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Céu e Inferno coexistem aqui e agora: tu escolhes em que ambiente queres viver

1/4/2019

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Todas as relações que temos com alguma coisa é uma expressão direta da relação que temos connosco próprios. Quanto mais estivermos conscientes de nós, menos violentas serão as relações com aquilo a chamamos outros. Por Marta Cóias

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Não vamos falar da violência visível, mas na violência subtil e interna que leva, por sua vez, à manifestação da externa. Afinal, não vale de muito tentar perceber consequências sem se ir primeiro às causas.

Quando nascemos estamos num estado de amor total, livres de conceitos, de ideias de certos e errados, de pessoas boas ou más. Rimo-nos para estranhos, brincamos com qualquer criança, partilhamos o que temos, abraçamos sem esperar nada em troca.

Muito rapidamente começamos a desenvolver um sistema de definição do mundo, através do que vamos ouvindo, vendo e sentindo. O que era um mundo inclusivo, sem separação ou julgamentos passa a ser um mundo segmentado por categorias, onde já há distinção entre o “certo e o errado”, “o que eu sou e o que tu és”.

Se nos portamos da maneira “certa” somos recompensados, se fazemos algo que os pais não gostam somos castigados. Isto permite desenvolver estratégias para se conseguir o que se quer, formas de manipular a “realidade”: damos um abraço porque queremos um brinquedo, sorrimos porque percebemos que assim gostam mais de nós. Deixamos de ser espontâneos e naturais e começamos a agir com vista a fins específicos. Isto começa a gerar uma violência interna, o ser humano abandona o seu estado de plenitude, em que nada falta, para passar a viver num estado de limitação.

A limitação é um estado de insuficiência gerado pelas tais categorias mentais em que “dividimos o mundo”, e estas geram comparações e julgamentos constantes da “realidade”.

Através deste tipo de julgamentos (ilusões) geramos uma personalidade, uma identidade, que se compara com as crenças que tomou como suas, defendendo o que lhe parece certo, apontando o dedo ao que parece errado, sofrendo com a impossibilidade do mundo se encaixar nas definições criadas. Como todos sabemos por experiência própria, não demora muito para percebermos que o mundo nem sempre vai corresponder às nossas expetativas, ou seja, a realidade não vai se vai manifestar nas nossas categorias (porque a Realidade nunca esteve ou estará encerrada em definições mentais) e as nossas ideias serão postas à prova para que as possamos ir largando e regressando a um estado de não definição, em que tudo está incluído, em que sabemos que não sabemos o que deveria ou não estar a acontecer, um estado de união com a realidade, uma estado de não julgamento, de ausência de sensações de falta e, como tal, sem necessidade de estratégias de manipulação da realidade, porque tudo está como deve estar. Este é um estado unificado de amor!

É uma violência interna viver através de julgamentos e comparações. Reconhecemos que as nossas estratégias de controle falham e sentimo-nos incapazes, frustrados, magoados. Estes sentimentos fazem com que comecemos a culpar o mundo pelo que sentimos e projetamos esta violência externamente de tão variadas formas.

Queremos coisas do nosso parceiro que ele não nos consegue dar, queremos coisas do mundo que ele não nos está a dar, queremos coisas da família que ela não nos está a dar, queremos em suma que os nossos desejos sejam satisfeitos e raramente acontece como planeado, assim, apontamos o dedo a quem achamos ser o culpado e descarregamos no alvo a nossa dor! Esta reatividade não só não cura, como nos distrai da fonte do problema. É como se empurrássemos a falta de entendimento de uns para os outros, ninguém a quer ver em si, parece mais fácil dizer que “vem dali”, isto perpetua no tempo a violência visível no reino humano.

Usualmente, quanto maior a dor interna mais violentos nos tornamos, temos que reconhecer que a dor não está a vir de fora, mas da forma como estamos a julgar a realidade! Por exemplo, se o nosso companheiro nos deixa, queremos culpá-lo pela nossa dor. Mas a dor está a vir de termos de lidar com o não ter controle sobre a vida, não podemos obrigar os outros a viver em função das nossas vontades. Cada um tem direito de viver como quer e não como nós queríamos que fosse. Se não virmos o que está por trás da dor, vamos sempre projeta-la outra vez. Em determinado momento seremos quase que obrigados a lidar com as áreas menos conscientes em nós já que os nossos padrões internos vão filtrar aquilo a que chamamos o mundo, pelo que vamos ver os mesmos padrões em diferentes cenários. Os julgamentos são expostos para serem vistos e transcendidos, é um processo de trazer à consciência as ideias em que acreditámos para nos definirmos a nós e ao mundo e relembrar com amor que somos Amor e não uma definição mental! É um processo de transparência entre a mente e o coração, é um abrir mão das ideias, das certezas, dos certos, dos planos. Aqui vivemos num espaço de neutralidade, de não-comparação, de aceitação, de liberdade!  

Enquanto andarmos a responsabilizar o político ou o mundo pelo estado da nossa existência só vamos aumentar as nossas sensações de insatisfação e frustração, já que não temos controle algum sobre o que acontece fora, mas…o que vemos fora é um reflexo do que vemos dentro! E temos controle sobre o nosso interior, sobre a forma como decidimos viver: céu e Inferno coexistem aqui e agora, tu escolhes a cada instante em que ambiente queres viver, em guerra com aquilo que sentes que está contra ti ou em reconhecimento das crenças que te fazem sentir a vida dessa maneira: aqui está a cura! Isto é um treino, uma prática, um compromisso, é a verdadeira espiritualidade: relembrar o amor que somos e aquilo que por vezes parece escondê-lo. Relembrar que és livre e que todos também o são!

Como diz a minha mestre: “love is the revolution and the resolution”.

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MARTA CÓIAS
PROFESSORA DE YOGA, MEDITAÇÃO E AUTO-CONHECIMENTO I TERAPEUTA DE CURAS ENERGÉTICAS E CANALIZAÇÃO DE MENSAGENS DE ESPÍRITOS GUIAS l PALESTRANTE E AUTORA – LIVRO: CONTOS DE VERDADE, PALESTRAS – CONVERSAS DE VERDADE
www.martacoias.com
www.facebook.com/marta.coias
martacoias@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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O Propósito

1/3/2019

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O presente texto pretende dar a conhecer de uma forma breve o que é o propósito, para que serve e os principais obstáculos que podem impossibilitar essa mesma manifestação, o propósito do nosso EU maior. Por Raquel Shakti

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Qual o meu propósito? O que vim cá fazer? Quem sou eu?

