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A Violência de não se SER o que se é

1/4/2019

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É no processo de rejeição daquilo que é, daquilo que está a acontecer dentro de cada um de nós em cada momento presente, que brota a maior das violências: o afastamento de nós mesmos, da nossa essência e assim a morte lenta do Coração. Por Raquel Fonseca

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Quando se ouve ou se lê a palavra Violência, automaticamente nos lembra a presença de lutas, atos de agressão, discordâncias politicas, guerras com armas, guerras sem armas, enfim, tudo o que remeta para a ausência de paz. Contudo, há uma forma de violência muito preocupante que - no meio de todo este frenesim dos meios de comunicação e redes sociais - vai sendo esquecida, abafada e enviada em recalcamento para o subconsciente de quem a vive. Uma violência interior silenciosa, profunda e pesada, que ocorre dentro do peito e que somatizada ao longo do tempo, inevitavelmente acaba por convidar o corpo à doença: 

A Violência de ir contra a própria vontade; a Violência de ir contra a própria verdade; a Violência de se viver uma vida rotineira, contrariada e dormente, só para não falhar a um padrão imposto e condicionado; a Violência de conflitos internos e externos pela fome de distinções e de distintivos; a Violência puxada pelo vício do elogio e da sensação egoica que provoca; a Violência de não se Ser o que se quer Ser e fazer, em prol do que os outros querem que se seja e se faça; a Violência de criar limitações no campo ilimitado de possibilidades que é a Vida; a Violência de já não se saber dar tempo...a um filho, a um amigo ou simplesmente à Natureza: a Violência de não saber sequer encontrar tempo para si próprio; a Violência da rejeição constante daquilo que simplesmente é e quer ser, no momento presente; a Violência de se insistir ser escravo dentro de um espírito que é livre; a Violência de escolher viver prisioneiro, dentro de uma cabeça que nunca pára; a Violência de viver ausente do presente, com a cabeça presa a um passado que já foi ou a um futuro que ainda não existe; a Violência de não se permitir simplesmente Ser e sentir.

Imbuídos numa sociedade robot, parece termos esquecido o que é ser natural, o que é sentir ou sorrir livremente, sem quês nem porquês.

Desfrutar mais da Vida que somos, tornou-se uma conquista quando deveria ser um estado natural. Muitas ainda são as caras forçadas, em pessoas a viver em esforço, onde o sorriso esboçado à superfície se dilui para dentro, na verdade de uma angústia que flui até ao peito e se aloja lá em camadas. Uma forma de Violência silenciosa que pesa, sufoca, mal deixa respirar, mas que pode ser resolvida, se cada um decidir não se afastar de si próprio.

Violência: mais do que ausência de Paz é ausência de Consciência. Toda a gente quer e procura viver numa felicidade permanente, sendo incentivada desde sempre pela sociedade a rejeitar tudo aquilo que seja conotado como menos bonito, prazeroso ou agradável – como se a condição humana não fosse já ela própria dual. A dualidade do nosso dia-a-dia também ela é sagrada à nossa existência, lembra-nos sempre a VIDA que SOMOS e aquela que em forma de emoções, sentimentos e pensamentos pede simplesmente para passar através de nós. Como uma corrente de ar que teima em passar pelo lado de dentro do peito, para nos fazer sentir o quão humanos somos.

Não há que fugir da vida...há sim que mergulhar nela, com ou sem medo! E eis que o caminho certo se mostra, sempre.

Contudo, a aceitação e consequente compreensão de tudo o que implique mais dificuldade, desafio e entrega, ainda é tido como uma resistência residente na vida das pessoas. Assim, o que deveria ser um processo natural de passagem pela dualidade, transformou-se também numa autêntica violência interior, através da resistência e repressão a emoções e sentimentos que invoquem sair da zona superficial de conforto, para uma descoberta e viagem interior mais profunda.                                                                                                       
Mesmo já sabendo que a dor e as dificuldades trazem sempre uma limpeza e uma evolução boa, as pessoas ainda fogem disso. O medo de sentir a fundo é ainda muito, e muitas pessoas preferem nem saber ao certo o que isso é. Cresceram a ouvir coisas como: “não vale a pena pensar nisso”, que “ o melhor é ir às compras para esquecer”, que "uma menina a chorar fica feia" e que "um homem não chora" – e o eco disto ainda ressoa dentro de muitas cabeças de mulheres e homens, que de tudo fazem para se manterem ocupados, sem espaço para sentir, permanecendo numa busca exterior incessante de soluções, quando nem sequer param para olhar e procurar dentro.

Estar constantemente a pensar e a inventar coisas para fazer para ocupar o tempo, é um acto de fuga, uma profunda fuga de si mesmo, do que se passa dentro do peito e se rejeita assumir e sentir. Em suma, um acto disfarçado de violenta repressão.     
                                                                                         
No meio de tamanha violência de emoções reprimidas, as pessoas mal se conseguem sentir e assim conhecer-se a fundo.    
    
Incentivadas pelo sistema a abafar, a “aguentar” o que por dentro lhes pesa e a manterem-se numa vida dormente, transportam escondido - sem saber - um tremendo potencial, que – à espera de ser descoberto e libertado - pulsa dentro de um coração, que tudo o que anseia é ser olhado por dentro, para poder voltar a ser leve.

Felizmente o Mundo está a acordar. E embora a sociedade ainda se encontre doente, fiel a padrões dormentes e superficiais, não sejamos nem contra, nem a favor da sociedade…sejamos sim para além dela. Se formos a mudança que queremos ver, a pouco e pouco, o milagre acontece. É possível trazer a diferença através da consciência, por meio de observadores atentos do meio que nos rodeia e pelo modo consciente de como escolhemos viver e interagir com esse meio.

