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Coerência na espiritualidade é o desafio do momento

1/6/2018

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Uma vivência coerente da espiritualidade implica trazer para o dia-a-dia aquilo em que se acredita. Não é possível defender uma coisa e viver outra.
Por Sofia Frazoa


in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

A vivência da espiritualidade é um caminho único e individual. Mesmo participando em grupos e aprendendo no coletivo, em última instância, a ligação profunda e íntima é a do indivíduo com a sua Fonte (seja ela Deus, o Universo, a Vida ou o que cada um tem como sistema de crenças).
           
Em fases de grandes mudanças, como a atual, é comum as pessoas aproximarem-se mais da espiritualidade na tentativa de encontrarem respostas e um sentido para a vida. A vida foge à ilusão do controlo, os imprevistos acontecem, as transformações fazem-se sem pedir licença, o ser humano fica desorientado e com medo. E inicia a busca. Mas, às vezes, é preciso ser muito abanado para se pôr ao caminho.
 
O caminho é solitário
Sem controlo do exterior (que sempre foi ilusório, mas poucos se apercebem), sem referências, sem bases às quais se agarrar, o buscador sente-se de novo uma criança a aprender a andar. Procura, aprende e experimenta até descobrir a prática espiritual que lhe traz mais conforto e paz, que o faz sentir-se em casa, que lhe parece trazer algumas respostas às suas inquietações. Uma prática que nem por isso lhe facilita os dias ou retira as aprendizagens. Dá-lhe é outra visão e mais ferramentas para lidar com elas.

À medida que aprofunda os conhecimentos e se abre à experiência, a prática vai-lhe mostrando que pode ir ainda mais fundo. Quanto mais fundo entra, mais espremido se sente e mais solitário lhe parece o caminho. E maior será a ligação com a sua Fonte. Por não ser um caminho fácil, por vezes saltita-se de prática em prática, ficando pela rama nas aprendizagens e na experiência. Quando se ousa mergulhar profundamente numa prática espiritual, de início surge o desconforto próprio do desconhecido, da falta de hábito, do silêncio. É uma questão de habituação até se perceber que é nesse silêncio que se ouve tudo o que se precisa.

O coração precisa de coerência
Ter a coragem de ser coerente pode significar ter de dizer ‘não’ a algumas propostas e pessoas. É ter a coragem de seguir o coração e o fluir da vida a cada momento. E não existe uma altura em que se atinge a coerência para sempre. É um processo de avanços e recuos; umas vezes mais, outras menos coerente. Porque vivemos em sociedade, por vezes damos connosco a ceder na coerência para não magoar, para não nos aborrecermos, para sobrevivermos às situações.

A coerência mais importante reside no que se sente ser fundamental para cada um, na coluna vertebral de cada ser, no que é imprescindível para manter o equilíbrio. Em suma, a coerência reside em tudo o que deixa o coração em paz. Se já se fez o que era possível, se foi feita uma escolha sem maltratar o coração, resta abrir mão e deixar que tudo flua. Até porque não há outra hipótese.
 
Cabe a cada um manter o foco
A dispersão é fácil quando os tempos são de mudança acelerada e de muitas opções. Não há fórmula para acabar com a incoerência, pois também há situações em que ela é útil e traz benefícios. Além disso, se estamos em constante aprendizagem, a coerência vai mudando em cada um com o passar do tempo e das experiências.
​
O que se pode fazer é manter o foco, a visão maior, e seguir alguns passos para a coerência na espiritualidade:

Escolher a via Ser livre para escolher implica ter experiências. Não há regras fixas e é sempre possível inverter a marcha ou seguir outro caminho, no entanto, é importante que cada um opte pela prática (ou, até, mistura de práticas) que mais ressoa consigo.

Desenvolver a relação Escolhida a via, é preciso tempo e prática para ver resultados. Daí que a sugestão seja a de se focar numa área ou vivência. Se funciona, então que se desenvolva a relação. O contacto entre nós e a Fonte, independentemente dos apoios pelo caminho, será sempre pessoal e intransmissível.

Foco e disciplina Entrar numa prática espiritual e levá-la às últimas consequências requer foco e disciplina. Por exemplo, meditar uma vez por semana será sempre diferente de fazer as meditações todos os dias, como se lavam os dentes ou se toma banho. É outro tipo de higiene (a espiritual), também muito necessário e complementar para o indivíduo. Praticar, praticar, praticar sem perder o foco (ou do benefício) nestas áreas. O que não significa que deixem de existir desafios e aprendizagens. É precisamente para quando existem que se devem manter o foco e a disciplina.

Reduzir ao essencial Um processo profundo de busca e encontro espiritual toca e muda quem nele entra. Pouco ou nada volta a ser como antes, se se quiser ser coerente. O buscador pode sentir a necessidade de despojamento, de libertação, de descascar de capas e camadas que já pesam. A nível material, do dia-a-dia, pode haver necessidade de ‘destralhar’, de mudar de casa, de reduzir a roupa no armário, de limpeza profunda, de menos consumismo, de ter atividades diferentes. Todo este processo de ir à essência é necessário para se reconstruir a partir do núcleo.

Viver de acordo com isso Para qualquer processo de ‘morte’ e libertação, há um reajuste que às vezes implica mais responsabilidade. Se houve um abanão, se foram feitas mudanças, se se encontrou o que é essencial, chegou a altura de viver de acordo com essa aprendizagem, ou seja, de se ser coerente.
​
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SOFIA FRAZOA
TERAPEUTA, FORMADORA E ORADORA (ÁREAS: XAMANISMO, MEDITAÇÃO, FEMININO E ESTUDOS DE GÉNERO)
www.caminhosdaalma.com

in REVISTA PROGREDIR | JUNHO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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O caminho consciente da tua espiritualidade

1/5/2018

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Passamos anos a dar atenção ao externo, aquilo que nos rodeia para encontrar a felicidade, um lugar no mundo. Para isso a nossa atenção tem de estar focada: no nosso caminho interior! Descobre-te!
​Por Yolanda Castillo


in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Quando pensamos na existência humana, na sua fragilidade e fortaleza o mesmo tempo, devemos focar a nossa atenção plena em algo muito importante. Na realidade em algumas perguntas essenciais.