Estas são algumas das perguntas que várias vezes aparecem na nossa mente. Parece que por vezes precisamos de observar e ponderar sobre a nossa vida, perceber se estamos alinhados com o que somos realmente, se estamos realizados e ainda reflectir sobre o que de mais íntimo existe dentro de nós. Isto acontece quando não estamos atentos e quando não estamos alinhados entre o que verdadeiramente somos e o que fazemos. De facto, o ser humano é bastante habilidoso em negar aquilo que é para corresponder às expectativas dos familiares, dos amigos, da sociedade.

A perícia e a capacidade audaz de enganar-se a si próprio para seguir um caminho “seguro”, “correto” e comum a todos são padrões que são incutidos e que crescem com cada um de nós desde muito cedo.

Rapidamente se torna fácil perdermos confiança, esquecermos o nosso propósito individual e entregarmo-nos completamente à vida. O “caminho normal” e comum a todos parece ser o que deve ser trilhado. E o pior é que são muitos os que acabam por acreditar nisto transformando-se nos próximos a incutir o mesmo aos seus filhos. Acreditam que assim estarão a contribuir para o bem-estar e funcionalidade da sociedade bem como zelar pelo desenvolvimento e enquadramento das pessoas que de mais bem querem. São poucos os que são loucos e que se atrevem a caminhar por sua conta, de se entregarem à vida, de confiarem no universo e ir ao encontro do seu propósito individual.

Enquanto estivermos dependentes da aprovação dos outros confiando mais no que outros pensam e acreditam não estamos a potenciar o reconhecimento e o desenvolvimento do nosso propósito que é diferente para cada indivíduo.

Trocarmos o incerto pelo seguro nem sempre é uma escolha fácil. O medo de seguirmos o nosso propósito, a falta de coragem em assumirmos quem somos realmente, fazermos o que nos faz sentir verdadeiramente feliz é outro grande entrave. Estamos sempre a resistir ao que flui naturalmente dentro de nós. No entanto, se nos conetarmos e observarmos a natureza podemos reparar que ela respeita os seus movimentos e que flui alinhada com as leis cósmicas nunca resistindo ao que é.

​Para irmos ao encontro do nosso propósito temos de ter auto-confiança, não resistir e alinhar o que somos ao que fazemos. Isto é que é natural!

Mas o que é o propósito? O propósito é o caminho em direção a nós mesmos. É o Dharma, a observação e compreensão do que somos. No fundo, o propósito é o caminho para se descobrir a si mesmo. E é só quando nos atrevemos a trilhar esse caminho incerto que o propósito se vai revelando e transformando passo a passo. O propósito não tem um fim. O propósito do propósito é seguirmos caminhando, assumindo e sendo esse caminho com presença, confiança e humildade.

Ninguém precisa de ser um mestre, professor de Yoga ou um profeta para se viver o seu propósito. Os caminhos e o aprendizado são diferentes. Aliás, se nos alienamos e pensamos que o caminho é universal a todos esquecemo-nos da nossa individualidade e do potencial de servirmos o mundo de diferentes formas. Esquecemo-nos de aceitar e integrar o outro. Esquecemo-nos da união, da unidade que é o todo. Muitos são os caminhos que podem ser trilhados para se chegar à mesma morada.

O propósito serve essencialmente para servir o mundo, os outros para que nos sintamos um com o todo. O propósito só é realmente digno quando partilhamos e fazemos de nós a nossa melhor versão que está diferente a cada dia.

Quando nos entregamos ao propósito e caminhamos na sua direção o Universo conspira sempre a nosso favor.

Confia, caminha em direção a ti mesmo e entrega. Nada é teu, tudo é nosso. Nada é nosso, tudo é teu.
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RAQUEL SHAKTI
PROFESSORA DE YOGA
www.raquelshakti.com
raquelshaktiyoga@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR |MARÇO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Cocriar a partir do espírito

1/2/2019

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Para práticas espirituais como o Xamanismo, é ao nível do espírito que se faz o trabalho de Cocriação. O que intencionamos Cocriar pode materializar-se mais tarde, normalmente num tempo e numa forma que já não dependem de nós. Por Sofia Frazoa

​
in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Muitas vezes é passada a ideia de que o trabalho de Cocriação depende apenas de traçar um plano, agir e pensar positivo. E de que se consegue sempre o que se quer, bastando para isso Cocriar. Não só não se consegue tudo o que se quer porque há coisas que não são para nós, como é preciso ter a humildade de deixar a parceria da Cocriação manifestar-se.

Na prática xamânica, por exemplo, em que o trabalho de cura e transformação é feito ao nível do espírito, é necessário lançar primeiro as sementes que, mais tarde, se podem materializar. Não é um trabalho individual, é um trabalho de parceria. Cada um faz a sua parte para depois entregar à Vida, ao Universo, a Deus, ao Grande Espírito (dependendo da crença de cada um) a respetiva manifestação.

Para tal, é preciso ser claro e definir o que se quer exatamente, começando por perceber se o que se intenciona Cocriar está alinhado com o nosso ser e vai servir o que achamos ser o nosso propósito. Se assim não for, por uma questão de verdade e respeito próprio, o melhor é abandonar o projeto a Cocriar.

A Cocriação ao nível do espírito
O ponto de partida de qualquer trabalho de Cocriação deve ser a intenção. Defini-la é como decidir em que alvo atirar. É fazer jus à expressão “cuidado com o que pedes, pois podes ser atendido”. O definir da intenção leva a que todas as energias e forças se foquem na mesma direção e que cada pessoa se alinhe verdadeiramente com o que quer manifestar. E esse alinhamento faz-se a um nível profundo, a nível espiritual.

Em práticas como o Xamanismo, para algumas culturas o contacto profundo com o mundo espiritual é induzido pelo toque ritmado de um tambor ou de uma maraca. Em estado alterado ou xamânico de consciência, é possível entrar em realidades não visíveis, no mundo espiritual, onde se começam a produzir as verdadeiras mudanças.

Todos os que não se dedicam a esta prática, mas também Cocriam ao nível do espírito, sabem que há uma ligação profunda, uma convicção desmedida, uma chama que é alimentada a partir de dentro que leva a que se corra numa direção e não noutra. Seja através de práticas como a xamânica ou através de uma prática muito própria e pessoal, o passo a seguir à intenção é entrar em ressonância com o que ser quer Cocriar.

O poder de Cocriação está também no facto de a pessoa se sentir, com o corpo todo, na situação ideal. Não é só imaginar. É colocar-se no lugar de quem já ultrapassou a fase delicada ou o desconforto. É alinhar-se com outra vibração, entrar em ressonância e senti-la como realidade. Deve repetir-se a prática até que se torne natural. Aos poucos, a mudança vai-se manifestando.

E se não se manifesta?

