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A Ditadura da Coerência

1/6/2018

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As experiências de vida, o percurso pessoal e o contexto vivencial específico de cada indivíduo são percursores de mudanças no paradigma de valores pelos quais se rege, no que acredita ou no que sente. E, caso sejamos coerentes e verdadeiros com quem somos, em cada momento do nosso percurso, iremos inevitavelmente, desenvolver atitudes e comportamentos diferentes dos que tínhamos em etapas de vida anteriores. Por Fátima Figueiredo

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Numa abordagem psicológica, considera-se que alguém é coerente quando age de acordo com os seus princípios e valores. Quando um indivíduo expressa algo que o seu comportamento não acompanha gera-se uma contradição que provoca no seu interlocutor uma sensação de incoerência ou desfasamento entre o princípio evocado e a ação.

 A coerência carateriza-se por uma sincronia entre o que o indivíduo sente e pensa e a forma como age e se comporta. Esta sincronia entre o pensar/sentir e o agir/comportar é determinada pelo locus de coerência interior, ou seja, quando o indivíduo age em conformidade com os valores pelos quais se rege, cria-se uma perceção de «verdade» na relação entre o seu comportamento e o seu «eu interior».

Por exemplo, se um sujeito valoriza a solidariedade social, poderá retirar um profundo sentido de realização pessoal ao exercer algum tipo de trabalho voluntário na comunidade. Este comportamento aproxima a realidade do indivíduo dos seus valores, contribuindo para acentuar uma sensação de continuidade entre o que pensa e o que faz.

A perceção de se ser coerente em relação ao seu «eu interior» tem repercussões nas escolhas e opções que cada indivíduo faz relativamente às dimensões fundamentais da vida, sendo evidentes algumas vantagens deste locus de coerência interna, nomeadamente a possibilidade de criar e desenvolver relações sinceras e promotoras de harmonia, já que as escolhas de vida são feitas em função dos valores que o individuo privilegia e que contribuem para o seu bem-estar.

Um indivíduo que valorize como pilar fundamental a liberdade, poderá optar por direcionar a sua vida profissional para a criação do próprio negócio, condição que lhe permitirá tomar decisões e optar pelo rumo que pretende imprimir à gestão. Se o mesmo sujeito optar por uma profissão sem autonomia, na qual dependa permanentemente das decisões de terceiros, onde não possa imprimir a sua criatividade pessoal, provavelmente sentir-se-á pouco realizado e sem possibilidade de crescimento profissional.

Agir em conformidade com o locus de coerência interior é um fator potenciador de saúde mental, que permite alcançar maior conhecimento de quem é, do que precisa, do que gosta e de para onde se quer dirigir.

Numa análise ao impacto social, a coerência revela ser uma caraterística claramente compensatória, já que tendemos a considerar como mais credíveis as pessoas que consideramos agirem em função do que pensam. Também valorizamos a informação que recebemos de pessoas consideradas credíveis, em detrimento da que nos é veiculada por outras fontes.

Mas nem sempre é fácil ser verdadeiro e agir em conformidade com o nosso eu interior. Existe, efetivamente, um preço a pagar pela ditadura da coerência imposta pelos outros, ou seja, pelo locus de coerência externo. Poderemos sentir, em certos momentos, uma pressão exterior dos que nos rodeiam para que mantenhamos o mesmo rumo de vida, quando este já não espelha o nosso genuíno «eu interior».

A experiência de vida, o percurso pessoal e o contexto vivencial específicos conduzem a mudanças que se podem refletir no paradigma de valores pelo qual nos regemos, no que acreditamos ou no que sentimos. E, caso sejamos coerentes e verdadeiros com quem somos, em cada momento do nosso percurso, iremos inevitavelmente, desenvolver atitudes e comportamentos diferentes dos que tínhamos em etapas de vida anteriores.

Por exemplo, um apreciador da alimentação rica em petiscos pouco saudáveis e do convívio social ao redor da mesa pode, a determinado momento, desenvolver valores que se sobreponham aos previamente instalados, priorizando por exemplo a preocupação com a saúde, optando por um regime alimentar mais saudável e pela prática diária de exercício físico. Esta mudança, aparentemente simples, na hierarquia de valores de um sujeito pode suscitar no grupo social que mantém os comportamentos anteriores (organização de convívio à volta dos petiscos) movimentos de apoio e encorajamento ou, pelo contrário, de crítica, rejeição e distanciamento.

Estas mudanças interiores, que se repercutem na exteriorização de novas facetas do nosso «eu interior» podem ser alvo de crítica social por parte de quem nos rodeia e possui expetativas acerca da constância do nosso comportamento, nomeadamente amigos, familiares ou mesmo colegas de trabalho. Essa crítica, reveladora da expetativa de uma coerência estática, formatada à medida da leitura que o grupo social faz de cada indivíduo, não contempla a mudança interna inerente à idiossincrasia do percurso de cada um.

De facto, podemos afirmar que existe um preço a pagar por nos assumirmos coerentes na medida do nosso locus de coerência interior. Esta coragem de agirmos com verdade implica aceitar lidar com as desilusões dos outros relativamente a nós, com os juízos de valor e com a incompreensão.

A coragem de ser verdadeiro, de agir em coerência com o que se valoriza, sente e pensa, implica lidar com o medo ser rejeitado pelos outros, de ser alvo de juízos de valor considerados injustos, de sentir que se deixou de pertencer a um determinado meio onde antes nos sentíamos parte integrante.

Esta coerência interna é percursora de crescimento pessoal, feito inevitavelmente de escolhas por vezes difíceis, mas que nos aproxima de um estado de equilíbrio e do conhecimento mais profundo de quem efetivamente somos.

No reverso da medalha, é de extrema importância mantermos presente que os outros também percorrem um caminho pessoal, único, repleto de experiências e circunstâncias ímpares. E, como nós, também os outros, mesmo os que conhecemos há muito tempo e de quem esperamos, irrealisticamente, uma constância absoluta, vão crescer, aproximar-se do seu «eu interior» e mudar de convições, atitudes e comportamentos.

