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Procrastinação e a busca de um sentido

1/11/2018

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A procrastinação pode ser considerada um problema quando afeta a nossa vida pessoal e profissional. Neste caso, é fundamental compreendermos a raiz do nosso comportamento.
Por Patrícia Pessoa


in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Procrastinação quer dizer adiamento, delonga. Significa transferir a realização de alguma coisa para outro momento. Em outras palavras, é a lacuna entre a intenção de agir e a ação.

Todos nós procrastinamos. Adiamos tarefas, importantes ou não. Deixamos para outro dia obrigações aborrecidas. Empurramos com a barriga situações com prazo determinado e outras que não têm prazo, mas precisam de solução. Por si só, a procrastinação não tem nada de anormal. Mesmo aqueles que amam o que fazem, por vezes preferem deixar o trabalho para depois.

Mas o que torna a procrastinação um problema?
Consideramos um problema, uma atitude, comportamento, pensamento ou sentimento que gera sofrimento ou conflito. Protelar a realização de uma tarefa que precisa de ser concluída pode trazer ansiedade e frustração. O tempo passa e a pessoa sente-se culpada e angustiada, muitas vezes sem compreender o que a leva a tal procedimento.

As causas deste comportamento podem ser as mais diversas, desde distrações mais interessantes, como passar o tempo na internet, por exemplo, até situações complexas, como medo de falhar, insatisfação com a vida, depressão. E é nestes casos que a terapia mostra-se fundamental, pois o sintoma sempre tem algo a nos dizer.

De um modo geral, o primeiro passo para a solução de um problema é tomar consciência dele, ou seja, reconhecê-lo como problema. Adiar atividades corriqueiras ou complexas que poderíamos resolver em algumas horas, protelar compromissos inevitáveis, são atitudes que, se transformadas em hábitos, podem provocar muito sofrimento para nós e para os que convivem connosco.

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar.” Jung
​
Algumas sugestões para amenizar a procrastinação:
- dividir uma tarefa grande em partes pequenas, de modo a criar a sensação de que a realizamos em menos tempo;
- definir metas realistas. Não adianta criar expetativas que não serão cumpridas;
- descobrir em que momento do dia pode ser mais fácil realizar as tarefas.
Não devemos esquecer, porém, de tratar do essencial, que o alvo fundamental é dar sentido profundo ao que fazemos e, ao que somos. Apenas o autoconhecimento traz o encontro com nossa alma e, por extensão, a verdadeira alegria de viver.
​
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PATRÍCIA PESSOA
PSICÓLOGA
www.akademiadoser.com/patriciapessoa
patriciapssa@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A Dissonância e a busca da Congruência

1/10/2018

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A importância de alinharmos Comportamentos, Crenças e Valores num sentido de Identidade e Propósito, que se reflita no Ambiente em que vivemos, suportados pelas nossas Capacidades e Competências. Por São Luz

in REVISTA PROGREDIR |OUTUBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Consonância vem do latim consonare, que significa soar junto. É, assim, uma harmonia estável, por oposição à dissonância, considerada um estado instável e desarmonioso, desproporcionalmente desagradável e que traduz um qualquer grau de incongruência ou incoerência.
 
Quando vemos que o ambiente que nos rodeia é de algum modo hostil, quando experienciamos situações que são incongruentes com aquilo em que acreditamos, quando temos ideias contraditórias ou incompatíveis dentro daquilo que consideramos ser o nosso modo de entender o mundo, entramos em dissociação interna – algo dentro de nós “não liga” entre si, uma ou mais partes de nós sente-se dissonante em relação ao todo. Entramos em conflito connosco mesmos.
 
Porque somos habituados a fazer de conta que “está tudo bem”, os comportamentos adotados nestas situações visam, muitas vezes, ignorar, minimizar ou tentar, como que por magia, fazer tais situações desaparecerem. Procuram-se desculpas mais ou menos justificáveis ou aceitáveis. No entanto, algo em nós não nos permite que, eternamente, procrastinemos a resolução da desarmonia. Nós somos muito mais do que os nossos comportamentos. Na realidade, o que existem são pessoas que adotam o comportamento se lhes afigura o mais ecológico num dado momento. Com a utilização dos recursos adequados, os comportamentos são transformáveis.
 
É, assim, certamente importante conhecermos as competências e as capacidades que possuímos e quais as que deveremos desenvolver. Um dos pressupostos da PNL (Programação Neurolinguística) afirma que não existem pessoas sem recursos - todos nós temos os recursos que necessitamos - existem sim pessoas que não utilizam os seus recursos.
 
Corpo e mente influenciam-se um ao outro e o inconsciente - que tem como uma das suas funções, proteger e manter o corpo na sua integridade - com o objectivo de nos mostrar que algo em nós está com falta de congruência, faz com que este comece a dar sinais, seja através do cansaço, da ansiedade, do stress e/ou queixas físicas mais ou menos graves.
 
Precisamos ter a capacidade de percepcionar o que nos falta, dispor-nos a sentir o que sentimos, ouvir o que dizemos a nós mesmos, largar as “bagagens” que já há muito deixaram de nos servir. A capacidade para ignorar aquilo que nos é realmente importante paga-se cara.
 
É ao nível dos valores e das crenças que se torna possível trabalhar o conflito. São os valores e as crenças que nos permitem saber aquilo que consideramos ser bom ou mau, aquilo que para nós está certo ou errado. Quando o nosso modelo do mundo entra em conflito com os nossos valores ou com o modelo do mundo do outro, entramos em dissonância. Conhecê-los e hierarquiza-los é o primeiro passo para nos voltarmos a “afinar”.
 
Todos sabemos que o sentido que temos da nossa Identidade advém de sabermos quem somos, com os nossos valores, as nossas crenças e as nossas capacidades, de conhecermos aquele que é o nosso propósito, a nossa razão de ser. Quando existem incongruências neste nível, é comum ouvirmos respostas vagas ou associação da identidade àquilo que fazemos. Quem seremos então, o que nos acontecerá se deixarmos de fazer aquilo que fazemos? Conseguiremos manter o ritmo e a harmonia necessária?
 
Intrinsecamente, sentimos, sabemos que temos uma Missão a desempenhar, qualquer que ela seja. Por isso nos perguntamos para quê e para quem fazemos o que fazemos? Qual queremos que seja o nosso legado? Qual é o nosso papel fundamental dentro do sistema em que nos encontramos inseridos?
 
