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Finanças e violência - uma associação inevitável ou um equivoco?

1/4/2019

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O mundo financeiro parece estar carregado de agressividade. Mas o dinheiro não é nada mais nada menos que energia neutra, e a violência que tão frequentemente associamos a ele não passa de um reflexo daquilo que nós somos.
Por Mar Michelle Häusler


in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

A minha carreira arrancou no coração do mercado financeiro a trabalhar como "trader" num banco mundialmente reconhecido.  Desde a primeira hora, a violência foi fácil de detetar. Das micro-agressões diárias, a descontrolo e abusos verbais, não é surpreendente que o setor financeiro seja fastidioso para a alma.
 
Competição é o modus operandi dos bancos, fui colocada em posições de competição feroz com um colega por um posto único no banco. O objetivo de um banco (gerar mais lucro) funciona de maneira absolutamente independente da bússola moral que nos guia no quotidiano. Não só é aceitável como é comum, fazer negócios com petrolíferas e empresas de armamento, por si só violentas para o mundo.
 
O mundo financeiro em geral parece estar carregado de agressividade,  não só para aqueles que trabalham no setor, como para toda a população que é confrontada diariamente com decisões de natureza financeira. Logo pela abertura do noticiário, carregado com números negativos acerca de tudo desde índices de desemprego, a taxas de inflação, a preços de combustíveis, somos hostilizados. Este bombardeamento de prognósticos negativos pode, mesmo que apenas de maneira aparentemente subconsciente, ter um efeito significativo na nossa disposição.
 
Cada despesa inesperada, ou a constatação de que nos aproximamos rapidamente do fundo das nossas poupanças, podem fazer parecer que o mundo está a conspirar contra nós, que o dinheiro em si é o nosso inimigo. Uma má situação financeira pode intoxicar a nossa mente e o nosso espírito e tornar impossível o aproveitamento dos bons momentos das nossas vidas, enterrando-nos cada vez mais no ciclo de agressão - o comentário mal-educado, as atitudes vingativas.
 
Durante muito tempo esta associação do dinheiro a uma certa violência contra o espírito, incomodou-me. Desisti do setor financeiro com um desdém pelo próprio dinheiro, vi-o como sujo, (nunca pensei voltar a trabalhar com ele). Acreditei que o dinheiro era a raiz de todo o mal, a causa da fúria, manipulação e ganância.
 
Com o passar do tempo consegui encontrar a paz com o dinheiro. O dinheiro não é nada mais nada menos que energia neutra. Não é mau, nem bom, apenas é. É equiparável ao espelho, que absorve e reflete aquilo que colocamos diante dele. A violência que tão frequentemente associamos ao dinheiro não passa de um reflexo daquilo que nós somos, como nós fomos condicionados a percepcionar o dinheiro e o mundo financeiro, contudo, tal como qualquer outro padrão comportamental, isto também pode ser alterado se nos trabalharmos a nós próprios.
 
Mas antes de começar o trabalho no nosso interior, que é fundamental para alterar a nossa relação com dinheiro, temos de trazer o tema à luz. Existe um taboo à volta do dinheiro que tem de ser quebrado. Todos nós temos de lidar com o dinheiro, não deveria portanto ser um assunto que seja causa para vergonha ou constrangimento, o facto de o ser, apenas demonstra a profundidade da relação do dinheiro com quem nós somos. Temos de voltar atrás e considerar o dinheiro por aquilo que ele é, uma ferramenta.
 
Dinheiro foi originalmente criado para substituir o câmbio de bens , como um mecanismo de troca e comércio. O problema foi a associação de muitas forças, boas e más, a este símbolo.
 
O ser humano tem duas dimensões, o Eu Superior e o Eu Inferior. O Eu Superior usa o poder do dinheiro com o âmbito de criar uma cultura de paz, enquanto o Eu Inferior usa o poder do dinheiro com o objetivo de riqueza, destruição e conflito. O Eu superior consegue entender e utilizar o dinheiro como ferramenta, um meio de cooperação entre diferentes pessoas, O Eu Inferior o entende e usa como meio de manipulação e dominação.
 
Para garantirmos que estamos usando o dinheiro, e não sendo usados por este, é necessário um exercício de auto-reflexão. Devemos perguntar a nós mesmos, como é que nos estamos relacionar com o mundo financeiro e com o dinheiro quotidianamente? Sempre que usamos o dinheiro, torna-se importante perguntar como o estamos usando, e como isso nos faz sentir. O propósito é eventualmente conseguirmos focar a nossa atenção para além do dinheiro; o dinheiro é o meio, mas quais são os objetivos?
 
Um esforço constante e consciente em estar presente, sempre que nos envolvemos com o mundo das finanças, ajuda-nos a alterar a nossa relação emocional com este mundo.
 
Com este esforço, também podemos aos poucos alterar as atitudes de agressividade e violência que tão frequentemente associamos ao dinheiro.

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MAR MICHELLE HÄUSLER
COACH, CRIADORA DE WORKSHOPS E FUNDADORA, GIVE & TAKE LAB
www.givetakelab.com
mar@givetakelab.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Propósito vs Finanças Pessoais

1/3/2019

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Escrever sobre o PROPÓSITO revelou-se bem mais desafiante do que aquilo que eu esperava. Como é que ponho aqui o que sei, as minhas experiências pessoais e a de tantas pessoas que conheço, de forma a quereres perseguir com toda a força do teu ser os teus objetivos, os teus propósitos? Quero entregar-te uma mensagem: Todos os que têm um objetivo claro, uma intenção forte e nela empreendem, alcançam! E o mundo está cheio de exemplos disso. Mais que dizer-te quero convidar-te a experimentar! Afinal é por aí que tudo começa, verdade?!
​Por Ana Bravo


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

As Finanças Pessoais são uma paixão que continua a crescer dentro de mim, a cada dia que passa descubro que elas estão relacionadas com absolutamente tudo na vida, pelo que se torna impossível falar do que quer que seja sem que isso tenha pelo menos uma “perninha” em aspetos financeiros:
Relacionam-se com a preservação do planeta porque as formas de poupar passam na sua maioria por comportamento sustentáveis, até o facto de se consumir menos é um comportamento sustentável, reutilizar, comprar em 2ª mão, fazer os próprios detergentes, etc. são apenas alguns exemplos;

Está relacionado com bem-estar emocional porque quando somos financeiramente organizados temos uma melhor noção do que temos e como devemos/podemos usar esses recursos de forma equilibrada. Estamos mais tranquilos e até mais preparados para alturas menos abastadas e sabemos lidar com elas harmoniosamente;