E não interessa se as formas de Violência na nossa vida já foram muitas ou poucas, porque não é a nossa história que nos define, mas sim aquilo que Somos!
​
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RAQUEL FONSECA
TERAPEUTA
www.akademiadoser.com/raquelfonseca
FACEBOOK: Raquel Fonseca - Simplesmente SER
INSTAGRAM: Raquel_Fonseca_ser
consultasraquelfonseca@gmail.com
​
in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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4 Passos para uma Vida com Propósito

1/3/2019

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A nossa vida deve ter um significado e o nosso quotidiano também. Descubra algumas práticas que o ajudarão a introduzir algumas mudanças para uma vida mais feliz, apaixonada e com propósito.
Por Vera Medronho


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Como vive o seu dia-a-dia? Sente que está gozar a vida com paixão? O seu quotidiano é dominado por momentos de realização ou prevalece a ideia de sacrifício? Acorda motivado para um novo dia ou só quer que este acabe depressa?

Nunca se falou tanto de Propósito como agora. Mas porque é tão importante ter um ou vários?

Porque nos guia rumo ao nosso conceito de felicidade, nos leva mais longe, nos conduz ao sucesso na nossa vida e nos permite passar do sonho à ação, do nosso estilo de vida atual ao nosso estilo de vida ideal.

Encontrar o seu propósito é encontrar a sua essência, a sua verdade, o impacto que quer causar ao seu redor, nas pessoas e no Mundo.

A nossa vida deve ter um significado e o nosso quotidiano também. É preciso pensar, agir e viver o hoje, o amanhã e o futuro mais longínquo, dedicando-se aquilo em que acredita. Viver uma vida com Propósito está ao alcance de todos.

E se passasse os seus dias envolvido nas atIvidades certas para si, a fazer o que gosta, na medida certa, no tempo ideal e utilizando as suas capacidades, talentos e pontos fortes?

Quem não deseja um futuro melhor, sucesso e bem-estar para a sua vida? Mas não basta querer, é preciso descobrir o que podemos fazer.

Não existem fórmulas mágicas para ter uma vida mais feliz, apaixonada e com significado. Mas existe um conjunto de práticas de reflexão e de ação que o ajudarão a introduzir algumas mudanças e a ter o impacto que deseja na sua vida.

Prepare uma agenda em papel ou digital e comece a anotar o que poderá implementar já a partir de hoje.

Prazer no presente & Foco no futuro Não basta ter um propósito a longo prazo, é preciso vivê-lo no presente. Apreciar as experiências no momento, dia após dia, enquanto caminha para alcançar os seus objetivos de longo prazo. Depois de definido o destino onde quer chegar é hora de apreciar a viagem e divertir-se. As pequenas coisas que fazemos todos os dias trazem-nos muitas vezes grandes resultados. 

​Pode não ser fácil definir o que gostaria de alcançar e onde gostaria de estar daqui a 5 ou 10 anos mas é importante que estabeleça uma meta para o futuro. Além de uma orientação, serve como motivação para as ações no presente, para dar mais significado à sua vida quotidiana e para o desafiar em cada passo que vai dando para alcançar ainda mais. Quando sabemos para onde vamos e queremos mesmo lá chegar, assumimos um compromisso e será muito mais fácil mantermo-nos nessa direção, com um menor risco de hesitar e voltar atrás.

Gratidão Agradecer é uma das melhores práticas que pode adotar para elevar a sua satisfação e valorização de uma forma contínua, além de lhe proporcionar novas e positivas perspetivas sobre os acontecimentos na sua vida.

Muitas vezes, é nos momentos menos bons que começamos a valorizar alguns acontecimentos, bens, pessoas e a dar atenção e a agradecer pequenas coisas que estavam à nossa volta e nem lhe dávamos o devido mérito. Se não as tivéssemos, talvez as valorizássemos. Escreva regularmente na sua agenda ou crie o “bloco da gratidão” com os acontecimentos pelos quais é grato, que o satisfizeram ou o fizeram feliz. Podem ser pequenas coisas, pessoais ou profissionais. Pode ser uma corrida, um almoço com uma amiga, um gesto de alguém, um projeto em que está envolvido. Depois reflita e imagine o que sente quando viveu esses acontecimentos e aprenda a apreciar o lado positivo da sua vida.

Rotinas mágicas Como gostaria que fossem as suas rotinas? Anote as suas atividades diárias, o que gosta e o que não gosta de fazer, o que lhe faz bem e reflita porque o fazem sentir assim. Passamos muitos momentos em piloto automático, numa correria diária, com diversas tarefas e nem paramos para pensar realmente no que estamos a fazer. Para escolher um estilo de vida alinhado com a sua essência deve parar para fazer uma auto-reflexão, para se questionar porque faz o que faz, porque faz daquela forma, se gosta do que faz, se gostaria de fazer algo diferente. Pare, oiça e dê atenção à sua voz interior.
 
Quem não gostaria de passar a maior parte do tempo em atividades que proporcionem prazer? Pense naquilo que já faz e no que pode vir a fazer, que tempo quer alocar a cada atividade, o que pode mudar, eliminar, acrescentar ou substituir. O que gostaria de fazer ainda mais e como pode melhorar o que não gosta tanto? Depois vá criando os seus rituais com disciplina, definição de prioridades e tranquilidade, as mudanças não acontecem de um dia para o outro.

Coragem A forma como conduz a sua vida deve ter um significado para si e não ser fruto de uma imposição da sociedade ou das pessoas que o rodeiam. Não viva a pensar no que os outros pensam sobre si. Não tem de provar nada a ninguém.Passamos muito tempo a fazer o que os outros querem de nós em vez de fazermos o que realmente queremos.
​
Este é o momento. O momento de ser você próprio. O momento para assumir o controlo da sua vida e as suas escolhas. Nem sempre será fácil, surgirão obstáculos e sairá da sua zona de conforto. Não desista na primeira adversidade que encontrar, não se resigne.
 