Tal como numa pauta, para que as notas musicais façam sentido e a música seja harmoniosa, também nós, se quisermos viver de forma equilibrada, precisamos vencer a dissonância, precisamos de estar alinhados com estes vários níveis de ser e estar que operam em simultâneo e de se suportam entre si. Só estando alinhados poderemos viver de forma congruente.
 
Este é um trabalho de autoconhecimento e de potencial melhoramento e transformação pessoal. Fazê-lo representa um compromisso connosco próprios, que nos trará uma vida mais preenchida e autêntica, relacionamentos mais gratificantes E um sentido de unidade e comunhão com a Vida.

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SÃO LUZ
NLP MASTER COACH, ASTRÓLOGA
www.saoluz.com
saoluz@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR |OUTUBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Ansiedade e stress na gravidez: o que saber, o que fazer

1/9/2018

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Uma gravidez livre de ansiedade resulta do equilíbrio entre o bem-estar físico e emocional da mulher. Conheça os seis fatores que a ajudam a ter uma gravidez tranquila. Por Patrícia Lemos

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Em Abril passado, o Retrato da Saúde 2018 (uma publicação oficial do SNS) traçou-nos um quadro pouco animador relativamente às questões relacionadas com as perturbações de ansiedade no nosso país, sugerindo que somos o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais.
 
Entre 2011 e 2017, tanto os casos de depressão como os de ansiedade terão aumentado cerca de 3 pontos percentuais cada, atingindo os valores mais altos dos últimos 7 anos e a ansiedade é já a 5ª principal causa de morbilidade nas mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.
 
É nestas faixas etárias que encontramos a maioria das mulheres em idade fértil e fase reprodutiva, e estima-se que nos países desenvolvidos a prevalência das perturbações de ansiedade entre as grávidas ronde os 10-25%.
 
Mulheres crónica ou severamente ansiosas podem sentir-se emocionalmente “esmagadas” ou em fadiga extrema durante a gestação, com tendência a descurar o seu regime alimentar, a acusar alterações nos padrões de sono, inconsistências nos cuidados pré-natais e um maior risco de prematuridade e/ou de ter um bebé de baixo peso à nascença.
 
Stress e fatores de ansiedade
Importa, antes de mais, entender a diferença entre "stress" e "ansiedade".
O stress é a resposta pontual a uma pressão sentida, e que provoca - entre outras coisas - a libertação de adrenalina. Em doses saudáveis, i.e. pontuais, o stress é útil, ajudando-nos a resolver problemas, a encontrar respostas, a ser resilientes e a gerir a nossa capacidade de adaptação às circunstâncias imediatas.
 
Porém, níveis altos e contínuos de adrenalina tendem a provocar o aumento de pressão arterial e uma série de outros efeitos negativos entre os quais se conta a ansiedade - uma resposta prolongada e desproporcional a um estímulo, mesmo quando este (já) não está presente. Esta apreensão generalizada (ou medo) do que está por vir apresenta, sintomas físicos como dificuldades respiratórias, perturbações no sono, tonturas, peso ou aperto no peito, ataques de pânico, etc.
 
Podemos dividir os fatores de ansiedade na grávida em dois tipos: os externos e os internos. Entre os primeiros encontramos, por exemplo, a logística clínica e a pressão social.
 
Atualmente é fácil ver a gravidez tornar-se numa correria: uma infindável lista de coisas para fazer e comprar, datas de calendário para cumprir, controlo de peso, etc.
Com as plataformas de comunicação virtual assistimos também à pressão de ter de corresponder a uma imagem idealizada e romântica desta fase de vida (que pode oscilar entre dois espectros: a grávida "preparada", cumpridora de check lists e super-informada e a grávida "blasé", despreocupada que passa pela gravidez como se nada fosse).
 
Todas estas solicitações e regras externas tendem a ativar sentimentos (por vezes subliminares) na grávida que estão relacionados com os dois principais fatores internos de ansiedade: a "história" de cada uma e a relação que mantém com o seu corpo - uma vez que ambos modelam os comportamentos da mulher face à gravidez, ao parto e a tudo o que se lhes segue.
 
Por exemplo, uma mulher com pouca confiança no seu corpo ou que tenha ouvido más histórias de partos pode vir a recear o seu (tocofobia); outra, com questões ao nível da imagem corporal, pode não gostar do seu corpo grávido, sentindo-se feia ou desajustada, isolando-se socialmente ou alterando a sua relação com a comida; ou, é ainda possível que a relação com a sua própria mãe se apresente nesta fase como um fantasma, levantando receios e emoções ambíguas face à maternidade.
 
Estes e outros fatores de índole emocional são uma das maiores fontes de ansiedade interna e, curiosamente, nem sempre estão "visíveis" aos olhos da própria grávida.

Como reduzir a ansiedade na gravidez?
Uma gravidez livre de ansiedade é resultado de um estado de equilíbrio entre o bem-estar físico e emocional da mulher. Assim, as condições essenciais para uma gravidez tranquila passam pela gestão de seis fatores primários:
  1. Exercício físico - este continua a ser uma das melhores formas de gerir a resposta bioquímica do corpo em termos de ansiedade e apenas 23% das grávidas dizer fazer exercício diário (cerca de 30 min/dia);
  2. Regime alimentar adequado - sem oscilações entre dietas e "comer por dois", optando-se por um regime com bom aporte nutricional para as necessidades do corpo;
  3. Estabilidade e suporte emocional - equilibrar vida pessoal e trabalho, sentir-se apoiada em casa e/ou pelo médico que a acompanha; reunir, junto de fontes fidedignas, a informação que necessita para tomar decisões relativamente à sua gravidez, parto e entrada nos meses de maternidade;
  4. Criação de estruturas de apoio para o pós-parto - muitas vezes descurado, o pós-parto pode ser um desafio inesperado e fonte de sentimentos contraditórios, fadiga e ansiedade, sobretudo quando a mulher não tem em seu redor uma rede de apoio logístico e emocional;
  5. “Me time” - tempo para cuidar de si enquanto mulher, e não só enquanto mulher grávida/futura mãe. Fazer coisas por si e por prazer.
  6. Endereçar fatores internos - a gravidez é, se quisermos, um convite a um mergulho no nosso interior. Com ela, podem vir ao de cima sentimentos de dúvida, incapacidade ou desadequação, e medos adormecidos. Estes devem ser identificados e devidamente trabalhados (com ajuda profissional, se necessário) para que não se tornem numa fonte silenciosa de ansiedade. 
 