Relaciona-se com a nossa vida espiritual porque, quando na busca do equilíbrio percebemos que temos hábitos menos equilibrados do ponto de vista financeiro (também) e que temos a força necessária para traçar melhores caminhos (ex: existe uma tendência para nos compensarmos com compras, comida, jogos, etc.);

Estão relacionadas com o nosso bem-estar social, a forma como nos relacionamos com os outros, aquilo que pensamos sobre as nossas relações e o que temos para dar aos que nos rodeiam. Pessoas financeiramente equilibradas têm mais paz de espírito e são mais felizes e isto melhora a forma como se relacionam com os demais;

Relacionam-se com o nosso bem-estar físico, afinal todas as decisões que tomamos para sermos saudáveis impactam diretamente na nossa carteira (ex: comer menos ou nenhuma carne, beber apenas água, comer alimentos naturais e não processados, comer apenas o suficiente, praticar exercício físico diário, meditar, etc.)

Imagina então que com todo este conhecimento adquirido, começas a trabalhar para ti, que defines os teus objetivos e ages para os alcançar. Como achas que isto se relaciona com as tuas finanças pessoais?
Então convido a que dês uma chance e experimentes tal como eu fiz há uns anos quando alguém me disse: Se eu consigo, TU CONSEGUES! E eu felizmente dei a chance e descobri que se continuasse a fazer o mesmo de sempre os resultados seriam os que estava a ter e esses eram bem diferentes daquilo que eu queria.

Vai uma ajudinha?!
4 Passos básicos para o Sucesso (financeiro, outro qualquer ou todos como eu gosto!)

1º passo – Descobrir o que queres
Normalmente este costuma ser o maior desafio, descobrir o que se quer realmente e porquê. Tendemos a esquecer a criança que somos e os sonhos que temos enquanto deambulamos pela vida, mas mesmo quando esquecidos e escondidos em cantinhos escuros eles esperam ansiosos por ser encontrados (O Universo é grande e isto já me passou há muito tempo, UFA!)

2ª passo – Fazer perguntas inteligentes
As perguntas inteligentes são aquelas que nos fazem agir, que nos fazem pensar e procurar soluções: Como é que vou fazer para conseguir isto? Quem me pode ajudar? Que passos preciso dar? (um exemplo de pergunta inteligente patrocinada por moi même!)

3º passo - Traçar um plano de ação
Partindo do ponto em que te encontras, definir os passos a dar, os timings para os mesmos, quem e o que vou precisar para cada passo e alinhar esses passos cronologicamente;

4º Agir, agir e perseverar
Ter presente o plano, revê-lo diariamente e pôr em prática as ações necessárias estipuladas no plano e, eis aqui um bónus, SER TEIMOSO! (andaram a dizer-te que teimosos são os burros, eis a oportunidade que tens de o ser com um bom PROPÓSITO! De ser Teimoso, entenda-se!)

Agora, seja qual for o teu objetivo quero que saibas que ele está à distância do teu querer, da tua força de vontade e da tua vontade de fazer a força necessária!

Queria contar-te tudo de maravilhoso que aconteceu e continua a acontecer na minha vida porque um dia decidi mudar os meus pensamentos, melhorar as minhas palavras e agir mas quero fazer-te ganhar tempo e deixar-te ir a correr tratares dos teus sonhos, dos teus PROPÓSITOS e seres feliz como nunca imaginaste! Um dia, talvez sejas tu a contar-me…
​
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ANA BRAVO
AUTORA DO LIVRO ABC DA POUPANÇA
www.abcdapoupanca.com
www.facebook.com/oabcdapoupanca
www.youtube.com/abcdapoupanca


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Manifesta dinheiro na tua vida

1/2/2019

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O Universo é abundante de tudo aquilo que o Homem precisa na vida. Partindo do princípio que tudo é energia, então o dinheiro também é energia. Como tal, devemos respeitá-lo e aprender a manusear esta energia. Por Rute Calhau

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A energia é algo fluído e basta estarmos atentos à comunicação não verbal e cinestésica que temos com o Universo, através das várias sensações que ocorrem no nosso corpo. Pode ocorrer frustração, desânimo, ansiedade, entre outros mais sintomas, pelo eventualmente desalinhamento com o teu propósito.

Já deves ter ouvido a expressão “fluir como um rio”, e é isso mesmo. É assim que funciona.

Por vezes, estamos a desgartar-nos em algo que não é o momento para que aconteça, ou simplesmente esse investimento de energia não nos leva ao melhor caminho, ou até mesmo não é de todo o nosso propósito. Dai, ficarmos muitas vezes na carência financeira. Ou mesmo tendo um bom ordenado, apenas sobrevivemos para pagar contas e comprar coisas necessárias para dia-a-dia, em vez de viver e fluir com a abundância da vida.

A arte de co-criar a realidade financeira que queres viver, passa por te alinhares com o teu propósito de vida e com aquilo que mais te faz vibrar. O que mexe verdadeiramente contigo? Tens um trabalho só porque sim, ou identificas-te realmente com ele? Que missão cumpre o teu propósito através desse mesmo trabalho que escolheste? Sim, porque foste tu que escolheste. Nós somos os criadores e realizadores da nossa própria história.

O dinheiro não é algo sujo. Isso é uma crença que nos aprisiona. O dinheiro é feito de papel e é timbrado, ele vem das árvores (aquela crença em que se diz que “o dinheiro não cai das árvores”, podes começar a visualizar que sim e sente a gratidão no teu coração como se já tivesse a acontecer), faz parte da natureza, parte de um todo que nos completa. É através do dinheiro que nos pagam pelos nossos serviços, sejam eles por contra própria ou por conta de outrem. Todos nós merecemos receber dinheiro pelo nosso trabalho e por fazermos aquilo que gostamos, porque o que acontece muitas vezes é que, como fazemos algo tão naturalmente, podemos cair no erro de desvalorizar o nosso sentir e a energia do dinheiro não flui.

À muito e muitos anos atrás, vivíamos através de trocas e podíamos plantar batatas e trocávamos por cenouras com a vizinha, mas hoje em dia as coisas já não funcionam assim, e devemos aceitar a evolução dos tempos e acompanhar essa mesma evolução. Então, podemos concluir que para movimentar a energia do dinheiro, podemos começar por nos conetarmos às raízes (relação com a vida (mãe terra) e relação com os nossos pais e ancestrais) e merecimento. Sentes que és merecedor do dinheiro que recebes? Sentes que te pagam pouco e não valorizam o teu trabalho? Sentes que estás a cobrar um valor exorbitante pelo serviço que praticas? Coloca-te no teu centro. Pára e respira. Foca a tua atenção na tua respiração e reflete sobre de onde vem a causa destes monólogos e insatisfação interna?