Esta aceitação da mudança interior dos outros, que não deve de forma precipitada avaliada como incoerência, poderá ser facilitadora do desenvolvimento pessoal e da felicidade destes. A segurança que encontramos na coerência que exigimos aos outros, pode, em muitos casos, ser contrária ao crescimento pessoal de quem gostamos.
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FÁTIMA FIGUEIREDO
PSICÓLOGA CLÍNICA
www.fatimadfigueiredo.wixsite.com/fatimafigueiredocons
consultorio.fatimafigueiredo@outlook.com

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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A Ginástica da Atenção

1/5/2018

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Os estudos dizem que, em 50% do tempo, as pessoas vivem em piloto automático. Para fortalecer a sua capacidade de estar presente, precisa praticar a atenção plena. Saiba um pouco mais sobre esta ginástica da atenção. Por Ana Teresa Silva

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​“A qualidade da nossa atenção determina a qualidade dos nossos resultados” Otto Scharmer
 
Diga-me uma coisa. Em casa de manhã, desde o levantar até sair, no carro ou nos transportes públicos, no trabalho de manhã, de tarde, a ir buscar os filhos à escola, em casa à noite até se deitar, onde anda você, a sua mente? O quanto está realmente presente?
 
Pesquisadores da Universidade de Harvard estudaram 2.250 pessoas e concluíram que o estado habitual de distração ocupa aproximadamente 50% do nosso tempo. Ou seja, 50% do seu tempo pode andar em piloto automático, com a sua mente ocupada, não no momento presente, mas a pensar nalguma tarefa futura, lembrança do passado, ou mesmo perdida no mundo do imaginário. Acha que é o seu caso?
 
Apesar desta capacidade de operarmos em piloto automático ser uma vantagem evolucionária, o problema é que viver em demasia nesse estado traz muitos prejuízos. No mesmo estudo concluíram que somos mais infelizes quando estamos distraídos, para além de que somos menos eficientes na execução de tarefas, vivemos mais ansiosos (pensamentos sobre o futuro) com tudo o que isso implica para a saúde e temos mais tendência para a depressão (pensamentos sobre o passado).
 
Ora, é neste reconhecimento que a mente humana é uma mente dispersa, e uma mente dispersa é uma mente infeliz, que deparamos com a importância de exercitar a atenção plena, ou seja, de viver conscientemente o aqui e agora de forma plena e intencional. Por outras palavras já usuais, é essencial aprender a viver numa atitude mindful. Só que para diminuir aqueles 50% habituais de distração a que a sua mente está habituada, e fortalecer a sua capacidade de estar presente, consciente de si mesmo e do seu impacto sobre os outros, sensível às suas reações e situações de stress, é necessário praticar essa atenção plena um pouco todos os dias. E olhe que esta ginástica da atenção, chamemos-lhe assim, não é diferente de aprender um novo desporto, uma nova língua ou tocar um instrumento musical: exige disciplina, regularidade e tempo de prática.
 
Está preparado?
 
Como diz Eckhart Tolle:“Estar identificado com a mente é estar preso ao tempo. É a compulsão para vivermos quase exclusivamente através da memória ou da antecipação”.Ao pensar repetidamente no passado e ao criar constantes preocupações sobre o futuro, não permite que o presente seja o principal foco do seu pensamento.O grande desafio e convite das práticas de Atenção Plena é o conseguirmos trazer para as nossas relações e atividades do dia a dia, que geralmente executamos de forma automática e inconsciente, as qualidades de presença, abertura e atenção àquilo que se passa dentro e fora de nós.
 
Comece logo ao acordar. Em vez de levantar-se num impulso, permita-se despertar de forma gradual e com atenção na sua respiração, no seu corpo. Esteja presente ao lavar os dentes. No trânsito. A comer, saboreando cada garfada. Pode até usar sons habituais, como seja o toque do seu telemóvel, para, sempre que tocar,aproveitar para voltar ao momento presente, se lá não estiver,e fazer check-in do seu corpo, dos seus pensamentos e emoções. Durante uma semana, pode tentar reparar nos sons que todos os dias ignora, noutra semana, pode reparar nos cheiros à sua volta, noutra, pode reparar no rosto de toda a gente com quem fala.
 
Seja criativo nas práticas diárias de atenção plena, pois quando transformarmos a nossa forma de perceber o que nos rodeia, melhoramos a nossa qualidade de vida;ficamos mais tranquilos, melhoramos o nosso relacionamento com os filhos, que também serenam, baixamos níveis de stress, ansiedade,reforçamos o sistema imunitário, aumentamos a capacidade de concentração, melhoramos a memória, a capacidade de solucionar problemas e há até quem consiga perder peso, visto que potenciamos uma atitude consciente face à alimentação.
 
Por fim, um outro elemento essencial da atenção plena é a “emoção plena”. Em inglês, mindfulness (mind – mente) e heartfulness (heart – coração). Há mesmo quem diga que a atenção plena e a emoção plena são como as duas asas de um pássaro, pois é aqui que ampliamos - pela maior empatia, escuta ativa e compreensão -a nossa capacidade de nos relacionarmos com os outros harmoniosamente e de nos conhecermos melhor. Experimente. Comece já hoje a surpreender-se com tudo o que lhe traz o aqui e agora em verdadeira presença. Vai valer a pena.
​
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ANA TERESA SILVA
LIFECOACH, PRACTITIONER DE PNL E PSYCH-K®
www.about.me/anateresasilva
www.anateresasilva.com/life-coach
coaching@anateresasilva.com

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Qual é o seu porquê?

1/4/2018

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Quando estamos perante momentos de mudança é importante ter clareza do nosso porquê. Este porquê pode muitas vezes ser o nosso farol, que nos guia e que nos ajuda a superar as dificuldades, os medos e as dúvidas. Por Lígia Silva

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

“Ele estava prestes a entrar em palco, sabia que aquela era uma oportunidade única, mas o medo não lhe permitia usufruir dessa experiência. Sentia o coração a bater muito depressa, a boa seca e as mãos a tremer. Se aquele era o momento para ele sentir coragem, ele não o estava a conseguir. Até que naquele instante se recordou do porquê. O porquê de ter escolhido dar esse passo, o seu filho. Ele sabia dentro dele que independentemente do que acontecesse pelo menos mais tarde ele poderia dizer ao filho para ultrapassar os seus maiores medos, pois ele também o tinha feito. “
 
Não sei se já aconteceu consigo, mas ao longo da minha vida defini objetivos, comportamentos ou ações em que no inicio estava cheia de força para implementar, mas depois por alguma razão “lógica” não o fiz, ou não consegui dar o passo ou não consegui manter. Em tantos momentos, sabia que tinha que cuidar mais de mim, da minha autoestima e do meu amor próprio e não o fiz. Em tanto momentos sabia que tinha de começar a ter comportamentos diferentes para atingir aquilo que queria, mas não o fiz.   
 