Quem és tu?
O que é que estás a fazer com a tua vida?
Onde é que tu focas a tua energia e atenção?
Quase nunca paramos para pensar relativamente a estas questões, passam por alto sem ter um papel principal em nossa vida. Existem poucas pessoas conscientes da sua vida até ao ponto de se questionarem a eles próprias.

De uma forma simples foque a sua atenção num ponto diferente: o exterior.

Ensinam-nos a criar dinâmicas de atuação físicas segundo as nossas idades, estudos, empregos ou vivências. Eles ganham um papel indispensável para o nosso bem-estar.

Tentamos construir pilares externos para sentir segurança em nós e nas decisões que estamos a tomar. Outros suportes com os que caminhamos em sintonia com a sociedade, que construímos um caminho de vida. Então estamos a focar a nossa energia, pensamentos, atenções e ações no mundo social, no quotidiano e nos hábitos que nos auto impomos.

Porque na realidade, quem é que nos obriga a construir esta fortaleça?
Quem é que te questiona por isto senão tu próprio?
Que satisfações te traz para tua vida?
Mas desta forma atingimos a felicidade?
A verdade é que tudo isto, faz-te sentir que estás a fazer parte de alguma coisa, que existe um lugar onde tu, no meio de tanta superficialidade encaixas, e no que achas que te sentes bem, confortável e seguro.

Estas questões e toda a nossa vivência no mundo exterior, leva-nos novamente à questão inicial…quem és tu? O que procuras? E onde focas a tua atenção plena?

Somos educados num berço de preparação para viver no mundo, mas esquecem-se de nos mostrar o nosso universo interior: a nossa espiritualidade.

Esse caminho interior que descuidamos e ignoramos anos de nossa vida até que compreendemos o importante que é a espiritualidade para a vida terrena. É a espiritualidade que nos convida e ensina mais sobre nos próprios, respondendo ás perguntas anteriores.

Quando estamos atentos e decidimos viajar ao plano espiritual e no nosso interior descobrimos que somos luz e amor, mas para além disso percebemos que nós somos a chave principal de nossa vida, de nós e de todo o que nós queremos construir.

O mundo que tentamos construir e destacar no exterior, esse que depende de nós, acabamos por o fazer de forma inconsciente, como se fosse um espelho, que reflete o interior.

Mas como até agora passamos metade da nossa vida a ignorar quem somos, os desejos de coração e desligamo-nos de nós mesmos, como podemos saber o que queremos na vida?

Atento! Escuta! Ainda estás aí dentro! Ainda está aberta essa porta, no teu chacra cardíaco que te convida a entrar no universo de luz e sombra que há no teu interior. Na tua origem e no que tu és verdadeiramente.
​
Tu és um ser espiritual, com sombras que precisam ser curadas, para que a tua luz possa brilhar, para que possas despertar a luz nos outros. És esse ser que tem um universo de verdades no seu interior, que formam uma personalidade que envolve a divindade que há em ti.

Na verdade, nestes momentos precisamos de voltar a aprender sobre nós mesmos, mas neste momento com plena atenção no mais importante: nós próprios; Olhar sem medo, sem crítica, sem julgamento. Só com aceitação, humildade, compaixão e bondade com nós próprios, porque nós somos o nosso melhor aliado. Somos esse amigo fiel e sincero que procuramos no outro, porque no final de contas, quem te pode compreender, sentir e amar sem julgamentos, és tu.

Se focamos plenamente a nossa atenção em olhar-nos no espelho e sentir que somos maravilhosos, vai ser muito mais fácil aceitar a tua perfeição e iniciares um processo de reconexão e mudança.

O mais importante ena tua vida és tu, que vais conviver contigo próprio cada segundo de tua vida. Foca a tua atenção em ti, em curar as manchas de escuridão que há no teu corpo, na tua mente e na desconexão com a tua espiritualidade, que não são mais do que padrões de pensamento e emoções negativas que até agora fizeram com que tu te esqueças de quem tu és, do valioso que és. Mas também fez com que não te recordes do quanto importante tu és e da grande necessidade de conhecer esse universo interior que guardas em ti, para formar os pilares da tua vida.

Porque o que te faz sentir seguro, os pilares que procuras para ter a vida que desejas, não existem no caminho exterior. Essa confiança, esse caminho és tu, e está no teu interior.

Olha para ti com atenção e não te assustes, porque as tuas histórias, os medos passados, as inseguranças, tem a capacidade de te guiar na procura interior. Ao te encontrares contigo próprio e a te valorizares pelo que tu és.

Se olhares o teu universo interior, vais ter a oportunidade de traçar esse caminho interior que se une com um fio de luz muito subtil ao que tu queres atingir no caminho de vida.

Atreve-te e permite-te com atenção plena olhar para ti e o teu mundo interior, que é a tua verdadeira espiritualidade, para construir o que desejas para esta vida.

Porque ser espiritual, não é ser guru, é ser consciente da nós na nossa vida, é permitirmos curar a sombra e permitir que a nossa estrela interior manifeste a sua luz.

Tu és luz, tu és consciência, tu és o universo que tanto desejas conhecer.

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YOLANDA CASTILLO
TERAPEUTA, NATUROPATA E DOULA
centromholistica5.wixsite.com/centrom-holistica
centro.medicina.holistica2013@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | MAIO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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O Combate Espiritual: Uma Forma de Resistência

1/4/2018

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A vida espiritual é feita de combates interiores. É fundamental nunca desistir da prática: aquela que é melhor para si. Saiba como resistir à visão redutora do ego.
Por Paulo Hayes


in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Há uma certeza na vida: tudo muda. Gerir a mudança é fundamental para nos adaptarmos a novas realidades. Nascer, crescer, envelhecer e morrer, são talvez as maiores alterações da nossa vida, enquanto estamos num corpo. Essas fases da vida são ‘normais’ para todos os seres humanos, pelo que é impossível resistirmos, nomeadamente à sua não ocorrência. Podemos, isso sim, aceitar e tentar amplificar essas experiências e vivências, no sentido de nos trazerem maior autoconhecimento e felicidade.
 