Um dos defeitos das sociedades atuais é quererem tudo para ontem e da exata maneira que idealizaram. Ora, o processo de Cocriação exige a tal dose de humildade para entregar e confiar no desconhecido, naquilo que já não depende de nós. Quando já se fez tudo o que se podia para materializar o que tanto se deseja, há uma parte muito forte que já não depende de cada um.

Se não se manifesta, pode dar-se o caso de não ser a altura certa, de não se ter colocado uma intenção muito forte ou de não se ter acreditado e sentido, profundamente, que isso seria possível. Na maior parte das vezes, estamos demasiado envolvidos para ver com os olhos do espírito e de uma perspetiva mais elevada. Poderá haver planos, que se desconhecem, que são os mais indicados para cada um a cada momento. Por isso, que cada um intencione, cuide do seu espírito e jardim interior, sinta-se como se já estivesse a acontecer e largue. Entregue o resto à Vida, Universo, Deus ou Grande Espírito. Quando e como se vai manifestar, já não é da sua conta.

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SOFIA FRAZOA
TERAPEUTA, FORMADORA, COMUNICADORA (XAMANISMO, MEDITAÇÃO, FEMININO E ESTUDOS DE GÉNERO)
www.caminhosdaalma.com
sofiafrazoa@caminhosdaalma.com

​in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Depressão, uma viagem espiritual

1/1/2019

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A depressão pode ser uma importante viagem espiritual com partida num ser desestruturado, que depois regressa com aspetos e condições internas, para uma vida mais plena e significativa.
​Por Rute Cabrita


in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2019

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

A depressão é cada vez mais prevalente, sendo nomeada a doença do século. A sensação de estar deprimido é identificada por todos e é um estado saudável e evolutivo se oferece novas compreensões, significados e atitudes a partir do contato com o panorama interno. Possibilita uma reabertura à vida, desde um ser atualizado e alinhado.

Estados depressivos ocorrem repetidamente, enquanto progressos espirituais de auto descoberta, de auto cuidado e auto conhecimento. A depressão torna-se patológica quando há um enclausuramento prolongado do potencial criativo e evolutivo face às circunstâncias da realidade e acarreta constrangimentos significativos nas várias áreas da vida.

A depressão pode ser um gritante convite para uma viagem espiritual; talvez seja a ocasião pela qual muitos tomam então contato com o seu mundo interior. É um processo que merece imenso respeito, (pela pessoa que a passa e por todos em seu redor) por se tratar de um mergulho sensível, onde há a oportunidade de um novo ser se desenvolver. Um processo em que é tão importante valer-se de terapêutica farmacológica para equilíbrio bioquímico, como reconhecer que nenhum medicamento é capaz de aceder ou alterar os conteúdos psicoemocionais internos. Deve considerar-se uma abordagem multidisciplinar, com uma tripulação capaz de acompanhar essa viagem íntima e intransmissível de aproximação ao Eu, de desenvolvimento da consciência e de realização de uma vida mais plena.
A depressão pode ocasionar-se por inúmeras causas, embora a ocorrência de uma perda significativa seja a mais comum na sua origem. De um ente querido, de um trabalho, de uma casa, de saúde, de um vício, de algo cuja ausência traz sensações de impotência e de perda de controlo. Qualquer que tenha sido a perda original, existe uma que permanece e alimenta a depressão: a perda de conexão com o Eu.
 
Normalmente, o indivíduo com depressão não sabe o que há-de pensar, não sabe o que está a sentir e ignora as vontades do corpo - revelando a forte desconexão consigo mesmo. A capacidade extraordinária de habitar um corpo físico, mental e emocional e não o reconhecer é produto das defesas construídas para proteção da realidade. E se, por vezes, tais muralhas preservam saudavelmente a integridade da inegável sensibilidade do ser humano, quando se tornam rígidas e impermeáveis impedem a interação entre corpo, mente, emoções e vida; ou seja, fragmentam a existência e excluem conteúdos instintivos.
 
A conexão ao mundo interno pode estar tão bloqueada que deixa de haver consciência das emoções. A raiva, a alegria, a tristeza, a gratidão, são ignoradas e cabem apenas num “estou bem” ou “estou mal”. Essa classificação moral constrange a plenitude de sensações disponíveis, que não são boas nem más; apenas existem e desvanecem e reaparecem; assinalam necessidades, soluções e experiências; revelam a abundância da existência e conferem humanidade à vida.
 
Se as emoções, pensamentos e desejos forem repetidamente negligenciados acumulam-se numa amargura característica dos estados depressivos, que convidam ao recolhimento, introspeção e retirada das demandas exteriores. A depressão surge então como uma oportunidade de olhar para dentro e trazer à consciência os conteúdos íntimos. É um grito do Eu a clamar atenção e cuidado por não dispor das suas partes interligadas a operar para uma vida plena e significativa. Desse Eu que tudo acolhe e atravessa, desde o nascimento até à última respiração; o Eu único e completo que nos identifica para além dos conceitos racionais, para além do corpo em transformação, para além de todas as emoções e vivências; que permanece sem abandonar nenhuma parte; que se expressa através do corpo e da mente. Perante a desconexão e fragmentação, o Eu pede o resgate espiritual através da depressão, já que ela incapacita de qualquer atuação até que se pare, se escute e se olhe com dedicação para depois se angariar as potencialidades conscientes numa vivência com significados mais amplos.
 
Sair da depressão não significa ir para a felicidade, mas sim abrir-se à realidade, sem os equívocos de perceção criados por uma mente, corpo e emoções desconectados que perpetuavam o sofrimento. Sair da névoa da depressão pode ser encontrar uma clara tristeza ou dar-se conta duma necessidade de afeto. Sentir e viver as emoções reais, de que forma se manifestam no corpo e que habilidades inteletuais estão disponíveis para atuar, é sair da depressão e entrar na vida. É compreender que se é mais do que estar bem ou mal, fazer bem ou fazer mal. Que é estar alegre, estar triste, sentir raiva e abandono, sentir euforia e gratidão, que é falhar e acertar, conquistar e perder. Que se é tudo isso. E aí, num Eu presente, pleno e permeável, com acesso às dimensões físicas, racionais e emocionais, pode haver interação produtiva com a realidade e com tudo o que se apresente. Aí reside a plenitude da vida, onde a tristeza, a dor, as perdas e a culpa também fazem parte mas deixam de precisar da depressão para serem reconhecidas.

A depressão pode ser o cartão de embarque numa viagem espiritual de onde não se regressa igual. E como o infinito do universo cabe em cada um de nós, a aventura da descoberta pode estar sempre presente, sem estagnação!
 
