uma raiz comportamental de índole histórica. O orgulho moveu guerras, batalhas, conquistas e derrotas.

Etimologicamente, o termo “orgulho” surge de dois conceitos. Um catalão (orgull) e outro do francês (orgueill). Conseguimos ainda relacionar o conceito “orgulho” (conceito exagerado acerca de si mesmo), com a “soberba” (orgulho exagerado).

É no entanto no paradigma filosófico que se determina o sentido positivo ou negativo desta emoção. De um modo geral, podemos afirmar que é uma sobrevalorização do EU em detrimento da humildade.

Somos seres biopsicossociais, e portanto influentes e influenciados pelo meio. Estas marcas, podem ser de caráter espiritual ou psicológico.

Pela vertente espiritual o orgulho, está sempre associado à fonte de todos os problemas. É esta emoção que desencadeia as discussões, dificuldade no perdão e até na facilidade e prazer com que se magoa o próximo.

Definitivamente temos dificuldade em limitar a manifestação desse sentimento. Não é o facto, por exemplo, de nos orgulharmos dos nossos filhos, que nos deverá levar a julgar que são melhores que os filhos dos outros. Ou até mesmo quando alcançamos algo a que nos propusemos realizar, que devemos levar ao extremo o nosso amor-próprio.

No dia-a-dia o maior problema relacionado com o ser humano, prende-se exatamente com o fator “orgulho”. Não sabemos perder. Perder um emprego, uma discussão, um relacionamento, são por exemplo situações diárias para as quais não temos muitas vezes estrutura para ultrapassar de modo sereno e razoavelmente resignado. Acabamos deste modo por despoletar discussões, e violência verbal e/ou física.

Então, mas sendo o orgulho algo aparentemente tão nefasto, não seria caso de o abandonarmos? E como?

Primeiramente há que observar que orgulho anda de mãos dadas com competitividade, e que esta última por sua vez não é negativa. Ela faz parte da evolução, do crescimento e do progresso. No entanto, nesse crescimento, estão inerentes as perdas e perder é difícil e a dor, a mágoa de perder…vem do orgulho.

Se fizermos uma introspeção, deparamos com muito lixo emocional do qual não nos conseguimos libertar por orgulho. Apesar do que inicialmente se falou relativamente ao caráter ancestral deste sentimento, não é argumento para que sejamos tão condescendentes connosco. Combate-lo exige espirito de sacrifício e treino diários.
 
 
Para a Psicologia, o Orgulho é igualmente curioso de ser observado. Ele é contraditório e a linha que separa a perspetiva positiva da negativa é quase indelével. A educação pode ser assente no conceito do orgulho (o educador orgulha-se do feito do educando, demonstrando-o, gerando assim um reforço positivo na ação). É o orgulho de admiração, e os riscos são consideravelmente baixos e ocorrem apenas quando o efeito de halo se torna presente. Quem se orgulha, desenvolve determinada expetativa sobre o outro, a qual pode vir a ser defraudada dando origem a irritações, frustrações, tristeza e críticas destrutivas.

Depois, surge o orgulho rancoroso. Certamente o mais nefasto. Um indivíduo carrega sobre si as frustrações e culpas de algo que não correu como esperado. Numa discussão entre um casal, por exemplo, muitos serão os casos em que por orgulho, nenhum dos dois dá um passo no sentido de uma solução positiva por não quererem dar o “braço a torcer”. E se esta situação é aparentemente de fácil solução, para quem sofre de orgulho exacerbado é uma fonte de sofrimento. Reconhecer que se está errado, ou pelo menos não completamente certo, é um sinal de fraqueza que não deve jamais ser demonstrado.

Por fim, o orgulho preconceituoso. É um orgulho “social”. As pessoas não se aproximam de quem não pertence ao seu extrato social, por considerarem ser superiores aos demais. Alfred Adler descrevia bem como era ridículo este tipo de emoção em sociedade. Quem abraça este tipo de pensamento, caiu na dualidade superioridade / inferioridade. No entanto, o facto de se sentir superior a alguém, não anula a consciência de ser inferior a outros.