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PATRÍCIA LEMOS
HIPNOTERAPEUTA E EDUCADORA DE SAÚDE MENSTRUAL E FERTILIDADE
www.circuloperfeito.com
patricia@circuloperfeito.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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O Poder da Partilha

1/8/2018

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Nos dias de hoje, encontramos na partilha um portal que nos leva a uma dimensão que vai para além do simples ato de dar. Uma forma de experienciar um novo elixir para alma.
Por Isabel Portugal


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Consegue imaginar um ginásio onde a prática seria exercitar a partilha?
O que ganhávamos com este exercício?  
O benefício de partilhar torna-se mais enriquecedor que o benefício de não o fazer. 
 
Imagine então partilhar como se sua vida dependesse disso... 
Calcule que seria possível encontrar na partilha um caminho, de autoconhecimento e de valorização pessoal ou profissional, ou até de auto cura em alguns casos.  O conceito de partilha assumiria certamente um novo lugar nas nossas vidas.
 
Quando partilhamos ficamos mais ricos geramos um valor que ainda não existe, nem em quem partilha, nem em quem recebe. Uma sinergia só possível com o ato de partilhar.
 
“Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma ideia e troca com outra pessoa que também tem uma ideia, cada um fica com duas.”Confúcio
 
O benefício de partilhar torna-se então mais enriquecedor do que o de receber. Na medida em que quando partilhamos os nossos recursos mais profundos e que os utilizamos a nosso favor, reconhecemos que o que nos fazemos de bem sai reforçado quando ajudamos, elevamos e estimulamos simultaneamente os outros a encontrarem o seu bem.
 
O resultado do que damos e do que recebemos vai muito para além do resultado que obtemos quando possuímos algo que é cumulativamente nosso. 
 
Existem inúmeras formas de definir partilha. Partilha é conexão, é crescimento, é evolução, é felicidade.
 
Partilhar é comunicar, envolver, inspirar e acrescentar. É fazer alguém evoluir com um pouco do que também é nosso. 

Se partilhar é tudo isto e muito mais, porque será tão difícil para alguns desenvolver o ato de partilhar?
 
Quando falamos por exemplo em partilhar conhecimento, conceitos ou opinião acerca de algum tema, na maior parte das vezes não acontece. Não porque não queremos, mas sim porque deixamos emergir a dúvida e o medo da comparação e do julgamento.

Quando aprofundamos este pensamento no mundo profissional e empresarial, os receios saem reforçados. Não se partilham sucessos ou mesmo insucessos, ideias ou estratégias com medo de sermos ultrapassados ou criticados. Desta forma, permanecemos reféns das regras e crenças que cultivamos em nós em relação ao ato de partilhar.
 
Cristalizamos esta crença limitadora de que partilhar algo, como por exemplo o conhecimento, poderá não ser para nós.
 
Resultado: Ficamos mais pobres e os outros também. Não damos assim origem à magia que acontece quando se partilha.
 
Muitas das vezes alimentamos o nosso diálogo interno. Diálogo que teima em dizer-nos que não temos nada mais a acrescentar sobre determinada teoria ou conceito.
 
Frequentemente não valorizamos a ideia de que a forma como partilhamos per si, gera um valor acrescentado.
 
Onde não há partilha não acontece evolução, envolvimento e inspiração. 

Urge saber partilhar!
 
Saber receber de quem partilha é também em si uma arte. O conceito é saber receber humildemente de braços abertos e de coração cheio.
 
Partilhar sorrisos, partilhar emoções, partilhar abraços, partilhar amor, generosidade e alegria. Partilhar a nossa presença e sabedoria, partilhar esperança, partilhar sonhos, partilhar conhecimento, partilhar êxitos, partilhar silêncios. Enfim...Partilhar!
Quando o fazemos, experienciamos algo que só se conseguimos assim.
 
Imagine agora, na sua linha do tempo, um caminho repleto de partilha e um outro onde a mesma não teria oportunidade de acontecer.
 
Onde é que cada um dos caminhos o faria chegar?
Em cada um deles o que teria aprendido?
O que teria tido a oportunidade de ver, ouvir e sentir?
 
Agora fica uma dica que pode seguir:
Sempre que por resistência, sentir dificuldade em partilhar, tenha sempre bem presente que haverá alguém que nesse exato momento está a precisar de ouvir, sentir ou ver o que tem para partilhar. 
 
Partilhar acrescenta! 
partilhe! 

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ISABEL PORTUGAL
COUNTRY MANAGER MULTINACIONAL MODA FEMININA
OWNER & TRAINER PROJECTO BE YOU
COACHING & HIPNOSE TERAPEUTICA
www.isabelportugal.com
geral@isabelportugal.com

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Canalizar positivamente um dia de raiva

1/7/2018

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A raiva é sentimento tão forte que nos traz um conjunto de outras emoções. Aprender que nada controlamos é uma das formas que nos auxilia a canalizar positivamente a energia da raiva.
​Por Carla Melo


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Recordam-se daquele filme “Um dia de raiva” que passou nos cinemas no início dos anos 90?
​
Michael Douglas interpretou a personagem principal, William Foster. O filme passava-se em torno deste homem, aparentemente, um cidadão normal que, de repente, perde o emprego, não consegue reconhecer a situação de divórcio pela qual atravessa e que pretende estar presente no aniversário da filha, não o estando a conseguir devido a uma série de peripécias que lhe vão acontecendo. Perante esta situação, a personagem representada por Douglas, colapsa psicológica e emocionalmente, através de um acesso de raiva, deixando-o capaz de destruir meia cidade de Los Angeles.

A raiva é uma emoção assim, forte, destrutiva. É aquele sentimento que nos surge por nos mostrar a nossa falta de capacidade de controlo das coisas.

Vivemos com a falsa sensação de que controlamos o emprego, as relações, os sentimentos, enfim, a vida. Esta necessidade de controlo dá-nos a sensação de segurança tão necessária para vivermos com tranquilidade.

Quando nos começam a acontecer dissabores na vida, situações não planeadas, como mudanças no emprego ou mesmo a sua perda; relações que não acontecem como se esperava; o sentimento de impotência começa a aflorar sob a forma de raiva.

