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Estar zangado ou Ser zangado?

1/4/2019

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Onde começa e onde acaba a violência? Em que lugar interior está essa Consciência? Na aceitação do que Somos, colocamos o olhar do coração e aquilo que poderia ser bélico pode ser manifestado em entendimento. ​Por Carolina Carvalho
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in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Como é que o Ser Humano se relaciona com a violência? De que forma o indivíduo faz chegar as manifestações dos seus conflitos internos e sob que premissa, essas batalhas, são canalizadas para o Outro?
 
Quando não comunicamos a nossa zanga no momento certo, assertiva e generosamente, suprimimos fúria. Fica lá, matura-se e nunca desaparece. Criamos zanga dentro de nós que, ao longo dos tempos, vai passando de momentos de raiva para gerar uma vida de agressão. A autoagressão é uma forma de violência. Talvez a maior forma de violência, pois nenhum ato violento ao exterior existe sem o belicismo interior.
 
Porém, o que é “Violência” no seu conceito? A perceção do que é “violência” condiciona o próprio ato, pois a partir dessa crença são criados filtros para o “bom” e para o “mau” e dessa forma, se a crença estipulada nos remeter para o que “não é violência” pode acontecer, muito frequentemente, uma usurpação do conceito levando a ultrapassar os limites da dignidade humana.
 
Observando um ato violento como tudo aquilo que inflige dor e priva o indivíduo do bem-estar físico, mental e emocional – seja esse ato infligido em si próprio ou no outro – então, a auto-violência é a primeira forma de violência, e nela se geram todas as outras manifestações violentas possíveis.
 
O indivíduo é criado, no geral, para a não-agressão. É educado para não violentar o espaço ou identidade de um outro indivíduo, não lhe gerar dor física, mental ou emocional ou ter qualquer outro comportamento que incorra num dano à esfera do respeito pelo próprio. Contudo, aquilo que não nos é ensinado é que a primeira manifestação de violência ocorre quando o desrespeito acontece inicialmente dentro de nós. Ao não sermos educados para a compreensão e para a amorosidade do que é a nossa sombra, fazemos nascer um espaço vazio de desidentificação connosco, que facilmente denominamos como “autocontrolo”. Por norma, vemos a repressão de emoções como sinónimo de não-agressão.
 
Suprimir as emoções consideradas, culturalmente, como negativas, escondê-las e esquecê-las é a criação de uma mutilação subtil, um abuso camuflado. Suprimir emoções traz a doença, seja mental ou física, seja emocional. A raiva, o ódio, a zanga, a inquietação, existem e fazem também parte de nós. São emoções presentes em qualquer Ser Humano e a energia gasta em agir em contradição da expressão saudável dessas mesmas emoções é maior do que a energia dispensada a canalizá-la saudavelmente.
 
A amígdala, essa estrutura responsável por nos avisar dos perigos eminentes, dá-nos a possibilidade de estar preparados para o ataque ou fuga perante determinados estímulos. Ao serem desencadeados determinados impulsos nervosos, podemo-nos sujeitar a ceder a essas emoções não benéficas quando não é ativada a consciência perante o momento, quando o nosso espaço interior não é visto como sagrado, quando o momento não é sustido pelo tempo necessário. Utilizar o nosso, tão bem-dotado, neocórtex e todas as suas ferramentas de entendimento intelectual auxilia-nos a olhar para dentro, a olhar em Consciência e, por fim, olhar em Amor.
 
Deixar sair a fúria em Amor é limpar o organismo de doenças futuras, é possibilitar a expansão do Entendimento. Daí a importância nos enfurecermos em honestidade e não para alguém de forma gratuita. A Consciência e o autoconhecimento são o caminho mais honesto para a redução de autoagressividade e, por consequência, para a menor manifestação da agressão ao Outro já que a aceitação das nossas sombras traz a ausência da luta no longo-prazo. Assim, a educação para as emoções é, per se, uma forma de educar para a não-agressão.
 
Sermos honestos com a nossa zanga e comunicá-la, seja para nós ou para os outros, não é sinónimo de fugir à bondade ou cegarmo-nos à crueldade que podemos emanar. A assertividade impede a agressividade.
 
A assertividade, entre outras coisas, é o ato de sermos honestos face à nossa verdade e, com generosidade, sermos francos com os outros. Torna-se uma questão de perspetiva, na medida em que, o desamor, a culpa, a não aceitação são prisões emocionais que, mais tarde ou mais cedo, terminam numa catarse violenta da repressão imposta durante tanto tempo. Numa perspetiva de generosidade para connosco mesmos e, por consequência para o com o Outro, é o olhar com Verdade, é o reconhecer o Sentimento e aprender a amar a Sombra que se manifesta como transformador e libertador. O amor por nós, aceitando com carinho, que somos também o que, inicialmente, não queremos ser, trazem leveza ao sentimento. A honestidade emocional e intelectual é um ato de Amor por nós, é uma forma de generosidade para com o Outro. Ao buscarmos o Entendimento da nossa própria humanidade trazemos connosco a Mudança.
 
É possível estar zangado sem Ser zangado. Nesta escolha, mais do que descobrir o gatilho que despoleta o salto para a agressão, será importante compreender onde e como nos relacionamos com o que é “violência”. Olhar as crenças que nos regem e como as projetamos no Outro, perceber em que parte do caminho a nossa permissão para nos manifestarmos invade o espaço daquele com quem nos confrontamos. No fundo, impulsionar a visão sob um outro olhar e, assim, o entendimento genuíno.
 
A mudança de perspetiva transforma a forma de expressão: aquilo que poderia tornar-se violência pode viver em amorosidade.
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CAROLINA CARVALHO
TERAPEUTA TRANSPESSOAL
www.acimadaestratosfera.wordpress.com
acimadaestratosfera@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Dicas para definir o seu Propósito de vida

1/3/2019

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Quando conseguimos definir o nosso propósito de vida, tudo flui. Fazemos escolhas mais acertadas, desempenhamos melhor o nosso papel no mundo, conquistamos a paz e a felicidade. Por Rita Mendes

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Mas afinal o que é o Propósito de vida?
 