Muitas vezes o dinheiro não flui porque não estamos a lidar com a vida de acordo com as leis naturais e não nos estamos a permitir sentir. É necessário parar para sentir. Parar para focar a atenção no aqui e agora, e perceber o porquê do não fluir do dinheiro nas nossas vidas.

Cocriar é atrair aquilo que se quer para a nossa vida, seja a nível pessoal ou profissional. É alinharmo-nos com a nossa essência e com o nosso propósito. É aprender a lidar com a lei da atracção e tantas outras leis naturais que nos ajudam a manter uma vida em equilíbrio. Somos todos filhos do Universo e como tal, temos direito à abundância que existe na vida. Apenas, a maior parte das pessoas, ainda não entendeu isso ou não sabe como funciona, ou até mesmo como aplicar.  

Primeiro que tudo, é necessário curar o nosso coração, lamber as feridas e permitir que elas cicatrizem. Permitir-nos à mudança. Aquela que acontece de dentro para fora. Isso vai dar-nos mais clareza acerca daquilo que realmente queremos Cocriar em nossas vidas. Somos eternos viajantes, e temos direito a que esta viagem seja uma viagem feliz. Só depende de cada um de nós. Amor próprio e auto-confiança são necessários para que se faça uma boa condução das nossas vidas. Depois de alinhados com o nosso propósito e conscientes de que na vida existe sempre altos e baixos, aceitando e aprendendo a relativizar os momentos mais difíceis, podemos então finalmente aprender a manter o foco. É importante delinear bem o que se pretende, caso contrário, o Universo fica baralhado com a mensagem que recebe. Uma boa forma de manter o foco é através de organização e planeamento de ação. Não basta apenas visualizar o que queremos, temos também que sentir isso mesmo como se tivesse já a acontecer, e ao mesmo tempo, lançar um plano estratégico. O Universo não trabalha sozinho. Ele coopera connosco e age a nosso favor. Não devemos é estar constantemente a enviar mensagens contrárias, se não, Ele fica baralhado. É necessário foco e firmeza no poder de ação.

Para ser mais fácil de manter o foco e meter já na matéria algo que manifeste essa vontade de Cocriação, podemos fazer aquilo que se chama “vision board”. É um quadro (pode ser uma cartolina com colagens, ou um quadro de giz com desenhos; usa a tua criatividade e deslumbra-te com o teu poder para co-criares uma nova realidade) onde colocas várias imagens daquilo que queres atrair para a tua vida. Se pretendes melhorar as tuas finanças através de um novo trabalho, coloca lá uma imagem que represente esse novo trabalho, ou até mesmo frases. Coloca lá o valor que queres receber mensalmente e todos os pormenores que te vierem à cabeça. Tudo é válido, desde que, não te esqueças que não é só pedir e que devemos tomar a ação. Para ser mais fácil e obtermos uma visão mais realista, podemos auxiliar este trabalho com uma lista de objetivos a cada 3 meses. Não convém que essa lista seja muito extensa para que não haja sobrecarga e automaticamente procrastinação, mas sim uma lista prática e objetiva, onde se vai aumentando o grau de responsabilidade para que a evolução seja gradual. Podes eventualmente, colocar esta lista visível. Vai ajudar a manter o foco naquilo que é o objetivo final.

Agora é só praticares e te deslumbrares com o poder inacreditável que o Ser Humano tem para Cocriar a sua realidade. Manifesta o poder da Cocriação na tua vida e atrai para ti mais abundância financeira. Está unicamente nas tuas mãos. 

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RUTE CALHAU
NATUROPATA E TERAPEUTA HOLÍSTICA
www.naturalmentezen.pt
contacto@naturalmentezen.pt

in REVISTA PROGREDIR |FEVEREIRO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Da Depressão à Refundação

1/1/2019

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A grande oportunidade das depressões é a da transformação genuína e profunda do que somos, pelo que de melhor podemos ser. As finanças não são exceção. Por Júlio Barroco

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Vamos imaginar que o leitor se sentava aqui comigo agora e me dizia: "Júlio, tenho problemas financeiros crónicos e estou mais uma vez em baixo. Não posso continuar assim e preciso de fazer alguma coisa para os resolver de uma vez por todas. Em poucos minutos, o que é que me recomenda que faça?"
 
Vamos começar por definir "depressão" neste contexto, tomando a essência da definição económica: redução significativa de geração de riqueza e de patrimónios. Assumo que, se me está a ler, pelo menos tem as condições mínimas de subsistência física disponíveis ou acessíveis. E alguns extras, como eletricidade, água potável canalizada, acesso à internet, etc. Que também tem condições de saúde básicas necessárias, mesmo que não perfeitas. E que está mesmo com uma vontade firme de tomar decisões relevantes para a sua vida.
 
Premissas feitas, vamos diretos ao assunto.
 
Comecemos por definir um ponto de vista da tomada de decisões responsáveis e de impacto positivo persistente, de longo alcance: o ponto de vista estrutural.
 
O ponto de vista estrutural é o ponto de vista que todos os "Invernos" da vida nos pedem. É com ele que ganhamos consciência sobre o que é essencial: ganhamos consciência sobre nós, sobre as situações e contextos em que nos encontramos, e sobre as causas que geram os efeitos que experienciamos. E ficamos em condições de estabelecer uma fundação, uma base a partir da qual preparamos o terreno para construir de novo - para construir melhor.
 
Sustentemos esta estruturação em quatro pilares: o pilar do diagnóstico, o pilar do propósito, o pilar dos meios, e o pilar dos atos.
 
O pilar do diagnóstico responde à questão básica: quais os detalhes da situação financeira em que me encontro? Mais concretamente, aqui o leitor deve saber e ter presentes os seus fundamentais financeiros, que muito sumariamente podemos classificar em:
-o que recebe (rendimentos);
-o que gasta (gastos);
-o que tem à disposição e é seu (ativos);
-o que tem à disposição e não é seu (passivos).
 