A raiva em doses q.b. pode ser propulsora de mudanças importantes na nossa vida. Dá-nos o impulso para virarmos alguma página mal acabada. Contudo, em excesso desencadeia uma série de outras emoções e situações que nos afetam bastante negativamente, como por exemplo, entramos em stress, ansiedade e poderá conduzir-nos, também, a um quadro depressivo. Aquela emoção, por a percecionarmos como negativa, procuramos escondê-la. Muitas vezes guardamo-la bem fundo num cofre, no nosso interior e deitamos a chave fora.

A raiva é uma emoção com uma energia tão forte que quando guardada vai-nos corroendo por dentro. Lidar com esta emoção no feminino torna a tarefa menos fácil, pois as meninas são educadas a não mostrar emoções agressivas, sendo a sociedade um pouco mais permissiva, neste aspeto no que diz respeito aos meninos. Apesar da diferença, ambos os géneros podem ser fortemente afetados pelas consequências de não saber lidar com esta emoção nas suas vidas.

Então, dependendo da condição de cada um de nós e da sua fragilidade física e/ou emocional, começam a surgir mazelas como dores de cabeça idiopáticas, úlceras, ou depressões, por exemplo.

Como podemos controlar uma emoção que surge precisamente por nos mostrar que não controlamos nada nas nossas vidas? Simplesmente, não controlamos! Afinal, ela mostra-nos isso mesmo, a nossa impotência.

Será possível lidar com emoções tão fortes como a raiva sem termos de destruir meia cidade como no filme ou uma parte da nossa saúde?

Penso que a forma de o fazer é precisamente aceitarmos, de coração aberto, que não controlamos nada. A aceitação de nós mesmos com tudo o que encerramos de bom e de menos bom em nós. Percebermos e abraçarmos a nossa fragilidade enquanto seres humanos. E fazê-lo desde o nosso interior mais profundo.

Parece utópico. Acredito que não o seja, pois já temos tantos estudos, informações e práticas para trabalhar o nosso desenvolvimento pessoal e nos auto conhecermos que será uma questão de arranjarmos algum tempo para nós e de nos predispormos a trabalhar interiormente todos os nossos lados, aceitando-os como nossos e procurar aprender a canalizar este sentimento de forma positiva.

Não vamos controlar o incontrolável. E a raiva é isso mesmo, uma emoção que é para deixar fluir, desde que não seja seguida pelos sentimentos de culpa e de vergonha por nos termos mostrado mais frágeis ou simplesmente, por termos mostrado que somos seres humanos.

Existem várias estratégias para lidarmos com este sentimento de raiva, na tentativa de o canalizar positivamente e a nosso favor ou que nos ajudarão a relativizar a situação que nos conduziu a um estado de fúria. Alguns exemplos são: praticar desporto; gritar do cimo de uma montanha ou para uma almofada; falar o que vai na alma à frente de um espelho; permitir-se chorar; conversar com uma pessoa amiga, familiar ou com um terapeuta; caminhar ou correr na Natureza, sentido os aromas e as cores; ou caminhar descalço num jardim.

Para conseguirmos lidar com este sentimento, cabe a cada um de nós procurar encontrar a sua forma de libertação, deixando a raiva fluir, sem causar perturbação nos que o rodeiam ou pelo menos minimizando as consequências da sua manifestação.

O importante, é não esquecer que não controlamos nada e que devemos procurar abraçar a nossa fragilidade, aceitando-nos tal como somos.
​
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CARLA MELO
PROFESSORA, HOMEOPATA E FACILITADORA TRANSPESSOAL DE CÍRCULOS DE MULHERES
homeoinsight@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A Ditadura da Coerência

1/6/2018

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As experiências de vida, o percurso pessoal e o contexto vivencial específico de cada indivíduo são percursores de mudanças no paradigma de valores pelos quais se rege, no que acredita ou no que sente. E, caso sejamos coerentes e verdadeiros com quem somos, em cada momento do nosso percurso, iremos inevitavelmente, desenvolver atitudes e comportamentos diferentes dos que tínhamos em etapas de vida anteriores. Por Fátima Figueiredo

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Numa abordagem psicológica, considera-se que alguém é coerente quando age de acordo com os seus princípios e valores. Quando um indivíduo expressa algo que o seu comportamento não acompanha gera-se uma contradição que provoca no seu interlocutor uma sensação de incoerência ou desfasamento entre o princípio evocado e a ação.

 A coerência carateriza-se por uma sincronia entre o que o indivíduo sente e pensa e a forma como age e se comporta. Esta sincronia entre o pensar/sentir e o agir/comportar é determinada pelo locus de coerência interior, ou seja, quando o indivíduo age em conformidade com os valores pelos quais se rege, cria-se uma perceção de «verdade» na relação entre o seu comportamento e o seu «eu interior».

Por exemplo, se um sujeito valoriza a solidariedade social, poderá retirar um profundo sentido de realização pessoal ao exercer algum tipo de trabalho voluntário na comunidade. Este comportamento aproxima a realidade do indivíduo dos seus valores, contribuindo para acentuar uma sensação de continuidade entre o que pensa e o que faz.

A perceção de se ser coerente em relação ao seu «eu interior» tem repercussões nas escolhas e opções que cada indivíduo faz relativamente às dimensões fundamentais da vida, sendo evidentes algumas vantagens deste locus de coerência interna, nomeadamente a possibilidade de criar e desenvolver relações sinceras e promotoras de harmonia, já que as escolhas de vida são feitas em função dos valores que o individuo privilegia e que contribuem para o seu bem-estar.

Um indivíduo que valorize como pilar fundamental a liberdade, poderá optar por direcionar a sua vida profissional para a criação do próprio negócio, condição que lhe permitirá tomar decisões e optar pelo rumo que pretende imprimir à gestão. Se o mesmo sujeito optar por uma profissão sem autonomia, na qual dependa permanentemente das decisões de terceiros, onde não possa imprimir a sua criatividade pessoal, provavelmente sentir-se-á pouco realizado e sem possibilidade de crescimento profissional.

Agir em conformidade com o locus de coerência interior é um fator potenciador de saúde mental, que permite alcançar maior conhecimento de quem é, do que precisa, do que gosta e de para onde se quer dirigir.