Aceite que apesar de algumas coisas não dependerem de nós, existe uma grande quantidade delas que podemos comandar. Tenha noção do que é possível, alcançável e real.

Construa o seu estilo de vida em harmonia com os seus valores, paixões e desejos. Não queira a vida ou o lugar das outras pessoas, você tem o seu e é merecedor do melhor.
Seja corajoso, ousado e persistente. Seja livre nas suas decisões.
​
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VERA MEDRONHO
ESPECIALISTA EM PERSONALBRANDING
www.veramedronho.pt
marketing@veramedronho.pt

​in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Uma opinião é sempre boa nem que seja para contrariar!

1/2/2019

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Cocriar realidades depende essencialmente da capacidade de integrar a diferença e de conjugar a essência com o mundo externo. O autoconhecimento e a interrelação são os pilares do “Eu sou”.
​Por Sílvia Coelho


in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Lembro-me de ser (muito) adolescente e de responder inúmeras vezes à minha mãe dizendo que “uma opinião é sempre boa nem que seja para contrariar”. Esta minha resposta acontecia nas ocasiões em que eu lhe pedia uma opinião sobre um assunto qualquer e resolvia não seguir o seu ponto de vista. Claro que a mãe não ficava lá muito satisfeita e retorquia com  qualquer coisa do género: “Não sei bem porque me pedes opinião se acabas por fazer como entendes!”. Mas, de facto, uma opinião é sempre boa nem que seja para se pensar de outro modo ou para se verificar que existem outras perspetivas para além da nossa. Para se contrariar uma referência temos que refletir sobre ela. Temos que medir o assunto na largura, na altura e em profundidade. O que é diferente de nós, obriga-nos a pensar! E o pensamento, a capacidade de raciocínio e a capacidade de se estabelecerem associações entre as coisas são os alicerces, as estruturas, que nos permitem construir a nossa própria realidade. Os nossos mundos. Os mundos por dentro e os mundos por fora. É no contacto com a diferença e na integração daquilo que é diferente de mim, em mim, que eu vou construindo um produto inacabado e em constante evolução - o meu “Eu” e o mundo que estabeleço à minha volta. Isto é, a minha realidade.

É na relação com o outro que eu aprendo a ser gente. É na relação com o outro que eu (co)crio a minha identidade. Do ponto de vista psicológico, somos pessoas porque nos relacionamos com outras pessoas. Logo, uma referência é sempre fundamental na vida e no desenvolvimento de qualquer ser humano. Pode ser boa para imitar ou pode ser boa para contrariar. É neste encontro entre o “Eu” e o “Outro” que se Cocria a realidade. E a nossa realidade define-se entre o dentro e o fora. Entre o verso e o reverso. O mundo interno e o mundo externo de cada ser humano são perfeitamente interligados e correlacionados. São uma realidade com duas dimensões diferentes. Para cada um de nós possa evoluir enquanto pessoa, é tão importante o autoconhecimento como a qualidade da relação que é estabelecida com os outros.

O mergulho profundo em si próprio é um exercício fundamental e que recomendo vivamente. Cada um, à sua maneira, deverá caminhar no sentido do seu núcleo, da sua essência. Saber-se quem se é, será, talvez, a 8ª maravilha do mundo! Por outro lado, a descoberta de quem somos depende das referências que temos, isto é, depende daquilo que se passa no exterior, particularmente do meio humano onde nos movemos. É na relação com o outro que eu me descubro. Que eu decido quem quero ser e que caminho quero seguir. Por modelo ou por antítese, o produto da relação com o outro é Cocriadora da minha identidade. Quando eu integro em mim aspectos do mundo que me rodeia, eu estou a evoluir. Quando consigo retribuir ao outro o produto da minha própria evolução, crescemos os dois. Daí que “Eu” e o “Outro” sejamos agentes que Cocriam realidades, a minha, a do outro, e o espaço de interseção, a que chamamos de “nossa”. Estou verdadeiramente convencida de que a qualidade da nossa vida e da forma como a apreciamos depende essencialmente de dois aspetos fundamentais:

(1) da qualidade e do afinco com que nos procuramos conhecer internamente. Quem sou eu afinal? Qual é a minha essência? Qual é o meu propósito? Eu sou eu, ou sou apenas um reflexo da expetativa dos outros?

(2) da qualidade das relações que estabelecemos com os outros significantes na nossa vida. Sou capaz de aceitar a diferença como o impulso que me faz evoluir? Que me abre horizontes? Sou capaz de respeitar e analisar a perspetiva do outro? Sou capaz de integrar outras perspetivas? Vejo o outro como complementar à minha própria existência?

Pois é...para que eu possa ir evoluindo no “Eu sou”, em bem, tenho que mergulhar a pique na minha essência e, em simultâneo, caminhar com o outro, dando, recebendo e interagindo. E é nesta maravilhosa troca que se esconde a magia do ser humano. O “Eu” individual só existe porque existem os outros dos quais eu me diferencio. E dessa relação com a diferença, nasce o meu mundo. Um mundo que se vai criando e reinventando todos os dias. (Inter)relação e (co)criação são inseparáveis! Desta forma, todos contribuímos para Cocriar a nossa (melhor) realidade e para melhorar a realidade dos outros. Pensar sobre isto já é meio caminho andado!
​
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SÍLVIA COELHO
PSICÓLOGA
www.magdalagabriel.blogspot.pt
silviafbcoelho@gmail.co

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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(De)pressão

1/1/2019

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Cada vez mais se vive por trás de filtros e em função dos melhores ângulos nas selfies, existindo uma pressão constante imposta pelo mundo real e virtual. Por Alexandra Lopes

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Nos dias de hoje há uma tendência para uma excessiva preocupação com a imagem e com a procura - por vezes obsessiva - da perfeição, imposta pela sociedade e pelos media. É fundamental ter em atenção que a procura incessante da perfeição pode ter efeitos prejudiciais na auto estima e confiança.