O Propósito de vida é o que nos faz levantar da cama todos os dias, é o desejo de querermos fazer algo importante e com significado e é aquilo que nos faz continuar apesar das circunstâncias.
 
O Propósito está relacionado com os nossos valores, com os nossos talentos e com as nossas paixões. Os nossos valores são aquilo que usamos para definir o que é certo ou errado, para tomarmos decisões e para orientarmos as nossas ações. Os nossos talentos são as nossas “ferramentas”, aquilo em somos bons acima da média. As nossas paixões são a fonte da nossa energia e aquilo que nos faz mover.
 
Porque é que devemos ter um Propósito de vida?
 
Algumas pessoas começam a procurar o seu propósito de vida porque um dia acordam e percebem que não estão a viver a sua vida. Estão a viver a vida dos seus pais, dos seus familiares, dos seus professores. Elas estão a viver a vida que a sociedade, ou a sua cultura, ou as normas lhes disseram para viver e um dia acordam e dizem: porque é que me conformei em viver uma vida em que eu própria já nem me reconheço? Então, é nesta altura que começam a procurar o seu Propósito de vida, porque estão a tentar encontrar-se a si mesmas.
 
E quando o encontram ou definem essas pessoas passam a ser:
 
- Mais felizes e realizadas, tanto a nível pessoal, como a nível profissional
- Mais motivadas e com um melhor desempenho
- Mais saudáveis
- Mais resilientes
 
E passam a ter:
 
- Mais sucesso pessoal e profissional
- Mais foco e clareza
- Mais autoestima
- Mais qualidade de vida
 
E por isso também fazem melhores escolhas e vivem mais tempo.
 
E como é que encontramos o nosso Propósito?
 
O nosso Propósito de vida raramente é “encontrado”, em vez disso ele é autodefinido.
 
Mas então, como podemos definir o nosso propósito?
 
Acima de tudo devemos ouvir a nossa voz interior, perceber o que é que mexe connosco, o que é que nos move, o que é que nos apaixona, o que é que gostamos de fazer.
Para encontrarmos o nosso Propósito de vida podemos começar por responder às seguintes perguntas:
 
- Quem sou eu?
- Quais são os meus principais valores?
- Quais são os meus talentos?
- O que é que me move?
- O que é que eu gosto de fazer?
- O que é que eu defenderia com “unhas e dentes”?
- Qual é o legado que eu quero deixar?
 
Depois de respondermos a estas perguntas devemos construir uma afirmação de qual é o nosso Propósito.
 
Ao definirmos a nossa afirmação de Propósito devemos, também considerar algumas coisas:
 
A afirmação deve conter aquilo que queremos “SER”, que pode não ter nada a ver com carreira ou objetivo. Um exemplo de afirmação de Propósito poderá incluir “Ser uma pessoa melhor todos os dias”, o que nada tem a ver com uma carreira ou objetivos relacionados com resultados.
 
Depois, essa mesma afirmação pode conter itens “a fazer”, como por exemplo, “desenvolver o meu potencial e o daqueles que me rodeiam, partilhando os meus conhecimentos e experiência de vida.”
 
E por último a afirmação poderá ter um elemento “para quê” que descreva o porquê de queremos ser e fazer todas estas coisas como parte de um Propósito.
 
Por exemplo, a razão pela qual alguém quer ser uma pessoa melhor todos os dias e desenvolver o seu potencial e o daqueles que o rodeiam pode ser para provocar transformações positivas nas suas vidas, para que todos vivam a melhor versão de si mesmos.
 
Juntando todas estas afirmações, um exemplo de Propósito de vida é:
“Ser uma pessoa melhor todos os dias, desenvolvendo o meu potencial e o daqueles que me rodeiam, partilhando os meus conhecimentos e experiências de vida, de forma a provocar transformações positivas na vida das pessoas, para que vivam a melhor versão de si mesmas.”
 
Assim, definir o nosso Propósito de vida é da nossa inteira responsabilidade e com isso vem a alegria de podermos escolher o nosso próprio caminho e os nossos próprios objetivos.
 
Defina o seu Propósito de Vida e seja Feliz!
​
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RITA MENDES
COACH DE ALTA PERFORMANCE
www.ritamendescoaching.wixsite.com/coaching
ritamendes.coaching@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Cocriar é Criar com o Universo

1/2/2019

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Estar em sintonia com a Energia Vital do Universo nem sempre é fácil, mas é esse o segredo para Cocriar uma vida na qual realizamos verdadeiramente os nossos sonhos. Por Carmen Krystal
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in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Há alguns anos atrás ouviu-se falar muito d’O Segredo. Um livro e um filme baseado na Lei da Atração, cujo conceito é: tudo o que se faz ou tudo o que se escolhe, tem uma consequência. A Lei da Atração é uma lei universal, é uma lei de energia, de emanação e atração de energia, que é na verdade a base da vida e, à qual todos estamos sujeitos. Uns com mais consciência, outros com menos, outros com nenhuma.
 
O Universo é a fonte de energia vital que nos circunda e nos dá a vida. Sem energia vital não funcionamos. E cada um de nós tem um formato próprio, uma energia vital própria, que tem a sua própria forma de se alimentar e de se desenvolver. Se não estivermos em equilibro com a nossa própria energia vital, a nossa vida também não está. E não vai fluir de uma forma energeticamente positiva. Ter uma filosofia de vida de Cocriação é ter uma filosofia de vida em que se ouve, sente e respeita a energia vital. Só assim podemos fazer escolhas coerentes com aquilo que é vida tem para nós.
 
Lembro-me de ver muitos testemunhos de pessoas satisfeitas, nomeadamente na parte material da vida, mas também me lembro de ouvir pessoas em que nada funcionava ou que nunca conseguiram atingir aquilo que queriam. Como sabemos, o querer muitas vezes vem do Ego, da necessidade de satisfação de confortos e desejos terrenos, que nem sempre correspondem à evolução da nossa Alma.
 