Numa análise ao impacto social, a coerência revela ser uma caraterística claramente compensatória, já que tendemos a considerar como mais credíveis as pessoas que consideramos agirem em função do que pensam. Também valorizamos a informação que recebemos de pessoas consideradas credíveis, em detrimento da que nos é veiculada por outras fontes.

Mas nem sempre é fácil ser verdadeiro e agir em conformidade com o nosso eu interior. Existe, efetivamente, um preço a pagar pela ditadura da coerência imposta pelos outros, ou seja, pelo locus de coerência externo. Poderemos sentir, em certos momentos, uma pressão exterior dos que nos rodeiam para que mantenhamos o mesmo rumo de vida, quando este já não espelha o nosso genuíno «eu interior».

A experiência de vida, o percurso pessoal e o contexto vivencial específicos conduzem a mudanças que se podem refletir no paradigma de valores pelo qual nos regemos, no que acreditamos ou no que sentimos. E, caso sejamos coerentes e verdadeiros com quem somos, em cada momento do nosso percurso, iremos inevitavelmente, desenvolver atitudes e comportamentos diferentes dos que tínhamos em etapas de vida anteriores.

Por exemplo, um apreciador da alimentação rica em petiscos pouco saudáveis e do convívio social ao redor da mesa pode, a determinado momento, desenvolver valores que se sobreponham aos previamente instalados, priorizando por exemplo a preocupação com a saúde, optando por um regime alimentar mais saudável e pela prática diária de exercício físico. Esta mudança, aparentemente simples, na hierarquia de valores de um sujeito pode suscitar no grupo social que mantém os comportamentos anteriores (organização de convívio à volta dos petiscos) movimentos de apoio e encorajamento ou, pelo contrário, de crítica, rejeição e distanciamento.

Estas mudanças interiores, que se repercutem na exteriorização de novas facetas do nosso «eu interior» podem ser alvo de crítica social por parte de quem nos rodeia e possui expetativas acerca da constância do nosso comportamento, nomeadamente amigos, familiares ou mesmo colegas de trabalho. Essa crítica, reveladora da expetativa de uma coerência estática, formatada à medida da leitura que o grupo social faz de cada indivíduo, não contempla a mudança interna inerente à idiossincrasia do percurso de cada um.

De facto, podemos afirmar que existe um preço a pagar por nos assumirmos coerentes na medida do nosso locus de coerência interior. Esta coragem de agirmos com verdade implica aceitar lidar com as desilusões dos outros relativamente a nós, com os juízos de valor e com a incompreensão.

A coragem de ser verdadeiro, de agir em coerência com o que se valoriza, sente e pensa, implica lidar com o medo ser rejeitado pelos outros, de ser alvo de juízos de valor considerados injustos, de sentir que se deixou de pertencer a um determinado meio onde antes nos sentíamos parte integrante.

Esta coerência interna é percursora de crescimento pessoal, feito inevitavelmente de escolhas por vezes difíceis, mas que nos aproxima de um estado de equilíbrio e do conhecimento mais profundo de quem efetivamente somos.

No reverso da medalha, é de extrema importância mantermos presente que os outros também percorrem um caminho pessoal, único, repleto de experiências e circunstâncias ímpares. E, como nós, também os outros, mesmo os que conhecemos há muito tempo e de quem esperamos, irrealisticamente, uma constância absoluta, vão crescer, aproximar-se do seu «eu interior» e mudar de convições, atitudes e comportamentos.

Esta aceitação da mudança interior dos outros, que não deve de forma precipitada avaliada como incoerência, poderá ser facilitadora do desenvolvimento pessoal e da felicidade destes. A segurança que encontramos na coerência que exigimos aos outros, pode, em muitos casos, ser contrária ao crescimento pessoal de quem gostamos.
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FÁTIMA FIGUEIREDO
PSICÓLOGA CLÍNICA
www.fatimadfigueiredo.wixsite.com/fatimafigueiredocons
consultorio.fatimafigueiredo@outlook.com

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

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A Ginástica da Atenção

1/5/2018

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Os estudos dizem que, em 50% do tempo, as pessoas vivem em piloto automático. Para fortalecer a sua capacidade de estar presente, precisa praticar a atenção plena. Saiba um pouco mais sobre esta ginástica da atenção. Por Ana Teresa Silva

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​“A qualidade da nossa atenção determina a qualidade dos nossos resultados” Otto Scharmer
 
Diga-me uma coisa. Em casa de manhã, desde o levantar até sair, no carro ou nos transportes públicos, no trabalho de manhã, de tarde, a ir buscar os filhos à escola, em casa à noite até se deitar, onde anda você, a sua mente? O quanto está realmente presente?
 
Pesquisadores da Universidade de Harvard estudaram 2.250 pessoas e concluíram que o estado habitual de distração ocupa aproximadamente 50% do nosso tempo. Ou seja, 50% do seu tempo pode andar em piloto automático, com a sua mente ocupada, não no momento presente, mas a pensar nalguma tarefa futura, lembrança do passado, ou mesmo perdida no mundo do imaginário. Acha que é o seu caso?
 
Apesar desta capacidade de operarmos em piloto automático ser uma vantagem evolucionária, o problema é que viver em demasia nesse estado traz muitos prejuízos. No mesmo estudo concluíram que somos mais infelizes quando estamos distraídos, para além de que somos menos eficientes na execução de tarefas, vivemos mais ansiosos (pensamentos sobre o futuro) com tudo o que isso implica para a saúde e temos mais tendência para a depressão (pensamentos sobre o passado).
 
Ora, é neste reconhecimento que a mente humana é uma mente dispersa, e uma mente dispersa é uma mente infeliz, que deparamos com a importância de exercitar a atenção plena, ou seja, de viver conscientemente o aqui e agora de forma plena e intencional. Por outras palavras já usuais, é essencial aprender a viver numa atitude mindful. Só que para diminuir aqueles 50% habituais de distração a que a sua mente está habituada, e fortalecer a sua capacidade de estar presente, consciente de si mesmo e do seu impacto sobre os outros, sensível às suas reações e situações de stress, é necessário praticar essa atenção plena um pouco todos os dias. E olhe que esta ginástica da atenção, chamemos-lhe assim, não é diferente de aprender um novo desporto, uma nova língua ou tocar um instrumento musical: exige disciplina, regularidade e tempo de prática.
 