Faz parte do ser humano querer ser aceite pelos outros, principalmente durante a infância e adolescência, integrando um ou mais grupos com os quais se poderá identificar. No entanto, não deverá abdicar do seu verdadeiro eu ou sabotar a sua personalidade apenas para agradar os outros.

Cada vez mais se vive por trás de filtros e em função dos melhores ângulos nas selfies, numa cultura de aparências e numa guerra fria de egos, onde o parecer domina o ser. Existe assim uma pressão constante imposta pelo mundo real e virtual, que poderá culminar com a desvirtuação da personalidade.
Ao criar e mostrar uma imagem que não corresponde à essência, poderá gerar-se um conflito interno, uma despersonalização e uma perda de identidade. Deixa de se reconhecer ao espelho, vestindo a pele de um personagem que atua no palco da vida e vive em constante frustração de não assumir quem realmente é.
​
Por outro lado, poderá acontecer exatamente o oposto: assumir o papel de vítima, de rebelde e do contra, sentindo-se desajustado e isolado da sociedade. Isso acontece quando não nos identificamos com o meio no qual nos inserimos, com as pessoas com as quais interagimos e com os valores que a sociedade e os media assumem e comunicam.

Neste cenário predomina a solidão, o isolamento e a criação do próprio mundo, afastando-se progressivamente do meio que o envolve. Assume-se, por vezes, uma atitude de revolta que se manifesta através de uma imagem muito própria, que se distingue bastante das demais. A imagem, através da roupa, acessórios, maquilhagem e/ ou cabelo, transmite o conflito e a insatisfação interna que consome diariamente quem a assume.

Essa insatisfação e não identificação com a sociedade manifesta-se, por vezes, através da escolha de roupa de cores escuras, principalmente através da cor preta. De acordo com a psicologia das cores, que é o estudo que mostra a forma como o cérebro identifica e transforma as cores em sensações, a cor preta simboliza a noite, a morte, a melancolia, o pessimismo, a dor, a tristeza e a depressão.

A cor preta relaciona-se com o oculto, o secreto e o desconhecido e, como resultado, confere uma aura de mistério a quem a usa. O preto mantém, de certa forma, as emoções reprimidas ou presas, escondidas de tudo e de todos.O uso excessivo do preto pode causar depressão e alterações de humor, criando um ambiente negativo em si próprio e à sua volta.

O preto é muitas vezes a cor preferida dos adolescentes, pois têm uma natural necessidade psicológica de usar preto durante a fase de transição da inocência da infância para a confrontação com a realidade que a fase adulta proporciona. Significa o fim de uma fase da vida eo início de outra, o que lhes permite esconderem-se do mundo, enquanto tentam descobrir e reconhecer a sua própria identidade.
​
O grande desafio será assumir uma imagem pessoal, única e em harmonia com a sua personalidade, ideais e objetivos. Para tal, a roupa escolhida deverá expressar a sua essência, reforçando assim a sua confiança, e a sua auto estima será então mais visível aos olhos dos outros. Ao alcançar a aceitação do seu verdadeiro eu, perfeitamente enquadrado no mundo que o rodeia, a imagem que transmitir terá um efeito positivo nos outros e, acima de tudo, em si próprio.
​
Imagem
ALEXANDRA LOPES
CONSULTORA DE IMAGEM
www.alexandralopes.com
imagem@alexandralopes.com

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Como é a minha Comunicação?

1/12/2018

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Bem-vindos a este momento de partilha, sobre o que é a comunicação no nosso dia a dia, de que forma pode ser feita e quais os resultados imediatos em termos físicos e emocionais.
Por Claudia C. Moniz


in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​O que é comunicação para ti?

Entendo a comunicação, como a capacidade e disponibilidade emocional, que eu tenho, ou não tenho, para mostrar aos outros, os meus pensamentos, atitudes, emoções, comportamentos nas diversas situações do meu dia a dia.

Claro, há um leque vastíssimo através do qual podemos partilhar o que nos vai na alma e na mente, quando verbalizamos, escrevemos, quando dançamos, cozinhamos para os outros, se rimos ou a choramos, através das mensagens de telemóvel, e ate mesmo quando estamos em silêncio.

 A grande questão aqui, está na maneira como o fazemos, uma vez que, dependendo da forma como partilhamos a nossa mensagem, o conteúdo da mesma, pode ou não chegar, nas melhores condições. Na verdade quando nos sentimos felizes, plenos, confiantes, cheios de energia, seguros dos nossos pensamentos e raciocínios, nestas condições a mensagem que enviamos, independentemente do seu conteúdo, será seguramente uma mensagem de confiança positivismo, alegria, e consequentemente, o feed back  resultante  vai ser de acordo com a mensagem, positivo, construtivo.

O contrário aplica-se da mesma forma.

Se estamos inquietos, inseguros, com auto estima em baixo, infelizes, tristes, seguramente que, quando partilharmos algo, neste estado emocional, a mensagem vai chegar com essa mesma energia negativa, e claro vai provocar uma resposta com uma vibração energética de acordo com a enviada.

Por esta razão, na minha opinião, é tão difícil as pessoas se entenderem, porque o fator emocional está sempre presente, quer queiramos ou não, ele é inerente ao ser humano.
E nem sempre nós estamos nos nossos melhores dias…

Finalmente chegamos ao ponto importante, ao cerne da questão, ao meu objetivo quando iniciei este artigo, refletir na forma como, “EU” comunico, como “EU” me ligo, com “EU” transmito o que se passa na minha mente.

Bem sei que olhar para o meu “EU”, nem sempre algo fácil de fazer, exige diálogo interior, exige sinceridade, exige disponibilidade emocional e acima de tudo compaixão. Pelo meu “EU”.