A nossa Alma é a nossa energia vital, e se estamos a escolher coisas que não vão ao encontro da nossa Alma, o mais certo é mesmo que a vida não no-las dê. Porque o Universo é um eco, se eu emano falta ou carência, ele vai devolver essa falta ou essa carência, se eu emano gratidão e satisfação, ele vai devolver gratidão e satisfação. Isto porque o mais importante não é o que nos satisfaz de fora para dentro, mas sim de dentro para fora. E é aqui que reside o verdadeiro segredo da abundância. E abundância, mesmo sendo um conceito de grandeza, é um conceito relativo dependendo daquilo que significa abundância para cada um de nós.
 
Mas acho que a melhor forma de entender isto, é mesmo com um exemplo prático:
Imagine que em tempos, quando era mais jovem e achava que iria conquistar o mundo, assumiu responsabilidades maiores do que poderia suportar. Isso trouxe-lhe dissabores e dívidas para pagar. Em consequência disso, teve de se sujeitar a ter empregos fixos que lhe dessem a segurança de um ordenado certo para liquidar as dívidas. Digo “sujeitar” porque aquela vontade de conquistar o mundo prendia-se com a vontade de realizar sonhos que lhe devolviam um sentimento de liberdade. Irónico: prender-se com a vontade de ser livre? É aqui que às vezes confundimos os desejos do ego com os anseios da Alma… mas passando à frente…Foi vivendo a vida, trabalhando para pagar as contas e outras responsabilidades e necessidades que foram surgindo, porque um teto para morar e comida para comer todos precisamos. Depois se surgem filhos, atividades, despesas acrescidas, etc., o meio de troca para as sustentar é mesmo o dinheiro e a sua fonte só pode ser o trabalho. No entanto, de vez em quando há uma luz interior que acende, uma voz que ressalta no peito, sopros de ideias que surgem sobre aquilo que sempre sonhou, mas que pensa que nunca vai ser possível conseguir.
 
Um dia encontra uma formação, uma oportunidade que é mesmo aquilo que o realiza e quer ir aprender mais. Para isso vai ter de investir algum valor que no momento não tem. E também há uma indisponibilidade de horários porque na sua empresa há pouca maleabilidade. Mas você quer. Ao longo dos anos foi percebendo que o que falhou antes foi a imaturidade, a não preparação, a falta de experiência. Consegue discernir o caminho diferente que terá de construir agora, para implementar o seu sonho. Faz contas para ver quanto tempo precisaria para se libertar do peso financeiro do passado que ainda carrega e, percebe que são apenas 2 anos. E de repente não parece assim tão difícil. E de repente intui que vai chegar o dia em que vai conseguir. Só vai é demorar um bocadinho mais de tempo, mas começa a estar focado nisso e a sua atitude muda. E o seu foco começa a fazê-lo pensar no que pode dispensar de supérfluo no dia a dia para poupar: aquele café da tarde que se calhar não faz tanta falta, o caminho que faz de carro todos os dias que se calhar até pode fazer a pé e poupar na gasolina, a revista que às vezes nem lê e fica a fazer monte de papel em casa… enfim, não importa o que vai poupar, importa escolher mudar a atitude. Porque uma filosofia de vida baseia-se na Atitude perante a vida.
 
Ao fim de um ano de ter começado o seu plano, a sua entidade patronal informa que o vai dispensar. AHHHH!!! De repente o pânico, a ansiedade, o medo de tudo ir por água abaixo outra vez… ou não! Diz o povo que Deus escreve certo por linhas tortas, portanto se você alimentou o foco no seu sonho, e delineou o caminho mais construtivo para o atingir, o Universo não ia agora desperdiçar energia a estragar tudo. Passado o choque, percebe que pode ser a oportunidade da sua vida. Quando sabe quanto vai receber por ser dispensado percebe que consegue liquidar as dívidas. Sabe que vai poder usufruir de subsídio de desemprego por ter direito a ele, e surge tempo. De repente a vida sorri-lhe e diz-lhe: força, conseguiste, provaste que és capaz, vai construir o teu sonho.
 
O segredo de Cocriar não está no poder da mente. Está no exercício da vontade da Essência. E esse está sempre em sintonia com o Universo.
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CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA, REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
terapias.carmenkrystal@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Depressão, acolher as emoções

1/1/2019

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A depressão está associada a estados de tristeza, pessimismo, negativismo e condiciona a nossa forma de viver. Simultaneamente é uma fonte de conhecimento que nos permite viajar em nós mesmos e criar novos começos que nos permitam evoluir e crescer como seres humanos. Por Ricardo Fonseca

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A depressão atinge indivíduos de todas as idades, género e etnias, sendo a principal fonte de incapacidade e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis, sendo que nos últimos anos levou ao aumento considerável do consumo de antidepressivos prescritos pelos médicos, o que se tem tornado preocupante para a sociedade em geral.

A depressão é uma doença mental caraterizada por uma tristeza marcada ou prolongada, perda de interesse pelas atividades habituais e agradáveis, associada à perda do sentido da vida e à diminuição drástica da auto estima e amor-próprio. Sabe-se que a depressão surge após experiências ou situações negativas que moldam os sentimentos e as emoções de cada indivíduo de uma forma única e individual.
Cada Ser Humano tem a sua maneira muito própria de enfrentar os obstáculos que surgem no decorrer da sua vida e associado a alguns fatores físicos, genéticos, hereditários a depressão pode instalar-se de uma forma aguda e desenvolver-se em pouco tempo para uma depressão crónica, limitadora e tornando-se a principal causa do aumento das taxas de suicídio.

Existem uma quantidade de comportamentos, ideias e sentimentos depressivos que por si só não são fatores que levem ao diagnóstico de depressão, mas se não forem controlados podem desenvolver uma depressão crónica pelo seu desenvolvimento ao longo do tempo e pela incapacidade do ser humano identificar o que sente, as causas desse sentir.

O passo fulcral o individuo lidar com a depressão é a aceitação do seu estado de saúde, acolhendo cada sentimento e emoção e assumindo que, de fato, mais do que precisar, quer mudar a sua forma de estar, sentir e quer evoluir positivamente saindo do quadro de tristeza e angústia em que se encontra. É esta aceitação que vai moldar todo o acompanhamento médico, profissional e humano e vai permitir ao indivíduo perceber que quanto mais resistir e lutar contra o que sente e não quer sentir, mais força e poder atribui o que pode levar ao enraizamento da depressão.