Está preparado?
 
Como diz Eckhart Tolle:“Estar identificado com a mente é estar preso ao tempo. É a compulsão para vivermos quase exclusivamente através da memória ou da antecipação”.Ao pensar repetidamente no passado e ao criar constantes preocupações sobre o futuro, não permite que o presente seja o principal foco do seu pensamento.O grande desafio e convite das práticas de Atenção Plena é o conseguirmos trazer para as nossas relações e atividades do dia a dia, que geralmente executamos de forma automática e inconsciente, as qualidades de presença, abertura e atenção àquilo que se passa dentro e fora de nós.
 
Comece logo ao acordar. Em vez de levantar-se num impulso, permita-se despertar de forma gradual e com atenção na sua respiração, no seu corpo. Esteja presente ao lavar os dentes. No trânsito. A comer, saboreando cada garfada. Pode até usar sons habituais, como seja o toque do seu telemóvel, para, sempre que tocar,aproveitar para voltar ao momento presente, se lá não estiver,e fazer check-in do seu corpo, dos seus pensamentos e emoções. Durante uma semana, pode tentar reparar nos sons que todos os dias ignora, noutra semana, pode reparar nos cheiros à sua volta, noutra, pode reparar no rosto de toda a gente com quem fala.
 
Seja criativo nas práticas diárias de atenção plena, pois quando transformarmos a nossa forma de perceber o que nos rodeia, melhoramos a nossa qualidade de vida;ficamos mais tranquilos, melhoramos o nosso relacionamento com os filhos, que também serenam, baixamos níveis de stress, ansiedade,reforçamos o sistema imunitário, aumentamos a capacidade de concentração, melhoramos a memória, a capacidade de solucionar problemas e há até quem consiga perder peso, visto que potenciamos uma atitude consciente face à alimentação.
 
Por fim, um outro elemento essencial da atenção plena é a “emoção plena”. Em inglês, mindfulness (mind – mente) e heartfulness (heart – coração). Há mesmo quem diga que a atenção plena e a emoção plena são como as duas asas de um pássaro, pois é aqui que ampliamos - pela maior empatia, escuta ativa e compreensão -a nossa capacidade de nos relacionarmos com os outros harmoniosamente e de nos conhecermos melhor. Experimente. Comece já hoje a surpreender-se com tudo o que lhe traz o aqui e agora em verdadeira presença. Vai valer a pena.
​
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ANA TERESA SILVA
LIFECOACH, PRACTITIONER DE PNL E PSYCH-K®
www.about.me/anateresasilva
www.anateresasilva.com/life-coach
coaching@anateresasilva.com

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018
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Qual é o seu porquê?

1/4/2018

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Quando estamos perante momentos de mudança é importante ter clareza do nosso porquê. Este porquê pode muitas vezes ser o nosso farol, que nos guia e que nos ajuda a superar as dificuldades, os medos e as dúvidas. Por Lígia Silva

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

“Ele estava prestes a entrar em palco, sabia que aquela era uma oportunidade única, mas o medo não lhe permitia usufruir dessa experiência. Sentia o coração a bater muito depressa, a boa seca e as mãos a tremer. Se aquele era o momento para ele sentir coragem, ele não o estava a conseguir. Até que naquele instante se recordou do porquê. O porquê de ter escolhido dar esse passo, o seu filho. Ele sabia dentro dele que independentemente do que acontecesse pelo menos mais tarde ele poderia dizer ao filho para ultrapassar os seus maiores medos, pois ele também o tinha feito. “
 
Não sei se já aconteceu consigo, mas ao longo da minha vida defini objetivos, comportamentos ou ações em que no inicio estava cheia de força para implementar, mas depois por alguma razão “lógica” não o fiz, ou não consegui dar o passo ou não consegui manter. Em tantos momentos, sabia que tinha que cuidar mais de mim, da minha autoestima e do meu amor próprio e não o fiz. Em tanto momentos sabia que tinha de começar a ter comportamentos diferentes para atingir aquilo que queria, mas não o fiz.   
 
Acredito que em muitos momentos da nossa vida, estamos no meio de uma ponte. Num lado temos o mesmo comportamento, caminho, pensamento ou ação de sempre, em que já sabemos qual é o resultado que obtemos, ao escolher esse caminho, por vezes este caminho leva-nos para o não enfrentar dos nossos medos. Nessa mesma ponte, existe um outro lado, um caminho novo, um comportamento novo, uma ação nova. Mas ao avançar nessa direção não sabemos qual é o resultado. Existe nevoeiro e não sabemos o que pode acontecer, sentimos medo ou então uma enorme resistência em experimentar.

O que nos faz avançar por esse caminho que não conseguimos ver com clareza?
Um PORQUÊ emocionalmente forte!
Cada um de nós tem o seu porquê.  O porquê é aquilo que nos impulsiona avançar mesmo sentindo medo. É aquilo que nos ajuda avançar pelo meio do nevoeiro, pelo caminho que não conhecemos e a manter a consistência de novos comportamentos, de novas ações, de novos pensamentos.

O grande desafio é que normalmente não o utilizamos como uma ferramenta para alavancar os nossos resultados, ou simplesmente para nos ajudar a enfrentar aquilo que nos deixa mais desconfortável.

Acredito que esta é a variável determinante, que nos pode ajudar a fazer as mudanças que queremos e acima de tudo a manter a sua consistência. O nosso porquê tem que estar presente quando recebemos um não, ou quando a nossa expetativa não se concretiza. O nosso porquê tem que estar presente quando a dúvida se instala.

Um porquê emocionalmente forte é a gasolina que o nosso carro necessita para se manter em movimento, rumo ao destino que eu quero.

Por isso se está num momento da sua vida em que está no meio da ponte, identifique o seu porquê, e usa esse porquê no seu dia-a-dia, sempre que sentir medo, sempre que sentir dúvida.