Acredito que em muitos momentos da nossa vida, estamos no meio de uma ponte. Num lado temos o mesmo comportamento, caminho, pensamento ou ação de sempre, em que já sabemos qual é o resultado que obtemos, ao escolher esse caminho, por vezes este caminho leva-nos para o não enfrentar dos nossos medos. Nessa mesma ponte, existe um outro lado, um caminho novo, um comportamento novo, uma ação nova. Mas ao avançar nessa direção não sabemos qual é o resultado. Existe nevoeiro e não sabemos o que pode acontecer, sentimos medo ou então uma enorme resistência em experimentar.

O que nos faz avançar por esse caminho que não conseguimos ver com clareza?
Um PORQUÊ emocionalmente forte!
Cada um de nós tem o seu porquê.  O porquê é aquilo que nos impulsiona avançar mesmo sentindo medo. É aquilo que nos ajuda avançar pelo meio do nevoeiro, pelo caminho que não conhecemos e a manter a consistência de novos comportamentos, de novas ações, de novos pensamentos.

O grande desafio é que normalmente não o utilizamos como uma ferramenta para alavancar os nossos resultados, ou simplesmente para nos ajudar a enfrentar aquilo que nos deixa mais desconfortável.

Acredito que esta é a variável determinante, que nos pode ajudar a fazer as mudanças que queremos e acima de tudo a manter a sua consistência. O nosso porquê tem que estar presente quando recebemos um não, ou quando a nossa expetativa não se concretiza. O nosso porquê tem que estar presente quando a dúvida se instala.

Um porquê emocionalmente forte é a gasolina que o nosso carro necessita para se manter em movimento, rumo ao destino que eu quero.

Por isso se está num momento da sua vida em que está no meio da ponte, identifique o seu porquê, e usa esse porquê no seu dia-a-dia, sempre que sentir medo, sempre que sentir dúvida.

Para descobrir o seu porquê, coloque a si próprio as seguintes questões:
Porque é tão importante para mim fazer esta mudança?
Porque é tão importante para mim avançar por este caminho que não conheço?
Porque é tão importante para mim começar a cuidar de mim?
Qual é o exemplo que estou a dar se fizer esta mudança?
Quem posso influenciar com esta mudança ou com este novo caminho, comportamento?
Com quem poderia partilhar mais tarde esta experiência?
Após responder a estas questões, perceba o que ressoa mais em si, nesse instante está bastante próximo do seu porquê!
Espero que este artigo o ajude no seu dia-a-dia.
Um beijo enorme e até já! 
​
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LÍGIA SILVA
LIFE COACH E TERAPEUTA
www.ligiasilva.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Impermanência, o fluir da Vida

1/3/2018

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​Por mais estática e fixa que queiramos que a Vida seja, a fluidez natural e necessária ao funcionamento do Universo não deixa. Por isso é vital aceitar a impermanência da Vida.
Por Carmen Krystal


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Todos os dias, a cada hora, minuto e segundo, há mudanças a ocorrer, há imprevistos, há novos desafios que levam ao movimento da vida e que, o próprio movimento da vida também faz ocorrer. No entanto, na mente do Ser Humano, continua a existir a ilusão de que tudo deveria ser estático, parado, constante e sem mudanças. Nada deveria fazer-nos sair da nossa zona de conforto nem provocar desequilíbrios no nosso estado emocional, pois tudo deveria ser sempre a favor do conforto emocional que procuramos sentir constantemente.

Acontece que vivemos integrados num Universo que de estático nada tem e onde todos os corpos se movem a um ritmo próprio. Todas as galáxias sabem para onde vão e como vão, todo o movimento das estrelas, dos planetas, asteróides e tudo o que compõe o cosmos, por muito que aparentem estar parados, seguem um fluxo de movimento organizado e constante, e cuja fluidez é deveras importante que seja mantida para que tudo esteja em equilíbrio.
 
Se estamos integrados neste Universo, nada em nós pode ser permanente, nem estar parado. Basta pensar no funcionamento do nosso organismo. O nosso coração bate sem o mandarmos, a respiração flui sem pensarmos que precisamos de respirar, o liquido cefalorraquidiano segue o seu ritmo próprio para alimentar e equilibrar o nosso sistema nervoso. O sangue circula, os órgãos trabalham cada um na sua função como uma equipa para que a máquina orgânica esteja sustentada e operacional. Tudo seguindo uma fluidez natural.
 
Quando pensamos no conceito de fluir, regra geral a imagem que nos ocorre é a água a correr. Um rio a correr para o mar, contornando todas as barreiras e obstáculos é o maior exemplo de fluidez. A força e ao mesmo a tranquilidade são caraterísticas dessa fluidez. A excelência da vida está em aprender a viver de acordo com este fluir natural que ocorre em qualquer circunstância, assim estejamos nós focados naquilo que é realmente importante.
 
Marco Meireles partilha como conseguir esta maravilha no seu livro o Plano A de uma forma simples e muito objetiva, de acordo com o estudo do investigador e professor de psicologia e gestão, Mihaly Csikszentmihalyi. “Na experiência de fluxo as pessoas vivem o momento de forma tão profunda e sentem-se tão completamente em controlo, que o seu sentido de tempo, de lugar e até de «eu» se dissipam.”
 
Grandes empresas como a Microsoft e a Toyota compreenderam que criar ambientes propícios à criação de fluxo, ajuda as pessoas a alcançar a mestria, aumenta a produtividade e a satisfação do trabalho. Ajuda, mas não faz tudo. A experiência do fluxo em si depende de cada um dos trabalhadores assumir a responsabilidade de se permitirem fluir na onda. Assim é também na nossa vida pessoal e com tudo o que nos acontece: assumir a responsabilidade do nosso caminho, usar a força para avançar, mas manter a tranquilidade para o fazer de forma serena e de acordo com os objetivos pretendidos é tudo uma questão de escolha. É desta forma que, mesmo quando há obstáculos, conseguimos aceitá-los e lidar com eles como apenas algo a contornar e não como entraves, porque acabam por fazer parte do percorrer do caminho e trazer aprendizagem, naturalmente.
 