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RUTE CABRITA
TERAPEUTA TRANSPESSOAL
www.rutecabrita.wordpress.com
rutecabrita@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2019
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Comunicar é expressar a Verdade da Essência

1/12/2018

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A comunicação do que sentimos e pensamos deve ser de forma fluída e sincera, de acordo com a nossa harmonia interior e com a vontade da nossa Essência. Por Carmen Krystal

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Todos deveríamos conseguir expressar o que pensamos, sentimos e desejamos fácil e eficazmente. Mas na realidade nem sempre assim é. Cada um de nós tem um formato próprio para se expressar e a forma como comunica depende de muitos fatores.

Um deles é a posição de Mercúrio no mapa natal. Conforme a sua posição no signo e casa e, os aspetos que faz com os outros planetas, a comunicação pode ser mais fluida ou mais bloqueada. Mercúrio rege o pensamento, o raciocínio, a comunicação e todos os circuitos por onde esta se processa, até os transportes. Rege a idade dos 7 aos 14 anos. Dependendo se está retrogrado ou direto, assim vai influenciar a forma como vamos desenvolver todo o intelecto, assim como, a nossa relação de comunicação com os outros desde a infância. Às vezes é mais bloqueada no início e depois desbloqueia e melhora, outras começa por ser facilitada e algo na vida faz com que bloqueemos.  Se for um caso de saúde específico, mostra questões kármicas mais profundas para lidar nesta vida.  Cada caso é um caso e por isso, conhecer o nosso mapa natal como fonte de autoconhecimento e compreensão de nós mesmo é importante.

Outro são os nossos chacras. Dos 7 principais, existem três centros importantes para o nosso equilíbrio que representam o que pensamos, o que sentimos e o que desejamos. O chacra índigo, o chacra cardíaco e o pélvico, conhecido como chacra sagrado, respetivamente. O Chacra Índigo ligado à intuição, é o que nos ajuda a processar a informação. A receber insights que nos inspiram, a percecionar como seguir o caminho, estabelecer planos para a vida. O Cardíaco é onde se alojam as emoções, e onde se processa tudo o que sentimos com o que temos para viver e vamos vivendo. O Sagrado é o centro da criação, onde se desenvolve a nossa capacidade criativa. Com tudo o que vem dos outros dois, é neste que damos forma ao que desejamos.  E depois, expressamo-lo através do chacra da garganta, ou seja, o da comunicação.

Como diz Lise Bourbeau no seu livro “O Teu Corpo Diz Ama-Te”, o chacra da garganta está ligado à energia da vontade. No fundo, à nossa Essência. Ter capacidade de tomar decisões que manifestem as nossas necessidades e criarmos a nossa vida consoante as nossas verdadeiras necessidades é, o que nos faz crescer como indivíduos. Estando diretamente ligado ao chacra sagrado, a expressão e a criação estão interligadas. Sempre que houver um bloqueio num centro, interfere no outro. Por isso vemos pessoas com muita vontade de fazer coisas, mas com imensa dificuldade de as criar efetivamente e, pessoas que têm uma imaginação e capacidade criativa gigantes, mas depois ficam com os projetos na gaveta, não partilhando nem expressando o melhor de si ao mundo.

 Lise Boubeau partilha ainda que “diz-se que este chacra é a abertura da abundância. Porquê? Porque ao escutarmos as nossas verdadeiras necessidades, honramos o nosso SER e quando este está realmente em harmonia, o ser humano só pode sentir-se em abundância a todos os níveis: felicidade, saúde, amor, bens, dinheiro, etc. “

É este equilíbrio que traz a abundância à nossa vida, mas atenção, o conceito de abundância depende sempre de cada um de nós. O que significa abundância para mim pode não ter o mesmo significado para si. O importante é o conceito de bem-estar interior e a capacidade de expressão da nossa Alma. Porque o comunicar não é só o que se expressa para fora. Comunicar também é o que se expressa para dentro, ou seja, de nós para nós. Como eu me vejo? Como eu me julgo? Como eu me aconselho? Como eu me respeito? O que eu digo a mim mesmo quando estou em problemas? Quando cometo erros? Quando estou feliz?  Como é que eu honro o meu SER dentro de mim?

Ser espiritual é ser consciente de tudo o que eu sou na minha essência, todas as capacidades e limites. Comunicar em espiritualidade é ter a capacidade de expressar com honestidade, aquilo que confere com quem nós somos, e acima de tudo com aquilo que nós sentimos. Por vezes o difícil é saber qual é a nossa verdade interior. Na mensagem 213 - Honestidade da Essência do Livro da Luz, de Alexandra Solnado, Jesus ensina um exercício para encontrarmos essa verdade.  

A Limpeza Espiritual e Alinhamento dos Chacras são igualmente importante para que possamos estar centrados na energia da nossa Essência. Se estivermos influenciados por medos, culpa, angustia, raiva ou outra emoção qualquer que nos tolde a nossa energia original, ou mesmo e até, pela vontade dos outros e não pela nossa, todo o processo criativo e de comunicação pode ficar comprometido. A nossa Essência está sempre cá, à espera de que nós a ouçamos e a façamos brilhar.

Na mensagem 37 - Comunicação, Jesus fala de outro assunto que muitas vezes também nos bloqueia: a aceitação dos outros ao que comunicamos. Pergunta o que é mais importante: “Dizeres o que tens a dizer ou fazeres com que o outro entenda o que queres dizer?” Porque saber comunicar também é fazer com os outros nos compreendam. Se compreenderem, pode ser mais fácil aceitarem. Como fazer então, para conseguirmos ser nós mesmos, sem desvios nem cedências, sermos quem somos, e mesmo assim fazermo-nos compreender pelos outros? Jesus diz: “Sê quem tu és, com o coração. Depois utiliza a mente para conseguires comunicar isso aos outros de forma a que eles compreendam e aceitem.” Se os outros aceitam ou não, já dependem da escolha deles, mas teremos a certeza de que, expressámos a Verdade da nossa Essência.  
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CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA, REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
terapias.carmenkrystal@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2018
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Procrastinação? Transformar as rotinas em rituais

1/11/2018

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O nosso desenvolvimento espiritual depende da nossa atenção e presença no agora. Adiar rituais e propósitos não serve para a nossa vida. É preferível mergulhar no dia-a-dia, na vivência das pequenas coisas do quotidiano para reconhecer o carácter sagrado, mágico e divino que está presente em tudo o que está a nossa volta. ​Por Maria Gorjão Henriques

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​A palavra procrastinar significa adiar, deixar alguma coisa para depois. Transferir a realização de alguma coisa para outro momento.

Procrastinamos quando achamos que o nosso desenvolvimento espiritual depende dos cursos, dos livros que lemos, das terapias, dos terapeutas ou que depende de fazermos alguma coisa que seja exterior a nós. O reconhecimento da nossa dimensão e experiência divina como seres espirituais com uma curta experiência terrena só depende de nós.  