Para descobrir o seu porquê, coloque a si próprio as seguintes questões:
Porque é tão importante para mim fazer esta mudança?
Porque é tão importante para mim avançar por este caminho que não conheço?
Porque é tão importante para mim começar a cuidar de mim?
Qual é o exemplo que estou a dar se fizer esta mudança?
Quem posso influenciar com esta mudança ou com este novo caminho, comportamento?
Com quem poderia partilhar mais tarde esta experiência?
Após responder a estas questões, perceba o que ressoa mais em si, nesse instante está bastante próximo do seu porquê!
Espero que este artigo o ajude no seu dia-a-dia.
Um beijo enorme e até já! 
​
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LÍGIA SILVA
LIFE COACH E TERAPEUTA
www.ligiasilva.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Impermanência, o fluir da Vida

1/3/2018

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​Por mais estática e fixa que queiramos que a Vida seja, a fluidez natural e necessária ao funcionamento do Universo não deixa. Por isso é vital aceitar a impermanência da Vida.
Por Carmen Krystal


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Todos os dias, a cada hora, minuto e segundo, há mudanças a ocorrer, há imprevistos, há novos desafios que levam ao movimento da vida e que, o próprio movimento da vida também faz ocorrer. No entanto, na mente do Ser Humano, continua a existir a ilusão de que tudo deveria ser estático, parado, constante e sem mudanças. Nada deveria fazer-nos sair da nossa zona de conforto nem provocar desequilíbrios no nosso estado emocional, pois tudo deveria ser sempre a favor do conforto emocional que procuramos sentir constantemente.

Acontece que vivemos integrados num Universo que de estático nada tem e onde todos os corpos se movem a um ritmo próprio. Todas as galáxias sabem para onde vão e como vão, todo o movimento das estrelas, dos planetas, asteróides e tudo o que compõe o cosmos, por muito que aparentem estar parados, seguem um fluxo de movimento organizado e constante, e cuja fluidez é deveras importante que seja mantida para que tudo esteja em equilíbrio.
 
Se estamos integrados neste Universo, nada em nós pode ser permanente, nem estar parado. Basta pensar no funcionamento do nosso organismo. O nosso coração bate sem o mandarmos, a respiração flui sem pensarmos que precisamos de respirar, o liquido cefalorraquidiano segue o seu ritmo próprio para alimentar e equilibrar o nosso sistema nervoso. O sangue circula, os órgãos trabalham cada um na sua função como uma equipa para que a máquina orgânica esteja sustentada e operacional. Tudo seguindo uma fluidez natural.
 
Quando pensamos no conceito de fluir, regra geral a imagem que nos ocorre é a água a correr. Um rio a correr para o mar, contornando todas as barreiras e obstáculos é o maior exemplo de fluidez. A força e ao mesmo a tranquilidade são caraterísticas dessa fluidez. A excelência da vida está em aprender a viver de acordo com este fluir natural que ocorre em qualquer circunstância, assim estejamos nós focados naquilo que é realmente importante.
 
Marco Meireles partilha como conseguir esta maravilha no seu livro o Plano A de uma forma simples e muito objetiva, de acordo com o estudo do investigador e professor de psicologia e gestão, Mihaly Csikszentmihalyi. “Na experiência de fluxo as pessoas vivem o momento de forma tão profunda e sentem-se tão completamente em controlo, que o seu sentido de tempo, de lugar e até de «eu» se dissipam.”
 
Grandes empresas como a Microsoft e a Toyota compreenderam que criar ambientes propícios à criação de fluxo, ajuda as pessoas a alcançar a mestria, aumenta a produtividade e a satisfação do trabalho. Ajuda, mas não faz tudo. A experiência do fluxo em si depende de cada um dos trabalhadores assumir a responsabilidade de se permitirem fluir na onda. Assim é também na nossa vida pessoal e com tudo o que nos acontece: assumir a responsabilidade do nosso caminho, usar a força para avançar, mas manter a tranquilidade para o fazer de forma serena e de acordo com os objetivos pretendidos é tudo uma questão de escolha. É desta forma que, mesmo quando há obstáculos, conseguimos aceitá-los e lidar com eles como apenas algo a contornar e não como entraves, porque acabam por fazer parte do percorrer do caminho e trazer aprendizagem, naturalmente.
 
Quando não se aceita a fluidez da Vida, acontece a frustração.
Filosofia de vida é a expressão que serve para descrever um conjunto de ideias ou atitudes que fazem parte da vida de um indivíduo ou grupo. Se a impermanência é o que mais existe na vida, porquê escolher filosofias de vida que vão contra a natureza do Universo? Não faz sentido! O respeito pelo funcionamento natural das coisas é a base para que a vida corra como tem de correr, de acordo com todas as leis do Universo e todas as regras da existência em equilíbrio.
Viver em sintonia com o Fluxo, é viver o presente e deixar a vida acontecer de acordo com o que é importante em cada momento. Manter o foco no caminho a construir e nos objetivos a alcançar é deveras importante. Na natureza temos um excelente exemplo: os Pinguins. Quando sentem o gelo a partir por baixo das patas, sabem que têm de partir rumo a mais um ciclo de procriação e busca de alimento.
 
Não é preciso obsessão nem excesso de preocupações e exigências pois com stress efetivamente é mais provável que a sincronização desapareça e não se faça as escolhas certas nos momentos certos para alcançar as metas certas. Porque quando algo falta no presente há um bocado de futuro que não acontece. Mas é muito mais saudável viver numa filosofia de vida onde o erro também é aceite, onde o imprevisto também tem lugar e a vida gera tudo o que é preciso para lidar com todas as situações do que estagnar ao mínimo pormenor de dificuldade.
 
É por isto que a Fé é importante na vida e está de mãos dadas com a Impermanência. Ter fé não é acreditar que vai acontecer o que nós queremos, mas sim, confiar que vai acontecer o melhor para nós, seja isso o que for. Confiar no fluxo da Vida e aceitar a impermanência do Universo é exercer a Fé ao mais alto nível. E viver numa filosofia de vida onde a fé impera trará sempre bem-estar e satisfação ao Ser Humano. 
​
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CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA, REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
terapias.carmenkrystal@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Julgamos que Aceitamos mas, Não Aceitamos que Julgamos

1/2/2018

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Parecemos peritos em julgamentos e quase que condenados a julgar, mas haverá outra escolha? O que ganhamos ao ir por este caminho?Aceitar o julgamento é uma escolha. Continuar a julgar é uma opção.Quando a consciência se instala e se ganha perceção, a magia acontece. Aceita o julgamento. Confia. 
Por Joana Costa Meira 


in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Julgamo-nos, julgamos os outros, julgamos o mundo!