Quando não se aceita a fluidez da Vida, acontece a frustração.
Filosofia de vida é a expressão que serve para descrever um conjunto de ideias ou atitudes que fazem parte da vida de um indivíduo ou grupo. Se a impermanência é o que mais existe na vida, porquê escolher filosofias de vida que vão contra a natureza do Universo? Não faz sentido! O respeito pelo funcionamento natural das coisas é a base para que a vida corra como tem de correr, de acordo com todas as leis do Universo e todas as regras da existência em equilíbrio.
Viver em sintonia com o Fluxo, é viver o presente e deixar a vida acontecer de acordo com o que é importante em cada momento. Manter o foco no caminho a construir e nos objetivos a alcançar é deveras importante. Na natureza temos um excelente exemplo: os Pinguins. Quando sentem o gelo a partir por baixo das patas, sabem que têm de partir rumo a mais um ciclo de procriação e busca de alimento.
 
Não é preciso obsessão nem excesso de preocupações e exigências pois com stress efetivamente é mais provável que a sincronização desapareça e não se faça as escolhas certas nos momentos certos para alcançar as metas certas. Porque quando algo falta no presente há um bocado de futuro que não acontece. Mas é muito mais saudável viver numa filosofia de vida onde o erro também é aceite, onde o imprevisto também tem lugar e a vida gera tudo o que é preciso para lidar com todas as situações do que estagnar ao mínimo pormenor de dificuldade.
 
É por isto que a Fé é importante na vida e está de mãos dadas com a Impermanência. Ter fé não é acreditar que vai acontecer o que nós queremos, mas sim, confiar que vai acontecer o melhor para nós, seja isso o que for. Confiar no fluxo da Vida e aceitar a impermanência do Universo é exercer a Fé ao mais alto nível. E viver numa filosofia de vida onde a fé impera trará sempre bem-estar e satisfação ao Ser Humano. 
​
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CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA, REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
terapias.carmenkrystal@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Julgamos que Aceitamos mas, Não Aceitamos que Julgamos

1/2/2018

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Parecemos peritos em julgamentos e quase que condenados a julgar, mas haverá outra escolha? O que ganhamos ao ir por este caminho?Aceitar o julgamento é uma escolha. Continuar a julgar é uma opção.Quando a consciência se instala e se ganha perceção, a magia acontece. Aceita o julgamento. Confia. 
Por Joana Costa Meira 


in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Julgamo-nos, julgamos os outros, julgamos o mundo!

Julgamos que sabemos, julgamos que queremos, julgamos que conhecemos, pedimos que não nos julguem e, até assim, estamos a julgar!
​
A vida do dia-a-dia corre cheia de pressa e, pelos intervalos, lá vamos nós julgando, aqui e acolá, este ou o outro.

O que nos faz perder o nosso precioso tempo (que parece cada vez mais escasso!!) nesta tendência que nos envolve e absorve de querermos controlar tudo e todos, de querermos colocar o nosso mundo ‘à força’ em mundos que, muitas vezes, nem são os nossos?

Engraçado, não é? Queixamo-nos do tempo, mais precisamente da falta dele, do pouco tempo que temos, mas, nem assim, paramos de tentar opinar em relação a este nosso mundo e até outros que podem ou não existir!

Olhamos para a pessoa e já não vemos a pessoa, vemos o comportamento que julgamos!
Olhamos para um desafio e não fazemos por procurar uma solução, julgamos e opinamos com o nosso melhor vocabulário acerca do que foi ou podia ter sido (normalmente entre o mau e o péssimo).

Estamos com alguém e, já não criamos empatia, já não sentimos o que ela sente, julgamos o que ela sente e descrevemos sim, como se ‘deveria’ sentir.

Baloiçamos entre provas e provações, entre julgamentos e opiniões que nos desgastam e colocam um filtro tão pesado nestas nossas vidas.

O que estamos a ganhar com estes comportamentos?

O que ganhamos quando nos cobramos, quando nos impomos, quando tiramos partido, quando aplaudimos e somos a pancadinha nas costas’?

 Quando condenamos e desvalorizamos o que por nós passa, o que a nós chega?

Vivemos numa sociedade em que tudo temos e nada nos satisfaz, numa sociedade em que as pessoas têm tecnologia, acessibilidade a tanta informação e, no meio de todas estas distrações, perdemo-nos do mais importante: Da aceitação. De nós.

O mundo que nos acolheu leva-nos hoje para longe de ‘nós’ e, talvez seja por este motivo, por nos encontrarmos perdidos (embora ocupadíssimos!!!) nesta viagem que é a vida que, quando temos oportunidade, numa situação ou relação que nos envolve, libertamos aquilo que, tantas vezes não conhecemos conscientemente.

Parece que, aproveitamos esses mesmos momentos para nos mostrarmos ao mundo e deixar sair aquilo que vamos acumulando e empurrando para baixo, o que vamos calando e preferimos não conhecer, não vá atrapalhar na rotina do dia-a-dia.

No fundo, estes julgamentos, talvez sejam o escape da nossa consciência, o nosso grito de alma a querer dar-se a conhecer, a querer mostrar-nos quão desalinhados andamos com a nossa essência, com o que nos move!

Talvez pudéssemos escutar e agradecer em vez de contrariar e julgar o que de nós vem, o que de nós, nos chega.

Todos os dias acontecem situações e momentos que preferíamos que fossem diferentes ao julgar? Ao puxar pela minha veia do mal e colocar-me naquele estado inseguro-desconfiado-inflamável o que ganho com isso?

Julgamos os outros, o mundo lá fora e esquecemo-nos de como todo esse mundo, tudo aquilo que temos e vemos diante de nós, não é mais que o nosso reflexo.

Perdemo-nos nas críticas, quando nos poderíamos encontrar nesses mesmos critérios que tanto nos incomodam e fazem saltar a tampa!

Criamos estádios de frustração, alteramos comportamentos, tornamo-nos sisudos, tristonhos e inflamáveis, quando somos nós, quando é a nossa essência que se expressa em cada diálogo, em cada gesto, em cada relação.

Temos receio de não ser suficientemente bons, de não sermos suficientemente competentes, carinhosos e valiosos e, é esse medo que nos leva a reagir. É esse medo que nos leva a reagir!

A vida acontece, as situações mudam, os desafios transformam-se e nós reagimos.

Já ninguém responde, já ninguém se ouve. Só se reage.

Vivemos num piloto automático em que as escolhas já não parecem opção, em que tudo parecem ser deveres, preconceitos e suposições.

As nossas escolhas e as nossas decisões são quem nos guia, quem nos coloca no caminho.

Todos os dias escolhemos, em todos os momentos de cada dia tomamos decisões, mais ou menos conscientes, com mais ou menos interferência no nosso dia-a-dia, na nossa vida.