No entanto, na doença e nos projetos, na profissão e nos objetivos, entre outros, devemos aplicar alguma resistência. Entenda-se que resistência não é, per si, negativa. Resistir é uma atitude natural na qual manifestamos um ´modus facere’ ou de encarar algum assunto correspondente à melhor opção disponível, num determinado momento da vida. Resistir é, também, acreditar que, mais tarde ou mais cedo, vamos receber os frutos resultantes da nossa conduta ética e espiritual. Resistir é, enfim, uma defesa: a dos princípios individuais, sociais, espirituais, que não devem mudar com a corrente das marés e com as modas temporárias, com aquilo que os outros nos dizem ou deixam de dizer.
 
Na vida espiritual, de acordo com algumas tradições, fala-se em ‘combate espiritual’, isto é, a sublimação da natureza das paixões e desejos inferiores em características mais sublimes na vida do espírito. A noite escura referida pelos místicos, relacionada com o lado negro da alma, é uma oportunidade para o praticante resistir e dominar os seus sentidos, sublimar a visão egóica que o afasta de uma realidade perfeitamente feliz. A purificação do coração, através de orações, meditação, análise e pensamento autorreflexivo, posturas psicofísicas acompanhadas da regulação dos ritmos respiratórios ou relaxamento profundo, ações positivas em prol do bem comum, são algumas das técnicas possíveis. É verdade que todas estas práticas implicam um esforço e devem ser supervisionadas por alguém com mais experiência, a fim de contornar ou mesmo evitar alguns dos obstáculos lançados pelo ego. Esta operação é inequivocamente difícil, implica resistência e esforço, mas é a única estratégia para a transformação interior que, por fim, desagua no esclarecimento intelectual e espiritual. A luz, referenciada em diversas tradições, é o fruto da experiência luminosa e uma recompensa do nosso esforço, alavancado pela resistência interior, da demanda no aperfeiçoamento interior.
 
A desistência poderá localizar-se exatamente nas antípodas da resistência. Não se desiste, jamais, da vida espiritual, como de toda a vida em geral. Resiste-se sempre, acredita-se sempre! Todas as mudanças são possíveis e as experiências passadas, como já foi referido, são uma escola da vida. Não desistir é precisamente resistir e simultaneamente persistir.
 
A resistência, por sua vez, implica compromisso, esforço e disciplina. Por exemplo, na meditação ou em outras técnicas espirituais, é dito que a prática deve ser firme e continuada durante um longo período.
 
É mais do que certo que, nas sociedades modernas, nós temos cada vez menos tempo. Melhor dizendo, temos mais tarefas e projetos para encaixar no mesmo tempo. Há que fazer uma escolha qualitativamente consciente pois a história do tempo é mais psicológica do que cronológica. Nós construímos a nossa realidade temporal e somos o resultado das nossas escolhas.
 
Pare um pouco e aproveite intensamente o seu tempo: o de Ser. Resista à passividade, por vezes imanente, da ideia popular de que não podemos mudar o mundo. Mude o seu mundo interior, resista e esforce-se por algum tempo de qualidade para a sua vida, de felicidade e conhecimento interior. Isto só pode ser feito através de um compromisso com uma prática espiritual: aquela que cada um escolhe e sabe que é melhor para si próprio. 
​
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PAULO HAYES
DOUTORANDO EM HISTÓRIA E CULTURA DAS RELIGIÕES NA UNIV. LISBOA
FORMADOR DE YOGA, MEDITAÇÃO, YOGATERAPIA
www.paulohayes.com
paulo.hayes@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | ABRIL 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Impermanência

1/3/2018

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Tudo o que começa termina. Tudo está sujeito à mudança. Aceitar a impermanência é aceitar a realidade do Universo em constante transformação. É, também, aceitar que nós próprios, enquanto parte deste Universo, estamos em permanente mudança, influenciados por tudo aquilo que nos rodeia.
Por São Luz


in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Não existimos como entidades separadas, antes somos continuamente causa e consequência dos processos que acontecem à nossa volta. De facto, apenas porque a impermanência existe é que a vida é possível. “Algo” existe como consequência de uma manifestação anterior. Procurar imutabilizar a presença desse “algo” – relação, situação, objeto, ideia, etc., - nada mais é do que uma tentativa ilusória de travar o processo evolutivo que conduzirá, inevitavelmente, ao sofrimento. A dor é, então, a consequência do apego que tem dificuldade em aceitar o princípio da unicidade da vida.

O apego perpetua a ilusão da imutabilidade, contrária à ordem, à beleza e harmonia do Universo, onde nada existe em separado. O apego à forma deriva do medo do ego que, na sua tentativa de nos proteger do sofrimento, procura manter-nos em segurança, evitando situações mais ou menos desconhecidas, que nos deixem à mercê de fatores que poderemos não controlar. Tentará, por todos os meios, manter a previsibilidade, continuidade e estabilidade dos processos. Tentará também garantir a permanência da noção de realidade enquanto experiência percebida pelos órgãos dos sentidos, inconsciente de que essa realidade não é, de facto, a Realidade, mas uma representação interna, condicionada pelas vivências experimentadas pela personalidade e, como tal, necessariamente diferenciadas de pessoa para pessoa. Tal irá contrariar o Princípio da Unidade e despoletar o sentimento de separação que irá reforçar novamente o medo, reiniciando o ciclo.

Ao considerarmos a impermanência, transitoriedade e inconstância das formas ficaremos livres para viver o presente, único ponto no tempo em que a vida acontece, e convidados a exercitar caraterísticas como a entrega, a concentração, a alegria, a generosidade, a compaixão, a aceitação, o desapego, o contentamento. Poderemos vê-la também como um estímulo para sairmos da zona nossa de conforto e experimentarmo-nos em outras formas de expressão, mais criativas e conscientes.

Refletir sobre a impermanência é também refletir sobre a efemeridade das situações e a necessidade de relativizar a importância das condições que se apresentam na nossa vida – prosperidade e declínio, desgraça e fama, elogio e censura, sofrimento e alegria.

Todas as grandes correntes de pensamento, religiosas ou não, valorizam a importância do desapego e da consciência da inevitabilidade da mudança. O Budismo considera a impermanência (anicca) como a primeira qualidade caraterística do Universo.