Na verdade, existem, técnicas, dicas, pressupostos que orientam para a pratica de uma boa comunicação, eu sinceramente, sou apologista do “menos é mais “ ou seja, certifique-se em primeiro lugar de como se sente emocionalmente quando tem de partilhar informação, seja ela de que teor for.

Se quer transmitir uma nova ideia á sua chefe certifique se que está plenamente confiante e segura da sua proposta.

Se quer ter “aquela “conversa com o seu filho, certifique se que esta calma e tranquila.

Se quer fazer aquele jantarinho especial, e ter uma boa conversa, certifique se que tem o seu coração cheio de amor.

Se quer atirar a toalha ao chão , também é legitimo, claro ,desde que seja consciente que há uma grande probalidade  receber o mesmo feed back.

Enfim, comunicar não é difícil, difícil é nós termos a consciência do que queremos efetivamente comunicar…

A chave de todo o processo é sem duvida estar atenta/o ,consciente da abordagem que faz ao partilhar o que lhe vai na alma ,no coração e na mente.

Duas sugestões simples para praticar em algumas ocasiões :
1- Ter consciência do que quer efetivamente transmitir.
Quero transmitir amor, compaixão, confiança, sinceridade, ou raiva ,descontentamento ,medo, tristeza insegurança?

2- Ter consciência que o feed back terá o mesmo fio condutor da  mensagem que vai enviar.
Esteja atenta/o à forma como comunica, como fala, como transmite os seus pensamentos, sem julgar, apenas perceba como o faz.

Atitudes mentais que não estamos habituados a praticar, por isso vou convidar-vos a mudar aos poucos o “chip “, vamos aproveitar este Novo Ano 2019, um ano onde a energia da sabedoria, do autoconhecimento, da introspeção, da contemplação vai estar bastante presente, vamos aproveitar a para fazer pequenas alterações no nosso modo de “communicare”, de partilhar, de dar, de nutrir, e também de receber, porque afinal, uma comunicação saudável, eficaz, positiva e construtiva tem necessariamente de ser bidirecional, dar e receber, receber e dar.

Tenha um excelente 2019

Cheio de boas partilhas, momentos mais felizes consigo e com os outros !
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LIFE STYLE CONSULTING BY CLAUDIA C. MONIZ
MINDFULNESS, HOME COACHING, CRISTALOTERAPIA, FENG SHUI
www.facebook.com/
claudialifestyleconsulting
ccmlifestyeconsulting@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Cinco dicas contra a Procrastinação

1/11/2018

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Procrastinar poderá ser um hábito comum, mas também devemos saber se não será um problema. Contudo são cinco dicas que irão ajudar a combater a procrastinação.
Por Daniela Santos


in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Procrastinação deveria ser o nome do meio, principalmente naqueles dias de maior stress. Começamos por adiar tudo para a hora seguinte até que chegamos ao final do dia com tantas coisas por fazer. A palavra procrastinar provém procrastinatus: pro- (à frente) e crastinus (de amanhã). Parecendo que não, é das melhores coisas que sabemos fazer.
 
Procrastinar é o ato de adiar as tarefas, deixar de ser produtivo e pior que tudo é ter aquela sensação de culpa. Torna-se bastante difícil nos dias mais aborrecidos colocar o pavio a arder, principalmente agora com a chegada do frio sabe tão bem ficar a ver séries. Mas será apenas uma falha do comum mortal ou poderá ser mais do que isso? Por vezes poderá estar associado à saúde mental, como ao perfeccionismo, também pode estar relacionado com a baixa auto-estima e ansiedade, porque sejamos sinceros quando temos um dia completamente produtivo ficamos extasiados com nós mesmos.
 
A única coisa que devemos adiar é mesmo a procrastinação, não podemos deixar para amanhã aquilo que conseguimos fazer hoje sem problemas nenhuns. Se porventura for difícil é tentar até conseguir. Não há nada melhor do que aquela satisfação de realização, de que conseguimos completar algo antes do tempo e sem demoras.
 
Para o ajudar a ser mais produtivo no dia-a-dia:
 
Agendar o dia: Agendar o dia seguinte acaba por ser muito mais fácil e ficamos com uma ideia das coisas que são necessárias fazer. Colocar em primeiro lugar as mais importantes ou com urgência, de seguida aquelas que deixamos por alguma razão do dia anterior. Por fim aquelas mais básicas e simples.
Agendar o dia ao pormenor, como por exemplo fazer um horário para cada coisa acaba por ser também bastante benéfico e positivo. Um grande conselho é utilizar o Bullet Journal, um método de organização que ajudará.
 
Eliminar o ruído: Eliminar o ruído não se baseia estar tudo silencioso, mas sim tudo que nos façam perder o fio à meada. Por exemplo se o problema é o telemóvel o melhor é desligá-lo ou colocar num sítio onde não chegamos. A televisão acaba por ser o mesmo problema que o telemóvel, por isso nada melhor do que ter apagada ou simplesmente atrás de nós.
 
Escolher o local perfeito: O nosso lar também acabará por ser uma grande distração, por isso mudar de ares faz bem. Escolher um café sossegado, uma biblioteca ou simplesmente um jardim ajuda a relaxar por ser um ambiente diferente. Assim teremos mais interesse pelo que estamos a fazer no momento.
 
Evitar fazer vários trabalhos ao mesmo tempo: Concentrar apenas num projeto de cada vez acaba por ser mais produtivo do que vários ao mesmo tempo. É certo que existe um hábito enorme de fazer várias coisas ao mesmo tempo para sentir que somos produtivos, mas muito pelo contrário. Manter foco apenas num!
 
Ouvir música: Ouvir música ajuda a relaxar e a descomprimir, principalmente quando estamos no tom certo. Música mais calma ou apenas o instrumental é das melhores para essas alturas.
 