É num ‘sim’ ou ‘não’ que fazemos a diferença. É num ‘vou’ ou ‘não quero’ que entramos no barco ou saltamos fora.

Parece ser algo demasiado decisivo e importante para que deixemos de parte, para que votemos em branco e nos ponhamos em jeito de seguir numa viagem que não é a nossa.

Fluir é deixar ir. Que seja essa a tua escolha, deixar ir, que seja escolha ir ou não ir.

É ao ouvirmo-nos, ao seguirmo-nos, ao respeitar o que em nós grita que fazemos a verdadeira escolha, a escolha que acalma o coração.

Quando paramos e tomamos consciência de nós, quando nos conhecemos e nos respeitamos, será isso que vamos refletir em cada gesto, em cada sorriso, em cada momento.

Quando nos permitimos ser nós, sem condenações e julgamentos, damos espaço à aceitação e amor. Acolhemo-nos e temos compaixão por nós, como de se de outra pessoa se tratasse. Somos amor e transbordamos amor. Quando assim é, o julgamento dá lugar à aceitação, ao abraço.

Julgar é uma estratégia. Julgar é uma ferramenta. É espelho de nós, reflexo no mundo.

Julgar pode até ser inevitável, mas, que depois de hoje, jamais deixe de ser consciente. Que julgar seja, depois de hoje, passo no caminho da aceitação, que seja lição que virou bênção.
​
Que o julgamento a partir de hoje, a partir de agora, seja aceite e que dele consigamos tirar o melhor fruto e sabor. Que, dessas sementes nasça a planta mais forte e vivaz, nasça a árvore que se verga quando precisa de mergulhar no rio para dele se beber e, que a mesma árvore seja capaz de se erguer e se abrir aos céus para se aquecer quando o Sol parecer não chegar a terra firme. 
​
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JOANA COSTA MEIRA
ENFERMEIRA, LIFECOACH, PRACTIONER DE PROGRAMAÇÃO NEUROLÍNGUISTICA
E CRIADORA DA MISSÃO PICK A DREAM
www.pickadream.pt
www.instagram.com/pickadream.joanameira

​in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Querer vencer e dize-lo sem culpa

1/1/2018

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A vontade de vencer é intrínseca ao ser humano. Mas culturalmente, durante anos demais, dize-lo soava a arrogância. A qualquer coisa que implicava desonestidade.
​Por Sofia Vieira Martins


in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Mas longe vão esses tempos. Porque quer o digamos em voz alta, quer o digamos para o nosso coração, vencer é o nosso maior desejo.

Vencer significa superar. E cada vitória encerra em si toda uma sequência de conquistas. No caminho para os nossos sonhos, somos levados a questionar medos. A desenvolver talentos. A enfrentar as vozes exteriores que parecem ter o condão de nos desmotivar. A perceber o que nos move. Quem nos move. De que matéria somos realmente feitos.

Atingir o sucesso é acreditar que conseguimos ser excelentes. Em cada etapa alcançada, ganhamos uma competência. E cada competência digerida dá-nos uma confiança que nos faz querer ir sempre mais além, até à grande Meta. Muitas vezes, sem sinais nenhuns que o indiquem, a não ser uma profunda fé em nós.

Em tempos trabalhei numa empresa judia onde se contava que o seu fundador, pai dos atuais proprietários, tinha saltado de um comboio que o levava para o campo de concentração de Aushwitz. Munido apenas com uma fotografia dos seus pais, conseguiu chegar a Portugal. E construiu um autêntico império. Uma história extraordinária que nos faz refletir se serão as circunstâncias que determinam o sucesso.

Se não forem, então o que será necessário para conseguirmos realmente vencer? Proponho sete etapas:
- Planeamento: Estabelecer um fio condutor. Saber o que preciso aprender. Pontos em que preciso ganhar mestria. Ao definirmos uma rota, estamos necessariamente a fazer um caminho de auto conhecimento. Ter essa consciência, já é uma vitória.

 Determinação: É ela que nos faz sair da inércia e se alia ao nosso plano previamente traçado. Conscientes de que qualquer caminho tem pedras e armadilhas, a determinação dá-nos discernimento.
- Humildade. Para compreendermos que precisamos uns dos outros. Pedir ajuda é um ato de sabedoria. Umas vezes estendemos a mão, noutras somos nós que a pedimos. E sabe muito bem. Reconhecer quem nos ajuda, torna a chegada mais saborosa. E próspera.

- Paixão. A grande força por detrás de qualquer sucesso. A paixão é determinante para arrastarmos outros connosco. Para acreditarmos naquilo que queremos alcançar. Para superar obstáculos. E para sermos surdos a pessimistas, disfarçados de realistas.

- Entusiasmo: Outra força importante que nos dá força e nos mantém à tona. O entusiasmo introduz a alegria que torna o caminho muito mais fácil de percorrer. O sentido de humor tudo contorna, tudo relativiza. E é capaz dos maiores milagres. O entusiasmo, tal como a paixão, é contagiante.

- Intuição: Mesmo que diga que não a tem, tem. Tem mesmo. E se estiver alinhado com os seus objetivos, ela vai falar consigo. Sinta-a para que o ajude nos passos a tomar. A saber qual a altura certa para avançar. E esteja atento também aos seus sonhos. Eles encerram um manancial de respostas e dicas. Quando se sente alinhado, a intuição grita. Não tem como não a ouvir.

- Sensação de missão: Termos consciência de um plano maior para os nossos objetivos, é torna-los especiais. É aceitarmos que fazemos parte de um todo que tudo acolhe e integra. E essa força, inserida em cada poro do nosso corpo, é a energia que precisamos para nos aquecer naqueles momentos mais difíceis. Porque vão existir.
​
Quando vencemos, mudamos. Melhoramos. Tornamo-nos pessoas mais seguras, completas. E o ponto de partida pode ser também uma fotografia. Um sonho. Uma ideia. Um desejo. Saiba que há um caminho a trilhar. Deixe-se alimentar por essa vontade profunda. Permita que ela o invada. Nesse momento, nesse exato momento vai saber que o seu desejo estará definitivamente ao seu alcance.
 