Depois de rever os números por um período apropriado (o mínimo que recomendo é um mês, que pode ser comparado com um período idêntico em condições, ou tempo - o mês anterior ou o mês homólogo -, ou de natureza - aquela altura em que esteve como está agora), algumas perguntas que deve colocar-se:
- Que história estes números contam? Que decisões e escolhas refletem?
- Que decisões deveriam não refletir? Quais as melhores decisões que podem emergir em seu lugar?
 
Clarificado que esteja o ponto onde estamos, somos conduzidos naturalmente até onde quereremos ir, no mínimo até à emergência dessa necessidade - ao pilar do propósito.
 
O pilar do propósito é, nesta perspetiva de refundação, o pilar mais vital de toda a refundação financeira. Porque é um reflexo da luz que nos ilumina o caminho nos momentos mais difíceis, em todas as circunstâncias, incluindo as financeiras, e nos permite certificar os passos necessários a dar.
 
"Júlio, mas eu não sei qual é o meu propósito, nem de vida, nem agora."
 
Então é importante focarmos no que pode fazer a respeito agora. E pode fazer três escolhas fundamentais e que, por definição, já o orientam para o seu Propósito:
- Estancar as fugas, perdas ou riscos emergentes do pilar do diagnóstico, naquilo que pode fazer;
- Definir, agora mesmo, como meta, descobrir um propósito maior para a sua vida; e
- Orientar a sua refundação financeira, transitoriamente, para este objetivo de descoberta do propósito até que tenha uma visão mais clara dele adiante.
 
O seu propósito de vida é o objetivo mais importante de todos. É o macro objetivo, o meta-objetivo, o objetivos dos objetivos. E todos os outros objetivos devem submeter-se-lhe, se não em sucessão direta, no caminho para o reconhecer. E é um direito seu, de nascença, uma bênção do Universo para o leitor viver! Uma bênção que pede concretização e nos leva até ao pilar dos meios.
 
O pilar dos meios combina os anteriores de forma equilibrada e harmónica, ajustada às nossas vidas e circunstâncias particulares, em 3 grandes dimensões:
- Do espaço: que espaço (interno e/ou externo) é necessário reservar para transformar a nossa situação financeira de forma propositada?
- Da energia: que investimentos de atenção, energia e tempo a dupla diagnóstico-propósito pede?
- Dos elementos e dinâmicas: que combinação de estratégias, métodos, ferramentas e outros apoios é viável considerar já? Quais, onde, como, com quem? Que outros recursos podem aparecer em consequência a seguir? E depois desses?
 
O pilar dos atos é o último na ordem, mas o primeiro na manifestação, pois sabemos que não há conceção ou desenho que sirvam se não forem aplicados. Três conjuntos de questões típicas que nos colocamos quando estamos mesmo prontos para avançar rumo ao que deve ser feito:
- O que vou fazer para que os anteriores se concretizem? Que decisões devo tomar agora?
- Que ajustes quero fazer na minha agenda? E nos meus hábitos? Como vou assegurar que me mantenho no rumo certo?
- De tudo o que pudesse fazer, qual é a decisão que, se tomada e executada agora, coloca a refundação em marcha?
 
A grande oportunidade das depressões é a da transformação genuína e profunda do que somos, pelo que de melhor podemos ser. As finanças não são exceção. O jogo da vida é um sem fim de fluxos e movimentos orientados por um Bem Maior – um Bem que nos suplanta ao mesmo tempo que nos considera e ama, tanto melhor quanto mais aprendemos a dispor-nos nesse sentido. Disponhamo-nos! Não há queda que não possa dar em cume.

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JÚLIO BARROCO
PURPOSE-DRIVEN HUMAN DEVELOPER
www.facebook.com/juliobarroco
www.linkedin.com/in/juliobarroco/
julio@juliobarroco.com
“Sonhar Sem Agir É Como Amar Sem Cuidar.”

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Comunicação e Finanças no Mundo Digital

1/12/2018

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A comunicação na era digital transformou a vida das pessoas, inclusive no aspeto financeiro. Para beneficiar-se dessa nova forma de se comunicar é necessário abrir a mente para um update. Preparado? Por Patricia Panochia

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A comunicação na era digital superou as limitações de tempo e espaço e transformou a vida das pessoas: a forma como elas se relacionam, aprendem e emitem a opinião.
 
O reflexo dessa transformação também é claramente identificado no mundo financeiro.
 
Com a ajuda de ferramentas das redes sociais as pessoas podem trabalhar, buscar referências, negociar, comprar e vender.
 
Famílias podem aumentar o rendimento mensal, trabalhadores por conta própria podem atrair novos clientes, e todos podem poupar ao aderirem a grupos e aplicações de compra e venda.
 
No entanto, para beneficiar-se dessa forma de comunicação é necessário muito mais do que criar perfis, instalar aplicações e compreender minimamente ferramentas informáticas.
 
É necessário abrir a mente para um update dos conceitos, crenças, valores e padrões comportamentais.
 
Sharing Economy : Usufruir não requer possuir... basta estar disposto a partilhar.
 
A economia partilhada ganha cada vez mais espaço no dia a dia das pessoas.
 
Partilham-se carros e custos nas aplicações usadas para combinar boleias em viagens, ou arrendar veículos por curtos períodos e pequenas distâncias.
 
Partilham-se ambientes de trabalho, networking, custos fixos e conhecimento nos escritórios de coworking.
 
Partilham-se lares e, nomeadamente em Portugal, esse movimento impulsionou o mercado imobiliário, aumentou o rendimento mensal das famílias e ajudou o inquilino a poupar alguns Euros.  
 
Second Hand : O que perdeu a utilidade para si, ainda pode ter muito valor para o outro.
As aplicações de venda de objetos, móveis e aparelhos electrônicos usados ganham adeptos a cada dia.
É muito fácil anunciar, negociar, comprar e vender em um mercado onde todos ganham:
Quem vende, transforma inutilidade em dinheiro.
Quem compra, usufrui e paga menos.
  
Educação Financeira On line : Falta de informação não é  mais desculpa!
Curso EAD, E-book gratuito, Consultoria e Coaching financeiro à distância, Canais no Youtube com vídeos de experts em finanças...
A net está recheada de informações e “receitas” com passo a passo detalhado para aqueles que querem gerir melhor o orçamento familiar ou até mesmo entrar no mundo dos investimentos.
Basta confiar, abrir-se para receber e seguir orientação.
 