Além das pequenas listas ou objectivos, o mais importante é ter confiança no que se faz, porque sem confiança não vamos a lado nenhum. O importante é acreditar em nós e que somos capazes de focar e completar o que traçamos, que conseguimos e vamos concluir os nossos objectivos. Outra coisa para além da confiança é estar motivado e focado no assunto. Ambos são igualmente importantes no dia-a-dia e faz de nós pessoas melhores.
 
A procrastinação pode fazer parte da natureza humana ou igualmente considerada um problema e não se deve deixar de falar sobre o assunto. Acima de tudo acreditar no nosso potencial ajuda a reduzir esta amiga má (a procrastinação).

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DANIELA SANTOS
BLOGGER
www.bydezassete.pt
geral@bydezassete.pt

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
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Dissonância cognitiva, um conflito produtivo

1/10/2018

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Por certo, já sentiu que estava a ser incoerente, por exemplo, que estava a comer algo que o faz sentir mal, mas que ainda assim lhe sabe bem. Trata-se de dissonância cognitiva. Apesar de trazer desconforto, saiba que pode ser uma excelente aliada.
Por Raquel Ferreira Santos


in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Por certo, já houve uma ou outra vez, que sentiu que estava a ser incoerente. Por exemplo, que estava a comer algo que lhe faz mal, mas que ainda assim lhe sabe bem.

Quando nos apercebemos da incongruência entre as nossas cognições (crenças) e o nosso comportamento, ou quando temos duas ideias que entram em conflito, estamos em dissonância cognitiva. Este termo foi utilizado pela primeira vez, pelo psicólogo Festinger em 1956. De acordo com a teoria de Festinger, o ser humano, procura ao máximo viver em consonância, de forma a evitar o desconforto interno provocado pela dissonância. Ao ser confrontado com a dissonância cognitiva, as pessoas procuram elimina-la das várias formas. Através da relação dissonante: o indivíduo tenta substituir uma ou mais crenças, opiniões ou comportamentos que estejam envolvidos na dissonância. Fazendo recurso à relação consonante: o indivíduo tenta adquirir novas informações ou crenças de forma a aumentar a consonância. E por fim, usando a relação irrelevante: o indivíduo tenta esquecer ou reduzir a importância daquelas cognições que mantêm a situação de dissonância.

A maioria das pessoas opta por arranjar justificações para as suas ações, mesmo as que lhes são prejudiciais. No caso de comer algo que não lhe faz bem, a tendência será dizer: “isto não faz assim tão mal”, “é só hoje”, “amanhã não como nada”. As possibilidades de justificação são quase infinitas, porque o importante é fundamentar o comportamento.

A dissonância cognitiva tem um papel fundamental na resistência à frustração. Imaginando que vai a uma entrevista de emprego e não é selecionado, a mente vai arranjar justificações para o acontecimento de modo a diminuir a frustração que possa sentir: “a vaga não era assim tão boa”, “o entrevistador não se interessou pelo meu percurso”.

A dissonância cognitiva, também serve como mecanismo de defesa de proteção do Ego. Quando se tira algo às crianças, ou não se deixa fazer o que querem é comum ouvir: “oh também não queria nada disso”.

Conhece a fábula da raposa e das uvas de Esopo?

Uma raposa entrou faminta num terreno onde havia uma videira, cheia de uvas maduras, os cachos estavam muito altos. A raposa não podia resistir à tentação de as comer, mas, por mais que pulasse, não as conseguia alcançar. Cansada de pular, disse:
– Estão verdes... – e foi-se embora, fingindo estar desinteressada
Precisamos refletir se estamos a tentar lidar com a frustração, que é um processo natural da vida, ou se estamos simplesmente a tudo o custo rejeitar algo que até queremos, por medo de não ter o resultado que mais desejaríamos.  É nesse ponto que a dissonância cognitiva pode deixar de ser aliada. Não há nada mais paralisante do que o medo do que nem sequer existe. A frustração, o insucesso, as tentativas falhadas fazem parte do percurso e são eles que nos levam inevitavelmente a bom porto.

Importa perceber que a dissonância cognitiva impacta positivamente na tomada de decisões, uma vez que a mente vai procurar rapidamente forma de estar em consonância, diminuindo o desconforto que é viver a dualidade de pensamentos ou ações. Quando estamos em dissonância, entramos em conflito, gerando assim a necessidade de fazermos novas aprendizagens, de criar novas crenças. Parte do trabalho psicoterapêutico, incide nesta mudança de crenças cristalizadas que de alguma forma são disfuncionais ou prejudiciais.

Este processo de questionamento de crenças pode ser doloroso, mas é também um caminho de autoconhecimento que o impulsiona e direciona para o caminho mais correto para si. 
​
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RAQUEL FERREIRA SANTOS
PSICÓLOGA CLÍNICA E CONSULTORA EM DESENVOLVIMENTO PESSOAL
www.ohfoisemquerer.com
a.raquelfsantos@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Ser e Parecer, a Ansiedade da Sociedade

1/9/2018

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É fundamental sentir-se confortável com a imagem que transmite, a todo o momento. Caso contrário, os outros irão perceber o desconforto e poderá vivenciar uma situação de grande ansiedade. Por Alexandra Lopes

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Muito mais importante do que estar na moda ou seguir tendências, é sentir-se confortável na sua pele, com o seu verdadeiro eu! Gostar de si, sentir-se confiante e ter uma boa autoestima são fatores extremamente importantes para ter uma boa imagem. Se gostar de si, com toda a certeza que os outros também irão gostar e irá causar uma ótima primeira impressão (e também nas seguintes).

Ao sentir-se confiante com a imagem que projeta e ao demonstrar coerência entre quem é e quem mostra ser, adquire credibilidade junto dos intervenientes no ambiente social e profissional em que se insere.