Na Bíblia encontramos referência ao mesmo conceito quando lemos, p. ex., que existe um tempo para semear e um tempo para colher, um tempo para nascer e um tempo para morrer (Eclesiastes 3). O Hinduísmo considera que o ser humano possui aspetos permanentes e impermanentes e que, enquanto estiver preso aos fenómenos impermanentes, está sujeito ao sofrimento e ao renascimento. No entanto, quando voltar a sua atenção para a face permanente de si mesmo, será capaz de superar a impermanência e alcançar a libertação.

Lavoisier, considerado o pai da química moderna, no séc. XVIII, afirmou que na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Mas talvez seja a simples e direta observação da Natureza que, com mais facilidade, nos mostra este conceito a desenrolar-se a cada dia que passa.
​
Também a Astrologia, enquanto linguagem simbólica, nos ajuda a refletir sobre este princípio. Temos assim as propostas trazidas por Úrano, com as suas mudanças libertadoras e repentinas, mas também com o espírito de unidade e fraternidade; Neptuno com a dissolução dos limites e o desejo de fusão coletivo; Plutão enquanto princípio regenerador e a percepção de que nada na vida pode permanecer sempre igual, que a vida dá lugar a morte e que a própria morte é o húmus que alimenta a nova vida, seja ela entendida como ideia, circunstância, entidade, consciência ou Universo.

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SÃO LUZ
COACHING, DESENVOLVIMENTO PESSOAL E ASTROLOGIA
www.podeestrelas.pt
saoluz@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | MARÇO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Julgar

1/2/2018

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A importância da compreensão e consciencialização do ato de julgar para o nosso desenvolvimento pessoal e humano. De que forma podemos compreender e evitar essa atitude?!
​Por Marta Pacheco


in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

O ato de julgar afeta em média três pessoas ao mesmo tempo: a que julgou, a que ouviu e a que foi alvo de julgamento.
 
Não julgar é difícil, e ninguém está totalmente livre deste hábito, somos todos, seres errantes, em desenvolvimento, aqui nesse plano terrestre. Julgar alguém só promove danos para quem o faz, e neste caminho de vida, que tanto queremos elevar a consciência, evoluir como pessoa e sermos a nossa melhor versão, este ato, é mesmo um comportamento questionável. Muitas vezes, quem julga o nosso caminho procura justificar a sua própria vida, desonrando assim, o outro.
 
Na verdade, as pessoas não nos olham como realmente nós somos, e sim como elas são. A cada instante, somos bombardeados de estímulos externos (cerca de 14 milhões de estímulos, para ser mais exata), o que faz com que seja impossível prestar atenção a tudo o que nos rodeia ao mesmo tempo.

​A forma que encontramos para “filtrar” todos estes estímulos é julgar o que acontece à nossa volta a partir do sistema de crenças, ou seja, um conjunto de opiniões pré-concebidas sobre as coisas que se transformam e se formam no nosso psiquismo na base da repetição e do impacto emocional. Efetivamente, o que acontece é que nós olhamos a realidade envolvente, o que acontece à nossa volta, com base no que acontece dentro de nós próprios, e isso é valido para tudo – desde criar uma opinião sobre o contexto político do país, até julgar uma pessoa como sendo simpática ou não.

Saber quem somos é na verdade, e é quase a última coisa que importa, quando alguém emite uma opinião ou julgamento sobre nós, assim ajuda-nos a respirar fundo da próxima vez que alguém falar algo sobre nós.

Muitas das vezes, ou a maior parte das vezes, dizemos: "isso não me afetou", mas na realidade quando o julgamento surge, de um colega do trabalho, de um amigo ou de um familiar, sentimo-nos magoados. Nestes momentos, apenas temos de manter o foco e a calma, e perceber a intenção desse "julgamento", e de forma assertiva, manifestar esse desagrado. Na realidade, quando não manifestamos o nosso desagrado, seja qual for a situação, é muito importante não dar o nosso poder pessoal a outra pessoa. Caso contrário, estamos a entregar o nosso EU, a nossa identidade ao outro.
 
É muito importante que consigamos compreender que ninguém está errado na forma como olha o mundo. E isso aplica-se tanto à pessoa que está a nos julgar quanto a nós próprios. Todo as pessoas têm um motivo de ser como são e de pensar como pensam, então temos de aceitar que o nosso grande desafio nesta vida é vencer a dualidade mental de que existem os “certos” e os “errados” absolutos. O que, na prática, significa dizer que nós estamos certos e quem nos diz que estamos errados… Também. Temos assim, de investir mais tempo e energia em sermos feliz, pensando da forma como pensamos, do que tentar mudar a ideia dos outros sobre nós, como se eles estivessem errados nas suas opiniões e pontos de vista. Quem nos ama está certo em nos amar e quem nos odeia está certo em nos odiar – e nada disso nos define.
 
Acredito que a última coisa que devemos fazer quando recebemos um julgamento, é justamente reagir quando acontece. Vamos fazer um pequeno exercício e olhar para a nossa vida e para todas as situações em que nós somos reativos ao que nos dizem. Faz a seguinte questão: De que modo a nossa vida mudaria se nós fossemos capazes de respirar fundo e pensar antes de abrir a boca e falar qualquer coisa?
 
Por isso, procura praticar o mindfulness ou atenção plena, por menos alguns minutos por dia. A prática da meditação é muito importante para o desenvolvimento de uma atitude compassiva, se tiveres dificuldade em meditar, procura algumas meditações guiadas e apenas seguir as orientações do condutor.
Lembrem-se sempre: Nós temos o direito divino de viver em paz e ser feliz.
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MARTA PACHECO
MESTRE EM PSICOLOGIA CLINICA TERAPEUTA HOLÍSTICA PROFESSORA DE MEDITAÇÃO E REIKI
martapache@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | FEVEREIRO 2018

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

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Vencer é conquistar a Humildade

1/1/2018

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Na Espiritualidade vencemos quando seguimos o caminho da Essência, respeitando a nossa Alma. Precisamos ter muita humildade para aceitar os desafios da Vida com foco na Evolução Espiritual. Por Carmen Krystal.

in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

Na nossa vida queremos ganhar muitas coisas que nem sempre ou quase nunca conseguimos e vemos pessoas que vivem uma vida cheia de conquistas, ultrapassam desafios, chegam longe sendo grandes vencedores, tornando-se ícones da sua geração e do seu tempo. Se sente que faz parte da primeira descrição e, de alguma forma até inveja aqueles que fazem parte da segunda, faço uma sugestão: pare para pensar se alguma vez se questionou e/ou tentou entender qual o verdadeiro foco dessas pessoas?