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SOFIA VIEIRA MARTINS
TERAPEUTA E COACH PESSOAL
www.sofiareiki.wordpress.com

​in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
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Amabilidade

1/12/2017

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(H)abilidade de amar, A ética da Alma, a ética de Portugal? Sermos amáveis connosco e uns com os outros devia ser tão natural como respirar, como viver em estado de amabilidade de alma? Irradiando amor. Por Kyra Abreu

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Ao ler amabilidade, ocorre-nos logo, “h”abilidade de amar. Onde residirá esta habilidade de amar, esta amabilidade? Se é amar, estará com certeza no coração. Inscrita na pureza da alma e um atributo inato a todos nós, sem excepção.

Então, o que nos impede de manifestar esta amabilidade espontânea da alma? A coisa mais natural devia sermos amáveis, queridos, atenciosos, amorosos não só connosco, mas uns com os outros, muito além de “educação” de forma natural e graciosa e não é o que vemos ou o que somos.

O Stress do corre-corre, a ansiedade e preocupação, são uma espécie de “colete de chumbo” (como o que usa o radiologista) que abafa a alma, não a deixa respirar, brilhar e exercer a consciência inata de estrela, de dadora constante de amabilidade, afabilidade de amor.

como dissolver este “colete de chumbo”, espartilho da alma?
Percebendo que não somos a densidade, somos algo muito mais forte, elevando-nos acima dela e chamando a alma de volta e nutrindo-a através da amabilidade incorporando o Ser no fazer e dando lhe sentido. Se pensas que nada tens para dar, tens as tuas bênções com todos os que contigo cruzam.

Podemos beber inspiração em Beethoven que, quase surdo e a sofrer fez a Intenção de deixar o mundo mais bonito através do Hino da Alegria, hoje hino da Comunidade europeia e uma música que nos eleva e cura. Ou de Madre Teresa que, mesmo sentindo se vazia, resgatou milhares de almas e deixou a obra que sabemos através da amabilidade…

Como o podemos fazer? De múltiplas maneiras já que todos somos únicos e, nesta singularidade, ao nosso jeitinho próprio podemos logo ao acordar, intencionar instalar um grande sol, sair do nosso umbigo, do nosso “Palácio das necessidades”, e começar a dar o nosso melhor sorriso, o melhor gesto. O melhor abraço – no fundo, dar o que gostaríamos de receber, acordando o melhor no outro e em nós, pois o que damos volta sempre para nós exponenciado.  Gestos simples que nos ligam à nossa essência saindo do campo mental. Vamos lá treinar o sorriso boomerang.

Podemos também, ao acordar ou sempre que nos sentimos acelerados, “desligados”, respirar serenamente – a respiração é sempre um modo de auto regulação – ligarmos nos à Fonte criadora de tudo, a Deus e criar um espaço sagrado à nossa volta, removendo tudo o que nos afasta de Deus, da alma, pedindo para que todas as brechas sejam fechadas, corte de cordas com tudo o que nos afasta da alma e selando este espaço com amor divino em que nada nem ninguém pode perturbar. Neste registo de paz, ser nos à fácil irradiar paz, amabilidade, não conseguiremos agir de outro modo.

Quem sabe esta amabilidade espontânea seja também um atributo de Portugal (o Porto do Graal) levando ao mundo uma nova forma de estar: a generosa amabilidade de afetos que resgata o melhor em nós e a sabedoria inata da alma que transcende e casa com a ciência? “Por águas nunca dantes navegadas” já dizia o poeta.

Honrar a amabilidade em nós é honrar o país que escolhemos ou que nos escolheu a nós.
Só por hoje, sê amável na intenção, no pensamento, na palavra, na ação. Sê tu mesmo. Sê Portugal.
E, enquanto escrevo, uma canção de que não sei o nome, mas cuja música aflora “se não tens mais que dar, sei eu: tens estrelas, tens o mar. Tens lá dentro o coração”.
​
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KYRA ABREU
AUTORA, PALESTRANTE, TERAPEUTA
www.ceo-curaestelardeorion.com
escoladoserestelar@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017
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Praticar o Desapego

1/11/2017

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O apego é o principal obstáculo ao desenvolvimento da nossa espiritualidade e é o grande causador de sofrimento. Então como praticar o desapego? Por Sofia Pérez

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

O apego começa no útero. Recolhemos, desde aí, impressões, sensações e experiências que ficam agarradas a nós. O apego é uma tendência natural do ser humano que existe também no reino animal. A grande diferença é que a natureza sábia e poderosa sabe o momento certo para deixar ir a cria, enquanto que nós, seres humanos, cultivamos esse apego aprisionador comummente chamado amor e postergamos esse momento de deixar ir. Então agarramo-nos, a tudo ao que está dentro e fora de nós, e a lista é infinita: sensações, imagens, cheiros, impressões, acontecimentos passados, a sonhos falsos, a príncipes falsos, a relações líquidas e fúteis que não acrescentam valor, e passamos a ser escravos. Uma escravatura diferente, sem dúvida. Em tempos idos escravos eram aqueles que nada mais tinham além do seu corpo. Libertámo-nos, mas vivemos numa outra forma de prisão: o apego.
 
Mas porque somos humanos, o apego é parte de nós, é visceral e instintivo e serve um propósito fundamental, a sobrevivência como meta biológica e a segurança como meta psicológica. É um vínculo, sem dúvida, mas não é necessariamente sinónimo de amor ou afeto. É algo enraizado em nós, esta tendência de nos apegarmos e, quando desenvolvemos um apego que não é saudável, passa a ser o principal obstáculo ao desenvolvimento da nossa espiritualidade e o grande causador de sofrimento.
 
Então como desapegar daquilo que conhecemos e que nos dá conforto, mas nos faz sofrer, ou mesmo da ilusão de um conforto extremamente desconfortável? A mudança mete medo e o medo atrai o que tememos.
 
A resposta está em nós. Os comportamentos de apego e emoções humanas são adaptáveis, nós somos adaptáveis, juraram-nos que somos isto e aquilo, que somos assim e nós acreditámos. Mas não, não somos apenas uma partícula, ou retalhos de outras versões, temos um universo de possibilidades e de opções. Enquanto seres humanos evoluímos e, essa evolução teve e terá sempre como consequência a seleção de comportamentos sociais que tornam a sobrevivência do indivíduo ou do grupo mais provável. Então podemos também optar por desapegar recriando a nossa realidade.
 