Tudo começa em cada um de nós! A negatividade relacionada com a depressão direciona-se sempre para situações muito concretas da nossa vida, sempre envolvidas num misto de emoções e sentimentos e muitas vezes relacionadas com o passado, com o que não se viveu, não se fez, não se disse e acima de tudo, com o que não se lidou no tempo certo.

De igual modo, faz-nos questionar sobre quem somos, porque gostam os outros de nós, porque somos reconhecidos por quem nos rodeia quando só somos capazes de identificar um estado de inutilidade e de fraqueza e deixa-se de gostar de quem somos, apenas porque não conseguimos lidar com tudo aquilo que nos assusta, que ainda nos magoa, que não foi ainda perdoado quer em nós e quer em relação ao Outro.

São estas questões que nos conduzem a uma reflexão sobre a nossa existência, o nosso sentir e permitem um mergulho até ao nosso interior, realçando que esta viagem intensa deve ser muitas vezes acompanhada por um profissional para que se tenha um apoio imparcial nas alturas de maior confronto emocional.

Não temos que percorrer este caminho sozinhos, embora todo o processo de cura esteja em nós, no olhar ao espelho e verificar que há muito mais além do que é visível e somos muito maiores do que a pequenez que a depressão nos atribui.

Não existem regras que moldem este processo, mas é urgente assumir o que sentimos genuinamente e não dependentes da aceitação daqueles com quem nos relacionamos. Torna-se primordial participar ativamente na nossa redescoberta e avaliar os passos dados e as marcas que foram deixadas ao longo da caminhada e ao mesmo tempo permitir sonhar, libertar a nossa mente e dar-lhe asas para criar novas ideias, novas sensações.

Quando enveredamos pelo tratamento da depressão, em simultâneo temos que criar o nosso próprio processo de cura, criar estratégias individuais e que nos façam sentido além daquelas que são, em parte, impostas por um plano terapêutico. Se nos permitirmos apenas a ser guiados, não iremos readquirir a nossa vontade própria e essa é a chave de todo este processo.

Se neste momento há um sentimento de tristeza a apoderar-se do seu ser, caro leitor, pergunte-se sobre o que sente, qual a razão desse sentimento, como poderá adaptar-se a essa nova condição de vida que lhe causou esse desconforto. Se a resposta não surgir, ou for insatisfatória, não se acomode e refute esses pensamentos recriando novos ideais de vida e torne-se lutador.

A depressão apesar ser um grande problema de saúde pública e uma doença mental em crescimento, pode ser também e apenas um estádio passageiro e compete a cada um de nós ser um obstáculo ao seu desenvolvimento para algo mais profundo e totalmente castrador.

Os novos começos, para qualquer indivíduo e em qualquer momento podem, muitas vezes, acarretar alguma dor, alguma tristeza e incapacidade de luta e adaptação, porém são importantes para o nosso crescimento e desenvolvimento como seres humanos.

A depressão poderá ser, por mais antagónico que pareça, uma oportunidade para se reencontrar consigo mesmo, para lidar com o que tem a lidar, fechando os ciclos emocionais que ainda têm tanta influência, pois quando é encarada como um obstáculo a ultrapassar e quando é aceite o desafio de a confrontar, permite a cada indivíduo conhecer-se profunda e genuinamente e assim recriar a sua vida, colorindo-a com uma nova palete de cores.
​
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RICARDO FONSECA
ENFERMEIRO / ESCRITOR
www.semearemocoes.com
Facebook: Ricardo Fonseca - Escritor
percursosdevida@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Impossível não comunicar!

1/12/2018

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93% da nossa comunicação é não verbal, portanto pouco interessa o que acha que está a falar, o que vai valer efetivamente é como a outra parte interpreta consciente e inconscientemente o que está a comunicar. Por Ana Paula Rodrigues

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in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Presente em tudo, faz parte de um universo organizado e em constante desenvolvimento até à mais ínfima partícula subatómica.
O Homem como parte integrante de todo esse sistema não foge à regra.
 
Nascemos a saber comunicar com o exterior de forma instintiva, herança genética dos primórdios da nossa evolução e passamos os primeiros anos da nossa vida a desenvolver a linguagem,  a forma de comunicar privilegiada de comunicação entre os seres humanos.
 
Com o tempo, desenvolvemos meios de comunicação mais complexos, comunicamos cada vez mais num mundo globalizado, mas nem sempre de forma mais eficaz.
 
Porque?
 
Esmiucemo-nos no poder da comunicação e o entendimento de todo um processo que nos é familiar, mas que não damos a devida atenção.
 
Quando comunicamos, o nosso recetor capta apenas 7% da linguagem verbal, 38% da voz ou entoação e 55% da fisiologia (linguagem corporal), como podemos constatar 93% da nossa comunicação é não verbal, portanto pouco interessa o que acha que está a falar, o que vai valer efetivamente é como a outra parte interpreta consciente e inconscientemente.
 
Quatro segundos e o tempo que demoramos a formar uma primeira opinião de alguém, o nosso poder de analise inconsciente é tão rápido que conscientemente não temos tempo de nos envolver. Posteriormente é que vamos validar esta informação.
 
Já alguma vez aconteceu conhecer uma pessoa e não gostar dela por nenhuma razão aparente? E posteriormente com o tempo e interação, acabou por verificar que afinal a sua avaliação inicial não era correta?
Acontece com todos nós, portanto também temos o mesmo problema quando estamos do outro lado da linha...
Quantas vezes disse sim e o corpo expressava o contrario? E as vezes que nada disse e no entanto conseguiu transmitir inconscientemente o que pensava?
 
Os sinais emitidos de forma não verbal, consciente ou inconscientemente, revelam o que sentimos, as nossas intenções e possíveis ações.
Ter consciência e conhecimento desses sinais, como os interpretar e utilizar é uma das maiores vantagens na comunicação hoje em dia, eleva a comunicação a patamares mais elevados, como se tivesse super poderes:
 
“O mundo pertence a quem consegue expressar as sua ideias, assumir a liderança e entusiasmar os outros” Dale Carnegie
 
Não quer dizer que os 7% da linguagem verbal não é importante, Dale Carnegie, Ricard Bandler, entre outros dedicaram-se a estudar e divulgar métodos que focam como a linguagem verbal é de extrema importância.
A qualidade da comunicação consiste em, existir um alinhamento entre aquilo que somos pensamos e  sentimos e o que dizemos, que exige autoconhecimento e desenvolvimento de competências a nível do Ser.
 