Acreditar que amanhã é que vai ser! Só acontece porque uma parte da nossa mente vive de forma infantil e cria a ilusão de que o amanhã vai resolver a minha sensação de incompletude e criar novos ideais de vida.

A ideia de depender de alguma coisa exterior já é por si só um grande acto de procrastinação. Porque nós não controlamos os outros nem o princípio da realidade. Não controlamos o tempo dos outros e as suas disponibilidades. Não controlamos nada a não ser a escolha da nossa atitude a cada momento e mesmo assim, para essa proeza, é preciso estarmos disponíveis e atentos ao que sentimos, caso contrário seremos dominados pelo nosso inconsciente e estaremos a viver por reação a estímulos em vez de viver por ação consciente e presença viva.

Na verdade o nosso desenvolvimento espiritual depende da nossa atenção e presença no agora. Adiar rituais e propósitos não serve para a nossa vida. É preferível mergulhar no dia-a-dia na vivência das pequenas coisas do quotidiano para reconhecer o carácter sagrado, mágico e divino que está presente em tudo o que está a nossa volta.

A Vida acontece se for vivida e para a vivermos precisamos de ter a experiência ao nível da moldura do corpo. A experiência das pequenas coisas da vida é que são essenciais.

O Ser Humano tem ganho ao longo dos tempos a tendência para um movimento para fora dele próprio e esse é o maior ato de procrastinação espiritual ao nível do nosso inconsciente pessoal e mesmo do inconsciente coletivo. As coisas que queremos fazer e que sonhamos fazer tiram-nos e arrancam-nos da simplicidade do sentir a vida a brotar momento a momento dentro de nós.

Os feitos intelectuais que procuramos alcançar retiram-nos da realidade da vida humana, do sentir através das portas dos sentidos, do estarmos vivos e permitirmo-nos sentir o impacto da realidade física da matéria dentro do nosso corpo físico, emocional, mental e espiritual.

Ir ao supermercado que é uma rotina necessária para a maioria das pessoas pode ser uma experiência extraordinária a vários níveis como por exemplo ouvir as nossas necessidades biológicas – quando perguntamos ao nosso corpo o que ele precisa neste momento para se sentir bem – iremos dirigir-nos para os alimentos que neste momento mais precisamos para equilibrar e dar ao nosso corpo o que ele está a precisar. Observar as pessoas à nossa volta e sentir a nossa disponibilidade interna para as olhar e ver. Todas estas experiências fazem a diferença em relação à forma como vivemos a vida e como nos procrastinamos.

O simples facto de entrarmos nesta proposta transforma uma simples ida ao supermercado (que poderia ser encarada como uma perda de tempo ou de energia roubada a alguma coisa importante que gostaríamos de fazer como por exemplo descansar, fazer meditação ou tomar um chá numa esplanada) numa experiência de presença e comunhão com o que de mais íntimo existe em nós que é a nossa presença e o nosso testemunho de sentir a vida a cada momento.

Transformar as rotinas em rituais é a melhor forma de não nos procrastinarmos por inteiro. Cada coisa que precisamos desenvolver ou fazer na vida tem um carácter sagrado. Guiar o carro por exemplo pode ser extremamente revelador da forma como vivemos a vida. Sendo o nosso carro o nosso corpo, a forma como o guiamos, respeitamos os limites do carro e os outros, os ajustes que precisamos fazer permanentemente na condução falam muito sobre nós. Estarmos atentos a esse momento é também receber uma informação preciosa do nosso inconsciente sobre caraterísticas e impulsos que nem sempre estão visíveis na superfície sobre nós e a relação connosco.    

Bem haja à Vida!

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MARIA GORJÃO HENRIQUES
PSICÓLOGA, ASTRÓLOGA E FACILITADORA DE CONSTELAÇÕES FAMILIARES FUNDADORA DO ESPAÇO AMAR
www.espacoamar.com
maria@espacoamar.com

​in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2018
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Dissonância e Consonância

24/9/2018

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Muitas das nossas crises pessoais são situações de dissonância interna, de não sabermos como viver vidas significativas e plenas, em face a todos os desafios que o mundo nos traz. Encontrar a harmonia – ou a consonância – é um impulso de todos os seres humanos, que pode ser cultivado.
​Por Patrícia Rosa-Mendes


in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018

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​Numa orquestra ou grupo musical, é da maior importância que todos os instrumentos estejam afinados. Afinar um instrumento é, afinal, colocá-lo em consonância com uma referência vibratória, um diapasão. Esta operação é algo de natural no quotidiano de um músico. Na verdade, em muitas das nossas atividades humanas, a consonância - sinónimo de acordo, conformidade, entendimento, harmonia - é imprescindível. O próprio corpo humano procura, constantemente, enquanto organismo vivo, uma harmonia no funcionamento de todos os seus sistemas, funções e composições químicas, chamada de homeostase.
 
Se juntarmos a este conhecimento comum as descobertas da Física Quântica no final do século XX, sobre a frequência e vibração de todas as partículas que constituem a matéria, facilmente compreendemos que a consonância, por oposição à dissonância, é parte das leis naturais do Universo.
 
A espiritualidade é o campo de vivência humana que nos remete para aquilo que há em nós para além da pessoa que somos e das circunstâncias em que vivemos, aquilo que em nós pertence à Vida. O conceito de espírito remete precisamente para aquilo que todos os seres humanos têm em comum, pois embora membros distintos de um Cosmos, cada um de nós partilha a mesma essência de Vida. Esta vivência e conceito acompanha os seres humanos desde que começaram a refletir sobre as grandes questões filosóficas, sendo que as diferentes reflexões que daí surgiram acabaram por originar as grandes religiões, ou seja, as diferentes formas de re-ligar o ser humano ao transcendente.
 
Mas, afinal, o que tem tudo isto a ver com a consonância?
A verdade é que a maior parte de nós já se colocou as grandes questões: qual o significado da Vida? Estou aqui porquê e para quê? De onde vim e para onde vou? Há algo mais para além da rotina diária, do sofrimento inerente à condição humana? Provavelmente, a maior parte dos leitores desta revista escolheram uma qualquer via de espiritualidade, pois a necessidade humana de encontrar sentido e propósito é inata e tão importante como qualquer outra. Pode ser que encontrem a paz interna através da meditação, pode ser que encontrem respostas numa religião ou estudem os segredos do universo, através do esoterismo. A maior parte das vias espirituais remete-nos para um caminho ascendente, caminho de conhecimento mental, em direção ao que é luminoso, pacífico, total, e esse é o impulso do espírito.
 