Marketing Digital – A sua vitrine em um universo de clientes inexplorados...
Conquistar novos clientes é um dos maiores desafios dos trabalhadores por conta própria, nomeadamente aqueles prestadores de serviços baseados na confiança, como os terapeutas. Marketplace, comunidades vituais e grupos de whatsapp são apenas alguns exemplos de ferramentas do marketing digital utilizados para tal finalidade.
Grupos de pessoas com valores e interesses comuns são criados em redes sociais e tornam-se um “mundo-mercado” paralelo recheado de clientes potenciais ao alcance de um “clique”. Para além disso, seus comentários e recomendações podem atingir milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, porém conectadas entre si na rede.
 
Se os benefícios são tantos, acessíveis a todos e de imenso potencial, então...
Por que muitas pessoas ainda resistem?
Por que muitos ainda se limitam ao “passa a palavra” em detrimento do marketing digital?
Por que clientes temem a “propaganda enganosa”?
Por que muitas famílias enfrentam problemas financeiros?
Por que há tanto lixo eletrónico dentro das casas?
 
Porque ainda há apego a crenças e padrões de comportamento, medo, falta de confiança e pessoas que usam estratégia de comunicação para “vender imagem”, em vez de verdade.
 
A comunicação acontece quando emissor e recetor da mensagem conseguem se conectar. Para haver conexão, é preciso ser confiável e confiar... principalmente quando o assunto envolve dinheiro! 
​
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PATRICIA PANOCHIA
COACH DE VIDA FINANCEIRA
www.suavidafinanceira.com
patricia.panochia@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Proscrastinação & Fiscalidade

1/11/2018

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A Procrastinação revela-se em todas as áreas da Sociedade através da vivência do dia dia.
Por Carlos Lourenço Fernandes


in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A banalidade do bem persiste ( e resiste ) envolvendo-nos. Sistemas gerais amplos e complexos, rodeiam-nos, vestem-nos de bem estar. 
 
Pela manhã, subitamente, convocamos a torneira: simplicidade banal: um banho matinal ou um lavar de face ( e dentes: gostamos de morder ao longo do dia ). O abastecimento energético garante as ondas rádio, a internet, a iluminação que nos auxilia nas escolhas. Ah, pois, a complexidade do saneamento básico na condução dos dejetos do dia anterior ( processado o labiríntico parlamento das hóstias ). 
 
Transportes, sim, pois, transportes ( milhões que se mobilizam e deslocam entre pontos ; o dual, casa-trabalho ou casa-escola ). Sistema complexo. Sempre em exigência de melhor fiabilidade, eficiência, conforto. 
 
Sim, já soube: foi operado: correu bem. Um espanto. Inenarrável. Que bela, a disponibilidade íntegra e inteira da prestação dos serviços de Saúde. Sim, sim, o filho do mecânico, do Zé, terminou mestrado. Ah, educação. Que felicidade aquela do rosto expressivo da avó..!
 
Sonho. 
 
Sim, a banalidade do bem, das democracias liberais euro-atlânticas. O bem consistente do Estado social, construção europeia, compromisso sólido entre liberais, sociais-democratas e democratas-cristão. O Estado social. A segurança no desemprego. A formação profissional. A extensão do Direito. O funcionamento de instituições democráticas. 
 
Pois: sim, pois. O Estado, comunidade politicamente organizada. Garante da banalidade do bem. Tão banal, tão vulgar. 
 
Sim: tudo suportado pelo contributo de cada um. Do que pode. Instrumento ? Os impostos, a prática da política fiscal. 
 
Adiar o justo pagamento de tributo, de imposto, para músculo e reforço da banalidade do bem ??
 
Procrastinar ? Doença do infeliz egoísta. 
 
( em empobrecimento de interatividade social ).
​
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CARLOS LOURENÇO FERNANDES
PROFESSOR, ESCRITOR, CONFERENCISTA
clfurban@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
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A dissonância no mundo da gestão

1/10/2018

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A dissonância que associamos à desarmonia pode criar, em circunstâncias apropriadas, um potencial simbiótico na regeneração de uma harmonia possível, manifesta na economia do séc. XXI. Por Emídio Ferra

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Do mesmo modo que se geram situações harmoniosas, quando, num conjunto de fatores, se encontram as semelhanças e complementaridades empáticas, no século XXI a esfera financeira, que comanda e traça os caminhos das sociedades modernas, tem implementado a dissonância como modelo de gestão para que possa reinar e garantir o absolutismo do seu poder.
 
Sabe-se que a realidade é baseada em movimentos circulares, ondulatórios e de retorno, e “graças” a este modelo de gestão (como forma reativa) estará prestes a ressurgir uma nova geração assente em valores de partilha, de responsabilidade e de empreendedorismo.
 
As crises que se vêm impondo, sejam as sociais, pessoais, familiares, económico-financeiras e também as da cultura do medo, baseadas em atos terroristas, têm em contraponto, desvelado quem são os atores deste filme de terror e as suas nefastas intenções.
 
Estas revelações, gradualmente (e pela negativa), estão a trazer novos níveis de consciência e de autonomia às populações e tudo indica, que nos poderemos encontrar à beira da uma primavera do florescimento humano.
 
Como o desenvolvimento saudável é baseado nos pilares da harmonia, da serenidade, da interação e dos afetos, na atualidade, precisaremos refundar a educação, revisitando os valores na pedagogia, saúde, sociedade, economia e, essencialmente, nas finanças e na gestão.  
 
Já temos variadíssimos estudos de caso, na atualidade, que aplicam modelos de gestão inovadores, que cuidam dos seus colaboradores e os apoiam na sua vida pessoal, agregam valor social, humanizam ecossistemas financeiros e geram valor acrescentado e desenvolvimento económico. Detetamos uma tendência, tímida, mas crescente, no mundo empresarial e corporativo, para incrementar sistemas cooperativos e valores associativos nos seus processos de comunicação, liderança e de gestão.

Acreditamos que esta revolução é consequência da profunda dissonância que se tem vivido nos últimos 30 anos e da insustentabilidade dos sistemas. O risco de colapso das sociedades modernas impele à renegociação das relações de poder e dos valores instituídos.
 
É aqui, nesta realidade, que renasce a primavera da humanidade, integrando, dentro do possível, a simbiose do círculo Yin-Yang, da aceitação e da tolerância, repensando posições estanques e extremistas em visões abrangentes e de aceitação preventiva.
 
Também, neste cenário, a criatividade e a clareza das emoções e dos pensamentos da humanidade renascida, permitem ver além da penumbra gerada pelo espectro do mundo financeiro e dos interesses das minorias dominantes, possibilitando reencontrar, nas coisas mais simples da vida e das relações, excelentes oportunidades de gerar valor acrescentado à economia, à sustentabilidade ambiental e social.
 