Novas ferramentas de comunicação estão aí, as redes sociais substituem muitas vezes este contacto pessoal, onde o impacto das minhas palavras é maior. Contudo se notar, o impacto é sempre maior de estiver acompanhado de uma imagem que valide as suas afirmações.
Esta percentagem, embora baixa, é a que vai ativar o nosso consciente, validado ou não pelo subconsciente, pode ser facilitadora ou criar obstáculos à sua evolução, quer a nível pessoal, familiar e profissional.
 
A palavra, além ter consigo todo o um conceito, significado associado, carrega consigo também a significância, que em determinado contexto traduz-se em sentimentos ou emoções, que são posteriormente gravados no nosso subconsciente. Gerando crenças e valores que atuaram mais tarde como gatilhos inconscientes na nossa avaliação não verbal, gerando um circulo que pode ser descente ou ascende em nossas vidas.

Daí a importância e o cuidado que devemos ter com as palavras que usamos quando lidamos com pessoas, o ditado popular dizia, palavra dita é como uma pedra que se atira depois de proferida, dificilmente se consegue apagar o impacto que ela fez a quem a dirigimos.
 
Quando comunicamos connosco temos que ser ecológicos, o que pensamos e falamos de nós próprios tem um impacto inimaginável na nossa forma de estar na (e com) a vida, pode ser a chave do sucesso ou não. Tudo depende de si.
​
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ANA PAULA RODRIGUES
YBICOACH - CAREER & LIFE STRATEGY COACH
www.akademiadoser.com/anapaularodrigues
ybicoach93@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Procrastinação e a busca de um sentido

1/11/2018

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A procrastinação pode ser considerada um problema quando afeta a nossa vida pessoal e profissional. Neste caso, é fundamental compreendermos a raiz do nosso comportamento.
Por Patrícia Pessoa


in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Procrastinação quer dizer adiamento, delonga. Significa transferir a realização de alguma coisa para outro momento. Em outras palavras, é a lacuna entre a intenção de agir e a ação.

Todos nós procrastinamos. Adiamos tarefas, importantes ou não. Deixamos para outro dia obrigações aborrecidas. Empurramos com a barriga situações com prazo determinado e outras que não têm prazo, mas precisam de solução. Por si só, a procrastinação não tem nada de anormal. Mesmo aqueles que amam o que fazem, por vezes preferem deixar o trabalho para depois.

Mas o que torna a procrastinação um problema?
Consideramos um problema, uma atitude, comportamento, pensamento ou sentimento que gera sofrimento ou conflito. Protelar a realização de uma tarefa que precisa de ser concluída pode trazer ansiedade e frustração. O tempo passa e a pessoa sente-se culpada e angustiada, muitas vezes sem compreender o que a leva a tal procedimento.

As causas deste comportamento podem ser as mais diversas, desde distrações mais interessantes, como passar o tempo na internet, por exemplo, até situações complexas, como medo de falhar, insatisfação com a vida, depressão. E é nestes casos que a terapia mostra-se fundamental, pois o sintoma sempre tem algo a nos dizer.

De um modo geral, o primeiro passo para a solução de um problema é tomar consciência dele, ou seja, reconhecê-lo como problema. Adiar atividades corriqueiras ou complexas que poderíamos resolver em algumas horas, protelar compromissos inevitáveis, são atitudes que, se transformadas em hábitos, podem provocar muito sofrimento para nós e para os que convivem connosco.

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar.” Jung
​
Algumas sugestões para amenizar a procrastinação:
- dividir uma tarefa grande em partes pequenas, de modo a criar a sensação de que a realizamos em menos tempo;
- definir metas realistas. Não adianta criar expetativas que não serão cumpridas;
- descobrir em que momento do dia pode ser mais fácil realizar as tarefas.
Não devemos esquecer, porém, de tratar do essencial, que o alvo fundamental é dar sentido profundo ao que fazemos e, ao que somos. Apenas o autoconhecimento traz o encontro com nossa alma e, por extensão, a verdadeira alegria de viver.
​
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PATRÍCIA PESSOA
PSICÓLOGA
www.akademiadoser.com/patriciapessoa
patriciapssa@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A Dissonância e a busca da Congruência

1/10/2018

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A importância de alinharmos Comportamentos, Crenças e Valores num sentido de Identidade e Propósito, que se reflita no Ambiente em que vivemos, suportados pelas nossas Capacidades e Competências. Por São Luz

in REVISTA PROGREDIR |OUTUBRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Consonância vem do latim consonare, que significa soar junto. É, assim, uma harmonia estável, por oposição à dissonância, considerada um estado instável e desarmonioso, desproporcionalmente desagradável e que traduz um qualquer grau de incongruência ou incoerência.
 
Quando vemos que o ambiente que nos rodeia é de algum modo hostil, quando experienciamos situações que são incongruentes com aquilo em que acreditamos, quando temos ideias contraditórias ou incompatíveis dentro daquilo que consideramos ser o nosso modo de entender o mundo, entramos em dissociação interna – algo dentro de nós “não liga” entre si, uma ou mais partes de nós sente-se dissonante em relação ao todo. Entramos em conflito connosco mesmos.
 
Porque somos habituados a fazer de conta que “está tudo bem”, os comportamentos adotados nestas situações visam, muitas vezes, ignorar, minimizar ou tentar, como que por magia, fazer tais situações desaparecerem. Procuram-se desculpas mais ou menos justificáveis ou aceitáveis. No entanto, algo em nós não nos permite que, eternamente, procrastinemos a resolução da desarmonia. Nós somos muito mais do que os nossos comportamentos. Na realidade, o que existem são pessoas que adotam o comportamento se lhes afigura o mais ecológico num dado momento. Com a utilização dos recursos adequados, os comportamentos são transformáveis.
 