Então, como ultrapassar algo que a bem ver traz mais repercussões negativas que positivas? Em psicologia assim como na espiritualidade, a consciencialização do sentimento é fundamental bem como o reconhecimento do prejuízo ou utilidade que possa trazer ao indivíduo. Seguidamente há que mudar padrões de pensamento. Apelar a emoções como o amor e a humildade são opções eficazes. O orgulho por admiração pode ser melhorado pela via da aceitação do outro exatamente como ele é. Já o orgulho rancoroso e o orgulho preconceituoso requerem um exercício profundo de apelo à humildade, à aceitação.

Será ainda útil referir que nestas coisas das emoções mal geridas, há sempre a fonte educacional. Padrões comportamentais dentro de casa, uma educação mal gerida, maus exemplos, tudo contribui para o crescimento de indivíduos sofredores e até mal formados. Deveríamos rever valores humanos e familiares. Passar mais tempo com os filhos e ajuda-los na sua formação de valores morais positivos, altruístas e construtivos.
​
Imagem
ANA CRISTINA DE ALMEIDA
TERAPEUTA HOLÍSTICA
www.reiki-cristal.wixsite.com/ana-cristina
ana.cristina.terapias@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

0 Comentários
<<Anterior
Seguinte>>

    Voltar ao Início


    Autor

    Revista Progredir, o desenvolvimento pessoal ao seu alcance

    Categorias

    Todos
    Desafios Do Feminino
    Espiritualidade
    Filosofia De Vida
    Finanças
    Life Style
    Mudança Tranquila
    Philosofias
    Relacionamentos
    Saúde
    Vida Profissional

    Arquivos

    Novembro 2018
    Outubro 2018
    Setembro 2018
    Agosto 2018
    Julho 2018
    Junho 2018
    Maio 2018
    Abril 2018
    Março 2018
    Fevereiro 2018
    Janeiro 2018
    Dezembro 2017
    Novembro 2017
    Outubro 2017
    Setembro 2017
    Agosto 2017
    Julho 2017
    Junho 2017
    Maio 2017
    Abril 2017
    Março 2017
    Fevereiro 2017
    Janeiro 2017
    Dezembro 2016
    Novembro 2016
    Outubro 2016
    Setembro 2016
    Agosto 2016
    Julho 2016
    Junho 2016
    Maio 2016
    Abril 2016
    Março 2016
    Fevereiro 2016
    Janeiro 2016
    Dezembro 2015
    Novembro 2015
    Outubro 2015
    Setembro 2015
    Agosto 2015
    Julho 2015
    Junho 2015
    Maio 2015
    Abril 2015
    Março 2015
    Fevereiro 2015
    Janeiro 2015
    Dezembro 2014
    Novembro 2014
    Outubro 2014
    Setembro 2014
    Agosto 2014
    Julho 2014
    Junho 2014
    Maio 2014
    Abril 2014
    Março 2014
    Fevereiro 2014
    Janeiro 2014
    Dezembro 2013
    Novembro 2013
    Outubro 2013
    Setembro 2013
    Agosto 2013
    Julho 2013
    Junho 2013
    Maio 2013
    Abril 2013
    Março 2013
    Fevereiro 2013
    Janeiro 2013
    Dezembro 2012
    Novembro 2012
    Outubro 2012
    Setembro 2012
    Agosto 2012
    Julho 2012
    Junho 2012
    Maio 2012
    Abril 2012
    Março 2012
    Fevereiro 2012

    Feed RSS

cONTEÚDOS

Entrevistas
Artigos por Pedro Sciaccaluga
Glossário
Polaroids & Slides
Artigos
Blog Artigos Revista Progredir
Partilhas do Leitor
Vídeos

Sobre nós

Estatuto Editorial
Visão, Missão, Valores
Equipa
Participe
Eventos
Contactos
Ideias e Harmonia


Publicações

Agenda

Quer ganhar?

parceiros

Publicidade

Loja

© Copyright 2012 - Revista Progredir | Rua Lino de Assunção nº 24, Paço de Arcos 2770 - 109 (Oeiras) | 21 443 83 05 | geral@revistaprogredir.com