A imagem pode variar consoante a situação ou contexto, mas o mais importante é sentir-se confortável em todos os momentos do seu dia a dia. Se não se sentir confortável com a roupa que veste, os outros irão perceber e poderá gerar-se uma situação de ansiedade que deve ser evitada a todo o custo. Essa situação de ansiedade poderá descredibilizá-lo e naturalmente que irá influenciá-lo em termos de confiança e autoestima, que serão consequentemente afetadas.

É importante preocupar-se com a imagem, mas há que manter um equilíbrio. Tudo o que é em demasia, pode ser prejudicial. Tenha sempre em atenção o contexto no qual se insere, mas não perca de vista a sua identidade.

Hoje em dia há uma tendência para uma excessiva – por vezes obsessiva - preocupação com a imagem: ter um corpo perfeito, vestir roupas caras ou de determinadas marcas que conferem status ou até mesmo manter-se eternamente jovem, com receio das rugas ou cabelos brancos. Há que ter em atenção que essa procura incessante da perfeição pode ter efeitos prejudiciais na saúde, que podem manifestar-se fisica e/ou psicologicamente sob a forma de ansiedade ou outras doenças.

Querer ser aceite pelos outros faz parte da natureza humana, principalmente durante a adolescência, integrando um ou mais grupos com os quais se identifica. No entanto, jamais deverá abdicar de quem realmente é ou anular a sua personalidade apenas para poder agradar os outros ou desfrutar de um sentimento de pertença a um grupo, contexto ou lugar.

O ideal será assumir uma imagem pessoal, única e em harmonia com a sua personalidade, crenças, ideais e objetivos. Para tal, o vestuário que escolher deve expressar a sua essência e assim a sua confiança e autoestima será mais visível aos olhos dos outros, o que lhe será bastante útil no caminho a percorrer para ser a pessoa que aspira ser.

Procure pessoas, lugares, empregos, cidades, etc, com as quais sinta afinidade e não force algo que não tem a ver consigo, com a sua natureza. Se escolher uma área de trabalho cujo dress code não tem nada a ver consigo, pondere analisar opções mais adequadas. Caso contrário, mais tarde ou mais cedo irá sentir-se ansioso e em conflito consigo próprio, pois não é nada bom passar o dia de trabalho a contar os minutos para poder mudar de roupa e vestir algo com que se sinta mais confortável.

Tente não copiar ninguém pois somos seres únicos e é essa unicidade que nos torna interessantes. As outras pessoas podem nos inspirar, mas nunca ao ponto de perdermos o nosso caminho e identidade, na ânsia de sermos e mostrarmos ser alguém diferente do que na realidade somos. Aceite as suas qualidades e os seus defeitos e seja você mesmo, sem cópias, imitações e outras complicações!

Ao alcançar esse patamar de aceitação e identidade, a imagem que transmitir terá um efeito positivo nas outras pessoas e – mais importante que tudo – em si próprio.
​
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ALEXANDRA LOPES
CONSULTORA DE IMAGEM
www.alexandralopes.com
imagem@alexandralopes.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Partilha(-te)

24/7/2018

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Nós só somos completos se pudermos partilhar tudo o que temos cá dentro. Se tens medo de partilhar convido-te a refletir com que tipo de pessoas é que te relacionas. Serás que te dás com as (tuas) pessoas certas? Por Sofia Pérez

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Nós só somos completos se pudermos partilhar tudo o que temos cá dentro. Se tens medo de partilhar convido-te a refletir com que tipo de pessoas é que te relacionas. Serás que te dás com as (tuas) pessoas certas?
  
A partilha está ligada à felicidade. Partilhar os nossos sentimentos, devaneios, sonhos e emoções traz felicidade.
 
Se não existe uma partilha genuína, estamos de certa forma a insensibilizarmo-nos e, inevitavelmente, ao insensibilizarmos sentimentos e emoções, condicionamos drasticamente a qualidade dos nossos relacionamentos, deixamos de ter a possibilidade de criar vínculo. Somos essencialmente seres de vinculação, porque nós, seres humanos, somos seres de afetos.
 
Não partilhar tudo o que nos habita está muitas vezes ligado ao julgamento e ao medo de não sermos aceites. Então, mas de que é que nos vale ter relacionamentos se tivermos de usar máscaras, se não pudermos ser genuínos, ou seja, se não pudermos mostrar quem realmente somos? Se sentes que não podes partilhar aquilo que realmente necessitas, por medo e/ou vergonha com as pessoas que fazem parte dos teus relacionamentos talvez seja a altura de te questionares com que tipo de pessoas é que te dás.
 
A verdade é que quanto mais contemos as nossas partilhas mais perdemos a capacidade para falarmos acerca delas e isso deixa-nos infelizes e…doentes. Esta iliteracia emocional provoca-nos um desequilíbrio tal que nos desconecta totalmente da nossa essência e traz com ela a solidão, um dos grandes males do nosso século. Não fomos educados para as partilhas genuínas. Seria bom que percebêssemos realmente que fomos educados para reprimir, para conter, para criticar e muitas vezes para vivermos de aparências. Tudo isto, em grande parte, consequência de uma educação maioritariamente católica.
 
Quantos de nós não nos relacionámos, ou relacionamos, com pessoas com as quais não temos quase nada em comum, ou por uma questão de “fica bem” dar-me com fulano ou sicrano, ou por uma questão de “educação” ou “interesse”, ou, pura e simplesmente, porque nem sequer nunca refletimos sobre o tipo de pessoas com que nos damos. Criamos a ilusão que assim não nos sentiremos sozinhos. Na verdade, vamos continuar a sentir-nos sozinhos enquanto não estivermos conscientes destes processos e pararmos de agir em piloto automático. Como afirma Zygmunt Bauman, sociólogo polonês: “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.” Bauman fala-nos precisamente da fragilidade das relações humanas.
 
É que, rodeados de pessoas em continuadas partilhas vãs e estéreis, sentiremos sempre uma solidão excruciante.
 
As partilhas defendem-nos, mas nós não partilhamos porque achamos que assim nos estamos a defender. Dá que pensar!
 