Julgamos que sabemos, julgamos que queremos, julgamos que conhecemos, pedimos que não nos julguem e, até assim, estamos a julgar!
​
A vida do dia-a-dia corre cheia de pressa e, pelos intervalos, lá vamos nós julgando, aqui e acolá, este ou o outro.

O que nos faz perder o nosso precioso tempo (que parece cada vez mais escasso!!) nesta tendência que nos envolve e absorve de querermos controlar tudo e todos, de querermos colocar o nosso mundo ‘à força’ em mundos que, muitas vezes, nem são os nossos?

Engraçado, não é? Queixamo-nos do tempo, mais precisamente da falta dele, do pouco tempo que temos, mas, nem assim, paramos de tentar opinar em relação a este nosso mundo e até outros que podem ou não existir!

Olhamos para a pessoa e já não vemos a pessoa, vemos o comportamento que julgamos!
Olhamos para um desafio e não fazemos por procurar uma solução, julgamos e opinamos com o nosso melhor vocabulário acerca do que foi ou podia ter sido (normalmente entre o mau e o péssimo).

Estamos com alguém e, já não criamos empatia, já não sentimos o que ela sente, julgamos o que ela sente e descrevemos sim, como se ‘deveria’ sentir.

Baloiçamos entre provas e provações, entre julgamentos e opiniões que nos desgastam e colocam um filtro tão pesado nestas nossas vidas.

O que estamos a ganhar com estes comportamentos?

O que ganhamos quando nos cobramos, quando nos impomos, quando tiramos partido, quando aplaudimos e somos a pancadinha nas costas’?

 Quando condenamos e desvalorizamos o que por nós passa, o que a nós chega?

Vivemos numa sociedade em que tudo temos e nada nos satisfaz, numa sociedade em que as pessoas têm tecnologia, acessibilidade a tanta informação e, no meio de todas estas distrações, perdemo-nos do mais importante: Da aceitação. De nós.

O mundo que nos acolheu leva-nos hoje para longe de ‘nós’ e, talvez seja por este motivo, por nos encontrarmos perdidos (embora ocupadíssimos!!!) nesta viagem que é a vida que, quando temos oportunidade, numa situação ou relação que nos envolve, libertamos aquilo que, tantas vezes não conhecemos conscientemente.

Parece que, aproveitamos esses mesmos momentos para nos mostrarmos ao mundo e deixar sair aquilo que vamos acumulando e empurrando para baixo, o que vamos calando e preferimos não conhecer, não vá atrapalhar na rotina do dia-a-dia.

No fundo, estes julgamentos, talvez sejam o escape da nossa consciência, o nosso grito de alma a querer dar-se a conhecer, a querer mostrar-nos quão desalinhados andamos com a nossa essência, com o que nos move!

Talvez pudéssemos escutar e agradecer em vez de contrariar e julgar o que de nós vem, o que de nós, nos chega.

Todos os dias acontecem situações e momentos que preferíamos que fossem diferentes ao julgar? Ao puxar pela minha veia do mal e colocar-me naquele estado inseguro-desconfiado-inflamável o que ganho com isso?

Julgamos os outros, o mundo lá fora e esquecemo-nos de como todo esse mundo, tudo aquilo que temos e vemos diante de nós, não é mais que o nosso reflexo.

Perdemo-nos nas críticas, quando nos poderíamos encontrar nesses mesmos critérios que tanto nos incomodam e fazem saltar a tampa!

Criamos estádios de frustração, alteramos comportamentos, tornamo-nos sisudos, tristonhos e inflamáveis, quando somos nós, quando é a nossa essência que se expressa em cada diálogo, em cada gesto, em cada relação.

Temos receio de não ser suficientemente bons, de não sermos suficientemente competentes, carinhosos e valiosos e, é esse medo que nos leva a reagir. É esse medo que nos leva a reagir!

A vida acontece, as situações mudam, os desafios transformam-se e nós reagimos.

Já ninguém responde, já ninguém se ouve. Só se reage.

Vivemos num piloto automático em que as escolhas já não parecem opção, em que tudo parecem ser deveres, preconceitos e suposições.

As nossas escolhas e as nossas decisões são quem nos guia, quem nos coloca no caminho.

Todos os dias escolhemos, em todos os momentos de cada dia tomamos decisões, mais ou menos conscientes, com mais ou menos interferência no nosso dia-a-dia, na nossa vida.

É num ‘sim’ ou ‘não’ que fazemos a diferença. É num ‘vou’ ou ‘não quero’ que entramos no barco ou saltamos fora.

Parece ser algo demasiado decisivo e importante para que deixemos de parte, para que votemos em branco e nos ponhamos em jeito de seguir numa viagem que não é a nossa.

Fluir é deixar ir. Que seja essa a tua escolha, deixar ir, que seja escolha ir ou não ir.

É ao ouvirmo-nos, ao seguirmo-nos, ao respeitar o que em nós grita que fazemos a verdadeira escolha, a escolha que acalma o coração.

Quando paramos e tomamos consciência de nós, quando nos conhecemos e nos respeitamos, será isso que vamos refletir em cada gesto, em cada sorriso, em cada momento.

Quando nos permitimos ser nós, sem condenações e julgamentos, damos espaço à aceitação e amor. Acolhemo-nos e temos compaixão por nós, como de se de outra pessoa se tratasse. Somos amor e transbordamos amor. Quando assim é, o julgamento dá lugar à aceitação, ao abraço.

Julgar é uma estratégia. Julgar é uma ferramenta. É espelho de nós, reflexo no mundo.

Julgar pode até ser inevitável, mas, que depois de hoje, jamais deixe de ser consciente. Que julgar seja, depois de hoje, passo no caminho da aceitação, que seja lição que virou bênção.
​
Que o julgamento a partir de hoje, a partir de agora, seja aceite e que dele consigamos tirar o melhor fruto e sabor. Que, dessas sementes nasça a planta mais forte e vivaz, nasça a árvore que se verga quando precisa de mergulhar no rio para dele se beber e, que a mesma árvore seja capaz de se erguer e se abrir aos céus para se aquecer quando o Sol parecer não chegar a terra firme. 
​
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JOANA COSTA MEIRA
ENFERMEIRA, LIFECOACH, PRACTIONER DE PROGRAMAÇÃO NEUROLÍNGUISTICA
E CRIADORA DA MISSÃO PICK A DREAM
www.pickadream.pt
www.instagram.com/pickadream.joanameira

​in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018
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