E é também neste aparente retorno às origens que se tem desenvolvido e gerado respostas às perguntas mais difíceis que a humanidade enfrenta. Uma simbiose entre culturas e gerações que encontram coerência entre uma vida desposada no campo dos anos 50 e as tecnologias de ponta que marcam o século XXI. O reencontro do agricultor, que no cimo do seu trator antigo utiliza, conjuntamente, o tablet para programar ações robotizadas de controlo na agricultura da quinta. É assim que tem acontecido!
 
E agora? Quando tudo parece precisar de ser repensado: padrões de consumo, relações íntimas, modelos familiares, processos de poder e de hierarquias, religião, política, cidadania, como gerir a cultura, história e padrões instituídos com os desafios prementes da atualidade?
 
Encontram-se respostas em pessoas. Pessoas que realizam projetos arrojados e inovadores, casos de sucesso e de fracasso, buscas incessantes e resilientes, na aceitação dos processos naturais e na natureza, na tolerância e no equilíbrio, mas essencialmente, nas respostas inequívoca às dissonâncias impostas e dominadoras vigentes.
 
É esta dissonância no mundo da gestão que está a ser o motor das melhores mudanças no mundo económico e financeiro. Está na realidade a ser o alimento para a criação de modelos inequivocamente sustentáveis e responsáveis. Na verdade, é uma das características da natureza humana e do universo. O cosmos tem a sua criação no caos onde encontra uma ordem perfeita e duradoura, mas em contração e expansão ciclicamente e permanentemente.
 
É este o movimento que premeia as finanças e que pretendemos, em ciclos de dissonância e de harmonia melódica, encontrar as melhores soluções e respostas às ansiedades temporais.    
 
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EMÍDIO FERRA
CONSULTOR EM EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO
www.empowertolive.pt

​in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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O dinheiro provoca-lhe Ansiedade?

1/9/2018

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Como em qualquer relação, a nossa relação com o dinheiro pode ser uma grande fonte de stress e ansiedade quando não é bem gerida – especialmente quando o que alimenta o nosso stress e ansiedade resulta de medos reais ou imaginários. Já alguma vez se sentiu ansioso relativamente a questões financeiras? Por David Rodrigues

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Hoje em dia é muito comum as pessoas sentirem-se ansiosas e stressadas com as questões financeiras. Se faz parte deste grupo, tem uma grande equipa consigo, mas se calhar nunca teve oportunidade para reflectir sobre isso ou encontrar uma forma que o ajudasse a libertar-se dessas tensões que lhe diminuem a capacidade de criar abundância ou de desfrutar da mesma.
 
Sabe tão bem como eu, que vivemos tempos de incerteza financeira: o desemprego, as crises, as contas para pagar, as despesas inesperadas, o stress no trabalho fazem com que hoje vivamos tanto pessoal como coletivamente envolvidos numa sociedade numérica e financeira que nos faz sentir: 1 – temos que perseguir todas as formas possíveis de ganhar dinheiro e 2 – o dinheiro nunca é suficiente para ficar tranquilo.
 
Mas porque vivemos assim? Será o dinheiro o mais importante da nossa vida? Será que temos uma relação sincera, real e ajustada com o dinheiro? Vamos então ver 2 dimensões da relação com o dinheiro, a relação pessoal e íntima (sim íntima) e o contexto exterior à nossa volta.
 
A nossa relação com o dinheiro começa na barriga da nossa mãe. Enquanto bebés que se desenvolvem, todos nós já temos uma consciência e capacidade de sentir e ouvir o mundo que nos rodeia, não só o intra-uterino como o exterior. As vibrações energéticas que acontecem no dia-a-dia não são isoladas pelo líquido amniótico ou pela placenta. Então isto significa que se os seus pais ou familiares mais directos falavam ou sentiam stress financeiro, fosse pelas despesas extra de uma criança que vai nascer, porque eram mal remunerados, porque se queixavam do estado do país ou do governo, eles emitiram durante o seu período de gestação energias, pensamentos e emoções negativas relativamente ao dinheiro. Bom, este é o início, mas não tem que o definir na sua relação com o dinheiro, mas pergunte-se o que é que ouvia em casa relativamente ao dinheiro? Como é que foram as experiências dos seus pais na relação com o dinheiro? Tinham uma relação tranquila, harmoniosa, fluída com o dinheiro? Ou às vezes queixavam-se, talvez tenham discutido por questões financeiras? Que crenças lhe transmitiram? Viviam stressados com o dinheiro? Bom então aqui tem mais alguns anos de um sentir específico que foi absorvido pela sua personalidade e pelo seu eu. E à medida que foi crescendo, tornando-se jovem e adulto, qual a realidade que observou das pessoas que o rodeavam? Amigos, familiares? Dão-se bem com o dinheiro? Ora, tudo isto contribuiu decisivamente para a sua relação com o dinheiro e a abundância, pode não o ter definido totalmente, pois tem liberdade interior, mas condicionou as suas crenças e a relação que desenvolveu com o dinheiro.
 
Chegamos então ao dia de hoje! Como é a sua relação com o dinheiro? Quando pensa em dinheiro qual é o sentimento que lhe desperta?

Alguma vez se sentiu preocupado? Alguma vez se sentiu a gastar mais do que devia? Gosta de comprar e acumular coisas? E de acumular sempre mais e mais dinheiro (mesmo que não seja muito) porque um dia pode ser preciso? É possessivo relativamente ao dinheiro, controlando tudo e todos? Já mentiu sobre onde gastou dinheiro ou sobre quanto ganha?
 
Se respondeu que sim a alguma destas questões, provavelmente tem uma relação de desequilíbrio com o dinheiro, que lhe gera ansiedade ou stress. O que afeta a sua qualidade de vida e auto-estima. Provavelmente é o dinheiro que o controla e não é você que controla a sua relação com o dinheiro. Esta é de facto uma das relações mais íntimas que terá na sua vida, quer seja demasiado desprendido ou agarrado ao dinheiro (ainda que inconscientemente) precisa de fazer AGORA um exercício de honestidade consigo próprio, respondendo a esta pergunta: Como é que é hoje a minha relação com o dinheiro e a abundância?
 