Quais são os verdadeiros objetivos de vida que os movem? E quais são os seus?

Penso que é importante distinguir dois conceitos: ganhar e vencer.

Sem dúvida que todos queremos o melhor, e, no entendimento da maior parte de nós isso significa ganhar algo que nos faça sentir melhor e ir mais longe em relação ao que temos e onde estamos. No entanto há uma nuance: se pensamos no que ganhamos ou queremos ganhar como apenas aquilo que vem de fora para dentro, aquilo que conquistamos material e fisicamente, no objetivo final, no troféu ou no resultado, estamos, na maior parte das vezes a dar lugar aos desejos do Ego, que quer poder, protagonismo, imagem, e tudo o que esteja relacionado com o conforto emocional que esse algo pode trazer. Errado? Não, totalmente. Merecemos ter mais e melhor. No entanto estas conquistas são efémeras e, regra geral, a satisfação produzida dura pouco, o que nos faz ir à procura de mais e mais satisfação fora de nós, rapidamente.
 
Quando nos focamos na realização pessoal, na nossa satisfação interior, nos objetivos intrínsecos. Quando nos focamos no caminho a percorrer, no método para construir esse caminho, na forma como desenvolvemos as nossas capacidades de realização do trabalho a desenvolver para melhoria da produção e dos resultados a obter, procurando sempre o melhor de nós em cada ação, independentemente do resultado que virá desse esforço, qualquer coisa que obtenhamos vai com certeza saber a vitória, e aí vencemos.
 
Vencemos acima de tudo os nossos desafios interiores, vencemos as batalhas com os nossos monstros não poucas vezes boicotadores, querendo que sigamos caminhos aparentemente confortáveis e melhores para eles, mas que muitas vezes alimentam até comportamentos e emoções negativas, não sendo, de todo, benéficos para a nossa Essência. Mas quando seguimos o caminho da Essência somos sempre vencedores.
 
Temos um exemplo bem português desta realidade: o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo. Há dias uma amiga dizia-me “o Cristiano Ronaldo deve ter um psicólogo muito forte.” Claro que deve ter, Psicólogo, Coach, Treinador, mas acima de tudo tem coragem de ser quem é e de ouvir a sua vontade interior e a sua mais profunda intuição. Se não fosse a sua vontade interior a comandá-lo para ser o primeiro a chegar ao treino e o último a sair, não seria nenhum coach, por muito forte que fosse, que lha iria incutir de uma forma tão presente e contínua, desde a sua tenra idade. Porque antes de ser um vencedor no desporto e no futebol, Cristiano Ronaldo já era um vencedor como ser humano, com ele próprio.
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Vencer na Espiritualidade está relacionado com a eterna luta entre o bem e o mal, ou melhor dizendo, entre a luz e a sombra: quem eu sigo? O Ego ou a Alma? A quem eu alimento? Ao lobo bom ou ao lobo mau? Que visão eu sigo? O copo meio cheio ou o meio vazio? Todos temos a possibilidade de seguir cada uma das vias, o segredo é escolher.
 
E nesta perspetiva podemos seguir o conselho de Jesus na mensagem 216 do Livro da Luz de Alexandra Solnado com o título Duas Opções, que retrata precisamente como escolher pela Alma ou pelo ego: “Coloca a consciência no peito e fica. Põe os pensamentos no peito e sente. Sente uma das opções. Como é que o peito fica? Alegre? Triste? Pesado? Agora faz o oposto. Sente a outra opção. E vê como o está o peito.”
 
Muitas vezes temos grandes surpresas ao fazer este exercício. Muitas vezes, a opção que nos parece melhor é aquela que nos deixa o peito mais apreensivo e a que nos parece menos provável de seguir um bom rumo é a que puxa por nós. É preciso coragem para saber ouvir a Alma através dos sinais do coração, das emoções, das sensações e acima de tudo, da intuição. Pois o caminho da Luz e da Essência é muitas vezes árduo e trabalhoso, exigindo muito compromisso e retidão, acima de tudo connosco mesmos. É preciso acima de tudo muita humildade para aceitar os desafios e as experiências que a vida propõe, porque, muitas vezes o caminho do Amor é também um caminho de dor, mas quando é com significado, quando se entende o porquê de passar pelas experiências e se aceitam os desafios, tudo fica mais fluido. E é mesmo com humildade que se consegue que aconteça o que Jesus diz no fim desta mesma mensagem:  “Tenho a certeza de que assim vais conseguir, aceder à tua alma. Ela fala com o teu coração. E se promoveres a junção destes dois, poderás contar evoluir até ao fim dos teus dias.”
E a Evolução Espiritual é a maior vitória da nossa vida. 
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CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA, REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
terapias.carmenkrystal@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | JANEIRO 2018
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A Amabilidade

1/12/2017

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Os dias de Hoje já mais serão o que foram.
Por Aurora Madureira


in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017

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Hoje em dia as pessoas banalizam a palavra amabilidade, a vida os tornou desnudos desse gesto tão belo e delicado.
 
Transmitir amabilidade é ser generoso, bondoso, amável para com os outros, trocar um abraço é um gesto banalizado ao invés de ser amistoso, abraçar muito, beijar bastante, dar carinho, ser afável, nos novos tempos é tão difícil.
 
O homem não se proporciona viver em harmonia paz, tranquilidade. Vive sem sede, já não bebe da sede do outro, o seu egocentrismo é demasiado para tal.
 
A vida é tão fugaz, que muitas vezes quando se lembram de ser amáveis, já o tempo passou, aquelas pessoas já não existem, já deixaram de ser as mesmas de outrora.
 
Mas ainda existem pessoas que cultivam a amabilidade, aquelas que gostam de beijar, abraçar com força e agarrar nossa mão com carinho.
 
Aqui fica uma história de amabilidade nos dias de hoje:
 
“Uma família foi convidada gentilmente para um jantar na casa dos seus familiares, onde foram amavelmente bem-recebidos, havendo entre si vários afetos.
 