É, assim, certamente importante conhecermos as competências e as capacidades que possuímos e quais as que deveremos desenvolver. Um dos pressupostos da PNL (Programação Neurolinguística) afirma que não existem pessoas sem recursos - todos nós temos os recursos que necessitamos - existem sim pessoas que não utilizam os seus recursos.
 
Corpo e mente influenciam-se um ao outro e o inconsciente - que tem como uma das suas funções, proteger e manter o corpo na sua integridade - com o objectivo de nos mostrar que algo em nós está com falta de congruência, faz com que este comece a dar sinais, seja através do cansaço, da ansiedade, do stress e/ou queixas físicas mais ou menos graves.
 
Precisamos ter a capacidade de percepcionar o que nos falta, dispor-nos a sentir o que sentimos, ouvir o que dizemos a nós mesmos, largar as “bagagens” que já há muito deixaram de nos servir. A capacidade para ignorar aquilo que nos é realmente importante paga-se cara.
 
É ao nível dos valores e das crenças que se torna possível trabalhar o conflito. São os valores e as crenças que nos permitem saber aquilo que consideramos ser bom ou mau, aquilo que para nós está certo ou errado. Quando o nosso modelo do mundo entra em conflito com os nossos valores ou com o modelo do mundo do outro, entramos em dissonância. Conhecê-los e hierarquiza-los é o primeiro passo para nos voltarmos a “afinar”.
 
Todos sabemos que o sentido que temos da nossa Identidade advém de sabermos quem somos, com os nossos valores, as nossas crenças e as nossas capacidades, de conhecermos aquele que é o nosso propósito, a nossa razão de ser. Quando existem incongruências neste nível, é comum ouvirmos respostas vagas ou associação da identidade àquilo que fazemos. Quem seremos então, o que nos acontecerá se deixarmos de fazer aquilo que fazemos? Conseguiremos manter o ritmo e a harmonia necessária?
 
Intrinsecamente, sentimos, sabemos que temos uma Missão a desempenhar, qualquer que ela seja. Por isso nos perguntamos para quê e para quem fazemos o que fazemos? Qual queremos que seja o nosso legado? Qual é o nosso papel fundamental dentro do sistema em que nos encontramos inseridos?
 
Tal como numa pauta, para que as notas musicais façam sentido e a música seja harmoniosa, também nós, se quisermos viver de forma equilibrada, precisamos vencer a dissonância, precisamos de estar alinhados com estes vários níveis de ser e estar que operam em simultâneo e de se suportam entre si. Só estando alinhados poderemos viver de forma congruente.
 
Este é um trabalho de autoconhecimento e de potencial melhoramento e transformação pessoal. Fazê-lo representa um compromisso connosco próprios, que nos trará uma vida mais preenchida e autêntica, relacionamentos mais gratificantes E um sentido de unidade e comunhão com a Vida.

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SÃO LUZ
NLP MASTER COACH, ASTRÓLOGA
www.saoluz.com
saoluz@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR |OUTUBRO 2018
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Ansiedade e stress na gravidez: o que saber, o que fazer

1/9/2018

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Uma gravidez livre de ansiedade resulta do equilíbrio entre o bem-estar físico e emocional da mulher. Conheça os seis fatores que a ajudam a ter uma gravidez tranquila. Por Patrícia Lemos

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Em Abril passado, o Retrato da Saúde 2018 (uma publicação oficial do SNS) traçou-nos um quadro pouco animador relativamente às questões relacionadas com as perturbações de ansiedade no nosso país, sugerindo que somos o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais.
 
Entre 2011 e 2017, tanto os casos de depressão como os de ansiedade terão aumentado cerca de 3 pontos percentuais cada, atingindo os valores mais altos dos últimos 7 anos e a ansiedade é já a 5ª principal causa de morbilidade nas mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.
 
É nestas faixas etárias que encontramos a maioria das mulheres em idade fértil e fase reprodutiva, e estima-se que nos países desenvolvidos a prevalência das perturbações de ansiedade entre as grávidas ronde os 10-25%.
 
Mulheres crónica ou severamente ansiosas podem sentir-se emocionalmente “esmagadas” ou em fadiga extrema durante a gestação, com tendência a descurar o seu regime alimentar, a acusar alterações nos padrões de sono, inconsistências nos cuidados pré-natais e um maior risco de prematuridade e/ou de ter um bebé de baixo peso à nascença.
 
Stress e fatores de ansiedade
Importa, antes de mais, entender a diferença entre "stress" e "ansiedade".
O stress é a resposta pontual a uma pressão sentida, e que provoca - entre outras coisas - a libertação de adrenalina. Em doses saudáveis, i.e. pontuais, o stress é útil, ajudando-nos a resolver problemas, a encontrar respostas, a ser resilientes e a gerir a nossa capacidade de adaptação às circunstâncias imediatas.
 
Porém, níveis altos e contínuos de adrenalina tendem a provocar o aumento de pressão arterial e uma série de outros efeitos negativos entre os quais se conta a ansiedade - uma resposta prolongada e desproporcional a um estímulo, mesmo quando este (já) não está presente. Esta apreensão generalizada (ou medo) do que está por vir apresenta, sintomas físicos como dificuldades respiratórias, perturbações no sono, tonturas, peso ou aperto no peito, ataques de pânico, etc.
 
Podemos dividir os fatores de ansiedade na grávida em dois tipos: os externos e os internos. Entre os primeiros encontramos, por exemplo, a logística clínica e a pressão social.
 
Atualmente é fácil ver a gravidez tornar-se numa correria: uma infindável lista de coisas para fazer e comprar, datas de calendário para cumprir, controlo de peso, etc.
Com as plataformas de comunicação virtual assistimos também à pressão de ter de corresponder a uma imagem idealizada e romântica desta fase de vida (que pode oscilar entre dois espectros: a grávida "preparada", cumpridora de check lists e super-informada e a grávida "blasé", despreocupada que passa pela gravidez como se nada fosse).
 
Todas estas solicitações e regras externas tendem a ativar sentimentos (por vezes subliminares) na grávida que estão relacionados com os dois principais fatores internos de ansiedade: a "história" de cada uma e a relação que mantém com o seu corpo - uma vez que ambos modelam os comportamentos da mulher face à gravidez, ao parto e a tudo o que se lhes segue.
 