Além das nossas próprias crenças, emoções, pensamentos e atitudes desenvolvidas ao longo de várias décadas que construíram a nossa personalidade financeira e que na maioria das vezes não corresponde à nossa verdadeira essência, há um ambiente externo que interage connosco e que pode desencadear ansiedade financeira. São exemplos disso eventos com impacto negativo como uma crise económica, flutuações na bolsa ou nas taxas de juro, a perda de emprego, um divórcio ou gastos extra com a saúde. No entanto, esta ansiedade financeira pode ser desencadeada por eventos com impacto positivo na nossa vida, como o nascimento de um filho, um casamento ou um mestrado na universidade. Mesmo quando as nossas vidas estão estáveis, muitos de nós sofremos de uma ansiedade subjacente a mantermo-nos dentro do orçamento ou poupar para a reforma.
 
Tal como a própria economia, a nossa ansiedade também vai oscilando, ao longo do tempo, mas não temos que estar à mercê dela.
 
O que pode fazer para criar uma relação de maior equilíbrio com o dinheiro e a abundância e dizer adeus ao stress financeiro:
 
  1. Conecte-se consigo próprio. Abra mão de uns minutos, horas ou dias para fazer o encontro com a sua essência, despida dos medos da sua personalidade, das crenças limitativas que acumulou, das emoções reprimidas ou dominadoras que inflamam a sua relação financeira, para ver claramente e de forma segura qual é a sua essência e como é que se relaciona com a abundância. Isto dar-lhe-á a consciência necessária para sentir, ver e compreender a sua realidade financeira. Ter a consciência por si só, pode não resolver todos os problemas, mas é um passo fundamental. Seja numa meditação sozinha, em grupo, numa sessão de coaching, numa terapia energética, num retiro, num passeio pela natureza, na leitura de um livro, procure o seu momento e ganhe tempo, saúde e dinheiro.
  2. Defina o seu caminho. Com as aprendizagens da sua conexão e da tomada de consciência, defina quais são os seus objetivos e meios de trabalho interior para alcançar a liberdade financeira (interior). Não obstante o que definir em seguida ficam algumas pistas ou orientações que podem ajudar de uma forma geral.
  3. Conheça os seus números. Quanto ganha, quando gasta. Faça um orçamento e viva dentro dele. Nem imagina a quantidade de pessoas que nunca fez um orçamento ou não usa. Isto dar-lhe-á maior segurança e conforto. Acalma a mente e coloca-a em controlo. Não abuse, desse controlo, senão tornar-se-á fanática do controlo e é novamente o dinheiro que lhe leva a melhor.
  4. Pague-se 1º todos os meses de forma automática! Pagar-se é dizer que se importa consigo hoje e amanhã. Auto-valorização, respeito próprio, merecimento, planeamento. Defina um valor de poupança mensal (podem ser 5€ ou 1% do que ganha ou 20% depende do que for possível, pode depois no futuro aumentar). Faça-o de forma automática para não se ter que preocupar com isso e também para poupar antes de gastar. Se tiver um orçamento, uma das rubricas será a Poupança.
  5. Seja Grato. A gratidão é algo que pode ou não ter aprendido quando era mais novo, mas é muito importante para evitar o stress e a ansiedade relativa ao dinheiro. Quando somos gratos pelo que temos, é menos provável que desejemos mais. Ao remover o desejo por mais recursos, é menos provável que gastemos com compras por impulso, o que por sua vez, pode-nos ajudar a evitar o desperdício do dinheiro nas nossas contas bancárias e gastos excessivos com cartões de crédito. Ser grato pelo que você já tem leva à alegria. A gratidão tem uma força imensa, pois além de evitar esses gastos desnecessários, traz-nos uma sensação de abundância que se acaba por manifestar na nossa vida. As pessoas que não praticam a gratidão vêem o dinheiro como o objetivo, o que se torna num ciclo interminável de querer mais e nunca se sentir o "mais" como suficiente. O dinheiro não é o objectivo, é apenas um dos meios.
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DAVID RODRIGUES
CONSULTOR MONEY LIFE
www.moneylife.com.pt
info@moneylife.com.pt

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A Economia do V Império

1/8/2018

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A Economia partilhada exprime um sonho de um império espiritual português por cumprir; uma saudade de um sonho que renasce, cada vez mais, em várias formas de comunidades
no século XXI. Por Cristina Leonor Pereira


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

A história da saudade de um Império por cumprir           Sobrevive na mítica história portuguesa (e entenda-se por mítica aquilo que só parece impossível por ainda não ter sido concretizado) o legado filosófico de um dado império por cumprir, seria o quinto (V), após a derrocada dos impérios antigos.
 
Mantém-se, em muitas almas lusófonas, a convicção pelo desígnio teleológico de realizar, na Terra, um reino universalista, aberto aos povos e nações, livre de qualquer segregação, exemplo de humanidade, assente numa política democrática e numa economia cooperativa de partilha fraterna e universal. Anunciado em vários textos exegéticos e filosóficos portugueses, O V Império do Espírito Santo marcou as motivações mais íntimas dos nossos monarcas, que o procuraram implementar ao longo de gerações de história.
 
O sonho português  providenciou Afonso Henriques à conquista de novas terras, as políticas implementadas, no simbólico reinado de D. Dinis e D. isabel, vivificaram o propósito de pátria universalista, e os descobrimentos refundaram a esperança de construção de um reino de paz além-mar. Contemporaneamente, esquecidos do propósito, sustentamos, desapercebidamente, os mesmos ritos de reverência ao sonho universalista:  festeja-se, Portugal afora e no Brasil, ainda hoje, a saudade conjunta do império prometido.
 
As festas do Espírito Santo estão vivas e cumprem, ao nível do inconsciente, a mesma vivência física e espiritual de comunhão, almejada no passado.  Todos experienciam a beleza e a partilha simbólica do antigo bodo (a abundância de flores nas festas de Tomar, a coroação de uma criança em Alenquer).  A sua simbologia leva-nos à pureza de um Império que não impõe poder, mas que se distingue por ser sábio e inocente; um império do Espírito onde os homens são libertados das amarras das suas culpas para se poderem redimir, onde a fome é saciada pelos princípios da economia partilhada e solidária, onde o poder é democrático e próximo do povo. Uma oikos-nomia que cuida verdadeiramente da sua “casa” e das pessoas, pondo ênfase nas inter-relações e na humanidade.
 
Esta é, reiteradamente, a demanda diária de todos nós: cumprir-nos a nós mesmos, vigiando as nossas e-moções diárias, propiciando cumprir também, a cada dia, Portugal e o mundo.
 