Apegamo-nos às sensações más e também às boas e não exercemos o controlo daquilo a que nos apegamos. Por exemplo: sentimos um cheiro de uma comida que nos faz lembrar a nossa infância. O modo como reagimos a esse cheiro está diretamente ligado à impressão que ficou gravada em nós quando comíamos à mesa com a nossa família. Se a sensação for agradável, abrimo-nos completamente a ela, mas se as memórias que vierem associadas a esse cheiro forem negativas, vamos contrair-nos e provocar um bloqueio, ou seja, rejeitamos então outras possibilidades num dado cenário da nossa existência, impedindo a sua ressignificação. Nada flui. Não há luz. Não há energia.
 
Estas sensações de experiências passadas que ficam guardadas no nosso inconsciente e que influenciam as nossas respostas futuras e o nosso comportamento são chamadas de Samskaras, que uma vez adquiridos e acumulados, formam uma espécie de lentes multicores através das quais a perceção das nossas experiências emergem, e, como tal, reagimos através de uma lente do passado e não como a experiência realmente é sem filtros. Ficamos lá, presos a essa experiência do passado, apegados e provocamos um bloqueio.
 
E um bloqueio, gera um padrão que acaba por dominar a nossa vida. E um padrão existe como um degrau, os padrões não se quebram, temos que repetir a experiência, esvaziá-la de emoção, para que ela passe através de nós, libertando-nos, e assim criamos uma nova ligação neuronal dando um novo significado à experiência. O nosso cérebro tem a capacidade de adaptar-se, de expandir-se e de criar novos padrões, e estas são as boas notícias: é uma questão de opção. Então, assim como criamos padrões, de apego também podemos criar padrões de desapego.
 
Desapegarmo-nos do que é mau para nós, mas também do que é bom: “Não quero que ele(a) se vá embora, estou tão feliz. Eu preciso dele(a) e quero continuar a reviver este momento muitas vezes…” sabermos que nada é constante e imutável e que nós não conseguimos controlar a nossa realidade permite o desapego, o que não é sinónimo de deixar de amar, muito pelo contrário vai permitir viver o amor em pleno, em liberdade.
 
Quando apegamos provocamos o bloqueio através da tentativa ou de afastar as energias que nos incomodam ou tentando manter próximas as que nos agradam. Qual é a alternativa? Gozar a vida estando dispostos a vive-la como uma dádiva em vez de a combater, pois tal como na natureza sábia e poderosa, tudo tem um princípio, um meio e um fim, tudo está em constante transformação e nada é eterno. Se estivermos dispostos a viver assim, todos os instantes nos mudarão e abrirão um campo de infinitas possibilidades onde descobrimos que somos tudo aquilo que ainda não sabemos que somos e que afinal temos escolha, que podemos escolher não viver em sofrimento e desapegarmo-nos do que nos faz mal. Desapegar dói? Pois dói, mas a dor cumpre uma função e é inevitável. Já o sofrimento é uma opção. E quando dói não dói a vida toda, e a seguir passa. A dor não é mais do que um alerta, uma força poderosa que impulsiona à mudança.
 
Viver no desapego é a existência de um fluxo contínuo em que existem duas partes: a parte assustada que se fecha para a vida, e a outra, que se dedica a proteger a parte que está assustada. Se não existirem partes de nós, então não existirá nenhuma parte que não queiramos ver e, ao abraçar a nossa luz e a sombra, poderemos tornar consciente o nosso inconsciente. E na dança da psique estaremos nós, enquanto observadores mais sábios e conscientes, a fazermos acontecer a nossa vida. E este é o verdadeiro crescimento espiritual, a existência de uma única entidade dentro de nós. Não desperdicemos esta oportunidade.
​
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SOFIA PÉREZ
COACH HOLÍSTICO
www.coachsofiaperez.com
coachsofiaperez@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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(A ilusão do) Controlo

1/10/2017

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O segredo de uma Vida Feliz nem sempre passa pelo Controlo. Por vezes, vale a pena correr o risco de saltar para o desconhecido e deixar que a Vida tome conta de si!
Por Sara Martins


in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Nascemos, crescemos e, muito frequentemente, vivemos na ânsia de ter controlo sobre todas as facetas da vida.

Enquanto seres humanos, pais, filhos, profissionais dedicados, seres sociais, procuramos depender o menos possível do exterior para conquistar as metas que vamos criando para nós mesmos.

Mas será esta sensação de controlo e de domínio realizável, ou uma ilusão?

Sempre que traça um novo objetivo, está a testar os limites da sua zona de conforto. Aquela sensação de segurança vacila e depara-se com uma decisão a tomar; arrisca ou não?

É perfeitamente natural e até expetável que pare para avaliar os riscos do novo desafio a que se propôs:
“Já fiz isto antes?”
“Quero mesmo fazer isto?”
“O que me vai custar se eu arriscar e perder?”
“O que vou ganhar se conquistar este objetivo”?
Por norma, destacam-se duas posições opostas nos momentos de decisão: arrisca porque o que poderá ganhar é importante para si, ou retira-se da corrida porque o que pode perder é mais importante ainda.
Aquilo que lhe ocorre é sentir que não controla esta situação nova, e poderá perfeitamente não obter o resultado que tanto ambiciona.

Dá por si a perguntar-se se não seria melhor manter-se protegido dentro da sua zona de conforto? Ou será que parte imediatamente para a novidade e arrisca?

Um dos Pressupostos básicos da Programação Neurolinguística (PNL) diz-nos que “o mapa não é o território”. Este conceito, introduzido pelo filósofo e cientista Alfred Korzibski em 1934 (conhecido pelo desenvolvimento da teoria da Semântica Geral), foi acolhido pela PNL que lhe deu uma aplicação mais prática: atribuiu o seu significado ao facto de cada Ser Humano captar e recriar a realidade mediante os seus sentidos e os seus filtros pessoais e intransmissíveis (nomeadamente ao nível das crenças e valores, vivências e memórias).

Na prática, a Realidade de cada um será sempre diferente da Realidade do “outro”, porque cada um de nós tem apenas verdadeiramente acesso à sua interpretação da Realidade, e não à “Realidade” em si. E isso afeta todas as decisões que tomamos!

Se a sua interpretação da Realidade passa pela sua auto-preservação, tenderá sempre a tentar garantir a manutenção da sua Zona de Conforto, e a maximizar o Controlo que exerce sobre o que o rodeia.

Contudo, se a sua interpretação da Realidade se inserir numa visão mais flexível do Mundo que tem à sua disposição, terá mais facilidade em aceitar que existe muito para além daquilo que a vista alcança e saltar para o desconhecido, de forma a expandir a sua Zona de Conforto sempre que possível.