Dirigiram se à sala de jantar, onde se encontrava uma bela mesa de jantar, tinha velas, flores, e um bom vinho para celebrar o aniversário da neta mais nova, no decorrer do jantar não há uma mera palavra, gesto, ou um simples “o vinho é muito agradável”, mas infelizmente estavam tão ocupados com os seus telemóveis, que se esqueceram que estavam numa mesa de jantar
 
O avô ficou calado durante alguns minutos a observar o quão tão importante era
a família, pegando na taça do vinho junto de um talher disse que gostaria de fazer
um belo discurso, pela por tão harmoniosa como estava a decorrer o jantar.
 
Ficaram espantados pela forma amável como o avô partilhou as suas observações e logo compreenderam onde o avô queria chegar.
 
Olhando uns para os outros e aperceberam-se do que era mais importante. Desligaram os telemóveis e reiniciaram o jantar de família com laços ternos e reflexões positivas entre si.”
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AURORA MADUREIRA

in REVISTA PROGREDIR | DEZEMBRO 2017

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Meditar no Desapego

1/11/2017

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Merecemos uma vida próspera e feliz. Criar espaços mentais de desapego está ao alcance de todos. Veja como o fazer, de forma simples. Por Paulo Hayes

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017

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​Desinteresse, indiferença e abandono, constam no dicionário como sinónimos de desapego. Nesta curta viagem pelas terras do “sem apego”, veremos que uma das principais qualidades manifestas na vida espiritual é precisamente o desapego. Concluiremos com dicas práticas, ao alcance dos leitores, sobre como colocar em prática o desapego e gerar mais felicidade.
 
Do ponto de vista das tradições espirituais, do Oriente e do Ocidente, o desapego é uma ferramenta que nos permite progredir em busca do autoconhecimento. Dentro das correntes tradicionais filosóficas e espirituais da Índia, especificamente o yoga e a meditação, são o nosso ponto de partida neste artigo. Estas práticas milenares contêm diversas ferramentas - físicas e mentais - que proporcionam tranquilidade e a paz aos indivíduos, durante os percursos espirituais ou religiosos.
 
A espiritualidade exige, ainda mais na contemporaneidade, uma atenção constante e plena dos nossos pensamentos e sentimentos. Vigiar e orar são estratégias importantes: gerar silêncios também o é. Criar esses espaços de silêncio, entre os nossos pensamentos, permite-nos não só abrandar os ritmos de vida e abrir portas para a conexão com tudo o que nos rodeia, mas também revela dimensões éticas e terapêuticas, que são fundamentais a uma vida moderna equilibrada.
 
Não há dúvidas que o homem de hoje vive a um ritmo alucinante. Quase tudo deve ser rápido e bem feito, quase perfeito. No entanto, a competição desenfreada, proveniente não apenas dos modelos weberianos, trouxe-nos dissabores em diversos patamares coexistentes de saúde e relacionamentos. Por sua vez, o processo de secularização, iniciado no passado, conduziu a uma separação cada vez mais galopante entre o sagrado e o profano. O sagrado foi, e continua a ser, remetido para a esfera privada (dos indivíduos). Ser espiritual ou ser religioso parece agora ser uma dimensão secreta e escondida do indivíduo, já fora de moda e do tempo presente, de tal forma que parece indubitavelmente remetida a um esquecimento inusitado. 
 
Com o intuito de unir, religar ou juntar, o indivíduo à própria estrutura cósmica universal ordenada, o yoga e a meditação assumem-se como ferramentas importantes no mundo moderno. Por um lado, estas práticas orientais não pressupõem pagamentos de dízimos nem estruturas hierárquicas organizadas detentoras de uma verdade intemporal, nem encomendas por conta de almas tranquilas do outro lado. Por via da antropomorfização da ideia de sagrado e da conquista do pensamento autorreflexivo, os praticantes vislumbram agora a presença indizível do self - o si mesmo transcendental ou espírito. É neste cenário que as práticas contemplativas acima referidas facilitam a observação de dinâmicas de consciência, quiçá estados de existência condicionada pelo sofrimento, e são precisamente alavancadas pelo desapego.
 
Um dos textos mais antigos da tradição do yoga - yogasūtras de Patañjali -, aborda a temática do desapego no capítulo I, aforismos 15 e 16. Este tipo de yoga, essencialmente meditativo, designa-se por aṣṭāṅga yoga ou rājayoga. O objetivo aqui é claramente fazer cessar as flutuações da mente e desidentificar os seus produtos com relação à essência última do praticante. Dito de outra forma, o observador do campo é diferente do agente. A prova de que a nossa essência não se resume apenas à racionalidade, esta é multiforme e transitória, é conseguida por via de um estado desapegado e ao mesmo tempo apaixonado pela vida. O binómio paixão-desapego é sempre renovado e adquire ressignificação própria em instantes diferentes da vida do espírito.
 
A prática do desapego remete-nos para a verificação de que a impermanência das coisas e das experiências do mundo são uma constante da vida. A única certeza é mesmo a da mudança! Libertarmo-nos das nossas grelhas mentais, porque nos limitam e condicionam a visão da realidade, é aproximarmo-nos heroicamente da nossa finalidade histórica e objetivo soteriológico. De acordo com o yoga clássico, o estado de consciência de desapego manifesta-se quando o individuo se liberta dos desejos pelos objetos que experimentou bem como os de que ouviu falar. Desapego e desejo estão, assim, interligados.
 
Não é necessário retirarmo-nos do mundo para praticarmos o desapego. Há que reconhecer, através do exercício da vontade, que uma coisa são caprichos pessoais e outra são necessidades elementares. Os desejos podem ser provenientes de fantasias e caprichos, entre outros, atraem a alma para o mundo da matéria e operam uma dessacralização nos indivíduos. Um povo sem princípios éticos e espirituais está, à priori, condenado a um vazio sem conexão ao divino.
 
Na nossa opinião o desapego, no sentido espiritual do termo, é diferente de passividade ou indiferença. Devemos mostrar interesse e trabalhar para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Esse objetivo passa, também, por aceitar de que o outro e o mundo não são propriamente como nós gostaríamos que fossem.
 
Sente-se confortavelmente numa cadeira. Encontre um ritmo respiratório natural. Aceite quem você é, como vê o mundo e os outros. Depois coloque-se na perspetiva do outro: como é que as outras pessoas o vêm? De que forma este exercício contribui para melhorar algo em si? Medite e realize até que ponto o ego o limita e o separa de uma existência mais feliz.
 