Contudo, existe um outro caminho, uma outra dimensão do ser humano, que é a dimensão da alma, daquilo que é característico e específico de cada um de nós, não partilhado em particular por mais ninguém. Algo em nós que tem que ver com as nossas capacidades, talentos, valores e conhecimentos, algo que anseia pela partilha com o Outro, que louva os sentidos, as sensações, o prazer, a beleza, a arte, enfim, um caminho que ressoa ao coração.
 
Ambos precisam de estar presentes nas nossas vidas para que haja consonância, dado que preferir uma via em detrimento da outra pode ser apelativo, mas é, em última análise, incompleto, dissonante, que nos leva a não reconhecer uma parte de nós. Como pode haver consonância se não há totalidade? Pode um piano vibrar em harmonia se eu lhe retiro os sons responsáveis pelos acordes menores, mais melancólicos?
 
As grandes questões filosóficas da vida não têm respostas finais, concretas ou tabeladas, porque a Vida, em si mesma, é Mistério. Seja qual for a via que possamos ter escolhido, seja qual for o significado que tenhamos atribuído à nossa vida, a necessidade de nos sentirmos completos estará sempre lá, a vibrar em nós, levando-nos numa constante busca por alcançar realização atrás de realização, enquanto vivermos. Para não entrar em dissonância, é importante que cada um de nós alimente uma harmonia entre mente/espírito e coração/alma, cultivando as qualidades de um e de outro. Por exemplo, manter uma prática meditativa é vital para nos fazer viver em equilíbrio num mundo tão impermanente e instável; mas também o é aprender a comunicar os nossos sentimentos e emoções e aprofundar o auto-conhecimento de forma terapêutica. Trabalhar com uma atitude cooperativa, em prol de algo, juntando visão ao pragmatismo do trabalho é tão importante para o ser que somos como aprender a desfrutar, a celebrar e trazer leveza ao quotidiano.
 
O contacto com a Natureza mostra ser imprescindível para qualquer um de nós, tal como o cultivo do olhar artístico, e da expressão do nosso mundo interno através de uma qualquer forma de arte.
 
Seja qual for a via que nos toca, não nos esqueçamos de estar em contacto connosco próprios, indagar se nos sentimos nutridos e completos, pois esse será um excelente indicador de consonância. A dissonância instala-se quando não somos coerentes connosco, quando não conhecemos ou não distinguimos as nossas necessidades e embarcamos na rigidez de valores externos, valores que intrinsecamente sabemos não serem os nossos. Não é um caminho fácil nem rápido, o de nos encontrarmos connosco mesmos e de nos recuperarmos, inteiros: é caminho de uma vida. Mas sem isso, não encontraremos realização no mundo exterior, não desfrutaremos do dar e do receber dos relacionamentos nem caminharemos pela vida com alguma sensação de conforto. Porque no nosso mundo interno também isso está dissonante. 
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PATRÍCIA ROSA-MENDES
TERAPEUTA TRANSPESSOAL
www.escolatranspessoal.com
patricia.mendes@escolatranspessoal.com

​in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2018
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A remoção da Ansiedade como condição prévia ao desenvolvimento Espiritual

1/9/2018

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Neste texto fornecemos aos leitores detalhes práticos sobre como antigas técnicas espirituais permitem gerir eficazmente estados de ansiedade. A primeira é o relaxamento profundo ou sono yoguico. A segunda técnica consiste em escrever os seus objetivos e rele-los diariamente. Por Paulo Hayes

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018

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​A ansiedade é uma emoção natural nos seres humanos. No entanto, o excesso de ansiedade pode conduzir a doenças[1]. A ansiedade é provocada por preocupações exageradas e está frequentemente relacionada com medos e tensões[2]. Estudos recentes sugerem que a preocupação demasiada pode comprometer a nossa capacidade de cura[3].
 
Cada individuo tem uma capacidade inata de se regenerar e, naturalmente, a ativação de mecanismos de auto cura depende de vários fatores. No entanto, uma mente tranquila favorece a capacidade de introspeção e focagem nas causas dos desequilíbrios interiores.
 
Segundo Hanegraaf, terapia e desenvolvimento pessoal são conteúdos relacionados com as categorias espiritualidade e religião. O autor acrescenta que as formas alternativas de terapia se desenvolvem no contexto espiritual da New Age. Esta ideologia moderna evidencia o ser humano sob o ponto de vista holístico[4].
 
Existem técnicas e métodos espirituais antigos que podem ajudar a minorar as preocupações exageradas. Pré-ocupar a mente com factos passados ou futuros pode gerar ansiedade, para a maioria das pessoas. Os diversos tipos de meditação, incluindo a mindfullness, o yoganidrā ou relaxamento profundo, e muitas outras práticas facilitam a autorreflexão e contribuem para a diminuição dos níveis de ansiedade.
 
Segundo Fields, o yoga clássico defende o bem-estar físico, mental e espiritual. A ultrapassagem ou remoção do sofrimento, originado pela adversidade de algumas experiências humanas, é facilitado por estas práticas provenientes da Índia antiga. Numa perspetiva fundamental, os princípios filosóficos do yoga preconizam que a libertação é uma forma de terapia[5].
 
A autorrealização espiritual inclui a resolução de obstáculos provenientes das aflições humanas – kleśa -, tais como a ansiedade. Estudos científicos comprovam a eficácia das práticas de yoga no contexto da ansiedade[6].
 
Julgamos ser interessante fornecer mais detalhes práticos para os leitores sobre como as técnicas permitem gerir eficazmente estados de ansiedade. Entre as técnicas de yoga mais utilizadas na gestão da ansiedade estão os exercícios respiratórios, a meditação e o relaxamento profundo.
 
O yoga nidrā ou sono yoguico é uma das ferramentas utilizadas na terapia do yoga para as situações de ansiedade. É de fácil execução, segura e acessível a todos, e o leitor pode praticar em casa de forma simples e confortável. Este relaxamento profundo tem diversas fases. A técnica deve ser praticada na posição de decúbito ventral – postura do cadáver ou śavāsana – com braços e pernas ligeiramente afastadas. O conforto físico é importante, uma vez que vai permanecer cerca de 30 minutos a relaxar. Cubra-se com uma manta, se necessário, mas não pratique na sua cama. Configure uma atmosfera propícia à prática, com luz reduzida e eventualmente música ambiental de fundo. A técnica consiste no relaxamento físico, mental e emocional, enquanto ouve sugestões para relaxar. Pode gravar com a sua voz afirmações positivas, com um telemóvel por exemplo. Essa sugestão ou recondicionamento da mente atua pelo poder das imagens mentais positivas[7]. Imagine-se a relaxar profundamente e impregne o subconsciente com imagens felizes, sem qualquer ansiedade. Não basta pensar: deve escutar a gravação e sentir que está de facto a viver essa situação na sua vida. Se pretender, pode baixar[8] gratuitamente o áudio que gravei para si.
 