Quanto mais tenta exercer Controlo sobre a sua vida, mais limitações impõe sobre si mesmo. A questão que se coloca então é, será mais feliz dentro ou fora da sua Zona de Conforto?

Considerando que o Ser Humano é por natureza um animal social e que nenhum de nós vive propriamente isolado de outras presenças semelhantes, cada interação com o exterior vem sempre carregada da sua dose de risco.

Mas se quer criar laços, comunicar e conhecer o Mundo do Outro, terá obrigatoriamente de abrir mão de algum controlo e fazer cedências, para assim enriquecer o seu leque de experiências e encontrar outras Vidas para cruzar com a sua.

Até mesmo na comunicação com o Outro torna-se essencial permitir alguma flexibilidade de forma a que se encontrem no meio-termo onde a diplomacia é possível.

Caso contrário, se se limita a fazer, dizer e pensar aquilo que acha acertado, quanto poderá com isso aprender e evoluir? E quem se quererá aproximar?

Enquanto seres fascinantes e mutáveis que somos, a beleza da nossa Humanidade está, muitas vezes, entrelaçada com a dádiva do Amor pela novidade.

E só no desconhecido poderá descobrir mais sobre si mesmo. Mesmo que não controle o que acontece a seguir, a decisão de seguir em frente ou voltar para trás será sempre sua!

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SARA MARTINS
FORMADORA E MASTER COACH DE PNL
www.facebook.com/saramartins.coach
coach.saramartins@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Equanimidade, o que é?

1/9/2017

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Um dos padrões mais importantes para avaliar a evolução espiritual, consistindo na capacidade de manter a consciência num estado de serenidade de ânimo, tanto perante as situações desafiadoras como das prazerosas, a que o ser humano é submetido ao longo do seu percurso de vida. Este estado de equilíbrio da mente, passa por um trabalho de auto conhecimento, tem um forte impacto na autoconfiança do indivíduo, na sua capacidade de aceitação e aprendizagem, bem como nos relacionamentos, culminado numa incrível experiência de harmonia e paz interior. Por Sandra Félix

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​ “…O homem que não se deixa mais atormentar por essas coisas, - que se conserva firme e inabalável no meio do prazer e da dor, - que possui a verdadeira igualdade de ânimo: esse, creiam-me, entrou no caminho que conduz à imortalidade...”

Esta passagem foi retirada do livro “Bhagavad-Gita, a Mensagem do Mestre”, um grande clássico, muito apreciado pelos budistas e considerado o Livro sagrado do hinduísmo. Esta obra possui um profundo significado simbólico que está para além do sentido histórico, abrangendo a espiritualidade e o esoterismo em vários graus, revelando os conflitos travados pelo ser humano no seu íntimo - a batalha entre o bem e o mal, com vista a alcançar o equilíbrio entre as emoções contrárias, a “igualdade desânimo”– Equanimidade.

De um modo objetivo, poderemos definir Equanimidade, como sendo a capacidade de manter um estado de espírito profundamente sereno e tranquilo, perante as mais diversas situações a que o ser humano é submetido.

Atualmente, somos muitas vezes sujeitos a uma autêntica “montanha russa de emoções”, ora estamos super animados, super felizes, com alta motivação para fazer algo, ora ficamos desanimados, tristes, sem qualquer vontade para entrar em ação e vivemos esses acontecimentos com muita intensidade.Num momento de prazer, podemos vivê-lo tão intensamente até ao seu mais elevado grau, por outro lado quando somos atingidos por alguma coisa menos boa, sentimos essa dor como se fosse um punhal cravado no coração. Claro que não podemos generalizar, não estamos sempre nessas oscilações emocionais, mas o facto é que a grande maioria das pessoas não está num estado de equilíbrio constante – na “verdadeira igualdade de ânimo”, como refere no livro BhagavadGita.

Vamos a um exemplo prático, imagine que recebeu uma boa notícia: foi promovido no emprego e irá ter um aumento de ordenado. Segundo o princípio da equanimidade, não deverá animar-se ao extremo e fazer desse acontecimento, a razão da sua felicidade, deverá manter um estado de espírito estável, com serenidade e tranquilidade, apesar de se sentir feliz. Por oposição, imagine agora que lhe é dada a notícia, que em breve ficará sem emprego, seguindo o princípio da equanimidade, o seu estado de espírito deverá ser de igual serenidade e tranquilidade, apesar da notícia ser menos boa. O leitor poderá perguntar, mas se uma pessoa que vive sempre no mesmo estado de ânimo, tendo sempre tudo controlado não será desprovida de sentimentos, ou até mesmo insensível?

Não, antes pelo contrário, a pessoa que mantém o mesmo estado de ânimo, usufrui e sente tanto comooutra pessoa qualquer, os momentos de prazer e/ou dor. A diferença é que uma pessoa ao lidar com esses momentos em equanimidade, ela permite-se sentir, aceitar esses acontecimentos como são, de forma equilibrada, não se deixando abalar pelos acontecimentos, mantendo sempre a serenidade de espírito.

Este autocontrole é fácil? Claro que não, requer treino diário, um trabalho de autoconhecimento profundo, ao nível das emoções e em especial com o seu “Eu superior”. Para iniciar este trabalho interior, comece por se observar a si mesmo, sem apego. Preste atenção às suas emoções, à forma como rege às diferentes situações da vida, aceite-as e procure treinar a serenidade. Encare a realidade exterior como uma aprendizagem, e pergunte-se:” o que é que eu posso aprender com esta situação que me está a acontecer”? O objetivo é voltar o foco para si, para o seu interior. Poderá parecer egoísmo, mas é precisamente o contrário, ao focar-se no “EU”, irá desenvolver cada vez mais o Amor por si, não necessitando de aprovação externa, pois já tem a mais importante, a sua. Por outro lado, estará a criar alicerces sólidos que o tornarão apto para poder ajudar outras pessoas.A equanimidade surge, quando a realidade interna está fortalecida, rica e equilibrada consigo mesmo.

A Meditação, o Yoga, o Mindfulness, o Coaching, poderão ser excelentes meios para ajudar a trabalhar o seu auto conhecimento, alcançando a equanimidade. Ao alcançar esta serenidade de espírito, esta capacidade de experienciar de uma forma estável os diferentes acontecimentos do mundo físico,poderá experienciar uma paz e felicidade imensuráveis.

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SANDRA FÉLIX
COACH
www.caochingsandrafelix.com
www.facebook.com/coachingsandrafelix
coach@coachingsandrafelix.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017
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