Como dar o passo para a nova Oikós-nomia?
Como começar esta demanda que providencialmente nos chama? Uma cooperativa, uma associação ou qualquer grupo, que emerja com um intuito económico-social transformador, resulta, necessariamente, de um trabalho de autoconhecimento.
 
O novo despertar exige, e citando o mestre Agostinho da Silva, uma nova atitude interior: disponibilizemo-nos para polir com mestria e beleza cada uma das nossas ações, nomeadamente, no trabalho (1), enriqueçamos cada gesto ou palavra com o esclarecimento de uma mente meditativa (2), sirvamos o mundo em vez de o governar. Destes três pilares, aliados à postura de confiança e de exploração, própria da inocência da criança coroada, desflorará evolutivamente uma nova perceção de vida e até uma nova genética. O Império da pureza e do amor, motivação de tantas conquistas portuguesas, outrora esmagado pela ambição, é restaurado a cada gesto diário, a cada escolha sublimada por «ser» (vs. “ter”); regenerado ante a vontade de aprendermos a cuidar daquilo que não é nosso. E que, sim, é de todos!
 
O amadurecimento de princípios de regulação interna como solidariedade, interajuda e cooperação esterilizará, por completo, o modelo das instituições políticas, que normatizam cegamente e à distância.
 
Ações de economia partilhadaA economia partilhada, contemporaneamente reconhecida pelo conceito académico de Economia Solidária, irrompe, necessariamente, de situações de limite extremo, como pobreza, desigualdade e revolta social. É esta forma de economia informal, fortemente, implementada na América latina e Macaronésia, que continua hoje a solucionar situações de indigência em ambientes gravemente desamparados e entregues a si próprios.
 
 Os Açores, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe contam-nos, em português, histórias de sobrevivência, de empreendedorismo e superação conquistadas com a intervenção da economia de partilha. Uma economia que serve o bem-estar humano na sua relação com os sistemas de que interdepende, esforçando-se por esbater as desigualdades ou a falta de liberdade promovidas pelo capitalismo e pela ignorância humana.
 
A economia de partilha é a economia das inter-relações, construindo redes sistémicas muito alargadas e de apoio mútuo:
  1. Promove a coesão social.
  2. Protege o meio-ambiente.
  3. Incentiva o desenvolvimento local.
  4. Investiga e analisa os resultados da sua intervenção.
  5. Cria polos de economia sustentável que façam frente às necessidades das populações locais e do seu território.
  6. Fomenta a Inclusão social.
  7. Estimula a cultura.
  8. Desenvolve sistemas de financiamento ético.

O mundo enriquece a cada experiência única de economia partilhada.  No seu encalço, designamos a empresa CORES (Açores), uma das mais antigas em Portugal e as Associações Fazedores de Mudança (Vila do Rei), Ser Vivo (Palmela), FESCOOP (Aveiro), Wakeseed (Lisboa), Empower to Live (Lisboa) que, entre muitas e muitas outras, se distinguem pela visão e consciência transformadora dos seus fundadores.

O Império do Espírito Santo brotará do nosso interior, saltando do sonho utópico e imaginário para a realidade material, fazendo o impossível tornar-se vivo em nós e, por consequência, no mundo e num número cada vez maior de vidas oikonomicamente partilhadas.
 
Imagem
CRISTINA LEONOR PEREIRA
PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA SOCIAL E SOLIDÁRIA | LICENCIADA EM ESTUDOS CLÁSSICOS E EM FILOSOFIA
librilegendipt.wordpress.com
www.horizontesdeaprendizagem.pt

​in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Como as finanças ativam a nossa raiva

1/7/2018

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O dinheiro é um atributo que permite a troca e a concretização de objetivos e ambições, envolvendo-se diretamente com as frustrações e as interferências indesejáveis, ativando o pior do que há em nós. Por Emídio Ferra

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Basta termos a carteira escassa do valor monetário corrente e o mês ainda a meio e sucedem-se os fenómenos mais disseminado nas sociedades modernas: Frustração, impotência e raiva.
 
 As consequências destes sentimentos negativos, traduzem-se em desequilíbrios e doenças que levam famílias, grupos e populações inteiras ao ciclo da doença, derrota e da vitimização.
 
Que fenómeno é este afinal? O que define a quantidade de recursos financeiros a que temos acesso? Qual é o verdadeiro valor da nossa ação, trabalho e existência? Quem comanda esta grande máquina, que parece estar em piloto automático?
 
Estas questões, para a grande maioria, sem quaisquer respostas, mantêm as pessoas num limbo vivencial que não permite a vivificação dos mais basilares valores da vida, e que estas estejam naturalmente presentes no seu quotidiano. Referimo-nos à inspiração, criatividade, motivação, alegria e amor incondicional.
 
Como seres humanos, integrados no ciclo da natureza, onde tudo se transforma, recria e recicla, as finanças terão de se reger por essas mesmas regras, num futuro muito próximo.
 
As mudanças que temos assistido, na sequência das oportunidades geradas nas crises profundas da atualidade, têm demonstrado e viabilizado novos caminhos e maneiras de relações ecossistémicas mais próximos, tanto na economia real como na vida social, propriamente dita.
 
Novas comunidades que se insurgem um pouco por toda a parte, demonstrando ser possível criar novos formas de comunidades vivenciais e de modelos sociais mais humanizados, afloram a esperança de um futuro melhor, nos mais atentos e despertos.
 
Nestes caminhos, as finanças, ainda no ciclo da velha era, teimam em demonstrar a sua aparente firmeza, austeridade e arrogância, como qualquer ditador o faria em tempos de derrota.
 
Urge mudar o paradigma das nossas relações com o dinheiro e todo o mundo financeiro. Do mesmo modo que se trataria uma criança enfurecida e dominada pela raiva circunstancial, teremos de abordar estas temáticas sensíveis da sociedade e de nossas casas.
 
É muito importante cada um de nós dedicar a atenção e foco às finanças, olhando para esta área da nossa vida de forma afetuosa, compreensiva e eficaz, sabendo que desse modo é possível mudarmos o que em nós não queremos ter e ser, recriando uma nova vida baseada na saúde, partilha e dádiva.
 
Em breve, a nossa esperança é abordar este mesmo tema, mas afirmando: Como as finanças ativam o que de melhor há em cada um de nós.
 
Que a raiva, que afinal é um sentimento humano, não se alimente mais do bem-estar e equilíbrio que a redistribuição ineficaz da economia tem produzido.
        
Imagem
EMÍDIO FERRA
CONSULTOR EM EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO
www.empowertolive.pt
​
in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018
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