Não importa a quantidade de coisas que fazemos, mas sim a como as fazemos e a intenção que colocamos nos nossos pensamentos e ações. 
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PAULO HAYES
FORMADOR DE YOGA E MEDITAÇÃO
www.paulohayes.com
paulo.hayes@gmail.com

in REVISTA PROGREDIR | NOVEMBRO 2017
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O Inimigo da Fluidez

1/10/2017

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O Controlo é um mal necessário, pois sem ele não haveria regras e segurança para a nossa existência. No entanto, quando mal utilizado em prol da nossa satisfação e poder torna-se um grande inimigo.
Por Carmen Krystal


in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​O controlo é uma ação que faz parte integrante de qualquer ser vivo que se queira manter em segurança e assegurar a sua sobrevivência. O problema no Ser Humano é quando ativa este mecanismo para controlar mais do que a sua própria existência.

O controlo pode ser aplicado a várias áreas, do foro pessoal ou profissional, principalmente quando queremos que as coisas corram como esperamos e de acordo com as metas traçadas. E é importante que exista para que consigamos estar bem connosco, felizes com o que conquistamos e interagir com os outros em equilíbrio.

No entanto, é uma ação que podem gerar grandes problemas e obsessões, principalmente quando o campo emocional se descontrola e todos os medos e inseguranças crescem desmesuradamente. É impossível falar de controlo e não falar de entrega, assim como de outras emoções ligadas à emoção e postura de controlo como o apego, a culpa, o medo: medo de perder, medo de sofrer, medo de fazer sofrer, medo de falhar.

Quando a vida não está a deixar algo acontecer e nós insistimos significa que não estamos a querer abdicar do nosso controlo sobre a vida, porque não queremos sentir todos os medos e culpas que podem existir dentro de nós, na nossa memória, seja desta ou de outras vidas, de já termos: perdido, falhado, sofrido e também já ter feito sofrer. O pior é que, na verdade, não estamos a querer abdicar da ilusão que temos em querer controlar a vida, porque na verdade não controlamos nada. Há uma frase que diz “quando achas que já sabes as respostas vem a vida e muda-te as perguntas.“, precisamente porque o maior desafio da vida é a entrega e a fluidez.

Nós temos dentro de nós um sistema molecular que está em constante mudança: células a reproduzirem-se diariamente, nutrientes a entrarem nas células e resíduos e toxinas a saírem, músculos e órgãos que trabalham sem que nós conscientemente comandemos, porque são comandados por um Sistema chamado precisamente de Sistema Nervoso Autónomo, e insistimos em acreditar que temos poder e controlo sobre tudo à nossa volta. Não é assim que a vida funciona. Pelo menos não como o poder ilusório do Ego. Nós temos poder e controlo sobre nós mesmo, sobre a forma como escolher agir e/ou reagir às situações, porque a única coisa que podemos de facto controlar é a nossa própria ação sobre o uso do Livre Arbítrio. Mais nada.

E aqui podemos ter controlo, mas um controlo consciente de que, uma determinada ação ou reação vais ter uma determinada consequência e é sobre isso que temos de controlar a nossa ação. Conforme as nossas escolhas, assim a vida se vai apresentar. Não podemos controlar a consequência, apenas a forma como vamos lidar com ela. Então, o controlo tem de estar em nós, mas de uma forma centrada e regrada, de acordo com aquilo que efetivamente depende de nós para a fluidez da vida acontecer. Aquilo que não depende de nós, nós não podemos mesmo controlar.

É preciso estarmos sempre a pôr-nos em causa. É preciso aprender a não tomar como garantido tudo na vida. Aquilo que hoje é certo amanhã pode não ser e se ativamos o medo de perder, a insegurança da mudança e do mergulho no desconhecido, ativamos controlo de certeza. Primeiramente o controlo das nossas emoções, depois por não querermos sentir o medo e o desconforto queremos controlar a situações e por conseguinte as pessoas inerentes às situações. E aqui cometemos grandes erros. Quando começamos a, consciente ou inconscientemente, querer controlar os outros, as ações dos outros, a querer que os outros sejam o que nós queremos ou esperamos deles e exigimos que assim seja, para que estejamos nós confortáveis, entramos no descalabro das relações. E muitas relações, sejam de amizade ou amorosas, sejam profissionais ou pessoas, acabem ou são problemáticas precisamente por este pequenino pormenor chamado controlo.

 “Se fosses um grão de areia, para onde te levaria o vento?” Esta pergunta é a primeira frase da mensagem 69 do Livro da Luz de Alexandra Solnado, precisamente com o título Controlo. Já pensou alguma vez nisto? Se fosse um grão de areia, para onde voaria? “Os grãos de areia só se deixam levar pelo vento porque não têm «querer».” E de facto é mesmo o querer que muitas vezes nos atrapalha. O nosso “querer” pode ser o nosso pior inimigo quando vem comandado pelo Ego, aquela vozinha na nossa cabeça que nos diz sempre “não vás por aí que é perigoso! Vai por ali que é mais seguro”… em vez de ser comandado pela Alma e pela Essência, a vozinha no coração que salta e vibra sempre que algo toca na nossa energia e nos chama.
​
Nem sempre tudo o que é para nós vem embrulhado em facilidade. Muitas vezes os desafios são pesados e dolorosos, mas tudo depende da forma como olhamos para eles e como aceitamos superá-los. Há quem diga que “se fosse fácil não tinha piada”. Noutra mensagem sobre o “Querer”, Alexandra descreve que o Ego é o mecanismo criado para suster o controlo, que por sua vez sustenta o medo, que por sua vez ativa o “eu quero” que nos faz fugir da dor. Se pararmos o querer fugir da dor, se aceitarmos os desafios da vida como eles são e como eles vêm, desativamos o medo, ativamos a coragem e ao avançar na vida a fluidez acontece.
E esse é o milagre da entrega!
​
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​CARMEN KRYSTAL
TERAPEUTA DE REFLEXOLOGIA, MASSAGEM, DRENAGEM LINFÁTICA,
REIKI, TERAPIA ENERGÉTICA INTEGRADA E ASTROLOGIA
www.terapiadaluz.com
terapias.carmenkrystal@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | OUTUBRO 2017
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Equanimidade:nem apego nem aversão