Por exemplo, uma mulher com pouca confiança no seu corpo ou que tenha ouvido más histórias de partos pode vir a recear o seu (tocofobia); outra, com questões ao nível da imagem corporal, pode não gostar do seu corpo grávido, sentindo-se feia ou desajustada, isolando-se socialmente ou alterando a sua relação com a comida; ou, é ainda possível que a relação com a sua própria mãe se apresente nesta fase como um fantasma, levantando receios e emoções ambíguas face à maternidade.
 
Estes e outros fatores de índole emocional são uma das maiores fontes de ansiedade interna e, curiosamente, nem sempre estão "visíveis" aos olhos da própria grávida.

Como reduzir a ansiedade na gravidez?
Uma gravidez livre de ansiedade é resultado de um estado de equilíbrio entre o bem-estar físico e emocional da mulher. Assim, as condições essenciais para uma gravidez tranquila passam pela gestão de seis fatores primários:
  1. Exercício físico - este continua a ser uma das melhores formas de gerir a resposta bioquímica do corpo em termos de ansiedade e apenas 23% das grávidas dizer fazer exercício diário (cerca de 30 min/dia);
  2. Regime alimentar adequado - sem oscilações entre dietas e "comer por dois", optando-se por um regime com bom aporte nutricional para as necessidades do corpo;
  3. Estabilidade e suporte emocional - equilibrar vida pessoal e trabalho, sentir-se apoiada em casa e/ou pelo médico que a acompanha; reunir, junto de fontes fidedignas, a informação que necessita para tomar decisões relativamente à sua gravidez, parto e entrada nos meses de maternidade;
  4. Criação de estruturas de apoio para o pós-parto - muitas vezes descurado, o pós-parto pode ser um desafio inesperado e fonte de sentimentos contraditórios, fadiga e ansiedade, sobretudo quando a mulher não tem em seu redor uma rede de apoio logístico e emocional;
  5. “Me time” - tempo para cuidar de si enquanto mulher, e não só enquanto mulher grávida/futura mãe. Fazer coisas por si e por prazer.
  6. Endereçar fatores internos - a gravidez é, se quisermos, um convite a um mergulho no nosso interior. Com ela, podem vir ao de cima sentimentos de dúvida, incapacidade ou desadequação, e medos adormecidos. Estes devem ser identificados e devidamente trabalhados (com ajuda profissional, se necessário) para que não se tornem numa fonte silenciosa de ansiedade. 
 
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PATRÍCIA LEMOS
HIPNOTERAPEUTA E EDUCADORA DE SAÚDE MENSTRUAL E FERTILIDADE
www.circuloperfeito.com
patricia@circuloperfeito.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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O Poder da Partilha

1/8/2018

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Nos dias de hoje, encontramos na partilha um portal que nos leva a uma dimensão que vai para além do simples ato de dar. Uma forma de experienciar um novo elixir para alma.
Por Isabel Portugal


in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Consegue imaginar um ginásio onde a prática seria exercitar a partilha?
O que ganhávamos com este exercício?  
O benefício de partilhar torna-se mais enriquecedor que o benefício de não o fazer. 
 
Imagine então partilhar como se sua vida dependesse disso... 
Calcule que seria possível encontrar na partilha um caminho, de autoconhecimento e de valorização pessoal ou profissional, ou até de auto cura em alguns casos.  O conceito de partilha assumiria certamente um novo lugar nas nossas vidas.
 
Quando partilhamos ficamos mais ricos geramos um valor que ainda não existe, nem em quem partilha, nem em quem recebe. Uma sinergia só possível com o ato de partilhar.
 
“Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma ideia e troca com outra pessoa que também tem uma ideia, cada um fica com duas.”Confúcio
 
O benefício de partilhar torna-se então mais enriquecedor do que o de receber. Na medida em que quando partilhamos os nossos recursos mais profundos e que os utilizamos a nosso favor, reconhecemos que o que nos fazemos de bem sai reforçado quando ajudamos, elevamos e estimulamos simultaneamente os outros a encontrarem o seu bem.
 
O resultado do que damos e do que recebemos vai muito para além do resultado que obtemos quando possuímos algo que é cumulativamente nosso. 
 
Existem inúmeras formas de definir partilha. Partilha é conexão, é crescimento, é evolução, é felicidade.
 
Partilhar é comunicar, envolver, inspirar e acrescentar. É fazer alguém evoluir com um pouco do que também é nosso. 

Se partilhar é tudo isto e muito mais, porque será tão difícil para alguns desenvolver o ato de partilhar?
 
Quando falamos por exemplo em partilhar conhecimento, conceitos ou opinião acerca de algum tema, na maior parte das vezes não acontece. Não porque não queremos, mas sim porque deixamos emergir a dúvida e o medo da comparação e do julgamento.

Quando aprofundamos este pensamento no mundo profissional e empresarial, os receios saem reforçados. Não se partilham sucessos ou mesmo insucessos, ideias ou estratégias com medo de sermos ultrapassados ou criticados. Desta forma, permanecemos reféns das regras e crenças que cultivamos em nós em relação ao ato de partilhar.
 
Cristalizamos esta crença limitadora de que partilhar algo, como por exemplo o conhecimento, poderá não ser para nós.
 
Resultado: Ficamos mais pobres e os outros também. Não damos assim origem à magia que acontece quando se partilha.
 
Muitas das vezes alimentamos o nosso diálogo interno. Diálogo que teima em dizer-nos que não temos nada mais a acrescentar sobre determinada teoria ou conceito.
 
Frequentemente não valorizamos a ideia de que a forma como partilhamos per si, gera um valor acrescentado.
 
Onde não há partilha não acontece evolução, envolvimento e inspiração. 

Urge saber partilhar!
 
Saber receber de quem partilha é também em si uma arte. O conceito é saber receber humildemente de braços abertos e de coração cheio.
 
Partilhar sorrisos, partilhar emoções, partilhar abraços, partilhar amor, generosidade e alegria. Partilhar a nossa presença e sabedoria, partilhar esperança, partilhar sonhos, partilhar conhecimento, partilhar êxitos, partilhar silêncios. Enfim...Partilhar!
Quando o fazemos, experienciamos algo que só se conseguimos assim.
 