Um padrão comum encontrado na maioria das pessoas que alcançaram sucesso é o fato de terem escrito os seus objetivos[9]. O sucesso alcançado pode estar relacionado com projetos pessoais, familiares ou na área da saúde e bem-estar. Escreva de forma sincera o que pretende alcançar, veja-se nessa situação e imagine uma data concreta para isso acontecer. Grave com a sua voz o que escreveu. Oiça o áudio e leia o documento durante 21 dias seguidos.
 
O seu esforço será recompensado. Verificará que mudanças positivas ocorrerão na sua vida. Ficará mais capaz de gerir situações de stress e ansiedade. Livre-se das preocupações excessivas na sua vida, pela sua saúde física, mental e espiritual.


[1] www.minhavida.com.br/saúde/temas/ansiedade, acedido em 12-08-2018.

[2] www.vidaativa.pt/a/ansiedade, acedido em 12-08-2018.

[3]  A este propósito, veja-se McCall (2007). Yoga as medicine: the yogic prescription for health and healing: a yoga journal book. New York: Bantam Dell.

[4] Vale a pena expandir os nossos horizontes neste assunto com Hanegraaf (1998). New Age Religion and Western Culture: Esotericism in the Mirror of Secular Thought. New York: State University of New York Press.

[5] Vide Fields (2001). Religious Therapeutics: Body and Health in Yoga, Ayurveda, and Tantra. New York: State University of New York Press.

[6]  Mais detalhes em Khalsa, S., Cohen, L., McCall, T. & Telles, S. (2016). The Principles and Practice of Yoga in Health Care, pp. 95-118. Pencaitland: Handspring Publishing Limited.

[7] Vale a pena complementar com a leitura de Apóstolo, J. (2010). O conforto pelas imagens mentais na depressão, ansiedade e stresse. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.

[8] Áudio com 29 minutos disponível em http://bit.ly/mp3Progredir

[9] Mais detalhes em Hill, N. (2006). Pense e Fique Rico. Alfragide: Lua de Papel.
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PAULO HAYES
FORMADOR DE YOGA E MEDITAÇÃO
www.paulohayes.com
paulo.hayes@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2018
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Desmistificando crenças sobre a Partilha na espiritualidade

1/8/2018

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Antigamente, vivia-se na crença de que o conhecimento/sabedoria que nascia connosco, não deveria ser relevado. Acreditava-se que, podia-se fazer o bem ao outro, sem que se relevasse quais os seus segredos. Ou seja, ajudar o outro era divino, mas não se podia partilhar o conhecimento que se adquiria através da simples conexão com o divino, através da intuição e canalização de mensagens de cura. Por Rute Calhau

in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Hoje, sabe-se que, na maior parte das vezes em que não existe essa partilha, e principalmente quando não acontece de coração, o que acaba por acontecer é que o recetor (médium/terapeuta/pessoa com capacidades psíquicas desenvolvidas, etc.) em vez de drenar essa informação e expandi-la naturalmente para que evoluamos todos em consciência, sem que decidamos quem é merecedor ou não de receber essa informação, acreditando que na consequência existe apenas a evolução da humanidade. Quando isso não acontece, o médium, etc., pode eventualmente adoecer, devido à não drenagem dessa informação. E mais grave de tudo, pode eventualmente não limpar-se bem das energias e pensamentos doentes daqueles que o procuram e acaba por adoecer mesmo estando a fazer o bem.

Aquilo que é canalizado é para ser partilhado com o mundo.

É necessário que haja uma partilha de coração, genuína, em vibração de amor e em consciência para que juntos nos elevemos. Esse é o maior propósito do Ser Humano.

Partilhar de Coração e em Gratidão, é o meio para atingir a elevação Espiritual.

Partilhar é a forma mais genuína e benéfica para a evolução espiritual, onde existe uma troca justa de energia e amor. É onde o recetor está verdadeiramente conectado para aquilo que tem a receber e onde o dador pode efetivamente transmitir aquilo que é na realidade o conhecimento espiritual, alinhado com a sua intuição e dentro da verdade do momento, porque cada momento é único e estamos em constante transformação e evolução.

Se não fosse o nosso amigo google e as redes sociais, de uma forma geral, como chegaria a informação que queres adquirir até ti? Seria de boca em boca, como antigamente, certo?

A realidade é que, por mais que estejamos evoluídos com as novas tecnologias, o mais importante acaba por ser passado mesmo de boca em boca. Perdendo-se assim, muita informação preciosa, durante essa passagem até chegar às redes sociais.

É importante que nos conectemos com a nossa verdadeira essência e com aquilo que vibra no nosso ADN. Não há nada mais gratificante que estarmos conectados com a Mãe Natureza e usufruir assim dos seus benefícios. Estes nos são dados de mão beijada e a grande parte das pessoas não valoriza, tal como descredibiliza-se a si mesmo por essa falta de conexão.

É urgentemente necessário que se passe esta informação de uma forma clara, incisiva e sem rodeios. Nós fazemos parte de toda a Natureza e de todo o Universo. Podemos aceder a estados de consciência mais elevados, mantendo apenas o contacto com a Natureza. Nada mais. Não é preciso grandes rituais mágicos ou crenças sobre o que é perfeito ou não. O que realmente importa é a intenção com que fazemos as coisas e o foco deverá ser sempre o bem. O bem para ti e para aquele que ajudas a curar. O bem supremo, para que juntos nos elevemos, tal como nos é proposto e solicitado.

Hoje em dia, criou-se à volta da espiritualidade, um grande comércio. Criou-se uma fortuna desafortunada. E isto porquê? Pensa-se ser dinheiro fácil, mas quem o faz assim de animo leve, sofre consequências muito graves. É de facto muito importante reavaliar qual o motor que alavanca a partilha da espiritualidade. De onde ela vem?

Com isto, não quer dizer que, não se cobre pelo trabalho e pela partilha que é feito. Não é nada disso. Deverá ser respeitado esse trabalho e ser pago como outro qualquer. Não deveremos é entrar em exageros nem em egos, porque mais tarde ou mais cedo, o grande Universo fará de sua justiça.

Na espiritualidade pode-se pagar em dinheiro, sendo que o dinheiro também é energia e faz parte deste plano em que vivemos. Faz parte da matéria.

Muitos espiritualistas têm dificuldade em aceitar esse dinheiro. Outros, entram em processo de ganância. Tal como tudo, deverá ser reavaliado quais as intenções iniciais e manter o equilíbrio entre a partilha, entre o dar e receber.