1/9/2017

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Equanimidade é um estado de aceitação, gratidão e tranquilidade por tudo o que nos acontece. Nem apego nem aversão apenas deixar a vida fluir sem esforço.
Por Fátima Lopes


in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017

(clique no link acima para ler o artigo na Revista)

​Uma das bases do budismo são as Quatro Nobres Verdades, a primeira das quais é que “a vida é sofrimento (dukka)”, mas o sofrimento vem essencialmente do nosso apego ou aversão às condicionantes que a vida nos apresenta. Assim, o desejo e as expetativas criam sofrimento porque nos apegamos a um resultado, e quando esse resultado não se concretiza, sofremos. Por outro lado, quando o objeto do nosso desejo ou da expetativa se materializa, tememos perde-lo, o que também causa sofrimento. Por vezes também criamos aversão a coisas, pessoas e situações, que queremos a todo o custo afastar das nossas vidas. Isso também é uma fonte de sofrimento.

Enquanto a nossa mente oscila entre apego e aversão não temos serenidade. Há sempre um desejo a ser satisfeito, um resultado a ser protegido ou alcançado, ou algo de que fugir. Neste estado mental não há descanso, nem pode haver verdadeira felicidade.

Assumimos muitas vezes, erradamente, que a felicidade se alcança por meio do que conseguimos extrair ou usufruir do mundo exterior, contudo, várias filosofias ensinam, e entre elas o budismo, que a verdadeira felicidade em nada se relaciona com ganhos exteriores, que é antes um estado de ser.

O modo de vida da sociedade ocidental, o marketing e a publicidade, levaram-nos a acreditar que só seremos felizes se tivermos o mais recente gadget topo de gama, a roupa da última moda, o carro mais desportivo e vistoso, a casa mais moderna e bem equipada, enfim, os items a adquirir não acabam nunca e nunca estamos verdadeiramente satisfeitos. Será isto a felicidade?

De que nos serve a fama, a riqueza ou o sucesso, se mantemos uma mente inquieta e sempre em busca de mais? De que nos serve o ódio ou a aversão a pessoas ou situações se quem perde a tranquilidade somos nós?

Acreditamos muitas vezes que ter mais, seja do que for, nos dá segurança e felicidade. Esta ideia parte do pressuposto errado de que temos controlo absoluto sobre os eventos da nossa vida. Não temos. Na verdade, controlamos muito poucas coisas no nosso quotidiano. E é o aceitar essa ausência de controlo, o soltar o apego ou a aversão, o simplesmente deixar a vida fluir, que se traduz por equanimidade (upekkha).

É importante não confundir a equanimidade com indiferença pois não são a mesma coisa. Indiferença não significa aceitação, significa apenas que não temos uma ligação com a situação, pessoa ou acontecimento, já na equanimidade há um sentimento de aceitação do que é sem qualquer tentativa, esforço ou expetativa de alterar a realidade.

Claro que, para atingir um estado mental que nos permita ser equânimes, há algumas ideias que devem estar na base do modo como conduzimos a nossa vida. Uma dessas ideias, também transmitida no budismo, é a de que tudo, neste mundo tridimensional, é impermanente. Nada nesta realidade existe para sempre, logo, querermos agarrar-nos às coisas como se fossem eternas, causa sofrimento.

Um exemplo disso é a perda de um ente querido. Sofremos sempre muito quando alguém que amamos parte deste mundo, contudo, a morte é algo absolutamente intrínseco à vida. Para haver vida é preciso haver morte. É da escuridão do Inverno que nasce a Primavera. Tudo na natureza se move em ciclos de morte e renascimento e assim é com todos nós. Se aceitarmos plenamente a ideia de impermanência não nos agarraremos às coisas e às pessoas como tábuas de salvação, em vez disso, aprendemos a soltar, a deixar ir o que tem de ir, o que já cumpriu a sua função nas nossas vidas e no mundo. Claro que podemos ficar tristes e até sentir muito a falta de um ente querido, mas o sofrimento agonizante só nos desgasta e não altera a situação. É sábia a capacidade de aceitarmos a morte como algo natural e expectável.

Um outro exemplo é a perda de um emprego. Quantas vezes perder um emprego é uma oportunidade para construirmos um novo rumo para nós? Um rumo que de outra forma nem teríamos considerado? E quantas são as pessoas que permanecem agarradas à dor da perda e a esgotarem-se na tentativa de abrir a mesma porta que acabou e se fechar para elas? Se aprendermos a soltar e a mantermo-nos num estado de aceitação, abertos ao que de novo possa surgir, estaremos a fluir com o movimento rítmico da vida, tal como um rio que se permite ser conduzido para o mar sem oposição.

Também beneficiaríamos bastante de aceitar a Primeira Nobre Verdade do budismo: não é possível viver toda uma vida sem passar pelo menos por alguns momentos de sofrimento. Querermos a felicidade permanente é uma ilusão, e uma ilusão que causa ainda mais sofrimento. É importante termos a capacidade de abraçar os momentos menos bons como parte da vida. É muitas vezes graças a eles que crescemos e nos transformamos além do que julgaríamos possível.

Pode parecer difícil aplicar a equanimidade nas nossas vidas, mas não será mais difícil manter o jogo do “puxa-empurra”, que nos mantém num estado de permanente alvoroço entre o apego e a aversão?

A melhor forma de praticarmos a equanimidade no nosso dia-a-dia é através do treino da mente: meditar, ser testemunha dos pensamentos sem nos apegarmos a eles. Se uma coisa nos faz felizes devemos aceitar, ser felizes no momento e soltar; se uma coisa nos deixa tristes devemos aceitar, ficar tristes no momento, talvez chorar um pouco, e soltar.

A equanimidade permite-nos aceitar e ser gratos por todos os eventos da nossa vida, bons ou menos bons, sem lutar contra eles e sem querer forçar a vida a moldar-se à nossa vontade, pois a vida sabe o que faz. 
​
Imagem
FÁTIMA LOPES
TERAPEUTA TRANSPESSOAL
www.fatima-lopes.weebly.com
www.facebook.com/cuidardaalma
fatima.m.lopes72@gmail.com

​in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017
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