Quando eu acabo de escrever um texto, fico feliz. É um tipo de felicidade difícil de colocar em palavras, e não é por ir partilhar o texto com não sei quantas pessoas. O motivo é outro: eu partilho sempre nos meus textos um pouco de mim, partilho o que me vai na alma e muitas pessoas, ao lerem os meus textos, gostam e identificam-se com o que eu escrevo.
 
Às vezes deparo-me com este medo de partilhar com determinados públicos quiçá mais heterogéneos ou com pessoas muito parecidas ou muito diferentes de mim. São situações que me provocam um nervoso miudinho, verdadeiros desafios que, sempre que superados, tornam-me uma pessoa melhor. Invariavelmente chego sempre à mesma conclusão: se não posso partilhar(-me) genuinamente, acabo por retirar-me. Talvez seja da idade ou das vivências, mas, dar-me sem profundidade já não me faz qualquer sentido e traz-me uma incompletude insuportável, e ainda bem!
Partilhar sem estarmos condicionados torna-nos mais espontâneos, mais sábios, mais autênticos e mais humildes. E esta parte da nossa vida chama-se: Felicidade!
 
Partilhar é também mostrar a nossa vulnerabilidade, e ser vulnerável é um sinal de força.
 
Sempre que partilhamos produzem-se momentos mágicos a que chamamos de encantamento criando vínculos que perduram uma eternidade.
 
Partilhar é darmos voz à nossa criatividade, intuição, imaginação, sensibilidade, e é também um ato de amor.
 
Partilhar torna(-te/nos) incomparavelmente maiores e inteiros e é um sinal inequívoco de bravura.
 
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SOFIA PÉREZ
COACH HOLÍSTICO E HIPNOTERAPIA TRANSPESSOAL
www.coachsofiaperez.com
coachsofiaperez@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Uma vida com sentido

1/6/2018

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Uma vida com sentido tem na sua base a coerência. Um fruto maduro originário de uma colheita de auto conhecimento e que requer um processo longo de maturação. Por Maria Bartholomeu

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Há momentos em que pode sentir que a vida perde e ganha sentido, uma espécie de onda que vai-e-vem ou uma oscilação que o pode levar de um extremo ao outro. Sabemos que quanto mais tentamos controlar as situações desagradáveis, mais elas nos empurram para um terreno pantanoso.
 
A chave para manter-se a boiar na força da onda está no seu sentido de coerência interna – sensação duradoura de confiança perante a vida.
 
O Sociólogo Aaron Antonovsky, pai do novo paradigma da saúde designado por Salutogénese, trabalhou as relações entre o stress, a saúde e o bem-estar, identificou e propôs um conjunto de capacidades que nos ajudam a lidar com os desafios (mantendo-nos saudáveis) e munindo-nos de “sentido de coerência”sobre a vida.
 
Para Antonovsky a sensação de confiança é manifestada através  da capacidade de compreensão, da capacidade de gestão dos recursos pessoais face a situações stressantes e da capacidade de investimento em superar essas mesmas situações, integrando os diversos acontecimentos como aprendizagens, resultando em experiência de vida.
 
Para desfrutar a vida a partir de um estado de coerência interna é sinal que “ o que penso, o que sinto e o que faço” são um só. A pessoa coerente é honesta, sente-se inteira, o seu crítico interno está mais adormecido, a sua sensibilidade ao julgamento alheio é fraca ou neutra. E quando alguém age de acordo com o que diz, transpira confiança. Sabemos que esta é a base para qualquer relacionamento saudável.
Assim, podemos afirmar que uma pessoa coerente tem maior probabilidade de criar e manter relacionamentos de qualidade, e este é um fator gerador de uma boa saúde física e emocional.
 
Nenhuma pessoa pode transmitir coerência aos demais se não tem coerência consigo mesma. Transmitir coerência é saber quem é, aceitar os seus aspetos sombrios, doar-lhes tempo e tratamento pela auto-compaixão, é mostrar-se como realmente é, com autenticidade.
 
E é claro que pode mudar de ideias e atitudes em determinado momento na vida, não precisa fixar-se em determinados pensamentos, pois uma vez que vai experimentando novas sensações, a mudança pode ocorrer como uma coerência adaptativa.

Agora, convido-o a refletir: a sua vida é experienciada com sentido de coerência? Ou seja, encontra-se num estado de harmonia e bem-estar com o meio social, familiar e consigo mesmo?
 
Proponho que faça uma lista das situações que o levam a sentir-se em desarmonia.
Por exemplo: Se tem uma postura positiva sobre o que vive e descura o diálogo saudável quando está zangado; Se o seu pensamento diz-lhe um “Não” e o seu sentimento um “Sim”; Se sente rejeição quando todos parecem estar em desacordo consigo, amigos e/ou família.
 
Essas situações são catalisadoras da sua evolução, permitem-lhe, ao seu ritmo, tomar consciênca do seu estado interior e promover mudanças rumo a um sentido de coerência interno.
 
Esquecer para não sentir, não vale.
Esquecer situações que lhe revelam a sua incoerência interna, não significa que está a conseguir manter em profundidade e em boa forma a sua saúde. O material é arquivado para não ser sentido mas será reativado mais tarde ou mais cedo.
Então, aconselho que procure investigar-se, adaptar-se sem resistência para viver da sua essência, do que pensa, do que acredita, do que sente e em harmonia consigo e com os demais. Desafio aceite? Desejo-lhe uma viagem rica em auto-conhecimento e recheada de sentido.
​
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MARIA BARTHOLOMEU
PSICOTERAPEUTA FACILITADORA DE GRUPOS DE METAMORFOSE EMOCIONAL FUNDADORA DAS AULAS CRIATIVAS JOYFULL PARA CRIANÇAS PROFESSORA UNIVERSITÁRIA
www.mariabartholomeu.com

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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