Imagine agora, na sua linha do tempo, um caminho repleto de partilha e um outro onde a mesma não teria oportunidade de acontecer.
 
Onde é que cada um dos caminhos o faria chegar?
Em cada um deles o que teria aprendido?
O que teria tido a oportunidade de ver, ouvir e sentir?
 
Agora fica uma dica que pode seguir:
Sempre que por resistência, sentir dificuldade em partilhar, tenha sempre bem presente que haverá alguém que nesse exato momento está a precisar de ouvir, sentir ou ver o que tem para partilhar. 
 
Partilhar acrescenta! 
partilhe! 

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ISABEL PORTUGAL
COUNTRY MANAGER MULTINACIONAL MODA FEMININA
OWNER & TRAINER PROJECTO BE YOU
COACHING & HIPNOSE TERAPEUTICA
www.isabelportugal.com
geral@isabelportugal.com

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Canalizar positivamente um dia de raiva

1/7/2018

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A raiva é sentimento tão forte que nos traz um conjunto de outras emoções. Aprender que nada controlamos é uma das formas que nos auxilia a canalizar positivamente a energia da raiva.
​Por Carla Melo


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Recordam-se daquele filme “Um dia de raiva” que passou nos cinemas no início dos anos 90?
​
Michael Douglas interpretou a personagem principal, William Foster. O filme passava-se em torno deste homem, aparentemente, um cidadão normal que, de repente, perde o emprego, não consegue reconhecer a situação de divórcio pela qual atravessa e que pretende estar presente no aniversário da filha, não o estando a conseguir devido a uma série de peripécias que lhe vão acontecendo. Perante esta situação, a personagem representada por Douglas, colapsa psicológica e emocionalmente, através de um acesso de raiva, deixando-o capaz de destruir meia cidade de Los Angeles.

A raiva é uma emoção assim, forte, destrutiva. É aquele sentimento que nos surge por nos mostrar a nossa falta de capacidade de controlo das coisas.

Vivemos com a falsa sensação de que controlamos o emprego, as relações, os sentimentos, enfim, a vida. Esta necessidade de controlo dá-nos a sensação de segurança tão necessária para vivermos com tranquilidade.

Quando nos começam a acontecer dissabores na vida, situações não planeadas, como mudanças no emprego ou mesmo a sua perda; relações que não acontecem como se esperava; o sentimento de impotência começa a aflorar sob a forma de raiva.

A raiva em doses q.b. pode ser propulsora de mudanças importantes na nossa vida. Dá-nos o impulso para virarmos alguma página mal acabada. Contudo, em excesso desencadeia uma série de outras emoções e situações que nos afetam bastante negativamente, como por exemplo, entramos em stress, ansiedade e poderá conduzir-nos, também, a um quadro depressivo. Aquela emoção, por a percecionarmos como negativa, procuramos escondê-la. Muitas vezes guardamo-la bem fundo num cofre, no nosso interior e deitamos a chave fora.

A raiva é uma emoção com uma energia tão forte que quando guardada vai-nos corroendo por dentro. Lidar com esta emoção no feminino torna a tarefa menos fácil, pois as meninas são educadas a não mostrar emoções agressivas, sendo a sociedade um pouco mais permissiva, neste aspeto no que diz respeito aos meninos. Apesar da diferença, ambos os géneros podem ser fortemente afetados pelas consequências de não saber lidar com esta emoção nas suas vidas.

Então, dependendo da condição de cada um de nós e da sua fragilidade física e/ou emocional, começam a surgir mazelas como dores de cabeça idiopáticas, úlceras, ou depressões, por exemplo.

Como podemos controlar uma emoção que surge precisamente por nos mostrar que não controlamos nada nas nossas vidas? Simplesmente, não controlamos! Afinal, ela mostra-nos isso mesmo, a nossa impotência.

Será possível lidar com emoções tão fortes como a raiva sem termos de destruir meia cidade como no filme ou uma parte da nossa saúde?

Penso que a forma de o fazer é precisamente aceitarmos, de coração aberto, que não controlamos nada. A aceitação de nós mesmos com tudo o que encerramos de bom e de menos bom em nós. Percebermos e abraçarmos a nossa fragilidade enquanto seres humanos. E fazê-lo desde o nosso interior mais profundo.

Parece utópico. Acredito que não o seja, pois já temos tantos estudos, informações e práticas para trabalhar o nosso desenvolvimento pessoal e nos auto conhecermos que será uma questão de arranjarmos algum tempo para nós e de nos predispormos a trabalhar interiormente todos os nossos lados, aceitando-os como nossos e procurar aprender a canalizar este sentimento de forma positiva.

Não vamos controlar o incontrolável. E a raiva é isso mesmo, uma emoção que é para deixar fluir, desde que não seja seguida pelos sentimentos de culpa e de vergonha por nos termos mostrado mais frágeis ou simplesmente, por termos mostrado que somos seres humanos.

Existem várias estratégias para lidarmos com este sentimento de raiva, na tentativa de o canalizar positivamente e a nosso favor ou que nos ajudarão a relativizar a situação que nos conduziu a um estado de fúria. Alguns exemplos são: praticar desporto; gritar do cimo de uma montanha ou para uma almofada; falar o que vai na alma à frente de um espelho; permitir-se chorar; conversar com uma pessoa amiga, familiar ou com um terapeuta; caminhar ou correr na Natureza, sentido os aromas e as cores; ou caminhar descalço num jardim.

Para conseguirmos lidar com este sentimento, cabe a cada um de nós procurar encontrar a sua forma de libertação, deixando a raiva fluir, sem causar perturbação nos que o rodeiam ou pelo menos minimizando as consequências da sua manifestação.

O importante, é não esquecer que não controlamos nada e que devemos procurar abraçar a nossa fragilidade, aceitando-nos tal como somos.
​
Imagem
CARLA MELO
PROFESSORA, HOMEOPATA E FACILITADORA TRANSPESSOAL DE CÍRCULOS DE MULHERES
homeoinsight@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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