Se não partilhássemos aquilo que somos, aquilo que sentimos, aquilo que vemos, aquilo que ouvimos... Como poderíamos evoluir?

A partilha é mágica, quando é verdadeira de ambas as partes. De coração aberto para um novo realinhamento com a essência e com tudo aquilo que é.
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Simplesmente Ser e deixar fluir, auxiliando-nos uns aos outros. De coração para coração e com todo o amor, partilhando o conhecimento que desce até cada um de nós, nesta teia energética que nos liga a todos e nos conecta com algo maior.
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RUTE CALHAU
NATUROPATA, HIPNOTERAPEUTA E TERAPEUTA HOLÍSTICA
www.naturalmentezen.pt
www.facebook.com/NaturalmenteZenbyRuteCalhau
contacto@naturalmentezen.pt

​in REVISTA PROGREDIR | AGOSTO 2018
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Raiva, o “airbag”da tristeza

1/7/2018

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A raiva é um veneno emocional que nos autodestrói e nos desconecta da nossa alma. Aceitar vivenciar a tristeza e qualquer desconforto emocional que a vida proponha, é sempre muito mais evolutivo.
Por Carmen Krystal


in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

A raiva é uma emoção explosiva associada à projeção da culpa, seja no outro, seja em nós mesmos, por alguma coisa que não aconteceu como nós queríamos. Ativamos a raiva quando não aceitamos a sensação de perda de poder, e consequente frustração e impotência, que situações dolorosas e desestabilizadoras nos podem provocar, não nos permitindo aceder à tristeza nem à aceitação e processamento das emoções sentidas.
 
Muitas vezes também não conseguimos identificar e aceitar a nossa própria responsabilidade nas experiências, porque achamos que não escolhemos o que a vida proporcionou.
 
Conscientemente ninguém escolhe ser atropelado/a, não escolhe que outro carro venha contra o seu, não escolhe ser despedido/a, se está apaixonado/a não escolhe que a outra pessoa o/a deixe, não se escolhe que alguém querido morra. No entanto, se, para trabalhar precisamente a aceitação da impotência e da frustração, se para desbloquear dores acumuladas de vidas passadas, a alma tiver escolhido vir passar por uma grande perda ou situações difíceis em que tudo tem um grande esforço associado, e, para completar todas essas experiências, passar por elas com almas com quem já se teve experiências negativas em vidas anteriores e é preciso limpar esse karma (a emoção que ficou mal resolvida), há uma responsabilidade espiritual, porque estamos lá para que os acontecimentos sucedam.
 
A palavra raiva deriva do latim rabere, que significa fúria ou delírio. Do sânscrito traduz-se como tornar-se violento. Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta com o significado de loucura, demência. Definições que, facilmente identificamos hoje em dia, como estados consequentes da raiva. 
 
A raiva tolda-nos o pensamento e retira-nos o foco daquilo que é realmente importante.
 
A Raiva é boicotadora do bom senso. A raiva faz-nos ativar a necessidade de controlo e manipulação para agirmos em prol do que queremos alcançar ou do que achamos correto, mediante a nossa perspetiva espicaçada, magoada e/ou ofendida, tudo para não deixarmos emergir as tais sensações de frustração e de impotência que teimam em espreitar dentro de nós.
 
Sabemos que a raiva é também uma doença fisiológica, transmitida por animais. Assim como a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, a raiva emocional torna-se, igualmente, um veneno dentro de nós, que nos corrói. O ego, com a sua necessidade constante de conforto, julga as situações e as pessoas, e, de tanto julgar, desenvolve a raiva. E a raiva auto alimenta-se. Quanto mais julgamos, mais alimentamos raiva.
 
Conforme podemos ler na mensagem 191 d’O Livro da Luz, de Alexandra Solnado, a única forma de nos conectarmos de novo connosco é transformar a raiva em tristeza. Porque na verdade, quando sentimos raiva, estamos apenas tristes. É preciso parar para sentir essa tristeza e apenas ficar triste. Triste por as coisas terem sido como foram e não de outra maneira.
 
Uma mente enraivecida é uma mente desconetada da sua alma. E enquanto não ficamos apenas tristes, “não conseguimos olhar para dentro e sentir como a alma é pura”.  E é por isto que a raiva é o “airbag” da tristeza.
 
Quando escolhemos vir à Terra, passar ou voltar a passar por experiências que nos vão provocar determinadas emoções, é precisamente porque nas vidas anteriores não aceitámos essas emoções e precisamos vir desfazer esse nó emocional e energético que ficou no nosso registo enquanto seres terrenos.
 
A frustração e a impotência são as duas emoções mais difíceis do ser humano aceitar. Sermos barrados de conseguir alcançar qualquer objetivo, ou sentirmo-nos incapazes de fazer algo, gera um grande desconforto interior. E nesta vida já é um desconforto acumulado de muitas vidas, do qual fugimos a sete pés. Mas é quando estamos neste desconforto que temos de escolher: aceitar a dor até ao fim ou bloquear mais uma vez.
 
Porque passar por este desconforto está previsto no nosso mapa astral. Plutão representa a nossa maior resistência e, por isso, esconde o maior nó emocional que trazemos para desatar. Representa a dor mais antiga que sentimos, relacionada com o assunto chave que nos propusemos a resolver na encarnação. Há dores profundas que podem vir de há milhares de anos. Imagine que encarnou pela primeira vez na Atlântida onde não aceitou a perda de um ente querido, onde se culpou e/ou ainda se revoltou contra alguém e, tem vindo a acumular a não aceitação da perda vidas fora. É uma dor profunda acumulada que quando ativada por qualquer perda que a vida presente lhe traga, por mínima que seja, vai parecer o fim do mundo. Poderá ser uma dor desproporcional ao evento ocorrido, criando reações diversas, nomeadamente a raiva. Mas o segredo é mesmo aceder e chorar a tristeza. O choro é a única forma de libertar emoção.
 
Muitas pessoas pensam que a dor não tem fim e por isso rejeitam senti-la. Mas a verdade é que a dor tem fim e é alquímica, ou seja, quando chega no limite vira no contrário. Quando se chora toda a tristeza e se liberta toda a dor, o peso emocional daquela situação deixa de existir.
 
Alexandra Solnado costuma dizer que no fundo do poço há sempre uma cama elástica. Só quando nos permitirmos ir até ao fim de tudo o que sentimos, conseguimos libertar a emoção mal resolvida no passado e limpar o karma. E é assim, resolvendo e aceitando todas as emoções, que ficamos livres da experiência terrena e saímos da chamada rodas das encarnações.  

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CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA, REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
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in REVISTA PROGREDIR | JULHO 2018
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